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008

Democracia
Representativa e
Participativa

Patrícia Alexandra Fidalgo Bastos


Escola Secundária com 3º CEB de Ponte de Sôr
12-11-2008
Escola Secundária com 3º CEB de Ponte de Sôr
EFA -B Educação e Formação de Adultos
Cidadania E Profissionalidade
UC 1 - DR 3

Índice

1. Introdução.....................................................................pág.3

2. Declaração Universal dos direitos humanos.................pág.4

3. Tipologia dos direitos....................................................pág.6

3.1 Direitos civis e políticos...........................................pág.6

3.2 Direitos políticos......................................................pág.9

3.3 Direitos sociais, económicos e culturais................pág.11

3.4 Direitos de solidariedade.......................................pág.13

4. Direitos que nos permitem participarem cívica e politicamente


........................................................................................pág.16

5. Violações das DUDH.....................................................Pág19

6. Exemplos reais das violações dos direitos humanos...pág.23

7. Conclusão....................................................................pág.27

8. Bibliografia..................................................................pág.28

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Introdução

No âmbito da disciplina de Cidadania E Profissionalidade, na


Unidade de Competência 1, foi-nos proposto a realização de um
trabalho, para identificar direitos que nos são conferidos enquanto
cidadãos portugueses, no âmbito da Constituição da República
Portuguesa, e face à DUDH, que situação, a nível global viola os
Direitos Humanos.

A estrutura deste trabalho, vai de encontro com direitos que nos


permitem participar cívica e politicamente, direitos conferidos como
cidadão português, com base em artigos da Constituição da República
Portuguesa.

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Declaração Universal dos direitos do homem

O reconhecimento, da dignidade dada a


todos os membros da família humana, e dos seus
direitos iguais e inalienáveis constitui o
fundamento da liberdade, da justiça e da paz no
mundo.

Fig.1 Direitos

Considerando que o
desconhecimento e o desprezo dos
direitos do homem conduziram a actos
barbárie, que revoltam a consciência
da Humanidade e que de um mundo,
em que os seres humanos sejam livres
de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como
a mais alta inspiração do homem. Fig.2
Liberdade

Sabendo, que é essencial a protecção dos


direitos do homem através de um regime de
direito, para que o homem não seja compelido,
à revolta contra a tirania e a opressão, que é

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essencial encorajar o desenvolvimento de relações amistosas entre as
nações.

Fig.3 Protecção

Tendo em conta que, na Carta, os povos das


Nações Unidas proclamam, de novo, a sua fé nos
direitos fundamentais do homem, na dignidade e no
valor da pessoa humana, na igualdade de direitos dos
homens e das mulheres e se declararam resolvidos a
favorecer o progresso social e a instaurar melhores
condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla.

Fig.4 Igualdade

Considerando que os Estados membros se


comprometeram a promover, em cooperação
com a Organização das Nações Unidas, o
respeito universal e efectivo dos direitos do
homem e das liberdades fundamentais.
Fig.5 Cooperação

Sabemos que uma concepção comum destes direitos e


liberdades é da mais alta importância para dar plena satisfação a tal
compromisso: A Assembleia Geral.

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Fig.6 Assembleia Geral

Tipologia dos Direitos Fundamentais

Os Direitos Fundamentais têm sido subdivididos, de acordo com


a época histórica em que surgiram, em três gerações diferentes, a
saber:

1ª Geração: Direitos Civis e Políticos;

2ª Geração: Direitos Económicos, sociais e culturais; e

3ªGeração: Direitos de Solidariedade;

4ª Geração: Direitos relativos à identidade genética da


pessoa humana.

Como teremos oportunidade de ver, os Direitos Fundamentais


estão na nossa Constituição, por isso, ao elaborarmos o seu estudo,
analisaremos, em concreto, quais são os direitos que correspondem a
cada uma destas gerações e a que momentos históricos se reportam
a sua origem.

• Direitos Civis e Políticos (Direitos de 1º Geração)

Os Direitos Civis são direitos subjectivos que o Estado reconhece


aos indivíduos através de um conjunto de preceitos que definem o

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estatuto de cada um de nós na sociedade politicamente organizada
(Estado). Digamos que são um conjunto de “liberdades” que o
cidadão tem ao seu dispor para que possa desenvolver a sua vida
individual e social.

Estes direitos estão consagrados na Constituição, no Capítulo I


do Título II da Parte I, mais precisamente nos artigos 24º a 47º.

