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Armas na Segurança Pública.QXD 05/12/12 08:49 Page 44 OOPPIINNIIÃÃOO Armas de fogo na Segurança Nas esferas
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Armas de fogo na Segurança
Armas de fogo na Segurança

Nas esferas pública e privada, armas são, por excelência, instrumentos de trabalho do profissional de segurança. Nos turbulentos dias em que vivemos, seu emprego pode auxiliar tanto ao policial quanto ao vigilante ou agente de segurança pessoal privado a dissuadir ameaças no esforço de preservação de ordem, na autoproteção e ainda na defesa de terceiros.

n VINICIUS DOMINGUES CAVALCANTE

(FOTOS DO AUTOR, SALVO INDICAÇÃO EM CONTRÁRIO)

C omo ferramentas de trabalho que permitem ferir ou matar, as armas re-

querem grande comprometimento de seu usuário, que deverá estar ca-

de

precisa.

Conceitualmente, é o treinamento que capacitará os profissionais de segu- rança — pública e privada —, fazendo-os capazes de agir em um variado conjunto de situações adversas, as quais normalmente se constituiriam num autêntico pesadelo para o homem comum em geral. Tanto isso é verdade que, nos termos da legislação vigente, na formação de profissionais de segurança, em ambas as esferas, não se deveria improvisar. Há uma exigência específica de cursos de formação, com grande carga horária, dis- ciplinas correlatas, familiarização com técnicas de combate armado e desar- mado e comequipamentos; tudo objetivando tornar o profissional apto para salvaguardar instituições, pessoas e patrimônio, fazendo frente às situações de perigo nas quais deverá intervir, arriscando inclusive a própria vida. Os policiais veteranos diziam que as armas eram que como partes do corpo dos agentes da

pacitado

para

empregá-las

forma

escrupulosa

e

Lei. Hoje, porém, a conjuntura exige que os profis- sionais de segurança estejam capacitados para re- conhecer, avaliar e emcertos casos até operar armas que não constituem dotação normal de sua equipe, seção ou departamento. Armas de fogo, por definição, são aquelas que “arremessam projéteis empregando a força expansiva dos gases gerados pela combustão de

um propelente confinado em uma câmara que, normalmente, está solidária a um cano que tem a função de propiciar con- tinuidade à combustão do propelente, além de direção e estabilidade ao pro- jétil” (Decreto Federal nº 3.665, de 20 de novembro de 2000 – R/105). Por serem instrumentos que conferem enorme poder a quem as porta, as armas também são objetos valiosíssimos para a criminalidade. Modernamente, o crime dispõe de recursos praticamente ilimitados, sendo capaz de adquirir armas caras, sofisticadas e de grande potencial destrutivo. Isso faz com que seja absolutamente indispensável aos policiais e homens de segurança pri- vada identificarem e se familiarizarem com os meios dos quais seus adver- sários possam lançar mão — e, mais ainda, conseguirem obter o máximo rendimento do armamento leve que possuem nas mãos. Infelizmente, embora reconheçamos que em geral o treinamento dos efe- tivospoliciaisbrasileirosvemexperimentandoumamelhora,acapacitaçãodos homens para o emprego de armas de fogo ainda deixa muito a desejar. No Rio de Janeiro, diversos profissionais, admitidos através de concurso nos anos 90 e na primeira metade dos anos 2000, tiveram uma formação rápida e sabida-

Acima A carabina americana Colt M4 é empregada pela Po- lícia Federal e pela Polícia Militar do Rio de Janeiro (Foto:

Colt Firearms).

44 SEGURANÇA & DEFESA

pela Po- lícia Federal e pela Polícia Militar do Rio de Janeiro (Foto: Colt Firearms). 44
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cional (notadamente Rossi e Taurus) se constituem na grande maioria das armas curtas empregadas
cional (notadamente Rossi e Taurus) se constituem
na grande maioria das armas curtas empregadas
pelos588.000vigilantesparticulareslegalmentere-
gistrados na Polícia Federal.
Pistolas
São armas de fogo de porte, geralmente semi-
automáticas, cuja única câmara faz parte do corpo
do cano e cujo carregador, afixado normalmente
no interior da empunhadura, mantém os cartu-
chos em fila e os apresenta sequencialmente para
Acima Em várias ver-
sões, a submetra-
lhadora alemã HK
MP5 é uma das
armas favoritas de
grupamentos de po-
lícia voltados para
as ações táticas es-
peciais e nas equi-
pes de segurança de
dignitários.

