Antimicrobianos

I. Conceitos gerais: bases teóricas e uso clínico Por que é tão importante aprender sobre os antimicrobianos? Os antimicrobianos correspondem a uma classe de fármacos que é consumida freqüentemente em hospitais e na comunidade. Entretanto, são os únicos agentes farmacológicos que não afetam somente aos pacientes que os utilizam, mas também interferem de forma significativa no ambiente hospitalar por alteração da ecologia microbiana. O conhecimento dos princípios gerais que norteiam o uso de antimicrobianos, assim como das propriedades e características básicas dos antimicrobianos disponíveis, é essencial para uma escolha terapêutica adequada. Quais são os principais problemas relacionados à qualidade do uso clínico dos antimicrobianos? Existem muitos problemas. Conheça alguns:  Diversos estudos têm demonstrado que aproximadamente 50% das prescrições médicas de antimicrobianos são feitas de forma inadequada;  O uso excessivo destes fármacos não apenas está associado à emergência e seleção de cepas de bactérias resistentes, mas também a eventos adversos, elevação dos custos e da morbi-mortalidade. Na prática clínica o uso de antimicrobianos tem duas finalidades:  Profilática;  Terapêutica. Os fatores que influenciam a escolha dos antimicrobianos são: 1. As características do paciente como: idade, função renal e hepática, estado imunológico, localização do processo infeccioso, terapia prévia com antimicrobianos, gravidez/lactação e sensibilidade do paciente; 2. Os agentes etiológicos que envolvem a análise do antibiograma e os prováveis mecanismos de resistência; 3. As propriedades dos antimicrobianos como a farmacocinética e a farmacodinâmica, mecanismo de ação, sinergismo ou antagonismo, toxicidade, interação medicamentosa e custos. II. Propriedades farmacológicas dos antimicrobianos (farmacocinética e farmacodinâmica) Para que o antimicrobiano exerça sua atividade, primeiramente deverá atingir concentração ideal no local da infecção, ser capaz de atravessar, de forma passiva ou ativa, a parede celular, apresentar afinidade pelo sítio de ligação no interior da bactéria e permanecer tempo suficiente para exercer seu efeito inibitório.

FARMACOCINÉTICA: A farmacocinética estuda a atuação do antimicrobiano no interior do organismo a partir dos parâmetros de velocidade de absorção, distribuição e eliminação da droga e de seus metabólitos. Através dos conhecimentos de farmacocinética e das características do microrganismo frente ao antimicrobiano, é possível adequar posologia, via de administração e intervalo entre cada dose, visando melhorar o resultado terapêutico e, ao mesmo tempo, reduzir a probabilidade de desenvolver efeitos tóxicos potenciais. Concentração sérica Após a administração de dose padronizada de um antimicrobiano, sua concentração plasmática aumenta rapidamente, até atingir a concentração sérica máxima; depois disso, na medida em que se distribui entre os tecidos

1) Antimicrobianos tempo-dependentes: São aqueles que têm sua ação regida pelo tempo de exposição das bactérias às suas concentrações séricas e teciduais. a rapidez com que ultrapassa as membranas celulares. sua concentração no sangue vai diminuindo progressivamente até se tornar nula. Excreção: A eliminação das drogas no organismo é realizada.  concentração-dependentes. que corresponde ao tempo necessário para que a concentração sérica máxima. trato gastrintestinal ou pele. Este índice independe da intensidade ou pico da concentração sérica máxima e é determinado pelo grau de excreção ou metabolização e pela rapidez de difusão tecidual do antimicrobiano.  Pode haver eliminação pelo leite. Representação gráfica A representação gráfica da relação concentração sérica do fármaco com o tempo (horas) é dada pela curva de concentração sérica-tempo de antimicrobiano. A concentração do antimicrobiano detectada no sangue antes da administração da dose seguinte (respeitando o intervalo padronizado) corresponde à concentração sérica mínima. É importante saber que:  após alcançarem a corrente sanguínea. mas sabe-se que só a fração livre do antimicrobiano é dotada de atividade anti-bacteriana.  Pequenas quantidades do medicamento podem ser eliminadas pelo suor ou pela saliva.  As substâncias eliminadas nas fezes são geralmente aquelas ingeridas por via oral e não absorvidas ou metabólitos eliminados pela bile e não reabsorvidos. A sensibilidade dos microrganismos aos antimicrobianos é representada pela concentração inibitória mínima (CIM ou MIC) de cada microrganismo para cada antimicrobiano. embora algumas possam ser eliminadas pelo pulmão. mas de interesse pela possibilidade de causar efeitos no lactante.e é eliminada ou metabolizada. Classificação: A partir dos estudos farmacodinâmicos os antimicrobianos podem ser classificados em:  tempo-dependentes. a intensidade de seu efeito antimicrobiano e sua velocidade de eliminação. A ação destes antimicrobianos independe dos níveis séricos . como sua difusão nos tecidos e líquidos orgânicos. os antimicrobianos estabelecem ligações protéicas em proporção variável (índice de ligação protéica). se reduza à metade.  a ligação dos antimicrobianos com as proteínas plasmáticas exerce influência sobre várias outras características farmacocinéticas. que corresponde à menor concentração do antimicrobiano capaz de inibir o desenvolvimento visível do microrganismo. Outro conceito importante é a meia-vida do antimicrobiano. alcançada com a administração de uma dose padrão. através dos rins e do fígado. principalmente. FARMACODINÂMICA Conceito: A farmacodinâmica relaciona as concentrações do fármaco com sua atividade antimicrobiana. pouco importante como via de eliminação.

o qual confere atividade bactericida. Neste grupo encontram-se:  vancomicina. .  antimicrobianos β-lactâmicos. C. Diminuição da permeabilidade bacteriana ao antimicrobiano através de mutações e modificações nas porinas. o melhor parâmetro indicador é o pico de concentração da droga em relação à CIM. mais rápida a erradicação do patógeno. Classes de Antimicrobianos Beta-Lactâmicos Conceito e classificação O grupo de antimicrobianos classificados como ß-lactâmicos possui em comum no seu núcleo estrutural o anel ßlactâmico. Mecanismo de resistência aos ß-lactâmicos: São descritas três formas principas pelas quais as bactérias apresentam resistência aos antimicrobianos ß–lactâmicos: A. B. Modificações estruturais das proteínas ligadoras de penicilina (PLP) codificadas pelo gene mecA. mas dependem do tempo que permanecem acima da concentração inibitória mínima para esse microrganismo.que atingem.[ apresentam melhor atividade quando suas concentrações permanecem. 3. 2. Efeito pós-antimicrobiano: reflete a manutenção da supressão de crescimento bacteriano mesmo quando as concentrações séricas do fármaco já são inferiores à CIM. Para que isto ocorra: 1. Pertencem a este grupo:  Penicilinas  Cefalosporinas  Carbapenens  Monobactans Mecanismo de ação dos ß-lactâmicos: resulta em parte da sua habilidade de interferir com a síntese do peptideoglicano (responsável pela integridade da parede bacteriana). associados ou não a doses mais elevadas. os antimicrobianos concentração ou dosedependentes (aminoglicosídeos e fluoroquinolonas) são aqueles que exibem propriedades de destruição de bactérias em função da concentração. No caso das drogas dependentes da concentração. constantemente. particularmente em infecções causadas por bactérias com CIMs mais elevadas. quando utilizamos um antimicrobiano tempo-dependente devemos procurar maximizar a duração da exposição do patógeno ao fármaco. Importante: Na prática. Não devem ser destruídos pelas ß-lactamases produzidas pelas bactérias. acima da CIM dos microrganismos]. 2) Antimicrobianos concentração ou dose-dependentes: Por outro lado. Produção de ß–lactamases: é o meio mais eficiente e comum das bactérias se tornarem resistentes aos antimicrobianos ß–lactâmicos. Devem ligar-se e inibir as proteínas ligadoras de penicilina (PLP) responsáveis pelo passo final da síntese da parede bacteriana. isto é: Quanto maior a concentração da droga. Devem penetrar na bactéria através das porinas presentes na membrana externa da parede celular bacteriana. como Pseudomona aeruginosa e Acinetobacter baumannii. Exemplo de maximização de exposição O aumento do tempo de infusão destes fármacos. proteínas que permitem a entrada de nutrientes e outros elementos para o interior da célula.

