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CARACTERIZAÇÃO DE QUINTAIS AGROFLORESTAIS SOB A PERSPECTIVA DE AGRICULTORES DO SETOR NAZARETH, CARLINDA – MT.

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LUIZ CARLOS SPICALSKI JUNIOR

CARACTERIZAÇÃO DE QUINTAIS AGROFLORESTAIS SOB A PERSPECTIVA DE AGRICULTORES DO SETOR NAZARETH, CARLINDA – MT.

ALTA FLORESTA- MT
DEZEMBRO DE 2011

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ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE CIÊNCIAS, TECNOLOGIA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL CAMPUS UNIVERSITARIO DE ALTA FLORESTA PROGRAMA DE CIÊNCIAS AGROAMBIENTAIS

LUIZ CARLOS SPICALSKI JUNIOR

CARACTERIZAÇÃO DE QUINTAIS AGROFLORESTAIS SOB A PERSPECTIVA DE AGRICULTORES DO SETOR NAZARETH, CARLINDA – MT.

ALTA FLORESTA- MT
DEZEMBRO DE 2011

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ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE CIÊNCIAS, TECNOLOGIA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL CAMPUS UNIVERSITARIO DE ALTA FLORESTA PROGRAMA DE CIÊNCIAS AGROAMBIENTAIS

LUIZ CARLOS SPICALSKI JUNIOR

CARACTERIZAÇÃO DE QUINTAIS AGROFLORESTAIS SOB A PERSPECTIVA DE AGRICULTORES DO SETOR NAZARETH, CARLINDA – MT.

Trabalho de conclusão de curso apresentado disciplina Bacharelado como TCC II, requisito Curso da de

em

Engenharia

Florestal do Programa de Ciências Agro-Ambientais, Campus

Universitário de Alta Floresta.

Orientador: Profº. M.Sc. Vander de Freitas Rocha

ALTA FLORESTA- MT
DEZEMBRO DE 2011

Msc. Msc. Dr. TECNOLOGIA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL CAMPUS UNIVERSITARIO DE ALTA FLORESTA PROGRAMA DE CIÊNCIAS AGROAMBIENTAIS COMISSÃO CIENTÍFICA Presidente/Orientador: _____________________________________________ Prof. Biologia / UNEMAT Alta Floresta . Guilherme Augusto Nogueira Borges Depto. Engenharia Florestal / UNEMAT Alta Floresta Suplente: _________________________________________ Prof. Alexandre Olival Instituto Ouro Verde / Alta Floresta Titular: ____________________________________________ Prof. Anderson Flores Depto. Agronomia/ UNEMAT Alta Floresta Titular: _____________________________________________ Médico Vet. Vander de Freitas Rocha Depto.4 ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE CIÊNCIAS.

.5 Dedico este trabalho. a todos que cruzaram meu caminho até hoje e deixaram algo e os que cultivaram algo. E a academia na intenção de que venha subsidiar trabalhos mais humanos.

6 “Não há fazenda. sítio. chácara ou recanto brasileiro que não tenha seu pomar e sua horta.” Alfons Balbach . engenho.

MST. Ao Anderson que proporcinava caronas com segurança e boas conversas. pois pesquisar 24 quintais não foi tarefa fácil.. mas que deram muito trabalho. Antonio pai do Francimar pelas boas conversas. Iberê. Leticia e Anderson valeu! Aos hippies “Luís” e “Erli” pela amizade e bons tempos que passamos juntos. Aos técnicos do Herbário da Amazônia Meridional da UNEMAT – Alta Floresta e ao José Luiz que sempre me auxiliou com muita dedicação na identificação das espécies. Ao meu amigo e co-orientador Professor Anderson Flores que sempre esteve a disposição para conversas sobre o projeto de pesquisa e sempre me incentivando a ir mais além. Boff. Ao Sr. À minha Família pela paciência que teve comigo ao longo desses anos e apoio incondicional nos momentos mais difíceis. além de amigos de longa data. À Associação Brasileira de Estudantes de Engenharia Florestal que trouxe sabedoria e entendimento sobre as políticas da vida. Ao Professor Jaci Guimarães da RPPN Cachoeirinha pelos ensinamentos e conselhos. “pousos” e boas conversas sobre as coisas mundâneas e as perversidades dos humanos. Carol.7 AGRADECIMENTOS Aos Astros e a Mãe Terra por ter me dado força e sabedoria para trilhar os melhores caminhos e que a Mãe Natureza proteja essa sabedoria. Engels. Aos agricultores Dona Loni e Sr. caronas. além das boas amizades espalhadas por esse Brasil. Ao meu orientador Vander de Freitas Rocha que sempre esteve a disposição para as orientações e sempre com boas idéias. Dani. Nilsom pelos almoços fora de hora. . À Dona Maria da Penha mãe do Francimar pelos cafés da manhã com seus pães deliciosos. Marx. Expressão Popular. Ao Agricultor Francimar da comunidade Nazaré pelo apoio dado durante o trabalho apresentando o pesquisador à comunidade. Ao Movimento Estudantil que proporcionou bons tempos de “luta” e muitos aprendizados. À banca examinadora. Via Campesina e Agroecologia.. Ao Instituto Ouro Verde que proporcionou o primeiro contato com esta comunidade e às caronas até a comunidade. pelas sugestões e contribuições que certamente enriquecerão este trabalho.

8 Aos amigos de classe Francis “PN”. Obrigado! . e as dificuldades que superamos no decorrer desta etapa. João Carlos “Boneco de Olinda”. À todos os professores que passaram pela minha carreira e deixaram algum ensinamento. O Smigoal agradece de coração. por todos os bons momentos juntos. À todos os alunos do curso de Engenharia Florestal. Marcos “Marcão”. Diogo “Salcicha”. obrigada pelo carinho. Valdinei “Heman”. Cícero “ Cirção”.

9 .

....... Caracterização Sócio-econômica.5........ 5.............................................. 5..3........................................................................................................................................................ 4....................................................... Introdução.........................................................2..................... Objetivo Geral................. 5.......1............................................................... 7..................................... 5..... Referências Bibliográficas............... 3............. 6.. 02 02 03 04 05 06 06 06 06 09 09 10 11 11 12 12 13 14 14 15 20 22 25 36 60 60 65 ........................................................................ Resumo.... Aspectos Históricos .... Objetivos........... ANEXOS..................................................................... 8............... Material e Método.1 SUMÁRIO Lista de figuras................... Objetivo Específico..................................................... Perfil dos Quintais................................... Aspectos Metodológicos da Pesquisa........... 5.........................................................4.............. 2................................. Abstract... 5............................ 2................................... 5.......... Procedimentos Metodológicos...................... Universo Amostral.................................................................................................................. Análise dos Dados.......3....3......................3............................................. Revisão Bibliográfica................................................................................3.....................................................................................3.................................................... 4.. 4.............................................. Conclusões...............2...................................... Coleta de Dados........................... 2...................................................... 4............................ Manejo dos quintais. Composição florística e utilização das espécies............ 4......... 4........................1...........................................................................................................................................................4....6.. 4............................................. 4......... Resultados e Discussão........................................ Lista de tabelas............................... Área de Estudo................................................1....................................................................................................................1...................... O nascimento dos quintais agroflorestais..... 1.............. A importância dos quintais agroflorestais.....2..........................2.....................................3..............................

......... Tabela 2: Amostras das áreas ocupadas pelos quintais......................... Carlinda – MT.... Figura 5: Área das propriedades................................................................................................................................................................................................................................................. Carlinda – MT............ Figura 8: Croqui do Quintal 02......................................................................................................... Figura 3: Nível de alfabetização dos participantes da entrevista....................................................................................................................... .. Carlinda – MT....... Figura 9: Croqui do quintal 06.......................................... idade do quintal e numero de espécies cultivadas....................................................................... Figura 10: Croqui do quintal 15.................. Figura 11:Croqui do quintal 02...................................... 47 Tabela 7: Plantas alimentares encontradas nos quintais do Setor Nazareth....................................................... Figura 6: Esquema da maximização de usos do quintal............................................. Figura 2: Mapa de distribuição de origem dos agricultores chefe de família ..... 50 Tabela 8: Plantas ornamentais encontradas nos quintais do Setor Nazareth... 46 Tabela 6: Plantas medicinais encontradas nos quintais do Setor Nazareth.................................................................................................... Carlinda – MT...................... Figura 7: Responsáveis pelos cuidados com o quintal...............................................................2 LISTA DE FIGURAS Figura 1:............................................... 53 Tabela 9: Plantas “outros usos” encontradas nos quintais do Setor Nazareth...................................................................................... Vista aérea do setor Nazareth... entre as de ocorrência nos quintais................... 12 14 15 16 18 25 26 29 31 33 35 LISTA DE TABELAS Tabela 1: Relação área do quintal........................................................................................................ Tabela 3: Heterogeneidade na priorização de usos...................................................................... Carlinda – MT...................... 56 ............................................................................... Tabela 4: Plantas encontradas nos quintais do Setor Nazareth....................................................................................................................... Figura 4: Área dos quintais................................................................. 16 18 37 38 Tabela 5: Espécies mais importantes para a população....

identificação botânica.74%. Mato Grosso. alimentar 30. RESUMO: O trabalho foi realizado em 24 quintais agroflorestais de seis comunidades rurais. expressa-se pela fabricação de elaborados a partir de seus componentes: doces. remédios caseiros e na fabricação de instrumentos de trabalho. .3 CARACTERIZAÇÃO DE QUINTAIS AGROFLORESTAIS SOB A PERSPECTIVA DE AGRICULTORES DO SETOR NAZARÉ. situadas no setor Nazareth no município de Carlinda. O conhecimento amplo sobre o potencial de uso da flora. CARLINDA – MT. observação participante. geléias.22%. quantitativas e revisão bibliográfica. estrutura e função dos espaços. visando compreender a importância da mesma para a família camponesa. consórcio. chás.45% e outros usos 20. A coleta de dados realizou-se entre novembro de 2010 e agosto de 2011.95%. polpas. licores. agricultores familiares. incluindo entrevistas semi estruturadas e abertas. Palavras-chave: comunidades rurais. Para a caracterização e compreensão dos quintais foram feitas análises qualitativas. inseticidas. Levantou-se 323 espécies nos quintais e identificou-se quatro principais categorias de uso: medicinal 49. O objetivo foi identificar a percepção de agricultores familiares sobre os quintais e analisar a formação. ornamental 24. bem como conhecimento da flora. subsistência. levantamento florístico.

consortium. through semi-structured and openended interviews.45% and other uses 20. Carlinda. CARLINDA – MT. Mato Grosso. Mato Grosso. structure and function.95%. as well as understand local knowledge of the flora. Qualitative methods and literature review were used for homegardens’ characterization. An extensive knowledge about the flora is expressed in the manufacture of sweets. fruit pulp. ornamental 24. and its importance to the peasant family. tea. Data collection took place between November 2010 and August 201. ABSTRACT: The study was conducted in 24 agroforestry homegardens in six rural communities located in Nazareth. participant observation. and botanical identification. homemade medicines and household tools. The goal was to identify the perception of farmers about homegardens and analyze its formation. pesticides. . Keywords: rural communities.74%.22%. 323 species were identified as well as four main categories of use: medicinal 49. jams. liqueurs. farmers.4 HOME-GARDEN CHARACTERIZATION TRROUGH THE PERSPECTIVE OF FARMERS OF NAZARETH SECTOR. food 30. subsistence.

De acordo com Niñez (1984) citado por Guarim (2008). De acordo com Peneireiro (1999). mais complexos. INTRODUÇÃO Os sistemas agro-florestais são formas de uso e manejo da terra. cujo paradigma é o mesmo da monocultura. geralmente. de maneira simultânea ou numa seqüência temporal. caboclas e ribeirinhas utilizam estes sistemas de produção. De acordo com Amoroso (2008) cultivar plantas e criar animais em quintais são atividades praticadas há vários milênios. como os quintais e outros. arbustos e animais domésticos. Uma das maiores vantagens desse sistema é sua capacidade de manter bons níveis de produção em longo prazo e de melhorar a produtividade de forma sustentável (BRITO. em seus princípios. tendo a árvore como componente do sistema. os insumos e a mão-deobra. junto com espécies agrícolas. e que se preconiza a combinação de algumas espécies para aproveitar melhor os fatores de produção. 1995). há sistemas agroflorestais elaborados e manejados a partir de diferentes paradigmas e há aqueles que se tratam basicamente de consórcios simples.5 1. O quintal agroflorestal são práticas de uso e manejo da terra cultivados em todo o mundo. Estes espaços estão voltados. e outros sistemas agroflorestais. principalmente para a subsistência da família e possuem um . à subsistência da família. a colheita. De acordo com Fracaro (2008) comunidades indígenas. São sistemas agroflorestais de pequenas dimensões que apresentam multiplos uma grande diversidade de espécies. Pode ser compreendido como um espaço de usos multiplos que fica próximo a residência da família. daqueles itens que não podem ser obtidos. da competição. que não estão facilmente disponíveis ou cujo preço seja impraticável pela cultura no campo. Sua fisionomia e composição florística são muito diversificados e refletem influencias em diferentes aspectos. cuidados com a saúde da família. nos quais árvores ou arbustos são utilizados em associação com cultivos agrícolas e/ou com animais numa mesma área. a pesca e a pecuária ou o recebimento de salários. propiciando uma alimentação saudável. melhora do microclima. que se fundamentam na busca dos fundamentos na própria floresta. estão situados ao redor da casa sendo extratos e cultivados e manejados pelo trabalho familiar. lazer em uma paisagem biodiversa e as crianças brincam aos olhos dos pais em meio as árvores. complementando o cultivo. que visa a produção para consumo doméstico. além de ser um local onde muitas vezes efetuam-se trocas de espécies e saberes são passados entre as diversas gerações e vizinhos. o quintal é subsistema dentro de um sistema maior de obtenção de alimentos.

2. Em conversas com professores foi criando expectativas e interrogações sobre essa área de produção. a fim de entender a importância para a subsistência da família. formação. 1993 apud BRITO e COELHO. identificar e sistematizar o conhecimento popular sobre a flora dos quintais. espaço e nutrientes . “terreiro” e “horta . entender a prática de cultivo dos quintais agroflorestais.6 inestimável conhecimento referente ao uso e manejo da biodiversidade. 3. As árvores dominam o estrato superior do horto e um maior número de espécies se encontram no estrato inferior (ROJAS e INFANTE. tem-se “hortos familiares”.1. geralmente apresentam-se em áreas de até 1 hectare. 2.2. os “chagga homegardens (NAIR. Brito e Coelho (1994) cita autores e denomina quintais no México. O primeiro contato com as comunidades foi através da Rede de Comercialização Solidária de Produtores Agroecológicos promovidos pelo Instituto Ouro Verde (IOV) onde moradores da área pesquisada comercializam produtos da agricultura familiar. “hortos caseros”. na américa central. 1994). estrutura e função desse espaço. Objetivo Geral Este trabalho tem por objetivo identificar a percepção dos agricultores sobre os quintais agroflorestais e analisar a composição. a organização do estrato promove uma grande proteção contra erosão. desde o “Jardim do Éden” no inicio da criação e com o passar dos anos adquiriu várias denominações de acordo com sua região. otimiza o uso da luz. no Brasil. A intenção de pesquisar sobre quintais nasceu do pensar sobre a importância desses espaços para vida da família rural. Os quintais agroflorestais normalmente apresentam vários estratos de vegetação. Objetivos Específicos  Identificar a percepção de agricultores familiares sobre os quintais agroflorestais e sua importância para a família camponesa. 1994).    caracterizar a formação. OBJETIVOS 2. estrutura e função destes quintais existentes no setor Nazareth. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA A utilização de quintais é uma prática difundida em todo o mundo. município de Carlinda – MT. na Tanzânia.

