ASSISTÊNCIA A SAÚDE DO ADULTO EM SAÚDE COLETIVA: A Enfermagem frente aos programas de: Prevenção e controle da hipertensão arterial; Prevenção e controle

do diabetes mellitus; Prevenção e controle da hanseníase; Prevenção e controle da tuberculose pulmonar.

PLANO DE REORGANIZAÇÃO DA ATENÇÃO À HIPERTENSÃO ARTERIAL E AO DIABETES MELLITUS Parcerias e Compromissos Ministério da Saúde - MS Organização Pan Americana de Saúde - OPAS Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde - Conass Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde - Conasems Secretarias Estaduais de Saúde - SES Secretarias Municipais de Saúde - SMS Sociedades Brasileiras de Cardiologia, Diabetes, Hipertensão e Nefrologia Federações Nacionais de Portadores O Plano é uma estratégia que visa aumentar a prevenção, diagnóstico, tratamento e controle da hipertensão arterial e do diabetes mellitus através da reorganização da Rede Básica dos Serviços de Saúde/SUS (aproximadamente 40 mil unidades) dando-lhes resolutividade e qualidade no atendimento. • Objetivo: • Reduzir o número de internações, a procura por pronto atendimento e os gastos com tratamento de complicações, aposentadorias precoces e a mortalidade cardiovascular com a conseqüente melhoria da qualidade de vida da população. Está sendo implantado através das seguintes ações: • Capacitação de multiplicadores para a atualização, em Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus, dos profissionais que atuam na rede básica do SUS. • Campanhas de Detecção de Casos Suspeitos de HA, DM, visando o diagnóstico precoce e intenso incentivo à adoção de Hábitos Saudáveis de Vida. • Confirmação diagnóstica dos casos suspeitos e início da terapêutica (Portaria Conjunta de 05/3/2002, instituindo o Programa Nacional de Assistência Farmacêutica para Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus). • Cadastramento e vinculação, às Unidades Básicas de Saúde, dos portadores de HA e DM para o tratamento e acompanhamento. (Portaria nº 371/GM de 04/03/2002 instituindo o Cadastro Nacional de Portadores de Hipertensão e Diabetes). Conceituação de Hipertensão Arterial “É uma doença crônica, não transmissível, de natureza multifatorial, assintomática (na grande maioria dos casos) que compromete fundamentalmente o equilíbrio dos mecanismos vasodilatadores e vasoconstritores, levando a um aumento da tensão sanguínea nos vasos, capaz de comprometer a irrigação tecidual e provocar danos aos órgãos por eles irrigados.”

Manifestação da Síndrome Metabólica Hipertensiva Hipertensão Arterial; Dislipidemia (alteração no metabolismo dos lipídios, que tem como característica principal o aumento dos vários componentes deste grupo de substâncias, principalmente o colesterol e os triglicerídios); Obesidade central; Resistência à insulina/ hiperinsulinemia; Tolerância à glicose diminuída; Hipertrofia e alterações da função diastólica do ventrículo esquerdo; Aumento da atividade dos fatores de coagulação; Complacência arterial diminuída. Objetivos da avaliação do hipertenso Confirmar a elevação da PA; Identificar as causas da pressão sangüínea elevada; Avaliar a presença ou ausência de danos aos órgãos-alvo e DCV, extensão da doença e resposta ao tratamento; Identificar outros fatores de risco ou distúrbios que possam orientar o tratamento. Verificação da Pressão Arterial Certificar-se de que ele: Não está com a bexiga cheia; Não praticou exercícios físicos; Não ingeriu bebidas alcoólicas, café, alimentos ou fumou até 30’ antes da medida. Verificar se o equipamento está em boas condições de uso; Explicar o procedimento de verificação da pressão ao paciente; Deixar o paciente descansar de 05 a 10’; Colocar o paciente em posição confortável; Localizar a artéria braquial por palpação; Colocar o manguito adequado firmemente, cerca de 2 a 3 cm acima da fossa antecubital, centralizando a bolsa de borracha sobre a artéria braquial; Manter o braço do paciente na altura do coração; Posicionar os olhos no mesmo nível da coluna de mercúrio ou do mostrador do manômetro; Palpar o pulso radial, inflar o manguito até o desaparecimento do pulso e estimar o nível da pressão sistólica, desinflar rapidamente e aguardar 1 minuto antes de inflar novamente; Colocar o estetoscópio no ouvido com a curvatura voltada para frente; Posicionar a campânula do estetoscópio sobre a artéria, na fossa antecubital, evitando compressão excessiva; Solicitar ao paciente que não fale durante o procedimento; Inflar rapidamente o manguito, de 10 em 10 mmHg, até ultrapassar 20 a 30 mmHg o nível estimado da pressão sistólica; Proceder a deflação na velocidade de 2 a 4 mmHg por segundo; Determinar a pressão sistólica no aparecimento do 1º som, que é um som fraco seguido de batidas regulares;

Hipertensão Arterial – HA Classificação Diagnóstica: adultos (maiores de 18 anos) Objetivos do tratamento da HA Reduzir os níveis de pressão arterial (< 140/90 mmHg) respeitando-se: Características individuais. Esperar 1 a 2’ antes de realizar nova medida. Registrar o valor real obtido na escala evitando arredondamentos para valores terminados em zero ou cinco. Registrar os valores da pressão sistólica e diastólica. Co-morbidades . Qualidade de vida dos pacientes.Determinar a pressão diastólica no desaparecimento do som. complementando com a posição do paciente. tamanho do manguito usado e braço em que foi feita a medida. Auscultar cerca de 20 a 30 mmHg abaixo do último som para confirmar seu desaparecimento e depois proceder a deflação rápida e completa. Componentes de estratificação do risco cardiovascular em pacientes com HA Fatores de Risco Fumo Dislipidemia Diabetes Mellitus Idade acima de 60 anos Sexo masculino e mulheres após a menopausa História familiar de DCV: mulheres < 65 anos ou homens < 55 anos Lesões de órgãos-alvo Doenças cardíacas Hipertrofia VE Angina / IM prévio Revascularização coronária prévia Insuficiência cardíaca Episódio isquêmico ou AVC Nefropatia Doença vascular arterial periférica Retinopatia hipertensiva .

