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01/01/2015

ALFABETIZAÇÃO:ABORDAGEMINTERDISCIPLINAR

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ALFABETIZAÇÃO:ABORDAGEMINTERDISCIPLINAR
ALFABETIZAÇÃO:
ABORDAGEM
INTERDISCIPLINAR
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aoPédaLetranodia13deagostode2013
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ALFABETIZAÇÃO:ABORDAGEMINTERDISCIPLINAR

 

ALFABETIZAÇÃO:UMAABORDAGEMINTERDISCIPLINAR

ENTENDAOQUEÉE
 

Alfabetização:AbordagemInterdisciplinar

INTRODUÇÃO

Aprimeiraidéiaarespeitodaalfabetizaçãoéquedeveselevarem

conta o método utilizado e maturidade da criança. É possível

alfabetizar com sucesso considerando­se somente esses dois

aspectos?

Diante de váriosestudosrealizados,podemosconsiderar também o

terceiro elemento que é a natureza do objeto de conhecimento que

envolve esta aprendizagem: o conhecimento cognitivo, a “leitura do

mundo”dacriança.Elaescrevecomoacreditadentrodeumconjunto

de palavras e assim nos oferece material importante para ser

interpretadoeanalisado.paulofreire,infância,

Acriançaescreve“comose”soubesseescrever.Elapodeconhecero

nomeeseusom,semconhecerosistemadeescrita.Lereescrever

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sãoatividadesdeprocessamentodeinformação;falarecompreender

a fala são características biológicas da espécie humana e são

adquiridas na infância por mera exposição à linguagem oral; ler e

escrever pode adquirir­se em qualquer idade e requer instrução.

Portanto, alfabetizar requer também o ensinamento, a orientação

clara,poisalgunstiposdepatologiaimpedemaaquisiçãonormalda

linguagem oral, mas os problemas enfrentados pelo governo são

relativosàfaltaouinsuficiênciadeaprendizagemescrita.

Não se aprende a ler e a escrever como se aprende a falar e

compreenderafala.Aescritaéumarepresentaçãodalinguagem,no

entanto,elanãorepresentatodososaspectosdalinguagem.

Alfabetizarédesenvolvernoalfabetizandoacapacidadedeextraira

pronúncia e o sentido de uma palavra a partir de sinais gráficos (a

capacidade de ler) e decodificar graficamente os sons

correspondentes a uma palavra (a capacidade de escrever). A

alfabetização apóia­se no conhecimento que o indivíduo já tem da

linguagem oral, seja conhecimento de estruturas sintáticas, seja de

vocabulárioquelhepermitemcompreenderseumeiolingüístico.

Todas as crianças compreendem a linguagem antes de serem

alfabetizadas, o que a alfabetização traz de específico não é só a

compreensão da linguagem. O que ela traz de específico é a

capacidadedeidentificareproduziraformagráficadaspalavras.Isso

explica porque devemos distinguir entre o objetivo e o processo de

alfabetização. O objetivo é a compreensão e a produção de textos.

Contudo,oprocessodealfabetização,aomenosemsuafaseiniciale

crucial, é constituído pela aprendizagem das habilidades e dos

mecanismos que permitem com rapidez e precisão, reconhecer as

palavrasescritaseproduzirasuaformagráfica.

Embora o objetivo da atividade de leitura seja a compreensão do

texto, aquilo que essa atividade tem de específico relativamente à

escrita do mesmo texto é o reconhecimento das palavras escritas.

Lemos para compreender, mas ler não é compreender. Ler é

reconhecer as palavras escritas; o processo de reconhecimento é

uma condição, um passo necessário para a compreensão. É

necessário os professores pesquisarem um embasamento teórico

mínimo sobre a ciência da leitura que sirva para direcionar­lhes à

prática.Éprecisoconhecerumpoucomaissobreoqueestáenvolvido

naapropriaçãodoprocessodeleresobreosaspectosfundamentais

doatodaleitura:lingüísticos,fisiológicos,psicológicosesociais.

