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Revista do Arquivo Público Mineiro

Dossiê

Angelo Alves Carrara

Desvendando a riqueza na terra dos diamantes*

Revista do Arquivo Público Mineiro

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Pesquisa na documentação original sobre os temas da fiscalidade e da administração na Demarcação Diamantina, entre 1733-1764, traz à luz novas revelações sobre o movimento da riqueza no Arraial do Tijuco.

explica o caráter das séries documentais que compõem o acervo da Intendência dos Diamantes da Comarca do Serro Frio. Portanto. proibido minerar com maior número. até o fim de julho de 1732). decretos. ordens régias. dentre outros. bandos. numa junta da qual participaram. dois dias depois de uma junta deliberar a capitação de cinco mil réis. Esse sistema perdurou até 1771: o decreto de 12 de julho desse ano extinguiu o sistema de contratos e determinou que a extração dos diamantes corresse por conta da Fazenda Real. cujos nomes deviam ser lançados em um livro destinado a esse fim. publicado no dia 5 do mês seguinte. assentou-se impor a capitação de cinco mil réis. sendo-lhes no sentido de encontrar tanto mecanismos de efetivo controle sobre a produção dos diamantes quanto sistemas eficazes de cobrança dos tributos e direitos régios. o provedor da Fazenda. cujo intuito visava a. 1764. em consonância com o que já estava em curso na Provedoria da Real Fazenda de Vila Rica desde. mandou "despejar as lavras de diamantes e substituir a capitação de 5 mil réis de cada escravo pelo arrendamento das mesmas lavras por um ou dois anos". que deveria adotar o método das partidas dobradas e remeter balanços anuais para Lisboa. Esse sistema permaneceu em vigor no ano seguinte (1731) 2. segundo o qual o ouvidor da Vila do Príncipe serviria como superintendente de todas as terras em que ocorriam as jazidas diamantíferas da comarca do Serro. O novo empreendimento passou. Uma primeira solução para a cobrança dos quintos devidos pela extração dos diamantes foi inicialmente determinada por uma portaria de 9 de junho de 1730. cuja primeira arrematação se deu a 10 de junho de 1739. a denominar-se "Real Extração dos Diamantes". a atividade de extração passou a ser terceirizada a uma companhia particular que vencesse licitação aberta pela Real Fazenda. então. assinada em 16 de março daquele mesmo ano. Os vencedores da licitação – contratadores – tinham o direito de empregar seiscentos escravos. o governador 42 | Revista do Arquivo Público Mineiro | Dossiê . É por isto que as normas motivadas pela necessidade de instituir um corpo administrativo responsável pelo controle das lavras diamantíferas vinham mescladas com uma legislação. foi baixado o Regimento da Mineração dos Diamantes. garantir o máximo rendimento fiscal. pelo qual o governador proibiu toda a mineração de diamantes no território de ocorrência das jazidas. portarias e editais com vistas a reger de forma particular a área de ocorrência das jazidas diamantíferas. do Rio das Mortes e do Serro Frio. quando. As primeiras providências foram tomadas em 2 de dezembro de 1729. pelo menos. Em 26 junho de 1730. deliberação que foi comunicada por um bando com data de 24 de junho de 1730. a indefinição dos administradores da Capitania. os ouvidores de Vila Rica. pagariam os contratadores a capitação anual de 23 mil réis. num curto período foi se formando um emaranhando de leis. Sobre cada um. uma ordem régia. tão logo terminasse o ano fiscal estabelecido para a cobrança da capitação de cinco mil réis (isto é. Mas enquanto as coisas assim transcorriam no arraial do Tijuco. Esse primeiro momento de incertezas normativas durou até a assinatura do bando de 19 de julho de 1734. A partir de 1740. Em substituição à legislação vigente em toda a Capitania. Outra inovação foi introduzida na escrituração contábil. a história administrativa do Distrito Diamantino caracteriza-se pela hesitação. acima de tudo. a extração dos diamantes começou a ser feita sob a forma de contratos. por meio de uma portaria que anulou as datas de terras minerais concedidas pelos guardasmores nos ribeirões em que aparecessem diamantes 1.> Até 1734. Dito de outra forma. As hesitações das autoridades se deviam na realidade à sua inexperiência na matéria: a mineração dos diamantes exigia tratamento distinto do dispensado ao ouro. As penas para os delitos cometidos pelos contratadores foram declaradas no bando de 26 de agosto de 1739. De acordo com a ordem.

