Prezado(a) aluno(a);

Espero que estejas bem. Envio abaixo o link para acesso a um artigo sobre a
“educaço para a leitura de mundo! de Paulo "reire.
#ele$ %& uma re'lexo acerca da 'iloso'ia da “palavramundo($ ou seja$ do texto
como um (conjunto de signos que transmite uma in'ormaço signi'icativa(.
%ttp)**+++.pedagogiaem'oco.pro.br*per,-.%tm
.amos em 'rente/
0tt.
".0.
PAULO FREIRE
E UMA NOVA FILOSOFIA PARA A EDUCAÇÃO
José Luiz de Paiva Bello.Vitória - 1993
Paulo Freire é inspirador de um método revolucionário ue al!a"etizava
em #$ %oras& sem cartil%a ou material didático. 'm (atal& no ano de 19)*& no
+io ,rande do (orte& sur-ia a campan%a De Pé no Chão Também se
Aprende a Ler& so" a lideran.a de /oacir de ,óis. 'm +eci!e& Pernam"uco& o
Movimento de Cultura Popular& o MCP& instalava as 0praças de cultura0 e
os 0círculos de cultura0. 1 cun%o !undamental desta 0campan%a0 era menos o
al!a"etizar& mas& principalmente& reciclar culturalmente uma popula.2o ue
!icara para trás no processo de desenvolvimento& vivenciando posturas
próprias do per3odo colonial em pleno século 44. Paulo Freire ac%ava ue o
pro"lema central do %omem n2o era o simples al!a"etizar mas !azer com ue o
%omem assumisse sua di-nidade enuanto %omem. '& desta !orma& detentor de
uma cultura própria& capaz de !azer %istória. 5inda se-undo Paulo Freire o
%omem ue detém a cren.a em si mesmo é capaz de dominar os instrumentos
de a.2o 6 sua disposi.2o& incluindo a leitura. 7om o -olpe militar de 19)#& a
e8peri9ncia de Paulo Freire& :á espal%ada por todo o pa3s& !oi a"ortada so"
ale-a.;es inconsistentes como su"versiva& propa-adora da desordem e do
comunismo etc.. 5 cartil%a do MEB !oi ras-ada diante das c<meras de
televis2o& no Prorama !lavio Cavalcante& depois de ter sido proi"ida& no
e8tinto 'stado da ,uana"ara& pelo ent2o ,overnador 7arlos Lacerda. 5s
campan%as de al!a"etiza.2o ue tin%am o":etivos mais a"ran-entes do ue a
própria al!a"etiza.2o c%e-ava ao seu !im& em 19)#. 5l-uns tra"al%os
dispersos continuaram a ser levados a e!eito& mas a proposta de renova.2o
%umana estava pre:udicada. Paulo Freire conce"e educa.2o como re!le82o
so"re a realidade e8istencial. 5rticular com essa realidade nas causas mais
pro!undas dos acontecimentos vividos& procurando inserir sempre os !atos
particulares na -lo"alidade das ocorr9ncias da situa.2o.
5prendiza-em da leitura e da escrita euivale a uma releitura do mundo.
'le parte da vis2o de um mundo em aberto& isto é& a ser trans!ormado em
diversas dire.;es pela a.2o dos %omens. Paulo Freire atri"ui import<ncia ao
momento peda-ó-ico& mas com meios di!erentes& como pra"is social& como
constru.2o de um mundo re!letido com o povo. Para Paulo Freire o diálo-o é
o elemento c%ave onde o pro!essor e aluno se:am su:eitos atuantes. =endo
esta"elecido o diálo-o processar-se-á a conscientiza.2o porue>
a. é %orizontalidade& i-ualdade em ue todos procuram pensar e a-ir
criticamente?