1996) Segundo Viana(1997) citado por HOFFMAN (2005). d) de acordo com os objetivos de produção. Existem varias classificações de sistemas agroflorestais. 20002). Do ponto de vista funcional os sistemas agroflorestais podem ser produtivos ou conservacionistas. (iii) a redução do uso de herbicidas e pesticidas. O sistema agroflorestal conservacionista pode exercer influência na conservação do . a busca por sistemas de produção apropriados em termos sócio-ambientais viáveis economicamente é um elemento central nas estratégias voltadas para o desenvolvimento rural sustentável. Nos produtivos as árvores podem desempenhar multiplos papéis e fornecer vários produtos como alimentos e matérias primas tais como madeira. muitos sistemas de produção. resinas. (ii) a conservação dos solos e bacias hidrográficas.tanto para os agricultores. b) de acordo com seu desenho ao longo do tempo. A utilização sustentável dos recursos naturais aliada a uma menor dependência de insumos externo. no entanto Peneireiro (2002) classifica como: a) de acordo com sua estrutura no espaço . produtos medicinais e forragens para animais (SALGADO.7 familiar” e de acordo com Viana (1996) na Amazônia são conhecidos como “quintal” ou “miscelânea”. 2006 apud NAVA . Na Amazônia. como para os consumidores (ARMANDO. desenvolvidos por comunidades indígenas. resultando em maior segurança alimentar e economia. folhas. Os sistemas agroflorestais são práticas agroflorestais tanto na Ásia como na América Latina. Esta técnica é interessante para a agricultura familiar por reunir vantagens econômicas e ambientais. óleos. caboclas e ribeirinhas. (iv) a diminuição dos custos de recuperação de matas ciliares e fragmentos florestais.em relação aos sistemas convencionais. (v) a adequação a pequena produção. Os sistemas agroflorestais apresentam uma série de vantagens – algumas já comprovadas cientificamente outras não. principalmente para fins de subsistência. Isso significa a busca de melhorias em diversas características dos sistemas convencionais de produção. dentre estas incluem: (i) a diminuição do uso dos fertilizantes. 2008). borracha. c) de acordo com a importância relativa e função dos diferentes componentes. lenha. nunca foram bem descritos e podem constituir um conhecimento que corre o risco de ser perdido para sempre (VIANA. existem diversos e estão em uso há muito tempo. e) de acordo com as características sociais e econômicas que prevalecem. praticados por esses povos tradicionais. (vi) adequação a populações tradicionais e (vii) a melhoria da qualidade de alimentos.

O quintal é de relevante importância sóciocultural. a pecuária.8 solo. que também envolve a criação de pequenos animais domésticos e/ou domesticados. Apresentam áreas de até 1 hectare. 2008). 1994).1996). De acordo com Dubois (1996) o quintal é uma área de produção que se situa perto da casa. sendo local de convivência e socialização. A grande diferença entre quintais agroflorestais e agrofloresta consiste na maior e menor abundância de espécies florestais. onde são cultivados espécies agrícolas e florestais. cercas. 2008). visando o suprimento da família. ou recebimento de salários (NIÑES. fixação de nitrogênio. sobre tudo em frutas durante o ano. Está localizado dentro de um sistema maior de obtenção de alimentos que tem como princípio a produção de alimentos para o consumo doméstico. complementando a colheita. 2008). No entanto observa-se um combinação de espécies perenes . Os quintais são importantes na conservação da diversidade de espécies cultivadas ou domesticadas. Sendo o quintal situado nos arredores da casa e a agrofloresta mais distante (DUBOIS. isto vem diminuindo o plantio de . otimiza o uso da luz. hortaliças.nenhum alinhamento. pois com o acréscimo do cultivo acentuado de monoculturas para suprir a demanda de produção de alimentos em todo o mundo. reciclagem e melhor aproveitamento de nutrientes. abrigo para animais. Contribuem para a manutenção das relações de vizinhança e parentesco na medida em que fornecem plantas medicinais. controle da erosão. atuar como quebra vento e no sombreamento de culturas. adição de nutrientes. 2004 apud NAVA . frutas. etc. Os quintais são considerados extensão da residência familiar. espaço e nutrientes. a pesca. De acordo com Dantas (1996) os quintais e pomares domésticos em geral constituem-se em um ótimo exemplo de sistemas agroflorestais formados empiricamente sem qualquer arranjo préviamente definido. aumento do teor de matéria orgânica e melhora de propriedades físicas e quimicas do solo (WALFLOR. contribuindo para manter viva as tradições locais (AMOROSO. a presença de vários estratos de vegetação promove uma grande proteção contra erosão do solo. produção e reprodução do saber popular através das experiências cotidianas. mudas. sem qualquer preocupação de fundo econômico ou ecológico. sendo local de convívio. As árvores dominam o estrato do horto em maior número de espécies se encontram no estrato inferior (ROJAS e INFANTE. que circundam pela rede social juntamente com informações sobre seus empregos e significados. meramente casual. com espécies temporárias e animais domésticos. 1984 apud FRACARO.

Com o desaparecimento dos quintais. Os quintais podem desempenhar um papel fundamental na conservação in situ do germoplasma de espécies e variedades de plantas úteis que não são cultivadas na agricultura convencional. MATERIAL E MÉTODO 4. solos Podzólicos Vermelho-Amarelo. município de Carlinda que está localizado no extremo norte do estado de Mato Grosso. limítrofe da cultura. expressa na forma de utilização do quintal e em seus componentes. observa e testa a planta por algum tempo. Desta forma levando e perda da rica agrobiodversidade criada por comunidades tradicionais (AMOROZO.1. espécies pouco conhecidas ou raras como as espécies crioulas ( AMOROZO. 2005). quanto da história. 2005) De acordo com Meireles (2003) o quintal agroflorestal também funciona como uma “maternidade” de adaptação de espécies. a 800 km da capital do estado. Assim.426. . morrerá um local privilegiado. 4. Este potencial torna-se muito importante em vista da grande investida. Para Amorozo o reconhecimento desse espaço na interação do individuo com a natureza e com sua cultura pode evidenciar potenciais pouco explorados na educação formal. nas colinas. serão os quintais as primeiras fontes de material reprodutivo.9 km². com declividades moderadas. o quintal é o ponto de partida muito bem situado para introduzir a criança tanto no estudo da biologia e dos processos naturais. que nos coloca em contato com o ilimitado espaço da natureza (NUNES. nas ultimas décadas. Tem uma população de 10. Predominam. sendo que 6416 habitantes vivem na zona rural (IBGE. 1994 apud BRITO. ou uma das fontes principais do nosso imaginário. Cuiabá. da agricultura convencional sobre as áreas historicamente ocupadas. Mais tarde aprovadas suas características para plantio.9 grande variedade de cultivos e aumentando a pressão sobre as florestas nativas. Apresenta colinas de topos tabulares. O agricultor traz espécies nativas ou obtidas de outras famílias. a policultura vem perdendo seu espaço e a diversidade de espécies vem diminuindo. Entretanto muitas espécies não são mais plantadas no campos e podem mas podem ser encontradas e conservadas em locais restritos como os quintais da zona rural e urbana ( CRUZ. 2008). associadas a pontões e saliências rochosas. domiciliar. 2008). a começar pela história da própria família. Área de Estudo O presente trabalho foi realizado na comunidade Nazareth. econômicos e ecológicos. desta forma resultando em benefícios nutricionais.985 habitantes. 2010) e uma área de 2. talvez entre nós o único espaço privado.

junho e julho. comércio e eco turismo (FERREIRA. no inicio da década de 80 e tinha como prioridade o assentamento de agricultores associados. saneamento e a saúde a cargo de conhecimentos sobre flora da região.200 a 2. Esta região é drenada por tributários da bacia do rio Teles Pires. fevereiro e março. de 19 de dezembro de 1994 emancipando-a e até então era distrito de Alta Floresta.3. As principais atividades econômicas são a agricultura. 2006) . Geomorfologicamente. está a uma altitude de 290m. mesmo tendo melhorado muito.2. A vegetação predominante caracteriza-se por Floresta Ombrófila Densa. Durante sua implantação mudou-se a regra da jogo no que diz respeito a crédito para a lavoura. feijão e mandioca em menor áreas e com o enfraquecimento da terra foi-se transformando as áreas de cultivo em pasto para a criação de gado. com intensidade máxima em janeiro. desta forma a distribuição de lotes ficou a cargo do INCRA. Carlinda. No inicio da colonização as culturas cultivadas eram café e cacau em maior área e culturas de ciclo como o arroz o milho. O setor Nazareth é oriundo da reforma agrária.700mm.594. Floresta Estacional e Savana (IBGE.10 com baixa fertilidade. pois a pressão das famílias sem terra era grande. 1992). caracterizado por totais anuais de precipitação da ordem de 2. nos relevos rochosos têm-se solos Litólicos. depressão interplanaltica da Amazônia Meridional e planaltos dos Apiacás/Sucurundi. ao longo dos principais rios ocorrem solos Glei Pouco Húmicos (MOREIRA. foi elaborado e executado pela Cooperativa Cotia – CAC. 2007). muitas famílias ainda desistem da terra. os que não ganharam a terra se empenharam em trabalhar para adquirir um pedaço de terra. inviabializando o projeto. desta forma os que vieram para a região se aglutinaram em fazendas gerando cerca de cinco mil famílias sem terra. Aspectos Históricos O município de Carlinda foi criado através da lei estadual nº 6. Procedimentos Metodológicos . os desprazeres na terra eram grandes com mínimas condições de moradia. 2001). com dois meses secos. As famílias do sul e nordeste do país foram atraídos por propagandas do governo que influenciavam milhares de famílias a desbravar a Amazônia em busca da “terra que corre leite e mel”. sendo assim é preciso melhorar muito para a fixação da família no campo. 4. Encontra-se sobre ainfluência do clima Equatorial Continental Úmido. 4. pecuária . No inicio a colonização de Carlinda aconteceu através do plano de assentamento conjunto (PAC). desta forma as dificuldades eram muitas. está situado na depressão norte do Mato Grosso (IBGE. filhos de associados ou selecionados pelo INCRA.

1 Aspectos Metodológicos da Pesquisa Para a coleta de dados foi empregado um plano de perguntas geradoras de informações qualitativas a fim de caracterizar a composição. É preciso ter paciência com intolerâncias.3. que poderão ser analizados dentro de contextos de vida real. Afim de investigar a percepção dos agricultores em relação aos quintais agroflorestais será empregado questionário baseado em Posey (1987). bem como a influencia dos quintais agroflorestais na agricultura familiar.3. GODOY. quando há pouco controle sobre os eventos estudados e o foco de interesses está centrado em em fenômenos atuais. ANDRÉ. a oferecer informações usando a sinceridade com relação aos possíveis benefícios que seu trabalho possa trazer à comunidade investigada. Universo Amostral Os quintais amostrados localizam-se respectivamente em seis comunidades do Setor .11 4. Segundo esta metodologia as perguntas são dirigidas com o máximo de abertura para que o informante tenha a liberdade necessária para o discurso de acordo com seu conceito e lógica. 1991. 1986. o que se justifica pelo caráter invasivo desse tipo de pesquisa. 4. estrutura e função deste sistema de produção.. evitando imposição de idéias ou categorias culturais do pesquisador. seguindo a metodologia “geradora de dados “ dando ênfase na qualidade dos dados. O pesquisador deve adequar sua linguagem a do informante para evitar incompreensões. 2008) De acordo com Godoy citado por Santos (2004) o estudo de caso tem se tornado estratégia preferida quando pesquisadores têm a pretensão de responder à questões do tipo “como e “por quê” certos fenômenos acontecem. O pesquisador precisa estar à disposição sempre que necessário. É dever do investigador a demonstração de curiosidade sincera a respeito às atividades diárias dos estudados. A metodologia utilizada denomina-se “Estudo de Caso” que consiste na investigação exaustiva e profunda de um ou de poucos objetos de maneira a permitir conhecimento amplo detalhado (GIL.2. As técnicas fundamentais desse tipo de pesquisa dizem respeito a observação participante e a entrevista gravadas em áudio. Posey (1987) citado por Santos (2008) sugere: O contato entre o pesquisador e o informante deve ser mediado pelo respeito às informações veiculadas. 1995 apud SANTOS.

lon=-55. Rio Jordão (lat=-9. contudo.6838608). Isso implica que o estudo de caso pode se basear numa mescla de provas quantitativas e qualitativas (SOUZA. lon=-55. lon=-55.12 Nazareth. sendo cinco propriedades na comunidade Nazaré. a escolha destas propriedades foi aleatória. compreender e classificar processos dinâmicos vividos por grupos sociais.8804152. 2007). ou seja. Nesta área residem agricultores. comunidade Nazaré (lat=-9. beneficiados pela reforma agrária o que caracteriza o cultivo da terra para o sustento da família. Foram selecionadas 24 (vinte e quatro) propriedades. Análise dos Dados Em geral o estudo de caso vale-se principalmente da metodologia qualitativa para seu desenvolvimento. três na comunidade Palestina e quatro nas demais comunidades. Monte Sinai (lat=-9. . Monte das Oliveiras((lat=9. lon=-55. Emaus (lat=-9.8995247.762825&).7200813) localizado na zona rural do município de Carlinda.741024).7056618) e Palestina (lat=-9.9392621. A abordagem qualitativa de um problema justifica-se por ser uma forma adequada para entender a natureza de um fenômeno social.90984. lon=-55.3.3. Os estudos que empregam uma metodologia qualitativa podem descrever a complexidade de determinado problema.9575227. analisar a interação de certas variáveis. a utilização da metologia quantitativa pode ser válida principalmente quando se utiliza pontualmente.9286096. para o esclarecimento de aspectos da questão investigada.7267761). Figura1: Vista aérea do setor Nazareth 4. lon=-55.

manejo e conservação dos recursos naturais presentes nos quintais (Anexo II). idade. experiência de vida em zonas rurais. e ocupação das pessoas residentes no domicilio (anexo I). bem como o aceito do proprietário em participar da pesquisa. As plantas que não foram identificadas pelos entrevistados foi identificado no Hebário da Amazônia Meridional/UNEMAT-AF e in loco com base no conhecimento botânico do pesquisador. falando das espécies e seus respectivos usos. foram inventariadas. naqueles que procuram descobrir e classificar a relação entre variáveis.4. o qual se estendeu durante todo o período de realização deste estudo. bem como nos que investigam a relação de casualidade. A fase de coleta dos dados teve inicio em outubro de 2010. E também empregados quando o pesquisados deseja melhor entendimento do comportamento de diversos fatores e elementos que influem sobre determinado fenômeno (RICHARDSON et al. . A Coleta de Dados Anterior às saídas de campo iniciou-se o levantamento bibliográfico para a compreensão e sistematização de elementos teóricos que delineiam o objeto de estudo e suas inter-relações. 1999). o entendimento das particularidades do comportamento dos indivíduos (RICHARDSON et al. o que proporcionou maior confiança nos agricultores abordados. 4. escolaridade. ocupação. Todas as plantas apontadas pelos entrevistados como pertencentes ao quintal com alguma utilização prática. o informante foi apresentando seu quintal. dirigiu-se entrevistas a pessoa do domicilio responsável pelo manejo do quintal com maior conhecimento sobre os elementos do quintal. procedência do propágulo. Além das entrevistas. No setor Nazareth a aproximação entre pesquisador/pesquisado foi facilitado pelo Agricultor Francimar que apresentou inicialmente o pesquisador à comunidade. seguiu-se a apresentação do pesquisador e o objeto da investigação. migração. prosseguindo até junho de 2011. após a primeira visita a comunidade e conversas informais com os moradores. Métodos quantitativos são freqüentementes aplicados nos estudos descritivos. e o vinculo cultural com a espécie.3. número de membros da família. 1999). Para cada propriedade preencheu-se ema ficha cadastro contendo informações socioeconômicas dos informantes e familiares como: Origem. até mesmo aquelas plantadas em vasos e latas (Anexo III). Aplicou-se entrevistas semi-estruturadas contendo questões abertas e fechadas que versavam sobre o uso.13 contribuir no processo de mudança de determinado grupo e possibilitar em maior nível de profundidade. No segundo momento.

53%). do lar (7. Maranhão e Ceará) e 2 (4.metalúrgico (1). diarista (1) e serviços gerais (1). Figura 2: Mapa de distribuição de origem dos agricultores chefe de família .73%) da região nordeste (Bahia. A principal atividade dos informantes provém da pecuária de leite e outra parte é beneficiária do INSS. São Paulo e Espírito Santo).30%) pertencem a região sudeste do país ( Minas Gerais.78%) da região sul do país ( Paraná. com média de 3 pessoas por famílias.60%). Rio Grande do Sul e Santa Catarina).34%) da região centro oeste (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul).14 5. Com relação as profissões declaradas pelos entrevistados apareceram: agricultor (a) (58. estudante (25. RESULTADOS E DISCUSSÃO 5. Monitor (3. 16 (34. 10 (21.1 Caracterização sócio-cultural Os vinte e quatro grupos familiares representam um total de 82 pessoas. A faixa etária dos informantes variou entre 20 a 72 anos de idade.31%).65%) professor (a) (1). vaqueiro (1). Quanto ao local de origem dos chefe de família 19 (41.

O quintal é um espaço de trabalho familiar e a coleta de alimentos é realizado por pais e filhos.2% tem ensino superior completo. 2. em sua totalidade. 7.6% tem ensino superior incompleto e 1.15 O nível de alfabetização dos participantes da entrevista. Nível de Alfabetização Analfabetas Fundamental Incompleto Fundamental Completo Médio Incompleto Médio Completo Superior Incompleto Superior Completo Figura 3: Nível de alfabetização dos participantes da entrevista. 5. 6% completaram o ensino médio. Os quintais do setor Nazareth tem em média 23 anos e 70. Perfil dos quintais Durante as visitas às casas. observou-se que o termo mais utilizado era terreiro ou quintal.3% não completaram o ensino médio.3% são analfabetas. Uma das vantagens percebida na pesquisa é que pais com pouca escolaridade conseguem sustentar e dar oportunidade de estudo aos filhos.7% não completaram o ensino fundamental. 3.2. em ações conjunta ou unitária. Os quintais deste setor. 7. a área total pesquisada é de 7.4% completaram o ensino fundamental.8% dos entrevistados foram assentados pelo INCRA.78 ha e uma área média por quintal de 3244 m². . 59.

