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Aula 7 DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO CONTRA SOBRECORRENTE

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DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO CONTRA SOBRECORRENTE: FUSÍVEIS E DISJUNTORES

Caso ocorra um defeito num dos aparelhos ligados ao circuito, ou na utilização inadequada da instalação, a corrente elétrica em alguns circuitos pode atingir valores muito altos, que produzem sobreaquecimento nos condutores e pode provocar incêndios, já que entre os materiais que envolvem os condutores pode haver alguns inflamáveis. Exemplos de acidentes causados pela utilização inadequada da instalação elétrica:

Edifício Joelma – curto-circuito no ar condicionado, 187mortes. Edifício Andraus – sobrecarga elétrica,16 mortes.

24/02/1972 Edifício Andraus. 01/02/1974 Edifício Joelma

Para garantir o perfeito funcionamento das cargas que estão sendo alimentadas (lâmpadas, motores e outros equipamentos elétricos) e dar proteção aos condutores contra sobrecarga e curtocircuito, são empregados os dispositivo de proteção: fusíveis e disjuntores.
Estes dispositivos devem interromper o circuito automaticamente, sempre que a intensidade da corrente atingir um certo valor que danifique o circuito.

FUSÍVEIS
São elementos mais fracos (de seção reduzida), que são propositalmente intercalados no circuito para interrompê-lo sob condições anormais.

Uma corrente elevada que aumenta a temperatura dos componentes poderá levá-los à queima, caso não haja um desligamento rápido e seguro.
Cabe ao fusível essa missão importante, sobretudo se considerarmos o preço elevado dos equipamentos elétricos e o uso generalizado que se faz da energia elétrica.

COMPONENTES DO FUSÍVEL CONTATOS ENCAIXE INVÓLUCRO ELEMENTO FUSÍVEL MATERIAL EXTINTOR INDICADOR .

quartzo. Condenam-se invólucros de papelão. feldspato e caulim. Deve possuir elevada rigidez dielétrica no estado seco e não absorver umidade.Invólucro ou Corpo: De material isolante elétrico e de suficiente resistência mecânica. A resistência de contato depende do material e da pressão exercida. Deve garantir uma boa transferência de corrente com pequenas perdas em forma de calor. • Porcelana: argila. . dandose sempre preferência àqueles com invólucro de cerâmica (porcelana ou esteatite) vitrificada. Contatos: Deve possuir boa condutividade elétrica e elevada resistência a oxidação. Deve suportar elevada pressão interna e elevação de temperatura. • Esteatite: silicato de magnésio prensado e sinterizado.

não permitindo a sua substituição por outro inadequado.• Elemento fusível: Deve ser inviolável. • Material extintor: Deve possuir granulometria adequada para permitir a expansão dos gases e extinção do arco elétrico. . Uma redução de área no centro da seção (empescoçamento) deve impedir a formação do arco elétrico nas extremidades. É geralmente constituído por areia ou cristais de sílica. Dever ser totalmente envolvido pelo material extintor.

. • Indicador: Permite verificar se o fusível está queimado sem necessidade de retirálo da base ou testá-lo com algum instrumento.• Encaixe: Deve ser padronizado para evitar trocas indevidas.

. consequentemente de menores correntes individuais. fixo por meio de um soquete padronizado (até 200A) ou um sistema de contato por pressão (para correntes mais elevadas).Base do fusível O fusível é montado sobre uma base. Para correntes acima de 1000 A recomenda-se a subdivisão do circuito em um número suficiente de circuitos paralelos.

. ocasionado pela ionização do meio. em que se dá a destruição do elo de fusão. são considerados seguros apenas os fusíveis dotados de um elo de fusão totalmente envolto pelo elemento de extinção. podendo inflamar partes adjacentes se não for envolto e extinto imediatamente.Durante a fase de desligamento. ocorre um arco voltaico entre os pontos do circuito que se separam. Assim. Este arco representa um perigo para a instalação. que elimina o arco com a máxima rapidez.

Tensão nominal: É o valor de tensão que dimensiona a isolação do fusível. Seu valor é dado em kA. Corrente nominal (IN): aquela que o fusível suporta continuamente sem provocar seu desligamento. 2.CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS 1. Ela que determina a escolha adequada do fusível. 4. . É a máxima tensão que o fusível suporta. Não aquece o fusível acima dos limites especificados por norma. Corrente de curto circuito (ICC): corrente que deve desligar o circuito instantaneamente. 3. Capacidade de ruptura: máxima corrente que ainda permite que o fusível desligue com segurança.

NBR 5410 (Instalações de baixa tensão) tC .Corrente de projeto. definida por norma para cada valor de IN. . Iz .Corrente de atuação do fusível. definido por norma para cada valor de IN.Dimensionamento do fusível: Ia . IB .Capacidade de condução dos condutores.Tempo de atuação.