CAPÍTULO I
Direitos, liberdades e garantias pessoais
Artigo 24.º· (Direito à vida)

1. A vida humana é inviolável.

2. Em caso algum haverá pena de morte.

Artigo 25.º· (Direito à integridade pessoal)

1. A integridade moral e física das pessoas é inviolável.

2. Ninguém pode ser submetido a tortura, nem a tratos ou penas


cruéis, degradantes ou desumanos.

Artigo 36.º· (Família, casamento e filiação)

1. Todos têm o direito de constituir família e de contrair casamento


em condições de plena igualdade.

2. A lei regula os requisitos e os efeitos do casamento e da sua


dissolução, por morte ou divórcio, independentemente da forma de
celebração.

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3. Os cônjuges têm iguais direitos e deveres quanto à capacidade civil
e política e à manutenção e educação dos filhos.

4. Os filhos nascidos fora do casamento não podem, por esse motivo,


ser objecto de qualquer discriminação e a lei ou as repartições oficiais
não podem usar designações discriminatórias relativas à filiação.

5. Os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos


filhos.

6. Os filhos não podem ser separados dos pais, salvo quando estes
não cumpram os seus deveres fundamentais para com eles e sempre
mediante decisão judicial.

7. A adopção é regulada e protegida nos termos da lei, a qual deve


estabelecer formas céleres para a respectiva tramitação.

Artigo 41.º· (Liberdade de consciência, de religião e de culto)

1. A liberdade de consciência, de religião e de culto é inviolável.

2. Ninguém pode ser perseguido, privado de direitos ou isento de


obrigações ou deveres cívicos por causa das suas convicções ou
prática religiosa.

3. Ninguém pode ser perguntado por qualquer autoridade acerca das


suas convicções ou prática religiosa, salvo para recolha de dados
estatísticos não individualmente identificáveis, nem ser prejudicado
por se recusar a responder.

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4. As igrejas e outras comunidades religiosas estão separadas do
Estado e são livres na sua organização e no exercício das suas
funções e do culto.

5. É garantida a liberdade de ensino de qualquer religião praticado no


âmbito da respectiva confissão, bem como a utilização de meios de
comunicação social próprios para o prosseguimento das suas
actividades.

6. É garantido o direito à objecção de consciência, nos termos da lei.

Artigo 45.º· (Direito de reunião e de manifestação)

1. Os cidadãos têm o direito de se reunir, pacificamente e sem armas,


mesmo em lugares abertos ao público, sem necessidade de qualquer
autorização.

2. A todos os cidadãos é reconhecido o direito de manifestação.

• Direitos Políticos (Direitos de 1º Geração)

Os Direitos Políticos atribuem aos cidadãos a faculdade ou o


poder de colaborar na vida pública, através do exercício de
cargos públicos, (por exemplo, Presidente da República,
Deputado à Ass. República, Vogal da Assembleia Municipal),

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contribuindo assim, de forma indirecta, para a formação da
vontade do Estado.

O Estado tem, pois, que criar condições para que os cidadãos


possam participar activamente na vida pública.

Estes direitos estão consagrados na Constituição, no Capítulo II


do Título II da Parte I, mais precisamente nos artigos 48º a 52º.

CAPÍTULO II
Direitos, liberdades e garantias de participação política

Artigo 48.ºParticipação na vida pública

1. Todos os cidadãos têm o direito de tomar parte na vida política e


na direcção dos assuntos públicos do país, directamente ou por
intermédio de representantes livremente eleitos.

2. Todos os cidadãos têm o direito de ser esclarecidos objectivamente


sobre actos do Estado e demais entidades públicas e de ser
informados pelo Governo e outras autoridades acerca da gestão dos
assuntos públicos.

Artigo 50.ºDireito de acesso a cargos públicos

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1. Todos os cidadãos têm o direito de acesso, em condições de
igualdade e liberdade, aos cargos públicos.

2. Ninguém pode ser prejudicado na sua colocação, no seu emprego,


na sua carreira profissional ou nos benefícios sociais a que tenha
direito, em virtude do exercício de direitos políticos ou do
desempenho de cargos públicos.

3. No acesso a cargos electivos a lei só pode estabelecer as


inelegibilidades necessárias para garantir a liberdade de escolha dos
eleitores e a isenção e independência do exercício dos respectivos
cargos.