o carregamento inicial e após cada disparo. As

forças produzidas pela deflagração do cartucho no interior da câmara pro-

movem a ejeção do estojo vazio e o carregamento de um novo cartucho pronto para o disparo. São armas mais complexas que os revólveres e mais suscetíveis à má con-

servação e à sujeira em seus mecanismos. Embora muito se diga contra a con- fiabilidade dos mecanismos, as pistolas modernas são armas de fogo extremamente seguras e confiáveis, desde que recebam mínimos cuidados de operação e conservação. As panes em pistolas estão normalmente associadas

a defeitos na munição ou às molas e “lábios” dos carregadores. Uma maior

quantidade de munição é contida em carregadores destacáveis para 5, 7, 8, 10, 12, 15, 17, 19, 20 ou mais tiros. Os carregadores de pistolas permitem que a arma seja remuniciada com muito mais rapidez que os revólveres, e sua ca- dência de tiro é normalmente maior. No Brasil, a legislação de armas limita muitíssimo os calibres faculta- dos aos civis e às empresas segurança particulares. O maior calibre permi- tido para uso por empresas e civis é o 9mm Curto (também conhecido como.380Auto), oqual, mesmocommodernasmunições“hollow-point”, ainda é considerado por especialistas como fraco e apenas minimamente eficaz para propósitos defensivos. Em face de tal limitação de poder inca-

mente insatisfatória. Na Polícia Militar, também se encontram exemplos de quadros policiais treinados em curto espaço de tempo, com deficiente familiarização com armas de fogo e pouquíssimos disparos de munição real em treinamento. Não é raro encontrar exemplos de policiais recém-formados saindo para uma missão usando um armamento com o qual não possuem efetiva familia- ridade. Segundo suas próprias palavras, eles acabamaprendendo

a atirar nas ruas — às custas, é claro, de muitas acusações de auto- riadasfamosas“balasperdidas”.

A formação dos profissionais de segurança privada também

não excede os parâmetros de treinamento dos policiais, com o agravante de que os vigilantes e agentes de segurança têm um leque

de opções extremamente mais restrito, no que tange às opções de

armas e calibres disponíveis para emprego. Vejamos, portanto, um panorama dos tipos e modelos de armas de fogo empregados em

nosso país por policiais e agentes de segurança.

Revólveres

O revólver é uma arma curta, de repetição, na qual os cartu-

chos de munição são dispostos em câmaras, num tambor rotativo, situado na parte posterior do cano. A cada acionamento da tecla do gatilho, uma nova câmara se realinha como cano e o cão é armado, permitindo um novo disparo. Revólveres são armas extremamente comuns no Brasil, sendo encontradas emdiversos calibres, como o .22LR, .32S&W, .38S&W SPL, .357Magnum, etc. Sua capacidade de munição varia entre 5 e 9 tiros, podendo ser guardados com munições nas câmaras por longos períodos sem comprometer a capacidade de dispará-las.

Como o carregamento de um novo cartucho para o disparo inde- pende da deflagração do cartucho anterior, os revólveres se constituem em

armas extremamente seguras, podendo disparar rapidamente um segundo tiro, mesmo em face à falha de disparo do precedente. A extração dos cartuchos disparados se faz manualmente, abrindo a armação da arma, basculando o

tambor para fora, virando o cano para cima e apertando a vareta do extrator.

O

serir cada cartucho em sua câmara. Para remediar tal problema, podem ser empregadosrecarregadoresrápidos(chamados“speedloaders”). Os revólveres são armas de grande rusticidade, e possuem a vantagem de

remuniciamento da arma tende a ser mais lento, na medida que se deve in-

disparar quaisquer munições nos seus respectivos calibres, mesmo as recarre- gadas, com cargas de pólvora de potência aumentada ou atenuada. São calibres permitidos para revólveres: .22 Curto, .22 Long, .22 Long Rifle, 5,5mm Velo Dog (munição antiga, de baixíssimo poder de parada, não mais fabricada no Brasil), .32 Curto (ou 32 S&W), .32 Longo ou “Carga Dupla” ( 32 S&W/SPL), .32/20 ( 32 WCF ou 32 Winchester), .38 Curto (38S&W), .38 Longo ou “Carga Dupla” (38 S&W/SPL) e .38/40 (38 WCF ou 38 Winchester). Armas no calibre .41 Magnum, .44 S&W Russian, .44 S&W SPL, .44 Magnum, .45 AR e .45 ACP, todos de uso restrito, não são muito usuais no Brasil.

As forças militares praticamente deixaram de usar revólveres nos anos 70,

embora, mesmo depois, em algumas unidades administrativas, de saúde e lo- gística, ainda se encontrassem uns poucos revólveres Smith & Wesson no ca- libre .45, empregando munição de pistola com o característico adaptador tipo “meia lua”. Os revólveres foram largamente empregados nas forças policiais desde meados dos anos 20, mas atualmente, embora ainda se possa encontrar policiais brasileiros trabalhando com eles em diversos estados, tais armas vêm sendosistematicamentesubstituídasporpistolassemi-automáticas. Mesmo perdendo terreno para as essas últimas, os revólveres ainda pos- suem adeptos fiéis no seio das forças de segurança, os quais os consideram ines- timáveis como arma de reserva (“back-up gun”) para o porte dissimulado, sobretudo em coldres de perna. Na segurança privada, os revólveres de 5 e 6 tiros, com canos de 3 e 4 polegadas, no calibre 38 S&W/SPL e fabricação na-