5 1 0.16 Área dos quintais (m²) 5 4. Tais resultados estão apresentados na Tabela 1.5 2 1. .5 3 2.5 4 3.5 0 Quintais 500 – 1000 1001 – 1500 1501 – 2000 2001 – 2500 2501 – 3000 3001 – 3500 3501 – 4000 4001 – 4500 4501 – 5000 5001 – 5500 5501 – 6000 6001 – 6500 6501 – 7000 7001 – 7500 7501 – 8000 Figura 4: Área dos quintais O maior quintal foi encontrado na comunidade Rio Jordão contando com 8000 m² e uma diversidade de 47 espécies e o de menor área foi encontrado na comunidade Emaus com 791 m² e uma diversidade de 21 espécies.

5 1.6 50.27 0.225 m² e .69 0.49 0.400 8.360 3.4 15.42 0.584 5.053 2.58 1.099 2.6 50 25.380 791 2.220 3.2 Oliveiras Palestina Palestina Monte Sinai Rio Jordão Rio Jordão 24 51.33 1.31 2.67 1.8 25.60 0.408 2.4 Oliveiras Monte das 30 Oliveiras Monte das 96 Oliveiras Monte das 25. não se observou nenhum tipo de correlação significcativa.4 25.48 1.000 0.2 50.2 50.12 1.500 2.871 1.400 1.200 4.33 1. Número Comunidade Área da Área do Área do Idade Número de do quintal Propriedade quintal quintal do espécies (ha) (m²) (Relativo) quintal cultivadas (anos) 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Nazaré Monte Sinai Monte Sinai Monte Sinai Nazaré Nazaré Nazaré Nazaré Emaús Emaús Emaús Rio Jordão Rio Jordão Palestina Emaús 50 25 21.496 1.41 1.225 3.500 2.6 0.4 0.58 23 25 26 25 >11 22 24 23 24 24 >11 18 25 >20 18 28 23 24 25 >20 22 25 24 25 72 25 21 16 30 35 25 88 33 21 46 72 10 14 28 39 54 38 40 37 24 41 23 47 Monte das 50.958 4.500 3.61 0.17 Tabela 1: Relação área do quintal. idade do quintal e numero de espécies cultivadas.000 2.848 3.800 4.31 0.68 0.28 0.5 50.55 1.2 1.36 1.608 3. idade e quantidade de espécies cultivadas.32 1.666 6.4 50 25. Por exemplo um quintal com 11 anos de plantio apresentou 46 espécies cultivdas e uma área manejada de 4. quando analisamos as áreas dos quintais.4 Na tabela 1.2 25 25 25 34.

tais resultados estão apresentados na Figura 5. os da comunidade Palestina 8. onde a menor com 15.6 14.400 m².85 86 – 95 96 – 105 Figura 5: Área das propriedades Os quintais da comunidade Nazaré totalizam uma área de 16.25 26 .45 46 – 55 56 – 65 66 – 75 76 . Área da propriedade (ha) 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 Coluna B Área 15 .400 m² de área manejada.037 m² 3 Monte das Oliveiras 201.18 um quintal com 24 anos de idade apresentou 23 espécies cultivadas e 1.259 m² 4 Nazaré 146.017 m².122 m². os da comunidade. A comunidade Nazaré teve um maior número de quintais amostrados e a comunidade Palestina um menor número.0 há. os da comunidade Rio Jordão 14. .017 m² 4 Rio jordão 141.6 12664 m² Na comunidade Emaús foram estudados 4 quintais com área média de 2.490 m² 4 Palestina 125.400 m² 4 Emaús 135. da comunidade Emaús 8.6 8.6 8.037 m² e os da. Monte Sinai 18. os da comunidade Monte da Oliveiras 12.6 ha e a maior com 96.9 16. As propriedades variaram suas áreas. Tabela 2: Amostras das áreas ocupadas por quintais Propriedades Comunidades Aŕea da propriedade (ha) Área dos quintais 5 Monte Sinai 159.664 m². tais resultados estão apresentados na Tabela 2.2 18.490 m².259 m².35 36 .

O quintal nº 17 apresentou a maior diversidade com 54 espécies. No quintal 11 foi encontrado a pessoa com mais conhecimento popular sobre a flora do quintal desta comunidade. com grande quantidade de árvores e muitas vezes são compostos por pomares com espécies nativas crescendo espontaneamente.564 m². entre os pesquisados desta comunidade. percebe-se que se efetuam freqüentes intervenções de limpeza. 54. contendo em média 25 variedades de espécies.608 contendo em média 50 variedades de espécies. Entre os pesquisados a moradora do quintal 08 apresentou maior conhecimento popular sobre a flora do quintal. com um ou poucos exemplares de mesma espécies. apenas 8 quintais . Em um estudo feito em Java. plantas medicinais e animais de criação estão entre os elementos que compõem os quintais. Na comunidade Monte das Oliveiras foram estudados 4 quintais com área média de 3.166 mº. com área média de 4. Os canteiros de hortas. A moradora do quintal nº 4 apresentou o maior conhecimento popular sobre as plantas do quintal. Os quintais são heterogêneos. Nesta comunidade foi encontrado o menor quintal com uma área de 791 m².679 m². são bastante estratificados e sombreados. Este fator não pode ser observado pois não foi analisado a produção. No setor Nazareth dos 24 quintais estudados. O quintal nº 11 obteve uma maior diversidade de espécies com 46 espécies cultivadas na comunidade. O quintal nº 8 compreendeu a maior diversidade com 88 espécies. destas 37 são ornamentais e a moradora tem um amplo conhecimento sobre a flora do quintal.19 Contendo em média 32 variedades de espécies. sendo os de menor tamanho considerados mais produtivos. Na comunidade Nazaré foram estudados 5 quintais com área média de 3.600 m². Na comunidade Palestina foram estudadas 3 quintais com área média de 2. verificou que a produção dos quintais era influenciada pelo tamanho da unidade. Na comunidade Rio Jordão foram estudados 4 quintais com área média de 3. Na comunidade Monte Sinai foram estudadas 4 quintais. contendo em média 25 variedades de espécies. Stoler (1995) citado por Soemarwoto (1987) apud Brito (2005). contendo em média 38 espécies diferentes. O quintal nº 20 apresentou a maior diversidade com 37 espécies. Outros apresentam árvores equidistantes.1% apresentam características marcantes de sistemas agroflorestais. são delimitados e bastante ensolarados e apresentam uma boa diversidade de espécies. contendo média 42 variedades de espécies. O quintal nº 12 apresentou a maior diversidade com 72 espécies.

L. hortelã. As galinhas são criadas soltas. almeirão) e alguns legumes ( pimentão. tais como segue: “O plantio foi feito por meus avós.20 possuem hortas. mas também pode representar uma fonte de renda quando o excedente é vendido. A criação de galinhas foi constatada em todos os quintais estudados e em um quintal foi encontrado patos e galinhas da angola. P. cebolinha). isto não quer dizer que aqueles que não apresentam cultivos de medicinais e condimentares em viveiros específicos. folha santa. abóbora. No baixo Amazonas. Nesses quintais existem os canteiros de ervas medicinais. cidreira. couve. muito criança. erva santa maria. alfavaca. Este tipo de criação é destinada para a obtenção de ovos para o autoconsumo. E em um quintal foi encontrado um viveiro de mudas florestais. Contudo.3% do total. salsinha. o que as vezes representa um problema por acabarem com as plantações mas no quintal nº05 a agricultora relata que as galinhas fazem serviço de limpeza capinando o quintal. de café e de cana-de-açúcar teve por objetivo substituir produtos caros comprados nos mercados. o que corresponde a 29. As hortas cultivadas do setor Nazareth são de grande importância na economia local por serem produtos que diariamente vão a mesa do agricultor. (1988) citado por Brito (2005) verificaram. caxi). quiabo.16% do total. o que corresponde a 33. nos quais são plantados verduras (alface. Este tipo de criação é para autoconsumo e venda de seu excedente.. comunidade Nazaré) . Nesses quintais foram observados pequenos canteiros. não possuem em seus quintais essas plantas.3 O nascimento dos quintais agroflorestais O plantio das plantas no quintal foi realizado pela família. muitas vezes espalhadas ou em latas e vasos próximas às moradias.” (Agricultora J. hortelã. encontram-se também alguns tubérculos (inhame. responsável pelo aporte proteíco das famílias. pepino. Outro tipo de criação é a de porcos que foi encontrado em 7 quintais.5% do total e nesses espaços são plantados ervas medicinais (boldo. minha mãe. que o plantio. Saragoussi et al. nos quintais. pronto alívio. por que eu era criança. correspondendo 4. batata-doce). o que corresponde a 12. A produção de ovos e aves no quintal é um importante componente do quintal. além de condimentares (majericão. 5. através do projeto INPA/FAO. meu pai. legumes e tubérculos na dieta familiar e as ervas medicinais para a cura de moléstias de familiares e vizinhos. melissa) Estes pequenos canteiros enriquecem com verduras. que foram encontrados em 3 quintais.16% do total. coentro.

comunidade Monte Sinai) “[. jaca e côco. R. R.” (N. M.. O plantio foi realizado através de conhecimentos próprios sobre espaçamento. então foi onde agente plantou essas árvores aí. comunidade Monte das Oliveiras) Os quintais foram formados por sementes. comunidade Emaús) “Eu preparei umas mudas quando morava lá na estrada A.21 “[. L.” ( Agricultor M. O. naquele tempo tinha esse viveiro que fornecia muda de laranja. mudas e propágulos advinham de antigas residências.. adquiridos através de trocas.. vizinhos e viveiros da região.” (Agricultor J. J. mudas e propágulos...” (Agricultor P.] nós todos plantamos juntos. Os primeiros plantios ocorreram logo que as famílias se estabeleceram em seus lotes. com função de subsidiar a alimentação da famíla. tais como segue: “As sementes de andú foi um vizinho que me deu. comunidade Nazaré) “Sempre algum vizinho dá muda para nós. um ajudando o outro. foram adquiridas em um . compra em viveiros e mercados de produtos in natura. presentes. S. M. O.] foi nós mesmos.. naquela esperença de plantar umas frutas numa área que a gente pudesse morar mais fixo.. comunidade Monte das Oliveiras) “As mangueiras que foi da mesma idade que eu entrei aqui. G. mas nós pegamos muda da INDECO..” Agricultora A. M. C. eu e meus meninos”. essas flores foi da casa da minha vizinha que mora na D2 e essa que tá pendurada foi a nora que me deu e essa que tá aí foi minha filha que me deu de dia das mães. as primeiras plantas.. R. comunidade Rio Jordão) “O que nós plantamos pegamos as sementes e fizemos balainho e plantamos” Agricultor L. comunidade Rio Jordão) “A CEPLAC trouxe para a gente os côcos germinados e a poncã a maioria agente trouxa lá da fazenda Caiabi e o resto foi semente comum e a gente foi plantando. sombreamento e dinâmica entre árvores. ( Agricultor M..

na comunidade Emaús fabricam remédios caseiros.] isso aqui tem muitos anos. remédios caseiros. planto por isso. comunidade Monte das Oliveiras) “[. desta forma este espaço melhora a qualidade de vida dos que ali vivem. M. remédios e instrumentos rústicos de trabalho. O conjunto de plantas que circunda a casa trazem bem estar as pessoas que ali vivem. F. jaqueiras. chás e doces. doces. comunidade Rio Jordão) . Essa proteção é composta por grandes magueiras. compotas. comunidade Monte das Oliveiras) 5. polpa. S. mel e na comunidade Rio Jordão fabricam chás. as flores plantadas na lata ou no jardim que embelezam a casa e o jardim. há um valor intangível dos quintais. Através das plantas medicinais. O cuidado com a saúde da família camponesa fica a cargo das “donas de casa”. R. instrumentos rústicos de trabalhos..4 A importância dos quintais agroflorestais Os quintais dão proteção e abrigo à casa contra raios solares.” “(Agricultora R. Na comunidade Nazaré utilizam produtos dos quintais na fabricação de remédios caseiros. chás. abacateiros. o inajá que atrai animais silvestres e embelezam ainda mais a paisagem e outros fatores que passam despercebidos por nós. a agricultora fala sobre as flores do seu quintal “As mudas de flor eu plantei porque acho bonito. Os elementos presentes no quintal podem gerar. geléias.22 depósito de frutas lá da industrial. coincidindo com a citação. geléias. na comunidade Palestina fabricam remédios caseiros.. O . garrafadas e remédios caseiros. De acordo com Garrote (2004)..” ( Agricultora A. ligado a estética e ao bem estar das famílias. licores e mel. na comunidade Monte das Oliveiras fabricam remédios. chuvas e quando limpos à animais silvestres. 2008). R. que foram as pessoas que apresentaram mais conhecimento sobre a flora local. polpa. coqueiros e pomares de entorno. na comunidade Monte Sinai fabricam doces. a pessoa com mais conhecimento indica o uso e prepara chás. O uso de plantas para amenizar dores ou curar moléstias é presente na vida humana a muito tempo (MACIEL. seja a sombra das árvores que melhora a sensação térmica. vento.. vi aquelas frutas bonitas e semeei.” (Agricultor J. acho tão lindo uma florada no quintal plantado na lata. desde que adequadamente extraídos e devidamente processados vários produtos. quando agente começou a morar aqui já tinha tudo esses pés de manga e nem sei te informar quantos anos tem. chás e compotas. doces.

tem aquela plantinha que é muito atrativa prás maritaca. a água é maravilha. para a gente ter menos despesa. então agente deixa numa forma de preservativo para eles”. jaboticaba agente tem ali a traz. então agente andou plantando.. P.23 Relativo a ao valor da fauna. Uma agricultora afirmou que: “Além do fruto tem a sombra. ( Agricultora J. agora agente deixa eles comerem a frutinha é uma forma da gente atrair.. remédios. Por que segura essa água? sempre dos vizinhos está secando e a nossa não seca por causa das plantações que não deixa resecar a terra para poder a água permanecer. O complexo de culturas diversificadas. A gente gosta de laranja e tem ela ali não precisa ir comprar lá. também sobre o pé de manga faz uma sombra . O . além da sombra é pra proteger o meio ambiente. comunidade Monte das Oliveiras) Os quintais tem grande importância para a soberania alimentar e medicinal e funcionam com como bancos de alimentos. agente tem um poço aí dentro de casa a não sei quantos anos. fazer suco. Associados ao bem estar está a proteção do meio ambiente. tem guaxo que mora ali. não fazemos que nem as outras oportunidades que eles vêem e espantam com estilingue. para não secar a água. L. comunidade Nazaré) Nair (1993) citado por Brito (2005) afirma que os quintais tem considerável valor ornamental. para não ficar comprando no mercado.” (Agricultora R. rotação e práticas desenvolvidas pelos proprietários locais podem fornecer proteção ambiental sob condições tropicais. antes agente podava. sanhaço que mora no coqueiro. fruteiras e roças de mandioca. chupar. Neste contexto o informante abaixo afirma que: “Para a gente ter o fruto . uma goiaba pra fazer um doce. agente gosta da fauna silvestre. fibras durante o ano todo com as hortas. O embelezamento e a regulação do ambiente em torno da casa são elementos importantes para a família. a agricultora relata: “Animais silvestres agente não cria mas eles aparecem aí. milho e guandú. então eu gosto de estar fazendo essas coisas sem estar comprando. S.

24 danada.” ( Agricultora S. M. M., comunidade Nazaré) “ [...] ali agente planta ração para a criação, napier. essas coisas e foi plantado mandioca, batata-doce, abóbora e milho que pertence também a área do quintal”. (Agricultor M. B. O., comunidade Monte das Oliveiras)

Esta agricultora relata sobre a preferência das plantas em seu quintal: “A gente planta mais frutíferas, as árvores do pomar, laranja, manga, acerola, limão, mamão. O quintal aqui é mais dedicado a plantar árvores que dão fruto e minha mãe gosta de plantar flores por aí, para ficar bonito” (Agricultora J. L. P., comunidade Nazaré)

Acredito que o setor Nazareth é ampla área de produção agrícola, mesmo hoje em dia dominado pela pecúaria leiteira ainda tem presença nos mercados e feiras livres da região. “Aqui tudo eu plantava roça, melancia, milho, porque eu tinha irrigação aí eu fiquei doente e não tinha como trabalhar, aí ficou parado, isso tudo era quintal. Eu trabalhava com feira lá em Alta Floresta.” (Agricultor R. X. L., comunidade Monte Sinai) O agricultor fala sobre a participação na Rede de Comercialização Solidária com a venda de produtos oriundos do quintal, esta comercialização acontece toda semana e o IOV organiza e viabiliza a venda de produto da agricultura familiar deste setor, cita que planta para: “[...] o gosto da gente e as vezes para alguém. Agora a Silvana está trabalhando com fruta, ela entrou no projeto do Instituto Ouro Verde e tá vendendo polpa e essas coisas.” ( Agricultor P. M. M., comunidade Nazaré)

Esta agricultora afirma ter plantado para a comercialização e relata ter sido influenciada por promessas que não vingaram. Segundo ela: “Nós plantemos para nosso uso e para comercializar, só que a comercialização não aconteceu nada, nós plantemos com a promessa que ia vender e depois só perder tudo.” (Agricultora M. J. S., comunidade Monte das Oliveiras)

Este outro agricultor afirma vender o excedente: “Consumo próprio da família e quando sobra vende o produto.” ( Agricultor P. M. M., comunidade Nazaré).