Enfermeiros. Redução do peso corpóreo. Se possível tomada única diária. Profissionais da Atividade Física. Evitar drogas potencialmente hipertensoras. Assistentes sociais. Mínimo de 4 semanas para o aumento da dose e/ou a associação de medicamento de outra classe. Exercícios físicos isotônicos regulares. maiores as probabilidades de efeitos indesejáveis. Controle do diabetes mellitus. Iniciar com menores doses efetivas e aumentá-las gradativamente e/ou associar outra classe farmacológica. Farmacêuticos. Agentes comunitários. pois quanto maior a dose. Redução do consumo de bebidas alcoólicas. Considerar custo e condições socio-econômicas. Nutricionistas. Auxiliares de enfermagem. Cuidados para se obter um Tratamento medicamentoso da HÁ eficaz Ser eficaz por via oral. Ser bem tolerado. Psicólogos. Modificações do Estilo de Vida. Redução da ingestão de sódio. . Abandono do tabagismo. Esclarecer o paciente sobre a doença.Tratamento não medicamentoso da Hipertensão Arterial Promoção de Hábitos Saudáveis de Vida. Odontólogos. Benefícios de alcançar os menores níveis pressóricos: Prevenção de AVC Preservação de função renal Prevenção e redução de progressão de ICC Redução de mortalidade ESTRUTURAÇÃO DO ATENDIMENTO AO HIPERTENSO E/OU DIABÉTICO Abordagem Multiprofissional Equipe formada por: Médicos. efeitos colaterais dos medicamentos. Controle das dislipidemias. planificação e objetivos terapêuticos. Agentes administrativos. salvo em situações especiais.

. Diabetes gestacional: ocorre durante a gravidez e. Ações assistenciais. O ENFERMEIRO NO PROGRAMA: Consulta de enfermagem. na maior parte dos casos. Prurido vulvar. SINAIS E SINTOMAS Poliúria. Diminuição brusca da acuidade visual. Capacitação de profissionais. é provocado pelo aumento excessivo de peso da mãe. Desenvolver atividades educativas de promoção a saúde com a comunidade.Ações comuns à equipe: Atividades educativas individuais e/ou em grupos. A instalação da doença ocorre mais comumente na infância e adolescência e é insulino-dependente. isto é. PROGRAMA DE ATENÇÃO AO CLIENTE DIABETICO: TIPOS DE DIABETES Diabetes tipo 1: O pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. Participação em projetos de pesquisa . Solicitar exames. uso de certos medicamentos etc. Fraqueza/letargia. Hiperglicemia ou glicosúria em exames de rotina. em geral acomete as pessoas depois dos 40 anos de idade. Diabetes tipo 2: As células são resistentes à ação da insulina. que pode não ser insulino-dependente. Diabetes associados a outras doenças como as pancreatites alcoólicas. Encaminhamentos. Polidipsia. exige a aplicação de injeções diárias de insulina. Estabelecer com equipe estratégias que facilitem a adesão. Os membros da equipe devem estar atentos à: Uniformidade de linguagem e Uniformidade de conduta. E outros. A doença. A BASE DO TRATAMENTO: Educação. Modificações dos hábitos de vida. Medicamentos. Emagrecimento exagerado. Polifagia.

-Tabagismo. -Uso de calçados inadequados.COMPLICAÇÕES DO DIABETES  AGUDAS: . -Baixa acuidade visual.Retinopatia . como o organismo não pode utilizar o açúcar para produzir energia de maneira satisfatória. . que são perigosos porque tornam o sangue ácido. produz resíduos tóxicos chamados corpos cetônicos.Cetoacidose: Presença de corpos cetônicos na urina: No diabetes tipo 1. -Educação terapêutica deficiente.Hipoglicemia . -Antecedente de úlcera nos pés. -Nefropatia diabética.Nefropatia .Neuropatia diabética NEUROPATIA DIABÉTICA: Fatores de risco: -Calos. Quando o fígado queima gorduras muito rapidamente.Coma hiperosmolar  CRÔNICAS: . ele vai tentar usar gorduras acumuladas como combustível. . -Lesões não-ulcerativas.

ORIENTAÇÕES PARA AUTO CUIDADO DO PACIENTE COM PÉ DIABÉTICO Não fumar Observe diariamente os pés pé Manter os pés pé sempre limpos Uso do melhor tipo de calçado calç Não usar escalda pés e bolsas de pé água quente Nunca andar descalço Ocorrendo algo com os pés pé procure IMEDIATAMENTE tratamento .

Estigma e preconceito contra a doença AGENTE ETIOLÓGICO A hanseníase é causada pelo Mycobacterium leprae. de evolução lenta. . com afinidade por células cutâneas e por células dos nervos periféricos. mas poucos adoecem. é necessário um contato direto com a pessoa doente não tratada. que se instala no organismo da pessoa infectada. crônica. curável. que é um parasita intracelular obrigatório. principalmente nos olhos. mãos e pés. A principal via de eliminação do bacilo e a mais provável porta de entrada no organismo passível de ser infectado são as vias aéreas superiores. Esse bacilo é capaz de infectar grande número de pessoas (alta infectividade). o trato respiratório. Estas incapacidades e deformidades podem acarretar alguns problemas: • • • • Diminuição da capacidade de trabalho. DESCRIÇÃO: Doença infecto-contagiosa. MODO DE TRANSMISSÃO • • O homem é considerado a única fonte de infecção.HANSENÍASE PREVENÇÃO E CONTROLE DA HANSENÍASE A hanseníase é uma doença infecto-contagiosa. evoluir para deformidades. inclusive. ou bacilo de Hansen. Limitação da vida social. Problemas psicológicos. • Para que a transmissão do bacilo ocorra. (baixa patogenicidade). dando-lhe um grande potencial para provocar incapacidades físicas que podem. O comprometimento dos nervos periféricos é a característica principal da doença. que se manifesta principalmente através de sinais e sintomas dermato-neurológicos: lesões na pele e nos nervos periféricos. causada pelo bacilo de Hansen. podendo se multiplicar.