SEGURANÇA & DEFESA 45

de 5 e 6 tiros, com canos de 3 e 4 polegadas, no calibre 38 S&W/SPL
de 5 e 6 tiros, com canos de 3 e 4 polegadas, no calibre 38 S&W/SPL

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Acima No Rio de Ja- neiro, já há carabinas Taurus CT30 em uso por forças
Acima No Rio de Ja-
neiro, já há carabinas
Taurus CT30 em uso por
forças policiais.

pacitador, muitos profissionais de segurança privada preferem conservar seus revólveres, no calibre.38 S&W SPL, com munições +P ou +P+. Os seguintes calibres são permitidos

para pistolas: .22 Curto, .22 Long, .22 Long Rifle, 6,35mm Browning (.25 Auto ou .25 ACP), 7,65mm Browning (.32 Auto ou .32 ACP), 9mm Brow- ning Short (.380 Auto, 9mm curto ou 9mm Kurtz). Exclusivamente para a prática do tiro desportivo, a legislação permite aos atiradores a aquisição de pistolas de calibre .45 (45ACP). Dentre outros, os calibres que se se- guem são restritos para pistolas, submetralhadoras e algumas carabinas:

calibre 22 Magnum, (ou .22WRF), 32 Magnum, 7,63 Mauser (.30 Mau- ser), 7,65 Parabellum (.30 Luger) .357 Magnum, .41 Magnum, .44S&W, .44 Magnum, 9mm Parabellum (9mm Luger ou 9mmx19), 9mm x21, .38 Super Auto, .40S&W, 10mm, .41AE e .45ACP. Embora o calibre 9mm Parabellum ainda esteja presente em muitas armas empregadas pelas polícias brasileiras (normalmente com projé-

til de 124 grains, velocidade inicial de 340 m/s), prepondera a tendên-

cia de padronização pelo calibre .40 S&W (com pontas de 180 grains,

V 0 =300 m/s) em todas as instituições policiais civis e militares do país.

O calibre .40 representa uma tentativa de conciliar as vantagens balísti-

cas do 9mm Parabellum com o .45 ACP (projétil de 130 grains, V 0 =240 m/s), que é quase um consenso entre os profissionais por seu excepcio- nal poder de parada. No que tange aos modelos empregados, as polícias e organismos de segurança dividem basicamente suas preferências entre as armas nacio-

nais baseadas no modelo Beretta 92, as pistolas derivadas da Colt 1911 e

as armas de chassi de polímero e grande capacidade, como a Glock e os

novos modelos da Taurus. Enquanto as polícias estaduais, civis e militares, empregam armas de fabricação nacional, a Polícia Federal e o Gabinete de Segurança institucional, responsável pela segurança presidencial, utilizam também armas Glock, impor-

tadas, nos modelos 17, 19 e 26.

Pistolas-metralhadora, Metralhadoras de mão ou Submetralhadoras

Essas denominações se refe- rem a armas de fogo de dimen- sões reduzidas que possuem a capacidade de fogo automático das metralhadoras, porém em-

TABELA Nº 1

Calibre de armas de cano liso

TABELA Nº 1 Calibre de armas de cano liso 36 10,2mm 32 12,2mm 28 13mm 24

36 10,2mm

32 12,2mm

28

13mm

24 14,3mm

20 15,9mm

16 16,2mm

12 18,5mm

28 13mm 24 14,3mm 20 15,9mm 16 16,2mm 12 18,5mm pregam cartuchos de munição de baixa
pregam cartuchos de munição de baixa potên- cia, idênticos aos usados nas pistolas. São em-
pregam cartuchos de munição de baixa potên-
cia, idênticos aos usados nas pistolas. São em-
pregadas por pequenas frações de tropa, em
patrulhamento, na guarda de instalações e por
grupos de retomada e resgate, na abordagem de
edificações e em entradas em ambientes confi-
Acima Numa mesma
imagem, três dos tipos
de pistola mais empre-
gados pelos profissio-
nais de segurança:
IMBEL, Taurus e Glock.

nados,ondeotamanhocompactofacilitaacon-

dução e o cano maior que o das pistolas confere mais precisão e letalidade ao

disparo. Normalmente, possuem opção de disparar tiros intermitentes (um por vez) ou rajadas. Há modelos que, tal qual uma pistola, podem ser utilizados com apenasumadasmãos. Emboraalgunsautoresdiferenciempistolas-metralha- doras (“Machine-pistols”) das demais submetralhadoras — uma vez que se- riam armas curtas com opção de fogo automático — a legislação brasileira abrange todas essas armas automáticas numa mesma categoria. No Brasil, ape- nas as forças de segurança estatais podem dispor de armas automáticas. Durante os anos 60 e 70, as submetralhadoras INA, de fabricação nacional,

e as Thompson, americanas (ambas no calibre .45ACP) foram as armas auto-

máticas mais empregadas pelas forças policiais brasileiras, até sofrerem uma gradual substituição pelas submetralhadoras Berettas Mod12 (MT12)e suas si- milares nacionais produzidas pela Taurus, no calibre 9x19mm, e por versões da INAadaptadasparaomesmocalibre.

