CENAS 1 E 2, ATO III

Nas cenas em questão, o texto deixa claro que Bavilas, o psicólogo, prossegue com a
intenção de resolver o conflito instalado na fábrica. Ele busca informações através da contramestra Sulinda, perguntando-lhe se os “dessarranjos” (sic) com as máquinas eram frequentes
e se eram em máquinas específicas, ou seja, do mesmo tipo.
É possível entender que Paulson (o mecânico) precisava dispor de mais tempo para a
manutenção das 170 máquinas. O fato dele estar sempre apressado, suscitava queixas entre as
moças, gerando sentimento de irritabilidade nas mesmas.
Na cena 1, o psicólogo demonstra transparência para cada atitude a ser tomada. Por
exemplo, quando pergunta para Sulinda o que ela achava da possibilidade dele entrevistar as
moças e se ela gostaria de tomar conhecimento sobre a opinião das costureiras. Da mesma
forma, na cena 2, ao entrevistar Paulson, quando este mostra interesse em saber o que as
moças “pensavam dele, como indivíduo” (sic).
As cenas possibilitam o entendimento de que havia uma sobrecarga de trabalho no
grupo. Eram muitas máquinas para somente uma pessoa fazer a manutenção. Se a manutenção
não era feita de modo permanente, as máquinas não funcionariam adequadamente e,
consequentemente, precisariam de reparos e consertos. Logicamente, se isso não acontecia
com frequência, o trabalho das moças ficava prejudicado, causando intolerância e falta de
paciência.
Tanto a cena 1 como a cena 2, possibilitam deduzir o conflito como uma consequência
do fato de não haver pessoas suficientes para a amplitude do trabalho em si, ou seja, induzem
o foco do conflito na forma e não propriamente no indivíduo.
Ainda nessas duas cenas, percebe-se a tentativa do psicólogo incitar os personagens da
história a fazerem uma autoavaliação das suas relações interpessoais a fim de perceberem a
existência ou não de interferências ameaçadoras na produtividade da função/trabalho de cada
um e, juntos, caminharem para uma solução.

Caso fosse o psicólogo contratado e, pensando nas cenas 1 e 2 do Ato III, iria pelo
mesmo caminho do psicólogo da história. Observaria a empresa como um todo e as pessoas
envolvidas. Ouviria cada qual com sua versão, mantendo minha opinião respaldada, ainda que
não contrariando a razão de cada envolvido. Iniciaria esse processo através dos cinco
componentes essenciais para a comunicação humana (MAILHIOT, 2013, p.97): faria o papel

procurando ser acessível aos envolvidos. . procuraria absorver/reter elementos essenciais no conteúdo de cada mensagem. fazendo uso do código secreto. dando fundamental importância às informações do receptor. ao tempo em que buscaria decifrar o sentido de cada mensagem.do emissor. enfim. usando de camuflagem no que diz respeito às decisões que deverão ser tomadas. procuraria captar com prudência a mensagem do receptor.

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