Iz = 57 A (S = 10 mm2) capacidade de condução do condutor.45 Iz = 82.45 Iz Se Ia = 1. o dispositivo desliga no tempo tC (~ 1 h).Dimensionamento do fusível: Iz > IB IN  IB Ia  1. Exemplo: corrente de projeto: IB = 43 A.45 Iz. Posso escolher: IN = 50 A Ia  1. . IN  43 A (corrente nominal do fusível).6 A (Corrente de atuação – deve interromper o circuito no máximo em 1 h).

IMPORTANTE: . -Os fusíveis dimensionados para um determinado circuito nunca devem ser substituídos por outros de maior corrente nominal. em virtude de geralmente não haver substituição adequada do elo de fusão. .É importante que a instalação dos fusíveis na base seja feita com encaixe padronizado. a prova de trocas indevidas.Não se permite o uso de fusíveis remendados ou consertados. .A instalação e retirada do fusível deve permitir o seu manejo sem perigo para o operador. e que o fusível tenha um elemento de fusão inviolável - .

Curva Característica de Tempo de Desligamento minutos 2A 4A 6A 8A Tempo segundos IN ICC Corrente (A) .

Curva Característica de Tempo de Desligamento (tempo de fusão – corrente) .

onde a corrente de partida é muito superior a nominal. I Corrente (A) .Fusíveis rápido e retardado. • Rápido: Circuitos onde não ocorre variação considerável de corrente entre a fase de partida e a de regime normal de funcionamento • Retardado: Circuitos com cargas motoras.

• Este acréscimo de massa absorve durante um certo tempo parte do calor que se desenvolve na seção reduzida do elo. cujo valor limite superior é a temperatura de fusão do metal usado no elo. consequentemente. retardando a elevação de temperatura. . pois não há tempo para a troca de calor. • Este acréscimo não atua no caso de um curtocircuito. onde este apresenta a menor condutância e. se dará a fusão do elo.• O retardamento é obtido por um acréscimo de massa na parte central do elo.

Para ter-se um desligamento seletivo deve haver uma diferença mínima de 1. de entrada e os de proteção de cada circuito secundário). Apenas os fusíveis mais próximos da fonte de defeito devem queimar. num sistema protegido por mais de um fusível (fusíveis principais.Curvas características e seletividade Comportamento seletivo entre fusíveis: Deve ocorrer o desligamento do fusível certo. .6 entre as respectivas correntes nominais e daí estabelecem-se os tamanhos mínimos pelo critério da seletividade dos fusíveis a serem usados.

Curvas características e seletividade O comportamento seletivo pode ser conservado pela comparação das características de desligamento tempo.corrente que cada fusível (e outros elementos de proteção) deve possuir. Portanto deve-se conhecer as curvas características de limitação de corrente e desligamento. .

Elo de fusão: cobre ou chumbo e suas ligas. De seção uniforme. Pode ocorrer oxidação que eleva a resistência de contato.Tipos de fusíveis Fusíveis tipo CARTUCHO FABRICAÇÃO NACIONAL Faixas: desde frações de amperes até diversas dezenas. Partes metálicas de latão. cobre ou bronze. . não fixando o ponto de fusão/interrupção. Invólucro de papelão impregnado com verniz.

Tipos de fusíveis Fusíveis tipo CARTUCHO FABRICAÇÃO NACIONAL Para correntes maiores do que 100 A são preenchidos com cristais de sílica. inclusive industriais. que atuam como elemento extintor. permitindo assim dentro de uma faixa relativamente ampla a troca de um fusível por outro de maior corrente nominal. Bases de montagem não são calibradas. Capacidade de ruptura: 20. .000 A. Se a base é aberta há o perigo de choque elétrico no operador.000 a 30. prejudicando as condições de segurança da instalação. valor satisfatório para uma série de aplicações.

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Alto poder de ruptura 20kA a 100KA. .Fusíveis tipo cartucho FABRICAÇÃO FRANCESA .Potência dissipada reduzida. .Espaço reduzido. . -Contatos de alta qualidade (cobre prateado).

Controle de qualidade feito peça por peça para garantir as características elétricas e dimensionais . maior segurança ao usuário.Elemento fusível em assegurando maior precisão prata virgem.Areia especial. isenta de elementos metálicos. -Base fechada. .Fusíveis tipo cartucho FABRICAÇÃO FRANCESA . .

. podendo ser revestido de zinco.Fusíveis tipo DIAZED Compõe-se de um corpo de porcelana cilíndrico fechado nas suas extremidades por duas tampas metálicas. nas quais é soldado o elo de fusão ou preso por meio do anel de fixação próprio. Elo de fusão: basicamente de cobre.

Entre o elo de fusão e o corpo de porcelana é colocado o elemento extintor (areia). que preenche todo o espaço vazio entre o corpo e o elo. . O elo de fusão possui um estreitamento central.Fusíveis tipo DIAZED Possui indicador.