Atualmente, embora ainda sejam encontradas em diversas polícias brasi- leiras, as armas de modelo italiano e as INA remanescentes foram substituídas por submetralhadoras Taurus/FAMAE MT .40, largamente empregadas na

Bahia,Ceará,EspíritoSanto,MinasGerais,MatoGrosso,Paraná,Pernambuco

e Rio Grande do Sul. As polícias militares da Bahia e de Mato Grosso empre-

gamsubmetralhadorasbrasileiraasUru(9x19mm),produzidaspelaMekanica

IndústriaeComércioLtda. No Rio de Janeiro, a introdução dos fuzís pela criminalidade fez com que as submetralhadoras começassem a ser aposentadas em meados dos anos 90 e substituídas diretamente pelas armas longas automáticas de origem militar. Em

todo o país, nos grupamentos de polícia voltados para as ações táticas especiais

e nas equipes de segurança de dignitários são encontrados exemplares de armas HK MP-5, HK MP-5K e Uzi.

Carabinas

No Brasil, chamamos de carabina a arma longa, portátil, semelhante a um fuzil, porém de dimensões reduzidas, com cano longo, raiado e disparando car- tuchos especiais de potência reduzida (como o .30M1) ou cartuchos de arma curta(comoo.22LR, o32-20S&W, o38S&WSPL, o.38-40Winchester e .44- 40 Winchester, permitidos ao emprego civil, e o .357Magnum, o 9mm Para-

e .44- 40 Winchester, permitidos ao emprego civil, e o .357Magnum, o 9mm Para- 46 SEGURANÇA

46 SEGURANÇA & DEFESA

e .44- 40 Winchester, permitidos ao emprego civil, e o .357Magnum, o 9mm Para- 46 SEGURANÇA
e .44- 40 Winchester, permitidos ao emprego civil, e o .357Magnum, o 9mm Para- 46 SEGURANÇA
Armas na Segurança Pública.QXD 05/12/12 08:49 Page 47 Abaixo Armado com pistolas e submetra- lhadoras,

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Abaixo Armado com pistolas e submetra- lhadoras, um grupo de operações táticas es- peciais é
Abaixo Armado com
pistolas e submetra-
lhadoras, um grupo de
operações táticas es-
peciais é visto em
treinamento (Foto: SSP
do Paraná).

bellum, o .40S&W ou o .45ACP, restritos ao uso policial/militar). Nos Estados Unidos, emprega- se a nomenclatura de carabina tanto para as armas longas que disparam cartuchos de baixa potência, quanto para os fuzis

“encurtados”, que mantémseus calibres originais, disparando-os de canos de comprimento reduzido.

A mais conhecidas carabinas em nosso país são as Win- chester de alavanca e suas cópias, que durante muitos anos foram produzidas localmente pela Rossi em calibres como

.38S&WSPL,.357Magnume.44S&W.Muitasdessascara-

binas foram adquiridas por polícias militares e civis em di-

versas unidades da federação e ainda são muito encontradas, sobretudo no interior.

Outro modelo largamente empregado é a carabina americana M1 no calibre .30M1. Concebida na Segunda Guerra Mundial como arma militar para a dotação de tropas aerotransportadas e de retaguarda, que

não necessitassem do emprego de fuzis, essa armas robustas e confiáveis dis- param um cartucho menos potente que o dos fuzis, porém com bem mais ener- gia impactante do que os projéteis normais de armas curtas. Tais armas, que ainda existem em quantidade

emdepósitos das Forças Arma- das, são uma útil opção de arma longa para o policiamento comum nas grandes cidades, tanto que algumas forças poli-

ciaisbrasileirasempregamcara-

binasnessecalibre.

OParáadquiriu1.500uni-

dades da carabina israelense

Magal, no calibre 7,62x45mm.

e o Maranhão comprou outros

500 exemplares. O Rio de Ja-

neiro, que já possuía exempla- res oriundos dos estoques militares, comprou modelos novos CT30 da Taurus. Outras unidades da federação, como Bahia, Ceará, Espírito Santo,

MinasGerais,Paraná,Pernam-

buco e Rio Grande do Sul, opta-

ram por empregar carabinas no calibre .40S&W, padronizando

a munição já empregada nas

pistolas policiais regulamenta- res. Já a conhecida carabina americana Colt CAR-15A3 (M4A1), calibre 5,56x45mm, é utilizada pelo Polícia Federal e pela Polícia Militar do Rio de Ja- neiro. Durante a década de 70, foi comum em nosso país o emprego de carabinas pela segurança privada. Carabi- nas semi-automáticas Urko (calibre .22LR) e Chapina, de

repetição (calibre 32-20S&W), eram extensamente empregadas na se- gurança bancária, industrial e em propriedades rurais. Ainda que armas de repetição de alavanca tenham, significativa presença no interior do país (inclusive as versões nacionais da Winchester), o autor acredita que ainda existiria muita aplicação para uma “nova” carabina semi-automá-

