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Princípios básicos da meditação dentro do sistema vincuniano 2° Edição Contato:
Princípios básicos da meditação dentro do
sistema vincuniano
2° Edição
Contato: Vinicius.pimentel.ferreira@hotmail.com
Praebere Sitientibus
Lord Vincus
2012
Prefácio segunda edição Dedico esse texto a um jovem, que na data em que escrevo
Prefácio segunda edição
Dedico esse texto a um jovem, que na data em que escrevo me procurou
pedindo dicas de como meditar e quais os efeitos básicos da meditação.
Resolvi partilhar o pouco que sei através de um texto, o que venho
fazendo cada vez com menos frequência, isso se deve apenas, por culpa
de um deslize meu, de abandonar temporariamente o conhecimento que
em breve irei expor.
Afirmo então, sem medo de respostas grosseiras de alguns leitores, que
todo praticante sério das atividades mágicas deve dedicar-se sempre a
meditação. Não a meditação de alguns pseudomagos da
contemporaneidade, que se dedicam a imaginar florestas e bosques
alegres repletos de seres incríveis. Refiro-me antes ao conhecimento de si
mesmo, da natureza, da razão humana e das ciências, adquiridos através
da abstração, vontade e contemplação.
Os exercícios que vou expor aqui exigem perícia e compromisso, pois
assim como um atleta desenvolve a saúde do seu corpo com a pratica,
basta que passe um longo tempo sem o exercício para ver seus músculos
murcharem, assim é com o mago.
O
iniciante que desejar caminhar por essa via, caso queira ver
resultados, não deverá entrar levianamente, pois como já foi dito, o poder
não reside na linhagem ou em um título, como dirá muitos
tradicionalistas, mas reside na atividade, não no ato isolado, mas no ato
enquanto cadeia.
A
segunda edição deste escrito que agora vos apresento, não deve ser
considerada um corpo completo, mas antes apenas uma direção na qual
investigar ou ainda para alguns, um tira- gosto dessas práticas que muito
alegram o espírito.
Lord Vincus, 23/06/2013.
Introdução Embora muitos ignorem ou até mesmo riem daqueles que buscam em sua vida o
Introdução
Embora muitos ignorem ou até mesmo riem daqueles que buscam em
sua vida o conhecimento a cerca da sua própria natureza e da natureza
do mundo, estes mesmos muitos não podem sob nenhum argumento
bem refletido negar a diferença na qualidade de vida do individuo que
tempera sua própria vida com a pratica da meditação.
A meditação nos sistema vincuniano não tem por objetivo limitar-se a
melhorar a saúde do individuo praticante, embora a saúde seja
totalmente necessária para o fim último do homem e para exercer as
potências mágicas, mas tem como principal objetivo dar pistas para que
os jovens espíritos possam encontrar trilhas que levam a auto realização.
Veremos nesse pequeno conjunto de básicos textos, como funciona o ser
humano em seus quatro principais corpos segundo a visão vincuniana, de
que modo funcionam as ações que denominamos magia, a importância de
seus estudo e prática e alguns simples exercícios que nada exigirão do
praticante do que a boa vontade.
Parte I. A divisão para a compreensão do homem. A divisão que farei neste momento
Parte I. A divisão para a compreensão do homem.
A
divisão que farei neste momento não deve ser vista como uma divisão
concreta, mas como uma divisão feita de forma arbitrária ou pela
observação do meu espírito com o objetivo de ajudar o leitor na
compreensão.
O
homem é dividido em quatro partes, essas são o corpo sensível, corpo
mental, corpo sentimental e corpo espiritual. Todas as partes que dividem
o homem se comunicam entre si, todo problema que afeta uma, afetará a
outra, não basta ter um corpo sensível saudável quando se tem um corpo
sentimental doente, com o tempo, o sentimental adoecerá o sensível,
assim é com todos os corpos, esse conhecimento que os psicólogos hoje
chamam de psicossomática já era amplamente conhecido pelos antigos.
1. Corpo Fenomenal: Este é o corpo que vulgarmente chamamos de
