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| Autores: | Cassius (06) | Daniel C.

(07) | Felipe (12) | Matheus (26) |


| Turma: 127 | Turno: Manha | Professor Marco Tulio |
| Colegio Governador Milton Campos |
SUMÁRIO

1 Informações gerais da ditadura brasileira ...................................................................... 3

1.1 Estabelecimento de um regime ditatorial moderno ................................................ 4


1.2 Exemplos de ditaduras ............................................................................................ 4
1.3 Ditaduras resultantes da guerra ............................................................................... 5
1.4 Características fundamentais da ditadura................................................................ 6
2 Pseudo-democracia: Igualdade, identidade, Diversidade e Inferioridade ..................... 9

3 Conclusão da tripla ...................................................................................................... 11

4 Anexos ......................................................................................................................... 12

4.1 CHICO BUARQUE “Apesar de você” ............................................................... 12


4.2 Fotos / Registros ................................................................................................... 13

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INFORMAÇÕES GERAIS DA DITADURA BRASILEIRA
Ditadura é o regime político em que o governante (ou grupo governante) não
responde à lei, e/ou não tem legitimidade conferida pela escolha popular.Podem existir
regimes ditatoriais de líder único (como os regimes provenientes do Nazismo, do
Fascismo e de alguns períodos da União Soviética) ou coletivos (como os vários
regimes militares que ocorreram na América Latina durante o século XX e os demais
períodos da história soviética).

Não se deve confundir ditadura, o oposto de democracia, com totalitarismo, o


oposto de liberalismo. Diz-se que um governo é democrático quando é exercido com o
consentimento dos governados, e ditatorial, caso contrário. Diz-se que um governo é
totalitário quando exerce influência sobre amplos aspectos da vida dos governados (por
exemplo, as regulamentações sobre o corte de cabelo da Coréia do Norte) e liberal, caso
contrário.

Ocorre, porém, que freqüentemente, regimes totalitários exibem características


ditatoriais, e regimes ditatoriais, características totalitárias.O estabelecimento de uma
ditadura moderna normalmente se dá via um golpe de estado.

A principal característica de uma ditadura é a ausência de eleições, pois essas não são
necessárias, segundo a ótica do ditador, porque tudo é imposto por ele.

Bem diferente do que aconteceu, por exemplo, durante o regime militar nas
décadas de 60/70 onde haviam eleições para todos os níveis, desde vereador até
presidente. Apenas era um regime de exceção, pela diferença de que as eleições para
presidente e governadores serem indiretas e para os demais cargos eram diretas.

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Estabelecimento de um regime ditatorial moderno

O regime ditatorial moderno quase sempre resulta de convulsões sociais


profundas, geralmente provocadas por revoluções ou guerras.Também houve muitos
regimes ditatoriais que decorreram das disputas políticas da guerra fria.Nem sempre as
ditaduras se dão por golpe militar, podem surgir por golpe de estado político; exemplo
de movimento desta ordem se deu quando ocorreu a ditadura imposta por Adolf Hitler
na Alemanha nazista (nazi) . O golpe se desencadeou a partir das próprias estruturas de
governo, com o estabelecimento de um estado de exceção e posteriormente, a supressão
dos outros partidos e da normalidade democrática

Exemplos de ditaduras

União soviética e Fascismo. Ditadura do proletariado.

Karl Marx e Friedrich Engels, no Manifesto do Partido Comunista, utilizaram a


expressão ditadura do proletariado, designando um estado de transição entre o
capitalismo e o comunismo (comunismo sendo um estado utópico onde cada um
contribui "o que pode" e recebe "o que precisa"

Tal ditadura não seria, porém, um "estado de exceção", ou o governo de um


ditador. Seria apenas o domínio do proletariado sobre a política.

Ascensão das ditaduras na Europa

Com a crise da bolsa de 29, houve uma perda de confiança no modelo liberal de
governo. Com isso, ganharam força os movimentos fascistas, e emergiram ditadores em
diversos países da Europa, como Mussolini, na Itália; Franco, na Espanha; Hitler, na
Alemanha e Salazar, em Portugal.

Ao mesmo tempo, a União Soviética já tinha se tornado uma ditadura havia


muito, sendo governada por stalin.

As idéias expansionistas do Eixo geraram o embrião da Segunda Guerra


Mundial. O saldo de mortes no conflito entre a URSS e a alemanha nazista é maior que
a soma das mortes ocorridas em todo o resto da guerra

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A idéia de um conflito feroz entre ditaduras que, apesar de se declararem
radicalmente diferentes, eram basicamente iguais é um dos grandes temas do livro 1984

Ditaduras resultantes da guerra

Após a guerra, sobraram diversas ditaduras que haviam participado da guerra, ou


se formado como resultado dela. se destacam a ditadura de Josip Broz (Tito), de cunho
esquerdista, na Iugoslávia; e a ditadura de Francisco Franco, de cunho direitista, na
Espanha.