Ativo contra H.. Novas estratégias foram desenvolvidas para recuperar o espectro destes antimicrobianos. a produção das ß-lactamases continuou sendo o meio mais eficiente e comum das bactérias se tornarem resistentes aos antimicrobianos ß–lactâmicos. . pouco hidrossolúvel. Os níveis séricos atingidos por esta preparação são 2 a 5 vezes maiores do que os obtidos com as penicilinas G administradas por via intramuscular e com distribuição tecidual similar a esta.) e Amoxacilina (A absorção por via oral é melhor do que a da ampicilina. em relação às benzilpenicilinas. Os níveis séricos permanecem por 15 a 30 dias. Apresentam boa absorção. Tem meia-vida de aproximadamente uma hora.PENICILINAS__________ São divididas em: 1) Penicilinas naturais ou benzilpenicilinas: Entre as benzilpenicilinas. tanto oral como parenteral. e mesmo assim. b) Penicilina G procaína: apenas para uso intramuscular. a) Penicilina cristalina ou aquosa: restrita ao uso endovenoso. incluindo líquidos pleural. é eliminada do organismo rapidamente (cerca de 4 horas). 2) Aminopenicilinas: As aminopenicilinas são penicilinas semissintéticas. excreção renal. evitam a hidrólise do anel ß–lactâmico e potencializam sua atividade. Mais de 75% desta associação é eliminada por via renal. influenzae e Moraxella catarrhalis produtoras de ß-lactamases. aureus e anaeróbios produtores da ß-lactamases. alcançando concentrações terapêuticas em praticamente todos os tecidos. Utilizada com intervalos de 8 horas. foram desenvolvidas as penicilinas resistentes às penicilinases. houve uma rápida disseminação de resistência a esta droga. Apresenta meia-vida curta (30 a 40 minutos). Distribui-se amplamente pelo organismo. Dividem-se em dois grupos:  Carboxipenicilinas (representadas por carbenicilina e ticarcilina) e  Ureído-penicilinas (representadas por mezlocilina. c) Penicilina G benzatina: é uma penicilina de depósito. articulações e fluidos peritoneais na presença de inflamação e após administração parenteral. quando em associação com antimicrobianos ß-lactâmicos. obtidas por associação com inibidores de ß-lactamase: Apesar do desenvolvimento de toda essa variedade de penicilinas. Alcança níveis no LCR inferiores a ampicilina. e de espectro de ação mais amplo. Os inibidores de ß–lactamases. Tem boa distribuição em todos os compartimentos orgânicos e atinge concentrações terapêuticas no LCR. Pode ser utilizada como terapêutica sequencial oral na substituição das penicilinas parenterais.2 horas. A associação com procaína retarda o pico máximo e aumenta os níveis séricos e teciduais por um período de 12 horas. Atinge concentrações liquóricas satisfatórias quando na presença de processos inflamatórios). Ligação protéica baixa (18 e 25%). 3) Penicilinas resistentes às penicilinases: Após o advento da penicilina G. Assim. e seu uso é exclusivamente intramuscular. b) Ampicilina + sulbactam: A relação é de 2:1 e a dose total de sulbactam não deve ultrapassar a 4g por dia. Apresenta metabolização hepática. somente quando há inflamação. Meia-vida de uma hora para ambas as drogas. d) Penicilina V: apenas para uso oral. líquido pleural. não devendo ser utilizada com intervalos maiores que 6 horas. peritoneal e secreções pulmonares. É a única benzilpenicilina que ultrapassa a barreira hemato-encefálica em concentrações terapêuticas. As aminopenicilinas disponíveis para uso clínico no Brasil são: Ampicilina (apresenta meia-vida de 1. a) Amoxacilina + ácido clavulânico: Tanto a amoxacilina quanto o ácido clavulânico são absorvidos rapidamente pelo trato digestivo. No Brasil. com rápida penetração na maioria dos tecidos e líquidos extravasculares. atualmente. 4) Penicilinas de amplo espectro: essas foram desenvolvidas para ampliar a cobertura contra os bacilos-gram negativos. Dessa forma. por produção de ß-lactamases. a associação da penicilina com determinadas substâncias determina sua farmacocinética e farmacodinâmica. piperacilina e azlocilina). ligam-se às ßlactamases. Apresenta excelente atividade contra S. o único representante disponível é a oxacilina (Disponível apenas para uso endovenoso. exceto contra Neisseria spp e Haemophilus spp. pelos estafilococos. não havendo vantagem do seu uso para terapêutica de pacientes com meningoencefalites bacterianas). 5) Penicilinas de amplo espectro. dependentes da dose utilizada.

e anaeróbios... Infecções cutâneas  Estreptococo: a maioria destas infecções é causada por estreptococos. “In vitro” e “in vivo” todos os anaeróbios gram-positivos e negativos são suscetíveis à combinação de piperacilina e tazobactam. as mais profundas. mucosa intestinal. B. E. H. O tazobactam aumenta a atividade da piperacilina contra enterobacteriaceas produtoras de ß-lactamases. aureus. Otites e sinusites  Agentes usuais: Nas crianças menores de cinco anos. influenzae. N. com terapêutica parenteral. Proteus spp.  Em processos crônicos: a cultura de secreções é importante. Ativa contra todas as cepas de S. influenzae é o microrganismo envolvido e pode desencadear bacteremia. E. Indicações Clínicas: A.  Em pacientes diabéticos: com a cronificação dos processos infecciosos. vesícula e líquidos biliares. Tem ação contra P. influenzae. coli resistentes a esta associação. Na presença de meninges inflamadas atinge bom nível liquórico. aureus oxacilina sensível. Faringites e epiglotites. H. No líquido peritoneal atinge 90% da concentração sérica. Neste caso. catarrhalis. pyogenes (Streptococcus ß-hemolítico. O uso de ampicilina com inibidor de betalactamase ou cefalosporina de terceira geração está indicado. pele. são devidas ao estafilococo.  Estafilococo: algumas infecções cutâneas.  Drogas de escolha: as penicilinas G e V ou aminopenicilinas. porém as penicilinas não têm atividade contra agentes intracelulares (atípicos) e devem ser avaliadas com cuidado em regiões com alta resistência à penicilina. sendo neste caso tratadas como infecções potencialmente graves. deve-se utilizar penicilinas resistentes às penicilinases: oxacilina é a terapêutica mais recomendada. Neste caso. coli. sendo necessário o uso de penicilinas anti-pseudomonas.  H. Já existem relatos de cepas de E. o agente mais frequente deste tipo de infecção é o S. e M. c) Piperacilina + tazobactam: A proporção da associação é de 8:1. Klebsiella spp. do grupo A).7 a 1. os agentes usuais são H. gonorrhoeae. pneumoniae. D.. em particular as infecções superficiais. influenzae e S. bacilos gram-negativos e anaeróbios. o H. como agente frequente.2 horas. aeruginosa ou cepas de enterobacteriaceas indutoras de ß-lactamases. Não tem atividade contra P. em crianças e às vezes nos adultos jovens. M.  Agente mais frequente: em pacientes não neutropênicos. pneumoniae.  Opção: aminopenicilinas geralmente em combinação com ácido clavulânico. A ampicilina quando em associação com sulbactam é ativa contra cepas produtoras de ß-lactamases incluindo S. C. que surgem em pacientes diabéticos e as da região da face pós-trauma. Meningites bacterianas . estreptococos e enterococos. A resistência deste microrganismo às penicilinas varia entre 5 a 30%. Providencia spp. mas essa associação não apresenta vantagem em relação às outras associações com inibidores de ß-lactamases para os anaeróbios.  Outros agentes frequentes: Haemophilus influenzae é um dos agentes mais freqüentes de pneumonia em idosos e crianças menores de 4 anos. podendo estar presentes os estafilococos. influenzae: nas epiglotites. aeruginosa. conforme a localidade. incluindo pulmões. Atinge baixos níveis no LCR na ausência de inflamação. Pneumonias  Agente mais frequente: S. Apresentam boa distribuição tecidual e em líquidos orgânicos. catarrhalis. surge a Pseudomonas spp.Ambos penetram bem tanto nos tecidos como nos líquidos extravasculares.  Droga de escolha: as penicilinas permanecem como opção para tratar estas infecções. devem ser usadas penicilinas com atividade antiestafilocócica e anti-pseudomonas. Após 30 minutos da infusão a meia-vida é de 0.

