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MA13 – Geometria

23 de outubro de 2012

Unidade 15 – Posi¸c˜oes Relativas de Retas e Planos

Vamos inicialmente estabelecer alguns resultados auxiliares que ser˜ao usa- dos na resolu¸c˜ao dos exerc´ıcios:

(R1) Se r ´e paralela ao plano α , ent˜ao r ´e paralela a uma reta do plano α

Demonstra¸c˜ao. Suponha que r ´e paralela ao plano α e considere P α . Como r α , P r . Considere o plano β que cont´em r e P . Como r α ,

α = β . Como P α β , α e β s˜ao secantes.

Vamos mostrar que r r . J´a sabemos que s˜ao coplanares pois est˜ao

contidas em

Seja r = α β .

β . Note que r α = implica r r = . Logo, r r .

implica r ∩ r ′ = ∅ . Logo, r r ′ . (R2) Se r

(R2) Se r ´e paralela a uma reta do plano α , ent˜ao r ´e paralela ao plano α ou r α .

Demonstra¸c˜ao. Suponha que r ´e paralela a uma reta r α . Se r α = , como r e r s˜ao coplanares, r α . Se r α = , ent˜ao r ´e paralela ao plano α .

∩ α = ∅ , ent˜ao r ´e paralela ao plano α . (R3) Duas retas

(R3) Duas retas paralelas a uma reta s˜ao paralelas entre si

Demonstra¸c˜ao. Sejam r, s e t retas tais que r t e s t. Se r, s e t forem coplanares, segue que r s . Suponha agora que r, s e t n˜ao s˜ao coplanares. Sejam α o plano que contem r e t e β o plano que contem s e t.

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Vamos mostrar inicialmente que r s = . De fato, lembrando que r, s

e t n˜ao s˜ao coplanares, como r t β implica por (R2) que r β . Como

s β , temos r s = . Vamos mostrar agora que as retas r e s s˜ao coplanares. Seja P r . Sabemos que P s . Considere γ o plano que passa por P e cont´em s . Ent˜ao

γ β = s ( s ´e comum aos dois planos e P r e r β , temos γ = β ). Como

P γ α , e estes s˜ao planos distintos (pois s γ e s α ) ent˜ao γ α

´e uma reta contendo P . Seja r tal reta. Como r e t s˜ao coplanares (pois

ambas est˜ao contidas em α ) e n˜ao se interceptam (pois, se existisse Q r t, para algum ponto Q, ent˜ao como r γ e t β , segue que Q γ β = s ,

ou seja Q s e Q t, o que ´e um absurdo pois s t). Ent˜ao r t. Consequentemente, como r e r s˜ao duas retas paralelas a t passando por P , segue que r = r . Portanto r, s γ , ou seja, r e s s˜ao coplanares.

r, s ⊂ γ , ou seja, r e s s˜ao coplanares. (R4) Seja uma reta

(R4) Seja uma reta r ´e paralela a um plano α . Se β ´e um plano tal que

r

β e α e β s˜ao secantes, ent˜ao a interse¸c˜ao de α e β ser´a uma reta paralela

`a

reta r .

Prova. Seja s = α β . Como r e s s˜ao coplanares, elas s˜ao paralelas, pois caso contr´ario, r interceptaria s α o que contraria a hip´otese.

r interceptaria s ⊂ α o que contraria a hip´otese. (R5) Se uma reta r ´e

(R5) Se uma reta r ´e paralela a um plano α , ent˜ao a paralela a esta, tra¸cada por um ponto do plano, fica contida no plano.

Demonstra¸c˜ao. Seja P α . Suponha que a reta s , paralela a r , que passa por P n˜ao esteja contida em α . Seja β o plano definido por r e s o qual intercepta α segundo uma reta s . Por (R4) , r ´e paralela a r . Ter´ıamos assim tra¸cado por P duas retas ( s e s ) paralelas a r . Absurdo!

duas retas ( s e s ′ ) paralelas a r . Absurdo! (R6) Sejam α

(R6) Sejam α e β dois planos secantes e r uma reta paralela a α e a β . Ent˜ao, r ´e paralela `a interse¸c˜ao de α e β .

Demonstra¸c˜ao. Seja t a reta interse¸c˜ao dos planos α e β . Por um ponto P t tracemos uma reta r paralela a reta r . Por (R5) , r est´a contida tanto em α como em β , portanto, ela coincidir´a com t.

a reta r . Por (R5) , r ′ est´a contida tanto em α como em

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15.6 – Problemas – Unidade 15 – p´agina 13 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina 223

1. (Exerc´ıcio 1 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina 223) A figura abaixo representa uma ponte sobre uma estrada de ferro. Sejam α e β , respectivamente, os planos da pista da ponte e o do leito da estrada de ferro e sejam r e

s as retas que representam o eixo da pista e um dos trilhos. Quais s˜ao as posi¸c˜oes relativas de α , β , r e s ?

s˜ao as posi¸c˜oes relativas de α , β , r e s ? ´ E razo´avel

´

E razo´avel admitir que um pequeno trecho da ponte sobre a estra da de

ferro esteja contido em um plano α paralelo a β . Temos

r α, α β

r β =

r β

Analogamente, s β e s α . Al´em disso,

r α, s β

r s =

Como a estrada cruza a ferrovia, r e s n˜ao podem ser coplanares. Logo,

r e s s˜ao reversas.

