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  • APRESENTAÇÃO
  • ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO
  • I (FOLHA DE ROSTO)
  • III APRESENTAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO
  • IV INTRODUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO
  • V DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
  • VI MISSÃO DA ESCOLA
  • VII HISTÓRICO DA ESCOLA
  • VIII DIAGNÓSTICO DA ESCOLA E REALIDADE CONTEXTUAL
  • IX OBJETIVOS
  • X PRINCÍPIOS NORTEADORES
  • XI ORGANIZAÇÃO ESCOLAR
  • XII RECURSOS HUMANOS
  • XIII RECURSOS MATERIAIS
  • XV PARCERIAS: FAMÍLIA E COMUNIDADE
  • XVI BIBLIOGRAFIA
  • TEXTO DE APOIO
  • BIBLIOGRAFIA

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO

Subsídios Orientadores

Brasília, DF – julho/2001

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores

Ilustração de capa: RAFAEL DA SILVA APAE: CUIBÁ – MT

“Criar é expressar o que eu tenho na minha cabeça” é o que afirma Rafael da Silva, 20 anos, aluno da APAE de Cuibá, MT. Rafael não conheceu sua família, sempre viveu em orfanatos e há cinco anos vive no Lar da Solidariedade, entidade mantida pela APAE de Cuibá. Na escola da APAE, Rafael freqüenta os programas de Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional. Nas horas vagas gosta de ouvir rasqueado, dançar, fazer ginástica e, como artilheiro do time de futebol da escola, é considerado um craque. Rafael é muito disciplinado, meigo e amigo de todos. Por seu talento e boa vontade é considerado um dos principais personagens do grupo de dança da APAE. Rafael participou com sua arte do concurso de cartazes/2000 e teve seu talento reconhecido. Parabéns, Rafael, que a vida lhe propicie novas oportunidades para criar e expressar sua arte.

Programação visual e diagramação da Coleção Educação e Ação Samuel Tabosa de Castro

P964

Projeto político-pedagógico : Subsídios Orientadores / coordenação geral Ivanilde Maria Tibola. — Brasília : Federação Nacional das APAEs, 2001. 48 p. 1. Educação especial. I. Tibola, Ivanilde Maria. II. Federação Nacional das APAEs. CDU: 376

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PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores

DEDICATÓRIA
Dedicamos este documento orientador aos apaeanos e profissionais da Educação das escolas das APAEs que, acreditando no potencial das pessoas portadoras de deficiência, rompem as barreiras estigmatizantes e de negação de direitos, para a consolidação de uma sociedade ética e justa para todos.

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PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores

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.........................................PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores SUMÁRIO DEDICATÓRIA APRESENTAÇÃO ................................................................................... 29 XV – PARCERIAS: FAMÍLIA E COMUNIDADE ......................................................... 27 XIII – RECURSOS MATERIAIS ................................................................................................................................ 21 IX X XI XII – OBJETIVOS ............................................ 20 VIII – DIAGNÓSTICO DA ESCOLA E REALIDADE CONTEXTUAL ........... 14 – INTRODUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO ............. 7 ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO ..................................................................................................................................................................................................................................... 22 – PRINCÍPIOS NORTEADORES ......... 25 – RECURSOS HUMANOS ............................................................................................................ 15 – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO .... 19 – HISTÓRICO DA ESCOLA ............................. 28 XIV – AVALIAÇÃO .............. 13 – APRESENTAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO .................................. 30 5 ...................... 17 – MISSÃO DA ESCOLA .................................................................................................................................................... 12 – SUMÁRIO .................. 23 – ORGANIZAÇÃO ESCOLAR ................................. 11 I II III IV V VI VII – (FOLHA DE ROSTO) ....................................................................................................................................

..............................................................................PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores XVI – BIBLIOGRAFIA ......................................................................................................... 37 BIBLIOGRAFIA .......................... 32 TEXTO DE APOIO .......................................................................................................... 45 6 ........................................................................................................................................ 35 ELABORAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO: DA CONCEPÇÃO À CONSTRUÇÃO ............................ 31 XVII – ANEXOS ............................

trocas de experiências. recursos educativos e organização específicos para atender as suas necessidades.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores APRESENTAÇÃO A garantia do atendimento educacional de qualidade. Em cumprimento ao preceito legal. Flávio José Arns Presidente Gestão 1999-2001 7 . considerando a necessidade de se estabelecerem parâmetros nacionais comuns para a definição das ações educativas das APAEs.”. congressos. decisivamente. métodos. tem sido o grande desafio das escolas especializadas. seminários. técnicas. Cultura. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação considera a Educação Especial como “Modalidade de Educação Escolar” e em seu artigo 59 assegura – “aos educandos com necessidades especiais currículos. ouvindo professores. o estudo também pretende facilitar a integração das demais áreas de abrangência que compreendem o atendimento global ao educando portador de deficiência. irá balizar a atividade pedagógica das escolas das APAEs e contribuir. sem esquecer o compromisso com a busca de uma educação mais igualitária e mais justa a todos os cidadãos brasileiros é o objetivo maior deste documento que. Trabalho e Assistência Social. que possibilite o pleno desenvolvimento das potencialidades de nossos educandos. discussões. análises. esperamos. Lazer. Esporte. Mais do que um caminho para a prática pedagógica das escolas especializadas.. Construir o Projeto Pedagógico de cada uma de nossas escolas. e que somam mais de duas mil em todo o país. mantidas pelas APAEs. que é a defesa dos direitos dos portadores de deficiência. a Federação Nacional deu início a uma série de encontros. pesquisadores. alicerçado nos princípios normativos da legislação vigente. técnicos. tais como Saúde. Somente com a integração desses serviços estaremos caminhando para o cumprimento da concepção filosófica de nosso Movimento Apaeano. órgãos executivos da educação cujo resultado final é o documento que agora apresentamos: a APAE Educadora: A Escola que Buscamos. para a melhoria da qualidade de atendimento educacional ao portador de deficiência em cada escola de nosso Brasil.

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores 8 .

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO 9 .

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores 10 .

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO I II III IV V – – – – Folha de Rosto do Projeto Político-Pedagógico Sumário do Projeto Político-Pedagógico Apresentação do Projeto Político-Pedagógico Introdução do Projeto Político-Pedagógico – Dados de Identificação 1. Da Escola – Missão da Escola VI VII – Histórico da Escola VIII – Diagnóstico da Escola e da Realidade Contextual IX X – Objetivos – 1. Princípios Norteadores Epistemológicos Didático-pedagógicos Éticos Estéticos XI – Organização Escolar 1. Organização Administrativa 2. 4. Da Mantenedora 2. 3. Organização Curricular XII – Recursos Humanos XIII – Recursos Materiais XIV – Avaliação XV – Parcerias: família e comunidade XVI – Bibliografia XVII – Anexos 11 . 2.

................. uma espécie de pensamento que situe. ao construir seu Projeto Político-Pedagógico....PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores I – (FOLHA DE ROSTO) ESCOLA........... pode escolher um título para o seu projeto........ a marca que pretende cunhar junto à comunidade.. caracterize e evidencie a identidade daquela escola.............. ou seja.. (Nome da Escola) PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO ESCOLA E QUALIDADE DE VIDA: UMA PEDAGOGIA DIFERENCIADA EM PROL DA EDUCAÇÃO UNITÁRIA* (Título do Projeto) (Local e data) * Cada escola...................... 12 ......