Manifestações cutâneas: são bastante variáveis. partes moles. B. Contra-indicações  Seu uso não é adequado em infecções causadas por Haemophilus influenzae ouMoraxella catarrhalis (sinusite. influenzae. cefalotina. Toxicidade Renal: a nefrite intersticial alérgica pode ocorrer. influenzae e não agem contra estafilococos resistentes à oxacilina. entretanto. cefuroxima axetil e cefaclor. D. e anaeróbios. C. E. coli. Drogas disponíveis no Brasil: cefoxitina (cefamicina). Podem ser usadas durante a gestação. Moraxella catarrhalis. baixo custo e meia vida prolongada. A leucopenia é dose e tempo-dependente. “rash” cutâneo. apresentam uma maior atividade contra H. cefalexina. desde eritema difuso.  Sua atividade contra bacilos gram-negativos é limitada. placas urticariformes. ocorrendo em até 8% dos pacientes. Enterococcus spp. . espectro de ação. Podem ser acompanhadas por eosinofilia e febre.  Agentes: É mais comum com as benzilpenicilinas. Não têm atividade contra H.  Como não atravessam a barreira hematoencefálica. pode ocorrer com qualquer penicilina. eosinofilia e hematúria. Desordens hemorrágicas podem surgir por efeito similar às aspirinas. Estas reações geralmente são tardias e ocorrem em 1 a 10% dos pacientes. faringite estreptocócica. São elas: 1) Cefalosporinas de primeira geração: São muito ativas contra cocos gram-positivos e têm atividade moderada contra E. S pneumoniae e H. mas suas reações de hipersensibilidade são frequentes. cefuroxima. otite média e algumas infecções do trato respiratório baixo). Efeitos Colaterais: A. Uso Clínico: Indicações  As cefalosporinas de primeira geração são apropriadas no tratamento de infecções causadas por S. Neisseria gonorrhoeae e em determinadas circunstâncias aumento da atividade “in vitro” contra algumas enterobacteriaceae. Neisseria meningitidis. até raramente a síndrome de Stevens-Johnson. Reações de hipersensibilidade  Toxicidade: Geralmente as penicilinas apresentam pouca toxicidade. sendo mais freqüente com a oxacilina. Drogas de escolha: penicilina cristalina em altas doses é uma boa opção terapêutica de germes sensíveis. 2) Cefalosporinas de segunda geração: Em relação às de primeira geração. As aminopenicilinas são as mais associadas com estas reações dermatológicas.  Agentes causadores mais frequentes: N. não devem ser utilizadas em infecções do sistema nervoso central. Toxicidade hematológica: são incomuns. por alteração da agregação plaquetária. Cefazolina. CEFALOSPORINA__________ São classificadas em gerações. “rash”. a cefazolina é o antimicrobiano recomendado na profilaxia de várias cirurgias. influenzae. meningitides. aureus sensíveis à oxacilina e estreptococos.  Mais comumente em infecções de pele.  Pela sua baixa toxicidade. cefadroxila. que se referem à atividade antimicrobiana e características farmacocinéticas e farmacodinâmicas e não necessariamente à cronologia de comercialização. Acompanha– se de febre. Proteus mirabilis e K. principalmente durante a gravidez.  Também no tratamento de infecções do trato urinário não complicadas.  Variações: podem variar desde uma simples reação urticariforme até choque anafilático. pneumococos resistentes à penicilina. Neurotoxicidade: convulsões e abalos musculares podem ocorrer com altas doses de penicilinas quando na presença de insuficiência renal. pneumoniae adquiridos na comunidade. mas anemia hemolítica e trombocitopenia devem ser lembradas.

elas são usualmente preferidas.  Também é utilizada na profilaxia de cirurgias colorretais. Com exceção da ceftazidima. especialmente estafilococos sensíveis à oxacilina. com antecedente de alergia às penicilinas. Uso Clínico:  Pela sua atividade antipseudomonas. pneumoniae. meningitidis. sinusite e otites médias. pneumoniae (incluindo aqueles com sensibilidade intermediária às penicilinas). Dentre as reações adversas descritas.Uso Clínico: Indicações  Entre as cefalosporinas de segunda geração. influenzae. Também são resistentes às ß-lactamases e pouco indutoras da sua produção. infecções do trato urinário graves e meningites por bacilos gram-negativos. a ceftazidima é uma excelente opção para o tratamento de meningites por este agente. influenzae.  Cefotaxima e ceftriaxona podem ser usadas no tratamento de meningites por H. sem agente etiológico identificado. 4) Cefalosporinas de quarta geração: conservam a ação sobre bactérias gram-negativas. S. dentre elas: o infecções de feridas cirúrgicas. o infecções pélvicas e ginecológicas. Uso Clínico: Indicações  As cefalosporinas de terceira geração podem ser utilizadas no tratamento de uma variedade de infecções por bacilos gram-negativos susceptíveis adquiridas no ambiente hospitalar.  Esta droga também faz parte do esquema empírico usado nos pacientes granulocitopênicos febris.  Pela sua boa penetração no sistema nervoso central e sua atividade contra P. .  Já a cefoxitina (cefamicina). incluindo atividade antipseudomonas. infecções de pele. pyogenes e outros estreptococos.  A cefuroxima axetil. e têm atividade antimicrobiana superior contra S.  Também é efetiva no tratamento de meningite por H. pneumoniae. por outro lado. contudo com o aumento da potência das cefalosporinas de terceira geração contra estes organismos e pela melhor penetração destas cefalosporinas no líquido cérebro espinal. pela sua atividade contra anaeróbios e gram-negativos. influenzae. meningitidis e S. e 1 a 2. S. pode ser utilizada para uma variedade de infeçcões como pneumonias. as mais freqüentes são: a tromboflebite (1 a 5%). Atravessa as meninges quando inflamadas. cefotaxima e ceftazidima). H. pela sua atividade contra S. a cefuroxima. apresentam atividade moderada contra os S.5% nos pacientes sem este antecedente). Drogas disponíveis no Brasil: No Brasil só estão disponíveis cefalosporinas de terceira geração na apresentação parenteral (ceftriaxona. além de apresentarem atividade contra cocos gram-positivos. e M. Efeitos Colaterais: Em geral. aureus sensível à oxacilina. tem sido utilizada em pneumonias hospitalares. o pneumonias e o infecções do trato urinário complicadas. infecções urinárias. pneumoniae e N. 3) Cefalosporinas de terceira geração: São mais potentes contra bacilos gram-negativos facultativos. aeruginosa. a hipersensibilidade (5 a 16% nos pacientes. assim como o cefaclor. é eficaz no tratamento de: o infecções intra-abdominais. aeruginosa. N.  Tem atividade contra estafilococos sensíveis à oxacilina. o infecções do pé-diabético. catarrhalis. incluindo as cepas produtoras de ß-lactamase tem sido utilizada no tratamento de infecções respiratórias adquiridas na comunidade. somente a ceftazidima tem atividade contra P. o infecções mistas (anaeróbio/aeróbio) de tecidos moles. Droga disponível no Brasil: cefepima. são antimicrobianos com boa tolerância. Também são as drogas de escolha no tratamento de meningites por bacilos gram-negativos.