o funcionamento de vendas ou tabernas fora do arraial do Tijuco e junto às lavras e ribeirões diamantinos.] por cuja razão ninguém se atreveu a querer arrematar as tais braças ainda que houvera dois a três lanços tão diminutos que não foram atendidos 3. novo bando elevou a capitação para 40 mil réis por escravo a contar de 1º de janeiro de 1734. nesse mesmo dia. em 20 e 28 de janeiro. pela incerteza dos lugares aonde poderiam achar diamantes seria total ruína sua a arrematação em braças. Seus registros trazem a data. em duas dobras. dois semestres. seria cobrado em duas parcelas. São os volumes AN CC 3636. Essa instabilidade em matéria fiscal encerrou-se com o bando de 19 de julho de 1734 . Acervo documental A documentação produzida na primeira metade do século XVIII foi aqui arranjada nas séries seguintes: Matrícula da capitação. isto é. Entradas e saídas de diamantes do cofre e Imposto sobre lojas e vendas do Arraial do Tijuco. por um ano. serviam para neles "se fazerem os ter- Angelo Alves Carrara | Desvendando a riqueza na terra dos diamentes | 43 . Carga da capitação. Matrícula de escravos. dar "de arrendamento as terras das ditas minas como se pratica nas minas das Índias Ocidentais e nas de Golconda Oriental".. pelos escravos. que proibiu a mineração de diamantes na Demarcação. em seu lugar.. Anulou ainda todas as cartas de datas concedidas a partir de 1730 para tirar ouro nas áreas das jazidas dos diamantes.deveria mandar suspendê-la e. três meses depois. Assim. um edital com data de 5 de maio determinou que fossem retirados das lavras os escravos que nelas já estavam trabalhando. A partir de 8 de abril ficaram também proibidos: o negócio de diamantes fora do arraial do Tijuco por pessoas de todas as condições. em 2 de dezembro. a entrada de vagabundos e pedidores de esmolas nos serviços diamantinos.. o governador baixou um bando desimpedindo novamente as lavras diamantinas mediante a capitação de 20$000 réis. de acordo com os termos de abertura dos volumes APM CC 1058 e 1060. Dos livros da série Matrícula da capitação só nos alcançaram os volumes referentes à capitação de 25 mil e 600 réis. extinguiu a capitação e permitiu que os mineiros pudessem extrair os seus cascalhos dos rios até o dia 31 de agosto daquele ano..] mineiros entenderam que. e ainda renovou as penas impostas aos compradores de diamantes fora do arraial do Tijuco e contra as tabernas e escravos de tabuleiros (quitandeiros). Os procedimentos que deveriam ser observados pelo ouvidor da Comarca do Serro na execução da ordem régia foram baixados a seguir. Os livros da série Carga da capitação. Receita e despesa da Tesouraria da Intendência dos Diamantes. correspondentes aos semestres. correspondentes à capitação anterior de 20 mil réis. para se começar nova capitação. existiam pelo menos outros três. Foi estabelecido o preço de 60 mil réis por braça de dez palmos quadrados. o número e nomes dos escravos e o valor total da capitação a ser pago. Mas essa ordem só veio a ser publicada por bandos de 7 e 9 de janeiro de 1732. com a condição de se reservar para o rei os diamantes maiores de 20 quilates. porque além de ficarem perdidos. e que ficassem abertas as tabernas durante a noite no mesmo arraial. como indicam os termos de abertura. Todavia. Contudo. Por fim. No fim de 1733. O valor anual cobrado por escravo. o nome do proprietário. No ano seguinte. o próprio governador reconhecia o fracasso da medida. elevado em 16 de abril de 20 mil para 25 mil e 600 réis. em todos os lugares. não achando diamantes e pagando o preço das arrematações [. AN CC 3639 e AN CC 3515. em carta de 22 de abril: os [. publicouse em 8 de abril um novo procedimento de cobrança da capitação.

de 2 de agosto de 1730 a 14 de maio de 1732. (APM CC 1060). . o sargento-mor Manuel da Fonseca e Silva. carreguei em receita viva ao tesoureiro da Fazenda Real desta Comarca do Serro Frio o sargento-mor Manuel da Fonseca e Silva. Manuel da Fonseca e Silva. à folha [10]. escrivão do registro e receita da capitação dos Diamantes que a escrevi. (APM CC 1062). 1. a quantia de cento e dois mil e quatrocentos réis. Coleção Casa dos Contos/APM. de 11 de agosto de 1730 a 15 de maio de 1732. Santa Maria e Mosquito. há apenas 7 registros de pagadores em atraso feitos entre 7 de fevereiro de 1736 e 25 de dezembro de 1737. os termos de carga adotam as seguintes fórmulas: Aos vinte e dois do mês de abril de 1733 anos. à margem dos quais assentos se puseram verbas deste pagamento. K APM CC 1062: carga da capitação de 1734. procedidos de três escravos que se acham registrados no livro primeiro à folha [28]. que na capitação deste presente ano registrou sete escravos [a saber]. CC 1058). Carrega ao Tesoureiro da Fazenda Real. (APM CC 1058). Morrinhos da Areia. o número de escravos matriculados saltou para 5. de como recebeu a dita quantia se assinou comigo Vicente Ferreira da Silva. no primeiro semestre de 1733. Manuel da Fonseca Pimentel. escrivão do registro. a quantia de cento e quarenta mil réis. Mão-de-obra escrava Os dados constantes dessa série permitem que se proceda a uma análise detalhada do emprego da mão-de-obra escrava na mineração dos diamantes. Manuel da Fonseca Pimentel. K APM CC 1056: carga da capitação de 5 mil réis sobre os escravos empregados no rio Jequitinhonha. Os pagamentos começaram a ser feitos a partir de 22 de abril de 1733 e se estenderam até 5 de setembro de 1735. que devia à Fazenda Real como fiador de Paulo [Alves] de Souza. distribuídos por um total de mais de 700 proprietários. e assinou comigo Vicente Ferreira da Silva. Um levantamento preliminar mostra que. que o escrevi e assinei. 1730-1732). a capitação teria rendido 44 | Revista do Arquivo Público Mineiro | Dossiê Detalhe do registro. São João e no rio Pardo. códice 1056 (Livro de registro de carga de capitação de escravos empregados no rio Jequitinhonha. 19 de julho de 1734 [?]. de 1º de agosto de 1730 a 14 de maio de 1732. assinou comigo. sessenta mil réis que recebeu de João Botelho Pimentel. Vicente Ferreira da Silva. Carrega ao Tesoureiro da Fazenda Real. No primeiro caso. Os pagamentos foram realizados a partir de 9 de setembro de 1734 e se estenderam até 3 de abril de 1736. Dessa série participam os volumes: K APM CC 1054: carga da capitação de 5 mil réis sobre os escravos empregados nos ribeirões do Inferno. Tijuco. do livro de registro.mos das cargas ao tesoureiro da Fazenda Real dos rendimentos dos quintos dos escravos que se levam no registro para minerar diamantes" (APM. Vicente Ferreira da Silva.774 escravos foram matriculados por cerca de três centenas e meia de proprietários. referente ao primeiro livro de matrícula. e de como recebeu dita quantia. Com pequenas variações. que pagou Francisco Gonçalves de Araújo por João Martins Soares.700. de oito negros que tinha registrado no livro terceiro. referente ao terceiro livro de matrícula. seis à folha 48 e um à folha 74v. o guardamor Manuel da Fonseca e Silva. K APM CC 1055: carga da capitação de 5 mil réis sobre os escravos empregados nos ribeirões do Caeté-Mirim. K APM CC 1058: carga da capitação de 20 mil réis dos escravos matriculados no primeiro semestre de 1733. K APM CC 1060: carga da capitação de 20 mil réis dos escravos matriculados no segundo semestre de 1733. No segundo semestre desse mesmo ano. que recebeu de Manuel Borges Bastos.