Opontodepartidadassituaçõesdeensinosãoaspossibilidadese

necessidadesdeaprendizagemdosalunos,oquedefatopensame

sabemsobreaescrita;éistoquepossibilitaqueaaprendizagemseja

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significativa.

O que chamamos de acesso ao mundo da escrita – num sentido

amplo–éoprocessodeumindivíduoentrarnessemundo,eenvolve

oaprendizadodeumatécnica(lereescreverenvolverelacionarsons

com letras, fonemas com grafemas, para codificar ou decodificar).

Envolve também aprender a segurar um lápis, aprender que se

escrevedecimaparabaixoedaesquerdaparaadireita.Aportade

entrada desta técnica consiste em desenvolver as práticas de uso

desta.

Énecessárioterummétodofundamentadonumateoriaeumateoria

queproduzaummétodo.Vamoseducarosoutrossequisermosque

elesfiquemdiferentes,poiseducaréumprocessodetransformação

das pessoas. Conhecer o contexto de cada criança para

compreender,respeitarseujeitodefalar,trabalharasdificuldadesde

cadaum.

Oprofessorpodemediaroensinamento,incentivareauxiliaroaluno

aaprenderaaprender.Eledevepreparar­secomesforçoeinteresse.

Sóseensinabemoqueseconhecebem.Ondeháboavontade,há

várioscaminhos.

 

Este trabalho tem como objetivo argumentar em defesa de uma

propostadealfabetizaçãoapartirdetextosqueabordemproblemas

daáreadeCiênciasSociaisequepodemtratardeHistória,Geografia,

Antropologia,Filosofia,Ecologia,Sociologia,Política,entreoutros,pois

sabe­se que as práticas tradicionais de alfabetizar por meio de

cartilhassilábicaseatividadessemelhantesprecisamsersuperadas,

com urgência, pois contribuem em larga escala para a lentidão na

aprendizagem da leitura e escrita, atrasando o processo de

desenvolvimento dos alunos, indo de encontro à formação do leitor

crítico.

Para o desenvolvimento deste estudo, optamos pela pesquisa

bibliográfica,poisestaprocuraexplicarofatoapartirdereferências

teóricas publicadas, buscando conhecer e analisar o conteúdo e as

contribuiçõesculturais.

1ALFABETIZAÇÃOELETRAMENTO

A escrita pode ser considerada como uma representação da

linguagem ou como código de transcrição gráfica das unidades

sonoras; é um processo histórico de construção de um sistema de

representação. Porém, a criança enfrenta dificuldades quanto à

construçãodosistemaeelareinventaessessistemas.

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Deve­serespeitaracriança,reconhecerqueelanãopedepermissão para aprender. O “saber” da criança significa que ela já construiu algumconceitoarespeitodasletras.

Elapodeconhecer onomeeseusom,sem conhecer osistemade escritaecomeçaadesenhar,atraçarosnomesdeacordocomoque entendemporsimesmas.

Comainterferênciadoprofessorelasrecebemaformadasletrasda sociedade e as adotam tal e qual. Começam aí os conflitos particulares:eladescobrequenãobastaumaletraousinaloutraço pararepresentarumasílaba,aquantidadedesonsnãocorresponde àquantidadedeletrasevice­versa.

Devemos compreender então, que a criança não é algo onde inscrevemos letras, palavras segundo determinado método, mas devemos aceitar que toda informação assimilada por ela deve ser trabalhada.

Senãoforassim,acriançachegaàconvicçãoqueoconhecimento não é algo participativo, mas já estabelecido, imutável. Ela chega letradaàescola,envolvidacomaescrita,conhecelogotipos,sinaisdo ambienteondeestáinserida.

Na escola, este conhecimento vaiser formalizado, a criança vaiser alfabetizada. Cabe ao professor interferir, mediar estas informações queacriançatrazdentrodesuarealidade,respeitandoprincipalmente seuslimites.

Letramentoéumapalavraeconceitorecentes,seusurgimentoéuma necessidade de configurar e nomear comportamentos e práticas sociaisnaáreadeleituraedaescritaqueultrapassamodomíniodo sistemaalfabéticoeortográfico.