No volume 4 ( Matem´atica no Encino M´edio ), considera-se tamb´em o caso em que a estrada de ferro esteja em um plano inclinado de modo que α n˜ao seja paralelo a β . Conclui-se tamb´em que r e s s˜ao reversas.

2. (Exerc´ıcio 2 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina 223) Quantos s˜ao os planos de- terminados por 4 pontos n˜ao coplanares?

Note que qualquer subconjunto de 3 pontos distintos deve gerar um plano que n˜ao cont´em o quarto ponto. Caso contr´ario, haveria 3 pontos

3

colineares e os quatro pontos seriam coplanares. Consequentemente, podemos interpretar os 4 pontos como v´ertices de um tetraedro e assim eles determinam 4 planos: cada plano contendo uma face do tetraedro.

Podemos tamb´em calcular a quantidade de planos determinados por 4 pontos n˜ao coplanares, fazendo a todas suas poss´ıveis combina ¸c˜oes trˆes a trˆes:

Ç 4 å = 4!

3!

3

= 4

Como do fato de n˜ao serem coplanares segue que n˜ao h´a trˆes deles que sejam colineares, todos esses planos s˜ao distintos pois o pont o n˜ao pertencente `a combina¸c˜ao tamb´em n˜ao pertence ao plano gerado.

3. (Exerc´ıcio 3 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina 223) Quantos planos distintos s˜ao determinados por um subconjunto dos v´ertices do paralelep´ıpedo ABCDEF GH ?

Os subconjuntos de v´ertices do paralelep´ıpedo ABCDEF GH determi- nam 20 planos distintos.

ABCDEF GH determi- nam 20 planos distintos. Figura 1: MA13U15Ex3.ggb, Unidade 15, p´agina 13 De fato,

Figura 1: MA13U15Ex3.ggb, Unidade 15, p´agina 13

De fato, ao considerarmos todas as combina¸c˜oes dos 8 v´ertices 3 a 3

Ç

8!

8

3 å = 3!5! = 56 ,

4

determinamos o n´umero m´aximo de planos que podem ser gerados p or subconjuntos dos v´ertices do paralelep´ıpedo ABCDEF GH .

Como os quatro v´ertices de cada face geram

Ç

4

3

å = 4

combina¸c˜oes diferentes de pontos coplanares, vemos que 24 dessas com- bina¸c˜oes correspondem a 6 planos distintos.

Em cada face, fixados dois v´ertices pertencente `a mesma arest a, h´a ape- nas duas combina¸c˜oes com os demais v´ertices que n˜ao corresp ondem aos planos das faces. No entanto, elas geram o mesmo plano. Porta nto cada uma das 12 arestas gera duas combina¸c˜oes de trˆes ponto s que geram o mesmo plano. Al´em disso, essas dias combina¸c˜oes envolvem 4 pontos distintos (que correspondem a duas arestas). Consequente- mente, as 4 combina¸c˜oes 3 a 3 desses quatro pontos geram o mesmo plano. Logo, essas 24 (12 × 2) combina¸c˜oes correspondem a 6 planos distintos.

× 2) combina¸c˜oes correspondem a 6 planos distintos. Figura 2: MA13U15Ex3.ggb, Unidade 15, p´agina 13 Resta

Figura 2: MA13U15Ex3.ggb, Unidade 15, p´agina 13

Resta analisarmos as combina¸c˜oes geradas em cada face por sua s diago- nais. Para n˜ao recair nos casos j´a considerados dos planos que passam por v´ertices, devemos apenas considerar as combina¸c˜oes ger adas por uma diagonal e v´ertices que n˜ao formem arestas com os v´ertices dessa

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diagonal. Isto nos d´a 2 combina¸c˜oes de 3 v´ertices por diagonal. Note que consideradas as 8 combina¸c˜oes geradas pelas diagonais das f aces su- perior e inferior, as geradas pelas diagonais das faces laterais j´a f oram computadas e esgotamos as 56 combina¸c˜oes originais.

oram computadas e esgotamos as 56 combina¸c˜oes originais. Figura 3: MA13U15Ex3.ggb, Unidade 15, p´agina 13 Desse

Figura 3: MA13U15Ex3.ggb, Unidade 15, p´agina 13

Desse modo, os subconjuntos de v´ertices do paralelep´ıpedo ABCDEF GH determinam 20 planos distintos:

6 planos contendo as faces

6 planos diagonais contendo 4 v´ertices cada e

BCF G,

ADEH, CDGH, ABEF, BDF H, ACEG

8 planos passando 3 v´ertices cada. Para visualizar esses planos, fixe um v´ertice e considere o plano o plano que secciona o parale- lep´ıpedo pelos 3 v´ertices vizinhos ao v´ertice fixado.