.... indicando as subdivisões do documento e as páginas correspondentes à localização das partes do projeto... tabelas e gráficos.............. se houver...................PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores II – SUMÁRIO O Sumário constitui-se na distribuição das partes do trabalho... na folha seguinte...... 13 ....... Exemplo: Capítulo I Da indiferença às diferenças nas pedagogias diferenciadas: Itinerários .............. Ressaltamos que o sumário é a última parte a ser feita............... 17 1.1 O atendimento diferenciado ao aluno com dificuldades de aprendizagem................. no qual serão feitas as devidas enumerações das páginas correspondentes. subtítulos.. uma vez que o trabalho deverá estar completo e todo paginado para a elaboração definitiva do mesmo.......... A referência principal são os títulos e...23 Se houver ilustrações..... deverá ser feito um novo sumário........

ele possibilita transformar em realidade social o compromisso de fazer acontecer de fato “o direito de todos a uma educação de qualidade”. participação e conclusão coletiva de uma equipe comprometida com os resultados educacionais e que. Que a identidade da escola. Deve-se destacar que o Projeto está em consonância com a proposta da APAE Educadora. concretizando uma educação democrática de qualidade. 1 Segundo Osório. respaldado pela legislação vigente (citar a legislação) e que representa um conjunto de esforços de educadores. É importante ressaltar que. O Projeto Político-Pedagógico1 deve expressar que a filosofia da escola ratifica a filosofia do Movimento Apaeano. é importante evidenciar as dimensões do Projeto Político-Pedagógico em sua totalidade institucional. famílias e pessoas portadoras de deficiência no sentido de romper barreiras e limitações historicamente construídas para o exercício da cidadania. técnicos. no entendimento de que “o processo educacional é parte fundamental e determinante na formação do cidadão” e que seu desenvolvimento se dá pela crença nas possibilidades transformadoras da educação que propiciam independência.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores III – APRESENTAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO A apresentação do Projeto Político-Pedagógico da escola da APAE deve expressar os resultados das reflexões. a particulariza perante as demais. refletindo os princípios norteadores propostos pela APAE Educadora. ao buscar a identidade para sua escola. os educadores devem ter clareza que é a partir dele que serão construídos os Projetos Pedagógicos (currículo e outras necessidades pontuais de atividades complementares ou não). reafirma nas suas práticas educativas cotidianas com alunos e familiares o compromisso com a conquista de direitos e cidadania para os educandos portadores de deficiência atendidos pelas escolas das APAEs. sendo o Projeto Político-Pedagógico um dos instrumentos de identidade da escola. Não podemos entendê-lo como uma redundância semântica. que tem como princípio a promoção e inclusão social de pessoas portadoras de deficiência. 14 . Devemos compreendê-lo como uma posição política frente à sociedade. Por conta disto. liberdade e auto-realização.

É necessário fazer uma análise da função social da escola. na medida em que. sistemas e redes de ensino. no sentido de assegurar às pessoas portadoras de deficiência oportunidades de aprendizagem. É necessário ressaltar a relevância do aspecto educativo para o desenvolvimento e promoção de crianças e jovens portadores de deficiência.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores IV – INTRODUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO A introdução do Projeto Político-Pedagógico deverá explicitar de forma clara seu objetivo. portanto. o uso adequado de diferentes formas de comunicação. adaptando suas práticas aos anseios e necessidades de seus educandos e demonstrando uma nova identidade (discorrer sobre a identidade que busca). como instituição educativa que exerce cidadania para garantir que as pessoas portadoras de deficiência sejam respeitadas nas suas diferenças. a iniciativa. a organização. identificadas como uma nova revolução industrial cuja base científica é dada pela microeletrônica e cuja expressão tecnológica se traduz na automação de processos 15 . desenvolve uma proposta educacional emancipadora e estabelece o diálogo com instituições. A Introdução deve expressar que o Projeto Político Pedagógico da escola está integrado à proposta da APAE Educadora. na atual conjuntura política e econômica do país. a flexibilidade. audaciosas. É importante incluir os dispositivos da LDB 9. a determinação. propiciando ao leitor a compreensão de que os momentos de reflexão e discussões da equipe permitiram à escola da APAE a construção de um planejamento. tornando-se. a auto-defensoria. desenvolvendo metodologias e formas de aprendizagem que estimulem a autonomia.394/96 que asseguram a todas as pessoas o direito à educação. para que a escola propicie a apropriação ativa dos conhecimentos científicos e tecnológicos construídos pela humanidade. jovens e adultos portadores de deficiência. à luz dos seus princípios educacionais. independente das condições biopsicossociais dos educandos. ocupem espaços sociais onde possam realizar suas competências. que visa oferecer à comunidade ações educacionais diferenciadas. co-responsável pela afirmação do processo de democratização da educação. inovadoras. execução e avaliação em uma realidade que ainda apresenta grandes disparidades sociais e de oportunidades educacionais para com os seus cidadãos. o exercício de atividades em grupo. a criatividade. habilidades e tenham assegurados seus direitos como cidadãos (pode-se também incluir outros dados do Movimento Apaeano – manuais do Projeto Águia). comprometendo-se com a aprendizagem e inclusão social de crianças. Devese expressar de forma clara os níveis e modalidades de educação que serão ofertados pela escola. a capacidade de planejamento. A introdução deve explicitar que a atual conjuntura social e econômica surge em meio às mais significativas transformações de base material da sociedade. Também reafirmar a missão do Movimento Apaeano ao longo de sua história. que desafiam a si própria.

funcionalidade e significado social. “A construção da escola democrática constitui. p. Porém. principalmente. conforme afirma Passos (1995. não sendo portanto obra que possa ser edificada sem ser em co-construção” (Lima 2000. do município). é neste movimento pedagógico que a escola constrói sua autonomia e afirma sua identidade junto à sociedade na qual está inserida. mas cuja realização pressupõe a participação democrática de outros setores e o exercício da cidadania crítica de outros atores. realização e avaliação de seu projeto educativo. Daí a necessidade de a escola contar com instâncias superiores para as condições básicas necessárias ao seu funcionamento. um projeto que não é sequer pensável sem a participação ativa de professores e de alunos. p. deve assumir sua responsabilidade como instituição educadora que num processo constante de avaliação procura assegurar aperfeiçoamento. envolvendo múltiplas parcerias socioeducacionais devido à força consensual em que se constrói. 11): “a escola é o lugar de concepção. Deve-se deixar claro que o Projeto Político-Pedagógico valida-se pelas ações construídas no e pelo coletivo da comunidade escolar. 232) “a vida social em seu conjunto” (aqui pode-se acrescentar dados relativos à educação e educação especial. nacional. aos conflitos que são superados e aos princípios que são elaborados e definidos como eixos estruturadores de ações. assim. marcando como afirma Saviani (1997. 42). Que o projeto é resultado de auto-reflexão e pensar crítico do grupo e expressa a voz e a vez de cada participante do universo escolar. Pode-se ainda ratificar que a construção coletiva do Projeto Político-Pedagógico da escola é uma das condições básicas para o exercício pleno da cidadania e democratização dos processos educativos escolares”.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores produtivos. 16 . uma vez que necessita organizar seu trabalho pedagógico com base em seus alunos”. Portela e Atta2 (1988) “explicam que a proposta pedagógica pode ser concebida como a própria escola em movimento. 2 Retirado da deliberação nº 14/99 do CEE-PR. p. estadual e. E para finalizar pode-se ainda afirmar que é na escola que se realiza um projeto educacional maior em direção a um projeto emancipador de sociedade.

1.2.4. Dados da Mantenedora 1. Presidente Nome: Endereço: CPF – Nº: R.8. CGC 1.G.6. Registros C. N.3. Endereço completo Nº: Rua: Bairro: CEP: 1. A. Mantenedora Ex.: Fax: E-mail: 1.5. Telefone/Fax/Email Tel. S – Nº: Certificado de Fins Filantrópicos – Nº: 1.: Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de (município) 1.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores V – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO 1. Data da Fundação Data em que foi fundada a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE 1.7. Utilidade Pública Municipal – Nº: Estadual – Nº: Federal – Nº: 1. – Nº: 17 .

Endereço completo 2.1. Nível de Ensino Ofertado 2. zona urbana.9.3.2.: Escola de Educação Infantil. rural e outros dados de acesso.Outros Projetos Educacionais ( ) Obs. Etapas. Nº: _ _ _ _ _ _ _ Portaria Nº _______de ___/___/____ Deliberação do Conselho Estadual de Educação – CEE (se tiver).4. Localização: Fax/ E-mail 2. (Ver orientação dos Conselhos/Secretarias Estaduais de Educação quanto ao nome da escola) Rua Bairro CEP Tel: ( ) Fax: ( ) E-mail: Indicar a localização da escola. Fases e Modalidades de Ensino/ Programas e Projetos Específicos da Educação Básica Propostos pela Escola. Nome: Endereço: Telefone: _ _ _/ _ _ _ / _ _ _ Deliberação do Conselho Estadual de Educação – CEE (se tiver). Nome da Escola Ex. Telefone/ 2.10.Ensino Fundamental · Escolarização inicial – 1ª fase ( ) · Escolarização de Jovens e Adultos – 1ª e 2ª fases ( ) · Programas Pedagógicos Específicos ( ) 3.5. Delegacia ou Subdivisão de Ensino (conforme é chamado no Estado) 2. Ensino Fundamental.7. Divisão. Nº 82/38 Data: _ _ _/ _ _ _ / _ _ _ Manhã: das 8h00 às 12h00 Tarde: das 12h30 às 16h30 ( ) outro Educação Básica 1. 2. 18 . Turno de Funcionamento 2.8.Educação Infantil · Educação Precoce de 0 a 3 anos ( ) · Educação Pré-escolar 4 a 6 anos ( ) 2. Autorização de Funcionamento 2.: Os níveis e modalidades elencados devem ser caracterizados e descritos de forma detalhada no interior do projeto. Data de Criação da Escola (se tiver) 2. Reconhecimento 2.6.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores 2. Descrever somente os níveis e modalidades que a escola oferece ou efetivamente vai oferecer.Educação Profissional – Nível Básico · Iniciação Profissional ( ) · Qualificação Profissional ( ) · Colocação no Trabalho ( ) 4. Dados da Instituição Escolar 2. Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional. Pode-se incluir um pequeno mapa de localização da escola no município.11.

