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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DO CONCELHO DE MÊDA

ESCOLA EB 2,3/S DE MÊDA


Tecnologias da Informação e Comunicação – Área de Projecto

"Educação para o Empreendedorismo"

O “Projecto Educação para o Empreendedorismo”, foi apresentado à Escola 2/3 S de Mêda, para
desenvolvimento no âmbito da disciplina Área de Projecto, no ano lectivo de 2008/2009.

No sentido de sensibilizar os professores para o projecto serão elaborados panfletos para distribuir perto da data
da apresentação final. O projecto será desenvolvido pelos alunos do 8º ano, turmas A e B.

Para a realização do projecto, foram atribuídas diversas responsabilidades aos membros que constituem cada um
dos grupos. Todo o trabalho será supervisionado e coordenado pela Professora colocada na disciplina de Área de
Projecto, que informa regularmente as acções/passos executados aos Directores de Turma.

No dia 29 de Março de 2009, no Sarau organizado pela Escola Sede, serão expostos, por alguns alunos, os
trabalhos resultantes do projecto desenvolvido aos vários representantes da Comunidade Educativa. Para o efeito
serão realizadas apresentações em PowerPoint, desfile de peças criadas e venda das mercadorias confeccionadas
com materiais reutilizados/reciclados.

O Projecto designou-se:

“Recicla☺Mêda” – como transformar o lixo em luxo, utilizando materiais recicláveis.

Professora Patrícia Silva e Souza do Amaral da Costa Lopes


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ESCOLA EB 2,3/S DE MÊDA
Tecnologias da Informação e Comunicação – Área de Projecto

ENQUADRAMENTO GERAL

• Estratégia intervenção Ministério Educação – promover o empreendedorismono ambiente escolar

• Consonância com linhas orientadoras da Comissão Europeia

• Projectos de intervenção desenvolvidos pela escola, com os aluno(a)s, que produzam resultados concretos,
aliciantes e quantificáveis na comunidade escolar, orientados para fins sociais e/ou de investigação ou científico–
tecnológicos

SER EMPREENDEDOR

• É um fenómeno cultural, com impacto social e económico

• Capacidade de transformar ideias em acções; capacidade e desejo de agir, de obter mudança

• Requer criatividade, inovação; capacidade para assumir riscos; capacidade para planear e gerir projectos de
forma a concretizar objectivos

SER EMPREENDEDOR

• É útil em todos os sectores da vida

• Educação → ferramenta nuclear para transmitir novos valores e práticas → integrar o espírito empreendedor de
forma transversal na educação

• Todos os alunos são empreendedores se viverem num ambiente promotor e encorajador do seu potencial

3 PILARES PARA A EDUCAÇÃO PARA O EMPREENDEDORISMO

1. Método pedagógico: Aprender – fazendo

2. Estrutura do projecto: Plano

3. Conteúdo: Desenvolver competências

– Curriculares

– Comportamentais

Professora Patrícia Silva e Souza do Amaral da Costa Lopes


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Tecnologias da Informação e Comunicação – Área de Projecto

3.1. Aprender – Fazendo

• Aprender através de actividades

• Expor jovens a situações controladas: projectos práticos e reais

– Resolver problemas, usando competências

– Tomar decisões

– Executar

– Errar e... lidar com os erros – possibilidade de desenvolvimento

3.2 Desenvolver Competências

Competências Competências
Motivações Orientação
Comportamentais Curriculares

Autoconfiança Português Realização Pessoal Tecnológico/Científico

Iniciativa Inglês Necessidades directas Ética e Social

Resistência à frustração Matemática Éticas e Sociais

Organização TIC

Criatividade EVT

Relações interpessoais

Competências Comportamentais

• Autoconfiança (ex: assume riscos, não tendo medo de fracassar)

• Iniciativa (ex: demonstra interesse em fazer novas aprendizagens)

• Resistência à frustração (ex: reage a decisões colectivas com elevado nível de maturidade)

• Organização (ex: modifica os planos de acção, quando necessário, a fim de alcançar os resultados
desejados)

• Criatividade (ex: não desiste quando alguém lhe diz que algo não vai funcionar ou que é uma má
ideia)

• Relações interpessoais (ex: utiliza elevado grau de diplomacia e tacto quando interage com os
outros).

Professora Patrícia Silva e Souza do Amaral da Costa Lopes


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Competências curriculares:

• Desenvolver saberes curriculares

• Aplicar conhecimentos curriculares com uma utilidade evidente

Áreas curriculares não disciplinares:

• Área de Projecto → objectivos cruzam com espírito empreendedor

• Formação Cívica → temática social

Outras disciplinas podem ter um papel relevante

Qual a direcção desejável para esta nova atitude?

• Social:

– Educação para a cidadania → participação social activa e defesa de valores fundamentais das
sociedades modernas:

• Igualdade de oportunidades

• Inclusão social

• Tecnológico – Científico:

– Necessidade de Portugal estruturar o tecido económico e científico

Competências — chave para


empreender ao longo da vida

Utilização de conhecimentos
curriculares Participação e acção cívica
na sociedade

Professora Patrícia Silva e Souza do Amaral da Costa Lopes


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EDUCAÇÃO PARA O EMPREENDEDORISMO

A Educação para o empreendedorismo A Educação para o empreendedorismo


é: não é:
• Educação transversal para a vida • Educação de gestão empresarial
• Centrado na acção • Centrado nos saberes
• Focalizado no processo e nos resultados • Focalizado nas tarefas
• Coerente e constante • Esporádico e inconstante
• Integrado multidisciplinarmente • Isolado disciplinarmente
• Contextualizado • Descontextualizado
• Auto-construído pelos/as alunos/as • “Fornecido”pelos agentes de ensino

A ESCOLA EMPREENDEDORA

• Actividades desenvolvidas e lideradas pela escola

• Actividades permanentes

• Actividades reais, com resultados reais

MOTIVAÇÃO:

• Desejo de introduzir mudanças substanciais no ambiente da aula/escola de modo a promover o sucesso


dos/as alunos/as e a qualidade das aprendizagens escolares

• Incentivo de determinadas atitudes

“Pensar Global”
Ambicionar introduzir a Educação para o Empreendedorismo com
um impacto visível.