4. (Exerc´ıcio 4 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina 224) Qual a se¸c˜ao determinada em um paralelep´ıpedo ABCDEF GH pelo plano ABG ?

O plano determinado por AB e G cont´em a reta que passa por G e ´e paralela a AB . Como AB GH , o plano determinado por A, B e G cont´em GH . Logo, o plano ABG determina no paralelep´ıpedo ABCDEF GH um paralelogramo: o paralelogramo determinado por estas duas arestas.

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(Ainda que saibamos que a se¸c˜ao ´e na verdade um retˆangulo, ainda n˜ao foram apresentadas as no¸c˜oes de ˆangulos entre retas e planos para podermos explorar tais propriedades no paralelep´ıpedo)

podermos explorar tais propriedades no paralelep´ıpedo) Figura 4: MA13U15Ex4.ggb, Unidade 15, p´agina 13 5.

Figura 4: MA13U15Ex4.ggb, Unidade 15, p´agina 13

5. (Exerc´ıcio 5 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina 224) Duas retas r e s s˜ao concor- rentes em um ponto O . Fora do plano determinado por r e s tomamos um ponto P qualquer. Qual ´e a interse¸c˜ao do plano definido por r e P com o plano definido por s e P ?

do plano definido por r e P com o plano definido por s e P ?

Figura 5: MA13U15Ex5.ggb, Unidade 15, p´agina 13

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Como O r , O pertence ao plano α determinado r e P . Analoga- mente, O pertence ao plano β determinado s e P . Como as retas s˜ao concorrentes, os planos α e β n˜ao s˜ao coincidentes. Os planos α e β tˆem em comum o ponto O = r s e P , sua interse¸c˜ao ´e a reta definida por estes dois pontos.

6. (Exerc´ıcio 6 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina 224) Sejam r e s duas retas reversas, A um ponto em r e B um ponto em s . Qual ´e a interse¸c˜ao do plano α definido por r e B com o plano β definido por s e A?

O ponto A est´a no plano β definido por s e A, e j´a que A r α , temos que A α β . Analogamente, B est´a em α β , e portanto, α β ´e a reta que passa por A e B . (Os planos n˜ao s˜ao coincidentes pois as retas r e s s˜ao reversas.)

7. (Exerc´ıcio 7 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina 224) Sejam r e s duas retas reversas. Sejam A e B pontos distintos de r e C e D pontos distintos de s . Qual ´e a posi¸c˜ao relativa das retas AC e BD ?

As retas AC e BD n˜ao podem ser coplanares, pois se fossem, o plano

contendo os 4 pontos A, B, C e D conteria as retas reversas r e s . Logo,

←→

AC e BD s˜ao reversas.

←→

8. (Exerc´ıcio 8 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina 224) Sejam r e s duas retas reversas e P um ponto qualquer do espa¸co. Diga como obter:

(a) um plano contendo r e paralelo a s ; Considere um ponto S qualquer de r . Seja s a reta que passa por S e ´e paralela a s . Como r e s s˜ao reversas, r e s s˜ao concorrentes. Considere o plano α contendo r e s . Como r e s s˜ao reversas r α . Al´em disso, j´a que s s , por (R2) ,r e paralelo a α .

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Figura 6: MA13U15Ex8a.ggb, Unidade 15, p´agina 13 (b) um par de planos paralelos contendo r

Figura 6: MA13U15Ex8a.ggb, Unidade 15, p´agina 13

(b) um par de planos paralelos contendo r e s , respectivamente; Construa uma reta r concorrente a s e paralela a r . Considere

α o plano gerado por r e s . Analogamente, construa uma reta s

concorrente a r e paralela a s . Considere β o plano gerado por r e s . Suponha por absurdo que α e β n˜ao sejam paralelos. Seja t =

α β . Como t α , r , s e t s˜ao coplanares. Como r e s s˜ao concorrentes, n˜ao ´e poss´ıvel que ambas seja paralelas a t. Sem

perda de generalidade, suponha que r t = . Consequentemente, r ´e secante a β . Mas, r r implica em r β . Contradi¸c˜ao! Logo,

α β .

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Figura 7: MA13U15Ex8b.ggb, Unidade 15, p´agina 13 (c) uma reta passando por P e se

Figura 7: MA13U15Ex8b.ggb, Unidade 15, p´agina 13

(c) uma reta passando por P e se apoiando em r e s .

Se o ponto P estiver em uma das retas, basta escolher qual- quer ponto da outra reta e tra¸car a reta que passa por esses dois pontos.

Suponha agora que P n˜ao pertence a nenhuma das duas retas. Considere os planos α e β gerados respectivamente por r e P

e por s e P .

Caso r β ou s α , o problema n˜ao tem solu¸c˜ao. De fato,

se p β , uma reta passando por P e interceptando s estaria

inteiramente contida em β n˜ao podendo portanto interceptar

r . O caso P α e s α ´e an´alogo.