 infecção do trato urinário. Atividade antimicrobiana: Em relação à atividade antimicrobiana. associada ao imipenem.  Alterações hematológicas são raras.  Apresentam baixa ligação a proteínas plasmáticas e a excreção é predominantemente renal.  Dentre as alterações laboratoriais. podem ser utilizados no tratamento de infecções em que exista uma forte suspeita de microbiota aeróbiae anaeróbia ou infecções causadas por organismos multirresistentes. Constitui alternativa no tratamento de pacientes granulocitopênicos febris. Indicações Clínicas: Por serem drogas de amplo espectro e com penetração na maioria dos sítios de infecção. Efeitos colaterais  Geralmente são bem tolerados.  Pode haver reação cruzada em pacientes alérgicos à penicilina (1. Esses efeitos são menos observados durante o uso de meropenem.  infecção de pele e partes moles.  Possuem penetração excelente em tecidos abdominais.  Já meropenem e ertapenem não necessitam desta enzima para atingir níveis séricos apropriados. respiratórios. em contraste com os outros carbapenens.  A ação da cilastatina.  Reações gastrintestinais podem ocorrer em 3. levando ao aparecimento de convulsões. Europa e Brasil. devem ser administrados por via endovenosa ou intramuscular. em instituições que apresentem alta prevalência por esses agentes. o meropenem não apresenta nefrotoxicidade. com alteração da função renal ou cuja doença de base predisponha a convulsões. com relação ao mecanismo de resistência.baumannii. O ertapenem é uma alternativa para tratamento de infecções por Klebsiella pneumoniae produtoras de betalactamases de espectro estendido e para continuidade de tratamento no domicílio por sua apresentação intramuscular e dose única diária. Esse fenômeno é relativamente raro e relacionado a mecanismo de resistência que envolve as porinas. .CARBAPENENS__________ Carbapenens disponíveis: Imipenem.  infecção ginecológicas. líquor (meropenem) e órgãos genitais. levando a um aumento do nível sérico deste antimicrobiano e diminuindo a sua toxicidade renal. trato urinário. é bloquear a enzima DHI-1 que degrada a droga em sua passagem pelos rins. portanto: Não deve ser utilizado como tratamento empírico de pacientes com infecção relacionada à assistência à saúde. Propriedades Farmacológicas:  Não são absorvidos por via oral. ao passo que o imipenem apresenta atividade um pouco superior contra gram-positivos. Apresentam amplo espectro de ação para uso em infecções sistêmicas e são estáveis à maioria das ß–lactamases. principalmente náuseas e vômitos. O ertapenem. mas tem sido descrito principalmente em cepas de Pseudomonas aeruginosa. principalmente em pacientes idosos. Apresentam eficácia no tratamento de pacientes graves com:  infecção abdominal..8% dos casos.  pneumonia.  infecções do sistema nervoso central. aeruginosa e Acinetobacter spp.  Pelo fato de não ser degradado pelas peptidases renais. O ertapenem não tem atividade contra P. porém é uma droga de alto custo. podem ser encontradas amostras sensíveis a um carbapenem e resistentes ao outro.2% dos casos). Mecanismo de resistência: Devido a discretas diferenças. foi relatado aumento de transaminases em 5% dos pacientes.  O imipenem-cilastatina pode reduzir o limiar convulsivo. meropenem e ertapenem são os carbapenens disponíveis atualmente na prática clínica nos EUA. aeruginosa e A. o meropenem é um pouco mais ativo contra bactérias gram-negativas. não tem atividade confiável contra P. sendo as mais comuns trombocitose e eosinofilia. bile.

uma única vez ao dia. Também inibem. As fluorquinolonas podem ser utilizadas em pielonefrites complicadas. neutrófilos e macrófagos excedem as concentrações séricas. 80 a 90%. e anaeróbios. Pela alta concentração que atingem na próstata e pela sua atividade contra os microrganismos mais freqüentemente causadores de prostatites. com aumento do espectro. As novas quinolonas. Trato genito-urinário: O ácido nalidíxico é indicado. É possível a existência de um mecanismo que aumente a retirada da droga do interior da célula (bomba de efluxo). Possui meia-vida de 7 a 8 horas. As concentrações na próstata. Indicações Clínicas: A. mas retardam o pico da concentração sérica. foram descritas alterações nos níveis de glicemia com o uso dessas quinolonas mais associadas com a gatifloxacina. motivo pelo qual essa quinolona foi retirada de mercado. como a levofloxacina. após 500mg por via oral. Para infecções urinárias não complicadas. clamídeas. sobretudo em pacientes idosos e diabéticos. Já as concentrações na saliva. como oral. in vitro. B. sendo a eliminação predominantemente renal. gatifloxacina. A ligação protéica está normalmente entre 15 e 30%. jejuni. que passa a não sofrer ação do antimicrobiano. Os alimentos não reduzem substancialmente a absorção. não apresentam boa atividade contra o Treponema pallidum. pulmão. Enterococus spp. [As novas quinolonas têm espectro de ação contra a maioria dos bacilos gram-negativos. Este foi um dos principais motivos para o desenvolvimento das novas quinolonas: levofloxacina. No tratamento de doença inflamatória pélvica.. e líquido cérebro espinhal são menores que as plasmáticas. A ligação protéica é de 20 a 30%. Mecanismo de Ação: Inibem a atividade da DNA girase ou topoisomerase II.Quinolonas Conceito e classificação: As primeiras quinolonas foram utilizadas no início dos anos 60. Ao inibir essa enzima. Recentemente. aeruginosa que a ciprofloxacina]. shigelose. A biodisponibilidade é superior a 50% e o pico sérico é atingido em 1 a 3 horas após a administração. ossos. com a introdução do ácido nalidíxico na prática clínica. fezes. No início dos anos 80. porém. concentração máxima de 4mg/L. Entretanto. são uma excelente indicação para estas infecções. A DNA girase torna a molécula de DNA compacta e biologicamente ativa. Pode ocorrer por mutação cromossômica nos genes que são responsáveis pelas enzimas alvo (DNA girase e topoisomerase IV) ou por alteração da permeabilidade à droga pela membrana celular bacteriana (porinas). Propriedades Farmacológicas: São bem absorvidas pelo trato gastrintestinal superior. infeções causadas por C. nenhuma é mais potente contra P. que podem causar uretrite inespecífica. surgiram as fluorquinolonas (principal representante: ciprofloxacina). Trato gastrintestinal: Todos os patógenos bacterianos conhecidos como causadores de gastroenterites são suscetíveis às quinolonas. As quinolonas são ativas contra bactérias do trato genital como Chlamydea trachomatis e Mycoplasma hominis. pela alta concentração destes agentes nas fezes: diarréia do viajante. a molécula de DNA passa a ocupar grande espaço no interior da bactéria e suas extremidades livres determinam síntese descontrolada de RNA mensageiro e de proteínas. Mecanismo de Resistência: A resistência ocorre. atingem altas concentrações séricas. com o acréscimo de um átomo de flúor na posição 6 do anel quinolônico. principalmente. germes entéricos e anaeróbios a associação de uma quinolona com um agente com ação anaerobicida é recomendada. enzima essencial à sobrevivência bacteriana. a topoisomerase IV. superponível ao das fluorquinolonas. inclusive as salmoneloses. bile. para o tratamento de infecções baixas do trato urinário. porém não é conhecido se este fato contribui para a ação antibacteriana. para os bacilos gram-negativos e boa atividade contra alguns cocos gram-positivos. como cistites em mulheres jovens. O volume de distribuição geralmente é alto. moxifloxacina e gemifloxacina. onde geralmente existe associação de gonococos. . as quinolonas são altamente efetivas. exclusivamente. Por outro lado. determinando a morte das bactérias. podendo ser administrada tanto por via endovenosa. por alteração na enzima DNA girase. pouca ou nenhuma ação sobre Streptococcus spp. causadas por germes altamente sensíveis. A área sob a curva é elevada.