físico¹, é ele que podemos ver e tocar, nele está contido todos os
nossos órgãos e é fonte também de nossos sentidos, ele é a porta
que nos permite conhecer o mundo(kosmos). Este corpo é composto
de matéria densa, e se tomarmos como verdadeiro que a alma é
imortal, logo ele não é necessário para a existência do homem, uma
vez que o homem continua existindo mesmo após a morte, que
nada mais é que a simples separação do corpo sensível com a alma.
O corpo fenomenal, assim como todos os outros corpos, é
suscetível a agentes externos que tanto podem lhe ser benéficos
como maléficos. Um homem que controla bem seu corpo e lhe
mantém saudável, ficará também mais resistente aos agentes
prejudiciais e terá uma vida mais agradável.
2. Corpo Sentimental: Como o próprio nome já diz, nesse corpo
reside os nossos sentimentos, as paixões, medos, desejos e os
humores. Este é o corpo que parece exigir maiores cuidados, pois é
quase sempre passivo a todos os outros corpos, e qualquer
problema que lhe aflija, todos os outros corpos acabam por sofrer
simultaneamente.
3. Corpo Mental: O corpo mental ao qual me refiro não é meramente
o nosso cérebro, muito menos um corpo sensível, este corpo, assim
como os outros que citarei em breve só pode ser alcançado pelo
espírito e não pelos sentidos. Neste corpo residem as memórias e
assim todos os conhecimentos que adquirimos, assim como qualquer corpo, o corpo mental precisa de
assim todos os conhecimentos que adquirimos, assim como
qualquer corpo, o corpo mental precisa de cuidados e exercícios,
para que esteja resistente a fatores prejudiciais que quase sempre
são ligados ao corpo sentimental e fenomenal.
4. Corpo Espiritual: Sem dúvidas o mais importante dos corpos, aqui
habita a razão e a fé. É por este corpo também que podemos
realizar atividades mágicas e criativas, este parece ser o único
corpo que é capaz de existir e agir sem depender sempre dos outros
corpos, este é o corpo que define o homem e que lhe separa das
bestas. É neste corpo que está os sete templos sagrados, as sete
igrejas do apocalipse ou os sete chakras.
5. Alma(psyché): A alma, segundo o sistema vincuniano, é uma para
todos os seres, é a geradora da força que vivifica os corpos, é o
motor inigendrado que move sem se mover. A partir dela que
nasce o espírito, a mente, o sentimento e o corpo do homem. Na
alma está tudo aquilo que é relativo ao Bem. A alma vive a
contemplar sua própria perfeição, enquanto o homem busca a
felicidade última, que é também contemplar o Bem supremo.
Atrevo-me a dizer, que nosso objetivo enquanto homens, é tão
simplesmente ser feliz, não me dedicarei neste texto a tratar sobre a
felicidade, pois não é meu objetivo, mas para os interessados eu indico o
seguinte texto: “O pré principio anterior ao inicio sem fim”, também da
minha autoria.
Os modos necessários para manter o corpo fenomenal saudável são
quase que desnecessários dizer, sobre isso vemos as ciências ditar regras
a todo momento, como ter boa alimentação, praticar exercícios físicos e
etc. Uma dúvida muito comum sobre isso é a cerca da necessidade ou não
do vegetarianismo, não sou a pessoa mais indicada a tratar disso, então
me verei obrigado a concordar com Paracelso e evocar suas palavras:
“Não é minha intenção fazer aqui, uma defesa do vegetarianismo; autores mais conhecedores do
assunto e com mais autoridade do que eu demonstraram suas vantagens. Tomarei somente a liberdade de
indicar algumas regras dedicadas aos debutantes vegetarianos.
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- Convém pular da creofagia ao vegetarianismo com certa lentidão e parcimônia; e não devem ser
trocadas as bebidas fermentadas pelo leite ou pela água até que a mudança de regime se tenha verificado
para os alimentos sólidos. Esta mudança deverá ajudá-lo por meio de um consumo maior de fruta carnosa
e aquosa.
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– Se possível, efetuar esta mudança de regime no campo.
 