Admita agora que o plano α gerado por P e r n˜ao ´e paralelo

a s e que nem o plano β ´e paralelo a r . Como r e s s˜ao

reversas, s ´e secante a α . Seja Q o ponto de interse¸c˜ao de s

e α . Considere a reta t que passa por P e Q. Observe que t

´e tamb´em ´e concorrente com r . Se t fosse paralela a r , por (R2) , r seria paralela ao plano β (que tanto ´e o que passa por P e cont´em s como o gerado por t e s j´a que P t)

9. (Exerc´ıcio 9 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina 224) Seja r uma reta secante a

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´

um plano α e P um ponto exterior a α . E sempre poss´ıvel tra¸car uma

reta que passa por P , encontra r e ´e paralela a α ?

Se P r , h´a uma infinidade de retas nestas condi¸c˜oes. Basta considerar qualquer reta que passa por por P e ´e paralela a uma reta contida em α .

Se P n˜ao pertence a r , existe apenas uma reta satisfazendo `as condi¸c˜oes dadas: considere ←→ o plano β que cont´em P e ´e paralelo a α . Seja Q β r . A reta P Q ´e a reta pedida.

10. (Exerc´ıcio 10 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina 224) Se dois planos s˜ao paralelos

a uma reta ent˜ao eles s˜ao paralelos entre si. Certo ou errado?

Errado. Basta considerar dois planos secantes que se intercepta m ao longo de uma reta r e um ponto P exterior aos dois planos. A reta que passa por P e ´e paralela a r ´e tal que os dois planos s˜ao paralelos a ela.

11. (Exerc´ıcio 11 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina 225) Sejam A, B, C e D pontos

quaisquer do espa¸co (n˜ao necessariamente coplanares). Seja m M, N, P

e Q os pontos m´edios de AB, BC, CD e DA, respectivamente. Mostre

que MNP Q ´e um paralelogramo. Use este fato para demonstrar que os trˆes segmentos que unem os pontos m´edios das arestas opostas de um tetraedro qualquer ABCD se encontram em um mesmo ponto.

um tetraedro qualquer ABCD se encontram em um mesmo ponto. Figura 8: MA13U15Ex11.ggb, Unidade 15, p´agina

Figura 8: MA13U15Ex11.ggb, Unidade 15, p´agina 13

No plano do ABC o segmento MN que liga os pontos m´edios de AB

e BC ´e paralelo ao lado AC e de comprimento igual a` metade de AC . Analogamente, no plano do ACD o segmento P Q que liga os pontos

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m´edios de CD e DA ´e paralelo ao lado AC , de comprimento igual

`a metade de AC . Por (R3) , sabemos que MN e P Q s˜ao paralelos.

Consequentemente, MNP Q ´e um paralelogramo, j´a que os segmentos MN e P Q s˜ao paralelos e de mesmo comprimento.

Considere o tetaedro ABCD

paralelos e de mesmo comprimento. Considere o tetaedro ABCD Figura 9: MA13U15Ex11.ggb, Unidade 15, p´agina 13

Figura 9: MA13U15Ex11.ggb, Unidade 15, p´agina 13

Sabemos que M 1 N 1 M 2 N 2 e N 1 P 1 N 2 P 2 s˜ao paralelogramos, os trˆes seg- mentos que unem os pontos m´edios das arestas opostas desse tetraedro s˜ao M 1 M 2 , N 1 N 2 e P 1 P 2 . Como eles correspondem a diagonais dos pa- ralelogramos M 1 N 1 M 2 N 2 e N 1 P 1 N 2 P 2 e N 1 N 2 ´e uma diagonal comum, eles se interceptam no ponto m´edio das diagonais.

12. (Exerc´ıcio 12 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina 225) Suponha que os planos α, β

e γ tˆem exatamente um ponto em comum. Existe uma reta que seja simultaneamente paralela a α , β e γ ?

N˜ao. Trˆes planos tˆem exatamente um ponto em comum se dois s˜a o secantes e o terceiro ´e secante `a interse¸c˜ao. Ora, se a reta for paralela aos dois primeiros, por (R6) , ela ser´a paralela `a interse¸c˜ao, e portanto, secante ao terceiro, n˜ao paralela.

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Unidade 16 – Planos, Teorema de Tales, S´olidos

16.4 – Problemas – Unidade 16 – p´agina 12

1. (Exerc´ıcio 14 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina 225) Seja ABCD um parale-

v´ertices A, B, C e D s˜ao tra¸cadas retas n˜ao contidas

no plano ABCD e paralelas entre si. Um plano α corta estas retas

situados no mesmo semiespa¸co relativo ao

plano de ABCD , de modo que AA = a, BB = b, CC = c e DD = d .

Mostre que a + c =

Vamos deduzir que AA C C e BB D D s˜ao trap´ezios e vamos usar o teorema da base m´edia.

logramo. Pelos

em pontos A , B , C e D ,

b + d .

A ′ , B ′ , C ′ e D ′ , b + d .