onde a ciprofloxacina não é indicada. somente artralgia reversível em 2% dos casos foi observada. não só pela possibilidade do uso oral. Ação contra micobactérias: As quinolonas também apresentam boa atividade contra micobactérias. aeruginosa é o agente prevalente.  artropatias e erosões de cartilagem ocorrem em animais jovens. principalmente pneumococos. Podem ser utilizadas. leve ou moderada. moxifloxacina e gemifloxacina). mas pelo espectro de ação. as novas quinolonas podem ser uma alternativa. as novas quinolonas (levofloxacina. insônia e alterações do humor. tontura. e Mycoplasma spp. As convulsões estão associadas ao uso concomitante de quinolonas e teofilinas ou anti-inflamatórios não hormonais. Raramente a terapia é interrompida devido a estas alterações. apresentam pouca atividade contra M. São ativas contra M. reações anafiláticas e vasculite são incomuns. como é o caso de escaras infectadas.2% dos casos).  leucopenia e eosinofilia ocorrem em menos de 1% dos casos. E. e C. Podem ser utilizadas no tratamento da exacerbação aguda das bronquites crônicas onde predominam os bacilos gramnegativos. limitando o uso destas drogas em crianças. Diarréia é pouco freqüente e a colite associada a antimicrobiano raramente é relatada.  o sistema nervoso central (ocorrem em 0. por sua ação contra cocos gram-positivos. Alucinações. mostram-se mais efetivas.4 a 2. M. fortuitum. onde a P. sobretudo nas crônicas. obviamente. Entretanto. assim como elevação dos níveis de transaminases que ocorre em 1 a 3% dos pacientes que recebem quinolonas. kansasii. delírios e convulsões são raras. tuberculosis. de pacientes com fibrose cística. D. Já as fluorquinolonas. principalmente nas sinusites de repetição. são uma alternativa terapêutica. As novas quinolonas são muito úteis no tratamento de pneumonias atípicas como as causadas por Legionella spp. Partes moles: Outra indicação terapêutica das quinolonas refere-se às infecções de pele e de tecido celular subcutâneo complicadas. dependendo. urticária. náuseas. Trato respiratório: Para infecções de vias aéreas superiores como sinusites. ofloxacina e levofloxacina. devido ao seu espectro de ação contra pneumococos.9 a 11% dos casos). angioedema. associada à eosinofilúria e cristalúria também é rara. Mais freqüentemente cefaléia. Nos casos de pneumonia adquirida na comunidade as novas quinolonas.  febre relacionada à droga. . sobretudo com o uso prolongado e em altas doses. do perfil de resistência da microbiota bacteriana. Nestes casos. no tratamento da exacerbação de infecção respiratória. pneumoniae. avium-intracellulare. as quinolonas são uma ótima opção. F. A associação de agente com ação sobre anaeróbios deve sempre ser considerada. pelo espectro de ação restrito para os gram-positivos. vômitos e desconforto abdominal. cuja resposta clínica é semelhante aos macrolídeos.C.  alergias e reações cutâneas (em 0. não devem ser empregadas de rotina. Nefrite intersticial. Efeitos colaterais São drogas relativamente seguras e os efeitos colaterais mais comuns envolvem:  o trato gastrintestinal e ocorrem em 3 a 17% dos casos. Bons resultados também têm sido obtidos em infecções pulmonares associadas à assistência à saúde. especialmente a ciprofoxacina. ainda. deve ser ressaltado que as quinolonas são menos efetivas que os agentes anti-tuberculostáticos de primeira linha. Sendo o rash cutâneo o mais comum. onde existe a necessidade de tempo prolongado de tratamento. Fototoxicidade pode ocorrer com exposição à luz ultravioleta. úlceras crônicas e infecções em pacientes diabéticos (pé-diabético). M. o uso desta classe de drogas em situações especiais em crianças como na fibrose cística tem aumentado. Os mais freqüentes são: anorexia. Para as infecções de pele e de tecido celular subcutâneo não complicadas. Maior atenção com estes efeitos deve ser dada para pacientes idosos. com o uso das fluorquinolonas. Osteomielites: Nas osteomielites. entretanto. Entretanto.