podendo ir de meses a mais de 10 anos. ETIOLOGIA: bacilo álcool-ácido resistente. com ou sem história epidemiológica e que requer tratamento quimioterápico específico: lesão(ões) de pele com alteração de sensibilidade. antes de iniciar o tratamento específico. é uma pessoa que apresenta um ou mais dos critérios listados a seguir. com orientações de auto-cuidado para . RESERVATÓRIO: o homem é reconhecido como única fonte de infecção. com suas principais características. MODO DE TRANSMISSÃO: contato íntimo e prolongado com pacientes bacilíferos não tratados. O quadro abaixo sintetiza as formas clínicas de hanseníase. denominado bacilo de Hansen ou Mycobacterium leprae. espessamento de nervo(s) periférico(s). No campo. e baciloscopia positiva para bacilo de Hansen.99% da carga bacilar de um indivíduo. PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE: os pacientes multibacilares podem transmitir hanseníase. embora tenham sido identificados animais naturalmente infectados. PERÍODO DE INCUBAÇÃO: em média 5 anos. a classificação operacional baseada no número de lesões cutâneas. SINONÍMIA: mal de Hansen. intracelular obrigatório. para fins terapêuticos.DEFINIÇÃO DE CASO: Um caso de hanseníase. acompanhado de alteração de sensibilidade. antigamente a doença era conhecida como lepra. A primeira dose de rifampicina é capaz de eliminar as cepas viáveis do bacilo de Hansen em até 99. Obs: a baciloscopia negativa não afasta o diagnóstico de hanseníase. a OMS recomenda. definido pela Organização Mundial de Saúde OMS. COMPLICAÇÕES: quando o diagnóstico é precoce e o tratamento quimioterápico do paciente é adequadamente seguido. Os aspectos morfológicos das lesões cutâneas e classificação clínica nas quatro formas abaixo devem ser utilizados por profissionais especializados e em investigação científica.

VO. nevo acrômico. VO. alopécia reata. após avaliação clínica. farmacodermias. geralmente.  Tipo 2: cuja manifestação clínica mais freqüente é o eritema nodoso .em até 18 meses de tratamento. TRATAMENTO : não é eticamente recomendável tratar o paciente de hanseníase com um só medicamento. granuloma anular.os pacientes com hanseníase virchowiana são os mais acometidos. sarcoidose. pelagra. durante o tratamento específico. As reações (ou episódios reacionais) são agrupadas em 2 tipos:  Tipo 1: também chamado reação reversa. eritema nodoso.  MULTIBACILARES: 12 doses mensais.em até 9 meses de tratamento. conforme avaliação clínica. Trata-se com talidomida. É tratado com Prednisona. pitiríase versicolor. Um grupo de pacientes pode desenvolver episódios reacionais. que são intercorrências da reação imunológica do hospedeiro . Pode evoluir com neurite. a hanseníase não deixa seqüelas e ou complicações. na dose de 100 a 400mg/dia. ou após a alta do paciente. pitiríase rósea de Gilbert. Ocorre mais freqüentemente em pacientes com hanseníase tuberculóide e dimorfa. esclerodermias. A redução também é feita em intervalos fixos. ou prednisona. com redução em intervalos fixos. A baciloscopia e a histopatologia podem ser úteis como apoio diagnóstico. Caracteriza-se por eritema e edema das lesões e/ou espessamento de nervos com dor à palpação dos mesmos (neurite). 1-2mg/kg/dia. A neurite pode evoluir sem dor (neurite silenciosa). . TEMPO DE TRATAMENTO  PAUCIBACILARES: 6 doses mensais. Nesse último caso. eritema anular. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: eczemátide. lúpus. dolorosos. sífilis. Caracterizase por nódulos eritematosos. DIAGNÓSTICO : clínico. somente em paciente do sexo masculino (é proibido o uso em mulheres em idade fértil. 1-2mg/kg/dia. mais palpáveis que visíveis em qualquer parte do corpo. eritema polimorfo. não requer a reintrodução da poliquimioterapia. tuberculose. VO.devido à possibilidade de ocorrência de teratogenicidade).prevenir incapacidades.Estas podem surgir no diagnóstico. baseado na definição de caso. xantomas. vitiligo.