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Características fundamentais da ditadura.

Do que afirmei até agora se depreende um significado bastante preciso da


Ditadura moderna. Com a palavra Ditadura, tende-se a designar toda classe dos regimes
não-democráticos especificamente modernos, isto é, dos regimes não-democráticos
existentes nos países modernos ou em vias de modernização (com que se podem
assemelhar também as tiranias gregas dos séculos VII e VI a.C. e alguns outros
Governos surgidos na história do Ocidente). Temos, no entanto, de reconhecer que este
significado de Ditadura, embora possua uma indubitável dimensão descritiva, tem sido
freqüentemente usado com fins prático-ideológicos, como alvo de valor negativo a
contrapor polemicamente à democracia. É também por essa razão que, nos últimos anos,
o uso de Ditadura em sentido moderno, corrente nos anos 50 e 60, tende a tornar-se
mais raro; e não falta quem queira restringir a palavra ao significado de órgão
excepcional e temporário, próprio da sua origem romana.

Não é esta certamente a ocasião de adentrarmos numa questão que corre o risco
de se transformar em mera questão de palavras. Bastará, antes de ir mais além, deixar
firmes estes dois pontos: 1) até hoje ainda não se encontrou um termo mais adequado
que o de Ditadura para designar, em seu conjunto, os regimes não-democráticos
modernos; 2) em todo caso, o que vou dizer daqui para a frente sobre as
CARACTERÍSTICAS e tipologias das Ditaduras há de entender-se como uma série de
proposições respeitantes, sobretudo, indubitavelmente, aos regimes não-democráticos
modernos.

Tendo isso em vista, começarei por examinar as características fundamentais da


Ditadura moderna, evidenciadas na discussão da relação da Ditadura com o despotismo,
o absolutismo, a tirania, a autocracia e o autoritarismo. São três, a meu parecer, essas
características: a concentração e o caráter ilimitado do poder; as condições políticas
ambientais, constituídas pela entrada de largos estratos da população na política e pelo
princípio da soberania popular; a precariedade das regras de sucessão no poder.Com
referência à concentração do poder, limitamo-nos a lembrar que esta pode referir-se a
uma única pessoa ou a um pequeno grupo de pessoas. Sobre as diferentes propriedades
desses dois tipos de Ditadura voltaremos a falar.

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O Governo ditatorial não é refreado pela lei, coloca-se acima dela e transforma
em lei a própria vontade. Mesmo quando são mantidas ou introduzidas normas que
resguardam nominalmente os direitos de liberdade, ou limitam de outra forma o poder
do Governo, estas normas jurídicas são apenas um véu exterior, com escassa ou
nenhuma eficácia real, que o Governo ditatorial pode ignorar com discrição mais ou
menos absoluta, recorrendo a outras leis que contradizem as primeiras ou que criam
exceções, utilizando poderosos organismos políticos subtraídos ao direito comum ou
invocando diretamente pretensos princípios superiores que guiam a ação do Governo e
que prevalecem sobre qualquer lei. Este absolutismo do poder ditatorial torna
caracteristicamente imprevisível e irregular a conduta do ditador ou da elite ditatorial.

Nas Ditaduras mais moderadas, podem aparecer alguns limites concretos postos
por grupos dirigentes subalternos que mantenham uma certa autonomia. Estes limites
conferem algum grau de regularidade e de previsibilidade à conduta do Governo.
Mesmo neste caso não existe nenhuma garantia legal ou institucional que permita dar
validade permanente a esses limites. Em relação aos instrumentos de controle
coercitivos que empregam e ao grau de sua penetração e arregimentação da sociedade,
os regimes ditatoriais diferem notavelmente um do outro. A respeito deste tema vamos
nos remeter para o exposto mais adiante, a propósito da análise das tipologias das
Ditaduras.Passemos agora ao segundo ponto: o fundo social e político da Ditadura. O
ambiente mais típico dos regimes ditatoriais é o de uma sociedade abalada por uma
profunda transformação econômica e social, a qual ativa o interesse e a participação
política de faixas cada vez maiores da população e faz emergir o princípio da soberania
popular. Não foi por acaso que os contextos históricos, nos quais o Governo ditatorial
teve maior difusão, foram o das cidades gregas dos séculos VII-VI a.C. e o da época
contemporânea, a partir da Revolução Francesa. O primeiro período marca a passagem
nas cidades gregas, da estrutura tradicional da sociedade com base agrícola e
oligárquica, a uma estrutura nova com base mercantil, e artesanal, igualitária e
democrática.