Teicoplanina: É amplamente utilizada na Europa para o tratamento de infecções por germes Gram-positivos. Em experiências clínicas abertas e comparativas. São exemplos: infecções em próteses (válvulas cardíacas. devido a sua meia-vida prolongada.Glicopeptídeos Conceito e classificação: Os principais representantes deste grupo são: vancomicina. Propriedades farmacológicas Vancomicina: Por via intravenosa. com o surgimento de infecções por estafilococos resistentes à oxacilina e redução da toxicidade por purificação das preparações disponíveis. A nefrotoxicidade é um efeito potencialmente grave da vancomicina. causada pelo C. pois seu uso indiscriminado é apontado como fator predisponente para o surgimento destes microrganismos resistentes. pode variar de 7 a 12 dias. entretanto.  Pode ocorrer leucopenia. “Rash” e eritema máculo papular podem ocorrer em 5% dos casos. reversível após a retirada da droga e ototoxicidade. o mecanismo de resistência à vancomicina até hoje não foi completamente elucidado. Em infecções graves deve ser utilizada dose de ataque. aureus. com sensibilidade intermediária à vancomicina e até mesmo resistentes à vancomicina. Sugere-se. devendo-se diluir a droga e infundir em aproximadamente 1 hora. especialmente em pacientes com insuficiência renal. Com o surgimento de cepas de Enterococcus spp. cepas de S. Teicoplanina: Sua farmacocinética favorável possibilita a administração intramuscular ou intravenosa em bolus e. enxertos vasculares e “shunts” neurocirúrgicos ou de hemodíalise). calafrios e flebites associados ao período de infusão. Vancomicina: Foi introduzida para uso clínico em 1958.fungos ou micobactérias. É uma alternativa no tratamento de infecções por estafilococos resistentes a oxacilina. inibindo a síntese do peptideoglicano. inibem a síntese da parede celular bacteriana. Quimicamente similar à vancomicina. . da via de administração e da menor toxicidade. pode ser administrada uma vez ao dia. particularmente à vancomicina. a vancomicina só deve ser utilizada após falha de tratamento com o metronidazol. com a qual não apresenta reação alérgica cruzada. endocardites. Mecanismos de resistência: Durante muito tempo não foi descrito desenvolvimento de resistência entre as bactérias inicialmente sensíveis. devido a alterações genéticas na bactéria (gen vanA) que diminuíram o tropismo da droga pelo microrganismo. mas sua utilização em maior escala iniciou-se nos anos 80. meningites pós-neurocirúrgicas e peritonites pós-diálise peritoneal. em pacientes anúricos. [A teicoplanina não tem atividade contra bacilos gramnegativos. mas apresenta maior lipossolubilidade que resulta em excelente penetração tecidual e meia-vida prolongada. no tratamento da colite pseudomembranosa. mas postula-se que possa ser pelo espessamento da parede celular bacteriana (resistência intermediária). a teicoplanina foi bem tolerada e raramente exigiu a interrupção do tratamento. A meia-vida com função renal normal é de 6 a 8 horas. teicoplanina: São similares às da vancomicina com a vantagem do intervalo. tem pouca penetração na barreira liquórica. Desta forma. Pode ser usada em pacientes que apresentaram reação alérgica grave à vancomicina. Mecanismo de ação: Apresentam um múltiplo mecanismo de ação. que possa ter ocorrido através da aquisição do gen vanA de um enterococo resistente à vancomicina (totalmente resistente). Em estafilococos.] Efeitos colaterais Vancomicina  Os mais comuns são: febre. mais recentemente. teicoplanina. Indicações clínicas Vancomicina: Usada como alternativa aos beta-lactâmicos em pacientes alérgicos. as indicações deste antimicrobiano devem ser cada vez mais revistas e restritas. resistentes à vancomicina e. Desta forma.. também.  A Síndrome do pescoço vermelho é associada à velocidade de infusão.Os enterococos desenvolveram resistência aos glicopeptídeos. além de alterar a permeabilidade da membrana citoplasmática e interferir na síntese de RNA citoplasmático. difficile. tem boa distribuição na maioria dos tecidos.

ouvido médio. Não são conhecidos metabólitos ativos da azitromicina. Não costuma causar tromboflebite ou alterações plaquetárias.Teicoplanina  Os efeitos mais comuns são reações cutâneas e disfunções hepáticas transitórias (menos de 5% dos pacientes). rins. Não é removida por diálise peritoneal ou hemodiálise. seios paranasais. somente pequena quantidade é encontrada na urina (75% é eliminada de forma inalterada). particularmente na molécula 23S do RNA.  A nefrotoxicidade atribuível à teicoplanina é rara. a maioria das enterobactérias são intrinsecamente resistentes. Alguns autores podem classificá-la como um novo grupo de antimicrobiano. roxitromicina. além de treponemas. na forma inalterada ou no seu metabólito. O espectro de ação é semelhante. micoplasma e clamídias. embora um pouco mais ativa contra a M. É excretada na forma ativa pela bile. alteração no sítio receptor da porção 50S do ribossoma e inativação enzimática. impedindo as reações de transpeptidação e translocação. a partir do actinomiceto Streptomyces erythraeus. Mecanismo de Resistência: A resistência pode surgir por: diminuição da permeabilidade da célula ao antimicrobiano. porque não conseguem penetrar na membrana externa efetivamente. vias biliares. pleura. garantiu um nível tecidual sustentado. Este rearranjo aumentou o espectro de atividade da droga. não têm boa penetração em meninges. A claritromicina é metabolizada no fígado por oxidação e hidrólise. Apresentam boa penetração tecidual e acumulam-se no interior de algumas células. ao contrário da eritromicina que necessita de quatro administrações diárias. . ao qual ligam-se um ou mais açúcares. eritromicina. porém não é teratogênica. espiramicina. É encontrada no leite materno e atravessa a barreira transplacentária. pele e próstata. Macrolídeos Conceito e classificação: São um grupo de antimicrobianos quimicamente constituídos por um anel macrocíclico de lactona. Claritromicina: Altamente ativa contra bactérias gram-positivas. tecido ósseo e líquido sinovial. Pertencem a este grupo azitromicina. Azitromicina: Sua estrutura difere da eritromicina porque no anel de lactona contém um átomo de nitrogênio. claritromicina. É removida eficientemente por diálise peritoneal ou hemodiálise. mucosa nasal. semelhante à eritromicina. Entretanto. A azitromicina difere da eritromicina e da claritromicina por ter maior atividade contra bactérias gram-negativas. Atingem concentrações adequadas em humor aquoso.  A ototoxicidade também é rara. Por outro lado. mesmo quando for usada junto com aminoglicosídeos ou ciclosporina. ou a síndrome do pescoço vermelho. principalmente macrófagos. diferindo apenas na potência contra alguns microrganismos. Propriedades Farmacológicas: A azitromicina e a claritromicina apresentam menos intolerância gástrica do que a eritromicina e têm uma meiavida maior. A atividade da claritromicina contra as bactérias gram-negativas é semelhante a da eritromicina. catarrhalis.  Pode causar dor no local da injeção. Aproximadamente metade da dose administrada é excretada por via renal. permitindo que sejam utilizadas em dose única (azitromicina) ou duas vezes ao dia (claritromicina).. Mecanismo de ação: Sua ação ocorre através da inibição da síntese protéica dependente de RNA. Eritromicina: Isolada em 1952. em particular H. É inativa contra enterobacteriaceas e Pseudomonas spp. tecido pulmonar. A eritromicina concentra-se no fígado e pode ser parcialmente inativada por desmetilação. A atividade contra anaeróbios é modesta. encontrando-se altos níveis nas fezes. superior ao nível sérico e proporcionou uma meia-vida tecidual prolongada que permite diminuição da dose durante o tratamento. através da ligação em receptores localizados na porção 50S do ribossoma. denominado de azalídeos. amígdalas. miocamicina. etc. a eritromicina possui amplo espectro de ação que inclui bactérias gram-positivas. influenzae. fígado. A azitromicina é eliminada primariamente por via hepática. sendo 2 a 4 vezes mais ativa do que a eritromicina contra a maioria dos estreptococos e estafilococos sensíveis à oxacilina.