A insuficiência de apenas alfabetizar – no sentido tradicional – a criança ou o adulto, tornaram visíveis e importantes os comportamentosepráticassociaisdeleituraeescrita.Asatividades profissionais tornaram­se cada vez mais centradas na escrita e dependentesdaescrita.

Oconceitoletramentotemsuaorigememumaampliaçãodoconceito de alfabetização e esses dois processos têm sido confundidos e fundidos.

É necessário reconhecer que alfabetização – entendida como a aquisição do sistema convencional de escrita – distingue­se de letramento–entendidocomoodesenvolvimentodecomportamentos ehabilidadesdeusocompetentedaleituraedaescritaempráticas

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sociais. Entretanto, é necessário reconhecer que, embora extintos, alfabetização e letramento são interdependentes e indissociáveis: a alfabetização só tem sentido quando desenvolvida no contexto de práticassociaisdeleituraedeescritaepormeiodessaspráticas,em umcontextodeletramentoepormeiodeatividadesdeletramento,só podedesenvolver­senadependênciadaaprendizagemepormeioda aprendizagemdosistemadeescrita.

Os métodos de alfabetização alternam­se em um movimento pendular:aopçãopeloprincípiodasíntese–aalfabetizaçãoapartir dasunidadesmenoresdalíngua–osfonemas,assílabasemdireção às unidades maiores – a palavra, a frase, o texto (método fônico, métodosilábico)ouaopçãopeloprincípiodaanálise,aalfabetização parte das unidades maiores e portadoras de sentido – a palavra, a frase, o texto – em direção às unidades menores (método da palavração,métododasentenciação,métodoglobal).Noentanto,os estudosqueesclarecemtantoosprocessosdeaprendizagemquanto os objetos da aprendizagem da língua escrita, e as relações entre aqueles e estes, evidenciam que privilegiar uma ou outra faceta, subestimando ou ignorando outras,é um equívoco,um descaminho noensinoenaaprendizagemdalínguaescrita,mesmoemsuaetapa inicial. Aprática docente deve integrar as várias facetas. Integrar e articularosdoisprocessos,poiselessãoindissociáveis,simultâneose interdependentes.

A criança alfabetiza­se (toma conhecimento do sistema alfabético e ortográfico)emsituaçõesdeletramento–nocontextodeepormeio de interação, de sua participação em práticas sociais de leitura e escrita.

Oalfabetizarletrandoouletraralfabetizando,integrandoearticulando

asváriasfacetasdoprocessodeaprendizageméocaminhoparaa

superaçãodosproblemasquevimosenfrentandonaescolarização.

CombasenateoriadePiaget,oprocessopeloqualacriançaaprende alereescreveremostraque,paraalínguaescrita,acriançaprecisa construirrespostaparaduasquestões:oqueaescritarepresentae comoelarepresenta.Acriançaprocuracompreenderanaturezada linguagemquesefalaàsuavolta.Interagindocomaescrita,busca regularidade, constrói sistemas de interpretação, pensa, raciocina, inventa,colocaàprovasuasantecipações;reinventaoidiomaescrito, esse objeto socialparticularmente complexo. Ela deve compreender seuprocessodeconstruçãoeregrasdeprodução.Issoéfácildizer, mas difícil de aplicar de forma coerente e sistemática na prática. A criançachegaàescolacomnotávelconhecimentodalínguamaterna, umsaberlingüísticoqueutilizainconscientemente,nosatosdiáriosde comunicação.

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Elaestáexpostaàinfluênciadeumasériedeaçõesqueenvolvema escrita. Algumas crianças chegam à escola sabendo mais do que outraseénecessárioqueoeducadorsaibaperceberosfatos.Deve identificaroníveldeapropriaçãolingüísticadecadaumaepromover atividades ricas, prazerosas e desafiadoras que lhe dêem oportunidades para interagir com a linguagem escrita e construir conhecimentos.