• Direitos Económicos, Sociais e Culturais (Direitos de 2ª


Geração)

Estes Direitos Fundamentais, conhecidos como direitos sociais,


são o reflexo do processo de socialização que resultou da
intervenção do Estado na vida social e surgiram sobretudo nas
Constituições após a Segunda Grande Guerra Mundial.

Estes direitos traduzem-se numa exigência para o Estado


disponibilizar certos bens (por exemplo, água, luz, saneamento)
e de prestar serviços (por ex: Serviço Nacional de Saúde e o
Serviço nacional de Protecção Civil) aos cidadãos de modo a
proporcionar-lhes as condições mínimas de vida em sociedade.
Assim, são os direitos dos cidadãos a prestações do Estado e a
sua realização depende dos recursos deste. No âmbito destes

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direitos, o Estado tem vindo a intervir em múltiplos domínios,
nomeadamente a educação, na saúde, na segurança social, na
protecção da maternidade e da infância, na protecção dos
deficientes e dos idosos, etc.

A C.R.P., no seu Título III da Parte I, apresenta como epígrafe os


“Direitos e deveres económicos, sociais e culturais” em três
capítulos:

Capítulo I – Direitos e deveres económicos:

Artigos 58º a 62º

58º Direito ao trabalho;

59º Direitos dos trabalhadores;

60º Direitos dos Consumidores;

61º Direito à iniciativa económica privada;

62º Direito à propriedade privada.

Capítulo II – Direitos e deveres sociais:

Artigos 63º a 71º

63º Direito à Segurança Social;

64º Direito à protecção da saúde;

65º Direito à habitação;

66º Direito ao ambiente e à qualidade de vida;

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67º Direito à protecção da família (assistência materno-infantil,
planeamento familiar, benefícios fiscais à família, politica de
terceira idade);

68ºDireito à protecção da maternidade e da paternidade


(assistência durante a gravidez e pós-parto, dispensa do
trabalho);

69º Direito à protecção da infância;

70ºDireitos económicos, sociais e culturais dos jovens (direito


ao ensino, à formação profissional, educação física e desporto,
fomento do intercâmbio internacional de jovens, integração na
vida activa, etc.);

71º Direitos dos deficientes (política nacional de prevenção e


tratamento, reabilitação e integração dos deficientes).

Capítulo II – Direitos e deveres culturais:

Artigos 73º a 79º

73º Direito à educação, cultura e ciência;

74º Direito ao ensino como garantia do direito à igualdade de


oportunidades;

76º Direito de acesso à universidade e ao ensino superior;

77º Direito de participação dos professores e alunos na gestão


democrática das escolas;

78º Direito à fruição e criação cultural; e

79º Direito à cultura física e desporto.

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• Direitos de Solidariedade (Direitos de 3ª Geração)

A partir da segunda metade do século XX surge a 3ª geração


dos Direitos Fundamentais que é constituída pelos Direitos de
Solidariedade.

Esta geração de Direitos Fundamentais, entre os quais se


destacam o direito à paz, o direito ao desenvolvimento
económico, o direito ao ambiente saudável e equilibrado, o
direito aos recursos naturais, etc., nasceu nos países
desenvolvidos, devido, por um lado, à sua maior disponibilidade
para reflexão sobre estas matérias e, por outro lado, aos novos
problemas que o desenvolvimento económico levanta, como a
destruição massiva dos recursos naturais, com graves prejuízos
para o ambiente.

CAPÍTULO II
Direitos e deveres sociais

Artigo 64.º Saúde

1. Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e


promover.

2. O direito à protecção da saúde é realizado:

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a) Através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo
em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos,
tendencialmente gratuito;
b) Pela criação de condições económicas, sociais, culturais e
ambientais que garantam, designadamente, a protecção da infância,
da juventude e da velhice, e pela melhoria sistemática das condições
de vida e de trabalho, bem como pela promoção da cultura física e
desportiva, escolar e popular, e ainda pelo desenvolvimento da
educação sanitária do povo e de práticas de vida saudável.