Encaixe (contato) Elemento Extintor Corpo de Porcelana Elo de Fusão Indicador .Fusíveis tipo DIAZED: Partes constituintes.

mantendo-se as condições de segurança da instalação prevista no projeto.Fusíveis tipo DIAZED São invioláveis. calibrados de acordo como seu valor nominal de corrente. . mediante a variação adequada de uma das tampas metálicas de fechamento. para evitar a troca de um fusível por outro maior.

Faixa: de décimos de amperes até 200 A e mais. . evitando a troca indevida ou equivocada por um fusível de maior corrente nominal. para tensões de até 500V nos tipos rápido e retardado.Fusíveis tipo DIAZED Os parafusos de ajuste também são específicos para cada corrente nominal.

Bases: Fechada e aberta Anel Base Fusível Tampa Parafuso de ajuste .

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.Fusíveis tipo Rolha FABRICAÇÃO NACIONAL Corpo de porcelana com rosca de latão ou bronze na sua parte inferior. Não possui redução de seção do elemento fusível e é ligado diretamente na parte exterior do fusível. fazendo com que ao fundir o material permaneça no soquete de fixação. O elo de fusão não é envolto por elemento extintor. além de não ser calibrado rigorosamente. danificandoo pelo efeito do arco e dificultando o contato elétrico posterior.

Não possui indicador. Normalmente sem empescoçamento. . Fio de elo a base de chumbo e pode ser facilmente substituído quando queima. além de não garantir plena segurança de desligamento e com resistência de contato por vezes bem acentuada. Correntes nominais de até 30 A e 220V.Fusíveis tipo Rolha FABRICAÇÃO NACIONAL Tem pequena capacidade de ruptura.

Fusível tipo rolha nacional Base com chave seccionad ora para fusível rolha Anel em dente de serra .

mas podem ser usados em sistemas com neutro aterrado. . a fim de acomodá-los.Fusíveis tipo Rolha FABRICAÇÃO NORTE-AMERICANA Não devem ser usados em circuitos com mais de 125 V entre condutores. de 16 a 20 A ou de 21 a 30 A. de 0 a 15 A. Os porta fusíveis para fusíveis rolha devem ser do tipo S. porém tensões inferiores a 150 V entre qualquer condutor não aterrado e a terra. Devem ser projetados ou equipados com adaptadores para receber fusíveis tipo S. onde os circuitos apresentam tensão superior a 115 V entre condutores não aterrados.

O receptáculo rosqueado do porta-fusível tipo plugue deve ser ligado no lado da carga do circuito. sendo que o NEC não exige nenhum dispositivo de desligamento no lado da alimentação de uma fusível rolha. O passo da rosca não permite a troca indevida do fusível. O objetivo desta regra é evitar a colocação de fusíveis de maior capacidade em circuitos de 1 e 20 A. Os fusíveis tipo Edison são usados apenas como reposição.Fusíveis tipo Rolha FABRICAÇÃO NORTE-AMERICANA Os porta-fusíveis ou adaptadores de 0 a 15 A não devem poder receber fusíveis de 20 ou 30 A e os de 20 A não devem poder acomodar fusíveis de mais de 30A. .

Uma lâmina bimetálica interrompe o circuito no caso de sobrecorrente (térmico). Consiste de elementos de disparo termo-magnético. .DISJUNTORES TERMOMAGNÉTICOS EM CAIXAS MOLDADAS Tem por função interromper o circuito em caso de sobrecarga ou curtocircuito. Uma bobina de indução desliga o circuito instantâneamente no caso de um curtocircuito (magnético).

O abafador envolve os contatos fixo e móvel. O mecanismo de extinção do arco consiste de lâminas de metal espaçadas. de modo que os contatos não podem ser mantidos fechados em condições de curto circuito ou sobrecarga.DISJUNTORES TERMOMAGNÉTICOS EM CAIXAS MOLDADAS O mecanismo de operação é de rápido fechamento e rápida abertura. que extinguem o arco e absorvem o calor. .

DISJUNTORES TERMOMAGNÉTICOS EM CAIXAS MOLDADAS .

DISJUNTORES TERMOMAGNÉTICOS EM CAIXAS MOLDADAS .

.CURVA DE DESLIGAMENTO (TEMPO-CORRENTE) DOS DISJUNTORES TERMOMAGNÉTICOS Tipo L: PROTEÇÃO DE CIRCUITOS DE ILUMINAÇÃO E DE COMANDO. Tipo G: PROTEÇÃO DE MOTORES. TRANSFORMADORES E APARELHOS SENSÍVEIS A SOBRECARGAS TÉRMICAS.

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NOVAS TOMADAS .

NOVAS TOMADAS .

TOMADAS PADRONIZADAS .

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