25

Figura 6: Esquema da maximização de usos do quintal

5.5 O manejo dos quintais agroflorestais Dos 24 quintais pesquisados foi constatado que o casal compartilham os cuidados do quintal em 12 domicílios, totalizando 50%, os homens cuidam do quintal em 5 domicílios (20,8%), a família cuida do quintal em 4 domicílios (16,6%), mulheres cuidam do quintal em 3 domicílios (16,6%) (Gráfico da figura 3).

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Cuidados com o quintal

Casal Homem Família Mulher

Figura 7: Responsáveis pelos cuidados com o quintal Resultados diferentes foram apresentados por Lulbers (1993), citado por Nasser et al (1993) apud Brito e Coelho (2000), afirmam que hortos caseiros estão relacionados a mulher. Assim como trabalhos apresesentado por Berbem, da Cruz (2005). Em alguns casos o homem cuida do quintal por que a esposa não tem mais saúde. A agricultora M. J. S., comunidade Monte das Oliveiras relata: “ [...] quem cuida do quintal é meu esposo, por que eu estou doente, pois não agüento ficar muito em pé...” Foi constatado que na maioria dos quintais o cuidado é responsabilidade da família. O agricultor relata: “Aqui o trabalho é mais familiar, mas quem enfrenta a limpeza é eu né, a parte mais dura, aí o resto de varrer é ela.” ( Agricultor P. M. M., comunidade Nazaré) O homem é responsável pelo trabalho “pesado”, a capina, a roçada, a poda e os plantios, e utiliza esse espaço para fazer experimentações e observações sobre enxertia e possíveis cultivos em larga escala. A mulher é a pessoa mantenedora que realiza trabalhos diários no entorno da casa. Juntamente com os filhos e netos cuidam das plantas e animais, colhem alimentos e mantêm limpo o quintal. Relacionado a isto um agricultor relata sobre o quintal relacionado a mulher: “A maioria da vezes é a dona Loni que cuida, eu dou uma ajuda assim, para fazer a limpeza, a roçada, mas quem cuida do entorno da casa é a dona Loni”. (Agricultor N. J. M., comunidade Monte Sinai) Cada quintal ou comunidade tem cuidados, experiências e manejos diferenciados, alguns com flores no alpendre e na varanda, outros com muitas plantas medicinais no quintal

27 e alguns com muitas frutíferas, dando a cada quintal uma característica única. Para distinguir as diferentes zonas de manejo, foi considerado o componente principal de acordo com as categorias de uso, níveis verticais e presença de consórcios. Retratando isso serão elencados alguns trechos das entrevistas que condizem aos manejos utilizados pelos agricultores: “A gente faz capina para deixar limpinho, meu pai sempre ponha adubo que é esterco de gado, pega do curral e leva para o quintal” (Agricultora J. L. P., comunidade Nazaré) “Jogo tudo quanto é folha aí para dentro” (Agricultor L. C., comunidade Emaús) “[..] as vezes agente carpi bem carpido e quando muitas vezes o mato tá muito atacado agente usa um herbicida para controlar” (Agricultor M. B. O., comunidade Monte das Oliveiras” “[...] veneno eu não passo, a outra família que morava aqui falou que passava veneno forte e nada saia no quintal e faz três anos que moro aqui e comecei a plantar, eles não tinha um pé de flor, plantei flor e plantei mandioca, tudo saiu, só que não passo veneno” quintal 12 “na foice, na enxada e veneno eu nem posso mais, meus pés não aguentam.” (Agricultor R. X. º, comunidade Monte Sinai) “Agente roça. Quando dá conta agente carpi tudo, mas quando não dá conta tem que ser na foice”. (agricultor A. F. S., comunidade Nazaré) “Eu sempre podo a jabuticaba, a laranja, de vez em quando eu podo alguns pés. Enxertia pouco sei quase não tenho experiência ainda, fiz uns 20 pés para pegar 2”. P. M. M., comunidade Nazaré) “Podar mesmo é na época que tem que fazer poda, mês de agosto aí agente poda.” (Agricultora M. J. S., comunidade Monte das Oliveiras) “Essa questão do quintal agente vê que não está muito correto, nosso quintal agente vê que não está muito bem zelado, mas de vez em quando junta eu e meu filho e fazemos uma limpeza.” (Agricultor M. B. O., comunidade Monte das Oliveiras)

28 Foram classificados diferentes zonas de manejo, incluindo a residencial que se caracteriza por espaços livre e chão batido. Nos croquis que foram elaborados é possível visualizar também outros elementos constituintes dos quintais, além de diferentes cultivos, os locais destinados à criação de animais, o local de trabalho. Nos croquis que serão apresentados a seguir, as diferentes zonas de manejo estão identificadas por letras em caixa alta. A= Área residencial; B= Ornamentais; C= Ornamentais com sombra; D= Consórcios entre fruteiras; E= Fruteiras isoladas; F= Fruteiras e café; G= Criação de animais; H= Horta; I= Medicinais e condimentares J= Nativas e Fruteiras; L= Cultivos para alimentação; M= espontâneas e fruteiras; N= Quebra Vento; O= Área de Socialização.

A área residencial é composta por .29 Figura 8 : Croqui do Quintal nº 02 Nesse quintal pode-se observar 11 zonas de manejo.

com fogão de lenha. latas e vasos. é habitada pelo casal e uma neta. Uma grande quantidade de ornamentais é encontrada ao redor da casa plantadas no chão.30 residência. . Ao lado da Casa e nos fundos existe muitas frutíferas jovens consorciadas com alguns pés de cocos antigos. Para a socialização existe uma mesa com bancos dispostos à sombra da grande magueira. Neste quintal há a presença de uma área que alaga sazonalmente. Foi encontrado uma área de roça para subsistência com roça de mandioca e batata-doce e outra com abacaxi e mandioca para a subsistência e para complementar a dieta criam-se porcos. esta família mora nesta residência a 11 anos o que confere a uma alta quantidade de plantas jovens a agricultora disse que o antigo dono usava muito veneno e naquele solo não crescia nada.

31 Figura 9: Croqui do quintal nº 06 .

Os finais de tarde são comtemplados à sombra do grande tamarindo. A área residencial é habitada pelo casal e seus dois filhos. As frutíferas estão espalhadas pelo quintal consorciadas ou isoladas. Para o autoconsumo da familia existe uma roça de mandioca.32 Nesse quintal pode-se observar 9 zonas de manejo.as plantas ornamentais estão presente no alpendre em vasos e latas e consorciadas com frutíferas de pequeno porte e algumas palmeiras delimitadas ao lado e na frente da casa. . podendo o excedente ser vendido. abacaxi e gergilim e completando a dieta da família existe uma horta diversificada com couve. dando uma característica ornamental a esse conjunto. almeirão. quiabo. rúcula e cebolinha e criação de porcos.

33 Figura 10: Croqui do quintal nº 15 .

com banana e cítricas. Para o auto consumo foi implantado uma roça de mandioca. .34 Nesse quintal pode-se observar 6 zonas de manejo. Existe uma horta mas no momento está abandonada e bastante sombreada. esta aŕea é cercada por plantas cítricas. café e banana com grandes frutíferas se consorciando. A área do quintal era um antigo cafezal que foi ser tornando quintal A área residencial é composta por residência. lavanderia e armazém é habitada pelo casal e três netos.

35 Figura 11: Croqui do quintal 02 .

em 768 citações. para proteger a casa das poeira e barulho que vem da estrada foi implantado um quebra-vento com Sansão do Campo.36 Nesse quintal pode-se observar 10 zonas de manejo. . Tais resultados estão apresentados na Tabela 3. As plantas ornamentais forma uma jardim organizado e a ornamentação se completa com frutíferas jovens plantadas ao redor da casa. Ao lado da casa está a roça de milho. o autoconsumo é complementado pelo galinheiro agroflorestal é composto por frutíferas de porte alto e baixo que seus frutos são consumidos pelas galinhas da raça colonial. ao lado desse espaço existe fruteiras antigas com espécies espontâneas e nativas De acordo com Nair (1993) citado por Brito (2005). mandioca e abóbora para o consumo da família. 5. Percebeu-se heterogeneidade na priorização de usos pelos entrevistados.6 Composição florística e utilização das espécies Foram identificadas 323 espécies vegetais diferentes. A área residencial é composta pela moradia e residem neste local o casal.29. Em alguns locais as frutíferas estão consorciadas com espécies florestais nativas e com sub-bosque de regeneração natural. a parte das frente da casa às vezes está ocupada por flores e outras plantas ornamentais que embelezam a entrada. 79% dos quintais incluiam cultivos voltados à produção alimentar. Este agricultor participa da Rede de Comercialização Solidária com produtos oriundos do seu galinheiro agroflorestal.5% priorizavam o cultivo de ervas medicinais e 4% davam preferência às plantas ornamentais. sendo comum ao redor da casa a presença de árvores que fornecem sombra e outros usos sociais. O grupo de plantas que foram identificadas constam na tabela3. com uma média de 36. 12.6 espécies e desvio padrão de 19.

22% Ornamentais Outros usos 25 % 0% 9.1% 23% 1.3% 20% 7.3% 5.6% 0% 27.3% 27.2% 30. dentre as quais citam-se: .6% 11.3% 0% 35. já os realizados por MACIEL (2008).7% 3.2% 19% 4.4% 0% 34.3% 4.8% 4% 1.74% Nos estudos feitos por SANTOS (2008).34% 2.5% 53.1% 67.1% 25.3% 52.3% 51.7% 90% 57. Os dados analisados definiram 18 categorias.2 % 80% 85.2% 0% 26.1% 5% 21.8% 2.4% 8% 2.5% 8.5% 14.3% 20% 5.5% 7. foram pesquisados 24 quintais no perímetro urbano de Alta Floresta – MT e indicam uma diversidade de 322 espécies.2% 36.7 % 50% 60% 68.6% 9% 0% 52.37 Tabela 3: Heterogeneidade na priorização de usos Quintal 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Total Citações 72 25 21 16 30 35 25 88 33 21 46 72 10 14 28 39 54 38 40 37 20 41 23 47 768 Alimentares 40.3% 1.95% Medicinais 38.6% 14.3% 61.1% 8.2% 0% 19.7% 71% 60% 54% 35% 34. Categorias de uso são as diferentes formas de utilização dos vegetais pelos entrevistados.5% 84% 23.7% 49.4% 66.6% 5% 16.9% 17.1% 73.7% 20% 80.9% 38.45% 20.7% 3.6% 22.1% 24.6% 67.5% 12.8 % 24 % 33.2% 24.1% 32.8% 61.8% 10. em 30 propriedades rurais da cidade de Juruena MT apontam uma diversidade de 267 espécies.8% 26.7 % 56 % 0% 0% 16.8% 48.3 % 68.5% 4.1% 25% 20% 0% 7.

crenças. inseticida. condimentar. forrageira. a alimentar e as ornamentais se sobressaem. apícola. Outros estudos também apontam o uso medicinal e alimentício das espécies usadas por outras comunidades. decoração. alimentação para fauna. limpeza e quebra-vento. o realizado por Maciel (2008) em quintais rurais de Juruena-MT.38 alimentação. reflorestamento. sombra. matéria orgânica. apontando que o uso ornamental sobressai. o realizado por MACIEL (2008). ornamental. Constata-se que das categorias de uso definidas o uso medicinal. Estudos realizados por SANTOS (2008) apresentam resultados diferentes. como por exemplo. . medicinal. como por exemplo. madeireira. enxertia. semelhante aos resultados apresentados por GARROTE (2004). óleos essenciais. tóxica. Outros estudos também apontam o uso medicinal e alimentício das espécies usadas por outras comunidades.

Cynbopogom sp. so = sombreamento. ap= apícola. inseticida natural. Maravilha Flor da Amazônia Cancerosa Boldo Ginseng Carne Vegetal Algodão Cidreira eucalipto alamandra vermelha Hortelã menta Hortelã gordo Amescla Ingá mel Quiabo fita Quiabo da seca Quiabo branco Quiabo redondo Gengibre joponesa Jucá Sena Figueirinha Mamica de porca Castanheira Tuia Calachuê Folha de cera Manjericão Madacaru 5 quinas mandacaru 7 quinas Usos m m m m m m m m m m m m m m m m m m m m m m m m m. Plectranthus anboinicus Protium heptaphyllum inga sp.MT Legenda: Potencialidade indicada-( m = medicinal. ca= caule. tx= tóxica. com = comercialização. Leonurus sibiricus L. m or or or m. o = ornamental. fo = forrageira. ad = adubadeira. sm= semente. Hibiscus sp. or. m rf a a a a m m m s s s. sup= superstição. Piteveria aliaceae L. fr fh fr fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh ca fh. fl= flor. Zingeber sp. a = alimentar. Mentha sp. co = condimentar. fh= folha. I m a. matéria orgânica. Hibiscus sp.39 Tabela 4: Plantas encontradas nos quintais do Setor Nazareth. d = decoração. Caesalpinia ferrea Mart Senna Corymbosa ni Zanthoxyllum rhoifolium Bertholletia excelsa Cyprosus macrocarpa Kalanchoê blossfildia ni ocimum basilicum Cireus jamacaru Cireus sp. alimão Dente de lão Cipó amargo Afavação Coentro da Índia Copová Cipó azogue Bumina. Hibiscus sp. a or. Parte Usada (rz= raiz. ni Maylenus ilicifolia Plectranthus sp. sup parte usada Incidência fh. cas= casca). limp= limpeza. in. cor = corante. Hibiscus sp. se fh fh fh fh fh fh fh rz fh fh fh fh fh fh 2 3 1 2 1 4 1 1 2 1 3 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 3 2 1 3 1 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2 2 1 1 1 1 fr fr fr fr rz fr fh fr fh fl fh ca . mo. ma= madereira. r = reflorestamento. Família Asteracea Lamiaceae Solanaceae Boraginaceae Asteracea Labitae ni ni Asteracea Apocinaceae Lamiaceae plantaginaceae Asteracea Menisprmaceae Labitae Umbelíferas ni Curcubitaceae Nyctaginaceae ni Alasteracea Lamiaceae Amaranthaceae Cactaceae Malvaceae Poaceae Phytolaccaceae Lamiaceae lamiaceae Burseraceae Mimosaceae malvaceae malvaceae malvaceae malvaceae Zingiberaceae Leguminosae Caesalpinidaceae ni Rutaceae Lecythidaceae Cupressae ni labialceae Cactaceae Cactaceae Nome Científico Plantago australis mentha avensis Solanum Sessiliflorum symplitun officinale Duboisia arenitensis Artemisia sp. ni ni Mikania hersutissima Echites macrocalite Mentha arvensis plantago major Taraxacum officinale Coicculus dchiroa Hyptis suavendens Coriandrum ni Apodanthera smilacifolia Mirabilis jalapa L. qv= quebra vento). Pfaffia paniculata Pereskia aculeata Gossypium hirsitum L. *= Espécies identificadas no Herbário da Amazônia Meridional. Carlinda . ex= enxertia. a m l. Nome conhecido Calêndula Tanchagem Maná Confrei Buscopam Pronto Alívio Rubi Briantina Anestesia Guaco Folha Santa Hortelã vique Bassimo. fr= fruto. ól= óleo essesncial. af = limentação da fauna.

ad. Spondias macocarpa Engl. Sansevieria trifasciata Napalea Cocewrillifera Homalocladium platydadum Ricinus communis Capsicum sp. m a m a a. Chicorium sp. Solanum jiló Eruca sativa ipomea batatas Allium sp. Marsypianthes chamaedrus Sete Copas Cipó escada Cipó mil homem Gueiroba Bambú Margarida Lírio Cacto Espada de São jorge Palma Carqueja doce Mamona Pimenta cambari Árvore de natal Coração magoado Beijo dobrado Beijo simples Crista de peru Candelabro Pata de vaca Sangue de adão Cacau Lima Ingá Pinheiro do paraná Mussaenda Seriguela Flor de paca Espinheira santa Violeteira Itaúba Pau brasil Mentrasto Dinheirinho Onze Horas Ortência Pé de galinha Erva doce Ortelã pimenta Pepino Caxi Pimenta doce jiló Rúcula Batata doce Alho porro Losna Almeirão Alface Inhame Pinha miúda Melissa m m m a cons or or or or. so. m a a. Capsicum sp. Antirrhinum majus Scadoxus Multiflorus Stapelia sp.i. m or m m. m or. Artemia absinthum L. Lactuca sativa Colocassia sp. ni Maytenus aquifolium ni Hipeatrum sp Mezilaurus itauba Caesalpinia echinata Ageratum conyzoides Callisia repens portulaca sp. Cryptomeria japonica Solesnastomon sautelaverioide inpatuns balsimina Impatiens hawkeri Acalypha wilkisiana Euphorbia lactea Balhinia forficata Piper aduncum* Salvia splendens Theobroma cacao Citrus sp. or or. in a or or or or or or m or a a. Inga edulis Graptophyllus sp * Araucaria angustifolia Mussaenda alicia hort. Annona sp. so m or. af or or a af. ol. m m m m a a a a. hydrangia macrophyla ni Fuericulum Vulgare Mentha piperita Cucumis sativus L N. m a. fh. fr fr fh fr fr fr fr fr ca fh fh fh fh fh fh fh fr fr fr fr fh rz fh fh fh fh rz fr fh .40 Leguminosae Leguminosae Aristolochiaceae Arecaceae gramiaceae Asteracea Amaryllidaceae Asclepiadaceae Liliaceae Cactaceae polygonaceae Euphorbiaceae Solonaceae Taxodiaceae Lamiaceae Balsaminaceae Balsaminaceae Euphorbiaceae Euphorbiaceae Caesalpinioideae Solanaceae Sterculiaceae Rutaceae mimosaceae Araucariaceae Rubiaceae aanacardiacea ni Alastraceae ni Amarilidaceae Lauraceae Fabaceae Compositae Commelinaceae Portulacaceae Saxifragaceae ni Apiaceae Labitae Curcubitaceae ni Solanaceae Solanaceae Brassicaceae Convolvureulaceae Liliaceae Asteracea Chicoriaceae Asteracea Araceae Anonaceae Lamiaceae Holocalix balansae Bauhinia splendens Aristolochia cymbifera Syagrus oleracea Plyelosaclys sp. m or or or ma. m or. m a a fl ca ca ca ca 1 1 1 1 1 1 3 3 3 1 1 1 1 1 1 2 1 1 1 1 4 1 3 1 1 4 2 1 3 2 1 1 1 1 1 2 3 1 1 2 2 1 3 2 1 5 1 4 4 5 1 1 4 s.