O segundo período é o do processo conseqüente à industrialização, que destrói a


velha sociedade agrícola e aristocrática, amplia as bases de mobilização social e Política
e faz ver imperiosamente no povo o fundamento principal da justificação do Governo
(mesmo se o povo vier a transformar-se em proletariado, nação ou raça). Neste quadro e
com referência ao mundo contemporâneo, a Ditadura pode surgir, em primeiro lugar,

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numa sociedade com um alto grau de modernização econômica e social e de intensa
mobilização política. Esta é então o resultado de uma grave crise do regime
democrático, deteriorado por perturbações externas ou internas e suportando
movimentos anárquicos das divisões inconciliáveis entre os diversos partidos políticos.
Conforme o ambiente social no qual ela se instaura, esta Ditadura é durável somente
quando adota uma política de mobilização permanente da população.

Finalmente, a Ditadura pode surgir também numa sociedade não atingida pela
modernização, mas na qual os valores e os imperativos do desenvolvimento econômico,
social e político, que se irradiam dos centros-guias da história mundial, impelem uma
pequena elite a impor do alto a industrialização e o desenvolvimento. Neste caso, a
Ditadura procura introduzir uma intensa e durável mobilização, apesar de defrontar-se,
seguidamente, com limites muito persistentes na estrutura da sociedade tradicional.
modernos.

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PSEUDO-DEMOCRACIA: IGUALDADE, IDENTIDADE,
DIVERSIDADE E INFERIORIDADE

A democracia permite e exige que todos possam exercer sua existência de forma
solidária e cidadã. Esta premissa por sua vez, determina que se assumam certos valores
como os conceitos de igualdade e diversidade. Tratar a todos por igual e considerar as
diferenças pode ser perigoso. Perigoso por que se todos são iguais acabam por se tornar
sujeitos sem identidade. Um exército de vozes de uma nota só, um jardim de flores de
um único perfume, cérebros pensando do mesmo jeito sobre as mesmas coisas.

Seria uma triste e dura constatação, se um dia a democracia representar uma


forma sutil de igualar a todos. Uma forma cruel de modelar, formatar e oprimir pessoas
oferecendo a elas a falsa sensação de liberdade. O direito de ser tratado por igual não
implica necessariamente na obrigação de submeter o sujeito a regras e determinações
que lhe impeça de existir, tornando um sub-existente.

Uma outra grande frustração seria estabelecida se o respeito a diversidade


implicasse em fazer com que os sujeitos sejam julgados pelas suas peculiaridades.
Considerar inferior aquele ou aquela que não possuem certa característica ou habilidade
seria absolutamente desumano. Distorce-se então o sentido de diversidade e se
estabelece uma hierarquia entre os seres humanos. Determina-se quem tem ou não certo
direito, a quem cabe ou não cumprir certa regra ou restrição.

Estas compreensões equivocadas derivam da absoluta incompreensão ou


distorção do sentido real de democracia. Exercer este tipo de democracia parece tão
ruim quanto agir de forma ditatorial. Quando se oficializa o poder totalitário sabe-se que
compreensão se tem acerca de igualdade e diversidade. Quando se estabelece um poder
pseudo-democrático tem-se a impressão de ser livre, porém tal liberdade é condicionada
a executar aquilo que mentes privilegiadas ordenam.

Desta forma ao se discutir democracia, igualdade e diversidade, é preciso inserir


também a solidariedade. Por ela não se admite padronizar, hierarquizar, ignorar ou
idolatrar alguns em detrimento de outros. Um Estado solidário garante a todos as
mesmas condições de vida, considerando suas especificidades e suas necessidades. É
pois a redenção de uma nova forma de conviver e principalmente educar. Certamente
será a educação a grande mentora desta nova forma de existir.

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Uma educação corajosa, comprometida e sensível às diferentes formas de existir.
O exercício pleno da existência não permite passividade diante da indignidade cometida
contra milhões de seres humanos. torna-se necessária uma educação que constantemente
faça aos seres humanos, perguntas como: por que milhões de seres humanos não tem
direito de saciar sua fome e outros tantos fazem regime para perder os excessos? Por
que legiões de seres humanos jamais serão capazes de ler este texto? Por que outros
milhares jamais nascerão, outros tantos nascidos jamais terão o prazer de ver suas mãos
traçarem singelas letras ou ainda jamais envelhecerão com dignidade?