 

TABELA Nº 2 - FUZIS

 

Fuzil

FAL

AK-47

M16/AR-15/ M4

Procedência

Bélgica (e produzido sob li- cença na África do Sul, Ar- gentina, Austrália, Áustria, Brasil, Canadá, Chile, Índia, Israel, Grã-Bretanha, México e Noruega)

Antiga URSS (ainda em pro- dução na Rússia, antigas re- públicas soviéticas e países do antigo Pacto de Varsóvia, China, Romênia, Sérvia, Croácia, Coréia do Norte, Índia, Paquistão, etc.)

Estados Unidos (e produ- zido sob licença na Coréia do Sul e Filipinas; fabricado sem licença na China e Irã). Hoje, o projeto original de Eugene Stoner, adaptado e aperfeiçoado, é produzido por mais de 20 empresas di- ferentes

Difusão

Mais de 50 países

Fuzil mais empregado em todo o mundo (algo como 65 milhões de exemplares, pelo menos).

Segundo fuzil mais empre- gado em todo o mundo (mais de 10 milhões de exemplares)

Calibre

7,62x51mm

7,62x39mm

5,56x45mm

.308”Winchester

7,62mm Russian

.223” Remington

7,62mm OTAN

Comp.total e peso com munição

1,054m/4,93kg

0,82m/3,90kg

0,99m/3,94kg

Comp. do cano

533mm ou 436mm (no Para-FAL)

415mm

508mm

Carregador

20 (normal) ou 30 tiros

30 ou 40 tiros (havendo carregadores para 75 ou mais tiros)

30 ou 40 tiros (havendo carregadores para até 110 tiros)

Cadência de tiro

650-700tpm

600tpm

750-800tpm

Velocidade inicial

792-830m/s

725m/s

987m/s

Peso do projétil

150-180 grains

122 grains

55 grains

(9,7-11,0g)

(7,9g)

(3,6g)

Energia inicial

3.283J

1.991J

1.764J

do projétil

OBS: logicamente cada um desses fuzis tem diversas variantes, com diferentes características, e podendo uti- lizar vários tipos de munição. A tabela, portanto, deve ser tomada apenas como um guia de caráter geral.

SEGURANÇA & DEFESA 47

tipos de munição. A tabela, portanto, deve ser tomada apenas como um guia de caráter geral.
tipos de munição. A tabela, portanto, deve ser tomada apenas como um guia de caráter geral.

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Armas na Segurança Pública.QXD 05/12/12 08:49 Page 48 Acima Carabinas Win- chester de alavanca e suas
Acima Carabinas Win- chester de alavanca e suas cópias ainda são encontradas em ser- viço,
Acima Carabinas Win-
chester de alavanca e
suas cópias ainda são
encontradas em ser-
viço, principalmente no
interior (Foto: SSP do
Paraná).
tica de fabricação nacional, semelhante às
americanas Marlin Camp ou Ruger, mesmo
que no calibre. 38S&W SPL +P ou +P+, so-
bretudo para emprego na segurança resi-
dencial e de outras instalações. Atualmente,
armas como a carabina Ruger PC4 permi-
temempregar o carregador padrão das pis-

tolas nos calibres .40S&W e .45ACP. As carabinas são as mais poderosas e precisas armas longas de uso permitido no Brasil. Nas mãos de atiradores hábeis e em posições de- fensivas bem preparadas, modelos modernos, dotados de munições também modernas, permitiriam a civis e à segurança privada tentar contrabalançar sua clara inferioridade ante as armas da criminalidade.

Espingardas

privada em todo o mundo, possuem cano único, carregador tubular posicionado sob o cano e com recarregamento de re- petição, feito através do acionamento manual de manopla des- lizante (“telha”) existente embaixo do cano. Modernamente, existem espingardas semi-automáticas e automáticas (capazes de disparar rajadas), algumas das quais com carregador vertical destacável. No Brasil, encontram-se muitos exemplares de armas Winchester e Remington no ser- viço policial, embora a esmagadora maioria das espingardas empregadas tanto no serviço policial quanto na segurança pri- vada, seja composta de modelos nacionais, de repetição, fabri- cadospelaCBC. Nas espingardas, a definição do calibre obedece a uma con- venção muito particular. O calibre corresponde ao número de esferas de chumbo de diâmetro igual ao calibre interno do cano que se poderia obter com uma libra (454g) de chumbo. Assim, se a partir de 454g de chumbo se fabricasse 36 esferas de diâ-

metros iguais, esse diâmetro seria o “calibre 36”. Em outras pa- lavras, 36 esferas de chumbo, que pesem somadas uma libra, possuem medidas externas idênticas e equivalentes ao diâmetro interno do cano da arma calibre 36. Nas espingardas, a correspondência de calibres nominais e calibres reais

podesermelhorexplicadapelaTabelaNº1.