Figura 10: MA13U16Ex1.ggb, Unidade 16, p´agina 12

Note que, por constru¸c˜ao, BB e CC s˜ao coplanares (pois est˜ao con- tidos nas retas paralelas que passam pelos v´ertices B e C do parale- logramos ABCD ). Denotemos esse plano por α . Como B , C α ,

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ent˜ao B C α . Analogamente, AA , DD e A D est˜ao contidos em um plano β . Por constru¸c˜ao, A D e B C s˜ao coplanares e α e β s˜ao paralelos. Por (R4) , A D e B C s˜ao paralelos. Analogamente, A B e C D s˜ao paralelos. Consequentemente, A B C D ´e um paralelogramo.

Logo, suas diagonais, interceptam-se no ponto m´edio M de A C . Do mesmo modo, as diagonais do paralelogramo ABCD interceptam-se no ponto m´edio M de AC . Por outro lado, por constru¸c˜ao, AA CC . Consequentemente, AA C C ´e um trap´ezio de bases AA e CC . Pelo teorema da base m´edia,

MM = AA + CC = a + c

2

Analogamente, BB D D ´e um trap´ezio. Pelo teorema da base m´edia,

2

.

MM = DD + BB = b + d

2

2

.

2. (Exerc´ıcio 15 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina 225) Por um ponto qualquer da aresta AB de um tetraedro qualquer ABCD ´e tra¸cado um plano paralelo `as arestas AC e BD . Mostre que a se¸c˜ao determinada por este plano no tetraedro ´e um paralelogramo.

por este plano no tetraedro ´e um paralelogramo. Figura 11: MA13U16Ex2.ggb, Unidade 16, p´agina 12 Seja

Figura 11: MA13U16Ex2.ggb, Unidade 16, p´agina 12

Seja M um ponto da aresta AB do tetraedro ABCD . Para que tal plano exista, ´e preciso supor que M = A, B . Se M for o ponto m´edio de AB , vimos no exerc´ıcio 11 que o plano α que cont´em os pontos m´edios de AB, AD, BC e BC ´e paralelo `as arestas AC e BD . Caso M

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n˜ao seja o ponto m´edio de AB , considere α o plano que passa por M

e ´e paralelo ao plano que cont´em o paralelogramos determinados pelos pontos m´edios de AB, AD, BC e BC .

Por (R4) , a interse¸c˜ao do plano α com o triˆangulo ABC ´e o segmento MN paralelo a AC . Al´em disso, N BC . Analogamente, a interse¸c˜ao do plano α com os triˆangulos ABD, ACD e BCD s˜ao respectivamente os segmentos MQ, P Q e NP . Note que MQ e NP s˜ao paralelos a BD

e P Q ´e paralelo a AC . Al´em disso, Q AD, P CD e N BC .

Consequentemente, o quadril´atero MNP Q est´a contido em α e, por

P Q AC MN . Logo MNP Q ´e

transitividade, P N BD MQ e um paralelogramo.

3. (Exerc´ıcio 16 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina 226) Considere um parale- lep´ıpedo ABCDEF GH . Quais s˜ao as diversas formas poss´ıveis para uma se¸c˜ao determinada no s´olido por um plano contendo a aresta AB ?

no s´olido por um plano contendo a aresta AB ? Figura 12: MA13U16Ex3.ggb, Unidade 16, p´agina

Figura 12: MA13U16Ex3.ggb, Unidade 16, p´agina 12

Caso o plano que cont´em a aresta AB n˜ao contenha uma face que cont´em AB ou caso ele n˜ao intercepte as demais faces que n˜ao cont´em AB , ent˜ao a se¸c˜ao e ´e segmento AB .

No demais casos, o plano necessariamente interceptar´a uma das f aces EF GH ou CDHG . Como AB ´e paralelo a essas faces, por (R4) o seg-

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mento determinado pela interse¸c˜ao do plano com a face ser´a par alelo a AB . Al´em disso, os outros dois lados do quadril´atero determinado pela se¸c˜ao pertencer˜ao `as faces ADHE e BCGF respectivamente. Como elas s˜ao paralelas, novamente as interse¸c˜oes determinadas pelo plano ser˜ao segmentos paralelos. Portanto, as se¸c˜oes s˜ao paralelogramos.

4. (Exerc´ıcio 17 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina 226) Seja ABCDEF GH um paralelep´ıpedo tal que AB = AD = AE = 6. Estude as se¸c˜oes de- terminadas neste paralelep´ıpedo pelos planos definidos pelos terno s de pontos ( M, N, P ) abaixo:

(a) M = A, N = ponto m´edio de CG e P = ponto m´edio
(a)
M = A, N = ponto m´edio de CG e P = ponto m´edio de DH
Figura 13: MA13U16Ex4a.ggb, Unidade 16, p´agina 12
Como N = ponto m´edio de CG e P = ponto m´edio de DH , temos
que NP CD e NP = CD . Consequentemente, a interse¸c˜ao dos
planos definidos pelo terno de pontos ( M, N, P ) e que cont´em
a face ABCD est´a contida na face ABCD e na paralela a CD
que passa por A. Logo, ´e o segmento AB . Portanto, a se¸c˜ao ´e
um paralelogramo. Al´em disso, P N = AB = 6 e por Pit´agoras,
AP = BN = » BC 2 + CN 2 = √ 36 + 9 = √ 45
(b)
M = A, N = C , P = ponto
m´edio de F G