finalidades e funções na comunidade. a definição da missão deve ser clara o bastante para responder à seguinte indagação: para que existe a escola? 19 . níveis. apresentar a missão da escola propriamente dita. na seqüência. ressaltando a Educação Especial como modalidade de educação escolar. Deve-se também levar em conta a sua intenção como instituição educacional. modalidades de ensino e atendimentos. a escola pode partir da missão da APAE (Projeto Águia) e. Dessa forma. que deve indicar sua finalidade e razões de sua existência. que permeia os níveis de ensino e interage com as modalidades de Educação e ensino de forma que responda às peculiaridades dos educandos portadores de deficiência que atende ou se propõe a atender. contemplando as áreas de abrangência. Para descrever a missão.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores VI – MISSÃO DA ESCOLA É muito importante expressar de forma clara a missão da escola.

para o fortalecimento do Movimento Apaeano na defesa de direitos das pessoas portadoras de deficiência. 20 . voluntários e segmentos envolvidos com o desenvolvimento de ações educacionais. destacando fatos históricos e experiências bem-sucedidas que construíram sua identidade e relevância no município. É importante enfatizar os tipos de atendimento dispensados pela escola desde sua fundação/criação.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores VII – HISTÓRICO DA ESCOLA Este espaço possibilita à equipe resgatar a trajetória da associação mantenedora e da instituição escolar quanto à sua participação na e para a continuidade. como educadores. assim como as conquistas para os respectivos atendimentos e melhoria da qualidade do trabalho. abrindo-se um item específico para cada aspecto relevante do processo. Neste item. pode-se ainda descrever como a escola historicamente visualizou seu aluno. Pode-se também resgatar nomes de pessoas que fizeram parte da caminhada. incluindo prêmios ou menções honrosas recebidos pela instituição. conseqüentemente. incluindo os elementos facilitadores e/ou dificultadores do processo. que contribuíram para o reconhecimento da APAE e. o papel de pessoas e profissionais. pais.

que inclui abordagens didáticas e pedagógicas. 21 . definição de espaço e tempo escolar. organização e funcionamento. capacitação de professores e outros elementos relevantes para o processo educacional. O diagnóstico conduz a equipe e dirigentes a otimizar recursos. o diagnóstico será construído a partir de dados da realidade. entre outros dados de relevância para a compreensão de escola como unidade educativa. instituições públicas e privadas da sociedade civil. comunidade. aplicação de questionários. na prática pedagógica cotidiana. entre outros meios que permitam à escola caracterizar suas forças e fraquezas e traçar o perfil de sua realidade. desenvolvimento de pesquisas. assim como as expectativas. Enfim. alunos. tais como as famílias. procedimentos propedêuticos (níveis e modalidades de ensino). educadores. anseios. dinâmica curricular. voluntários e comunidade onde está inserida a escola. dos contextos interno e externo da escola. As informações podem ser obtidas por meio de entrevistas. práticas avaliativas. É necessário identificar e categorizar as demandas existentes. na estrutura. os tipos de deficiências que a escola atende e/ou deve atender (conforme demanda). assim como a buscar alternativas para o alcance da eficiência. nas parcerias e articulações com as famílias. baseando-se na história da escola. reduzindo as possibilidades de insucesso administrativo e pedagógico. É importante ainda diagnosticar as situações conflitantes e desafios. nas experiências de seus diferentes profissionais e serviços especializados. eficácia e efetividade na educação que oferece. para definição e organização de sua proposta. Constitui-se em um momento de interlocução com todos os atores envolvidos no processo educacional. conquistas e superações. reuniões.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores VIII – DIAGNÓSTICO DA ESCOLA E REALIDADE CONTEXTUAL Esta fase de construção do Projeto permite à equipe fazer uma radiografia da realidade.

a seleção de objetivos educacionais pode ter como referência a LDB nº 9. A forma infinitiva facilita a inserção do aluno na condição de sujeito por representar a ação pura e simples. São considerados “gerais” porque dizem respeito a comportamentos que não se traduzem por ações específicas de assimilação imediata. ações ou valores que constituem a finalidade. 22 . conforme princípios e orientação da Educação Especial.394/96. portanto. a partir de informações obtidas por meio de diagnósticos contextuais. No caso da construção do Projeto Político-Pedagógico. o Referencial Curricular para a Educação Infantil. maior tempo para o seu alcance. os objetivos devem ser elaborados de forma coerente com a realidade identificada e caracterizada. É oportuno acrescentar que os objetivos podem ser classificados em gerais e específicos. da Proposta de Educação de Jovens e Adultos e da Educação Profissional/MEC e adequá-los às possibilidades dos educandos. Recomenda-se que a redação dos objetivos seja iniciada com um verbo no infinitivo de modo que expresse a ação desejada. demandando. dependendo do seu nível de abrangência. Os objetivos gerais são amplos e contemplam um conjunto abrangente de habilidades.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores IX – OBJETIVOS Os objetivos desempenham relevante papel na construção do Projeto PolíticoPedagógico e ações a serem desenvolvidas na escola. São prioridades que direcionam o trabalho da escola. Os objetivos específicos são menos abrangentes e representam uma espécie de degrau para se chegar aos gerais. por isso. os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental.

participação.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores X – PRINCÍPIOS NORTEADORES É o conjunto de princípios que dão identidade à escola e que têm caráter permanente. Neste documento. pois as práticas e ações pedagógicas executadas no dia-a-dia da sala de aula refletem e consolidam os princípios epistemológicos (concepção metodológica) assumidos pela escola. É o estudo crítico e reflexivo dos princípios. As escolas deverão neste campo esclarecer a concepção adotada para consecução e resolução das questões educacionais relacionadas à pessoa portadora de deficiência. apresentamos quatro grupos de municípios para serem compreendidos de forma integrada. “o ponto alto do empirismo é o teste da experiência. pressupostos. a escola revelará como se dá a apropriação de conhecimentos pelo aluno. como serão trabalhadas as questões voltadas para o ensino-aprendizagem. quer na escola da APAE. Mas a grandeza deste ponto alto revela. Didático-Pedagógicos Os princípios didático-pedagógicos estão estreitamente relacionados aos epistemológicos. avaliação e aperfeiçoamento da proposta pedagógica. ou seja. servindo como orientadores de todos os planejamentos e projetos desenvolvidos na escola. O Projeto deve possibilitar uma ampla comunicação entre a escola. imediatamente. no qual todos os espaços da escola destinam-se a propiciar o desenvolvimento de talentos e experiências de aprendizagens. 2. orientando o processo metodológico de construção e veiculação de conhecimentos. p. 12). Segundo Becker (1996. para garantia de direitos de escolha. inclusive com a utilização de recursos da Internet. além dos pressupostos epistemológicos adotados com vistas à inclusão educacional desses alunos e sua permanência e sucesso. Os princípios epistemológicos para a construção do Projeto Pedagógico dão sustentação à organização e dinâmica curricular. Na identificação dos princípios epistemológicos norteadores de ações. métodos. 1. a necessidade de estudos por meio de encontros. Ephysteme significa conhecimento. Deve ser lembrado ainda para se considerar o conceito de educação para a vida. para que a compreensão da abordagem teórica não seja esvaziada por uma abordagem empirista. discussões. Epistemológicos Do grego. Por isso. família e demais segmentos da sociedade. acompanhamento. 23 . quer no ensino regular. estrutura e evolução das ciências. a fragilidade do seu oposto: a fundamentação da experiência”.