MEDIDAS DE CONTROLE: diagnóstico precoce dos casos.Casos multibacilares que iniciam o tratamento com numerosas lesões e/ou extensas áreas de infiltração cutânea poderão apresentar uma regressão mais lenta das lesões de pele. Observar que a melhor forma de preveni-las é fazer o tratamento poliquimioterápico de modo regular e completo. podendo ocorrer em qualquer idade. Examinar todos os contatos de casos novos.Tem baixa letalidade e baixa mortalidade. É possível. o que previne aparecimento de incapacidades. A maioria desses doentes continuará melhorando após a conclusão do tratamento com 12 doses. CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS: a hanseníase é mais comum em países sub-desenvolvidos e em desenvolvimento. com ou sem reação hansênica e seu tratamento adequado é medida essencial na prevenção de incapacidades. VIGILÂNCIA DE CONTATOS: contato intradomiciliar é toda pessoa que resida ou tenha residido com o paciente nos últimos 5 anos. Esta meta será alcançada. de busca ativa e de exame dos contatos para tratamento específico. queimaduras (que podem ocorrer devido à hipoestesia e/ou anestesia). PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES: todo paciente de hanseníase deve ser examinado minuciosamente e orientado quanto aos auto-cuidados para evitar ferimentos. através do atendimento de demanda espontânea. tratando-os. Os contatos sãos devem receber duas doses da vacina BCG-ID. calos. diagnosticando-se precocemente os casos. Ratifica-se ainda que o diagnóstico precoce do acometimento neural. no entanto. interrompendo.raça ou gênero . a cadeia de transmissão.que alguns desses casos demonstrem pouca melhora e por isso poderão necessitar de 12 doses adicionais de PQT-MB. assim. Quando houver a .000 habitantes. que deve ser feito em nível eminentemente ambulatorial. os doentes devem ser notificados como caso novo e tratados. NOTIFICAÇÃO: doença de notificação compulsória no Brasil. OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA: reduzir o coeficiente de prevalência para menos de um doente em cada 10.

. É importante que seja detalhada a ocupação da pessoa e suas atividades diárias. tubérculos.obtenção da história clínica e epidemiológica.manchas. 6º Classificação do grau de incapacidade física.identificação de lesões de pele com alteração de sensibilidade. aplicar a 1ª dose e a 2ª após 6 meses. As pessoas que têm hanseníase.cicatriz por BCG-ID. Possíveis alterações de sensibilidade em alguma área 3. nódulos. e há quanto tempo eles apareceram. os contatos sãos devem ser orientados quanto aos sinais e sintomas da hanseníase. Quando não houver a cicatriz. Uso de algum medicamento para tais problemas e qual o resultado. 2. placas. incapacidades e deformidades. Presença de dores nos nervos. dormência e fraqueza nas mãos e pés. ou fraqueza nas mãos e nos pés. do seu corpo. 1º ANAMNESE • • Questionar sobre os sinais e sintomas da doença e possíveis vínculos epidemiológicos. Alguma alteração na sua pele . 3º Avaliação neurológica identificação de neurites. 2º Avaliação dermatológica . dores. 5º Diagnóstico diferencial. geralmente. • É fundamental que sejam identificadas as seguintes questões: 1. câimbras. infiltrações. queixam-se de manchas dormentes na pele. 4. considerar como 1ª dose e aplicar a 2ª dose. 4º Diagnóstico dos estados reacionais. formigamento. Paralelamente. DIAGNÓSTICO CLÍNICO O roteiro de diagnóstico clínico constitui-se das seguintes atividades: 1º Anamnese .

mas elas podem ocorrer. A alteração de sensibilidade nas lesões de pele é uma característica típica da hanseníase. procurando identificar as áreas acometidas por lesões de pele. e tátil. braços. pernas e costas. na mucosa nasal. que se complementam.A investigação epidemiológica é muito importante para se descobrir a origem da doença e para o diagnóstico precoce de novos casos de hanseníase. nádegas. orelhas. As lesões mais comuns são: • Manchas pigmentares ou discrômicas: resultam da ausência. pesquisando a sensibilidade nas mesmas. também. • Devem ser realizadas as seguintes pesquisas de sensibilidade nas lesões de pele: térmica. SINAIS E SINTOMAS DERMATOLÓGICOS A hanseníase manifesta-se através de lesões de pele que se apresentam com diminuição ou ausência de sensibilidade. Deve ser feita uma inspeção de toda a superfície corporal. no sentido crânio-caudal. diminuição ou aumento de melanina ou depósito de outros pigmentos ou substâncias na pele. As áreas onde as lesões ocorrem com maior freqüência são: face. dolorosa. . 2º AVALIAÇÃO DERMATOLÓGICA • • • • Visa identificar as lesões de pele próprias da hanseníase.

de 1 a 3 cm de tamanho. Infiltração: aumento da espessura e consistência da pele. então. Demonstrar a técnica. quando na presença de calosidades. às vezes. circunscrita. cicatrizes ou úlceras. Ocluir. Selecionar aleatoriamente. um contendo água fria e no outro água aquecida. com os olhos do paciente abertos e em pele sã. com dois tubos de vidro. a seqüência de pontos a serem testados. Realizar o teste em área próxima dentro do mesmo território específico. Pode ser lesão mais palpável que visível. Na hanseníase.• • Placa: é lesão que se estende em superfície por vários centímetros. certificando-se de sua compreensão para obter maior colaboração. Esta é uma característica que as diferencia das lesões de pele provocadas por outras doenças dermatológicas. Pesquisa de Sensibilidade Térmica • Deve ser realizada. o campo de visão do paciente. elevada ou não. Nódulo: lesão sólida. Pode ser individual ou constituir aglomerado de placas. Pesquisa de Sensibilidade • • • • • Explicar ao paciente o exame a ser realizado. significava pápula ou nódulo que evolui deixando cicatriz. • • Tubérculo: designação em desuso. primeiramente. com menor evidência dos sulcos. acompanhando-se. sempre que possível. Tocar a pele deixando tempo suficiente para o paciente responder. podendo também haver aumento da sensibilidade (hiperestesia). limites imprecisos. A sensibilidade nas lesões pode estar diminuída (hipoestesia) ou ausente (anestesia). É processo patológico que localiza-se na epiderme. as lesões de pele sempre apresentam alteração de sensibilidade. derme e/ou hipoderme. . de eritema discreto.