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Figura 14: MA13U16Ex4b.ggb, Unidade 16, p´agina 12 Se M = A e N = C

Figura 14: MA13U16Ex4b.ggb, Unidade 16, p´agina 12

Se M = A e N = C , MN ´e a diagonal AC , paralela a` diagonal EG . Se P ´e o ponto m´edio de F G , por (R4) , o segmento P Q determinado pela interse¸c˜ao do plano com a face EF GH ´e paralelo ao segmento AC . Como EG tamb´em ´e paralelo a AC , temos P Q EG . Pelo teorema da base m´edia aplicado ao triˆangulo EF G , vemos que Q ´e ponto m´edio de EF . A se¸c˜ao ser´a o trap´ezio MNP Q.

(c) M = A, N = ponto m´edio de CG e P = ponto m´edio de F G

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Figura 15: MA13U16Ex4c.ggb, Unidade 16, p´agina 12 Se M = A , N o ponto

Figura 15: MA13U16Ex4c.ggb, Unidade 16, p´agina 12

Se M = A, N o ponto m´edio de CG e P o ponto m´edio de F G , a se¸c˜ao ´e um pent´agono. De fato, conhecemos o segmento P N em que o plano intercepta a

face BCGF . Por essa face ser paralela `a face ADHE , sabemos que que a interse¸c˜ao do plano definido por M, N e P ´e paralela a P N . Portanto, a aresta EH ´e interceptada em seu prolongamento, em um ponto S . Note que, or Tales, os triˆangulos P GN BCGF

e SEA ADHE s˜ao semelhantes. Como P G = GN , temos

ES = AE = EH = 6. Ligando o ponto S a P , determinamos o ponto Q em o plano intercepta a aresta EF . Os triˆangulos SEQ

e P F E est˜ao contidos no palno da face EF GH , s˜ao retos em E e em F respectivamente e tem ˆangulos OPV, consequentemente s˜ao

semelhantes. Como 2 = ES

FP ,

6 = EF = EQ + F Q = 3 F Q.

Resta determinar a interse¸c˜ao com a face ABCD . Para tanto, consideramos uma paralela a P Q que e passa por M = A. Ela determina um ponto R no segmento CD . Novamente, por Tales, os triˆangulos ADR ABCD e ADR ABCD s˜ao semelhantes. Como SE = AD , temos 4 = 2 F Q = EQ = DR . Logo, CR = 2.

18

(d) M = ponto m´edio de AE, N = ponto m´edio de BC, P = ponto m´edio de GH

de AE, N = ponto m´edio de BC, P = ponto m´edio de GH Figura 16:

Figura 16: Exerc´ıcio 4d, Unidade 16, p´agina 12

Seja Q o ponto m´edio de AB . Considere o plano determinado

pelos pontos M, Q e P . Como MQ est´a contido na face ABF E que ´e paralela `a face CDHG , o segmento correspondente `a interse¸c˜ao de α com a face CDHG ´e paralelo a MQ e determina um ponto R na aresta CG . Por Tales, os triˆangulos MAQ ABF E e

P GR CDHG s˜ao semelhantes.

Como AQ = AM , devemos ter

P G = GR . Logo, R ´e m´edio de CG .

19

Figura 17: Exerc´ıcio 4d, Unidade 16, p´agina 12 Para determinar o ponto de interse¸c˜ao do

Figura 17: Exerc´ıcio 4d, Unidade 16, p´agina 12

Para determinar o ponto de interse¸c˜ao do plano com a aresta BC ,

vamos determinar

ponto de interse¸c˜ao N do plano com a aresta BC ´e determi-

nado pela interse¸c˜ao de BC com QP . Pelo crit´erio de ALA, os

triˆangulos P CR e P GR

contidos no plano da face CDHG s˜ao

P como a interse¸c˜ao das retas P N e BC . O

←→

←→

congruentes. Temos P C = P G. Analogamente, pelo crit´erio de LAAo, os triˆangulos P CN e QBN contidos no plano da face ABCD s˜ao congruentes. Temos BN = CN . Logo, N = N ,

ponto m´edio de BC . Argumentado de modo an´alogo, conclu´ımos que a se¸c˜ao ´e um hex´agono, MRNSP T , onde R , S e T s˜ao os pontos m´edios de AB , CG e HE , respectivamente.

5. (Exerc´ıcio 18 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina 226) Mostre que duas retas distintas paralelas a uma mesma reta s˜ao paralelas entre si.

Sejam r, s e t retas tais que r s e s t e r = t.

Se as retas forem coplanares, temos r t.

Suponha agora que as retas n˜ao s˜ao coplanares. Considere um p onto A t tal que A r . Vamos mostrar que a interse¸c˜ao dos planos

20

definidos por r e A e por s e A se interceptam ao longo de uma reta paralela a r e a t. Como o plano determinado por s e A coincide com

o determinado por s e t e s ´e a unica´

paralela a t, a interse¸c˜ao dos planos coincide com t.