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1 quilate = 4. contém registros de 4 de fevereiro de 1749 a 6 de setembro de 1753. Essas observações são importantes.586g = 17.1089 grãos = 0. Em lugar do negro acima se matriculou André [Gama] [?] entre as sobrancelhas e [?]. advertir que a equivalência entre quilates. Deve-se. 38 oitavas e 51 46 | Revista do Arquivo Público Mineiro | Dossiê . Matrícula da capitação. Foi com base nos dados extraídos dessa série documental que se construíram a tabela 1 e o gráfico 1 (anexos). por conta da [companhia] um escravo por nome João. faleciam ou retornavam ao trabalho. APM CC 1084: encontra-se em mau estado de conservação. A fórmula adotada nos termos de carga é a seguinte: Matriculou José Alves Maciel. eram feitos nos livros da série Entrada dos diamantes para o cofre.pouco mais de 35 contos de réis. de 9 de outubro de 1738. em muitos casos.526 pedras pesando. constitui-se dos volumes seguintes: 1. deram entrada no cofre 1.523 quilates. a contabilidade das pedras é alterada: no dia 2.0498g = 0. Como informa o termo de abertura. uma oitava = 72 grãos = 3. Constitui-se de um único volume (APM CC 2036) iniciado em 1753. Esses livros registram igualmente todos os confiscos procedidos. bem como de suas retiradas. As fórmulas de registro são constituídas da data de entrada ou saída dos diamantes. por exemplo. atingem patamares notáveis como. avaliado em 300$000 réis. às modificações provocadas pela lei de 11 de agosto de 1753 que estabeleceu o monopólio do comércio dos diamantes em bruto nas mãos da Coroa. Constitui um raro exemplo de série completa. do nome da pessoa que entregou as pedras. que mantinha 122 escravos trabalhando nas lavras de julho a dezembro de 1733. no segundo. nação ladê. APM CC 1067: o termo de abertura data de 20 de maio de 1738. contudo. oitavas e gramas aqui adotada fundamenta-se nos cálculos constantes da própria documentação.20462322g. Algumas vezes. Em julho de 1741. de que é administrador José Alves Maciel". Observa-se ainda que não se incluiu na tabela o registro Contando a riqueza Os registros dos depósitos de diamantes nos cofres da Intendência.243375 quilate. com uma cicatriz na face esquerda. O último lançamento é de 14 de julho de 1748. trata-se da matrícula dos "negros do futuro contrato que se há de principiar em o primeiro de janeiro de mil setecentos e cinqüenta e três anos. em virtude de que a capitação se cobrava pelo tempo de serviço. de 1740 até 1753. As demais séries mereceram especial atenção. caixa geral do contrato dos diamantes. de alguma forma. Assim. a tabela 1 adota as seguintes equivalências: 1 grão = 0. são registradas em verbas à margem direita as datas em que os escravos ficavam doentes. de idade de 25 anos. mas o primeiro registro foi feito em 9 de outubro do mesmo ano. avaliado em 240$000 réis. no caso de Salvador de Seixas Cerqueira. O encerramento da série nesse ano talvez não seja casual e se ligue. no total. A sistematização dos dados também possibilitou conhecer com detalhe os níveis de concentração da propriedade escrava que. do número de pedras entregues e seu peso. De todo modo. 2. Declaro que o escravo supra pertence ao sargento-mor João Alves da Silveira. além dos pagamentos feitos pela Intendência. segundo o qual Luís Alves de Abreu deu entrada em 334 pedras com peso total de 1 1 162 / 2 / 8 16 quilates. e serão estudadas a seguir. o dobro desse valor. A série Matrícula de escravos não deve ser confundida com a anterior.