Umalunointelectualmenteativonãoéoquefazmuitascoisasoutem uma atividade observável. É aquele que compara, exclui, ordena, categoriza, reformula, comprova, formula hipóteses, reorganiza. Éo sujeito que, segundo Piaget, procura ativamente compreender o mundoqueocerca,buscandoasinterrogaçõesqueestemundolhe propõe.

Pormuitosanosseacreditouqueofundamentalparaalfabetizaros alunos era o treino da memória, da coordenação motora, da discriminaçãovisualeauditivaedanoçãodelateralidade.Apartirdas pesquisascientíficassobrecomoseaprendealereescrever,équea alfabetização é um processo de construção de hipóteses sobre o funcionamento e as regras do sistema alfabético e que é extremamente complexo, que demanda procedimentos de análise tambémcomplexosporpartedequemaprende;epodemosconstatar que, por trásda mão que escreve e do olho que vê, existe um ser humanoquepensae,porisso,alfabetiza­se.

1.1Opapeldafamílianoprocessodeletramento

Ainfluênciadafamílianodesenvolvimentohumanoéinquestionável,

mascomoelapoderiainfluenciaraformaçãodeindivíduosletradose,

conseqüentementedecidadãoscríticos?

Oprocessodeaquisiçãodalinguagemqueéumprincípiobásicopara

oletramento,éfrutodoconvíviofamiliar,poisénesseambientequeo

indivíduoaprendeasecomunicar.Emboraoutrosgruposdeconvívio

socialauxiliemesseprocesso,énoambientefamiliarquesedãoos

primeirospassos.

A linguagem é um recurso essencial para o desenvolvimento da comunicação do indivíduo com o mundo e consigo mesmo. Para intervir no processo de socialização das crianças, a família utiliza técnicasacompanhadasporinstruçõesorais.Aformacomquecada famílialançamãodessasinstruçõestorna­seumadasresponsáveis pelodesenvolvimentodalinguagemdacriança.

Nosanosiniciaisdesuavidaacriançatendeaobservarereproduzir comportamentos adotados por outras pessoas, em especial pelos

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pais, vistos pelos filhos como modelos. Desse modo, com ou sem intenção,ospaisagemdiretamentenaformaçãodeseusfilhos.

Aoconvivereserelacionarcomadultos–modelosqueinterpretame constantementeproduzemescrita,acriança,desdemuitocedo,agee lidacomnaturalidadecomocontextodeleituraeescrita.Portanto,a partirdomomentoqueidentificaereconheceaimportânciadaleitura edaescritaparasuapráticasocial,acriançainiciaprecocementeseu processo de letramento. Este processo depende de como a criança vaiserintroduzidanomundodaescritaecomovaiconvivercomessa escrita.

O constante uso de recursos de leitura e de escrita em família contribui para a formação de bons leitores, o ambiente influencia a aquisição de hábitos de leitura. Os estímulos dos pais ajudam a desenvolverosinteresses.

Vivendo em ambiente de letramento onde conviva com livros, ouça histórias,vejaadultoslendoeescrevendo,ouseja,emambienteem que as práticas de leitura e escrita sejam cultivadas, a criança apropria­se dessas práticas com naturalidade: pega livros e finge estarlendo,utilizalápisepapelparaproduzircartinhasouhistorinhas. Essasatitudesevidenciamqueacriançareconheceafunçãosocialda escrita.Emesmosemseralfabetizadapodeserconsideradaletrada.

Nãoéraroencontrarpessoasquefaçamrelatosdasdificuldadesque encontraram para reter assuntosque foram estudadose abordados naescola.Esseenriquecimentosedeve,emparte,pelaausênciade significânciadetaisassuntosparasi.Semsignificadonãoháregistro.