Como sugestão. Estéticos Os princípios estéticos deverão estar voltados para o desenvolvimento de ações que estimulem a criatividade. sujeito x sujeito e não sujeito x objeto. uma vez que serão apontados “valores mais próximos à realidade da escola. dentro das suas possibilidades.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores Nesse sentido. em relação àqueles considerados universais. direção. 4). 3. referencial teórico pautado nas ciências que permite a criticidade nas diversas formas pelas quais os conteúdos são tratados e o respeito aos referenciais de conhecimentos adquiridos na escola. ao longo da vida. p. a curiosidade. no sentido de valorizar as práticas já existentes e as atitudes interdisciplinares necessárias à ressignificação das abordagens atuais. A relação aluno x professor na apropriação de conhecimentos deverá ser uma relação de ajuda e respeito. conforme pauta o documento da UNESCO “Educação – um Tesouro a Construir” (2000. a emoção e as diversas manifestações artísticas e culturais. alunos. a escola cada vez mais deve investir no “saber” e no “saberfazer”. a escola poderá ainda elaborar seu código de ética (uma espécie de agenda). ou fora dela. por meio de reflexão e/ou práticas culturais. entre outros. Éticos Para explicitar os princípios éticos. 2000. Esse princípio complementa os anteriores. 4. professores. 24 . A compreensão do papel exercido pelo professor e alunos na busca do saber deve ser salientado. é imprescindível a criação de um ambiente favorável que estimule a vivência de valores éticos por todos que fazem parte da comunidade escolar como pais. p. porém inerentes ao papel da escola e voltados para a construção de um ser humano feliz e realizado” (Manata. 16). envolvendo todos os segmentos que participam de forma direta ou indireta da vida da escola.

que mostra a estrutura da educação nacional. a caracterização dos educandos que serão atendidos. 1. 25 . faixa etária e programas educacionais propostos pela APAE Educadora para orientar a organização das escolas das APAEs. caracteriza sua estrutura organizacional destacando níveis e modalidades de educação e ensino.) 2. Explicitar. contextualizadas de forma interdisciplinar. c) O terceiro organograma pode ser elaborado pela equipe responsável pela construção do Projeto Político-Pedagógico e deve retratar a organização e funcionamento da escola.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores XI – ORGANIZAÇÃO ESCOLAR A organização escolar poderá ser explicitada com apoio de organogramas em três ou mais situações. também. técnicos e professores (formação. serviços de apoio internos e externos na escola. SENAC/SP). os projetos em andamento ou que se pretende implantar a curto. Os níveis hierárquicos do Movimento Apaeano situam a APAE no município e. Organização Curricular A Proposta Pedagógica deverá explicitar os níveis e modalidades educativos no seu aspecto curricular. apresentando o calendário pedagógico da escola para o ano letivo (o calendário deve ser funcional em consideração às necessidades dos alunos e à dinâmica da escola. Este tópico expressa a “espinha dorsal” do Projeto Político-Pedagógico da escola da APAE. a organização das equipes pedagógicas e administrativas. incluindo níveis e modalidades de ensino que serão trabalhados. portanto. o regime escolar. Organização Administrativa Para iniciar a explicação deste item pode-se considerar a figura 1 da APAE Educadora. a) Pode ser apresentada a figura 3 da Proposta da APAE Educadora: A Escola que Buscamos (2001. demonstrando que as áreas de saúde e assistência social são atividades complementares e de apoio aos objetivos educacionais. com base na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9.394/96. destacando os níveis e modalidades de atuação da APAE Educadora nesse contexto. médio e longo prazos. descrever a vinculação da escola com a mantenedora. conforme entendimento e decisão da equipe. na seqüência. o quadro de funcionários. pode-se explicar as formas de gestão da escola para realizar os seus objetivos (sua dinâmica organizacional). atribuições e regime de trabalho). função na escola. as articulações da escola com outras escolas “apaeanas” e/ou outras instituições da comunidade. b) A figura 4 da APAE Educadora.

A escola. que metodologias e processos pedagógicos serão utilizados para garantir o trabalho pedagógico diferenciado com educandos portadores de deficiência? Qual a proposta para Educação Profissional e os mecanismos de inserção no mundo do trabalho? Quais os programas e projetos pedagógicos específicos/funcionais que serão desenvolvidos? Na organização curricular poderão ser apresentados os aspectos abaixo relacionados. na escola. Ao organizar este item a escola deve.) serão garantidos? Que metodologias serão utilizadas e criadas para desenvolver as aulas com competência e com compromissos técnicos e políticos? Quais os apoios especializados que serão colocados em prática na proposta curricular? Como garantir-se-á a continuidade curricular. atitudes/ valores. primeiramente. se perguntar: quais os compromissos educacionais com os seus educandos? O que esperam que eles aprendam durante os anos de escolarização? Quais as competências nas quais a escola vai investir? Que conteúdos (conhecimentos científicos e tecnológicos. II. Ensino Fundamental. apoio e terminalidade? Como dar-se-á a avaliação da escola e. deve explicitar em cada fase os níveis e modalidades de ensino com os respectivos objetivos e conteúdos. III) para o desenvolvimento de sua ação educacional. Avaliação. Educação Profissional e Educação de Jovens e Adultos. o desenvolvimento curricular em relação a espaço e tempo? Tomando como base as Diretrizes Curriculares Nacionais do Conselho Nacional de Educação para Educação Infantil. conforme as áreas de conhecimento. os materiais e os resultados? Como será a certificação do aluno. – – – – Os objetivos gerais e específicos para cada nível e modalidade de educação e ensino. as metodologias. Organização didática e o desenvolvimento de habilidades e competências educacionais. 26 . ao construir sua Proposta Pedagógica. Os documentos produzidos pelo MEC para os diferentes níveis constituemse em referenciais de relevância para o planejamento e organização curricular das escolas das APAEs. acompanhamento. os procedimentos. etc.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores A APAE Educadora propõe três fases (I. habilidades. Os conteúdos curriculares para cada nível e modalidade de ensino.

É importante que a associação mantenedora participe efetivamente na construção das condições. Obs. situação funcional. capacitação e socializações de conhecimentos adquiridos em cursos e outras experiências. 27 . além do diagnóstico da situação atual. Um projeto pedagógico sustenta-se. período de estágio para experiência). É importante observar como são feitas as admissões dos profissionais na escola (indicação. compatibilização de formação com a função e níveis de atuação. entrevistas. Essa política requer. assim como a garantia de socialização das experiências e contribuições adquiridas pelos profissionais em diferentes possibilidades. um plano que democratize as oportunidades de formação inicial e continuada. Portanto. (Durante a construção do Projeto Político-Pedagógico é o momento de rever os processos de formação dos profissionais até então realizados para discutir.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores XII – RECURSOS HUMANOS Os recursos humanos são os diferentes profissionais ou grupos de profissionais responsáveis pelas ações da escola. objetivos e plano de formação e capacitação). definir e sistematizar formas de garantir a participação de todos num processo de qualificação educacional. os critérios para acompanhamento e avaliação (de experiências no trabalho. cursos e aperfeiçoamento). O Projeto Político-Pedagógico deverá apresentar todas as diferentes situações de trabalho como formação.: Neste item deve ficar claro qual o grau de formação. a competência e as responsabilidades dos profissionais que atuam na escola e como a instituição/escola contribui para o que se pretende. as estratégias internas para liberação de professores para atividades de formação. efetiva-se e aperfeiçoa-se por meio de seus profissionais e gestores. análise de curriculum vitae. faz-se necessário pensar em uma política institucional para assegurar um quadro de profissionais qualificados na perspectiva da formação/educação continuada e emancipadora. teste seletivo.

além de numerar. Descrever também a estrutura e organização da escola com relação à realização de suas finalidades pedagógicas. Usar das novas tecnologias. em especial. a leitura do capítulo IV. de autoria de Ana Lúcia Goulart de Faria. famílias e comunidade. reposição etc. É fundamental estar atento às questões de segurança tanto no que diz respeito ao acesso. dentre outras que se caracterizam como instrumentos de comunicação e aprendizagem. mecanismos de controle. como dos materiais didático-pedagógicos. como televisão. local de merenda. “O espaço físico como um dos elementos fundamentais para uma pedagogia da Educação Infantil”. como o mobiliário. conservação e manutenção destes. Internet. doações. 28 . à utilização das diversas dependências da escola. no livro Educação Infantil.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores XIII – RECURSOS MATERIAIS A escola deverá compatibilizar sua estrutura física. registrar. troca. cantina. laboratório e outros espaços da escola? (É importante. sala de vídeo. quadra de esportes. acolhedor e propício à aprendizagem. descrevendo a estrutura física e funcionamento. destacando: – – – – – – – – O quadro de ocupação é compatível com a realidade física? As salas de aulas e atividades específicas têm sua utilização garantida para os fins a que se destinam? As carteiras são adequadas? A iluminação e a ventilação das salas e ambientes são aceitáveis? O pátio de recreação atende à clientela a que se destina? Existe espaço físico para as aulas de Educação Física? As medidas de higiene e limpeza estão adequadas? Como é prevista a utilização da biblioteca. pós-LDB: Rumos e desafios). critérios de aquisição. Recomendamos. a organização do espaço físico de forma a proporcionar um ambiente agradável. a democratização e acesso aos materiais e serviços. computador. vídeos. cadastrar os materiais e listar os serviços de apoio. Descrever a existência e uso da Biblioteca como núcleo cultural e ambiente facilitador das aprendizagens interativas dos alunos e locus de apoio para formação e aperfeiçoamento de profissionais.