 
       
       
   
   

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Caso permaneça nas grandes cidades, não iniciar o regime nas tavernas ou restaurantes; e não

   

fazê-lo, também, se a pessoa sofre de fraqueza geral.

 

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Ter em mente que a quantidade de alimentos vegetais deverá ser maior do que a alimentação

animal que se seguia anteriormente.

 

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Conservar durante muito tempo o pescado nas minutas; os ovos, o leite, a manteiga de vaca não

devem jamais ser excluídos absolutamente, afora os casos especiais de ascetismo.

 

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Finalmente, deve-se aprender, ao mesmo tempo, a governar o organismo físico; e antes de tudo,

o homem deve ser senhor, por vontade, das pequenas irregularidades de funcionamento que podem produzir-se. INSTRUÇÕES SOBRE AS COMIDAS. De um modo geral se pode dizer que quanto mais forças se gastam para o cumprimento de um ato, tanto mais proveitoso e útil se torna este ato para nós. Razão porque, numa medida de extrema precaução, levando as coisas na ponta de espada, conforme vulgarmente se diz, conviria que nós mesmos cultivássemos nossas plantas alimentícias, fizéssemos a colheita e as preparássemos, valendo-nos de utensílios que só serviriam para dito fim. Para as iniciações naturalistas e panteístas que desenvolvem esta teoria, estudando-a com todo pormenor e muita profundidade, deve-se começar purificando e aperfeiçoando cada um seu corpo astral e finalmente sua inteligência. Por isso vemos que os brâmanes e os ascetas hindus são obrigados a preparar eles mesmos os seus alimentos e em nenhum caso consentem que os utensílios de cobre, que constituem sua bateria de cozinha, sejam tocados por outras mãos que não as suas próprias. Daqui procedem também as prescrições referentes à posição do corpo durante os ágapes; existem certas relações entre as correntes eletromagnéticas de um planeta e os seres ou indivíduos que vivem sob sua influência; seria prolixo enumerar os fundamentos desta teoria, porém porfiamos pela prescrição que aconselha que os habitantes de nossas regiões comam com o rosto voltado para o norte. Outra prescrição é aquela que se refere às abluções; os sacerdotes hindus se lavam as mãos, os pés, a boca, o nariz, os olhos e as orelhas, repetindo com frequência uma invocação sagrada; costume este que em nossas regiões corresponde à Bênção da mesa que, pronunciada magicamente, isto é, expressada com unção verdadeira, do fundo do coração, possui um valor real e positivo de dinamização. Finalmente, uma última prescrição é a do silêncio, que é observada pelas comunidades

religiosas do mundo inteiro. Tem por finalidade, pela concentração de toda a atenção no ato da comida, reduzir a quantidade de matérias necessárias à refeição, por meio de proporções sensíveis. Desta maneira a digestão requer uma menor atividade perto do plexus solar, donde resulta uma notável economia de força nervosa de que os exercícios de contemplação precisam para que se tornem verdadeiramente frutíferos. Mas, para as pessoas que vivem no mundo e com o mundo, na atmosfera pesada das grandes cidades, a alegria é o melhor digestivo e vale tanto

como o melhor álcool para estimular a preguiça do estômago.” (Paracelso, Plantas

mágicas, p 28 e 29)

Para manter o corpo sentimental saudável se faz necessária muita meditação nos diversos sentidos da palavra. Deve-se trabalhar a ponderação e o auto controle, livrar-se dos vícios, paixões e qualquer força que gere sofrimentos desnecessários e de longo prazo. O estilo de vida atual e o moralismo aceito são grandes venenos para nosso corpo mental e sentimental, entender o meio em que vivemos e aprender a como proceder sem ser atingido é necessário para um corpo sentimental saudável, o mago não sofre demasiadamente, entende a situação que se

para um corpo sentimental saudável, o mago não sofre demasiadamente, entende a situação que se  
 
 
   