Espingardas são armas muito efetivas no combate aproximado, quer contra alvos humanos, quer contra veículos ou pequenas embarcações. Podem disparar diversos tipos de projéteis, que vão desde os múltiplos (carregados comesferas de chumbo) aos balotes únicos de diferentes formatos, passando por projéteis espe- ciais para o arrombamento de fechaduras e dobradiças, projéteis de borracha para emprego anti-motim, projéteis fumígenos, projéteis com gás lacrimogêneo, e até mesmopequenasgranadasexplosivas.Mesmolhesfaltandoaextremaprecisão das armas raiadas, o efeito dissuasor do som de seu engatilhamento é notável, e em muitas situações a simples visão da arma carregada e pronta para o disparo é suficienteparademovercriminososcomuns,vândalosearruaceiros. A existência de espingardas semi-automáticas e automáticas motivou a aquisição de novos modelos por algumas instituições brasileiras. Procurando conciliar o poder de uma espingarda com o visual dissuasor de um fuzil tipo M16, a Guarda Municipal de Campinas adquiriu espingardas semi-automáti- cas Safir T 14, de fabricação turca, no calibre .410, também conhecido como 36. Essa compra, segundo o anunciado, será acompanhada por Guardas de outros municípiospaulistas.APolíciaFederaleaPolíciaRodoviáriaFederalestãohoje equipadas com espingardas automáticas SPAS 15, italianas, no calibre 12. Um modelo de espingarda semi-automática que cer- tamente seria muitíssimo apreciado aqui é o da Saiga (existente nos calibres 12, 30 e .410) de fabricação russa. Trata-se de uma arma bastante confiável, cujo mecanismo é baseado no do con- sagrado fuzil russo Kalashnikov AK-47. Os carregadores podem ser monofilares (para 5, 8 ou 10 cartuchos) ou de tam- bor (para 12, 20 ou 30 tiros). Embora espingardas de repetição e semi-automáticas es-

tejamliberadasparausocivilepossamserempregadasporpro-

fissionais de segurança privada, as autoridades federais normalmente restringem seu uso a missões de escolta armada e transporte de valores. Mesmo nos dias difíceis em que vive- mos, com a extensa crônica da criminalidade atacando instala- ções com fuzis e submetralhadoras, é muito raro encontrar locais onde a segurança física haja sidoautorizada a empregar espingardaspelosórgãosfiscalizadores.

a empregar espingardaspelosórgãosfiscalizadores. Abaixo No Brasil, a Po- lícia Federal e a Polícia
Abaixo No Brasil, a Po- lícia Federal e a Polícia Rodiviária Federal utili- zam o
Abaixo No Brasil, a Po-
lícia Federal e a Polícia
Rodiviária Federal utili-
zam o moderno fuzil
HK G36, no calibre
5,56x45mm (Foto: HK).
São armas de fogo longas, portáteis, de cano
de alma lisa (não raiada), disparando projéteis
múltiplos ou balotes. Os modelos mais antigos
possuem um ou dois canos, operando com re-
carregamento manual. As versões mais usuais,
empregadasporforçaspoliciaisepelasegurança

Fuzis

Armas de fogo portáteis, de cano longo e raiado, os fuzis podem, no caso de armas antigas (ou de modelos modernos,

48 SEGURANÇA & DEFESA

de cano longo e raiado, os fuzis podem, no caso de armas antigas (ou de modelos
de cano longo e raiado, os fuzis podem, no caso de armas antigas (ou de modelos
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Armas na Segurança Pública.QXD 05/12/12 08:49 Page 49 capturados também foram incorporados à dotação da polícia
capturados também foram incorporados à dotação da polícia civil fluminense. Hoje, os fuzis modernos estão
capturados também foram incorporados à
dotação da polícia civil fluminense.
Hoje, os fuzis modernos estão presentes
em todas as polícias estaduais do Brasil, na
ForçaNacional(queempregaoImbelMD97,
Acima A semelhança da
espingarda turca Safir
T14 com os fuzis de as-
salto da “família” M16
funciona como fator
dissuasor (Foto: Safir).
no calibre 5,56x45mm) e nas polícias Federal

e Rodoviária Federal, que contam com os no- víssimos HK G36 também no calibre 5,56x45mm. Embora o emprego dos fuzis se destaque muitíssimo mais nos cenários urbanos das grandes cidades como o Rio de Janeiro, eles são indispensáveis no combate ao banditismo nas áreas rurais, sobretudo contra os grupos numerosos e fortemente armados que agem no interior do país, assaltando bancos e pilhando pequenas loca- lidades. Também nas regiões da fronteira, o uso de tais armas é importante na garantia dos agentes que agem na repressão ao tráfico de drogas, roubo de carros e contrabando. Embora a tendência atual dos organismos policiais seja a de procurar retirar os fuzis do patrulhamento ostensivo, eles ainda continuarão sendo importantes peças do arsenal policial no Brasil. É provável que armas recém- introduzidas no mercado, como os modernos ART556, da Taurus (no cali- bre 5,56x45mm) e a nova linha de fuzis IA2 da Imbel, nos calibres 5,56x45mm e 7,62x51mm, venham a se tornar dotação das forças de segu-