Tagetes minuta Erera sp Erera sp Spinacia oleracea Morinda citrifolia Pennisetum purpureum ni Lantana sp. Uncaria guianensis Byrsomina intermedia Spondias luta L. rz fr fr fr fh. a so. Rosmarinus Officinalis Adiantum sp. fl fr ca 1 1 1 1 2 1 1 1 3 2 1 1 3 1 1 1 1 1 1 2 4 1 1 2 1 1 2 6 1 1 1 3 1 3 2 1 1 1 1 1 1 3 1 1 4 6 1 2 1 1 1 2 2 1 1 fr ca fr fr fh fr ca. Spondias cytherea Annona sp. Stachytaphita cayennensis Citrus sp. m a a m a. ca fh ca. Zea mays L. m. af a a or. fh fr fh fl fr fh fh fh fl . ni Canna generalis Copernicia cerifera ni ni Curcuma longa L. fh ca. Saccharum officinalum L. Syzygium cumini Crolon sp.. me m or so or or. fo. Ochroma pyramidale Plevtranthus amboiniais Allamanda Blanchetti Eugenia sp. m m m. a m m m m m m a. so a. co a a a so. cas. af. Cereus perivianus Cabralea canjerana Eugenia pyriformis Cabess Capsicum sp. qv. Corepsis grandiflora Anthurium andralanum Inhame chinês Taioba Inhame rosa Carobinha do campo Cravo de defunto Urtigão vermelho Urtigão branco Espinafre Noni Napier Ossaca Cambará caseiro jambolão Canela de perdiz Bactrim Cana da india Carnaúba Batata santa Birú Açafrão Maricota Cajamanga Fruta do conde Canela do mato Folhagem de jardim Imbé Bromélia oiti Jasmim do Pará mandacaru Cajarana Orvalha Pimenta dedo de moça Copo de leite Palmeira Cica Tucum Inajá Grama Caroba Ingá de metro Unha de gato Murici Cajá Gervão limão galego Cana de açúcar Milho Pau de balsa Malva do reino Alamandra vermelha Araçá Alecrim Avenca Camomila Antúrio a a m or m m a. fh fh rz rz rz fr fr fr ca fh rz so fr fr. ma or. fh. m m m. Citrus sp. Tabebuia sp. m fo tx. Colocassia sp. le. m a so m or a. rf. m a. m or af a or m a so. or m or rz fh rz fh rz rz fh fr fh fh fh fr. m. Brugmarsia suaveolens Dupsis leitescens Artrocaryum chambira Attalea maripa Agropyrum Repens Jacarandá cuspidifolia inga sp.41 Araceae Araceae Araceae Bignoniaceae Asteracea Urticaceae Urticaceae Chenopodiaceae Rubiaceae Poaceas ni Verbenaceae Myrtaceae Euphorbiaceae ni cannaceae Arecaceae ni ni Zingiberaceae Rutaceae Anacardiaceae Annonaceae Euphorbiaceae ni Araceae ni Chrysobalanaceae Oleaceae Cactaceae Meliaceae Myrtaceae Solanaceae Solanaceae Arecaceae Arecaceae Arecaceae gramiaceae Bignoniaceae Fabaceae Rubiaceae Malpighiaceae Anarcadiaceae Verbenaceae Rutaceae Poaceae Poaceae Bombacaceae Labitae Apocinaceae Myrtaceae Lamiaceae Pteridaceae Asteraceae Araceae Xanthosomarobustum schott Colocassia sp. Crolon Zehntruri ni Philodedron bipinnatifidium ni Licania Tomentosa Jasminum sp.

fo a. fr. fh fr fh 1 1 1 1 1 2 1 1 1 1 1 6 1 3 1 1 2 1 1 1 2 1 1 1 1 4 3 1 2 1 1 2 2 1 1 2 1 1 1 13 12 17 20 11 19 1 8 1 1 5 1 1 1 1 1 fr. Annomanum zeylanicum Citrus sp. cas fh sm Sucupira vermelha . af a ma a. fh fr. m. in or fl cas fr fh fr fl fh fr fr. Origamum vulgare L. cas fr.42 Rosaceae Rosaceae Lauraceae Rutaceae ni Curcubitaceae Apocinaceae Myrtaceae Bombacaceae Vitaceae ni Myrtaceae Rosaceae Sapindáceae Araceae Convulvolaceae Caesalpinidaceae Rutaceae Anacardiaceae Rubiaceae Caesalpiniaceae ni Arecaceae Asteracea Lamiaceae Lamiaceae Equisetaceae Asteracea ni Lamiaceae Acanthaceae Caprifoliaceae Polygonaceae Asteracea Asteracea Asteraceae ni Papaveráceae Lauraceae Moraceae Musacea Anacardiaceae Rutaceae Myrtaceae Sterculiaceae Anacardiaceae liliaceae Pedaliaceae Verbenaceae Melastomataceae Leguminosae Chrysobalanaceae Burseraceae Rosa sp. so m a. fo a. so a. m. Anacardium ocidentale L. Equisethum giganteum Bacharis Chacuncufolia ni Thinnus vulgaris L. m a. m af. co m m m m m m m m m m m m a. m. Psidium guajava Theobroma sp. so. fo. Mangífera indíca Citrus sp. Anacardium giganteum Hovenia dulcis Genipa americana Copaifera langsdorffii ni Bactris gasipaes Cichilea millefolium Mentha piperita L. fh. so. fr fr fr. so or a tx or or or. rf m m m. so a. fh fr fr. Durantha repens Clidemia japurensis* Machaeriun aculeatum Radd Hirtela rodriguesi* Trattenickia bursiflora* Andira parviflora Rosa menina Macieira Canela limão taiti Esperdiz Buxa chapéu de napoleão Eucalipto Munguba Uva Barjão Pitanga Ameixa Pitomba Comigo ninguém pode Algodão bravo Flanboyam mirim Tangerina Cajuí Uva japonesa Genipapo Copaíba Palmito Pupunha Mil e rama Hortelã Majenrona Cavalinha Alecrim do campo Pau peroba Tonilho Anador Sabugueiro Erva de bixo Quitoco Babosa Carqueja Calcaria Caldo santo Abacate Jaca Banana Manga Poncã Goiaba Cacauí Cajú Salsaparrilha Gergilim pingo de ouro Pau angu or or con a m limp or m so a or a. rz ól. ca fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh. fl fr ca fr fr. m a. Pinus malis L. fh cas. Smilax japicanga Sesanum indicum DC. so a. ni Luffa operculata Thevetia peruviana Eucalyptus globulus Pachira aquatica Vitis vinífera L. ni Eugenia uniflora Eriobotrya japonica Talisia esculenta Dieffenbachia amoena Bull Ipomea cannea Caesalpinia pulcherrima Citrus sp. so m m a a. af. Justicia pectoralis Sambucus australis Polygonum hydropipioideas Pluchea sagitales Baccharis trimera Baccharis trimera ni Argemone Mexicana Persea americana Artocarpus integrifolia Musa sp. m. m. fh fr.

so. fl sm fr. so a. Urera sp. ca . af. rf. a so. rf. Schinus molle Myrciaria trunciflora Citrus sp. cor or. cas fr. sm. or m. sm fr. m. ad. fh fr fl rz fh fh. Chenopodium ambrosioides L. Jasminum sp. so a. Tamarindus indica L. m. m. fo. Cecropia pachytachya Theobroma grandiflorum phaseolus sp. fh fr fr fl fr. m. m m or a. me. a. fh sm. or a a. fh cas. fr fr fh fh fh. fh fr. af so. rf. m a. m. a m a. rz rz fh fh. m a. so a.rf a or m a. petroselium crispum Curcuma zedoária Syzygium aromaliam Portulaca oleracea L. or a. sm fh rz fh rz rz fh fr. so. sm. rf. m a a a. fh fr fr fr. m a. Annona squamosa L. ca fr fr. Ficus carica L. m a. m a. Morus nigra L. m a. rf. rf. ca fh fr ca fr fr fr. m so a. Allium sp. or m m m m m a m A. m. qv. me a. so. Urucum Boa noite Alfavaca Embaúba Cupuaçu Fava Jasmim Urtiga Capim cidreira Insulina Grão de gala Jatobá Arueira Jaboticaba Laranja Jambo vermelho Jambo amarelo Açaí Carambola Amora Acácia Laranja apipú Araçá-boi Ipê de jardim Tamarindo Pinha Figo Emburana Quiabo Pimentão Tomate Couve Cebolinha Salsa Vique Cravo Berdoiga Mentruz Poio Junco Caninha do Brejo Gengibre Cará Alfazema graviola Teca a. co a. co. so a. Amburana cearensis Hibiscus sculentus Capsicum Anuum lycopersicum esculentum Brassica oleraceae L. fh. sm. so . fh fh. Eugenia stiptata Tabebuia sp. rf. Syzygium malaccense Eugenia jambos Euterpe precatoria martius Averhoa Carambola L. a. m. or a. fh fr. Cybopogom citratus Cissus verticillata ni Himuraes Cpourbairl L. ni Eleocharis sp. m so. ma fr. enx a a. m m fo a.43 Chrysobalanaceae Verbenaceae Fabaceae Passifloraceae Euphorbiaceae Asteraceae Solanaceae Arecaceae Bromeliaceae Bixaceae Lamiaceae Cecropiaceae Sterculiaceae Fabaceae Oleaceae Urticaceae Poaceae Vitaceae ni Caesalpinidaceae Anarcadiaceae Myrtaceae Rutaceae Myrtaceae Myrtaceae Arecaceae Oxalalidaceae Moraceae Fabaceae Rutaceae Myrtaceae Bignoniaceae Caesalpinidaceae Anonaceae Moraceae Fabaceae Malvaceaea Solanaceae Solanaceae Brassicaceae liliaceae Apocynaceaea Zingiberaceae Myrtaceae Urticaceae Chinopodiaceae ni Cyperaceae Costaceae Zingiberaceae Dioscoraceae Lamiaceae Annonaceae Biconia micrantha* Citharex muriathum* Cajanus cajam Passiflora edulis Manihot sculenta Elephantopus mollis Capsicum frutescens Cocos nucífera Ananas comosus Bixa orellana Cathoathus roseus Ocimum Bassilicum L. sm fr fr. Costus spicatus Zingiber officinale Dioscorea petrea Lavandula angustifolia Annona muricata Tectona Grandis 1 1 4 9 8 1 2 17 8 10 2 3 3 11 1 2 1 4 2 1 3 1 12 18 2 4 3 5 9 1 1 2 2 8 7 5 1 8 1 3 6 8 4 4 1 1 4 3 1 1 2 1 2 8 4 Feijão andú Maracujá Mandioca Fumo Bravo Pimenta melagueta Coco da bahia Abacaxi Coloral. m m af. fh fh fh. com. m. Acacia Cyanophylla Citrus sp. fh rz.

m or. m a. Cordelyne terminds Ixora chinensis Eugennia pyriformes Punica Granatum Citrus sp. Nephrolipis Cuphea carthaginensis Citrus sp. com. a. sm fh fh. ca fr. so. fl fl fl fl fr fh fh fh fr ca. ni Alternanthera dentata Trema micrantha ni Bellis perennis ni Plyllanthus sp. Tabebuia sp. so. Rosa sp.44 ni Curcubitaceae Rosaceae Nyctaginaceae Crassulaceae malvaceae malvaceae Apocinaceae Liliaceae Rubiaceae Myrtaceae Punicaceae Rutaceae Bignoniaceae ni Bignoniaceae Euphorbiaceae ni ni Piperaceae Caricaceae Lamiaceae Rubiaceae Apocynaceaea Rutaceae ni Solanaceae ni Amaranthaceae ni Amaranthaceae Cannabaceae ni Eriocaulaceae Orquidacea Euphorbiaceae Davalliaceae Lythraceae Rutaceae Meliaceae Bombacaceae Caesalpiniaceae ni Malpighiaceae ni ni Curcubita pipo L. fh ca. m or or so or or or or or a a. me me a me me. co. me. co. fh fl. or m or a. sm fh fr. rf af a. Ruta graveolens ni Solanum paniculatum ni Amarathus viridis L. a. me. af m. ma af. so art. or ma. sm. se. m a. sm fr. sm fr fr 1 8 11 7 1 1 2 3 1 8 3 1 4 3 2 2 5 1 1 1 6 13 2 3 3 5 1 5 1 1 1 4 1 1 1 4 2 5 1 18 6 3 2 1 19 1 . sup ap in a. se fl fh fh fh fr. Hibiscus sp. in. or m m. rf ma ca fr fl fl fl fl fl fl fl fl fl fr fr fr. Ficus sp. Hibiscus sp. m. d. Bougainvillea spectabilis Kalanchoe sp. in. ól. fh fr. Azadirachta indica Chorisia speciosa Schizolobium amazonicum ni Malphigia glabra L.fh sm. or af. ni Crescentia cujite Jatropha gossypiifolia ni ni Piper nigrum Carica papaya Leonotus nepetaifolia Coffea conillon Allamanda cathartica L. ma or or me or me a. ni Perova Abóbora Rosa Primavera Flor da fortuna Ficus Hibisco Quiabo roxo Louro Variegado Dracena vermelha Ixora vermelha Uvaia Romã Mexirica Ipê Cereja Coité Balsamo pinhão Roxo Flor de mel Pimenta do reino Mamão Cordão de frade Café Alamandra amarela Arruda Lingua de lão Jurubeba Palma santa Caruru Chá da india terramicina Gandiúba Amoreira Bulina Orquidea Quebra pedra Samanbaia Sete sangria Limão rosa Neem Paineira pinho cuiabano Anajá Acerola Peroba ma a or. me. so. m. fl fl fr.

Com a potencialidade alimentar foram registradas vinte e quatro espécies. dentre outras. A partir das plantas com maior índice de citação pelos entrevistados foi estabelecido um ranqueamento do primeiro ao décimo lugar que variou entre 8 e 20 citações sendo a mais citada 20 e a menos citada 8. seguida de vinte citações para medicinais. Tais resultados estão apresentadas na tabela 5.45 São encontrados nos quintais dos setor Nazareth espécies crioulas de grande importância para o banco genético. .