apresenta ou aproxima e cria modos de passar ileso por ela ou até mesmo anular
apresenta ou aproxima e cria modos de passar ileso por ela ou até mesmo
anular o problema.
Para manter o corpo mental saudável se faz necessária sua alimentação
e exercício, como já foi dito, é no corpo mental que reside a memória e os
conhecimentos, assim deve-se sempre buscar o conhecimento prático e
teórico, o teórico para alimentar e o prático para exercitar, tais
conhecimentos não são necessariamente ligados a magia, é o estudo e a
prática do músico, do lutador, do matemático ou dos filósofos.
Um dos grandes problemas que adoecem nosso corpo sentimental é o
moralismo antinatural, dos quais evitarei tratar, mas que devo dizer que
esse tipo de moralismo quase universal tem sido culpado pela grande
maioria dos acontecimentos que tem causado problemas a humanidade.
O melhor modo de manter a saúde do corpo espiritual é tratando de
todos os outros corpos anteriores e praticar artes criativas, acredito que
haja também um corpo moral, mas como seria muito longo tratar deste,
adiciono algumas de suas características a este corpo, dizendo que agir de
acordo a moral do espírito, ou seja, a partir daquilo que faz bem a si, sem
ser causa primeira do mal em outros, para manter um espírito limpo.
Parte I.I. Os Chakras
Embora o estudo dos chakras e do seu funcionamento possa ser
complexo e de difícil compreensão, vê-se muitos exotéricos tratando
destes nos mais diversos meios de comunicação com a mesma natureza
em que velhas vizinhas discorrem sobre o modo de se tratar uma gripe;
ambas podem concordar em diversos pontos, mas provavelmente
nenhuma das duas entenderá como se dá o método e como o
conhecimento sobre o método pode ser obtido.
É natural conhecimentos deste gênero serem passados no “boca a boca”
sem nenhuma crítica a cerca do que se transmite, podendo fazer dos
métodos que brotam de tais conhecimentos inúteis ou perigosos.
Considerando que os textos que trago e os métodos que apresentarei em
breve foram desenvolvidos para os que estão iniciando neste “novo”
pensar, não traçarei um estudo complexo sobre os chakras, ou muito
diferente do que se diz pelos famosos “boca a boca”.
Os chakras no total são muitos e percorrem todo O Corpo, os menores ligam-se por
Os chakras no total são muitos e percorrem todo O Corpo, os menores
ligam-se por correspondência aos maiores tendo cada um seu próprio fim
para o bom funcionamento dos corpos.
Os chakras são vortex de energia, que pode girar para lados diferentes
em pessoas diferentes, são como órgãos do corpo espiritual atuando nos
demais corpos.
Os maiores, como diz o conhecimento geral a cerca disto, são no total de
sete, assim como as cores liberadas quando a luz
branca (a força da alma) toca o prisma (o corpo
espíritual).
Estes são na ordem de baixo para cima o chakra
raiz, sacro, plexo polar, cardíaco, garganta,
terceiro olho e coroa (o ralo).
O
chakra raiz localiza-se na base da espinha
dorsal, mais precisamente entre o ânus e os
órgãos genitais, esse chakra é responsável pelas
atividades sexuais, desejos comuns ou viciosos e
ao que parece, também pela autoestima, sua cor é vermelha.
O
chakra sacro localiza-se pouco abaixo do umbigo, sua cor é laranja e
seus fins diferem pouco dos fins do chakra raiz, é responsável pelos
desejos do mundo sensível, da conexão entre os corpos e provavelmente
o
principal responsável ,pelo funcionamento do corpo sentimental.
O
chakra do plexo polar, localizado acima do umbigo, de cor amarela é a
centelha do corpo sentimental para o corpo mental, é responsável pelos
desejos do conhecimento e dos sentimentos, também conhecido como
chakra social.
O
chakra cardíaco, localiza-se no peito, possui cor verde, faz ponte entre
o
corpos sentimental e mental, é responsável pelos sentimentos gerais e
pela distribuição energética. Quando praticamos magia,este chakra tende
a
trabalhar mais.
O
chakra laríngeo, localizado no pescoço, possui a cor azul claro, atuante
no corpo mental é responsável pela dedução, comunicação, curiosidade e
Impeto.
O
chakra do terceiro olho, localizado dois centímetros acima do meio
entre os olhos possui a cor índigo(azul escuro). Pertencente ao corpo
mental é responsável pela imaginação, intuição, memórias e visão em
diferentes níveis vibratórios.
O chakra da coroa, localizado na parte superior da cabeça, na região da moleira (
O chakra da coroa, localizado na parte superior da cabeça, na região da
moleira ( um palmo acima do final da testa)possuindo a cor violeta. De
todos os chakra este é o que gira mais vagarosamente, e é responsável
pela a drenagem do éter para a alimentação do corpo espiritual e
consequentemente de todos os chakras e assim os demais corpos.
Parte II. A magia e as ferramentas
Não é incomum no “magismo” moderno o uso alienado de objetos
mágicos durante a vida cotidiana e/ou em rituais.
Poucos realmente se perguntam se tais objetos são de fato necessários,
suficientes, funcionais e de que modo funcionam. Meu objetivo neste
texto não é ofender os doutrinados e muito menos ridicularizar crenças,
mas talvez, trazer ao entendimento coisas simples e importantes, que são
injustamente ignoradas.
De que modo ou modos, por exemplo, uma das ferramentas mais usadas
na magia pagã de rua, o pingente de pentagrama, influencia
verdadeiramente nas causas e efeitos rituais? De que modo uma varinha,
um símbolo desenhado na mão, um incenso ou uma vela causam
qualquer efeito sobre o funcionamento mágico? Eis perguntas difíceis que
buscarei responder tentando não incorrer em erro.
Essas perguntas são praticamente irrespondíveis sem a resposta de uma
pergunta ainda mais urgente. Em que consiste a magia?
Um ato de fé, dirá alguns, mas afirmar que a magia é um ato de fé
significa afirmar o quê exatamente? A fé, conceitualmente falando, é tão
simplesmente a crença em determinada coisa que não lhe apresenta
dados mínimos de evidência.
Ser um mago então, seria puerilmente crer na realização de uma
atividade qualquer, cuja a possibilidade e modo de realização não pode
ser conhecida? Ora, isso faria da maior parte da população maga! Esse
pobre ensaio, ou qualquer texto sobre tais assuntos perderiam todo
sentido de serem lidos, uma vez que a magia consiste em um ato de fé,
 
 
       
       
   
 

bastaria querer que algo se realize e esperar acontecer, fazendo dos deuses e símbolos meros ornamentos. Uma vez que a magia não é um ato de fé simplesmente, o que seria então? Uma ciência¹ ou um exercício?