em razão do controle exercido pelas autoridades régias e em função dos seus preços externos (gráfico 1). o confronto com os números fornecidos pelo movimento das frotas não pode ser feito a partir dos valores apresentados na tabela 1.. Enquanto no movimento de produção aurífera pode ser observada uma fase de crescimento seguida de outra. correspondentes ao total de diamantes remetidos para Lisboa.] somente a frota de 1749 conduziu do Rio de Janeiro 76. encontramos um volume de 122.492 quilates" 4. das quais uma oitava e 45 grãos correspondiam ao peso dos diamantes "olhos de mosquito".170.85 pelas contas da Intendência. Ouro e diamantes possuem naturezas diferentes: os primeiros nascem moeda. cujo número não foi incluído no total das pedras.625.071. em 1743. respectivamente. 2º contrato (1744-1747): 177.888. Um outro aspecto que pode ser inferido a partir da tabela 1 é sazonalidade da atividade mineradora na Demarcação. uma vez que a Coroa cada vez mais os tornava secretos.503.520 e 37. oitavas". em quilates: 1º contrato (1740-1743): 134. 72.687.47 (1744-1747) e 211. O mesmo se deu com o total apresentado em fevereiro de 1742. "as frotas registram 179. cujos "dados já são escassos. em 1742. 3º contrato (17481751): 154. em 1745. ainda assim.. O curioso é que a coincidência entre as cifras de ambas as fontes sinalizam para um espaço reduzido do contrabando. a produção total de diamantes extraídos em cada contrato foi a seguinte.233. os dados apresentados por Calógeras em princípio guardam. Por fim. No entanto. De acordo com o primeiro. os segundos já no parto são mercadorias. por estarem ilegíveis alguns registros daquele mês. Além disso. a seguinte: em 1741.5 quilates. desfalcados daqueles do Rio de Janeiro de 1740 e sem os elementos para os da Bahia.. notáveis coincidências.717 quilates". Para o período do terceiro contrato.791 e 70. para o primeiro contrato. Noya Pinto reparou que. a partir de 3 de maio de 1744 os registros são alterados para a fórmula: "um embrulho de diamantes com . Sobre o segundo contrato. em 1746. correspondente a um valor parcial.53 (1740-1743). 152.200. 42.850 quilates nos cálculos de Calógeras e 477..625 quilates (total das remessas de 1744 e 1745). os valores são idênticos. apenas seu peso. de fato. sim. então seria correto atribuir ao gráfico 2 (anexo) Angelo Alves Carrara | Desvendando a riqueza na terra dos diamentes | 47 .350 e 42.141 e 21. 21. No entanto. [. de declínio.325.521. A tabela1 permite também uma melhor compreensão do funcionamento da mineração diamantina. a produção de diamantes sempre esteve sujeita a variações muito acentuadas. 37. O resultado da comparação entre o movimento das frotas e o das remessas feitas pela Intendência revela.grãos.579. grande distância dos totais extraídos dos livros da Intendência: para os três primeiros contratos. "pelos dados das frotas. provenientes do Rio de Janeiro". os registros feitos entre 6 de janeiro e 3 de maio de 1744 não puderam ser computados por faltarem as folhas 70 e 71. de 29 de agosto de 1744 a 6 de janeiro de 1745. Se de fato os depósitos de pedras no cofre da Intendência eram feitos com relativa brevidade após a extração. Porém. os valores obtidos foram 113.784 quilates chegados a Lisboa. mas dos listados na tabela 2.85 quilates (1748-1751). mas observe-se que a frota proveniente do Rio de Janeiro partiu em janeiro de 1747. e a remessa da Intendência para Vila Rica se deu em agosto de 1746. A relação entre os valores referentes aos diamantes que chegaram pela frota do Rio de Janeiro e os remetidos pela Intendência do Tijuco foi. a soma dos valores dos três contratos revela uma aproximação razoável: 465. A tabela 1 permite um cotejo com os dados sobre a produção de diamantes apresentados há um século por Pandiá Calógeras e mais recentemente por Virgílio Noya Pinto. Contudo.

24 oitavas e 30 grãos. uma semana e. de 20 de 48 | Revista do Arquivo Público Mineiro | Dossiê . Em seguida. a José Alves da Costa. Por exemplo. seus escravos. apenas um ou dois dias (tabela 2). de janeiro de 1740 a junho de 1748. 7 oitavas e 2 grãos de ouro. isto é. Também nessa data foram confiscados ao capitão-mor José Batista Rolim e Pedro [?]. Entretanto. em 6 de janeiro de 1745. todos esses procedimentos não se davam no mesmo dia. em 29 de julho de 1743. Essa é a razão pela qual os confiscos lançados nesses livros diferem dos registrados pela Tesouraria da A série Receita e despesa da Tesouraria da Intendência dos Diamantes para o período de 1732 a 1770 é constituída dos volumes seguintes: APM CC 1061: registros de 1732 a 1751. Nova conferência foi feita em 2 de maio. de propriedade de Inácio Francisco Ribeiro. além de seis diamantes. Esse movimento está rigorosamente acorde com a contabilidade da Real Extração. Primeiramente. eram entregues ao desembargador. em 14 de março de 1740 os diamantes foram retirados do cofre para conferência. enquanto que os mais fracos ocorrem em particular no mês de agosto. sete vezes mais 5. quase sempre. 133 oitavas e 59 grãos. ao capitão Pedro Correia da Cunha e Domingos Pereira Lisboa.o movimento dessa sazonalidade. Considerado o período de depósitos mensais regulares. além dessas. os diamantes eram submetidos a outra rotina. de 39 oitavas e 10 grãos. e ao alferes Antônio Fernandes Braga. os diamantes depositados tinham seu peso conferido com o valor declarado nos registros e. as datas do início da conferência e da remessa eram separadas por. cavalos) e resultavam das apreensões feitas pelos soldados do Destacamento de Dragões (tabela 3). dos contratadores (tabela 3). e só no dia 8 foram remetidos para Vila Rica. Intendência dos Diamantes. Essa operação era denominada Saída dos diamantes do cofre para conferência. percebe-se que os depósitos maiores coincidem com os meses chuvosos. ao cabo Antônio Vaz de Araújo. APM CC 1088: registro de despesas da Intendência dos Diamantes. 19 oitavas e 19 grãos de ouro. em várias ocasiões. Nos livros de entrada para o cofre. mais um diamante. APM CC 1070: registro de receitas diversas. que os enviava a Lisboa. Rumo a Lisboa Uma vez depositados no cofre. Os confiscos contabilizados pelos livros de entrada no cofre incidem sobre ouro e diamantes. ao passo que os da Tesouraria recaem sobre bens (e muito em particular. Podiam mesmo durar algumas semanas. foi feito o registro do confisco dos escravos do alferes Antônio Fernandes Braga. eram remetidos para a Fazenda Real de Vila Rica. mais seco. registraram-se os confiscos de 149 oitavas e 57 grãos aos escravos Pedro Congo e José [?]. Dinheiros e diamantes Um último item que deve ser considerado na contabilidade dos livros de entrada de diamantes para o cofre corresponde aos confiscos cujos valores eram depositados em benefício da Companhia. por exemplo. que nos meses secos empregava 600 escravos. Mas. confiscaram-se 16 pedras com peso total de uma oitava e 30 grãos. Em 18 de agosto do ano seguinte. sem declaração de nome do confiscado. e na estação das águas. fez-se a Manuel João o confisco considerável de 293 oitavas e 19 grãos de ouro. estando tudo em ordem. seus escravos. a das remessas para Lisboa. de 27 de junho de 1740 a 17 de abril de 1754. Onze dias depois foi lançado um outro confisco de 16 oitavas e 15 grãos de diamantes e. no máximo.