Sejam α o plano determinado por r e A, β o plano determinado por s

e A e γ o plano determinado por r e s . Seja t = α β .

Suponha por absurdo que Q = t γ . Note que Q pertence a t α .

reta contida nesse plano que ´e

Logo, Q r = α γ . Al´em disso, Q t β . Logo, Q s = β γ . Portanto, Q r s . Absurdo! Consequentemente, t γ = . Isto ´e,

t γ . De t γ = , segue que t r = e

s˜ao coplanares, elas s˜ao paralelas. Por outro lado, t e s tamb´em s˜ao

paralelas e A t . Como h´a uma unica´ temos que t = t.

paralela a s passando por A,

t s = . Como t e r

6. (Exerc´ıcio 19 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina 226) Mostre que, por um ponto

dado, passa um unico´

Sejam α um plano P um ponto n˜ao pertencente a α . Para construir

o plano pedido, basta considerar duas retas r e s concorrentes e con-

tidas em α . Trace por P duas retas r e s paralelas `as retas r e s , respectivamente. O plano α definido por r e s ´e paralelo a α .

Suponha por absurdo que existam dois planos distintos β 1 e β 2 que passam por P e s˜ao paralelos ao plano α . Vamos concluir que eles s˜ao coincidentes, mostrando que eles tem duas retas distintas em comum.

Como eles s˜ao distintos e P ´e um ponto em comum, eles se interceptam ao longo de uma reta r = β 1 β 2 que ´e paralela a α . Considere um novo plano γ determinado por P e por uma reta s α e que n˜ao ´e paralela a α .

A interse¸c˜ao de γ com β 1 ´e uma reta t 1 , necessariamente paralela a s (j´a

que t 1 e s s˜ao coplanares e contidas em planos paralelos) e, portanto, diferente de r . Analogamente, interse¸c˜ao de γ com β 2 ´e uma reta t 2 , necessariamente paralela a s . Como t 1 e t 2 passam ambas por P , elas s˜ao coincidentes. Logo, β 1 e β 2 admitem, al´em de sua reta de interse¸c˜ao

r , uma segunda reta comum t 1 = t 2 . Isso contradiz o fato de β 1 e β 2 serem distintos e conclui a prova de unicidade do plano paralelo.

7. (Exerc´ıcio 20 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina 226) Sejam r e s retas do espa¸co concorrentes em P . Sejam r e s paralelas a r e s , respectivamente,

plano paralelo a um plano dado.

21

tra¸cadas por um ponto Q. Mostre que os ˆangulos formados por r e s s˜ao iguais aos ˆangulos formados por r es . Sejam α o plano gerado por r e s e β o plano gerado por r e s .

H´a duas possibilidades:

(a)

α = β . Nesse caso, o resultado decorre dos ˆangulos correspon- dentes entre duas paralelas cortadas por uma transversal serem congruentes.

(b)

α = β .Considere um triˆangulo de v´ertices P , R r e S s . As retas paralelas r e r definem um plano passando por P Q, e nesse plano, a paralela a P Q por r define R r de forma que RR P Q. Analogamente, temos S s de forma que SS P Q. Pelo exerc´ıcio 5, RR SS . Ent˜ao temos

r

r ,

RR P Q

QR = P R

s s ,

SS P Q

QS =

P S

RR SS,

α β

R S = RS.

Logo,pelo crit´erio LLL, os triˆangulos P RS e QR S congruen-

tes, o que

d´a que ( r, s ) = ( r , s ).

o que d´a que ∠ ( r, s ) = ∠ ( r ′ , s

Figura 18: MA13U16Ex7.ggb, Unidade 16, p´agina 12

22

8. (Exerc´ıcio 21 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina 226) Considere dois planos α e β . Qual ´e o lugar geom´etrico dos pontos m´edios dos segmentos cujos extremos est˜ao em α e β , respectivamente? Examine todas as poss´ıveis posi¸c˜oes relativas de α e β .

(a) α β

posi¸c˜oes relativas de α e β . (a) α β Figura 19: MA13U16Ex8a.ggb, Unidade 16, p´agina

Figura 19: MA13U16Ex8a.ggb, Unidade 16, p´agina 12

Inicialmente, vamos construir um plano γ que mostraremos ser correspondente ao LG pedido. Considere A α e A β . Seja M

o ponto m´edio do segmento AA . Considere o plano γ que passa

´

por M e ´e paralelo a α . E f´acil ver que γ tamb´em ´e paralelo a β .

Seja Q o ponto m´edio de um segmento P R tal que P α e Q β . Vamos mostrar que Q γ . Se Q = M , n˜ao h´a o que demonstrar.

←−→

Se Q = M , considere a reta PM . Seja M a interse¸c˜ao de PM

como

com β . Considere os triˆangulos

PM e AA definem um plano, de α β segue que AP A M

e que P AM = M A P . Como M ´e ponto m´edio de AA e h´a

dois ˆangulos OPV. Do crit´erio de congruˆencia ALA, segue que M

´e m´edio de PM . Como Q ´e m´edio de P R , pelo teorema da base

m´edia aplicado ao triˆangulo P RM , temos que QM RM . Como

←−→

P AM e M A P . Note que

23

RM β , conclu´ımos que QM est´a contido em γ : o unico´ paralelo a β que passa por M .