Pesquisa de Sensibilidade Tátil • • Deve ser realizada apenas com uma mecha fina de algodão seco. alternadamente. com a mecha de algodão seco e.• Devem ser tocadas a pele sã e a área suspeita com a extremidade dos tubos frio e quente. perguntar-se-á se sente o toque. pode-se concluir sobre a alteração de sensibilidade tátil nas lesões ou nas áreas suspeitas. Essa pesquisa é a mais importante para prevenir incapacidades. pois detecta precocemente diminuição ou ausência de sensibilidade protetora do paciente. pode-se utilizar um algodão embebido em éter como procedimento alternativo. . nos membros inferiores e superiores utilizando-se a ponta de uma caneta esferográfica. alternadamente. SENSIBILIDADE TÉRMICA COM TUBO DE ENSAIO PESQUISA DE SENSIBILIDADE TÁTIL COM ALGODÃO SECO Pesquisa da Sensibilidade Protetora • • A pesquisa da sensibilidade protetora é realizada nas lesões. solicitando à pessoa que identifique as sensações de frio e de calor (quente). • Após a comparação dos resultados dos toques. ao indivíduo examinado. A pele sã e a área suspeita devem ser tocadas. • Na impossibilidade de fazer-se o teste com água quente e fria.

através de lesões nos nervos periféricos. se há alteração na consistência do nervo: se há endurecimento. causando dormência e há perda da força muscular. Quando não tratado pode provocar incapacidades e deformidades pela alteração de sensibilidade nas áreas inervadas pelos nervos comprometidos Palpação dos Troncos Nervosos Periféricos Deve-se verificar em cada nervo palpado: • • • • • • se há queixa de dor espontânea no trajeto do nervo. no lado oposto. perda de sensibilidade nas áreas inervadas por esses nervos. Neurite: um processo agudo. acompanhado de dor intensa e edema. causando ressecamento na pele. Essas lesões são decorrentes de processos inflamatórios dos nervos periféricos (neurites) e podem ser causadas tanto pela ação do bacilo nos nervos como pela reação do organismo ao bacilo ou por ambas. Frequentemente. mãos e pés.3º AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA SINAIS E SINTOMAS NEUROLÓGICOS A hanseníase manifesta-se também. . torna-se crônica e passa a evidenciar comprometimento. perda de força nos músculos inervados por esses nervos principalmente nas pálpebras e nos membros superiores e inferiores. não há evidência de comprometimento funcional do nervo. principalmente nos olhos. amolecimento. se há alteração na forma do nervo: se existem abcessos e nódulos. causando paralisia nas áreas inervadas pelos nervos comprometidos. se há espessamento do nervo palpado com o nervo correspondente. No início. se há queixa de choque ou de dor nos nervos durante a palpação. através da perda da capacidade de suar. se o nervo apresenta aderências. Há perda de sensibilidade. Elas manifestam-se através de: • • • • • • • • dor e espessamento dos nervos periféricos.

Essas limitações indicam comprometimento funcional dos músculos inervados pelos nervos que passam pelas mãos e pelos pés e podem manifestarse através de garras de articulações anquilosas (sem movimento). 4º Diagnóstico dos estados reacionais. da mucosa e do septo nasal. bem como se há perfuração do septo nasal. Inspeção do Nariz: • • Perguntar se o nariz está entupido e se há sangramento ou ressecamento do mesmo. coceira. tamanho e reação das pupilas. eversão (ectrópio) e desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo). Deve ser verificado se existem nódulos. vista embaçada. pálpebras pesadas. ressecamento dos olhos. infiltrações. . ausência de sobrancelhas (madarose). verificando as condições da pele. Deve ser feita uma inspeção do nariz. lacrimejamento. vermelhidão (hiperemia). e se as mesmas apresentam-se pretas ou esbranquiçadas. membros superiores e inferiores. • Este comprometimento é evidenciado pela diminuição ou perda da força muscular. desabamento do nariz ou outros sinais característicos da doença. Teste da Mobilidade Articular das Mãos e Pés • • Objetiva verificar se existem limitações na amplitude dos movimentos das articulações dos dedos das mãos e dos pés. secreção. ou outros sintomas.Avaliação da Força Muscular • Tem o objetivo de verificar se existe comprometimento funcional dos músculos inervados pelos nervos que passam pela face. • Ainda deve ser verificado se há alteração no contorno. cílios invertidos (triquíase). ou opacidade da córnea. Inspeção dos Olhos: • • Perguntar ao indivíduo se sente ardor.

Inspeção dos Membros Inferiores: • • • Investigar sobre a possível existência de dor. perda de força. Deve ser verificado se há ressecamento. B 6º CLASSIFICAÇÃO DO GRAU DE INCAPACIDADE FUNCIONAL: Momento onde iremos determinar qual as restrições o cliente apresenta para o trabalho. inchaço. fissuras. cicatrizes. atrofias musculares. cicatrizes. atrofias. leprae. Inspeção dos Membros Superiores: • • Questionar sobre a possível diminuição da força. na umidade (muita secreção ou ressecamento). . verificando se há alteração na cor. Verificar a existência de ressecamento. ou outros sintomas. atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges dos dedos. ou parte de uma delas). úlceras. calosidades. essa etapa depende diretamente de um bom exame físico do cliente.• A mucosa deve ser examinada. A observação da marcha (modo de andar) do paciente que pode apresentar características de comprometimento neural (pé caído) não pode deixar de ser feita. ferimentos. e lesão quando houver. reabsorções ósseas. e se há crostas. dormência. fissuras. • • 5º DIAGNÓSTICO LABORATORIAL • A baciloscopia é o exame microscópico onde se observa o Mycobacterium A inspeção do interior dos calçados dos pacientes é fundamental para prevenir incapacidades. diretamente nos esfregaços de raspados intradérmicos das lesões hansênicas ou de outros locais de coleta selecionados: lóbulos auriculares e/ou cotovelos. ferimentos. calosidades. dormência. infiltração ou úlceras na mucosa. ou outros sintomas. ou outros sintomas.