F A. Musa sp. A = Adubadeira. Citrus sp. A. A. M. S = Sombreamento. D = Decoração. AF. R. F = Forrageira. Exótica Legenda: Potencialidade indicada. Exótica Tamarindus indica L. M A. F. C = Condimentar. o uso de plantas para fins medicinais é expressivo. O = Ornamental. sendo citadas 159 espécies nesta categoria de uso. M. S A. S A. C. seguindo-se 100 espécies para uso alimentar. Annona muricata Exótica Exótica Exótica Exótica Exótica Exótica Exótica Exótica Exótica Exótica 20 19 19 18 18 17 17 13 13 12 12 11 11 11 10 9 9 8 8 8 8 8 8 8 8 8 A. AF = Alimentação da Fauna. A = Alimentar. S. Neste estudo. O. S A. S O A A. C A. R A. M Al. M. AF. Me Al. R.46 Tabela 5: Espécies mais importantes para a população. AF. Cor = Corante. S. Citrus sp. S A. 79 espécies de . Com = Comercialização. Cocos nucifera Persea americana Carica papaya Artocarpus heterophiyllus Thebroma grandiflorum Rosa sp. M. M Myrciaria trunciflora Exótica Nativa Exótica Exótica Nativa Exótica Exótica Exótica Exótica Exótica Exótica Exótica Exótica Exótica Hibiscus sculentus L. S. D. M A. M. M. R = Reflorestamento. S. M A. M. M.M = medicinal. M. Importância Nome popular Nome científico Status Freqüência Utilidade indicada 1º 2º 2º 3º 3º 4º 4º 5º 5º 6º 6º 7º 7º 7º 8º 9º 9º 10º 10º 10º 10º 10º 10º 10º 10º 10º Manga Goiaba Acerola Laranja Limão Rosa Banana Coco-da-Bahia Abacate Mamão Jaca Jaboticaba Cupuaçu Rosa Poncã Urucun Amora Maracujá Quiabo Cebolinha Tamarindo Mandioca Abacaxi Caju Dracena Vermelha Abóbora Graviola Mangifera indica Psidium guajava Malpigjia glabra Citrus sp. F A. entre as de ocorrência nos quintais. S A. F A A. Manihot esculenta Ananas comosus Anacardium occidentale Cordilyne terminds Curcubita Pipo L. M A. M A. S. Com A. M. R. Com A. C. M. Cor. R. Bixa orellana Morus nigra L Passiflora edulis Allium sp. M.

boldo e tansagem. Caesalpinia ferrea Mart Senna Corymbosa Cyprosus macrocarpa Cireus sp. se fh fh fh fh fh fh fh rz fh fh fh fh rz fr fh fh ca fl ca ca 2 3 1 2 1 4 1 1 2 1 3 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 3 2 1 3 2 1 1 1 1 2 1 1 1 1 . alimão Dente de lão Cipó amargo Afavação Coentro da Índia Copová Cipó azogue Bumina. Tabela 6: Plantas medicinais encontradas nos quintais do Setor Nazareth. melissa. pronto alívio. madeireiro e sombreamento. romã. espinheira santa. Carlinda – MT Família Nome Científico Nome conhecido Parte usada Incidência Asteracea Lamiaceae Solanaceae Boraginaceae Asteracea Labitae ni ni Asteracea Apocinaceae Lamiaceae plantaginaceae Asteracea Menisprmaceae Labitae Umbelíferas ni Curcubitaceae Nyctaginaceae ni Alasteracea Lamiaceae Amaranthaceae Cactaceae Malvaceae Phytolaccaceae lamiaceae Zingiberaceae Leguminosae Caesalpinidaceae Cupressae Cactaceae Leguminosae Leguminosae Aristolochiaceae Plantago australis mentha avensis Solanum Sessiliflorum symplitun officinale Duboisia arenitensis Artemisia sp. fruto. caule. cidreira. hortelã. Pfaffia paniculata Pereskia aculeata Gossypium hirsitum L. tais resultados estão apresentados na tabela 6. destacando-se o uso condimentar. as espécies mais comuns são: arruda. Piteveria aliaceae L. Holocalix balansae Bauhinia splendens Aristolochia cymbifera Calêndula Tanchagem Maná Confrei Buscopam Pronto Alívio Rubi Briantina Anestesia Guaco Folha Santa Hortelã vique Bassimo. ni ni Mikania hersutissima Echites macrocalite Mentha arvensis plantago major Taraxacum officinale Coicculus dchiroa Hyptis suavendens Coriandrum ni Apodanthera smilacifolia Mirabilis jalapa L. reflorestamento. Maravilha Flor da Amazônia Cancerosa Boldo Ginseng Carne Vegetal Algodão alamandra vermelha Hortelã gordo Gengibre joponesa Jucá Sena Tuia mandacaru 7 quinas Sete Copas Cipó escada Cipó mil homem fh. As plantas medicinais participam com 159 espécies. raiz e seiva.47 uso ornamental e 67 espécies para “outros usos”. As principais partes das plantas citadas principalmente no uso medicinal foram: folhas. Leonurus sibiricus L. mentruz. ni Maylenus ilicifolia Plectranthus sp. fr fh fr fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh ca fh. Plectranthus anboinicus Zingeber sp.

Onze Horas hydrangia macrophyla Ortência ni Pé de galinha Fuericulum Vulgare Erva doce Mentha piperita Ortelã pimenta Cucumis sativus L Pepino Solanum jiló jiló ipomea batatas Batata doce Artemia absinthum L. ca fh ca. Canela de perdiz ni Bactrim Canna generalis Cana da india Copernicia cerifera Carnaúba ni Batata santa ni Birú Curcuma longa L. fh. Carobinha do campo Erera sp Urtigão vermelho Erera sp Urtigão branco Spinacia oleracea Espinafre Morinda citrifolia Noni ni Ossaca Lantana sp. fh fh fr fh fh fh fh fh fr. cas. Losna Lactuca sativa Alface Tabebuia sp. rz 1 1 3 1 1 2 3 1 1 2 2 2 5 4 5 1 1 1 1 3 1 1 3 1 1 1 1 1 1 2 2 1 1 1 3 1 1 1 6 1 1 2 2 1 1 1 6 2 . Cambará caseiro Syzygium cumini jambolão Crolon sp. Araçá Rosmarinus Officinalis Alecrim Adiantum sp. fl fr fh ca. fr fh fr fh fh fh fh fh fh fh fr fr rz fh fh fh rz rz fh fr fh fh fr. Lima Maytenus aquifolium Espinheira santa Ageratum conyzoides Mentrasto Callisia repens Dinheirinho portulaca sp.48 Liliaceae polygonaceae Euphorbiaceae Caesalpinioideae Rutaceae Alastraceae Compositae Commelinaceae Portulacaceae Saxifragaceae ni Apiaceae Labitae Curcubitaceae Solanaceae Convolvureulaceae Asteracea Asteracea Bignoniaceae Urticaceae Urticaceae Chenopodiaceae Rubiaceae ni Verbenaceae Myrtaceae Euphorbiaceae ni cannaceae Arecaceae ni ni Zingiberaceae Euphorbiaceae ni Araceae Cactaceae Solanaceae Bignoniaceae Rubiaceae Verbenaceae Poaceae Labitae Myrtaceae Lamiaceae Pteridaceae Asteraceae ni Myrtaceae Myrtaceae Rubiaceae Sansevieria trifasciata Espada de São jorge Homalocladium platydadumCarqueja doce Ricinus communis Mamona Balhinia forficata Pata de vaca Citrus sp. fh. Avenca Corepsis grandiflora Camomila ni Esperdiz Eucalyptus globulus Eucalipto Eugenia uniflora Pitanga Genipa americana Genipapo 3 1 s. Cana de açúcar Plevtranthus amboiniais Malva do reino Eugenia sp. fh fh rz rz rz ca fh rz fr. rz fh. fh fr. fh ca. Açafrão Crolon Zehntruri Canela do mato ni Folhagem de jardim Philodedron bipinnatifidium Imbé Cereus perivianus mandacaru Brugmarsia suaveolens Copo de leite Jacarandá cuspidifolia Caroba Uncaria guianensis Unha de gato Stachytaphita cayennensis Gervão Saccharum officinalum L.

ca fr fr fr. fh fr fr fr. Laranja Syzygium malaccense Jambo vermelho Averhoa Carambola L. cas fh sm fr. Gergilim Cajanus cajam Feijão andú Passiflora edulis Maracujá Manihot sculenta Mandioca Capsicum frutescens Pimenta melagueta Cocos nucífera Coco da bahia Ananas comosus Abacaxi Bixa orellana Coloral. fh fh fh fh. fh sm.49 Caesalpiniaceae Asteracea Lamiaceae Lamiaceae Equisetaceae Asteracea ni Lamiaceae Acanthaceae Caprifoliaceae Polygonaceae Asteracea Asteracea Asteraceae ni Papaveráceae Lauraceae Musacea Anacardiaceae Rutaceae Myrtaceae Sterculiaceae Anacardiaceae liliaceae Pedaliaceae Fabaceae Passifloraceae Euphorbiaceae Solanaceae Arecaceae Bromeliaceae Bixaceae Cecropiaceae Lamiaceae Sterculiaceae Urticaceae Poaceae Vitaceae Caesalpinidaceae Rutaceae Myrtaceae Oxalalidaceae Moraceae Rutaceae Caesalpinidaceae Moraceae Fabaceae Malvaceaea Brassicaceae Apocynaceaea Copaifera langsdorffii Copaíba Cichilea millefolium Mil e rama Mentha piperita L. Tonilho Justicia pectoralis Anador Sambucus australis Sabugueiro Polygonum hydropipioideasErva de bixo Pluchea sagitales Quitoco Baccharis trimera Babosa Baccharis trimera Carqueja ni Calcaria Argemone Mexicana Caldo santo Persea americana Abacate Musa sp. Amora Citrus sp. fh fr fr. fh fr fr. Majenrona Equisethum giganteum Cavalinha Bacharis Chacuncufolia Alecrim do campo ni Pau peroba Thinnus vulgaris L. Urucum Cecropia pachytachya Embaúba Cathoathus roseus Boa noite Ocimum Bassilicum L. Cajú Smilax japicanga Salsaparrilha Sesanum indicum DC. sm. fh rz fh fh. Alfavaca Theobroma grandiflorum Cupuaçu Urera sp. fh. Laranja apipú Tamarindus indica L. fh fr fr. Hortelã Origamum vulgare L. fl fr. Figo Amburana cearensis Emburana Hibiscus sculentus Quiabo Brassica oleraceae L. Banana Mangífera indíca Manga Citrus sp. fh fr. rz 1 1 4 3 1 2 1 1 2 2 1 1 2 1 1 1 13 17 20 11 19 1 8 1 1 4 9 8 2 17 8 10 3 2 3 11 1 4 2 3 18 2 5 9 1 8 5 1 8 6 4 . Couve petroselium crispum Salsa ól. fh cas. fh fh. fh fr. cas fr. Urtiga Cybopogom citratus Capim cidreira Cissus verticillata Insulina Himuraes Cpourbairl L. fr fr. Poncã Psidium guajava Goiaba Theobroma sp. Carambola Morus nigra L. sm. sm fr. Tamarindo Ficus carica L. fh. Jatobá Citrus sp. fh fh. cas fr. fr. Cacauí Anacardium ocidentale L. fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh. fh rz.

fl fl fr. Limão rosa Azadirachta indica Neem Malphigia glabra L. rúcula.fh sm. Mexirica Jatropha gossypiifolia Balsamo ni pinhão Roxo Carica papaya Mamão Leonotus nepetaifolia Cordão de frade Coffea conillon Café Ruta graveolens Arruda Solanum paniculatum Jurubeba ni Palma santa ni Chá da india Alternanthera dentata terramicina ni Amoreira Plyllanthus sp. jaboticaba. tais resultados estão apresentados na tabela 7. Rosa Punica Granatum Romã Citrus sp. Hibiscus sp. Quebra pedra Cuphea carthaginensis Sete sangria Citrus sp. sm fr. ni Poio Eleocharis sp. a manga. fh cas. Inga edulis Nome conhecido parte usada Carne Vegetal Algodão Hortelã menta Quiabo fita Quiabo da seca Quiabo branco Quiabo redondo Castanheira Gueiroba Pimenta cambari Cacau Lima Ingá fh fh fh fr fr fr fr fr ca fr fr fr fr Incidência 1 3 1 1 1 1 1 2 1 1 4 1 3 . mamão. Theobroma cacao Citrus sp. se. abacate. Hibiscus sp. Carlinda – MT Família Cactaceae Malvaceae Lamiaceae malvaceae malvaceae malvaceae malvaceae Lecythidaceae Arecaceae Solonaceae Sterculiaceae Rutaceae mimosaceae Nome Científico Pereskia aculeata Gossypium hirsitum L. Tabela 7: Plantas alimentares encontradas nos quintais do Setor Nazareth. Junco Costus spicatus Caninha do Brejo Zingiber officinale Gengibre Lavandula angustifolia Alfazema Annona muricata graviola Tectona Grandis Teca Rosa sp. se fh fh fr. laranja. fh fr 4 4 3 1 1 2 2 8 4 11 4 3 1 1 13 2 3 5 5 1 1 4 1 2 1 18 6 19 Foram citadas 100 espécies de uso alimentar. couve. coco da Bahia. sm fh rz fh rz fh fr. ca fl fr fr. almeirão. Hibiscus sp. acerola. goiaba. jaca. sm. Acerola rz fh. Dentre as espécies alimentares estão as hortaliças: alface. deste total. Bertholletia excelsa Syagrus oleracea Capsicum sp. limão. Hibiscus sp. fh fh fh. cebolinha e salsa. Mentha sp. fl fl fr fh fh ca.50 Zingiberaceae Chinopodiaceae ni Cyperaceae Costaceae Zingiberaceae Lamiaceae Annonaceae Rosaceae Punicaceae Rutaceae Euphorbiaceae ni Caricaceae Lamiaceae Rubiaceae Rutaceae Solanaceae ni ni Amaranthaceae ni Euphorbiaceae Lythraceae Rutaceae Meliaceae Malpighiaceae Curcuma zedoária Vique Chenopodium ambrosioidesMentruz L.

Alho porro fh Artemia absinthum L. Araçá fr Annomanum zeylanicum Canela cas Citrus sp. Pinha miúda fr Xanthosomarobustum schottInhame chinês rz Colocassia sp.51 Anacardiacea Portulacaceae Saxifragaceae ni Apiaceae Labitae Curcubitaceae ni Solanaceae Solanaceae Brassicaceae Convolvureulaceae Liliaceae Asteracea Chicoriaceae Asteracea Araceae Anonaceae Araceae Araceae Chenopodiaceae Rubiaceae Zingiberaceae Rutaceae Anacardiaceae Annonaceae Cactaceae Myrtaceae Solanaceae Arecaceae Fabaceae Malpighiaceae Anarcadiaceae Rutaceae Poaceae Poaceae Myrtaceae Lauraceae Rutaceae ni Curcubitaceae Apocinaceae Myrtaceae Bombacaceae Vitaceae ni Myrtaceae Rosaceae Sapindáceae Araceae Spondias macocarpa Engl. Onze Horas fh hydrangia macrophyla Ortência fh ni Pé de galinha fh Fuericulum Vulgare Erva doce fh Mentha piperita Ortelã pimenta fh Cucumis sativus L Pepino fr N. Eriobotrya japonica Ameixa fr Talisia esculenta Pitomba fh Dieffenbachia amoena Bull Comigo ninguém pode 2 2 3 1 1 2 2 1 3 2 1 5 1 4 4 5 1 1 1 1 1 3 2 4 1 1 1 3 1 1 1 3 1 4 6 1 1 1 1 1 2 1 1 1 1 1 6 1 3 1 . Eugenia pyriformis Cabess Orvalha fr Pimenta dedo de Capsicum sp. Seriguela fr portulaca sp. Losna fh Chicorium sp. moça fr Attalea maripa Inajá inga sp. Almeirão fh Lactuca sativa Alface fh Colocassia sp. Ingá de metro fr Byrsomina intermedia Murici fr Spondias luta L. Milho fr Eugenia sp. limão galego fr Saccharum officinalum L. Cana de açúcar ca. Caxi fr Capsicum sp. Zea mays L. Pimenta doce fr Solanum jiló jiló fr Eruca sativa Rúcula fh ipomea batatas Batata doce rz Allium sp.i. Açafrão rz Citrus sp. Taioba fh Spinacia oleracea Espinafre fh Morinda citrifolia Noni fr Curcuma longa L. Uva fr ni Barjão Eugenia uniflora Pitanga fr. Maricota fr Spondias cytherea Cajamanga fr Annona sp. Fruta do conde fr Cereus perivianus mandacaru fr. Cajá fr Citrus sp. limão taiti fr ni Esperdiz fh Luffa operculata Buxa fr Thevetia peruviana chapéu de napoleão fl Eucalyptus globulus Eucalipto fh Pachira aquatica Munguba Vitis vinífera L. Inhame rz Annona sp.