Com freqüência,encontram­serelatosdepessoassobresimesmas oudeoutraspessoascomreferênciasàssuasexperiênciasfamiliares, constandodeclaraçõesdoqueaprenderamcomsuasfamílias.Esses relatosgeralmentesãomarcadoscomfrasesdotipo:meupaisempre dizia…

Frasescomoessamostramquemesmoqueneguem,osfilhosestão sempre ouvindo e assimilando o que é ensinado pelos pais. Na maioriadasvezessuasatitudessãoreflexodaquiloquevivenciaram dentrodafamília.Nãoépossíveleducarpelaética,enquantoaidéia central for a de que para vencer na vida é preciso ter esperteza e malandragem. A família precisa se preocupar em transmitir valores quefavoreçamaconvivênciasocialdosfilhos.

Conviver com pais que não se interessam por práticas de leitura e escrita,nãodêemvaloraelasenãoestimulemseuusoemcasa,não será fator de referência para o processo de letramento de

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determinada criança.Muitospaisprecisam adentrar no processo de letramento para que se reconheçam a importância da língua escrita paraavidasocial.

Afaltadereconhecimentodafunçãodalínguaescritaficaevidenciada pelaatitudedemuitospaisque,inúmerasvezesoptam por dar aos filhos presentes como videogames, e nunca, oferecem­lhes livros comopresente.Alegamquestõesreferentesapreçosaltosdoslivros, porém, não hesitam em abrir crediários para adquirir os bens advindosdatecnologia.

Com essas atitudes os pais transferem para a escola toda a responsabilidadedeformaçãoealfabetizaçãodeseusfilhos.Alémda instruçãodeixamacargodelaodeverdetodaaeducação.Comisso, os pais abdicam de seu papel de orientadores e educadores dos filhos, como se a escola fosse capaz de suprir a ausência de estímulosoriundosdoambientefamiliar.

Essa visão que os pais fazem da escola como a detentora da obrigaçãodeeducarascriançasnosentidomaisamplodeeducação, gera um intermináveljogo de empurra e de queixas entre família e escola. Por essa razão surge a necessidade de uma verdadeira parceriaentreambas.

Oprocessodeletramento,naausênciadeumafamíliaqueoestimule não é impossível, porém, torna­se mais difícil e complicado, pois a criançanãotemfamiliaridadecomaescritaenãotemconsciênciade suaimportânciaparaavivênciaplenanasociedade.

1.2Alfabetizaçãoxfracassoescolar

Existe no Brasila crença de que a alfabetização pode classificar os alunosemmaisinteligentesemenosinteligentes,osquesabemlere osquenãosabem.Noentanto,aalfabetizaçãoescolaréapenasuma das formas de se realizar o processo ensino­aprendizagem. Muitas vezes,dentreosalunosquenãoaprendemnaaulaestãoosalunos que usam sua alfabetização na vida diária, vendendo em feiras ou calculandoerepartindolucros.

Ocontrasteentreaalfabetizaçãoderuaeadaescolainteressaaos educadores e a todos que quiserem descobrir porque algumas pessoassãocapazesderesolvertãorapidamentecontasdecabeça, enquantooutrasficamtentandofazeramesmacoisanolápisepapel. Segundo Drouet (2001), “o fracasso escolar no período de alfabetização aparece como um fracasso da escola”; fracasso este localizado:

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Naincapacidadedeaferiracapacidadedacriança;

Nodesconhecimentodosprocessosnaturaisquelevamacriança

aadquiriroconhecimento;

Naincapacidadedeestabelecerumaponteentreoconhecimento

formalquedesejatransmitireoconhecimentopráticodoquala

criança,pelomenosempartejádispõe.

Assim entendido o processo de aquisição da leitura e da escrita, a alfabetizaçãoéentendidacomoumcaminhopercorridopelacriança paradecodificareinterpretarocódigoescrito.Paracompreendereste processo, é preciso analisar como ocorre a aprendizagem nos educandos e, conseqüentemente, como acontece o processo de absorçãodeconhecimento.

Aalfabetizaçãoéfocodeestudos,experiênciasedebatesaolongode várias décadas. A princípio, a discussão se dava estritamente no terreno do ensino, imaginava­se que o fracasso relacionava­se com métodosinadequados.

