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RELATÓRIO DA COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE – SUBSEÇÃO DE MOSSORÓ - SOBRE O ABATE DOS

RELATÓRIO DA COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE – SUBSEÇÃO DE MOSSORÓ - SOBRE O ABATE DOS JUMENTOS EM APODI-RN

MARÇO/2014

SUMÁRIO

- Criação da APAA – Audiência Pública

- 28/02/14 – Relatório da UFERSA

- Direito de Resposta da UFERSA

- Medidas sugeridas pela equipe da UFERSA

- Sr. Eribaldo Gomes “Jesus” – Revista VEJA

- Mandado de Segurança – Liminar x IDIARN

- Lei n. 6.270/92 – IDIARN

- Decreto n. 21.653/10 (Regulamenta a Lei n. 6.270/92)

- Lei n. 7.291/84 – Ativ. Equideocultura – Arts. 18 e 19

- Inspeção Ante-Mortem-Abate-Post-mortem-Art. 106–RIISPOA

- Felipe Guerra/RN – Equipe de Vig. Sanitária

- Promotor contraria o laudo da UFERSA

- Prefeito de Apodi/RN se pronuncia desfavorável

- Inviabilidade econômica – Brasil x China

- Estudos científicos sobre a carne de jumento

- Estudos científicos sobre a carne de jumento

- Carta – Contexto legal, comercial histórico e cultural

- Pronunciamento do Deputado Ricardo Izar

- Pesquisa – Acidentes nas estradas

- Min. Agricultura – Incidência do Mormo no RN

- Espécies em extinção – Mapa p. 43

- Estudo – preservação – jumento nordestino - pág. 22

Documento 01 Documento 02 Documento 03 Documento 04 Documento 05 Documento 06 Documento 07 Documento 08 Documento 09 Documento 10 Documento 11 Documento 12 Documento 13 Documento 14 Documento 15 Documento 16 Documento 17 Documento 18 Documento 19 Documento 20 Documento 21 Documento 22

- MP – ausência de conhecimento

- Estudo – conservação do jumento nordestino

- Reprodução de asininos

- IDIARN - documento para o MP – Abate - equídeos

- Prêmio Innovare – Realocação de asininos

- Soluções: Produção de queijo

- Nota de esclarecimento – Mormo na região

- Mormo: sintomas, contaminação, tratamento

Documento 23 Documento 24 Documento 25 Documento 26 Documento 27 Documento 28 Documento 29 Documento 30

RELATÓRIO DA COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE – SUBSEÇÃO DE MOSSORÓ- RN SOBRE O ABATE DOS JUMENTOS EM APODI-RN

01. Em novembro de 2013 foi criada a ASSOCIAÇÃO PROTETORA DE

ANIMAIS DE APODI – APAA, cujo objetivo era abrigar animais abandonados ao longo

da BR. (doc. 01)

02. No dia 14 de fevereiro do corrente ano, a pedido do promotor de justiça

Sílvio Brito, uma equipe da UFERSA visitou a APA a fim de realizar um estudo que demonstrasse as condições em que se encontravam os animais apreendidos (cães, gatos, jumentos

03. No dia 28 de fevereiro do atual ano, a equipe da UFERSA entregou o

relatório atestando as péssimas condições em que se encontravam os animais apreendidos e entregues à APA. Onde se verificou uma superpopulação, ausência de pasto, animais que

necessitam de cuidados urgentes, possível infestação verminótica, animais mortos e ossadas

necessidade de separação

abandonadas, alto grau de estresse, casos de botulismo, brucelose

por gênero, idade e condições físicas e castração imediata!!! (doc. 02)

04. Em direito de resposta no Jornal Gazeta do Oeste, o Reitor da UFERSA

reafirmou que o relatório tinha como único e exclusivo objetivo através de uma visita técnica,

atestar o estado em que os animais apreendidos na APA se encontravam e não qualificar os animais quanto à viabilidade do seu abate para o consumo humano. Motivo esse que fez com que o Reitor da UFERSA tornasse o relatório público! (doc. 03) -