7,62x51mm, venham a se tornar dotação das forças de segu- empregados em tiros de precisão) operar

empregados em tiros de precisão) operar no modo de repetição, por acio- namento manual de um ferrolho. Após a Segunda Guerra Mundial, tais armas sofreram grande aperfeiçoamento em seu mecanismo, que passou a atuar de forma semi-automática ou automática (disparo em rajada), empre- gando os gases do disparo a fim de conduzir o ferrolho à retaguarda, expe-

lir o cartucho vazio e re-alimentar a câmara com um novo, pronto para ser disparado. Embora haja uma grande diversidade de projetos e modelos de fuzis, três armas se notabilizaram como as mais empregadas em todo o mundo e hoje estão presentes no Brasil, tanto nas forças de segurança, quanto nas mãos dos criminosos. São elas o FAL, o AK-47 e o M16: A Tabela Nº2 detalha melhor suas características gerais. Conferindo um maior poder de fogo ao combatente individual, esses fuzis modernos, também chamados de “fuzis de assalto”, modificaram a cena do campo de batalha. Posteriormente, seu emprego pela criminalidade veio

a agravar sensivelmente os riscos da atividade de segurança pública e pri-

vada. Os fuzis conferiram aos criminosos um poder de fogo temível e sem precedente, sendo grandemente responsáveis pelo histórico de vítimas de disparos de armas de fogo em nossas grandes cidades. Seus projéteis podem percorrer mais de dois quilômetros e ainda atingir pessoas com letalidade. Nas polícias, os fuzis tradicionalmente tinham emprego como arma para

tiro de precisão, mormente modelos de repetição, com ferrolho, e dotados de lunetas, como o Mauser 7mm, o

Mosquefal (em7,62mmOTAN) e o Remington 700. Até o início dos anos 90, os fuzis comuns nas polícias eram as armas Mauser de modelo padrão ou convertidas para o calibre 7,62mm OTAN, normalmente em-

pregadas na guarda de instalações. Em função do uso cada vez maior de fuzis pela criminalidade, a polícia, sobretudo no

Rio de Janeiro, trocou suas submetralhadoras por armas que

poriam em pé de igualdade com os adversários. Inicial- mente, foram recebidos fuzis FAL

no calibre 7,62mm OTAN e Imbel MD2 (extremamente parecidos com o Para-FAL), no calibre 5,56x45mm. Posteriormente, a Se- cretaria de Segurança Pública ad- quiriu uma quantidade de armas da família M16, também no calibre 5,56x45mm; diversos fuzis AK-47

a

Ao lado Esta carabina Ruger PC4 permite em- pregar o carregador padrão das pistolas ca-
Ao lado Esta carabina
Ruger PC4 permite em-
pregar o carregador
padrão das pistolas ca-
libres .40S&W (Foto:
Sturm, Ruger & Co).
Ao lado A carabina americana M1, originária da época da Segunda Guerra Mundial, conti- nua
Ao lado A carabina
americana M1, originária
da época da Segunda
Guerra Mundial, conti-
nua sendo utilizada por
várias forças policiais
no Brasil (Foto:
Armémuseum).

SEGURANÇA & DEFESA 49

conti- nua sendo utilizada por várias forças policiais no Brasil (Foto: Armémuseum). SEGURANÇA & DEFESA 49
Armas na Segurança Pública.QXD 05/12/12 08:49 Page 50 Acima A imagem mos- tra uma velha

Armas na Segurança Pública.QXD 05/12/12 08:49 Page 50

Armas na Segurança Pública.QXD 05/12/12 08:49 Page 50 Acima A imagem mos- tra uma velha metra-
Acima A imagem mos- tra uma velha metra- lhadora Madsen M906 sendo empregada pela Polícia
Acima A imagem mos-
tra uma velha metra-
lhadora Madsen M906
sendo empregada pela
Polícia Militar do Rio de
Janeiro (Foto: BPCho-
que da PMERJ).
rança pública em breve. Unidades policiais es-
peciais contam com fuzis semi-automáticos
HK G3 e AR-10 (no calibre 7,62mm OTAN)
para tiro de precisão, bem como fuzis Re-
mington 700, Mc Millan M86, Parker Hale
M82 e Imbel AGLC de ferrolho, todos dota-
dos de luneta.

Fuzis não são autorizados para emprego em missões de segurança privada, salvo no caso excepcional das instalações Casa da Moeda do Brasil, cuja segurança orgânica é dotada de tais arma- mentos.