A avaliação do Projeto PolíticoPedagógico deve estabelecer critérios para avaliação de resultados quantitativos e qualitativos que permitam identificar os bloqueios para as devidas reformulações. À luz da fundamentação sobre avaliação detalham-se os critérios de entrada na escola. Dado aos princípios norteadores da APAE Educadora. Cappelletti. de encaminhamentos. a natureza do alunado. Paulo Freire. Descrever as metodologias de envolvimento de profissionais e famílias no processo de avaliação dos educandos. Mere Abramowicz. assumindo uma perspectiva diagnóstico-formativa e emancipatória. no Projeto Político-Pedagógico é importante fundamentar as concepções de ensino. Quanto à avaliação institucional do Projeto Político-Pedagógico é importante prever alguns delineamentos de avaliação institucional. O acompanhamento e avaliação do desenvolvimento do Projeto PolíticoPedagógico deve ser contínuo. Carlos C. Marli André. Luckesi. capaz de realimentar o processo e voltado para o alcance dos objetivos propostos. Ana Maria Saul. Sugerimos assegurar coerência entre os princípios educacionais assumidos pela escola na fundamentação teóricometodológica e a fundamentação relativa à avaliação. Targélia Albuquerque. Para contextualizar a avaliação do Processo Educacional de Ensino/ Aprendizagem. dos professores e da escola (comunicação escola-família). entre outros. Celso Vasconcelos. Perrenoud. contínua. conclusão. aprendizagem e avaliação. 29 . Para garantir que a avaliação se efetive de forma compartilhada. e certificação para o aluno. sistemática e emancipatória. é fundamental a participação de todos os envolvidos no processo de aprendizagem. É importante explicar as formas de sistematização das informações avaliativas e seus respectivos modos de utilização. Para ampliar os referenciais sobre avaliação sugerimos alguns autores e estudiosos(as): Izabel F. demonstrando como se articulam para concretizar a prática pedagógica e os resultados de aprendizagem. sugerimos que a equipe busque apoio em autores(as) que abordam a questão da avaliação da educação e também da Educação Especial. etapas.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores XIV – AVALIAÇÃO A avaliação será desenvolvida em duas dimensões: uma destinada a avaliar o Processo Educacional de Ensino/Aprendizagem e a outra para avaliar a execução e resultados do Projeto Político-Pedagógico da escola. fases. as especificidades pedagógicas. Charles Hadji. P. terminalidade específica.

esportivas de forma conjunta. buscando integração entre escola-famíliasociedade. artísticas. acompanhamento.) 30 .PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores XV – PARCERIAS: FAMÍLIA E COMUNIDADE Para garantia do direito de escolha. o estabelecimento de parcerias pedagógicas e as prestações de contas à sociedade dos investimentos feitos. participação. o Projeto Político-Pedagógico deve possibilitar uma ampla comunicação entre escola. família e sociedade. (Neste espaço deve-se descrever a participação dos pais e/ou responsáveis na construção e execução do Projeto Político-Pedagógico. pedagógicas. avaliação e aperfeiçoamento. Deve-se ainda definir e articular ações destinadas à realização de atividades culturais. as ações que a escola desencadeia para a aproximação das famílias e comunidade de forma sistemática e ativa no processo educacional.

publicações.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores XVI – BIBLIOGRAFIA Relacionar os livros. documentos. que foram consultados para a elaboração do Projeto Político-Pedagógico. entre outros. Lembramos a observação das normas da ABNT. 31 .

Recomendamos que.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores XVII – ANEXOS Neste espaço acrescentar todos os documentos que compõem o Projeto Político-Pedagógico. Sugerimos que façam contato com os Conselhos/Secretarias de Educação dos Estados. para as devidas orientações quanto ao Projeto Político-Pedagógico. Desejamos a toda a equipe um bom trabalho e que a construção de cada Projeto Político-Pedagógico se materialize em ações que consolidem a cidadania da Pessoa Portadora de Deficiência.: – – – – – – Carta compromisso da escola com a comunidade Atas Calendário escolar Regimento escolar Documentação escolar do aluno Outros documentos e registros relevantes (Os anexos devem ter um índice. de acordo com a ordem em que eles são citados ou compõem o texto. Um grande abraço Equipe de Sistematização/FENAPAEs 32 . para cada anexo. seja feita uma apresentação de sua finalidade. Ex. e outros documentos que se fizerem necessários para a organização da escola.) Os títulos e subtítulos sugeridos constituem-se apenas um modelo orientador para definição de um roteiro para o Projeto Político-Pedagógico proposto pela APAE Educadora para as escolas das APAEs.

Brasília. DF Eliane Maria Bonato – diretora – Dois Vizinhos. SC Ivanilde Maria Tibola – Coordenadora Nacional de Educação. RO Gláucia Aparecida C. Boaretto – Diretora APAE Poços de Calda. DF Eliane Ferrari – técnica – Secretaria de Educação – Brasília. Equipe de discussão e planejamento Leonice Moura – Coordenadora Educacional – SP Aracy Maria da Silva Ledo – professora Consultora – RS Lucelia Andreola – professora – Ji-Paraná. MG Rosimeire Rodrigues – professora – Ribeirão Pires. num esforço conjunto. grupos de estudos.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores A CONSTRUÇÃO DA PROPOSTA A presente proposta é resultado de conclusões de encontros. Brasília. reuniões com profissionais de Educação em que. RN Equipe de análise e definição de roteiro Alzira Correia da Silva – Coordenadora Educacional-Pedagógica – RN Ana Paula Rodrigues Coutinho – Coordenadora Educacional-Pedagógica – RJ Ana Rosa Rodrigues de Souza – Coordenadora Educacional-Pedagógica – PI Ângela Rodrigues Colla – Coordenadora Educacional-Pedagógica – RS Caren Castelar Queiroz – Coordenadora Educacional-Pedagógica – DF Celene Câmara de Oliveira – Coordenadora Educacional-Pedagógica – AM Edivone Meire Oliveira – Coordenadora Educacional-Pedagógica – CE Ivanete Santos de Sá – Coordenadora Educacional-Pedagógica – MA Geneci Marchi – Coordenadora Educacional-Pedagógica – MS Giovani Silva Berger Tonoli – Coordenadora Educacional-Pedagógica – ES Leni Aparecida de Almeida de Meneses – Coordenadora Educacional-Pedagógica – GO Leonice Moura – Coordenadora Educacional-Pedagógica – SP 33 . SP Maria Nilza Porto – professora – Florianópolis. PR Maria Alzira Correia da Silva – professora – Natal. socializaram suas experiências e conhecimentos para construção de uma proposta que estabelecesse linhas norteadoras para as escolas das APAEs elaborarem seus Projetos Político-Pedagógicos. DF Selma Morais Pinheiro – Coordenadora Educacional – DF Maria Helena Alcântara de Oliveira – Coordenadora Nacional de Educação Profissional.

MG Ivanilde Maria Tibola – Federação Nacional das APAEs. DF Coordenação geral: Ivanilde Maria Tibola – Coordenadora Executiva da Federação Nacional das APAEs. DF Glaúcia Aparecida Costa Guaretto –Diretora APAE de Poços de Caldas.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores Liana Terezinha Steffen – Coordenadora Educacional-Pedagógica – PR Maria da Conceição Silva de Souza – Coordenadora Educacional-Pedagógica – AC Maria do Carmo Menicucci – Coordenadora Educacional-Pedagógica –MG Maria Milcleia Gonzaga Aragão – Coordenadora Educacional-Pedagógica – SE Marlene F. Magalhães – Coordenadora Educacional-Pedagógica – PA Mauricéa Lusiana Machado – Coordenadora Educacional-Pedagógica – SC Nalzira de Fátima da Silva – Coordenadora Educacional-Pedagógica – RO Rosianne Silva Walter – Coordenadora Educacional-Pedagógica – AP Silvia Regina Alves Germano – Coordenadora Educacional-Pedagógica – PB Suely de Melo Calixto Caldas – Coordenadora Educacional-Pedagógica – BA Tania Mª Maciel Guimarães – Coordenadora Educacional-Pedagógica – MT Vilma Silva Lima – Coordenadora Educacional-Pedagógica – TO Organização e sistematização: Eliane Ferrari – Técnica da Secretaria de Educação. DF 34 . Brasília. Brasília.