3. Para assegurar o direito à protecção da saúde, incumbe


prioritariamente ao Estado:

a) Garantir o acesso de todos os cidadãos, independentemente da


sua condição económica, aos cuidados da medicina preventiva,
curativa e de reabilitação;
b) Garantir uma racional e eficiente cobertura de todo o país em
recursos humanos e unidades de saúde;
c) Orientar a sua acção para a socialização dos custos dos cuidados
médicos e medicamentosos;
d) Disciplinar e fiscalizar as formas empresariais e privadas da
medicina, articulando-as com o serviço nacional de saúde, de forma a
assegurar, nas instituições de saúde públicas e privadas, adequados
padrões de eficiência e de qualidade;
e) Disciplinar e controlar a produção, a distribuição, a comercialização
e o uso dos produtos químicos, biológicos e farmacêuticos e outros
meios de tratamento e diagnóstico;
f) Estabelecer políticas de prevenção e tratamento da
toxicodependência.

4. O serviço nacional de saúde tem gestão descentralizada e


participada.

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Artigo 66.º Ambiente e qualidade de vida

1. Todos têm direito a um ambiente de vida humano, sadio e


ecologicamente equilibrado e o dever de o defender.

2. Para assegurar o direito ao ambiente, no quadro de um


desenvolvimento sustentável, incumbe ao Estado, por meio de
organismos próprios e com o envolvimento e a participação dos
cidadãos:

a) Prevenir e controlar a poluição e os seus efeitos e as formas


prejudiciais de erosão;
b) Ordenar e promover o ordenamento do território, tendo em vista
uma correcta localização das actividades, um equilibrado
desenvolvimento socioeconómico e a valorização da paisagem;
c) Criar e desenvolver reservas e parques naturais e de recreio, bem
como classificar e proteger paisagens e sítios, de modo a garantir a
conservação da natureza e a preservação de valores culturais de
interesse histórico ou artístico;
d) Promover o aproveitamento racional dos recursos naturais,
salvaguardando a sua capacidade de renovação e a estabilidade
ecológica, com respeito pelo princípio da solidariedade entre
gerações;
e) Promover, em colaboração com as autarquias locais, a qualidade
ambiental das povoações e da vida urbana, designadamente no plano
arquitectónico e da protecção das zonas históricas;
f) Promover a integração de objectivos ambientais nas várias políticas
de âmbito sectorial;
g) Promover a educação ambiental e o respeito pelos valores do
ambiente;

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h) Assegurar que a política fiscal compatibilize desenvolvimento com
protecção do ambiente e qualidade de vida.

• Direitos que nos permitem participar cívica e


politicamente

O país viu manifestações de Norte a Sul dos alunos do


secundário que contestavam contra o novo Estatuto do Aluno. Os
protestos em Lisboa e Almada foram os mais significativos, reunindo
mais de mil estudantes cada, mas o Barreiro, Évora, Coimbra, Vila
Real e Porto foram algumas das cidades que também contaram com
manifestações.

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Fig.7 Manifestação Escolar

Fig.8 Segurança Social

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Todos têm direito à segurança social. Incumbe ao Estado
organizar, coordenar e subsidiar um sistema de segurança social
unificado e descentralizado, com a participação das associações
sindicais, de outras organizações representativas dos trabalhadores e
de associações representativas dos demais beneficiários. O sistema
de segurança social protege os cidadãos na doença, velhice,
invalidez, viuvez e orfandade, bem como no desemprego e em todas
as outras situações de falta ou diminuição de meios de subsistência
ou de capacidade para o trabalho. Todo o tempo de trabalho contribui,
nos termos da lei, para o cálculo das pensões de velhice e invalidez,
independentemente do sector de actividade em que tiver sido
prestado. O Estado apoia e fiscaliza, nos termos da lei, a actividade e
o funcionamento das instituições particulares de solidariedade social
e de outras de reconhecido interesse público sem carácter lucrativo,
com vista à prossecução de objectivos de solidariedade social
consignados, nomeadamente, neste artigo, na alínea b) do n.º 2 do
artigo 67.º, no artigo 69.º, na alínea e) do n.º 1 do artigo 70.º e nos
artigos 71.º e 72.º.

Fig.9 Cartão Utente

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O Centro de Saúde serve toda a população residente ou
temporariamente deslocada na área geográfica por ele abrangida.
Cartão de utente que deve ser pedido na Secretaria do Utente do
Centro de Saúde.

Fig.10 Cartão de eleitor

O Cartão de Eleitor, em Portugal, é o documento necessário para um


cidadão poder votar. Normalmente, o Cartão de Eleitor só é válido no
concelho onde o cidadão vive, não podendo votar noutro concelho
com a apresentação do mesmo cartão.

