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Escola Secundária com 3º CEB de Ponte de Sôr

EFA-B Educação e Formação de Adultos


Cidadania e Profissionalidade
UC4 – DR4

Identidade
E
Património
Cultural

Patrícia Alexandra Fidalgo Bastos

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Escola Secundária com 3º CEB de Ponte de Sôr
EFA-B Educação e Formação de Adultos
Cidadania e Profissionalidade
UC4 – DR4

2009

Índice

Introdução...................................................................................3

Respeito pelos Direitos Humanos................................................4

Desigualdade na repartição da riqueza.......................................5

Escassez de recursos naturais.....................................................6

Conclusão....................................................................................7

Bibliografia..................................................................................8

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Cidadania e Profissionalidade
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Introdução

No âmbito da disciplina de Cidadania e Profissionalidade foi-me


proposto a realização de um trabalho sobre Identidades e Patrimónios
Culturais, nos quais tinha que relacionar património comum da
humanidade com interdependência e solidariedade.

Face à interdependência global, reconhece a necessidade de


solidariedade na resolução dos problemas a nível mundial?

Dentro deste tema vou apresentar uma perspectiva pessoal


sobre os Direitos Humanos, a desigualdade, a repartição da riqueza e
o problema da escassez dos recursos naturais.

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 Respeito pelos Direitos Humanos

Em geral, o Governo respeitou os direitos humanos dos seus


cidadãos; no entanto, foram relatados problemas em algumas áreas.
Registaram-se alguns casos em que a polícia e os guardas prisionais
espancaram e cometeram abusos sobre os detidos e as condições nas
prisões continuaram precárias. O tempo de prisão antes do
julgamento e preventiva continuam longos. A violência contra
mulheres e crianças é um problema. Houve discriminação contra
mulheres e minorias étnicas bem como tráfico para exploração
laboral e sexual.
Aos problemas existentes acresce a sobrelotação das prisões,
instalações inadequadas, más condições sanitárias e violência entre
os reclusos.

A Constituição e a lei proíbem qualquer forma de discriminação


baseada na raça, no género, na deficiência, na língua ou na condição
social; no entanto, ainda persistiram alguns casos de discriminação
contra mulheres e minorias étnicas.

A violência doméstica e outras formas de violência exercida


contra as mulheres continuaram a ser um problema.

Discriminação levada a cabo pelos empregadores contra


mulheres grávidas e mães recentes foi um problema frequente.

O abuso de crianças constituiu um problema. Registaram-se


casos de pais ciganos que utilizam os filhos para mendigar.

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 Desigualdade na repartição da riqueza

A profunda desigualdade que se continua a verificar em


Portugal, ao nível da repartição do rendimento, provam de uma forma
clara que constitui um importante obstáculo ao desenvolvimento do
País e é também um factor que contribui para agravar a crise que
Portugal enfrenta.

A actual crise que abala todo o sistema capitalista mundial, e


também Portugal, é uma crise de excesso de produção, não
relativamente às necessidades das pessoas, mas sim em relação ao
poder de compra da maioria da população.

Em Portugal este facto é claro e de fácil compreensão. Durante


muitos anos, a extrema desigualdade na repartição dos rendimentos,
que contribuía também para que o poder de compra da maioria da
população fosse insuficiente para a cobrir as suas necessidades, foi
atenuado pelo recurso ao endividamento.

Mas como é evidente, o endividamento tem limites, até porque


há que pagar todos os anos encargos a divida que incluem os juros e
as amortizações dos empréstimos pedidos, e se os empréstimos
aumentarem os encargos destes tornam-se cada vez mais
incomportáveis para a maioria das famílias portuguesas.

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Um novo modelo de desenvolvimento económico para Portugal


tem que assentar em trabalho qualificado, com remunerações que se
aproximem da média da U.E., e em segurança no emprego. E é
evidente que esse modelo só será também possível com uma
repartição muito mais justa da riqueza do que aquela que se verifica
em Portugal actualmente, pois essa repartição diferente é condição
indispensável para a existência de um mercado interno em
crescimento continuado que é a base do desenvolvimento efectivo de
qualquer país.

 Escassez de recursos naturais

Com a escassez dos recursos naturais, com o crescimento


desordenado da população mundial e a intensidade dos impactos
ambientais, ao Homem, surge o conflito da sustentabilidade dos
sistemas económico e natural, e faz do meio ambiente um tema
literalmente estratégico e urgente. O ser humano apercebe-se que é
impossível entender e transformar as regras da natureza e a
importância da reformulação de suas práticas ambientais. Os
números são cada vez mais preocupantes e assustadores: estamos a
consumir 20% a mais de recursos naturais do que o planeta é capaz
de repor, e assim, estamos a avançar sobre os stocks naturais da
Terra. Nos países industrializados cresce cada vez mais o consumo de
recursos naturais provenientes dos países em desenvolvimento - a
ponto de aqueles países já responderem por mais de 80% do
consumo total no mundo, ou seja, 30% dos recursos naturais
consumidos na Alemanha vêm de outros países; no Japão, 50%; nos
países Baixos, 70%. A acrescer à escassez dos recursos naturais,
temos também a sua degradação pelos acidentes ecológicos que
aceleram a urgência da questão ambiental. Os acidentes ecológicos

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tiveram início na 2ª metade do século passado após a intensa


actividade industrial.

É comum dizer-se que vivemos numa sociedade de consumo.


Comprar a todo o custo tornou-se praticamente na finalidade e num
objectivo de vida. Consumir faz-nos sentir bem, mas acarreta
contrapartidas para o ambiente. Os bens e serviços que consumimos
requerem o uso de toda a espécie de recursos, e está a provocar a
indisponibilidade destes no futuro e na sua renovação.

As empresas também têm a sua responsabilidade, tanto na


criação de riqueza como na protecção do Ambiente devendo
encaminhar os seus resíduos, alertando e criando boas práticas
ambientais para a redução de consumos. De uma coisa temos a
certeza de que “o que fazemos à Natureza, fazemos a nós próprios”.

Conclusão

Com este trabalho concluí que a violência e a descriminação


contra as mulheres, crianças, minorias étnicas bem como o tráfico de
seres humanos para a exploração laboral e sexual, entre outras
formas de violência, continua a ser um problema na sociedade actual
que viola, os direitos essenciais da dignidade humana.

Para além do já referido fiquei também escandalizada pelo facto


de existir uma desigualdade atroz entre os países ricos e os menos
desenvolvidos.

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Finalmente, caso o ser humano não assuma uma atitude mais


responsável para com o universo pode cair numa degradação total,
nomeadamente, no que diz respeito à componente ecológica da vida.

Bibliografia

Internet:

- http://portugal.usembassy.gov

- http://resistir.info/desigualdades.html

- http://www.ead.pt