” Elaborado pelo professor Antônio Carlos Osório do Nascimento. Brasília.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores TEXTO DE APOIO “Elaboração do Projeto Político-Pedagógico: Da Concepção à Construção. da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. fevereiro de 2001 35 . para reflexão na construção do Projeto Político-Pedagógico. conforme orienta a APAE Educadora: a Escola que Buscamos.

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores 36 .

os elementos latentes na dinâmica que se anuncia como mediadora das diferentes crises. Demarcada a importância da caracterização contextual. da melhor forma possível. à construção de um Projeto Político-Pedagógico que dê conta de lidar com as especificidades e as dinâmicas internas próprias dessa construção.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores ELABORAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO: DA CONCEPÇÃO À CONSTRUÇÃO OSÓRIO1. Nosso propósito nesses estudos tem sido mapear. podemos afirmar que sua formatação é que vivemos diferentes conflitos e que essa situação emanada de tantas contradições de cunho social é configurada sobre diferentes prismas. independentemente de suas origens. particularmente. busca-se um desenho de um Projeto Político-Pedagógico que dê conta de absorver a fundamentação e os princípios norteadores do Projeto APAE Educadora – A Escola que Buscamos. 37 . apoiando-se numa reflexão centrada nas diferentes análises de contextos que explicitam as políticas sociais implementadas nos últimos anos no Brasil. essas crises são consideradas em todas as ordens. as questões relacionadas às minorias sociais. trabalho e sociedade”. Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação. tendo como foco o portador de necessidades especiais e a Educação Especial pontualmente. do Centro de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. é necessário garantir algumas especificidades que o tema exige em sua totalidade e que fazem parte da realidade social brasileira. Frente a esse paradoxo. as teorias não conseguem dar respostas mínimas aos fenômenos que nos cercam. ao analisarmos o nosso momento histórico. No cenário mundial e. Antônio Carlos do Nascimento O presente artigo apresenta algumas reflexões oriundas de alguns resultados obtidos em pesquisas na área de “educação. De um lado. desde os poderes instituídos. nos últimos anos. Em síntese. dando um movimento ao tema proposto a partir de um conjunto de elementos históricos e atuais. até a menor unidade de organização social. suas razões 1 Professor-Adjunto III do Departamento de Educação. o início do novo século traz consigo dois elementos determinantes. proposta para enfrentar os desafios da Educação Especial para os próximos anos. Para dar conta dessa possibilidade. nacional. tendo como propósito uma leitura concreta de nossa realidade. neste caso.

sobretudo. idealizadora. a insistência conservadora e hegemônica de justificar os fenômenos oriundos dessa realidade. Rio de Janeiro: Record. a indagação que surge volta-se para a seguinte questão: como desempenhar um trabalho pedagógico com esses atores sociais frente às políticas públicas de educação vigentes no país. Cidadania e globalização. O sair do pensar e fazer. pelo senso comum de seus próprios princípios. desde que não se percam as relações da globalização com as instâncias de poder”. enquanto uma das modalidades educacionais. ao começar a enunciar sobre aspectos particulares da Educação Especial. embora pareçam estar fixadas e preestabelecidas a partir de valores particulares. representem atender as expectativas e os anseios daqueles a quem ela se destina. mas que não dão conta de sinalizar algumas possibilidades de mudanças. não resolvendo a realidade dos interessados. 1997. tendo sempre um referencial balizado por um propósito transformado. Entretanto. Por outro. que em cada etapa da história têm se apresentado de forma cristalizada. nas diferentes áreas sociais. aos portadores de necessidades especiais. vários conflitos vão surgindo e parece-me que menos respostas vamos tendo sobre os aspectos pedagógicos que envolvem esse campo do conhecimento. logo de início. frente a diversidade de leituras sobre a Educação Especial e. 97) essa atitude de recuperar algumas questões do processo histórico da humanidade nos leva: “a criar uma circulação de idéias e objetos culturais que pode ser mais bem compreendida quando analisada em termos de mundialização. São vários os questionamentos sobre a Educação Especial. o pior. a partir de princípios que facilitam “interpretar” e “enunciar” os motivos. p. 38 . que as políticas pensadas em torno da educação se processam dentro de um movimento próprio da sociedade e que não necessariamente. Isso nos facilita apontar. em seu sentido amplo. em torno de si e. ao tentarem desenvolver um trabalho pedagógico voltado para os portadores de necessidades especiais. são resultados de atos humanos. margeiam os problemas a quem se destinam. Isso nos permite afirmar que esta e outras circunstâncias devem ser consideradas como inteiramente inacabadas. De início. talvez da mesma complexidade que envolve as discussões dos diferentes níveis de escolaridades do ensino básico. Em síntese. embora tenhamos que reconhecer que nunca tivemos uma quantidade significativa de leituras da realidade. no caso. quais efetivamente são nossas possibilidades institucionais de exercer de fato essa tarefa em circunstâncias que sempre foram pontuadas de formas tão adversas aos interesses das pessoas portadoras de necessidades especiais? Frente à complexidade das dimensões de nossa indagação geral.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores existenciais e verdades que representem. Segundo Vieira2 (1997. bem como as políticas públicas governamentais. e não como difusão. 2 Liszt VIEIRA. como é na maior parte de sua história. num despropósito social. Neste momento minha reflexão recai na compreensão que a maioria das pessoas trazem consigo. podemos afirmar desde já que as políticas de educação no Brasil.

tendo a vinculação ao mundo do trabalho e à prática social. essa possibilidade de tornarem-se perceptíveis. que até então se apresentavam de forma latente. 3 Alejandro CALDERA. embora apareçam com características coletivas. então. “explica” ou “implica” registrarmos algumas categorias que nos possibilitam ter clareza de que o homem sempre viveu em transição e por isso em constantes crises. 39 . num movimento autônomo e próprio. da Lei nº 9394/96). estimulando uma atitude coletiva institucional. “parcerias” que facilitem a inclusão social do aluno enquanto cidadão. permitindo ter mais clareza dos reais motivos em diferentes contextos da sociedade e. possibilitando uma leitura que extrapola as dimensões pedagógicas de alguns pressupostos teóricos tradicionais por alguns autores como P. Heimann (1962) – Teoria da Educação Humanística. 21. de forma planejada e organizada de acordo com os recursos e procedimentos pedagógicos necessários. Caldera3 afirma que por tanto tempo percorremos os caminhos da história que: “A crise do homem é a crise do mundo que ele habita e o mundo muda porque o homem nele alojado transforma sua conduta histórica”. As respostas não se limitam aos dados quantitativos da realidade. são aspectos que fazem parte de toda uma evolução do domínio do próprio conhecimento. sempre privilegiam uma minoria que na maioria das vezes não está vinculada aos propósitos e aos interesses daquele segmento a quem se destinam. Breyvogel (1972) – tentativa de revisão da “escola de Berlim” e W. Entretanto. possibilitando. Shultz (1972) – “Teoria de Sistemas”. quando a educação escolar passa a ser concebida frente a um sentido amplo e restrito. Serrano. Petrópolis: Editoras Vozes Ltda. 1984. da própria educação. o que só é possível a partir de um Projeto Político-Pedagógico. W. Filosofia e crise.. Numa história recente. que deve ser concebido numa proposta que explicite o papel institucional e seus reais propósitos. os fundamentos passam a exigir uma nova compreensão do significado e das dimensões do ato pedagógico. por conseguinte. apontando que deve ocorrer predominantemente por meio do ensino. deixando evidente que estas mudanças. a educação brasileira começou a vivenciar através da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9394/96) princípios incorporados por valores culturais latentes na sociedade e por dinâmicas que se fazem presentes na conjuntura mundial.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores Isso se evidencia de forma mais pontuada na busca da historização que só nos permite checar algumas “questões” que se fizeram presentes durante o desenvolvimento da humanidade. Nesse sentido. desvinculadas das diferentes dimensões e implicações educacionais. As contradições desse universo histórico-político sempre foram pontuadas. A busca de uma educação voltada às especificidades da clientela passou a ter uma explicitação concreta nos fundamentos da construção pedagógica (art. que nos permitem explicitar melhor as contradições da sociedade. A presença dessa história “ressalta” ou subjaz. sobrevivendo de diferentes formas. em níveis internos e externos.