Positiva placas eritematosas infiltradas e de bordas mal definidas. Apresenta alterações de sensibilidade. hipo ou anestésicas. Placas eritematosas. tubérculos e nódulos. não há comprometimento de troncos nervosos. Indeterminada (HI) PB Até 5 lesões de pele Tuberculóide (HT) Lesões pré-foveolares Positiva ou (eritematosas. bem definidas. Na hanseníase indeterminada. Dimorfa (HD) MB Mais que 5 lesões de pele Virchowiana (HV) Notas: 1) Na hanseníase virchoviana. afora as lesões dermatológicas e das mucosas.Sinopse para Classificação das Formas Clínicas da Hanseníase CARACTERÍSTICAS Clínica Baciloscopia Forma Clínica Classificação Operacional vigente para Rede Básica Áreas de hipo ou anestesia. o comprometimento dos nervos é mais precoce e mais intenso. Na hanseníase tuberculóide. comprometimento de nervo. manchas hipocrômicas e/ou eritematohipocrômicas. 2) As manifestações neurológicas são comuns a todas as formas clínicas. de tonalidade ferruginosa ou pardacenta). ocorrem também lesões viscerais. lesões das mucosas. expressos clinicamente. com alteração de sensibilidade. Negativa eritemato-hipocrômicas. Lesões foveolares (eritematopigmentares. com ou sem diminuição da sudorese e rarefação de pelos. 3) Os . Negativa parestesias. Eritema e infiltração difusas. planas com o negativa centro claro). madarose.Classificação Operacional da hanseníase Quadro 1 .

de cor mais clara que a pele normal.casos não classificados quanto à forma clínica serão considerados para fins de tratamento como multibacilares.mais comum em crianças. . Formas de Hanseníase • Hanseníase Indeterminada (PB): . Multibacilares (MB): casos com mais de 5 lesões de pele ( dimorfa e virchowiana).ocorrem alterações nos nervos próximos à lesão. podendo causar dor.evolui espontaneamente para a cura na maioria dos casos e para as outras formas da doença em cerca de 25% dos casos.ocorre em pessoas com alta resistência ao bacilo. operacionalmente. • Hanseníase Tuberculóide (PB): .geralmente. .as lesões são poucas (ou única). . com diminuição da sensibilidade.forma inicial. . encontra-se apenas uma lesão. O caso de hanseníase deve ser classificado. fraqueza e atrofia muscular. . . . para fins de tratamento em: • • Paucibacilares (PB): casos com até 5 lesões de pele (indeterminada e tuberculóide).forma mais benigna e localizada. de limites bem definidos e um pouco elevados e com ausência de sensibilidade (dormência).

de acordo com a gravidade da doença. Tratamento O tratamento integral compreende: • • • tratamento quimioterápico específico (PQT). testículos e rins. envolvendo partes da pele sadia. . com anestesia dos pés e mãos que favorecem os traumatismos e feridas que podem causar deformidades. prevenção e tratamento das incapacidades físicas. . . O tempo de tratamento oscila entre 6 e 24 meses.o número de lesões é maior. atrofia muscular.ocorre perda definitiva dos cílios e supercílios (madarose): FÁSCIES LEONINA.o acometimento dos nervos é mais extenso. . levando a um quadro mais grave. . formando manchas que podem atingir grandes áreas da pele.• Hanseníase Dimorfa (MB): . . A OMS recomenda desde 1981 uma poliquimioterapia (PQT) composta de três medicamentos: a DAPSONA. inchaço das pernas e surgimento de lesões elevadas na pele (nódulos).presença de nódulos e infiltrações em face e pavilhões auriculares. com vistas a identificar e tratar as possíveis intercorrências e complicações da doença. A RIFAMPICINA E A CLOFAZIMINA. • Hanseníase Virchowiana (MB): .ocorrem manifestações viscerais importantes: olhos.a imunidade é nula e o bacilo se multiplica muito. acompanhamento.forma intermediária que é resultado de uma imunidade também intermediária. com administração associada.

Duração do tratamento: 6 doses mensais supervisionadas de rifampicina. Dapsona: uma dose mensal de 100mg supervisionada e uma dose diária autoadministrada. Esquema Multibacilar-MB: • • • • • Rifampicina: uma dose mensal de 600 mg (2 cápsulas de 300 mg) com administração supervisionada. Critério de alta: 12 doses supervisionadas em até 18 meses. Critério de alta: 6 doses supervisionadas em até 9 meses.Esquema Paucibacilar (PB) • • • • Rifampicina: uma dose mensal de 600 mg (2 cápsulas de 300 mg) com administração supervisionada. Duração do tratamento: 12 doses mensais supervisionadas de rifampicina. . e Dapsona: uma dose mensal de 100mg supervisionada e uma dose diária auto-administrada. Clofazimina: uma dose mensal de 300 mg (3 cápsulas de 100 mg) com administração supervisionada e uma dose diária de 50mg auto-administrada.

realizar coleta de material. prescrever medicamentos. A transmissão ocorre através do ar. identificar as incapacidades físicas. identificar precocemente sinais e sintomas que indiquem complicações no processo de evolução das enfermidades. falando ou espirrando. Estes micróbios podem ser inspirados por pessoas saudáveis. realizar procedimentos semiotécnicos. identificar e encaminhar pacientes com reações medicamentosas. desinfecção e esterilização. solicitar exames para confirmação diagnóstica. executar tratamento não medicamentoso das reações hansênicas. conforme normas estabelecidas. identificar e encaminhar pacientes com reações hansênicas.ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO • • • • • • • • • • • • • • • • realizar visitas domiciliares. aplicar tratamento. efetivar medidas de assepsia. fazer avaliação clínica dermato-neurológica. fazer controle de doentes e contatos. segundo técnicas padronizadas. identificar casos e encaminhar para confirmação diagnóstica. TUBERCULOSE A tuberculose humana é causada por cinco espécies de bactérias pertencentes ao gênero Mycobacterium (micobactéria) que designa as bactérias que apresentam algumas características semelhantes aos fungos quando cultivadas em meio líquido. A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria chamada “bacilo de Koch”. Enfermos não tratados costumam eliminar grande quantidade de bactérias no ar ambiente tossindo. . aplicar técnicas simples de prevenção e tratamento das incapacidades físicas. levando ao adoecimento.