   

Vejamos o que dirá os autores clássicos.

A magia era o exercício de propriedades psíquicas adquiridas nos

diversos níveis de iniciação. O desenvolvimento da vontade é o fim que

todo homem deve ter em mente, se deseja comandar as forças da natureza.” (Papus, p 104)

A diferença entre um mago e um feiticeiro está em que o primeiro sabe

que faz e prevê os resultados do que realiza, enquanto o segundo não tem o menor controle sobre sua atividade.” (Papus, p 105 e 106)

o

“Não é o poder que falta, é à vontade. (Mo-Tsé)” (Papus, p 106)

As relações entre o visível e o invisível chegaram a seu limite. Daí o método empregado visando a fixar a vontade nas operações mágicas. Um adepto não pode produzir um efeito em oposição à natureza, um milagre, simplesmente porque isso não existe.” (Papus, p 107)

Não há milagres. Tudo o que acontece é o resultado da lei eterna, imutável, sempre ativa. (Madama Blavatsky)” (Papus, p 107)

“A magia considerada como ciência é o conhecimento desses princípios (Madama Blavatsky)” (Papus, p 108)

A pedra angular da magia é um conhecimento prático e aprofundado

do magnetismo e da eletricidade, de sua qualidade, de sua correlação e de

sua potencialidade. (Madama Blavatsky)” (Papus, p 110)

Resumindo, a magia é a sabedoria espiritual, a natureza é aliada

espiritual, a pupila e a servidora do mago. ( Madama Blavatsky)” (Papus,

p

110)

 
 
 
 