Emseguida,odebatesobrealfabetizaçãotrouxeumadiscussãomais acirradasobreofracassoescolar.Pesquisasforamelaboradaspara compreender o que havia de errado com as crianças que não aprendiam.

As estatísticas nos mostram que aproximadamente metade das crianças que entram na primeira série do ensino fundamental são reprovadasnofinaldoano.Acríticaàalfabetizaçãoquesemprese fez e ainda se faz na maioria das escolas levanta uma pergunta:

Comoéquenóstodosaprendemosalereaescrever?Aquestãoé

esse“todos”,queéapenasametadedosalunosaquemaescolase

propõeaensinaralereescrever.

Concentrou­semuitoesforçoemcompreenderoquehaviadeerrado com os alunos mais pobres e pensava­se que o que servia para ensinarascriançasdeclassemédiaealtanãoserviaparaascrianças pobrese que osprocessosde aprendizagem seriam decididamente diferentes.

Oqueproduzaparentediferençaéqueascriançaspobreschegamà escola em uma fase menos avançada do processo e isso costuma tornarasinformaçõesoferecidaspelaescolainassimiláveisparaelas.

Quandoassumimosqueparaaprenderalereescreverénecessário construirconceitualizaçõescadavezmaisavançadassobreaescrita, parece coerente que os que têm concepções mais avançadas no iníciodaalfabetizaçãoescolaraprendammaisrápidaefacilmente.

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Háumconsensodequeavariáveldeterminanteestárelacionadaàs

oportunidades extra­escolares de participação em atividades sociais mediadas pela escrita. A pesquisadora Schirley Brici Heath (Ways

WithWords:Language,LifeandWorkinCommunity’sandClassrooms – Cambridge University Press, 1983) analisa em diferentes

comunidadesarelaçãoentreaspráticassociaisrelacionadasáleitura

e

o prognóstico de sucesso escolar em cada uma delas. A autora

analisa as práticas cotidianas mediadas pela escrita em cada

comunidadeemostraadescontinuidadeentreessaspráticaseasque

têm lugar na escola. A análise mostra a enorme diferença entre a quantidade e a qualidade dos eventos de letramento dos quais as

criançasparticipameapontaaestritacorrelaçãoentreessavariávele

o

desempenho escolar médio das crianças. E a comunidade mais

pobre e menos letrada (as que tinham enorme dificuldades para ir bem na escola) não era composta por um número significativo de

analfabetos como costuma acontecer no Brasil (a pesquisa foi feita nos Estados Unidos). Essa pesquisa acadêmica está publicada em

livroseartigos,masaindanãosedeucontademudaroquadrode

fracasso escolar. É necessário avançar e difundir o conhecimento

didáticoqueseproduziunosúltimosanosparaassegurar,cadavez

mais,odireitoindiscutíveldoalunoaprenderalernaescola.

Os números continuam escandalosos, mas parecem ter melhorado nos últimos anos. Essa melhora, no entanto, é ao mesmo tempo aparenteereal.Umaexperiênciaquefoicuidadosamentemonitorada

–adociclobásico,emSãoPaulo–mostrouumganhosignificativo:

os50%dereprovaçãona1ªsériecaírampara40%aofimdosdois

anos do ciclo básico. Mas, atualmente, muitos sistemas escolares

adotaramaprogressãocontinuadamaisampladoqueociclodedois

anos.Fica,portantomuitodifícilsaberseamelhora,aindaquepouca

seja resultado da progressão continuada ou não. Esta idéia vem sendotratadacomosefossesinônimodepromoçãoautomática.Eos

antigosmultirrepetentessetransformaramnosalunosanalfabetosque

vão passando de ano sem que a escola se mostre capaz de, ao menos,ensiná­losaler.

Quandooexamedeadmissãodeixoudeexistir,bastavaaaprovação

aofimda4ªsérieparaseteracessoaoantigoginásio,aípassamosa

enfrentarnovosíndicesdereprovação:apassagemda5ªparaa6ª

série. Quando se observa o fenômeno a olho nu, uma hipótese se impõe: os alunos parecem ter enorme dificuldade para continuar estudando, ao que tudo indica, porque não são leitores suficientementecompetentesparaaprenderatravésdaleitura.