Agora, considere Q γ . Vamos mostrar que ele ´e ponto m´edio de um segmento cujos extremos est˜ao em α e β . Novamente, se

Q = M , n˜ao h´a o que demonstrar. Se Q = M , considere uma

reta r que passa por Q e ´e paralela a AA . Sejam respectivamente

P e R a interse¸c˜ao de r com α e β . Como α β γ , P AA R ´e

um paralelogramo. Como QM P A e M ´e m´edio de AA pelo

teorema de Tales, Q ´e m´edio de P R .

plano

(b) α e β secantes. Nesse caso, qualquer ponto do espa¸co ´e ponto m´edio de algum segmento com extremidades nos planos dados.

m´edio de algum segmento com extremidades nos planos dados. Figura 20: Exerc´ıcio 8, Unidade 16, p´agina

Figura 20: Exerc´ıcio 8, Unidade 16, p´agina 13

Seja t = α β . Para qualquer ponto P t, basta tomar OQ t tal que P ´e ponto m´edio de OQ. Se P t, considere uma reta s que passa por P , intercepte α no ponto O −→ intercepte β no ponto

e P OQ. Considere o ponto Q P Q tal que OP = P Q .

Construa um plano γ paralelo a α tal que Q . Argumentando de modo an´alogo ao feito no caso em que α β , vemos que P e ponto m´edio de qualquer segmento que passe por P e tenha extremidades em α e em γ . Considere a reta r = γ β . Consequentemente,

Q

P e ponto m´edio de qualquer segmento que passe por P e tenha

extremidades em α e em r = β γ .

9. (Exerc´ıcio 22 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina 227) Dada uma reta r secante ao plano α e um ponto P exterior a r e a α , diga como construir um segmento cujos extremos est˜ao em r e α cujo ponto m´edio seja P .

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Figura 21: Exerc´ıcio 9, Unidade 16, p´agina 13 Basta tomar a reta r ′ ,

Figura 21: Exerc´ıcio 9, Unidade 16, p´agina 13

Basta tomar a reta r , sim´etrica de r com rela¸c˜ao a P ( r r e P ´e ponto m´edio de qualquer segmento com extremidades em r e em r ) e obter o ponto Q de interse¸c˜ao de r com α . Considere ponto R = ←→ QP r . RQ

´e o segmento pedido.

10. (Exerc´ıcio 23 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina 227) Dadas as retas reversas duas a duas r, s e t, encontrar uma reta que as encontre nos pontos R, S e T , respectivamente, de modo que S seja ponto m´edio de RT .

Inicialmente, vamos construir dois planos: α contendo r e β contendo t tais que α β (vejam o exerc´ıcio 8b da unidade 15). Construa como

no exerc´ıcio 8 da unidade 16, um plano γ simultaneamente paralelo a α

e β que constitu´ıdo pelos pontos m´edios dos segmentos cujos extremos est˜ao em α e β . Considere S o ponto de interse¸c˜ao de s com γ .

Por constru¸c˜ao, S ´e ponto m´edio de qualquer segmento cujos extremos estejam em α e β . Basta portanto, construir um reta que passa por P

e se apoia em r e s como no exerc´ıcio 8c da unidade 15.

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Figura 22: Exerc´ıcio 10, Unidade 16, p´agina 13 11. (Exerc´ıcio 24 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina

Figura 22: Exerc´ıcio 10, Unidade 16, p´agina 13

11. (Exerc´ıcio 24 – Se¸c˜ao 7.9, p´agina 227) Uma cˆamera fotogr´afica ru- dimentar pode ser constru´ıda fazendo um pequeno furo em uma ca ixa, de modo que imagens de objetos sejam formadas na parede oposta e registradas em um filme, como ilustrado na figura. Suponha que a cˆamara da figura tenha 10 cm de profundidade.

(a) Que dimens˜oes ter´a a fotografia de uma janela de 3 m de compr i- mento e 1,5 m de largura, paralela ao plano do filme e situada a 6 m da cˆamera?

A imagem da janela ´e semelhante a ela, com raz˜ao de semelhan¸ca

igual a raz˜ao entre as distˆancias do filme e da janela `a lente. Assim

o comprimento c e a largura l na imagem s˜ao tais que

e

c

10

cm

= 3 m

m

6

l

10

cm

= 1 .5 m

6

m

c = 5 cm

l = 2 .5 cm

b) Temos d 1,75m 10 cm 3,5 cm = ; logo a distˆancia m´ınima ´e d

= 5 m.

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(b) Se uma pessoa tem 1,75 m de altura e o filme usado ´e de 35 mm × 25 mm, a que distˆancia m´ınima da cˆamera a pessoa dever´a ficar para que possa ser fotografada de corpo inteiro? Temos

3 .5 cm = 1 .75 m

10

cm

d

27

d = 5 m