Em 2008 o Cartão de Eleitor vai acabar e os cidadãos maiores de 18


anos vão poder votar apenas com o Bilhete de Identidade (BI) ou
Cartão de Cidadão na área onde residam.

• Violações da DUDH

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A presente Declaração Universal Dos Direitos Humanos, tem
como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as
nações, com o objectivo de que cada indivíduo e cada órgão da
sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce,
através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses
direitos e liberdades, e, pela adopção de medidas progressivas de
carácter nacional e internacional, por assegurar o seu
reconhecimento e a sua observância universal e efectiva, tanto entre
os povos dos próprios Estados-Membros, quanto entre os povos dos
territórios sob sua jurisdição.

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Artigo I.

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em


dignidade e direitos. São dotados de razão e
consciência e devem agir em relação uns aos outros
Fig.11 Igualdade com espírito de fraternidade.

Artigo III.

Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à


segurança pessoal.

Fig.12 Liberdade

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Artigo IV.

Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a


escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos
em todas as suas formas.

Fig.13 Escravidão

Artigo V.

Ninguém será submetido à tortura nem a


tratamento ou castigo cruel, desumano ou
degradante.

Fig.14 Tortura

Artigo VI.

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Todo ser humano tem o direito de ser, em todos os


lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.

Fig.15
Reconhecimento

Artigo IX.

Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.

Fig.16 Prisão

Artigo X.

Todo ser humano tem direito, em plena igualdade, a uma justa e


pública audiência por parte de um tribunal independente e
imparcial, para decidir sobre seus direitos e deveres ou do
Fig.17 Tribunal fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.

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Artigo XII.

Ninguém será sujeito à interferência na sua vida privada, em sua


família, em seu lar ou em sua correspondência, nem a ataque à sua
Fig.18 Protecção honra e reputação. Todo ser humano tem direito à protecção da lei
da lei contra tais interferências ou ataques.

Artigo XIV.

1. Todo ser humano, vítima de perseguição, tem o direito de


procurar e de gozar asilo em outros países.

2. Este direito não pode ser invocado em caso de perseguição


legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por actos
Fig.19 Asilo contrários aos objectivos e princípios das Nações Unidas.

Artigo XV.

1. Todo homem tem direito a uma nacionalidade.

Fig.20 2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade,


Nacionalidade 1 nem do direito de mudar de nacionalidade.

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Fig.21 Escravidão infantil

No Brasil, assim como em quase todo o mundo, existe trabalho


infantil. Milhares de crianças e jovens trabalham e muito. Assim, esta
lei muitas vezes não é cumprida.
Porquê as crianças trabalham?
Há adultos que defendem o trabalho infantil dizendo ser um
prática disciplinar, uma preparação para a vida. Na verdade, a
principal razão para as crianças trabalharem é a pobreza das suas
famílias.
Esse problema é muito preocupante: quando a criança trabalha,
não pode ser educada, nem fazer atividades próprias à sua idade, o
que prejudica a sua formação e o seu desenvolvimento.
A maior parte das crianças que trabalham moram na zona rural.
As condições de trabalho no campo são muito difíceis e prejudicam a
saúde. Poucas são as vezes que recebem pagamento, sendo este
sempre muito pouco; em geral, o trabalho infantil é considerado ajuda
e não é remunerado.

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Fig.22 Abandono escolar

Nas cidades, a maioria das crianças trabalham a prestar


serviços aqui e ali ( "biscates" ) : em supermercados e feiras
livres, como carregadores, empacotadores; as que trabalham nas ruas
vendem frutas, balas, chocolates, ou são arrumadores de carros,
engraxadores; há ainda crianças que trabalham em fábricas de
roupas, calçados etc.; muitas meninas trabalham como empregadas
domésticas, ganham salário irrisório e não podem frequentar a
escola.
Um estudioso da questão declarou que "é difícil encontrar no
Brasil uma mercadoria que não tenha a marca da mão de uma
criança" (Carlos Alexim, da Organização Internacional do Trabalho).
Nas várias regiões do país, encontramos pois, trabalho infantil,
em atívidades penosas, perigosas, sem proteção, sem direitos
trabalhistas, sem pagamento ou muito mal pago - e sem escola.
Mais da metade das crianças e jovens que trabalham tentam
conciliar o trabalho e o estudo. Essa conciliação é difícil, com muitas
idas e vindas. Muitas vezes os jovens terminam por abandonar os
estudos, ou acabam ficando muito defasados em relação a seus
colegas.
Atualmente no Brasil e no mundo, muitas organizações estão a
fazer campanhas de combate ao trabalho infantil. Nem todas,
entretanto, deram-se conta que, para a criança não precisar
trabalhar, é preciso lutar pela melhoria de vida das populações