] informa no mandado que o dito intendente lhe mandou passar para o tesoureiro da Fazenda Real desta repartição. Belquior Isidoro Barreto. mandou vir perante [si] o dito Intendente ao Cabo da Esquadra Lázaro da Costa Rodrigues. em barras e dinheiro. neste arraial do Tijuco e casas da Intendência dos Diamantes. APM CC 1098: cópia dos lançamentos anteriores a 1761. desembargador da Casa da Suplicação e Intendente Geral dos ditos diamantes e [assistente] neste arraial do Tijuco. mandou dar de primeiro quartel a José Azevedo Freire. para o período de 1752 a 1758. para vir conduzir até Vila Rica com seus soldados do destacamento desta Comarca. arrematante do quartel do Milho Verde. o guarda-mor Manuel da Fonseca e Silva e o fiscal do Juízo. de novos direitos assim como da Provedoria da Fazenda de Vila Rica para pagamento das despesas com o destacamento de soldados dragões. Rafael Pires Pardinho. para efeito de se remeter deste cofre o cabedal que nele havia da Fazenda Real para ir na frota que se acha no Rio de Janeiro. APM CC 2006: livro com poucas folhas utilizadas. a partir de 20 de setembro de 1751 até 1756: APM CC 1097: livro destinado ao registro dos montantes recebidos pela Tesouraria da Intendência. a fórmula seguia o estilo seguinte: Ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil setecentos e trinta e cinco anos. Seus registros constam da data. Manuel da Fonseca e Silva. o Capitão Sebastião de Oliveira. o Intendente Rafael Pires Pardinho comigo escrivão ao diante nomeado e o tesoureiro da Fazenda Real. de 1752 a 1758. APM CC 1102: registro das despesas com os soldados dragões de março de 1755 a 1757. estando presente aos desembargadores. que está nomeado pelo seu Capitão Comandante [José] de Morais Cabral. consta destinar-se este Angelo Alves Carrara | Desvendando a riqueza na terra dos diamentes | 49 . Governo das Minas Gerais. APM CC 1196: receita e despesa de 1770.setembro de 1751 até 1756. se tiraram deste cofre na Fazenda Real e Intendência dos Diamantes desta Comarca do Serro do Frio. nome do responsável pela ordem de pagamento. livro destinado exclusivamente ao registro dos dinheiros e diamantes recebidos de confiscos. o valor retirado do cofre e a fonte da despesa. Quando se tratava de remessas para Portugal de ouro em pó. (APM CC 2006). eu. Belquior Isidoro Barreto. ao qual entregaram quatro [caixotes] pregados [?] com o cabedal seguinte: Caixa no. aos vinte e dois dias do mês de abril do dito ano. APM CC 1088: registro dos documentos de despesas realizadas pela Intendência dos Diamantes. de que mandou fazer este livro que serve de saída do dito cofre e assinou comigo e o dito tesoureiro. APM CC 1098: de sua nota de abertura. escrivão da Intendência. 1. conforme o exemplo abaixo: Aos vinte e cinco dias do mês de junho de 1734 anos. Estado do Brasil. Manuel da Fonseca e Silva. datada de 26 de abril de 1765. APM CC 1114: receita de 1756 a 1763. de que deu quitações [. setenta e cinco réis que por termo feito a folha 5 do livro das arrematações do assento dos mantimentos para o Destacamento dos Dragões. de 25 de junho de 1734 a 21 de dezembro de 1736. o escrevi e assinei. a quantia de trinta e sete mil. por ordem do doutor Rafael Pires Pardinho. APM CC 1097: registro da receita da Tesouraria da Intendência. Seus lançamentos cobrem o período de 27 de junho de 1740 a 17 de abril de 1754. de atrasados da capitação. APM CC 1070. Suas informações teriam de ser cruzadas com as dos demais livros da série.

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parece ter-se originado durante o trabalho de elaboração desse instrumento de busca. e que. Coleção Casa dos Contos/APM. em cujo termo de abertura se lê: "recebimento das doblas do novo imposto das lojas e tavernas. APM CC 1114: receita de 1756 a 1763. de 1813 a 1815. em breve. "o imposto chamado do Banco do Brasil consiste na contribuição de 60 mil réis que paga cada loja de fazenda. Angelo Alves Carrara | Desvendando a riqueza na terra dos diamentes | 51 . Essa contribuição foi imposta por ordem dos governadores e capitães generais para a compra do capim dos cavalos do destacamento que ali se achava. possa ser publicado o levantamento completo de todos os proprietários de lojas e vendas do Tijuco. Data inicial Data final Volume Rolo Fotograma Fotograma inicial final 0613 0005 0003 0200 (cópia do anterior) Lojas e vendas O levantamento das lojas e vendas em funcionamento no arraial do Tijuco entre 1735 e 1762 foi extraído de um conjunto de livros que constituem uma série decorrente da cobrança de um tributo normatizado pela portaria de 24 de dezembro de 1734. que aparece em duas séries do Inventário Analítico ("carga de dobla" e "receita e despesa de dobla") aplicado a esse imposto. códice 1056 Livro de registro de carga de capitação de escravos empregados no rio Jequitinhonha. inclusive". de cópia dos lançamentos anteriores a 1761. a partir da associação entre o conteúdo dos livros do imposto sobre lojas e vendas do arraial do Tijuco. de 1734 a 1764 (tabela 4 e gráfico 3). e as vendas. De acordo com o alvará. e o do volume 0629. APM CC 1102: livro destinado ao registro das despesas pagas pelo tesoureiro da Intendência dos Diamantes com os soldados da tropa de dragões de março de 1755 a 1757.Detalhe do registro. Segundo Cunha Matos. mas os intendentes converteram o pagamento do capim em imposto do Banco" 6. já concluído. livro "para nele se tresladar a receita e despesa dos tesoureiros desta Intendência dos Diamantes Tomás de Aquino César Azevedo e Manuel Antônio da Costa. 1730-1732. constituída por força do alvará de 20 de outubro de 1812. fornecerá uma base de dados importantes a quantos se interessem pela história da Demarcação dos Diamantes. certamente. APM CC 1196: receita e despesa de 1770 5. boticas e boticários". Espera-se que. no arraial do Tijuco. que estabeleceu impostos para auxiliar o Banco do Brasil. e parece fazer parte do esforço de reorganização contábil levada a efeito pela Provedoria da Real Fazenda de Minas a partir de 1764. segundo a qual as lojas de fazenda estabelecidas dentro do arraial do Tijuco fossem tributadas em 50 oitavas de ouro anuais (cada oitava a um mil e 200 réis). portanto. O nome "dobla". pertence a série diversa. Trata-se. São os seguintes os livros dessa série: Uma advertência importante a ser feita é a de que os dados contábeis desses livros só adquirem pleno significado quando confrontados com os dados totais da contabilidade da Provedoria da Real Fazenda de Vila Rica. Este último. 29/03/1734 19/01/1736 18/01/1736 18/01/1740 18/05/1745 18/08/1751 18/09/1751 18/09/1756 18/09/1751 18/09/1756 18/11/1756 10/11/1762 AN CC 0139 021 056 059 059 014 021 0715 0147 0199 0384 AN CC 0806 AN CC 0860 AN CC 0861 APM CC 1089 AN CC 0140 0717 0795 Por senso de oportunidade. contudo. todos os estabelecimentos comerciais estavam obrigados a pagar 12 mil e 800 réis por ano. escriturados entre 1734 e 1764. que serviram desde o ano de 1751 exclusive [até] o ano de 1761. e de 20 mil réis que paga cada venda anualmente. em 30 oitavas. apresentam-se em anexo as tabelas que informam e o gráfico que ilustra o número de lojas e vendas em funcionamento no arraial do Tijuco.