05. É tanto, que muitas medidas foram sugeridas pela equipe da UFERSA como

forma de minimizar o sofrimento daqueles animais e evitar que haja uma maior proliferação

de doenças entre os cães, gatos e asininos, assim como para os humanos! (doc. 04)

06. O uso feito de forma indevida pelo Promotor Sílvio Brito do apoio

incondicional da UFERSA ao almoço com carne de jumento, deixou de veicular nos meios de comunicação. (Divulgação do almoço em rede nacional: http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-

07. A crueldade é tamanha, que o Sr. Eribaldo Gomes, apelidado por “Jesus” se

pronunciou em entrevista veiculada na revista Veja que não teria coragem sequer de abrir as porteiras para algum jumento ir embora, que dirá comê-los!!! O Sr. Eribaldo falou da dificuldade em manter esses animais pelo custo elevado, poucos recursos e ausência do Poder Público. Esclareceu também não existir médico veterinário acompanhando os animais

apreendidos, muito menos os abatidos, o que leva a crer que o membro do Ministério Público fez uso de informações inverídicas à população e à mídia local e nacional e que não tinha conhecimento de nenhum processo judicial em andamento para liberar a matança. (doc. 05 -

08.

Como poderia ter havido seriedade no abate desses jumentos para o almoço

do dia 13 de março do corrente ano, se antes dessa data já tinha acontecido um primeiro almoço sem conhecimento da população, sem nenhuma inspeção veterinária, uma vez que o laudo técnico da UFERSA só foi concluído no dia 28 de fevereiro de 2014, que inclusive foi conclusivo quanto ao nível de degradação que os asininos se encontram? E a necessidade da quarentena? Imaginem o primeiro almoço de data desconhecida e possivelmente antes do relatório, pois para o segundo almoço de repercussão nacional foram apenas 12 dias após o relatório da UFERSA. (doc. 02, já demonstrado acima)

09. E por que o Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do Estado do RN-

IDIARN, órgão responsável pela fiscalização no abate de animais para consumo com a finalidade de evitar a transmissão de doenças para os humanos foi impedido por uma liminar proferida pela juíza da Comarca de Apodi-RN, Dra. Kátia Cristina Guedes Dias, de se aproximar dos animais que seriam abatidos, realizar qualquer avaliação ou perícia, se esse é o procedimento comum, simplesmente porque através de um contato com o promotor idealizador do “almoço educativo” se mostrou contrário à tal atitude? O que temer? O que esconder? É no mínimo suspeita tal atitude em esconder de forma grosseira a transparência esperada por um representante do Ministério Público! (Ver Lei. 6.270/92). (docs. 06)

10. Para que haja o abatimento e o consumo da carne de jumento, mesmo

contrariando a questão cultural/histórica e as Leis. n. 6.270/92, Dec. N. 21.653/10 e 7.291/84 nos art. 18 e 19 que tratam do abate como também o Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal – RIISPOA, especialmente em seu art. 106 § 1º que trata da inspeção ante-mortem, só é possível, segundo o Secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Pesca que esteve presente ao “evento” quando feito seguindo regras específicas e em abatedouro regulamentado, que em nosso Estado, o único que se aproxima é

o de Parnamirim-RN. (docs. 07, 08, 09 e 10)

11. Não houve sequer um acompanhamento da equipe da Vigilância Sanitária,

pois tal equipe foi nomeada às pressas no dia 17 de março de 2014, ou seja, 04 (quatro dias) após o famoso almoço! Caracteriza-se assim, um descaso com as regras a serem seguidas. Inclusive, a nutricionista nomeada é esposa do prefeito de Felipe Guerra que vem apoiando

essa iniciativa. (doc. 11)

12. Em matéria veiculada, inclusive no canal youtube, o Promotor Sílvio Brito diz

que necessitaria do apoio e inspeção do IDIARN, então por que entrar com um Mandado de Segurança preventivo a fim de conseguir uma liminar (o que aconteceu) para evitar a inspeção justamente do referido Órgão? – Processo n. 0100403-12.2014.8.20.0112. (doc. 06 - supra)

13. O que deixa a todos nós intrigados, é que em nenhum momento foi trazido

para a sociedade, justamente aqueles que posteriormente viriam a comer tal carne, documentos ou resultados de exames que contrariassem o relatório da UFERSA, especialmente no que diz respeito às zoonoses descritas, veterinário responsável e abate humanizado. O que foi dito pelo promotor foi que a carne tinha sido considerada própria para

o consumo humano pelos pesquisadores da UFERSA, o que depois foi comprovado como

sendo uma inverdade. Tema já debatido em tópicos anteriores. (Lei n. 7.291/84 - docs. 09 e

12).