Mandioca rz. Cacauí fr. Boa noite fh Cupuaçu fr. fh Manga fr. Smilax japicanga Sesanum indicum DC. Cybopogom citratus Himuraes Cpourbairl L. Açaí fr. Psidium guajava Theobroma sp. Cajú fr. Syzygium malaccense Eugenia jambos Euterpe precatoria martius Averhoa Carambola L. Pimenta melagueta fr Coco da bahia fr Abacaxi fr. Citrus sp. Tangerina fr Cajuí ca Uva japonesa fr Genipapo fr. Poncã fr Goiaba fr. Jambo amarelo fr. Anacardium giganteum Hovenia dulcis Genipa americana Copaifera langsdorffii ni Bactris gasipaes Cichilea millefolium Mentha piperita L. Cajanus cajam Passiflora edulis Manihot sculenta Capsicum frutescens Cocos nucífera Ananas comosus Bixa orellana Cathoathus roseus Theobroma grandiflorum phaseolus sp. ca Pupunha fh Mil e rama fh Hortelã fh Majenrona fh Cavalinha fh Alecrim do campo fh Pau peroba fh Tonilho fh Anador fh Quitoco fh Abacate fr Jaca fr Banana fr. Origamum vulgare L. Laranja apipú fr Araçá-boi fr 1 1 2 1 1 1 2 1 1 1 1 4 3 1 2 1 1 2 1 13 12 17 20 11 19 1 8 1 1 4 9 8 2 17 8 10 2 11 1 4 3 1 12 18 2 4 3 5 9 1 2 . Schinus molle Myrciaria trunciflora Citrus sp. Fava fr Capim cidreira fh Jatobá fr Arueira ca Jaboticaba fr Laranja fr Jambo vermelho fr. Mangífera indíca Citrus sp. Eugenia stiptata Comigo ninguém pode Algodão bravo Flanboyam mirim fr. Coloral. Salsaparrilha fh Gergilim sm Feijão andú fr. Equisethum giganteum Bacharis Chacuncufolia ni Thinnus vulgaris L. Copaíba ól Palmito fr. Urucum sm. Carambola fr Amora fr.52 Araceae Convulvolaceae Caesalpinidaceae Rutaceae Anacardiaceae Rubiaceae Caesalpiniaceae ni Arecaceae Asteracea Lamiaceae Lamiaceae Equisetaceae Asteracea ni Lamiaceae Acanthaceae Asteracea Lauraceae Moraceae Musacea Anacardiaceae Rutaceae Myrtaceae Sterculiaceae Anacardiaceae liliaceae Pedaliaceae Fabaceae Passifloraceae Euphorbiaceae Solanaceae Arecaceae Bromeliaceae Bixaceae Sterculiaceae Fabaceae Poaceae Caesalpinidaceae Anarcadiaceae Myrtaceae Rutaceae Myrtaceae Myrtaceae Arecaceae Oxalalidaceae Moraceae Rutaceae Myrtaceae Dieffenbachia amoena Bull Ipomea cannea Caesalpinia pulcherrima Citrus sp. Justicia pectoralis Pluchea sagitales Persea americana Artocarpus integrifolia Musa sp. Maracujá fr. Morus nigra L. Anacardium ocidentale L.

Allium sp. deste total. fl fr fh fr. orquídeas. Carlinda . Tamarindus indica L. fr fr fr fr. Holocalix balansae Bauhinia splendens Aristolochia cymbifera Syagrus oleracea Plyelosaclys sp. alamandra amarela e espada de São Jorge. Antirrhinum majus Nome conhecido Incidência Castanheira Tuia Calachuê Folha de cera Manjericão Madacaru 5 quinas mandacaru 7 quinas Sete Copas Cipó escada Cipó mil homem Gueiroba Bambú Margarida 2 2 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 . mussaenda. tais resultados estão apresentados n tabela 8. fr. Citrus sp. Hibiscus sculentus Capsicum Anuum lycopersicum esculentum Brassica oleraceae L.MT Família Lecythidaceae Cupressae ni labialceae Cactaceae Cactaceae Leguminosae Leguminosae Aristolochiaceae Arecaceae gramiaceae Asteracea Nome Científico Bertholletia excelsa Cyprosus macrocarpa Kalanchoê blossfildia ni ocimum basilicum Cireus jamacaru Cireus sp. Ficus carica L.53 Bignoniaceae Caesalpinidaceae Anonaceae Moraceae Malvaceaea Solanaceae Solanaceae Brassicaceae liliaceae Apocynaceaea Urticaceae Dioscoraceae Annonaceae Curcubitaceae Myrtaceae Punicaceae Rutaceae Bignoniaceae Caricaceae Lamiaceae Solanaceae Amaranthaceae Rutaceae Malpighiaceae Tabebuia sp. Annona squamosa L. fr. petroselium crispum Portulaca oleracea L. a rosa. entre elas se destacam: cidreira eucalipto. Dioscorea petrea Annona muricata Curcubita pipo L. Ipê de jardim Tamarindo Pinha Figo Quiabo Pimentão Tomate Couve Cebolinha Salsa Berdoiga Cará graviola Abóbora Uvaia Romã Mexirica Coité Mamão Cordão de frade Jurubeba Caruru Limão rosa Acerola fl fr. Foram apontadas também plantas inseticidas. fr. fh rz fr. Crescentia cujite Carica papaya Leonotus nepetaifolia Solanum paniculatum Amarathus viridis L. pingo de ouro. mamona e neem. dracena vermelha. Eugennia pyriformes Punica Granatum Citrus sp. fr fr. fr fr fh fh fh. sangue de adão. fr 2 8 7 5 8 1 3 6 8 4 1 1 8 8 1 4 3 5 13 2 5 1 18 19 As plantas ornamentais também tiveram bastante destaque com 79 citações. samambaia. Malphigia glabra L. Tabela 8: Plantas ornamentais encontradas nos quintais do Setor Nazareth.

Mussaenda 4 Spondias macocarpa Engl. Avenca 2 Anthurium andralanum Antúrio 1 Rosa sp. Jasmim do Pará 1 Cereus perivianus mandacaru 1 Cabralea canjerana Cajarana 1 Eugenia pyriformis Cabess Orvalha 3 Pimenta dedo de Capsicum sp. Macieira 1 Thevetia peruviana chapéu de napoleão 1 . Pimenta cambari 1 Cryptomeria japonica Árvore de natal 1 Solesnastomon sautelaverioide Coração magoado 1 inpatuns balsimina Beijo dobrado 1 Impatiens hawkeri Beijo simples 2 Acalypha wilkisiana Crista de peru 1 Euphorbia lactea Candelabro 1 Balhinia forficata Pata de vaca 1 Piper aduncum* Salvia splendens Sangue de adão 1 Theobroma cacao Cacau 4 Citrus sp. Seriguela 2 ni Flor de paca 1 Maytenus aquifolium Espinheira santa 3 ni Violeteira 2 Hipeatrum sp 1 Mezilaurus itauba Itaúba 1 Callisia repens Dinheirinho 1 portulaca sp. Onze Horas 2 hydrangia macrophyla Ortência 3 Tagetes minuta Cravo de defunto 2 ni Folhagem de jardim 1 Philodedron bipinnatifidium Imbé 1 ni Bromélia 2 Licania Tomentosa oiti 6 Jasminum sp.54 Amaryllidaceae Asclepiadaceae Liliaceae Cactaceae polygonaceae Euphorbiaceae Solonaceae Taxodiaceae Lamiaceae Balsaminaceae Balsaminaceae Euphorbiaceae Euphorbiaceae Caesalpinioideae Solanaceae Sterculiaceae Rutaceae mimosaceae Araucariaceae Rubiaceae aanacardiacea ni Alastraceae ni Amarilidaceae Lauraceae Commelinaceae Portulacaceae Saxifragaceae Asteracea ni Araceae ni Chrysobalanaceae Oleaceae Cactaceae Meliaceae Myrtaceae Solanaceae Solanaceae Arecaceae gramiaceae Apocinaceae Pteridaceae Araceae Rosaceae Rosaceae Apocinaceae Scadoxus Multiflorus Lírio 3 Stapelia sp. Cacto 3 Sansevieria trifasciata Espada de São jorge 3 Napalea Cocewrillifera Palma 1 Homalocladium platydadum Carqueja doce 1 Ricinus communis Mamona Capsicum sp. Rosa menina 1 Pinus malis L. Lima 1 Inga edulis Ingá 3 Graptophyllus sp * 1 Araucaria angustifolia Pinheiro do paraná 1 Mussaenda alicia hort. moça 1 Brugmarsia suaveolens Copo de leite 3 Dupsis leitescens Palmeira Cica 2 Agropyrum Repens Grama 1 Allamanda Blanchetti Alamandra vermelha 1 Adiantum sp.

sítios. Cordelyne terminds Ixora chinensis Tabebuia sp. amostrados em diferentes ambientes.55 ni Rosaceae Convulvolaceae Caesalpinidaceae Rutaceae Verbenaceae Oleaceae Caesalpinidaceae Myrtaceae Fabaceae Bignoniaceae Myrtaceae Urticaceae Rosaceae Nyctaginaceae Crassulaceae malvaceae malvaceae Apocinaceae Liliaceae Rubiaceae Bignoniaceae Bignoniaceae Apocynaceaea ni Eriocaulaceae Orquidacea Davalliaceae Lythraceae Bombacaceae ni Eriobotrya japonica Ipomea cannea Caesalpinia pulcherrima Citrus sp. Hibiscus sp. Crescentia cujite Allamanda cathartica L. Rosa sp. Himuraes Cpourbairl L. Algumas espécies. Praticamente em todas as regiões do país. que encontrou 86 espécies comestíveis juntos aos Kaiapó do sul do Pará. Syzygium malaccense Acacia Cyanophylla Tabebuia sp. os quintais assumem um papel importante papel na “substência sustentada” da produção brasileira (CASTRO. que é o caso da peroba. Bougainvillea spectabilis Kalanchoe sp. Syzygium aromaliam Portulaca oleracea L. 2005). o que agrega vários usos às espécies. 1995 apud BRITO. bambu e a teca que fazem parte do componente florestal dos quintais e seus propágulos são utilizados para reflorestar áreas degradadas. estas espécies estão apresentadas na tabela 9. além de serem alimentares. relacionando um total de 220 espécies de uso medicinal. na fabricação de instrumentos de trabalho e quebraventos. ni Bellis perennis ni Nephrolipis Cuphea carthaginensis Chorisia speciosa Barjão Ameixa Algodão bravo Flanboyam mirim Tangerina pingo de ouro Boa noite Jasmim Jatobá Jambo vermelho Acácia Ipê de jardim Cravo Berdoiga Rosa Primavera Flor da fortuna Hibisco Quiabo roxo Louro Variegado Dracena vermelha Ixora vermelha Ipê Coité Alamandra amarela Lingua de lão Bulina Orquidea Samanbaia Sete sangria Paineira 1 1 1 2 1 5 2 2 3 2 1 2 1 1 11 7 1 2 3 1 8 3 2 5 3 1 1 4 5 1 3 O s quint ais dos povo s indíg enas tem sido estud ados por Pose y (198 7) citad o por Brito (2005). como quintais. No estado do Pará Amoroso & Gély (1988) citados por Brito (2005) levantaram o uso de plantas medicinais por caboclos do baixo amazonas. praias e capoeiras próximo ao local de moradia. A categoria outros usos são de grande importância para o homem do campo que utiliza algumas espécies para a construção. também foram citadas como medicinais e outros usos. Hibiscus sp. . Durantha repens Cathoathus roseus Jasminum sp.

ad. Cana de açúcar Bombacaceae Ochroma pyramidale Pau de balsa Lauraceae Annomanum zeylanicum Canela Curcubitaceae Luffa operculata Buxa Vitaceae Vitis vinífera L. so . Poncã Myrtaceae Psidium guajava Goiaba Anacardiaceae Anacardium ocidentale L. I rf s s s. Tangerina Rubiaceae Genipa americana Genipapo Arecaceae Bactris gasipaes Pupunha Lamiaceae Origamum vulgare L.56 Tabela 9: Plantas “outros usos” encontradas nos quintais do Setor Nazareth.MT Família Nome Científico Nome conhecido Usos Incidência Poaceae Burseraceae Mimosaceae ni Rutaceae Lecythidaceae Cactaceae gramiaceae Euphorbiaceae mimosaceae Cynbopogom sp. Açafrão Rutaceae Citrus sp. Cajú Melastomataceae Clidemia japurensis* Leguminosae Machaeriun aculeatum RaddPau angu Chrysobalanaceae Hirtela rodriguesi* Burseraceae Trattenickia bursiflora* Andira parviflora Sucupira vermelha Chrysobalanaceae Biconia micrantha* Verbenaceae Citharex muriathum* Euphorbiaceae Manihot sculenta Mandioca Asteraceae Elephantopus mollis Fumo Bravo Bixaceae Bixa orellana Coloral. af. limão galego Poaceae Saccharum officinalum L. so con limp a af. rf. cor af. sup cons ol. so so 1 1 1 1 1 2 1 1 3 1 1 1 2 1 3 2 4 2 6 1 1 4 6 2 1 2 1 6 1 1 2 1 3 13 12 20 11 19 8 1 1 1 1 1 1 1 8 1 10 3 fo so co. in af af. rf. fo so af. or ma. ma so so. so fo tx. so. rf. qv. co a so. Maricota Euphorbiaceae Crolon Zehntruri Canela do mato Chrysobalanaceae Licania Tomentosa oiti Meliaceae Cabralea canjerana Cajarana Arecaceae Artrocaryum chambira Tucum Rutaceae Citrus sp. Uva Myrtaceae Eugenia uniflora Pitanga Araceae Dieffenbachia amoena Bull Comigo ninguém pode Rutaceae Citrus sp. Majenrona Lauraceae Persea americana Abacate Moraceae Artocarpus integrifolia Jaca Anacardiaceae Mangífera indíca Manga Rutaceae Citrus sp. mandacaru 7 quinas Plyelosaclys sp. af af so fo. so tx or. fo m. or. ad. le. Ingá mel ni Figueirinha Zanthoxyllum rhoifolium Mamica de porca Bertholletia excelsa Castanheira Cireus sp. af so so. Cidreira eucalipto Protium heptaphyllum Amescla inga sp. Bambú Ricinus communis Mamona Inga edulis Ingá Graptophyllus sp * ni ni Flor de paca Fabaceae Caesalpinia echinata Pau brasil Poaceas Pennisetum purpureum Napier ni ni Ossaca Myrtaceae Syzygium cumini jambolão Zingiberaceae Curcuma longa L. rf co so so. Urucum Cecropiaceae Cecropia pachytachya Embaúba l. Carlinda . fo. so.

Tectona Grandis Rosaceae Rosa sp. com. A longa experiência lhe proporciona a vantagem de conhecer e utilizar as espécies vegetais em seu próprio beneficio e as converte em muitos artigos e produtos na alimentação.57 Sterculiaceae ni Caesalpinidaceae Rutaceae Myrtaceae Myrtaceae Arecaceae Moraceae Fabaceae Rutaceae Caesalpinidaceae liliaceae Theobroma grandiflorum ni Himuraes Cpourbairl L. or enx rf. rf ma 11 1 3 18 2 4 3 9 1 1 8 8 4 11 2 2 5 1 1 6 13 2 1 18 6 2 1 19 1 Ferreira (1995) citado por Brito (2005)afirma que. or rf. so rf. para o homem rural. so art.so. Citrus sp. co. m. ól. as plantas são intrinsicamente ligadas a subsistência. Meliaceae Azadirachta indica Caesalpiniaceae Schizolobium amazonicum ni ni Malpighiaceae Malphigia glabra L. rf af so. so. d. so. co. cura de doenças. sup ap in in. Acacia Cyanophylla Citrus sp. Allium sp. co so. ma. so a. ni ni Bignoniaceae Crescentia cujite ni ni ni ni Piperaceae Piper nigrum Caricaceae Carica papaya Lamiaceae Leonotus nepetaifolia Cannabaceae Trema micrantha Rutaceae Citrus sp. . na construção de objetos e benfeitorias. ni ni Cupuaçu Grão de gala Jatobá Laranja Jambo vermelho Jambo amarelo Açaí Amora Acácia Laranja apipú Tamarindo Cebolinha Teca Rosa Ipê Cereja Coité pinhão Roxo Flor de mel Pimenta do reino Mamão Cordão de frade Gandiúba Limão rosa Neem pinho cuiabano Anajá Acerola Peroba so .rf fo af. or. so rf. com. Integrado a natureza ele supre suas necessidades utilizando os produtos que a generosa terra oferece. rf. or so. Tamarindus indica L. Bignoniaceae Tabebuia sp. ma af. af af. af so. ma or. in. Syzygium malaccense Eugenia jambos Euterpe precatoria martius Morus nigra L. qv.