netilmicina. Alteração dos sítios de ligação no ribossomo. náuseas. nas seguintes condições:  Infecções do trato respiratório por estreptococos do grupo A. Propriedades Farmacológicas: Pouco absorvíveis por via oral. Cryptosporidium parvum. são: gentamicina. Para atuar. H. comum em pacientes com AIDS).  No tratamento e profilaxia da Bordetella pertussis (coqueluche). ou seja. A azitromicina apresenta atividade esquizonticida contra o Plasmodium spp. . As principais drogas utilizadas atualmente em nosso meio. vômitos e diarréia. dor abdominal. São considerados primeira escolha no tratamento de pneumonias por bactérias atípicas (Mycoplasma pneumoniae. não sendo induzidos pela presença do antimicrobiano. entretanto com o uso de azitromicina e claritromicina as alterações são bem mais discretas e em menor freqüência.). gondii.  Profilaxia de febre reumática (faringite estreptocócica). Efeitos colaterais:  Os efeitos colaterais mais comuns dos macrolídeos incluem cólicas abdominais. Legionella pneumophila. e raramente. sendo utilizados por esta via somente para a descontaminação da flora intestinal (neomicina). amicacina. 2. Chlamydia spp. hiperbilirrubinemia e elevação de transaminases com o uso de estolato de eritromicina (mais comum em adultos.  Prevenção de endocardite após procedimento odontológico. o aminoglicosídeo deve primeiramente ligar-se à superfície da célula bacteriana e posteriormente deve ser transportado através da parede por um processo dependente de energia oxidativa. pylori. por via intramuscular. podendo ser utilizada como profilaxia de Plasmodium falciparum resistente à cloroquina. tobramicina. Alteração na permeabilidade.  Como alternativa para o tratamento da sífilis. eosinofilia. 1) Azitromicina e claritromicina: A azitromicina e claritromicina podem ser utilizadas para o tratamento ou profilaxias de infecções por Mycobacterium avium-intracellurae. Bartonella henselae(angiomatose bacilar. e em infusões intravenosas por 30 minutos. 3. paramomicina e espectinomicina.  Pneumonia por S. infecções porCampylobacter jejuni e Campylobacter haemolyticum causador da faringite não estreptocócica em adultos jovens. pneumoniae. quanto maior a concentração da droga mais rápida e maior o efeito bactericida. O desenvolvimento da resistência durante o tratamento é raro. principalmente quando do uso concomitante com antimicrobianos ßlactâmicos.Indicações Clínicas: Os macrolídeos são utilizados como alternativa terapêutica em pacientes alérgicos à penicilina. Mecanismo de Ação: Ligam-se à fração 30S dos ribossomos inibindo a síntese protéica ou produzindo proteínas defeituosas. doença de Lyme e T. Os níveis séricos máximos são obtidos após 60 a 90 minutos.  Raramente ocorrem reações alérgicas graves.  Infecções superficiais de pele (Streptococcus pyogenes). além da estreptomicina. Modificação enzimática da droga. 2) Eritromicina conjuntivites e infecções pélvicas por Chlamydia trachomatis. mostrando ainda importante atividade bacteriostática residual.  No tratamento da infecção ou do estado de portador por Corynebacterium diphtheriae e das lesões genitais causadas por Haemophilus ducreyi (cancróide) e linfogranuloma venéreo. principalmente gestante). Aminoglicosídeos Conceito e Classificação: A estreptomicina foi o primeiro aminoglicosídeo obtido a partir do fungo Streptomyces griseus em 1944. e parecem ser constitutivos. Os genes que conferem resistência podem estar associados a plasmídeos conjugativos e não conjugativos e em transposons. Mecanismo de Resistência: Existem três mecanismos reconhecidos de resistência bacteriana aos aminoglicosídeos: 1. Sua atividade bactericida está relacionada ao seu pico sérico. especialmente em gestantes (estearato).  Há relatos de hepatite colestática acompanhada por febre.

. Também usada em esquemas combinados com ß-lactâmicos para infecções mais graves por enterococos. endocardites. Citrobacter spp. meningites em recém-nascidos. impedindo a síntese protéica. Efeitos Colaterias: 1) Nefrotoxicidade: Todos os aminoglicosídeos são potencialmente nefrotóxicos. gram-negativas aeróbias e anaeróbias. São eliminados quase que inalterados por filtração glomerular. avium. A penetração nas secreções pulmonares alcança 20% da concentração sérica. Mecanismo de Ação: As tetraciclinas entram na célula por difusão. Exceção são as células tubulares renais proximais onde fazem com que a urina atinja concentrações 25 a 100 vezes a sérica. infecções oculares.Haemophilus spp. Indicações Clínicas: Os principais usos dos aminoglicosídeos são: septicemias. Apresentam também atividade contra bactérias gram-positivas. botulismo. por necessitarem de transporte ativo para sua absorção.. idade avançada. Listeria monocytogenes. no entanto.Distribuem-se bem no líquido extracelular. infecções intra-abdominais.. Ligam-se. em casos específicos de infecções por M. incluindo bactérias gram-positivas. Klebsiella spp. fortuitum e M. O tratamento é feito com administração de gluconato de cálcio. bovis. 2) Gentamicina: Utilizada no tratamento de infecções por bacilos gram-negativos. mais frequentemente. porém a concentração intracelular é pequena. Tetraciclinas Conceito e classificação: Antimicrobianos primariamente bacteriostáticos. A resistência pode ser cromossômica ou. bloqueando a ligação do RNA transportador. em um processo dependente de gasto de energia. de maneira reversível. como aqueles que usaram curarizantes. e cepas de Pseudomonas aeruginosa. É também útil na terapia das micobacterioses. Serratia spp. osteomielites e infecções de articulações. além de serem ativas contra micobactérias. com ação contra P. mediada por plasmídeos ou transposons. Fatores de risco incluem: uso concomitante de outras drogas nefrotóxicas. epidermidis. têm grande atividade contra bacilos e cocos gram-negativos aeróbios. porém importante por sua irreversibilidade podendo ocorrer mesmo após a interrupção da droga. Apresentam amplo espectro de ação. nos quais os aminoglicosídeos não devem ser utilizados. quando em concentrações terapêuticas. marcescens. Enterococcus faecalis e Nocardia asteroides. exceto em recém-nascidos. hiperfosfatemia. Acinetobacter spp. 2) Ototoxicidade: É relativamente incomum. usada em esquemas alternativos contra tuberculose. espiroquetas. como na absorção de altas doses intra-peritoneais ou de infusões rápidas do medicamento. doença hepática subjacente.. S. por necrose tubular aguda. aeruginosaou S. 3) Amicacina: Tem o maior espectro de ação do grupo e é usada em infecções por bacilos gram-negativos resistentes a gentamicina e na terapia empírica de infecções relacionadas à assistência à saúde. quando há resistência a isoniazida e/ou rifampicina ou quando a terapia parenteral é necessária. tuberculosisou no tratamento de infecções pelo M. riquétsias. Manifesta-se clinicamente após 7 a 10 dias de tratamento como uma insuficiência renal aguda do tipo não oligúrica. também é baixa a penetração em liquor. entre elas: Staphylococcus aureus. . Alguns pacientes estão mais susceptíveis a esta complicação. clamídias e alguns protozoários. Mecanismo de Resistência: O principal mecanismo de resistência microbiana é por diminuição da acumulação da droga no interior da célula. uso prévio de aminoglicosídeos e estados hipovolêmicos. 3) Paralisia neuromuscular: É complicação rara. à porção 30S do ribossoma. sendo. Enterobacter spp. entre eles. micoplasma. Principais aminoglicosídeos disponíveis: 1) Estreptomicina: Boa atividade contra Mycobacterium tuberculosis e M. hipocalcemia. sendo vista em situações especiais. infecções do trato urinário. infecções respiratórias.. ou pacientes com miastenia gravis. Há reversibilidade da função renal com a interrupção do tratamento.