14. A preocupação da população de Apodi é visível, especialmente as mães que

temem que na merenda escolar seja servida carne de jumento aos seus filhos. Tamanha preocupação levou o Prefeito, o Sr. Flaviano Moreira Monteiro da cidade a se pronunciar em programa da rádio Vale como desfavorável a essa atitude, confortando assim, as mães da

cidade. (15/03/14). (doc. 13)

15. Como já citado, o abate ocorreu no matadouro de Felipe Guerra (vídeo:

http://www.mprn.mp.br/noticias.asp?cod=8236) sem nenhuma norma de segurança sanitária e

muito menos humanização. Abate de forma cruel e desumana, sem atestar sequer o estado gravídico do animal, assistido inclusive por crianças que não poderiam estar em lugar tão insalubre presenciando tamanha perversidade. O que ensinar às nossas crianças? Como educá- las para respeitar o meio ambiente? As mortes foram filmadas ao som de muitas conversas e risadas, ausência de EPI’S, corpo técnico especializado, sem falar no abate não humanizado.

16. Fica claro que houve transporte sem fiscalização dos animais, pois saíram de

Apodi para serem mortos em Felipe Guerra e depois levados para Apodi novamente, portanto, sujeito sim à fiscalização do IDIARN. Mais uma ilegalidade!

17. Outro ponto bastante grave e inclusive vergonhoso foi o promotor se referir a

um animal (revista Veja) que sempre fez parte da nossa história como sendo “uma praga” e sem função alguma, e por esse “motivo” deveria ser dizimado! (doc. 05). Enquanto sabemos através de vários estudos que o jegue está correndo um sério risco de extinção e se essa ideia for levada adiante, certamente isso ocorrerá! É tanto, que a sua inviabilidade econômica foi

comprovada quando caiu por terra o termo de cooperação entre o Brasil (RN) e China, justamente pela demora na reprodução (doc. 14). E mais, estudos sobre a viabilidade do consumo da carne praticamente não existem, apenas alguns feitos em outros países. (docs.15 e

16).

18. O consumo da carne de jumento não tem amparo cultural, comercial e

econômico como demonstrado em vários documentos (doc. 17). A problemática dos animais nas ruas e estradas é um problema antigo por questões estruturais, falta de fiscalização e seca.

Para tal problema tão antigo, não existe uma solução mágica como querem algumas pessoas. A morte que pode levar à extinção desses animais não pode ser vista como uma saída. Ou seria uma saída para quem não quer fiscalizar, recolher, cuidar desses animais?

19. A iniciativa do consumo da carne de jumento é algo tão reprovável, que o

assunto tem ganhado espaço em nível nacional. O Deputado Federal Ricardo Izar fez um pronunciamento na Câmara dos Deputados falando do seu repúdio e cobrando o fim em definitivo desse abate indiscriminado. Cobrando também, punição para o membro do Ministério Público o Sr. Sílvio Brito. O nobre Deputado chega a citar a Constituição Federal

em seu art. 170, VI, que fala da proteção ao meio ambiente e prever que a Ordem Econômica deve obedecer ao princípio de defesa à fauna e à flora. (doc. 18)

20. É importante e fundamental que se esclareça que os acidentes ocorridos nas

estradas não têm como vilão n. 01 o jegue, conforme pesquisa recente feita e anexada. O asinino fica em terceiro lugar com uma margem grande de diferença em relação aos primeiro e segundo lugares! (doc. 19)