Osconteúdoscurricularesde5ªa8ªsãodependentesdacapacidade

deaprenderapartirdetextos.Aparentemente,nemosprofessoresde 1ª a 4ª séries têm claro que o desenvolvimento deste grau de

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competência leitora é algo que cabe a eles garantir, nem os

professoresde5ªa8ªsériessupõemqueessasejaumatarefasua.E

osalunosquenãodãocontasozinhosdoproblemaficamentreguesa

suaprópriasorte.

1.3Opapeldoprofessoralfabetizador

O

professor alfabetizador poderá descobrir que o conhecimento da

leitura e da escrita é acessível a muitos, mas que é preciso saber como interpretar os procedimentos da alfabetização desenvolvidos paraasaladeaula.

Deve­se compreender que as atividades de interpretação e de produçãodeescritacomeçam antesdaescolarização,elaseinsere emumsistemadeconceitospré­elaborados.

Quando o adulto fornece informações sobre um texto, a criança processa este texto embasado em suas concepções infantis. Devemos então pensar qual o papel dos professores quanto à aprendizagem.

Cabe ao professor deixar a criança descobrir por si mesma, criar

condiçõesparaestadescobertaaoinvésdeoferecerachavesecreta

dosistemaalfabético.

O

conhecimento do aluno é construído por sua experiência em

produzir seus textos, usando sua elaboração própria, reconstruindo com seu esforço pessoal: o professor deve ser o mediador desta construção.Àsvezes,estaconstruçãopareceestranhaaosolhosdo

professoralfabetizador,masestedevecompreenderoqueacriança

pensouaoescreveraquelaescrita.

A

criança escreve do seu jeito e de forma limitada porque possui

poucosconhecimentos,tempoucosrecursos.Oprofessorprecisase dispor a ajudar, deve promover a sua interação com o idioma de formaagradávelesemcobrançasexageradas.

Em qualquer campo de atuação, o conhecimento profissional representa o conjunto de saberes que habilita o indivíduo para o

exercíciodaprofissão–nocasodoprofessoréoconjuntodesaberes

queohabilitaparaoexercíciodomagistério,queotornacapazde

desempenhartodasassuasfunçõesprofissionais.

Este repertório de saberes permite ao professor gerir a informação disponível e adequá­lo, estrategicamente, às situações que se colocam, a cada momento, sem perder de vista os objetivos previamente definidos. Não se pode considerar conhecimento

profissionalumconhecimentoquenãofavoreçaoexercícioautônomo

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e responsável das funções profissionais que, no caso do professor, são marcadas consideravelmente pelo contexto, pelo imprevisível, peloimponderável.

O

comprometimento do professor consigo mesmo deve ser total. A

capacidade de realizar um bom trabalho tem de superar todas as expectativas. Deve saber gerenciar sua sala de aula com amor e

dedicação,queéachavedosucessodetodos–professorealunos.

Oprofessordevetercoragemdefazerdiferençacominiciativaesem

desperdiçarsequerumaoportunidadedemediar,problematizandoa

interaçãodacriançacomalinguagemescrita.Aprenderaobservar,a

duvidar,ainterrogar­sesobreoseutrabalho.

O

conhecimento se constrói num processo que exige do professor

decisõesquelevamemcontaamaneiracomooalunoestápensando

em cada situação, fazendo­o interatuar com o idioma escrito e intervindo de modo a maximizar a aprendizagem. É também construído pela experiência da criança em produzir, por meio de elaboração própria, de pesquisa, de reconstrução e do esforço pessoal, compartilhados com os colegas e com o professor –

mediador do processo. O professor deve fazer intervenções

inteligentes, evidenciando a incoerência das suas hipóteses, sem exigir que os alunos façam tudo sem cometer erros. Não pode se intimidarpeloerro,poiselefazpartedoprocesso.Oprofessordesafia

oaluno,permitindoqueeleescreva“doseujeito”,emváriasocasiões

ediariamente.Oprofessor“provoca”earespostadacriançavaise modificando a cada nível do seu desenvolvimento. As atividades devem ser curtas, adequadas à capacidade do aluno, criativas e

lúdicas. Quando as construções “estranhas” do aluno assustam o

professor,suatarefaénestemomentoprocurarcompreendercomoa

criança pensou e dar importância às suas tentativas de escrever e produzir.