81 4.273.58 670.540861 494.656 *2.788778 123.516.767556 669.93 2.577 5.374.846.3704722 77.233083 65.67 823.592 8.00 3.653 7.003639 849.30 792.015.610 1.748 9.98 629.66 4.207 14.519361 49.88 3.387944 451.90 3.086 8.28 3.5565278 110.398056 626.18 4.896778 30.483556 719.936.778028 182.058972 690.2982222 83.111.667194 162.5308056 20.653139 207.43 3.72 410.544 5.38625 383.699.49 2.243 7.495083 538.924 quilates 496.88 3.630.19 99.04 1.62 320.404611 841.216694 168.9223611 154.984333 757.404472 542.33 891.899 649 3.Tabela 1 | Entrada dos diamantes no cofre da Intendência da Demarcação Diamantina 1740-1753 ano 1740 mês 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 1741 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 1742 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 # pedras 547 874 542 628 942 1.85 149.332.09 753.09 oitavas 28 57 34 45 47 38 35 08 05 21 23 43 133 106 167 236 200 200 137 13 30 186 211 249 276 50 125 218 150 174 151 18 79 177 192 234 grãos 25 68 35 17 00 21 68 37 49 40 29 00 09 61 43 64 48 47 65 59 64 60 08 45 41 62 72 15 10 49 15 19 21 67 38 44 peso em gramas 101.017 183 83 586 672 1.30 4.373.339917 638.73 1.28 2.313917 128.88 3.36 604.66 2.54 377.117.198 477.207.872.830 9.823.27 3.151.75 1.060.315444 52 | Revista do Arquivo Público Mineiro | Dossiê .200 4.818 9.276 9.389.282 732 768 6.15525 991.377 7.715 7.154139 601.044444 895.436 5.039 4.416.500 6.542 137.177 10.16 541.24 2.649.4943056 284.04 2.47 242.836 782.516.590667 719.

500.476 5.068 2.41 4.472 2.532 1.28 3.764 769 4.531.470 1.199.302.178306 562.718.662444 624.309917 555.95 1.89 1.14606 880.893.930.33006 335.927.65 3.95 3.90675 202.793583 1320.30 3.297833 803.306 1.61 1.304639 121.392.33 5.452917 673.41 1.67375 245.775889 420.62 4.286 8.639.849.715.087.630833 351.450.76 988.862667 119.14 6.347.290.448.10 3.86 6.33 3.782.64 1.056.212 3.36525 1119.43 807.14 4.437417 275.589833 292.602 804.86 1.420917 387.848 6.111.469.310167 705.2595 761.837 10.995.503.76 595.719.680583 716.240528 987.052.541389 188.475 9.08 1.26 2.748.826.940472 613.106389 364.726833 1744 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 4.67 1.194 9.427.059778 898.524 quilates 3.15 oitavas 207 275 368 245 245 212 156 46 33 171 224 174 105 234 312 93 81 250 170 101 117 56 196 372 257 224 154 199 187 108 76 68 52 33 62 98 grãos 59 33 10 37 54 19 61 07 70 42 08 14 39 45 10 42 32 49 70 52 27 30 56 52 00 21 69 57 57 03 63 34 48 18 06 06 peso em gramas 745.661278 378.59 3.68 2.102 3.58189 921.412806 881.71 1745 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Angelo Alves Carrara | Desvendando a riqueza na terra dos diamentes | 53 .21 1.90 4.21 4.641.877 9.48 2.454139 165.ano 1743 mês 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 # pedras 7.88 582.472417 841.50 2.306.645111 1336.006.488 4.84 922.686 12.2345 222.824389 615.41 3.