21. O Estado do RN dentre muitos outros estados da Federação tem uma grande

incidência de mormo, que é transmissível ao homem e se apresenta na pior forma possível. Assim, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é vital que haja uma inspeção sanitária para comprovar os testes de fixação de complemento negativo para o trânsito de equídeos destinados ao abate originários de UF’s onde se confirmou a presença de mormo. Em anexo, dois memorandos da fiscalização agropecuária, que inclusive foi impedida de fazer o seu trabalho na matança dos jumentos para o “almoço educativo”! (doc. 20)

22. Já que o promotor demonstrou ausência de conhecimento técnico nas áreas de

viabilidade econômica do consumo da carne de jumento, tempo de reprodução do animal, leis específicas, vigilância sanitária e até risco de extinção dos asininos, demonstrados estão neste

relatório estudos que afirmam que a espécie antes em alargados números, hoje se encontram em perigo de extinção! Mas para ele, são considerados pragas! (docs. 21, 22, 23 e 24).

23. Contra-atacando a tese do promotor que afirma ser o jumento uma praga que

infestou o RN, apensado está estudo científico que mostra a fisiologia e biotecnologia da reprodução de asininos, que tem uma gestação de 12 meses (um único filhote), maturação sexual que só é alcançada aos dois anos de idade e mais uma gestação para reprodução! Assim, um novo filhote para nascer leva um tempo de 03 a 04 anos. Daí a inviabilidade econômica e um dos motivos, como já falado da quebra do acordo entre Brasil e China. (doc.

25).

24. E por último, documento emitido pelo IDIARN – Gabinete da Diretoria da

DISA pede providências à Promotora de Justiça, Dra. Iveluska Alves Xavier da Costa Lemos sobre o abate de equídeos, citando o ocorrido em Apodi, demonstrando as Leis específicas (Lei n. 7.291/84 e Decreto n. 96.993/98) solicita também providências quanto à matança indiscriminada com ausência de fiscalização, métodos cruéis utilizados sem anestesias, não verificação do tumor preto – cancerígeno, e um pedido claro “que na cadeia de produção haja preocupação técnica, higiênico-sanitária, social e ambiental como um todo”!

25. E é nesse sentido que caminha hoje o Brasil e sua legislação ambiental e

sanitária, lutando por um Brasil mais humanizado e pela eliminação de técnicas arcaicas e mortes cruéis desnecessárias para agradar, quem sabe, talvez, setores privados econômicos!

SOLUÇÕES APRESENTADAS:

Obs.: As soluções serão apresentadas e debatidas de forma mais completa e embasada na reunião extraordinária a ser marcada pelo Presidente Dr. Aldo Fernandes, onde os documentos anexados serão explicados por um corpo técnico.

a) Por que não fazer campanhas educativas para valorização do convívio saudável com os animais, estimulando a PRESERVAÇÃO DO ANIMAL?

- Possibilidades muito mais viáveis, inclusive economicamente:

>> Jegueterapia: terapia de fisioterapia para problemas locomotores e até mesmo para problemas psicológicos, terapia ocupacional como forma de aliviar o estresse, onde o jumento por ser muito dócil e de porte pequeno em relação ao cavalo, vem sendo utilizado em muitas clínicas com resultados positivos;

>> Introduzir os animais nos parques ecológicos, atualmente há a consolidação dos parques da copa:

- Parque Estadual da Mata da Pipa - 290 hectares;

- Parque Nacional Furna Feia - 8,4 mil hectares.

>> Há animais unicamente para "tirar fotos com turistas" em determinados pontos do Ceará, por que não utilizá-los nesses projetos como companheiros de trilhas ecológicas?

Exemplos:

- Poço Feio no município de Governador Dix-Sept Rosado-RN;

- Casa de Pedra – Serra de Martins-RN;

- Sítio Arqueológico Lajedo de Soledade – Apodi-RN;

- Barragem de Santa Cruz – Apodi-RN.

>> Reestruturar o animal na lida, assentamentos, pequenas fazendas e sítios, ter incentivo quando tiver animais (Tendo a devida guarda da natureza e bem estar animal). Inclusive, o Globo Rural está fazendo esta semana uma reportagem em várias fazendas e assentamentos do RN para mostrar a utilidade do jumento, uma vez que o promotor Sílvio Brito o trata como sendo uma “praga”. Posteriormente, na reunião extraordinária, teremos esse material.