rins e etc. suores noturnos. febre (mais comumente ao entardecer). como enfermidade . Programa Nacional de Controle da Tuberculose O PNCT tem como propósito fundamental promover o controle da tuberculose no Brasil. prejudicando ainda mais as condições de vida das famílias carentes. Para isso. Um Problema no Brasil e no Mundo A tuberculose é uma das enfermidades mais antigas e conhecidas do mundo. para evitar o surgimento de micróbios resistentes aos remédios e o adoecimento de novas pessoas. e principalmente os da forma pulmonar bacilífera (principais transmissores da doença). procura identificar de maneira oportuna todos doentes de tuberculose. A maioria dos casos ocorre em pacientes do sexo masculino e em idade produtiva. ossos. ou seja. Está em estado de emergência decretado pela Organização Mundial de Saúde. Toda a população brasileira tem direito ao diagnóstico e tratamento gratuitos no Sistema Único de Saúde. Mas não é uma doença do passado como todos pensam. Metas: O objetivo do PNCT é cumprir a metas mundiais de controle da tuberculose. É muito importante que os pacientes com tuberculose não interrompam seu tratamento. emagrecimento e cansaço fácil. A doença é curável através de tratamento com remédios fornecidos gratuitamente nos Postos de Saúde. garantindo seu tratamento até o final. que gera mais pobreza.Os principais sintomas são tosse (por mais de 15 dias). falta de apetite. maiores vítimas da tuberculose. localizar no mínimo 70 % dos casos estimados anualmente para tuberculose e curar no mínimo 85% destes. Além do pulmão. A pobreza gera a tuberculose. a doença pode ocorrer em outros órgãos como as meninges (meningite). Busca a interrupção da transmissão da doença e a conseqüente diminuição dos riscos de adoecer e morrer por ela.

cutânea. dor no peito (tórax). Transmissão: Existem várias formas de tuberculose (pulmonar. por ano. A via aérea é a principal via de transmissão da tuberculose. meníngea. se não tratado. etc). tuberculosis e. óssea. ocorrem 8. Os principais fatores que contribuem para a manutenção e agravamento do problema são a persistência da pobreza em nossa sociedade e a ocorrência da Aids nos grandes centros. dor de cabeça. genital. o paciente normalmente pára de transmitir a doença em no máximo 15 dias. Também deverão ser examinados todos os indivíduos que convivem ou .reemergente. falta de apetite e apatia e prostração (sensação de cansaço). hemoptise (tosse com sangue). em um ano pode infectar de 10 a 15 pessoas. 85 mil casos são novos. entre outros sintomas. Dessa forma.5 milhões de casos e 3 milhões de mortes causadas pela doença. A forma mais freqüente e mais contagiosa é a pulmonar. Quando suspeitar? Todo paciente com tosse há mais de três semanas e expectoração (sintomático respiratório) deve ser considerado um suspeito de tuberculose e encaminhado ao serviço de saúde para confirmação ou descarte do diagnóstico. O aumento da ocorrência da resistência medicamentosa e da Multidrogaresistencia (MDR) é outra preocupação do programa. suor (sudorese). Anualmente notifica-se no Brasil perto de 100 mil casos de tuberculose sendo que. desde 1993. Morrem cerca de 6 mil pacientes no País. Um paciente pulmonar bacilífero. febre. Uma vez iniciado o tratamento. Um terço da população mundial está infectada pelo M. destes. A maioria em países em desenvolvimento. renal. aumentar a ventilação do ambiente e cobrir a boca e o nariz quando de tosse ou espirro são medidas que ajudam a reduzir a transmissão. miliar. Podem ocorrer outros sintomas como: dispnéia (sensação de falta de ar).

todas as espécies são classificadas morfologicamente como bacilos. por isso. Como é feito o diagnóstico? Após confirmada a suspeita pelo serviço de saúde. têm maior chance de também adoecer qualquer um que esteja com suas defesas imunológicas comprometidas.conviveram com doentes de TB (contatos). como os pacientes com Aids. Por este motivo. durante coloração realizada no laboratório. ou seja. apenas indica a extensão das lesões. Caso a pessoa apresente estes sintomas deve procurar o Posto de Saúde mais próximo de sua casa para ser examinado pelo médico. Tuberculosis conhecido como bacilo de koch (BK). No Brasil. não descorando mesmo após a lavagem com uma solução de álcool-ácido. diabetes. as micobactérias são classificadas como Bacilos Álcool-Ácido Resistentes. o exame indicado para confirmar o caso de TB é a baciloscopia de escarro. A radiografia do tórax não confirma nem descarta o diagnóstico. Além das pessoas que vivem em baixas condições sociais. câncer. O período de maior risco de desenvolver a doença após a infecção é nos primeiros dois anos. As micobactérias têm a forma de um bastonete e. ou que estejam sofrendo tratamento com imunossupressores. alcoolismo. Também são consideradas populações de maior risco pessoas que moram em presídios. As micobactérias guardam uma capacidade de reter corante. manicômios. abrigos e asilos. que apresentam desnutrição. para realizar uma radiografia do tórax (“chapa” do pulmão) e o exame do escarro (baciloscopia). . que a prática clínica e laboratorial identifica apenas como BAAR. Qualquer pessoa pode se infectar pelo bacilo e desenvolver a doença. quase todos os casos têm como agente etiológico o M. assim como mendigos e trabalhadores que mantêm contato próximo com doentes de tuberculose. Para confirmar se o paciente realmente tem tuberculose. principalmente se também apresentarem sintomas respiratórios.