   
“ Deixai que os loucos ajam. Sem fim e sem causa, deveis, no presente, contemplar
“ Deixai que os loucos ajam. Sem fim e sem causa, deveis, no presente,
contemplar o futuro. (Fabre d’Olivete)” (Papus, p 115)
Com todas essas citações clássicas, digo que a magia é a ciência que
estuda a natureza (em todas as suas manifestações) e que aplica seu
conhecimento no exercício da vontade. Logo a magia não é fé, pois como
já foi dito fé é à vontade sobre a esperança no desconhecido, e a magia
enquanto ciência e prática difere muito disso.
Apesar de todos os princípios intransponíveis serem necessários para
produção mágica, existe um em especial que se trazido ao entendimento
pode clarear muitas dúvidas e/ou desvelar o que muitos ignoram.
O
Principio de correspondência (O Caibalion, p 6), embora não seja
suficiente, é necessário para o exercício mágico. Tal principio consiste tão
simplesmente em entender as infinitas ligações entre os mundo das
coisas sensíveis e os mundos das coisas suprassensíveis.
Essa ligação é meramente entre objeto material e objeto ideal, objeto
material e objeto sentimental (que pode ser ideal) e objeto material e
objeto imaginário e o objeto imaginário a todos os outros já citados.
O
objeto material é todo o objeto que temos ao alcance dos sentidos,
como facas, pingentes, velas e etc, esses são dotados de matéria e quase
sempre de uma imagem e forma.
O
objeto ideal é todo o objeto que não existe ao alcance dos sentidos, e
muito menos possuem matéria e forma, não podem ser sentidos
mentalmente, mas podem ser conceituados. Como a ideia de justiça,
sabedoria, beleza e etc.
O
objeto sentimental é todo o objeto que não possui matéria e forma, não
existe ao alcance dos sentidos, podem ser conceituados e sentidos pelo
espírito². Como por exemplo, o amor, ódio, alegria, tristeza etc.
O
objeto imaginativo, dos quais muitos estão familiarizados, são
simplesmente nossas criações do espírito, isentos de matéria, mas dotado
de forma. Como é o caso do centauro, das memórias imagéticas, deuses
etc.
Uma vez entendido a explicação acima, vejamos seu funcionamento a
partir de exemplos.
Ligação de objeto material e objeto ideal: Em um ritual quando usamos uma pena de
Ligação de objeto material e objeto ideal: Em um ritual quando usamos
uma pena de pavão para representar a ideia de beleza, uma vez que essa
ideia não possui imagens, usa-se imagens de representação para evocar a
ideia.
Ligação de objeto material e objeto sentimental: Em um ritual em que o
magista não é capacitado para gerar sentimentos artificiais, usa o símbolo
do coração, por exemplo, para representar e evocar a ideia de amor e daí
o sentimento, uma vez que o amor em si não possui imagem.
Ligação de objeto material e objeto imaginário: como quando
imaginamos um ser ou um símbolo e lhe damos corpo físico, como
alguém que cria um selo mentalmente e o desenha no papel, o objeto
imaginário liga-se a todos os outros objetos, pois sempre se liga a Idea e
às vezes a sentimentos.
Muitas dessas representações são arbitrárias e não de fato, mesmo assim
seu efeito é existente, como por exemplo, a pomba, que de fato nada tem
haver com a paz.
Os deuses são representações ricas em símbolos para representar o que
não possui forma, daí temos o deus do amor, da justiça, guerra, beleza e
etc. Esses são em sua maioria representação de ideias necessárias para o
funcionamento da vontade.
Para entender melhor o porquê essa ligação ocorre, vejamos o que dizem
os clássicos:
O método principal da ciência oculta é a analogia. Pela analogia
determinamos as relações existentes entre os fenômenos.” (Papus 44)
veremos, por exemplo, por que, para comandar os espíritos do ar é
necessário uma pena de águia (Eliphas Levi, Rituel de haute megie) segundo
as relações analógicas existentes entre o elemento e a ave. Tudo isso
consiste num método para fixar a vontade.” (Papus 113)
Mas uma pergunta eu faço, um mago cujo espírito é capaz de abstrair
imagens e formas com facilidade, não ficaria independente de objetos
materiais em sua maioria? Os rituais não seriam então substituídos por
meras abstrações de ideias? Os deuses e suas formas não perderiam o sentido, bastando então
meras abstrações de ideias? Os deuses e suas formas não perderiam o
sentido, bastando então à vontade e o conhecimento de sua aplicação?
Seriam os deuses e símbolos meros ornamentos deixados pelos mais
avançados para facilitar a ação dos espíritos mais jovens na magia?
Tais perguntas são assaz difíceis, e prefiro não responder neste artigo.
Parte III. O método
Embora me pareça já estar claro, que a pratica mágica não consiste em
simplesmente ter fé em algo, ou juntar meia dúzia de objetos e símbolos
rogando para que alguma divindade conhecida através de terceiros
realize o seu desejo, quero deixar claro a magia é antes disso, como dirá
os thelêmicos, a imposição da vontade sobre a imaginação somando aos
conhecimentos a cerca da natureza.
Parece-me essencial o conhecimento prático e teórico do princípio de
correspondência, que bem expus na Parte II.
Isso é fácil observar se nos inclinarmos rapidamente ao uso da razão que
todos nós possuímos, mas que muitos parecem relutar em aplicar. Se
observarmos a magia mental e a magia ritualística, veremos que muitos