>> Projeto da Ufersa - Universidade Federal Rural do Semiárido que chegou inclusive a ganhar a segunda menção honrosa do Prêmio INNOVARE em 2012, que com muita clareza mostra o abandono dos asininos, a inviabilidade econômica para o abate e consumo de sua carne, a necessidade da preservação da espécie e as alternativas para evitar que se tornem em animais errantes, morrendo ou provocando mortes nas rodovias do Estado do RN. É um documento científico de competência do Procurador Federal Dr. Fernando Rocha de Andrade que trabalha com maestria a “realocação de asininos nas rodovias federais”. Mostrando as soluções, parcerias e destinação de forma responsável dos jumentos abandonados e punição para quem os abandona. (doc. 27)

>> Intensivo de criação de jumentos para produção de leite em uma fazenda em Zasavica, na Sérvia, inclusive, o queijo mais caro do mundo. (doc. 28)

Por que não criar uma cooperativa para a produção desse tipo de queijo com o uso da

mão-de-obra dos apenados? Seria um incentivo para abater na pena, ensinar um ofício, gerar renda e ocupar a mente. Com um retorno positivo para o apenado (Comissão de Direitos Humanos), eliminação dos acidentes de trânsito (Comissão de Segurança e Trânsito), um retorno mais breve do apenado para o seio familiar com a certeza de um aprendizado (família)

e geração de emprego para muitos e renda para a população e Estado.

Por que se a carne dos jumentos for destinada aos apenados, em breve tempo, nem jumento nem alimento!

>> Mas, acima de tudo a única solução que nós sabemos não ser viável, por uma questão histórica, cultural, sanitária, legal, econômica e o risco de extinção é a MORTE, a dizimação de uma espécie! Há outras tantas. Utilizar o abate do jumento é simplesmente retroceder na nossa evolução para buscar soluções racionais para qualquer problema e não simplesmente eliminá-las.

>> O Promotor Sílvio Brito insiste em alegar centenas de acidentes quando em todas as

reportagens o próprio responsável por este levantamento apresenta 27, com 3 óbitos e NÃO HÁ REGISTRO DE NÚMERO DE QUE ESPÉCIE SÃO ESTES ANIMAIS (voltamos a usar o número de animais pra consumo de carne nas estradas, rebanhos inteiros de ovinos e caprinos). Ainda dentro dos argumentos dele, não há como calcular o preço de uma vida (isso

é verdade), por que ele compara explicitamente o prejuízo material sem se quer levar em

consideração a vida desses próprios animais mortos de forma horrenda, e muitas vezes acidentados propositadamente por carros de grande porte e abandonados da forma mais cruel possível.

>> E se estamos falando em preservação DA VIDA HUMANA o manejo aleatório desses animais errantes, sem acompanhamento zootécnico ou sanitário, vai levar ao surgimento de inúmeras doenças pelo simples contato direto com o animal ou com sua carne:

>>

Botulismo - o próprio Laudo da UFERSA

>>

Sobre RAIVA no ESTADO:

De acordo com o Programa Estadual de Controle da Raiva da Sesap, no período de 2005 a 2014, foram registrados 213 casos de raiva em 61 municípios do estado. Destes, foram 120 morcegos, 46 bovinos, 26 raposas, 8 cães, 3 gatos, 6 cavalos, 1 asinino, 1 suíno, 1 ovino e um caso de raiva em humano.

>>

MORMO - Laudo em anexo: (docs. 29 e 30)

>>

Parasitismo gastrintestinal, tuberculose, brucelose,

>>

Todas estas doenças são anuladas se cozidas, mas a carne servida no churrasco estava

mal passada e as pessoas que manipularam a carne

>> E se o animal possuir tumor negro a carne é cancerígena (se ele quer salvar vidas humanas o risco a que as está colocando é muito maior do que os animais soltos nas estradas).

Mossoró/RN 27 de março de 2014.

o risco a que as está colocando é muito maior do que os animais soltos nas