90 180 6.7875 2224.912833 388.01 1.44 3.353.459.777.32 1747 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 1748 1 2 3 4 5 6 1749 2 3 4 9 10 11 386 12 234 120 54 36 00 00 54 | Revista do Arquivo Público Mineiro | Dossiê .142.877 1196.487.76 oitavas 122 134 131 128 179 61 37 11 17 48 193 620 478 351 217 154 199 108 99 86 94 333 583 678 729 608 579 215 218 84 254 grãos 00 24 00 24 24 66 22 59 24 63 54 21 00 36 12 48 06 18 36 54 36 45 00 00 54 54 40 00 00 65 36 36 peso em gramas 437.655.ano 1746 mês 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 # pedras quilates 2.97 653.22 3.38 2.1845 356.137.9775 2078.748 304.81 2.08 10.78 3.710.04 4.71 207.488.295.767.825 839.13 10.787.089333 222.743.155.308 2616.492 481.807 311.51 2.8835 2182.108 1260.880.203333 643.8855 44.805.54 1.75 4.45 3.28622 770.99 781.41 10.124 430.36592 1714.479 778.846.0855 338.60 3.759667 554.26575 694.92 5.637 647.766 460.820.33 3.55 3.777722 42.248.1573333 175.59 12.638 2431.634667 713.41 2.162.11 10.215.896.084.273 1386.3845278 62.033167 133.100.395.91 11.11 303.102.37 8.73 856.667.719333 469.869.520.12 1.99 6.461361 912.37925 2090.46 1.92 2.54 1.86 1.375.159.02 219.

384806 94.480.687.753.104 303.37 1.71 oitavas 312 310 347 3.954.083.64 8.59542 1121.7595 972.004 588.98 8.77 1.051.59 460.402.351306 170.60 749.13 6.192.7025 1126.873.98 5.87 9.ano mês 12 # pedras quilates 5.53733 13232.408 1033.467.72 5.77 490.4995 153.690 536 239 349 495 271 314 164 84 135 28 288 511 312 249 290 85 42 47 26 grãos 00 00 24 00 42 18 58 54 18 00 00 54 13 00 22 03 55 39 07 54 55 37 21 peso em gramas 1118.086.372.28864 307.32 64.129.22 2.34 1924.66 1245.757472 100.55 4.07 2.86372 1832.40272 1777.64 5.35 832.57131 894.56 4.03 4.9505 1254.432.856417 1040.832 1111.2819167 1750 2 3 1751 1 2 12 1752 1 2 3 4 5 6 7 8 1753 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Angelo Alves Carrara | Desvendando a riqueza na terra dos diamentes | 55 .9135 484.38 6.11 5.18 5.18783 857.485.368.659.502.502.

836. em oitavas 978 _ 1.08.081.098.1746 12.1752 00.11 20.4 14.588.709 _ 2 grãos 15.02.74 15.1752 20.04.08.349 4.723 14.1752 00.00 21.23 15.00 35.1750 26.1753 00.09.25 Tabela 3 | Ouro depositado em benefício do Contrato 1741 .1753 20.08.1744 16.73 37.993.1741 30.1751 07.672.505 _ 9 grãos 4126 _ 8.1743 24.053.07.00 11.817 4.1741 04.1752 00.398 4.04.50 37.00 29. em g 3.1747 03.798.565 8.112.1741 01.1753 Gramas 657.08.1753 00.118.1750 13.792 17.682 1.287.530.06.482.953.1748 00.44 2.921 1.1743 14.884 _ 413 _ Total depositado.1740 19.225.659.06.541 5.533.1744 04.969.901 5.1748 05.321 5.06.08.1742 25.80 8.508.640 2.1745 08.381.758 30.811 56 | Revista do Arquivo Público Mineiro | Dossiê .506.820 4 grãos 2.04.1753 00.07.456.726 664 1.03.632 5 grãos 57.408.07.909 58.974 2.76 10.88 8.00 17.07.603.16 88.056.Tabela 2 | Remessas de Diamantes para Lisboa 1740 .70 6.676.07.858.75 19.44 8.495.25 14.822.1751 00.056 Quilates 3.102 _ 2.02.16 56.507 13.1752 00.53 30.03.06.1753 Total depositado.030.08.79 4.48 7.97 #pedras 2.1753 Data 08.423.1752 00.215.1753 00.04.685 3 grãos 4.401.280.394.35 206.583.1753 06.398.01.00 20.034 5.00 76.875 41.06.1753 00.05.05.52 7.00 42.80 3.756.388 _ 24.79 6.1753 Data do depósito 09.170.02.133 _ 10.609.1742 01.03.015 1.01.514 17.104 3.08.12.00 26.1741 26.01.521.75 15.00 41.325.136 46.02.331.

Tabela 4-A | Número de Lojas do Arraial do Tijuco 1735-1764 jan 1735 1736 1737 1738 1739 1740 1745 1746 1747 1748 1749 1750 1751 1752 1753 1754 1755 1756 1757 1758 1759 1760 1761 1762 1763 1764 8 16 14 7 9 13 10 13 12 9 10 10 11 11 12 17 19 15 14 21 19 16 13 12 12 14 12 7 9 9 13 11 12 18 19 15 14 19 21 16 13 12 fev 7 17 13 10 9 mar 9 17 13 10 10 12 14 12 8 9 12 13 12 12 16 16 13 14 19 21 16 11 10 12 11 13 12 17 16 13 15 19 12 16 12 10 abr 6 16 13 11 9 12 13 11 8 6 maio 6 15 12 11 10 9 12 12 8 8 7 11 11 13 10 17 16 13 18 19 15 16 12 10 jun 6 15 12 12 11 8 12 13 10 8 9 10 11 13 12 16 13 13 18 20 17 17 12 7 jul 8 15 12 12 13 9 12 13 10 11 11 11 9 11 15 16 14 13 18 20 18 15 12 7 ago 8 14 12 12 13 9 11 13 10 12 11 11 9 12 18 17 14 13 19 18 20 15 12 7 set 13 13 11 9 11 8 11 11 10 9 11 10 11 9 12 20 16 15 12 19 18 6 15 12 4 out 14 13 12 10 13 20 10 13 9 11 10 12 9 12 19 16 15 13 19 19 5 15 12 4 nov 15 14 11 9 14 9 10 12 9 11 10 11 10 12 17 16 16 14 21 19 16 15 12 4 dez 14 13 11 9 14 13 11 12 8 10 10 10 10 12 18 18 16 15 21 19 17 13 12 Angelo Alves Carrara | Desvendando a riqueza na terra dos diamentes | 57 .