Programas neste sentido podem melhorar a qualidade de vioda dos que vivem na zona rural brasileira. CONCLUSÕES As políticas de governo de combate a fome deveriam incentivar projetos de implantação e melhoria dos manejos em quintais. quanto ao uso. Com este trabalho foi possível registrar um banco de dados das plantas dos quintais informações sobre o ambiente que eles interagem. Suas diferentes áreas de produção e o manejo empregado geram características que são a identidade de quem os maneja. chás e remédios caseiros. vento. os quais fazem parte da cultura das pessoas que ali vivem. . Essa proteção é composta por pomares de entorno. os quais são utilizados para autoconsumo ou gerar renda. Os quintais agroflorestais estudados apresentam uma grande diversidade de espécies vegetais úteis. chuvas e quando limpos à animais silvestres.58 6. Todas as comunidades aproveitam os produtos do quintal na fabricação de doces. afim de aumentar a diversidade de alimento e produção. O quintal é composto e modelado por seus moradores com base em suas necessidades e escolhas. as quais são utilizadas e manejadas pelos agricultores para garantir a oferta de produtos (principalmente alimento e remédio) ao longo de todo o ano. Espera-se que este trabalho possa subsidiar e incentivar a disseminação de conhecimentos e produtos da flora do quintal. Os quintais dão proteção e abrigo à casa contra raios solares. a utilização e a forma de manejo contribuindo para a conservação e preservação da biodiversidade vegetal.

59 ANEXOS .

60 ANEXO I .FICHA CADASTRO DOS QUINTAIS CARACTERIZAÇÃO SÓCIO ECONOMICA DOS ENTREVISTADOS INFORMAÇOES SOBRE A PROPRIEDADE Propriedade: Área: Quintal N° Área do quintal: INFORMAÇÕES PESSOAIS DO PROPRIETÁRIO E CONJUGE Nome: Idade: Data de Nascimento: Escolaridade: Ocupação: Origem: Rota de Imigração: Experiencia de vida em zonas rurais: ( ) Sim ( ) Não Em caso positivo quanto tempo e onde? Nome: Idade: Data de Nascimento: Escolaridade: Ocupação: Origem: Rota de Imigração: Experiência de vida em zonas rurais: ( ) Sim ( ) Não Em caso positivo quanto tempo e onde? DADOS SOBRE OUTROS DA FAMÍLIA Nome Grau de Nascimento Parentesco Estado civil Escolaridade Ocupação .

61 ANEXO II – INFORMAÇÕES SOBRE A PROPRIEDADE INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES a) Tempo de aquisição da propriedade e como adquiriu? b) Tempo de residência no local e por quê veio residir aí? c) Como era a propriedade quando se mudou para a mesma? d) Quais atividades são desenvolvidas na propriedade? ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DO QUINTAL a) Quem cuida do quintal? b) O que planta no quintal? c) Quais as primeiras árvores do quintal e a idade aproximada? d) De onde vieram as plantas que tem no meu quintal? E a idade aproximada? e) Quem plantou? f) Por quê e para quê você planta no quintal ? g) O que faz para cuidar do quintal? h) Cria algum tipo de animal no quintal? Quais? i) Prática algum tipo de manejo no quintal? j) Há alguma função definida a cada integrante da família no quintal? l) Adota algum critério de arranjo para o plantio para o plantio das plantas no quintal? Qual? .

inclusive aquelas. Nome: Uso: Para que serve: Forma de uso: Parte usada : Origem do Conhecimento: Procedência do propágulo: Idade: Nome: Uso: Para que serve: Forma de uso: Parte usada : Origem do Conhecimento: Procedência do propágulo: Idade: Nome: Uso: Para que serve: Forma de uso: Parte usada : Origem do Conhecimento: Procedência do propágulo: Idade: Nome: Uso: Para que serve: Forma de uso: Parte usada : Origem do Conhecimento: Procedência do propágulo: Idade: Quantidade de indivíduos: Quantidade de indivíduos: Quantidade de indivíduos: Quantidade de indivíduos: . desde que apontadas pelo entrevistado como tendo alguma utilização prática.62 ANEXO III – GUIA DO INVENTÁRIO DAS PLANTAS Quintal n° Responsável: Propriedade: Data: Obs: Todas as plantas do quintal deverão ser inventariadas. vasos e caixotes suspensos.

Me. A. M A. R. A. Fh. S. Fh. fh Fh. S. M A. So. Fr Fh. M Or. Limp. Fr Fh Fh Fh Fh fr ca . cas. Fr Fr Fr. Fr Fr. Fo. M A. Fr Fh Fh. A. M Or M M M A M M AF m. M. Ól. Sup In. Fh Fr. M. S A. Ap. A. cas. M. M A.63 ANEXO III – INVENTÁRIO DE PLANTAS Nº do Quintal 1 Nome da Propriedade Nome Conhecido Santo Antônio Jaca Banana Manga Ponkam Cacauí Cajú Mamona Gergilim Clidemia japurensis Machaeriun Aculeatum Hirtela Rodriguresi Trattinnickia burserifolia Andira paviflora licania micantra Cordeline terminds Feijão andú Maracujá Mandioca Fumo Bravo Pimenta Coco Abacaxi Goiaba Coloral Boa noite Afavaca Espada de São jorge Pinhão Roxo Flor de mel Pimenta do Reino Mamão Cordão de frade Café Alamandra Arruda Lingua de leão Jurubeba carne Vegetal Palma Santa Caruru Chá da india terramicina gandiúba amoreira bulina orquídea Finalidade A A A. M Ad. Ad. A. S. M. Fh. In. Cor. Fh Fh Fh. ma or or S. So A. M. In A. A. In Parte Usada fr fr. In. M. fh fr fr. A. M. M. S. Or. Cas fr. A. Fh. cas fr. M M M.

a. cas. ref.m. ex A or. ma A A A A A a. me. fh ca. so A. or m. ma. M A A A. A so. M a. M a. fr ca S fr S fh fh fr. m A A. A. A. A A A A. me a. ref. me m. ca ca fr fr fr fr fr s. s fh. fr fr. M A fr fr fh. fr S S fr rz fr fr fr fr fr fr fr fr fr 3 Sítio Monte Verde fr fr. in ma AF A ma AF A A or or. fh fr fr . ref so. so. m.64 quebra pedra samambaia tomate limão neem paineira pinho cuiabano anajá acerola peroba embaúva cupuaçu fava jasmim rosa branca cidreira insulina grão de gala jatobá arueira pupunha 2 Sítio São José Manga jabuticaba laranja cupuaçu Goiaba embaúba pinho cuiabano coloral acerola jambo amarelo jambo vermelho Jaca Mandioca Mamão Coco limão açaí cajú carambola amora acácia laranja apipú aracá-boi ipê de jardim Coco Manga laranja tamarindo limão pinha me or A a. ref. co. ref ref. m M Fo Af. co. s. M A.

rz rz fh fh fh fh fh rz rz fh fr. co M or a. s. Ap. fh. M A A A A A A A A A A A A A A A A. Fh fh. fr fr fr. M M A A A A A. ma A ma fr fr fr fr fh. fh fr fh fr ca fr ca 5 Sítio Nossa Sª de Fátima . or M M M M M M M A. A so. M A in. M A A A. co a.65 Banana acerola mamão papaya Mamão figo emburana quiabo pimentão tomate cereja tomate couve cebolinha salsa vick cravo berdoiga 3 Sítio São Mateus mentruz poio junco caninha do brejo vick gengibre terramicina jambo vermelho limão Banana Manga Jaca Maracujá urucum amora Manga acerola jaca jabuticaba Coco carambola Banana abacate Goiaba laranja pokam pinha limão graviola orvalha neem cupuaçu teca figo perova A A. M A. fh fr fr S fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr. fr cas. M A A. M a. fr fr fr fr fh fh fh. M A A. m .

ref fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr. or A A A A. s. fh fr fr fh. fh 7 Sítio São jorge . fh. m. fr fr rz fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr S cas. M or. ól or A A A A A A A or or A A A A A A or or. fr fr fr fr fr. s. s. M A A a.66 abóbora rosa primavera flor da fortuna ficus hibisco roxop quiabo roxo algodão bravo dracena vermelha ixoria 6 Sítio Seis irmãos rosa cajú uvaia romã araçá boi limão jambo vermelho Goiaba abacate laranja mixirica ipê cereja coité Abacaxi neem barjão Mamão graviola Mandioca pitanga acerola tamarindo Coco jatobá ameixa Maracujá pitomba Pimenta do Reino maricota figo pinha algodão bravo flaboyãn-mirim jatobá rosa jabuticaba acerola Coco Jaca tamarindo A or or or so or or or or or dec A A A. af me or A A A A a. so AF or A in.

M A A. M A A A ma A A A M A A A. ól ca fr fr. fh fr fr fr ca fr fr fr fh. ca fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fr fh.67 graviola laranja tangerina Manga cajú do mato Banana uva japonesa genipapo copaíba açaí pitomba cupuaçu Goiaba amora abacate urucum pupunha 8 Sítio São Luis mil e rama ortelã poio manjerona cavalinha alecrim do campo pau peroba alfazema tonilho anador sabugueiro erva de bixo quitoco capim cidreira babosa carqueja calcária caldo santo calendula tanssagem maná insulina confrei buscopam ponta livre rubi. M A A A M M M M M M M M M M M M M M M M M M M M M M M M M M M M M M M M M M M fr. fr fr S fr. macaé briantina erva santa maria anestesia guaco folha santa hortelã vick bassimo. ca fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh ca . fh fr fh. alimão dente de leão cipó amargo A.

M a.68 afavação coentro da india copová cipó azogue bumina. ca fh fr. m A A A A A or so or. rz fr fr fr fr fr fh rz . co A. so. m M M M M M M A. s fh fh fh fh fh fh fh fh fh fh rz rz fh fh fr fr fr fh fh fh. fh. fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr. in M A M M M M M A. M tx. M A. m A A A A A A A so A a. cas fh ca fh. M A. fh rz rz rz rz s. M A. MO M or fh. M M M M m. maravilha flor da amazônia cidreira eucalipto guiné hortelã menta hortelã gordo quebra pedra urtigão vermelho urtigão branco terramicina espinafre noni Jurubeba pitanga ossaca cambará caseiro jambolão canela de perdiz bactrim cana da índia carnaúba graviola batata santa birú vick acafrão coloral limão rosa Coco ponkã maricota laranja tamarindo acerola cupuaçu cereja Manga genipapo cajamanga abacate Goiaba amora pinha fruta do conde 9 Sítio São José canela do mato folhagem de jardim imbé bromélia M M M M M M limp.

m. ma A or. so A A a. se fr fr fr ca fr fr. so or.69 Coco pingo de ouro oiti jasmim do pará Manga pitomba teca laranja mandacaru cajarana orvalha tamarindo Pimenta do Reino Jaca Goiaba vick jabuticaba amora Maracujá pimenta dedo de moça Banana copo de leite primavera folhagem cica espinheira santa violeteira hippeastrum 10 Sítio Boa Esperança itaúba Pau-brasil Ipê amarelo coloral mixirica caju acerola paineira abacate ponkã laranja amora Coco Manga Jaca Goiaba jabuticaba orvalha pitanga canela do mato jasmim 11 Sítio Alto Alegre dinheirinho onze-horas A or so or A A so. QV. so. AF so. rz fr fr fr fr fr fr rz fr fr fr fr fr fh fh . ma co A A A or. fo A A A a. ma or or. A A co so. a A M A A A A A or or or or or or or ma. or ca S fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr ca. me m. AF. QV. a so. A A A a.

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M M M M A A M A A M A A A in A M or or or or or or Or or or or or or A A M M M or or A or or A or or or or or or or or or or fr fh fh fh fr fr fh fr rz fh.71 Mamão algodão cidreira melissa Abacaxi Coco tansagem Banana batata doce sabugueiro inhame chinês graviola cupuaçu neem taioba copo de leite cravo de defunto comigo ninguém pode mussaenda samanbaia cabelo de negro rosa branca rosa rosa violeta lírio cacto espada de são jorge palma cacto dedinho jiló acerola anador carqueja doce mamona rosa vermelha queité pimenta cambari beijo vermelho beijo rosa pinha graúda arvore de natal coração magoado terramicina crista de peru ixoria ponta livio dracena Pílea mummelanifolia dracena vermelha Euphorbia lactea picão branco Piper Aduncum sangue de adão A. fl rz fr fr fh fh fh fr fr fh fh ól. s fr fr .

fo A A A A. com A A cor a. af. m.m A A a. ref.72 13 Sítio Santo Antônio açafão Goiaba Manga cacau limão laranja laranja lima Jaca abacate Manga acerola ingá Goiaba cacau Mamão quiabo abóbora samanbaia onze horas lírio oití dracena vermelha graptophyllus pictun jambolão ciriguela orvalha jabuticaba teca inga limão Banana abacate café Manga pinha urucum amora acerola Mamão abóbora Goiaba tucumã paineira inajá coité flanbiãn mirim Jurubeba maricota pimenta doce unha de gato Mandioca co. af A A A a. A A A so a. com A A A or or or so or rz fr fr fr fr fr. M a. fo A A A a. af af so A fe. a. ma fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr S fr fr fr fr fr fr ca M A A A fr fr fr rz . af A a. af. len. fh fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr 14 Sítio Sol Nascente 15 Sítio São Marcos m. af A a.

so. ref a. so. so a. ref a. ref a. ref a. ref A a. co ref a. ref a. so. so a. fo A A A. so. ref a. so. so. fo a. ref a. m a. so. so. so. espeteira Coco boldo erva santa maria Arruda malva do reino folha santa pimenta dedo de moça alamandra vermelha Abacaxi abacate Manga jabuticaba graviola araçá limão Coco Goiaba caju Maracujá Jaca samanbaia boldo losna a. so. cor. ref. so. ref a. ref a. so a. ref a. ref. ref a. so. m M ref A M M M M M A or A a. so. so. ref . so. fo. ref M M a. ref a. ref a.73 16 Sítio Jesus Te Chama pitanga cupuaçu tamarindo acerola murici caju amora Goiaba cajá gervão terramicina limão galego unha de gato embaúba Mandioca pupunha açaí cana abacate Banana ponkã laranja Pimenta do Reino pau de balsa ciriguela urucum cordão de frade farinha seca. M A. M A A A A A or M M fr fr fr fr fr fr fr fr fr fh fh fr rz ca fr ca fr fr fr fr fr fr S fr fr fh fh fh fh fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr fh fh 17 Sítio São José . co.

fh fr. M A A A A A A A A fh fh fh fh fh fr fr fr fr fr cas fr S fr fr fr fr fr fh fh fr fr fr fh fr fr fr fr.74 alecrim alfavaca Arruda avenca camomila rosa antúrio ortência alamandra amarela ipê de jardim cacto beijo simples beijo dobrado rosa menina inga carambola pinha cupuaçu mussaenda cacau macieira canela figo coité pimenta limão taiti limão rosa limão galego feijão andú cebolinha salsa orquídea chapéu de napoleão teca oiti acerola Pimenta do Reino tamarindo mentrasto noni 18 Sítio São José acerola Maracujá graviola carambola mixirica ponkã jabuticaba limão laranja Abacaxi Banana jambo amarelo M M M M M or or or or or or or or or A A A A or A co A M A A A A A A A or or so A A A M A. M A. M A A A. fh fr fr fr fr fr fr fr fr .

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76 boa noite margarida hibiscos orquídea bromélia Maracujá pintanga ixoria mussaneda buxa limão rosa limão galego 20 Sítio Pangaré Manga laranja abacate Goiaba jabuticaba abóbora buxa munguba ponkã mixirica uva dracena vermelha jambo vermelho guiné cacau napier boldo alecrim Banana algodão couve Mamão melissa gengibre alface rúcula cebolinha alho de folha jambo vermelho cupuaçu amescla pupunha ingá mel quiabo hortelã Coco quiabo Mandioca batata doce or or or or or A A or or limp A A A A A A A A A so A A A or A A fo M M A A A M M A A A A ref ref ref fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr fr fh fh fr fh fr fh rz fh fh fh fh A M A A A A fr fh fr fr rz rz 21 Sítio Cinco Irmãos .

m. com fo. fh fr fr fr S fh ca fr fr fh fh . af A A A cor or or or or. m so so so A so A so a.77 couve almeirão alface cebolinha Banana café Manga laranja alecrim do campo noni quiabo fita quiabo da seca cidreira acerola gengibre japonesa pitanga jucá Jurubeba quiabo branco sena quiabo redondo 22 Sítio Campo Verde Ponkã laranja limão neem figueirinha chorisia pau de balsa ingá de metro mamica de porca castanheira oiti amora jatobá Coco Manga coloral rosa ixoria mussaenda tuia pingo de ouro cana pinheiro do paraná acerola Banana cacto calachuê Arruda folha de cera samanbaia poio A A A A A A A A M M A A M A M A M A A M A A A a. m. or A or A A or or M or or M fh fh fh fh fr fr fr fr fh fr fr fr fh fr rz fr fr fr fr rz fr fr fr fr fh fr fr fr.

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M M A. M A A or or or or or or M A.79 Abacaxi laranja Pimenta do Reino neem cupuaçu Banana Coco rosa ortência hibisco alamandra amarela primavera ixoria calendula quiabo pupunha Jaca gueiroba Jurubeba Manga pata de vaca Maracujá Goiaba pitanga acerola bambu A A. M A. fh fr fr fr fr fr fh fr fr fr ca fr fr fr fr fr fr ca . M A A A M A A A A A ma fr fr.

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