Certamente poucos são os que ousam responder, pois quem como eu jamais
sentiu fome e até carece de regime, pode ler e até escrever este texto certamente não
concebe a idéia de perda de identidade ou a sensação de inferioridade. Isto é fruto da
pseudo-democracia, que ilude, engessa e anestesia, formando inúmeros universos
individuais, incomunicantes e incomunicáveis. Assim democratizar o ensino pode
representar a consolidação da grande diáspora de valores de seu seio.

A educação corajosa, comprometida e sensível é acolhedora, afável e terna


porém, não compassiva e perniciosa. Uma educação para a solidariedade é também para
a liberdade, para a consolidação do existir como direito pleno e absoluto de qualquer ser
humano, para a planeteriedade. Uma educação para a bondade, que não (des)figure a
face de seus autores e atores, transformando-os em ingênuos personagens de patéticas
histórias de reflexões maniqueístas entre o bem e o mal.

Ser do bem é ser democrata, gerar igualdade e constituir a diversidade como


instrumentos de ação planetária permanente. Este novo perfil de humanidade a ser
gestada, exige uma educação que embale sonhos e utopias de um novo tempo. Neste
novo tempo as utopias não poderão ser um prato de comida para quem quer se seja ou a
possibilidade de uma criança segurar um lápis entre os dedos

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CONCLUSÃO DA TRIPLA
Analisando as informações, em grande maioria, obsoletas, e pouco precisas
sobre a real violência enfrentada pelo povo brasileiro. Um período de ilusões a nação,
de extrema brutalidade e imoralidade, relembrando a abolição, porem todos eram os
escravos, havia toque de recolher, censura e a multa para quem obedecesse a “lei” era a
tortura ou até mesmo o desaparecimento. No governo oficiais da linha dura, e as ruas
eram dominadas pelas greves dos operários e movimentos estudantis. Começava uma
incrivel e dolorosa batalha entre o Estado e os manifestantes, que reivindicavam o fim
do regime. Como conseqüência deste ato, algo esporadico estava acontecendo, as
liberdades individuais começaram a ser suprimidas e a Nação definitivamente entrou em
um processo de radicalização entre os militares e a oposição, começava o gradual
fechamento do regime, até culminar com o AI-5. Pela primeira vez, em nossa
concepção. O povo brasileiro foi valente e patriota, lutando até a morte pelo fim da
ditadura, pois sabiam que o país tinha que ser deles novamente, mães e pais queriam o
melhor para seus filhos e netos, estudantes queriam um futuro melhor. Muitos morreram
para que hoje, nós, estivessemos um país livre, digno e democratico, no qual
encontramos em uma situação globalizada, segundo a Época Negócios, em 2009, estudo
prevê que economia brasileira atingirá US$ 1,6 trilhão em 2009 e ultrapassaria Espanha
e Canadá, sendo a 8ª maior economia do mundo. É claro e infeliz, que há traços até hoje
da ditadura militar, como todos sabem, nenhum país avança com ditadura, e se caso não
houvesse este regime, hoje o Brasil estaria em uma situação bem mais confortável e de
uma ética superior.

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ANEXOS
CHICO BUARQUE
“Apesar de você”

Hoje você é quem manda Ora, tenha a fineza


Falou, tá falado De desinventar
Não tem discussão Você vai pagar e é dobrado
A minha gente hoje anda Cada lágrima rolada
Falando de lado Nesse meu penar
E olhando pro chão, viu
Você que inventou esse estado Apesar de você
E inventou de inventar Amanhã há de ser
Toda a escuridão Outro dia
Você que inventou o pecado Inda pago pra ver
Esqueceu-se de inventar O jardim florescer
O perdão Qual você não queria
Você vai se amargar
Apesar de você Vendo o dia raiar
Amanhã há de ser Sem lhe pedir licença
Outro dia E eu vou morrer de rir
Eu pergunto a você Que esse dia há de vir
Onde vai se esconder Antes do que você pensa
Da enorme euforia
Como vai proibir Apesar de você
Quando o galo insistir Amanhã há de ser
Em cantar Outro dia
Água nova brotando Você vai ter que ver
E a gente se amando A manhã renascer
Sem parar E esbanjar poesia
Como vai se explicar
Quando chegar o momento Vendo o céu clarear
Esse meu sofrimento De repente, impunemente
Vou cobrar com juros, juro Como vai abafar
Todo esse amor reprimido Nosso coro a cantar
Esse grito contido Na sua frente
Este samba no escuro
Você que inventou a tristeza Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai se dar mal
Etc. e tal
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