poderão inferir que tanto uma como outra são funcionais, entretanto,
poucos se darão ao trabalho de observar que embora a magia sem rituais
cheios de quinquilharias funcione bastando o uso da Vontade, a magia
ritual cheia de quinquilharias é incapaz de funcionar sem o uso da
Vontade(mentalismo).
O
funcionamento da magia não se dá então pelo uso de objetos caros,
enfeitados nem por símbolos que nada mais são que jogos geométricos, o
segredo de seu funcionamento consiste no conhecimento, abstração e
Vontade, e para aqueles que não vivem sem ferramentas, sua melhor
ferramenta são os cinco pilares que sustentam o homem (Parte I).
Para quaisquer dúvidas, leiam os textos indicado no final desse escrito.
Parte IV. Meditação, o modus operandi
A
música é uma ótima ferramenta para os iniciantes, músicas
instrumental e calma, como aquelas dedicadas a Reik e meditações. Mas
músicas eruditas e cantos gregorianos também são bem vindos.
Outra atividade interessante é o alongamento antes da prática, assim você se sentirá cada vez
Outra atividade interessante é o alongamento antes da prática, assim
você se sentirá cada vez mais confortável as posições da meditação.
Retire um horário fixo para praticar diariamente, certifique-se de não ser
incomodado e nunca faça menos de 20 minutos cada exercício.
Exercício 01- Relaxar e respirar.
Sente-se com as pernas cruzadas ou em posição de lótus, com as mãos
descansando sobre os joelhos, com as palmas para cima e a ponta do
indicador tocando a ponta do polegar. Deixe os olhos semifechados e
respire fundo, aos poucos afaste de ti todos os pensamentos cansativos do
dia-a-dia, preocupações, assuntos angustiantes e etc.Tente deixar a mente
o mais limpa possível, afaste todas a memórias que possam lhe desviar a
atenção. Este exercício deve preceder todos os exercícios seguintes, a
meditação e na medida do possível qualquer atividade que nos exija
grande atenção.
Exercício 02 – A contemplação da Tela Branca.
Sente-se na posição de lótus ou com as pernas cruzadas e repasse o
primeiro exercício, respire fundo e esforce-se para visualizar a brancura
em sua completude, ou seja, nada deve haver em sua memória além da
imagem da brancura, não uma camisa ou outro objeto com essa cor, mas
apenas a própria cor.
Algumas pessoas conseguem êxito na primeira tentativa, outras levam
dias ou semanas. O próximo exercício só é interessante de ser feito após o
sucesso deste.
Exercício 03 – A memória de si. Sem esquecer de respirar, sente-se na posição já
Exercício 03 – A memória de si.
Sem esquecer de respirar, sente-se na posição já supracitada e se esforce
para ver a si mesmo, como se você saísse de seu próprio corpo e se
autocontemplasse, visualize o cômodo em que está, os objetos, você, veja-
se respirando e sinta sua própria presença.
Exercício 04 – Relaxando a mente.
Repasse todos os exercícios anteriores, respire bem, contemple a si
mesmo, em determinado momento quando respirar e perceber seu corpo
respirando, seja como o ar e adentre a si mesmo. Não tenha o pulmão
como destino, mas sim a própria mente. Respire e visualizando o ar
entrando pelas narinas entrando em sua cabeça, se tiver sucesso sentirá a
cabeça mais relaxada e os sentidos menos aguçados. Este exercício não
deve ultrapassar o tempo de 20 minutos, depois dele recomenda-se
descansar e deixar o próximo exercício para o dia seguinte.
Exercício 05 – Transferência da energia para a mão.
Repasse os três primeiros exercícios, agora ao ver-se meditando respire
e visualize o ar entrando pelas suas narinas e passando em forma de
energia para a palma de suas mãos, concentre todas a sua atenção a
palma de suas mãos quando impor sua vontade através da respiração.
Quando sentir uma força estranha em suas mãos, como uma energia,
levante-as e coloque as palmas frente a frente, como se segurasse uma
esfera invisível, afaste e aproxime as mãos sem deixa-las se tocar, não
esqueça de respirar e impor a energia através da vontade. Se fizer certo
sentirá uma força magnética entre as mãos.
Exercício 06- Expandindo a força do terceiro olho (OM)
Não trabalharei com mantras nesse projeto, mas não repudio quem
trabalha, deixarei com o leitor (caso ele tenha o conhecimento necessário)
se ele trabalhará ou não com essa ferramenta.
Repasse os exercício um e três até ter-se relaxado ao máximo, respire profundamente, quando respirar
Repasse os exercício um e três até ter-se relaxado ao máximo, respire
profundamente, quando respirar não visualize o ar entrando-lhe pelo
nariz,mas visualize sua energia se concentrando um pouco acima do
meio entre os olhos. Respire e concentre-se ao máximo nesse ponto e
expire lentamente, repita o processo por pelo menos 20 minutos após o
inicio do sexto exercício, ou não pare até sentir um incomodo na região.
Aconselho a refazer esse exercício durante três dias após o primeiro
êxito ou sempre que sentir necessidade.
Algumas pessoas podem sentir incomodo prolongado neste ponto ou
leve dor de cabeça, então não prolongue o exercício mais do que acha que
deve.
Este mesmo exercício pode ser usando em outros chakras.
Exercício 07- A memória dos maus sentimentos.
Estamos chegando a pontos cada vez mais delicados dos nossos
exercícios e cruciais para o sistema vincuniano. Aqui se começa a ter