". parte da lin-ua-em comum ue e8prime o pensamento ue é sempre
um pensar a partir de uma realidade concreta. 5 lin-ua-em comum é captada
no próprio meio onde vai ser e8ecutada a sua a.2o peda-ó-ica?
c. !unda-se no amor ue "usca a s3ntese das re!le8;es e das a.;es de
elite versus povo e n2o a conuista& a domina.2o de um pelo outro?
d. e8i-e %umildade& colocando-se elite em i-ualdade com o povo para
aprender e ensinar& porue perce"e ue todos os su:eitos do diálo-o sa"em e
i-noram sempre& sem nunca c%e-ar ao ponto do sa"er a"soluto& como :amais
se encontram na a"soluta i-nor<ncia?
e. traduz a !é na %istoricidade de todos os %omens como construtores do
mundo?
!. implica na esperan.a de ue nesse encontro peda-ó-ico se:am
vislum"rados meios de tornar o aman%2 mel%or para todos e&
-. sup;e paci9ncia de amadurecer com o povo& de modo ue a re!le82o
e a a.2o se:am realmente s3nteses ela"oradas com o povo.
Técnicas de Preparaçã de Ma!eria" de A"#a$e!i%açã
7odi!ica.;es& palavras -eradoras& cartazes com as !am3lias !on9micas&
uadros ou !ic%as de desco"erta e material complementar est2o presentes na
sua peda-o-ia.
(a peda-o-ia de Paulo Freire %á uma euipe de pro!issionais e elementos
da comunidade ue se vai al!a"etizar& para prepara.2o do material&
o"edecendo os se-uintes passos>
a. levantar o pensamento-lin-ua-em a partir da realidade concreta?
". ela"orar codi!ica.;es espec3!icas para cada comunidade& a !im de
perce"er auela realidade e&
c. dessa realidade destaca-se e escol%e as palavras -eradoras.
@odo material tra"al%ado é s3ntese das vis;es de mundo
educadoresAeducando.
(o método de Paulo Freire& a palavra eradora era su"tra3da do universo
vivencial do al!a"etizando. 'm Paulo Freire a educa.2o é conscientiza.2o. B
re!le82o ri-orosa e con:unta so"re a realidade em ue se vive& de onde sur-irá
o pro:eto de a.2o. 5 palavra eradora era pesuisada com os alunos. 5ssim&
para o campon9s& as palavras -eradoras poderiam ser en8ada& terra& col%eita&
etc.? para o operário poderia ser ti:olo& cimento& o"ra& etc.? para o mec<nico
poderiam ser outras e assim por diante.
1 livro re!erenciado a"ai8o& de Lauro de 1liveira Lima& traz uma
e8plica.2o minuciosa do ue é a prática do método de al!a"etiza.2o de Paulo
Freire.
LC/5& Lauro de 1liveira. Tecn"&ia' ed(caçã e de)cracia. *. ed. +io de
Janeiro> 7iviliza.2o Brasileira& 19D9. *$* p.
*i$"i&ra#ia s$re a $ra de Pa(" Freire+
F+'C+'& Paulo. Ed(caçã c) pr,!ica da "i$erdade. E. ed. +io de Janeiro>
Paz e @erra. 19DE. 1E$ p.
FFFFFFF. Peda&&ia d pri)id. 3. ed. +io de Janeiro> Paz e @erra. 19DE.
*1G p.
FFFFFFF. Peda&&ia da a(!n)ia> sa"eres necessários 6 prática educativa.
D. ed. +io de Janeiro> Paz e @erra. 199G. 1)E p. H7ole.2o LeituraI.
F+'C+'& Paulo? =J1+& Cra. Med e (sadia> o cotidiano do pro!essor. D. ed.&
+io de Janeiro> Paz e @erra. 199D. *3# p.
,5K1@@C& /oacir. Cn-i!e . "ei!(ra de Pa(" Freire. =2o Paulo> =cipione
19G9. 1DE p. HPensamento e 5.2o no /a-istérioI.
Endereços sobre a obra de Paulo Freire na
Internet:
1nstituto Paulo "reire 2 3ados sobre a obra e a 'iloso'ia de Paulo
"reire.
4randes 5estres da Educaço 2 .era 6ac%arias$ 7o Paulo

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