Tabela 4-B | Número de Vendas do Arraial do Tijuco 1735-1764 jan 1735 1736 1737 1738 1739 1740 1745 1746 1747 1748 1749 1750 1751 1752 1753 1754 1755 1756 1757 1758 1759 1760 1761 1762 1763 1764 9 11 13 11 9 12 2 7 10 10 12 9 12 10 10 13 10 8 10 8 9 8 7 8 fev 11 10 12 15 10 5 7 10 9 8 10 12 10 12 13 13 8 10 8 10 10 7 8 mar 11 10 12 14 10 5 7 10 6 8 11 11 11 12 14 12 6 10 8 11 6 8 5 abr 12 10 12 14 10 6 7 10 7 11 8 12 13 13 12 6 10 8 12 6 8 6 maio 14 10 13 13 10 5 6 7 1 7 7 12 9 11 14 13 13 6 10 11 13 6 8 6 jun 14 9 12 13 10 6 7 8 8 7 7 10 9 12 14 11 12 6 10 11 13 7 5 6 jul 14 9 12 13 12 5 7 8 9 7 6 9 9 11 12 11 12 7 7 11 13 7 5 6 ago 14 9 11 11 12 5 6 13 8 10 8 11 8 10 12 10 12 7 7 8 11 7 5 6 set 13 10 11 10 11 3 7 8 9 12 8 9 13 8 9 11 8 13 7 7 8 2 8 7 4 out 15 11 12 9 12 6 6 8 9 12 10 13 11 9 14 8 13 6 8 9 1 8 7 4 nov 15 12 13 9 12 6 7 9 9 12 10 11 9 9 14 8 13 9 7 9 7 8 7 4 dez 15 13 10 9 12 5 7 9 8 12 10 11 7 9 13 11 8 9 7 9 7 8 7 58 | Revista do Arquivo Público Mineiro | Dossiê .

"no ano de 1731 ainda não havia resolução positiva da Corte e continuou a capitação de 5$000 réis por edital do ouvidor que não achei. vol. Raimundo José da. Encareço minha gratidão aos assistentes de pesquisa Alexandra Maria Pereira. De acordo com PROENÇA. v. 16377/218-9. explorar o conteúdo de documentos de interesse para a história da Demarcação. entre 1733 e 1764. Angelo Alves Carrara | Desvendando a riqueza na terra dos diamentes | 59 . para 1798. 312. Revista do Arquivo Público Mineiro. memória publicada anteriormente na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. reunindo capítulos originalmente publicados sob a forma de artigos d’O Jequitinhonha.Gráfico 1 Total em gramas de diamantes depositados no cofre da Intendência do arraial do Tijuco 1740-1753 Notas | 1. Um exemplo dessa contabilidade. CUNHA MATOS. nem quem me desse a sua data". ed. datada de 8 de maio de 1730. cujos esforços tornaram possível a empreitada. Belo Horizonte: Itatiaia. 1979. em primeiro lugar. só por rigor da terminologia arquivística. 1. com o indispensável apoio do CNPq. tomo 63. * Este artigo se debruça sobre o acervo documental produzido pela antiga Intendência dos Diamantes. primeiras administrações. com a ressalva de que. 1938. As minas do Brasil e sua legislação. números de lojas e vendas quilates peso em gramas O historiador Angelo Alves Carrara é professor do Departamento de História da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e autor de A Real Fazenda de Minas Gerais (UFOP). a partir de 1861]. PROENÇA. 4. 1. 307. vol. São Paulo: Ed. 251-355. 251-355. Belo Horizonte: Imprensa Oficial. 258). Joaquim Felício dos. apresentar as séries constitutivas do fundo Intendência dos Diamantes que nos alcançaram. documentos relativos ao descobrimento dos diamantes na comarca do Serro Frio até 26 de julho de 1733. Martinho de Mendonça de Pina e de. PINTO. copiados e conferidos por Augusto de Lima]. Revista do Arquivo Público Mineiro. 1979. As matérias de que trata têm em comum o tema do exercício da fiscalidade e da administração na Demarcação Diamantina. Raimundo José. 6. p. p. O ouro brasileiro e o comércio anglo-português: uma contribuição aos estudos da economia atlântica no século XVIII. CALÓGERAS. p. Em síntese. Gráfico 3 Variação do número de lojas e vendas no arraial do Tijuco 1735-1764 5. Para um repertório da legislação até 1733. o que se buscou foi. cit. e resulta de um conjunto de pesquisas conduzidas desde 2003 no acervo da Coleção Casa dos Contos de Ouro Preto. Sobre o descobrimento dos diamantes na comarca do Serro Frio.. 2. cf. Corografia histórica da província de Minas Gerais [1837]. 348 (Publicações Históricas do Arquivo Público Mineiro. manuscrito 346. São Paulo: Nacional. pp. pp. v. 1979 [1. Nacional/Brasília: INL. Essa portaria era explicada por outra. pp. Corografia histórica da província de Minas Gerais [1837]. já que algumas se constituem de um ou dois volumes. [Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. 1981. Memórias do Distrito Diamantino. n. Virgílio Noya. muitas delas podem ser assim consideradas. v. a partir da p. em segundo lugar. 263. Belo Horizonte: Imprensa Oficial. 1902. Para um resumo da legislação posterior ainda é muito útil o texto de SANTOS. p. 7. 283284. pp. 7 (1902). Quelen Ingrid Lopes e Felipe Rodrigues de Oliveira. 3. Gráfico 2 Relação entre o número e o peso em gramas dos diamantes remetidos para Lisboa 1740-1743 2. 1868. João Pandiá. 3). Martinho de Mendonça de Pina e de (op. pode ser consultado em CUNHA MATOS.