maior controle sobre a vontade, sentimentos dores e prazeres.
Sentado na posição de lótus repasse o primeiro exercício e em seguida
invoque através da sua memória um sentimento problemático que venha
lhe ocorrendo recentemente (ira, desânimo, tristeza
),
depois de feito isto
tente refazer o sentimento na mesma intensidade de quando você o sentiu
em tempos atrás(não é preciso conseguir totalmente), quando o sentir
note que você o controla, entenda sua origem e seus efeitos contra seu
humor, a partir daí vá diminuindo a intensidade do sofrimento até tê-lo
banido.
Repita esse exercício seguindo a seguinte ordem: Tristeza, raiva, tédio,
paixão, preguiça, gula e inveja.(Se um destes já ter sido feito da primeira
vez, repita-o ou pule, a depender de sua necessidade).
Este exercício deve ser feito regularmente.
Exercício 08- A memória dos bons sentimentos.
Sentado na posição de lótus repasse o primeiro exercício e em seguida
invoque através da sua memória um sentimento agradável que venha lhe
ocorrendo recentemente (paz, animo, alegria ), depois de feito isto tente refazer o sentimento na
ocorrendo recentemente (paz, animo, alegria
),
depois de feito isto tente
refazer o sentimento na mesma intensidade de quando você o sentiu em
tempos atrás(não é preciso conseguir totalmente), quando o sentir note
que você o controla, entenda sua origem e seus efeitos sobre seu humor,
a
partir daí vá diminuindo ou aumentando a intensidade do sentimento
até tê-lo no grau que lhe convir.
Repita esse exercício seguindo a seguinte ordem: Alegria, paz, amor e
disposição.(Se um destes já ter sido feito da primeira vez, repita-o ou
pule, a depender de sua necessidade).
Este exercício deve ser feito regularmente.
Exercício 09- O círculo de concentração energética. ²
Em pé, faça os exercícios de concentração e respire bem fundo. Separe os
pés de forma que se forme um triângulo com suas pernas, aponte as
palmas das mãos para o chão e respire fundo, mentalizando a energia o
ambiente sendo concentrada em você, expire velozmente imaginando um
circulo de fogo surgindo ao seu redor e de bom tamanho, sendo
alimentado pelo ar que você expira³(no caso a energia que você
absorveu).
Com as mãos manipule a chama do círculo para baixo e para cima com
sua respiração, o círculo servirá tanto para concentrar sua energia quanto
para realizar outros objetivos diversos, o que tratarei muito pouco nesse
escrito.
Daqui em diante, sempre que for manipular energia, utilize-se da
concentração sobre o plexo polar.
Exercício 10- A chama esmeraldina ou o fogo vincuniano
Este exercício tem por objetivo treinar a manipulação de energia, a
memória, a concentração, a abstração e a própria pratica mágica, seu uso
diretamente ligado a purificação de um local e/ou individuo.
Realize o exercício 09, concentre-se em seu chakra cardíaco fazendo com
que ele também irrigue energia para o círculo, dando-lhe a cor verde.
Erga as chamas do círculo até o seu chakra da coroa, deixando o fogo
correr-lhe o corpo separando de ti tudo o que é impuro, imagine as
impurezas brotando do topo de tua cabeça, e como fumaça escapando
é
pela janela. Faça isso por alguns minutos, sempre lembrando de respirar e opcionalmente com pelo
pela janela. Faça isso por alguns minutos, sempre lembrando de respirar e
opcionalmente com pelo menos três velas acesas(disposto no local aonde
você imaginará um triângulo, ou seja, a sua frente, e a esquerda e a direita
pouco atrás de seus pés).
Quando achar suficiente, abaixe a barreira de fogo devagar até o círculo,
absorvendo o fogo de volta pelas palmas de sua mão.
Exercício 11- A manipulação do sono
Antes de dormir, pratique meditação simples para aumentar a
concentração, espere ficar com sono e veja as horas. Determine o horário
que deseja acordar visualizando no relógio o horário desejado. Diga
mentalmente “ Desejo acordar tal horário”, imaginando a mensagem
sendo guardada em sua memória e logo em seguida vá dormir. Assim
que acordar olhe as horas e veja se conseguiu êxito, deve-se praticar esse
exercício até conseguir um sucesso com erro de um ou dois minutos
máximos.
Notas:
1-
A palavra físico(Physes) etimologicamente significa natureza, para
o autor todos os outros corpos são também naturais, logo físicos.
2-
Ler o texto: criação do círculo, Lord Vincus, Jornal O Bruxo- Filosofia
Oculta, 2012.
3-
Dê cor e som a todas as suas mentalizações a memória ou
imaginação e a criatividade são ferramentas não só da razão, mas
também da Thelema³ .1 (vontade voltada a magia).
3.1- A palavra Thelema deve ser lida em meus escritos sempre como
vontade mágica, mas deve-se evitar aplicar este conceito a outros autores.
Referências e sugestões bibliográficas As plantas mágicas botânica oculta, Paracelso, Editora Hemus,1976. Paracelso
Referências e sugestões bibliográficas
As plantas mágicas botânica oculta, Paracelso, Editora Hemus,1976.
Paracelso vida e obra, Sociedade das ciências antigas ,s/d.
O Caibalion, Os três iniciados, livro virtual, s/d.
Corpus Hermeticum, Hermes Trimegisto, Editora Hemus, 1978.
Tratado de ciências ocultas, Papus, Editora três, 1973.
Fédon, Platão, Os pensadores, s/d.
Versos dourados de Pitágoras (encontrado na internet).
As confissões- Livro X, Santo Agostinho, Os pensadores, 1996.