que permita discussões e propicie medidas diferenciadas. que contemplem as diferenças individuais dos alunos. O segundo. São novas formas de cooperação. exigindo uma nova ciência capaz de reunir conhecimentos disciplinares mais diversos. Diante desses princípios da escola. essa possibilidade de construção do Projeto deve ser concebida. pelos seus limites e pelas suas possibilidades. É o sentimento de ser e estar no mundo em que se vive. Alguns escritos de Fazenda6 deixam evidente até nossos dias a convicção de que a interdisciplinaridade é uma questão de atitude. em que o individualismo cede espaço ao trabalho coletivo. que nos remete à preparação cultural como meio da inserção social do indivíduo como cidadão. essa possibilidade só poderá ocorrer mediante uma mudança de valores e atitudes não só na estrutura da sociedade ou da própria instituição. O terceiro e último. como um dos elementos de construção social que requer três princípios norteadores. num grau maior ou menor. S. A idéia inicial da concepção e do suporte teórico da interdisciplinaridade surge no Brasil (Japiassú5. neste caso do aluno não só como um “paradoxo de ideais”. éticas e estratégias que possam permitir. é exigida uma reestruturação de suas dinâmicas. 5 Milton JAPIASSÚ. é importante então termos clareza quanto a em que dimensão isso é possível e em que medida é exeqüível. ambos altamente conservadores e seletistas. na década de 70). O primeiro refere-se à igualdade de direitos. 1991. Essa postura diferenciada reflete alguns elementos de ordem teóricometodológica enunciados por alguns autores quanto à interdisciplinaridade. Loyola. São novas formas de “ler e fazer” educação. Paulo. com todas as limitações e dificuldades. tendo como referência uma postura vivida e exercida com muita lucidez 4 OSÓRIO. Entretanto. numa dimensão democrática. levando em conta.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores Para Osório4 (1998:06). Interdisciplinaridade e patologia do saber. a diversidade dos seus alunos. permitindo a elaboração de novas hipóteses e de novas perguntas que permitirão criar outras organizações e leituras do saber educacional. independentemente de suas condições humanas. mas nas diferentes concepções de educação que o momento histórico-social exige. onde a escola passa a ser compreendida como espaço social de socialização e integração do homem ao conhecimento acumulado. flexibilizando seus critérios e os procedimentos pedagógicos. Entretanto. 40 . Marcos Referenciais do Projeto Político-Pedagógico. principalmente em seus procedimentos metodológicos e de avaliação. Goiás. que passarão a considerar o “indivíduo” situado em sua própria historicidade. abrindo um diálogo junto à comunidade escolar. permitindo então a compreensão do paradoxo da inclusão social associada aos reais princípios democráticos. Interdisciplinaridade: um projeto de parceria. a inserção social dos alunos na sociedade como um todo. Texto elaborado para o Encontro de Educação Especial promovido pela Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação em Pirenópolis. independente da origem e condições sociais. 6 Ivani Catarina FAZENDA. mas como a possibilidade e o compromisso pedagógico de que todos os educandos são capazes de aprender a partir de suas condições pessoais. se tudo isso é ainda uma busca. A partir daí surgem as questões legais. Antônio Carlos do Nascimento.

É revelar-se ao outro. a interdisciplinaridade representa uma nova atitude frente ao saber. privilegiando o exercício da pesquisa na prática pedagógica escolar institucionalizada. em uma leitura de ler/fazer e assumir as experiências. O trabalho interdisciplinar incrementa um novo tratamento no “ato pedagógico”. Para Osório (1996) esse movimento teórico é uma realidade confirmada somente na concretude de cada dia. essa atitude exige e instiga uma relação de reciprocidade. enquanto sujeito de suas diferentes relações sociais. ou seja. como elementos nucleares. essencialmente aquelas relacionadas à própria construção do conhecimento. a busca de novos conceitos. ao mesmo tempo. Assim. Para muitos é uma ousadia. necessariamente. sendo motivado pelo prazer e satisfação. frutos dessas relações. é um novo exercício de pensar. É necessário ter clareza do “campo significativo” e do próprio sentido em se re(descobrir) enquanto pessoa. pela co-propriedade. ao aluno é concedida a experiência de ser o sujeito de sua escolaridade e estabelece. Sinaliza a necessidade de possibilitar aos alunos a compreensão de um “ser-no-mundo”. Isso implica. principalmente. a) compreender e respeitar o modo de ser peculiar de cada sujeito (sua identidade). a partir das condições impostas pela realidade social bem como suas especificidades ao estabelecer os diferentes “caminhos” de construção do conhecimento. assumir um “espírito epistemológico suficientemente amplo” e. novas aprendizagens e experiências. A partir do princípio epistemológico explicitado. não-preconceituosa. de colaboração entre especialistas de diversas disciplinas (ou áreas de atuação). conduzindo a interação e a intersubjetividade. É uma educação pensada pela diferença de sua clientela. A atitude pedagógica para elaboração dessa forma de fazer educação requer uma relação de reciprocidade. Acima de tudo é uma questão de atitude de abertura. num momento inicial. 41 . a explicitação dos mecanismos de construção do conhecimento do sujeito. pela interação e pelo diálogo. de mutualidade. É a marca teórica de cada um de nós.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores e intensidade. diferentes formas dialógicas com o conhecimento. nesse processo de aprendizagem. de mutualidade. se expondo e assumindo as conseqüências da ação. É um currículo pensado em sua totalidade. uma atitude diferente a ser assumida frente ao problema do conhecimento. pelo desenvolvimento de sensibilidade. e com isto expor fragilidades e domínios. de construir. uma nova relação entre “quem ensina e quem aprende”. é a substituição de uma concepção fragmentária para a unidade do ser humano. a partir das necessidades e possibilidades de cada aluno. A autora sugere que para desenvolver tal propósito. Os projetos interdisciplinares envolvem três aspectos fundamentais. Assim. É a forma de se confirmar à existência pessoal e coletiva. numa perspectiva interdisciplinar. que permita um diálogo com vários teóricos para enfrentamento dos problemas no dia-a-dia escolar. que significa transformação. pelo comprometimento pessoal e. essa nova atitude frente ao conhecimento. condição de uma possível efetivação da interdisciplinaridade. um domínio do conhecimento. passa pela intersubjetividade e supõe.

é muito lento.. Novos projetos educacionais que tentam trabalhar com essa perspectiva começam a ser marcados pela insegurança. 18). ao mesmo tempo. nosso encaminhamento recai em alguns princípios norteadores da Proposta da APAE Educadora: A Escola que Buscamos que tem com referencial os preceitos legais que possibilitarão. sempre que tratamos de um tema tão polêmico. através de um processo pedagógico que tenha como pressuposto que todos os educandos são capazes de aprender”. 1999. de ir além). Essa possibilidade só poderá ocorrer. em que as pessoas se sintam comprometidas em fazer parte dele e que tenham-no como elemento norteador à preparação do homem-cidadão. suas intenções e seus reais significados. que precisava ser assumida com responsabilidade e compromisso.. quando ocorre. Brasília. permitindo a compreensão da inclusão social do aluno. Isso deixa evidente que o princípio norteador da interdisciplinaridade exige um projeto que dê conta de lidar com a diversidade pedagógica e que. p. de imediato. é transformação da insegurança num exercício de pensar. nº 21. 42 .PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores b) adoção de um projeto interdisciplinar exige urna explicitação de forma detalhada. . como a interdisciplinaridade. benefícios. Pinçados alguns elementos teóricos que nos possibilitam fazer uma leitura da interdisciplinaridade. primeiros anos do Ensino Fundamental e Educação Profissional aos alunos com deficiência mental. oferecer Educação Infantil. segundo Osório7 (1999. Tal situação nos permite afirmar que o pensamento interdisciplinar tem como princípio fundamental a ruptura preconceituosa culturalmente colocada entre alguns paradigmas do conhecimento ou até mesmo a discussão do que é científico ou não.. de inovar. é importante mencionar que existem outras obras e estudos arrolados sobre esse tema. do processo educativo ofertado pelas escolas regulares. Mas a ousadia “da busca. coerente e clara. c) Todo projeto interdisciplinar pressupõe projetos pessoais de vida e este exercício de desvelamento individual visando um coletivo. Entretanto. Revista Integração – SEESP/ MEC. “mediante uma mudança de valores e atitudes na estrutura da sociedade e nas diferentes concepções de educação. Projeto pedagógico: o pensar e o fazer. num construir (desejo de criar. deixando evidente seus objetivos. parece-nos ainda estarmos tratando pela primeira vez. Explicitada a importância das considerações contextuais da Educação Especial e definido o referencial teórico para delineamento do Projeto PolíticoPedagógico. se constrói e se adapta no processo de desenvolvimento do próprio projeto. [. p. em face de suas condições individuais 7 Antônio Carlos do Nascimento OSÓRIO. destinando seus atendimentos e serviços especializados aos que não se beneficiam.. e as preocupações ainda são redobradas. suas limitações e possibilidades de aplicação. da pesquisa.23).] Exige a passagem da subjetividade para a intersubjetividade” (Idem.