Metralhadoras

Metralhadora é a nomenclatura da arma de fogo portátil, que realiza tiro automático, e utiliza cartuchos de munição de grande potência (seme- lhantes aos dos fuzis ou maiores) de calibre inferior a 20 mm. Seu supri- mento de munição é acondicionado em grandes carregadores ou cofres, mas podem também ser alimentadas por meio de uma fita transportadora de lona ou metal. A cadência estimada de tiro de uma metralhadora pode variar de 350 a 900 tiros por minuto, possuindo um efeito devastador con-

tra alvos humanos, veículos não-blindados (ou de blindagem leve) e aero- naves. Para obtenção de maior estabilidade quando disparam, podem ser montadas em pedestais, bipés ou tripés. Durante muito tempo, as polícias militares brasileiras, que são reserva do Exército, foram armadas com me-

tralhadoras obsoletas, oriundas da Força Terrestre. As PMs receberam cen- tenas de fuzis-metralhadoras franceses Hotchkiss, metralhadoras Hotchkiss

e

metralhadoras Madsen (Mtr 7 M906), espelhando que o calibre é 7mme

o

Modelo é 1906. No Rio de Janeiro, por exemplo, há vários exemplares

dessa metralhadora dinamarquesa, convertidos para o calibre 7,62x51mm — essas armas continuam em uso pela Polícia Militar. Há informações que a Secretaria de Segurança Pública do Ceará distribuiu metralhadoras Madsen ao Comando Tático Rural (COTAR), grupo especial do patrulha- mento de choque criado para reprimir o banditismo no interior do estado. No Rio, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) recebeu, quando de sua criação, vários exemplares da metralhadora alemã HK21.

Embora opere contra criminosos eventualmente armados com metralha- doras médias e pesadas como as ZB-ZV tchecas, diferentes modelos de me- tralhadoras Browning calibre .30 (no calibre 7,62x63mm) refrigeradas a ar

e a água, bem como metralhadoras Madsen e fuzis automáticos Browning

(BAR), a polícia fluminense não recebeu autorização do Exército para a aqui-

sição das modernas metralhadoras belgas Minimi no calibre 5,56x45mm. Em suma, são vários os tipos de armas de fogo empregados na área de

segurança. Cada um deles tem suas características específicas e seu emprego

é otimizado para diferentes tipos de cenários. Mas a resolução dos proble-

mas de segurança no país não é tão simples que possa ser obtida pela mera aquisição de armas mais modernas e novas munições. Entre outras provi- dências, é necessário treinar adequadamente seus operadores, para que esses possam extrair delas todos os benefícios que seu potencial tecnoló- gico disponibiliza para o usuário. Igualmente importante é a definição de políticas de segurança que sejam de fato realistas, e não fruto de elocubra- ções utópicas. Obeneficiáriofinal dessas ações, eportantoomaior interes- sado em sua implementação é, claro, a população. n

O autor é diretor da ABSEG no Rio de Janeiro, especialista em segurança pessoal e instrutor nos cursos sobre armas, munições e explosivos da SSP-RJ e da SENASP.

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UNCOMMON WARRIORS — quando se pensa que todos os assuntos possíveis já foram cobertos na literatura especializada, eis que surge uma obra que aborda um tema diferente. Como diz o subtí- tulo (“200 Years of the Most Unusual American Naval Vessels”), o livro de Ken W. Sayers se dedica a falar de navios que, nos últimos dois séculos, te- nhamsido designados como “AG” (Miscellaneous Auxiliaries), e “” (Unclassified) nas listagens da U. S. Navy. A obra tem no total 292 páginas tamanho 15,1 x 22,7cm, e contém 50 fotos em preto-e- branco. Nas primeiras 167 páginas, o autor des- creve em maior detalhe pouco mais de três dezenas dos mais importantes desses navios, com foto, histórico e ficha técnica. Como às vezes acon- tece na leitura de um livro assim, descobre-se coi- sas inesperadas como, por exemplo, que na década

coi- sas inesperadas como, por exemplo, que na década de 1960 navios como o USS Georgetown

de 1960 navios como o USS Georgetown e o USS Ox- ford navegaram ao largo da costa do Brasil, monito- rando e gravando emissões eletrônicas — interessante, embora não chegue a ser surpreendente. O final do livro é ocupado por alguns apêndices, de- dicados a uma listagem (com pequenas histórias) de todo os “AG” e “IX” da USN, e listagem desses mes- mos navios por ordem crescente de numeração. Em- bora não profunda, a leitura é agradável, e os tipos de navios bastante diversificados. Basta dizer que são descritos barcos tão diversos quando o ex-cruzador alemão Prinz Eugen e o Glomar Explorer, de Howard Hughes, que foi projetado, construído e empregado para recuperar partes do submarino nuclear russo K-129, afundado no Oceano Pacífico. Detalhes sobre aquisição podem ser obtidos no site www.usni.org, do U. S. Naval Institute. n

50 SEGURANÇA & DEFESA

Detalhes sobre aquisição podem ser obtidos no site www.usni.org, do U. S. Naval Institute. n 50
Detalhes sobre aquisição podem ser obtidos no site www.usni.org, do U. S. Naval Institute. n 50