vômitos e diarréia. se houver lesão hepática e renal concomitantes. conferem resistência aos antimicrobianos deste grupo. Outra forma de resistência é por mudanças mediadas por plamídeos. facilitando a opsonização. Destes. hipoplasia do esmalte dentário e crescimento ósseo anormal. A meia-vida aumenta na presença de doença hepática e a dose deve ser ajustada dependendo da gravidade. sinusites. brucelose e actinomicose. fígado. onde atinge alta concentração. Efeitos Colaterais:  Por ter eliminação biliar é alta a concentração da clindamicina nas fezes.Clindamicina Mecanismo de Ação: Inibem a síntese protéica nos ribossomos. Treponema pallidum e em pacientes com traqueobronquites e sinusites.  Cefaleia. empiema) causadas por anaeróbios gram-positivos e anaeróbios gram-negativos. antiácidos. Pequena parte é eliminada pelos rins. São alternativas no tratamento de infecções causadas por Mycoplasma pneumoniae. Propriedades Farmacológicas: A clindamicina pode ser administrada por via oral. Todas as tetraciclinas são eliminadas pela urina e fezes. A absorção intestinal é de 90%. eosinofilia e reações anafilactóides são raras. a dose deve ser reduzida. falciparum. cérebro. alterações no sítio receptor do ribossoma. hipertensão intracraniana. edema periorbitário e reações anafiláticas. . sendo. geralmente não requerendo ajuste de dose. Entretanto. Atravessam a barreira transplacentária e são excretadas no leite materno. Indicações Clínicas:  A clindamicina é indicada em casos como infecções intra-abdominais. portanto. É uma alternativa terapêutica para corioretinite ou encefalite por Toxoplasma gondii(em doses elevadas) e malária causada por P. mas não há relatos de teratogenicidade. Efeitos Colaterais:  Podem causar reações alérgicas como: urticárias. LCR (10 a 26% do nível sérico). A maior parte da droga é metabolizada no fígado e é eliminada com seus metabólitos por via biliar. mucosa dos seios nasais e líquido biliar. rins. cólera. suprimindo a flora anaeróbica.  Os efeitos gastrintestinais mais comuns são: náuseas. Mecanismo de Resistência: Como para os macrolídeos. sendo a via renal a mais importante. líquido sinovial. mas é menor em idosos e alimentação não interfere na absorção. causada pelo Clostridium difficile. vivax e P. EV ou tópica. Licosaminas . principalmente se utilizadas durante a gestação. pneumonia aspirativa. H. otite crônica. riquétsias.  Podem causar alterações na cor dos dentes em crianças.  Febre. osteomielites (causadas por estafilococos sensíveis à oxacilina ou anaeróbios) e infecções de pele por estreptococos ou estafilococos. A via intramuscular é dolorosa. Desta forma alteram a superfície bacteriana. não atravessa a barreira hematoencefálica. N. Por via endovenosa atinge o pico ao final da infusão. bacteriostáticas.  Também são indicados em infecções odontogênicas.  Erisipela e infecções de partes moles em pacientes alérgicos a penicilina. entretanto. leite e ferro. incapacidade de concentração e. Não é eliminada na diálise peritoneal ou hemodiálise. 10% têm colite associada ao uso de antimicrobianos (colite pseudomembranosa). alcançando altas concentrações na maioria dos tecidos. infecções pélvicas (incluindo abortamento séptico) e infecções pulmonares (abscesso pulmonar. fagocitose e destruição intracelular dos microrganismos. exantemas. gonorrhoeae. que costuma ser resistente à clindamicina. escarro. É encontrada em pequena quantidade em muitos fluidos orgânicos como: pulmões. em raros casos.  Em torno de 8% dos pacientes têm diarréia. no RNA 23S da subunidade 50S do ribossoma. Atravessa a placenta atingindo o feto. ligando-se a subunidade 50S. também são relatados. ducreyi. devendo ser evitada. Indicações Clínicas: Podem ser utilizadas no tratamento de infecções causadas por clamídias. A concentração óssea é 1/3 da plasmática.  Exantema ocorre em 10% dos pacientes.Propriedades Farmacológicas: A absorção oral das tetraciclinas é prejudicada pela ingesta concomitante de alimentos.

vertigem. pulmonar. o paciente deve ser orientado sobre este efeito. secura e gosto metálico na boca. comumente associadas à candidíase.  indicado no tratamento do tétano. diarréia e desconforto abdominal. devendo ser evitado na gravidez. levando à liberação de compostos tóxicos e radicais livres que atuam no DNA. Pode ocorrer flebite após infusão endovenosa. As bactérias aeróbicas não possuem enzimas que reduzam a droga. rubor. saliva. tricomoníase e giardíase. levando à suspensão das drogas. náuseas. tópica e intravenosa. O ajuste de dose na insuficiência renal só é feito se houver insuficiência hepática concomitante. Propriedades Farmacológicas:  Disponível nas formas oral. bacilos gram-negativos. convulsões. O grupo nitro da droga atua como receptor de elétrons. Nitroimidazóis . glossite e estomatite. por difusão passiva. neuropatia periférica são raros.  Apenas 10% se liga a proteínas plasmáticas. osteomielite. bacilos gram-positivos) e certos protozoários como amebíase.  É a terapia inicial no tratamento da colite pseudomembranosa (por via oral). há raros relatos da doença associada ao metronidazol. sinusite crônica.  zumbidos.  Pode ser associado à claritromicina ou à amoxicilina no tratamento do H. o antimicrobiano é ativado por um processo de redução. inativando-o e impedindo a síntese enzimática das bactérias. Mecanismo de Ação: Após a entrada na célula. líquidos seminais. sendo considerado por alguns como antimicrobiano de primeira escolha. abscesso hepático e ouvido médio. infecções orais e dentárias. atingindo níveis terapêuticos em diversos fluidos orgânicos como secreção vaginal.  A meia-vida plasmática é de 8 horas. pylori e é eficaz no tratamento da vaginose bacteriana (Gardnerella vaginalis). Indicações Clínicas:  Usado para tratar grande variedade de infecções por anaeróbios. ataxia cerebelar. infecções de partes moles. Embora usado no tratamento da colite pseudomembranosa.  É metabolizado principalmente pelo fígado. os compostos tóxicos intermediários com atividade antibacteriana. cistite e ginecomastia. vômitos e cefaléia e ocorre quando o paciente ingere bebidas alcoólicas durante o tratamento com metronidazol. As manifestações mais comuns são:  cefaléia.  Atravessa a placenta atingindo no feto as mesmas concentrações que na mãe.  É excretado no leite materno. ocorrendo com uso prolongado e em doses altas. É contra-indicada no primeiro trimestre da gestação (risco C).  A maior parte é excretada pelos rins (60 a 80%) e o restante nas fezes.  Tem a característica de penetrar e agir no conteúdo de coleções como empiema. exantema maculopapular. Eventualmente ocorrem vômitos. infecções intra-abdominais.Metronidazol Introdução: O metronidazol é um bactericida potente. bile e líquor. distribuindo-se amplamente. mas pode ser usada quando houver necessidade real nos trimestres restantes e durante a amamentação. queimação uretral à micção. pois os metabólitos têm baixa toxicidade. A reação tipo “dissulfiram” caracteriza-se por desconforto abdominal. com excelente atividade contra bactérias anaeróbicas estritas (cocos gram-positivos. como abscesso cerebral. é quase totalmente absorvido no tubo digestivo. Efeitos Colaterais: Raramente são graves para se descontinuar a terapia. bacteremia. . embora seja incomum.  raramente ocorrem urticária. e não formam portanto.

. competindo pela diidrofolato redutase. linfogranuloma venéreo e cancróide. Usos Clínicos: Infecções respiratórias. de infecções urinárias e de exacerbações de infecções agudas em pacientes com bronquite crônica. osteomielite aguda e crônica.Sulfametoxazol + trimetoprim (bactrim) Mecanismo de Ação: Atua por ação bacteriostática. Brucelose. essencial para a síntese de ácido fólico nas bactérias. gastrointestinais e urinárias. prostatite. carinii. sinusite. Tratamento e profilaxia das infecções por P. uretrite ou cervicite por N. orquite e epididimite. infecções do trato biliar. sulfadiazina) são análogos estruturais do PABA. infecções por Paracoccidioides brasiliensis. gonorrhoeae. sulfasalazina. As sulfonamidas (sulfametoxazol. Infecções por Nocardia asteróides. Profilaxia da “diarréia do viajante”. que por sua vez é importante para síntese dos precursores do DNA e do RNA. otite média. A trimetoprima atua comoantagonista do folato.

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