tendo como princípio a inclusão social na tentativa de rompimento das barreiras construídas pela sociedade.entendimento histórico atual de garantir o direito de todos à educação e ao trabalho. como um dos instrumentos de mediação entre as necessidades dos alunos e a realidade social. sentido da escolaridade. É. sem sombra de dúvida. a APAE Educadora organiza-se em três fases. busca assegurar o direito constitucional do aluno à educação. mais uma tentativa de reconstruir. Esse entendimento é resultante da diversidade de atos. a ética e o direito social a qualquer aluno e a sua família. de opiniões. ao mesmo tempo. tendo como princípio a formação do cidadão. tendo como referenciais de sua organização a idade.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores identificadas ou de situações contextuais que dificultam sua inclusão escolar. isolada de um contexto mais amplo que é a comunidade escolar em que ela se insere.. a definição da identidade 43 . destacando alguns pontos que aqui são enunciados como determinantes para sua elaboração. de ideologias de práticas escolares. é importante ficar claro que uma das características fundamentais deste instrumento é a possibilidade de integração entre os diferentes segmentos da comunidade escolar. serviços necessários para o desenvolvimento da aprendizagem. bem como ao pleno cumprimento de suas metas educativas. em sua introdução: “. Definidos os níveis de abrangência e as fases de escolarização e atendimentos. na vida de cada cidadão. oportunizando experiências e vivências pessoais e coletivas. Em geral. segundo a proposta da APAE Educadora: A Escola que Buscamos. Entretanto. cabe neste momento refletir um pouco sobre as questões que delineiam o Projeto Político-Pedagógico. independente das condições impostas a sua realidade social. a natureza da educação como elemento de formação. acobertadas ou não. a instituição escolar trabalha com uma realidade própria. possibilitando explicitação dos reais propósitos do processo ensino-aprendizagem. em diferentes níveis de envolvimento da educação existentes em nosso país. de modo a funcionar como elementos mediadores para a melhoria do ensino e qualidade de vida do educando com deficiência(s). Nesse sentido o Projeto Político-Pedagógico deve ser entendido como uma estratégia que busca corrigir distorções educacionais. essencialmente. propondo currículos flexíveis que contemplam conteúdos e ações referendados nos Parâmetros Curriculares Nacionais.. Assumindo que a educação é determinante na formação e no melhor exercício da cidadania – também com relação às pessoas com necessidades especiais – o Projeto Político-Pedagógico deve garantir a intelectualidade. Nesse sentido. particular. na limitação das condições de exercício de sua cidadania”. que respondem aos interesses do processo de ensino e aprendizagem dos educandos. Nesse sentido. mas. A possibilidade inversa nos permite. levando em conta a diversidade. a competência e outros critérios. em essência. é o resgate da função social das instituições escolares e. o respeito.

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores institucional. que se organiza de modo a privilegiar uma aproximação dos princípios da inclusão social – paradoxo de uma sociedade global lida na perspectiva de que todos os cidadãos têm acesso aos diferentes serviços e usufrutos dos bens materiais. as razões e os propósitos de seu compromisso na formação de seus alunos. entendida como uma modalidade da educação escolar brasileira... É o que Rivera (In Osório. O Projeto Político-Pedagógico deve ser entendido como um contrato social envolvendo os diferentes segmentos da comunidade escolar. a curto e a longo prazo. O Projeto Político. 5) denomina pelas expressões “Universalização e mundialização da vida .”. explicitando. tendo como princípio a Educação Especial. p. 1995. 44 .Pedagógico em seu campo operativo deve reunir um conjunto de ações pedagógicas.

M. Escola básica na virada do século. (mimeo). COELHO. 1992. Brasília : Ministério da Ação Social/CORDE.) Regime seriado e o plano de ação da Pró-Reitoria de Ensino da UFMS. Campo Grande : Ed. Estabelece as Diretrizes e bases da Educação Nacional. In: Interdisciplinaridade no espaço escolar..) As organizações escolares em análise. 1991. OSÓRIO. 1992. _______.V.M “Saber e regime seriado”. ano I. 1996. “A ética e a educação: um caminho para a interdisciplinaridade”. BRASIL. 1998. Porto Alegre: FACED/UFRGS. Atas do 30 seminário sobre universidade Multicampi. A Avaliação Institucional.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores BIBLIOGRAFIA BALDIJÃO. 1987. In: OSÓRIO. A formação dos professores leigos nas licenciaturas parceladas – uma prática em questão. Campinas: Papirus Ed. I. Lajeado : Editora Fates.C. 45 . de 20 de dezembro de 1996. M. In: Nóvoa. 23/12/1996. III Encontro de Iniciação Científica da UFMS. 1997. A nova LDB : ranços e avanços. COSTA. _______. _______. _______. (Coord. (Org. 1996.N. Revista Universidade e Sociedade 1. Os desafios do movimento docente nos dez anos de lutas da Andes Sindicato Nacional. Caminhando pela avaliação. 1989. DEMO. “A escola em todos os seus estados: da política de sistemas às estratégias de estabelecimento”. RS. 1995.1994. Política nacional de integração da pessoa portadora de deficiência. Desafios da educação especial frente à LDB. HUTMACHER. FUFMS. _______. Lisboa : Dom Quixote/Instituto de Inovação Educacional.E. A.C.N. Tese de Doutorado PUC/SP. A. Campo Grande : FUFMS. C. Brasília : MEC/SEESP. Quebéc: Université du Québec. In: Anais do IX Seminário de Ensino. Pesquisa e Extensão. A. “Espaço educacional e autoria social”.W. P. Diário Oficial da União 248. Lei nº 9394.

) Regime seriado e o plano de ação da Pró-Reitoria de Ensino da UFMS. São Paulo. FUFMS. 1987. Dados do autor Antônio Carlos do Nascimento Osório é professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. 1995. 46 . Campo Grande : ed.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores _______. (Org. UNESP. O projeto pedagógico de seu curso está sendo construído por você? Anais do III Circuito do PROGRAD.

Luiz Zver / MG João Porfírio de Lima Cordão / PI Conselho de Administração Paulo Roberto da Silva Abreu / AM José Américo Silva Fontes / BA Maria Lindezi Lima / CE José Lemos Sobrinho / ES Dea Valéria Gaynor da Fonseca / GO Isabel de Carvalho Magalhães / MA Doracy Gomes Nonato / MT Claise Kleemann / MS Eduardo Luís Barros Barbosa / MG Laura Rosseti / PA Francisca Evelina Maroja Lima / PB José Diniewicz / PR Tereza Lúcia Baptista Andrade / PE Maristela Lina de Andrade Ribeiro / PI José Cândido Maes Borba / RJ José Aumério da Silva / RN Bernadete Maciel Seibt / RS Madalena Penha de Moura / RO Aldo Brito / SC Lair Moura Sala Malavila / SP James de Oliveira Lages / TO 47 . Pereira / PR Luiz Alberto Silva / SC Expedito Alves de Melo / MA SUPLENTES Antônio Lazáro de Moura / RO Pe.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores FEDERAÇÃO NACIONAL DAS APAEs Gestão agosto de 1999 a julho de 2001 Diretoria Executiva Presidente Vice-presidente 1ª Diretora-secretária 2ª Diretora-secretária 1º Diretor-financeiro 2º Diretora-financeiro Diretor de Assuntos Internacionais Procurador-geral Autodefensores Flávio José Arns / PR Seme Grabriel / SP Maria de Fátima Liegio / GO Maria Luíza Dadalto / ES Alexandre Guedes Seixas Maia / DF Zely Ornellas de Souza / DF Elpidio Araujo Neris / DF Elpidio Araujo Neris / DF Waldinéia Olímpia F. Ramos / DF Rodrigo Marinho Noronha / DF Conselho Fiscal TITULARES José Justino Filgueiras A.

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