“Agir no Particular”
Começar com experiências concretas e delimitadas, como um bom
ponto de partida.

Antes de começar, colocar as seguintes questões–chave

• Como podemos integrar os princípios da educação para o empreendedorismona minha turma, disciplina
e/ou escola?

• Como podemos potenciar as competências–chave nos/as nossos/as alunos/as?

• Como podemos integrar multidisciplinarmente o espírito empreendedor?

• Como podemos garantir resultados e coerên

cia na intervenção?

Professora Patrícia Silva e Souza do Amaral da Costa Lopes


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IMPLEMENTAÇÃO DA ACÇÃO
EMPREENDEDORA

Actividades empreendedoras na escola – 4 passos

1 2 3 4
Estratégia Planeamento Acção/Execução Avaliação
a) Constituição da Comissão Plano de acção de Dinâmicas locais de Avaliação de
b) Ordem de trabalhos projectos na escola promoção e incentivo resultados e
estratégica à acção melhoramentos

Estratégia

• Constituição da Comissão: • Ordem estratégica:

- membros da escola - Dimensão da acção


+ alunos - Ciclos envolvidos
+ Pessoal auxiliar - Temas apoiados
+ encarregados de educ. - Enquadramento futuros grupos
- Funções da Comissão e quem as realiza
- Integração de alunos na Comissão

Planeamento

• Definir um plano de acção interno

Acção

- Exposição As acções devem surgir dos alunos e não


- Mini-Campanhas impostas, pelo que o professor tem um papel
- Organização de expositores facilitador de discussão, de provocador, mas deve
- Discussão em sala de aula, etc. evitar assumir um papel directivo.

Professora Patrícia Silva e Souza do Amaral da Costa Lopes


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Avaliação

Conhecer as razões pelas quais tivemos sucesso,

Para podermos disseminar a experiência, Comissão deverá estabelecer continuamente


novas estratégias, seja para consolidar os
Conhecer as razões pelas quais tivemos insucesso, resultados, seja para os procurar obter.

Para corrigir o que levou ao insucesso.

Orientação para os resultados

Orientação para os resultados e para o processo como um todo e não para as tarefas.

Resultados quantificáveis relação entre esforço do aluno e resultado obtido – recompensa do seu trabalho
Resultados qualificáveis ganho de experiência através de um processo

Orientação para os resultados

Importante mudar o
discurso.

Se…  Como…

Pode indiciar um sentimento de Pode indiciar um sentimento de


impotência ou uma tentativa de responsabilização e orientação
desresponsabilização. para os resultados.

PROJECTO

Metodologia

Aprender-fazendo

Estrutura

2. Plano

1. Criação do grupo 3. Execução do plano

4. Avaliação

Professora Patrícia Silva e Souza do Amaral da Costa Lopes


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CRIAÇÃO DO GRUPO

Quando o grupo se pretende criar formalmente, deverá entregar à Comissão a sua candidatura, sob a
forma de um documento em que conste necessariamente a ideia geral e a equipa.

Documento de candidatura deve expressar:

Objectivo (para quê?)

Fundamentação (porquê?)

Equipa (quem?)

PLANO

Deve incluir: Deve incluir:

Missão – declaração alargada e geral dos objectivos que a acção pretende atingir, regra geral, numa
óptica de benefícios que os destinatários finais vão obter.

Organização – interna do grupo, onde devem constar as funções de cada membro, o processo de
decisão e actividades de suporte, utilizando um texto e organigrama explicativo.

Planeamento – dedica-se ao planeamento das actividades, onde devem constar as seguintes questões:

O quê?

– descrição sumária da ideia.

Porquê?

– objectivos qualitativos e quantitativos, o que se pretende atingir e porquê, quem queremos


atingir, etc.

Como?

– organização do projecto.

EXECUÇÃO

Os alunos vão descobrir através:

Da comparação entre o que planearam e o que vão executar.


Dos erros.
Do surgimento de situações mais complexas.

A sua evolução e desenvolver futuramente uma atitude activa.

Professora Patrícia Silva e Souza do Amaral da Costa Lopes


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Tecnologias da Informação e Comunicação – Área de Projecto

AVALIAÇÃO

Criação de ciclo virtuoso de melhoramento, consubstanciado em:

Planeamento

Acção

Avaliação

Melhoramento

PROJECTO

Actividades – Tipo

Cariz Social Cariz Científico-tecnológico

Cariz Social - tarefas

Recepção e divulgação de informação.

Promoção de debates, exposições ou trabalhos a nível da escola.

Campanhas junto da comunidade.

Contactos com parceiros locais (Junta de Freguesia, Bombeiros, etc) para organizar acções.

Troca de ideias e experiências transnacionais com outros grupos e alunos.

Cariz Científico-Tecnológico

Objectivo:

- inventariar soluções para problemas, experimentar ou testar máquinas ou processos de cariz científico
ou tecnológico.

“Uma pessoa que nunca cometeu um erro nunca


tentou nada de novo”
Albert Einstein
 

Professora Patrícia Silva e Souza do Amaral da Costa Lopes