tuberculosis. No Brasil. isoladamente. registrado em milímetros classifica-se como: 0 a 4 mm não reator: indivíduo não infectado pelo M. na dose de 0. a tuberculina usada È o PPD RT23. O tratamento dura 6 meses e a medicação deve ser tomada diariamente. tuberculosis ou com hipersensibilidade reduzida. A leitura da prova Tuberculínica È realizada de 72 a 96 horas após a aplicação. O diagnóstico e o tratamento são gratuitos. O tratamento A tuberculose tem cura. a prova Tuberculínica quando reatora. e indivíduos vacinados com BCG nos últimos dois anos. correm o risco de recaída com sintomas mais graves e podem vir a ser tornar pacientes TB-MR (multidrogaressistente). equivalente a 2UT (unidades de tuberculina). medindo-se com régua milimetrada o maior diâmetro transverso da ·área de endurecimento palpável. abandonando-o ou fazendo-o de maneira parcial. tuberculosis ou por outras micobactérias. indica apenas a presença de infecção e é suficiente para o diagnóstico da tuberculose. Pacientes que não seguem rigorosamente o tratamento.Teste tuberculínico: Indicada como método auxiliar no diagnóstico da tuberculose. l0 mm ou mais reator forte: indivíduo infectado pelo M. aplicado por via intradérmica no terço médio da face anterior do antebraço esquerdo. 5 a 9 mm reator fraco: indivíduo vacinado com BCG há mais de 2 anos ou infectado pelo M. O resultado. A técnica de aplicação mais utilizada é a técnica de mantoux e o material utilizado é padronizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). .1 ml. O paciente deve procurar a unidade de saúde de saúde do SUS mais próxima da sua casa ou lugar de trabalho. que pode estar doente ou não.

O problema da Multidrogaressistência (MR) Conhece-se por farmacorresistência em tuberculose o caso em que o microorganismo causador. tuberculosis. A MR é a resistência do bacilo à medicação padrão do tratamento de tuberculose (isoniazida. na ação da isoniazida e da rifampicina. Na resistência secundária ou adquirida se evidencia que os pacientes receberam no mínimo um tratamento anterior com mais de 1 mês de duração. M. apresentar uma proporção de MDR primária até 10 vezes menor do que países que pouco ou nunca fizeram uso desta combinação de drogas em seus programas de controle. A principal maneira de evitar o surgimento dos MR é aumentar a aderência do paciente ao tratamento. Chama-se de MR primária quando o paciente nunca recebeu nenhum tratamento anterior de TB e já apresenta resistência (resistência em casos novos). ou seja. administração irregular e principalmente pelo abandono do tratamento. rifamicida. . assegurar a cura e diminuir cada vez mais o abandono. Normalmente é ocasionada pelo mal uso dos fármacos. uma importante ameaça ao controle da doença. O paciente normalmente apresenta baciloscopia positiva mesmo após o 4º mês de tratamento e pode apresentar os sinais e sintomas sugestivos de TB pulmonar ou extra. a situação ainda não é critica. O diagnóstico deve ser feito através da cultura com teste de sensibilidade das secreções do paciente. Considera-se o caso de TB como MR quando esta resistência ocorre. O controle e a distribuição adequada dos tuberculostáticos no País tem sido portanto o ponto mais importante para evitar a resistência às drogas. Normalmente foi contaminado por outro MR. e uma terceira droga qualquer). no mínimo. É um grande problema em diversas regiões do mundo. No Brasil. que já distribuiu o correspondente a aproximadamente 2 milhões de tratamentos contendo rifampicina e isoniazida. Esta é a única interpretação possível para o fato de o Brasil. não é mais suscetível à ação de um ou vários fármacos anti-tuberculosos.

Plano de Reorganização da Atenção à Hipertensão arterial e ao Diabetes mellitus. Brasília: Ministério da Saúde. Ministério da Saúde. 2002.brasileiro. 1 edição. Secretaria de Políticas de Saúde. reduz a transmissão e previne o aparecimento e disseminação da TB-MR. contribuindo para a interrupção da transmissão da doença. 2002. Brasília – 2002.DOTS . Brasília: 2002. IV Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial. E o DOTS (sigla em inglês para Estratégia do Tratamento Supervisionado da Tuberculose) é uma proposta de intervenção que aumenta a probabilidade de cura dos doentes em função da garantia do tratamento assistido. Dermatologia na Atenção Básica. 142p. . apesar de ter adotado essa estratégia de supervisão do tratamento. Guia para o Controle da hanseníase. Secretaria de Políticas de Saúde. 2002. Secretaria de Políticas de Saúde. O controle da tuberculose então passa pela expansão das ações de controle de tuberculose dentro dos serviços básicos de saúde prestados às populações e da expansão do tratamento supervisionado (DOTS) nestes. Ministério da Saúde. Ministério da Saúde. Departamento de Atenção Básica. BRASIL. Secretaria de Políticas de Saúde. Fato que exige a conscientização e mobilização dos gestores de todas as esferas. e ampl. Departamento de Atenção Básica. Departamento de Atenção Básica. 104p. vinha executando-a de forma ainda discreta e apenas em algumas regiões prioritárias. 6.PCT . Brasília: Ministério da Saúde. BRASIL. Manual técnico para o controle da tuberculose: cadernos de atenção básica. . Manual de Hipertensão arterial e Diabetes mellitus. Ministério da Saúde. Cura pacientes. O Programa de Controle da Tuberculose . BRASIL. É uma estratégia de controle da tuberculose recomendada internacionalmente. rev. 111p BRASIL.A Cura para a Tuberculose A tuberculose é curável. Bibliografia BRASIL. salva vidas. ed.

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