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pobres, em defesa de uma sociedade mais justa, onde todos tenham
seus direitos respeitados e, especialmente, os adultos tenham
condições de sustentar a família com seu trabalho. É o que diz o lema
de uma dessas campanhas: “Devolvam o emprego do meu pai, eu
não quero trabalhar !”.

Fig.23 Maus tratos

AGREDIDA E ESQUARTEJADA
JOANA - OITO ANOS
Joana, de oito anos, foi agredida até à morte pela mãe, Leonor, e pelo
tio materno, João. O crime ocorreu em Figueira, Portimão, em
Setembro de 2004. O corpo, que terá sido esquartejado, nunca
apareceu. Em Novembro de 2005, os irmãos foram condenados a 19 e
20 anos de prisão. A mãe acusa a PJ de maus tratos, para confessar o
crime que cometeu.

IGUAIS AOS ASSASSINOS


O Ministério Público de Faro decidiu acusar cinco inspectores da
Polícia Judiciária por alegadamente
terem agredido e torturado, num dos
interrogatórios, Leonor Cipriano, mãe
de Joana.

Três dos polícias estão acusados do


crime de tortura, durante um dos
interrogatórios à mãe de Joana, em

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Outubro de 2004, enquanto um quarto agente responderá por
omissão de auxílio e o quinto por falsificação de documentos.
FFF Fig.24 Agressão

Amanhã cinco e
Fig.25 Saneamento Básico
começar a ser julgados. Um

No âmbito do Dia Mundial das Instalações Sanitárias, Catarina


Albuquerque, perita independente da ONU, defende que o acesso a
um saneamento melhor é uma questão de Direitos Humanos. A
especialista para a questão das obrigações em matéria de Direitos
Humanos associadas ao acesso à água potável e ao saneamento
frisou que, «segundo as Nações Unidas, há 2,5 mil milhões de
pessoas (em todo o Mundo) que não têm acesso a um saneamento
melhor».
Citada pela agência Lusa, Catarina Albuquerque adiantou que «é
nítido que a meta dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio de
reduzir para metade o número de pessoas sem acesso ao
saneamento básico não será atingida a não ser que sejam
desenvolvidos esforços consideráveis para manter as atenções no
saneamento». Supremo Tribunal de Justiça. Apesar da condenação, a mãe da Joana garante que não matou
a sua filha

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Conclusão

Os Direitos Civis e Políticos, de fato, consagram muitos dos


direitos fundamentais da pessoa humana, reafirmando a Declaração
Universal. Vários dos princípios previstos mostraram-se genéricos,
tornando-se mais detalhados em outros diplomas internacionais
específicos, como a Convenção Americana de Direitos Humanos, a
Convenção Interamericana para prevenir e punir a tortura, a
Convenção para prevenir, punir e erradicar a violência contra a
mulher e tantas outras citadas.
De qualquer forma, ainda assim se violam muitas das leis dos
Direitos Humanos, a exploração infantil, os maus-tratos a crianças e o
saneamento básico, direitos, fundamentais hoje em dia. Infelizmente
ainda se vêm muitas crianças a trabalhar, não conseguindo interligar
a escola e o trabalho, acabam por abandonar os estudos.
Ou seja, podemos concluir que cabe-nos a nós, cidadãos de
todo o mundo denunciar o que achamos que está mal, mesmo que
não lucremos nada com isso, nem que não seja para nosso benefício,
não podemos pensar apenas em nós, devemos pensar também nas
outras pessoas que estão para nascer, e que vão viver no mundo que
nós recriamos, eles não podem ser sacrificados pelos erros que nós
cometemos, eles não têm a culpa dos nossos actos.

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Escola Secundária com 3º CEB de Ponte de Sôr
EFA -B Educação e Formação de Adultos
Cidadania E Profissionalidade
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Bibliografia

= www.eurocid.pt

= http://dre.pt

= http://direitoelegislacao.com

= http://br.geocites.com

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= http://www.notapositiva.com

= http://news.google.pt

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