Esse conhecimento subsidia a prática docente e norteia o planejamentodaaçãopedagógicanodecorrerdetodooprocesso.

O professor não deve ter medo do fracasso sabendo que cada

construção toma tempo, implica um grande esforço cognitivo da

criançaparasuperarasperturbaçõesatécompreendercadaquestão

eevoluir.

A

vida nos devolve o resultado da nossa dedicação e do nosso

esforço.Nãoéanalisandoseucomportamentoqueomuda,massim

quebrandoospadrõeshabituais,arotina.Oprofessordeveconstruir

grandecompetênciaprofissionalemelhorarsuaqualidadedevidae

deseusalunos.Énecessárioposicionar­sepoliticamente,econciliara

práticapedagógicacomosonhopolítico.SegundoFreire(1997,p.21):

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“…oensinonãoéaalavancaparaamudançaouatransformaçãoda

sociedade,masseiqueatransformaçãosocialéfeitademuitastarefas

pequenasegrandes,grandiosasehumildes!Estouincumbidodeuma

dessastarefas…Aquestãoagoraépôrminhapráticaaoladodemeu

discurso.Istoé,comopossosercoerenteemclasse”.

Ao entrar para a alfabetização a criança entra num mundo novo, desconhecido, longe do que está habituada, e se vê obrigada a enquadrar­se no local. Cabe ao professor encaminhar de forma agradável e produtiva o processo de aprendizagem, sem os sofrimentos habituais. Para que este processo seja prazeroso, é precisoqueoprofessor:

Ofereça o máximo de atividades que exemplificam os usos da escrita ao apresentar palavras novas, aproveite os acontecimentosque estejam mobilizando a turma,como,festas, músicas,brincadeirasefatosquesejam,dasuaprópriacultura; Mostrequeoslivrossãoimportantesparaumaboaformação;que este processo seja prazeroso, é precisoqueoprofessor: Faça de sua sala de aula um ambiente propício

Faça de sua sala de aula um ambiente propício à leitura, promovendo o dia da leitura e montando um painel com as históriastrabalhadaspelosalunos; Façacomqueascriançasdescubramtodoprazerqueaescritae aleiturapossamlheoferecer;Mostrequeoslivrossãoimportantesparaumaboaformação; É imprescindível que cada professor esteja ciente de que

É imprescindível que cada professor esteja ciente de que cada criança tem seu ritmo próprio, cada um se encontra numa fase diferentequeéindividual,mostrando­seabertoatodaprodução dos alunos para que sejam melhor compreendidos. Assim, o estímulo dado será bem maisapropriado, indo ao encontro das reaisnecessidadesdogrupotornandooprocessodaleituraeda escritamaisagradávelparaoalunoeparasimesmo.aleiturapossamlheoferecer; Silva (1995) afirma: “O professor, hoje, nestas terras

Silva (1995) afirma: “O professor, hoje, nestas terras brasileiras de tantas contradições e mentiras, tem uma responsabilidade fundamental: destruir os fetiches, depender mais de si mesmo e recuperarsuaimaginaçãocriadora”.

A postura do professor deverá ser de segurança, compreensão, equilíbrio e, acima de tudo, muito amor pelo que faz. Weizz (1999) apontaalgumascompetênciasparaosprofessoresalfabetizadores:

Encarar os alunos como pessoas que precisam ter sucesso em suasaprendizagenspara desenvolverem­se pessoalmente, para teremumaimagempositivadesimesmo,orientando­seporeste pressuposto;apontaalgumascompetênciasparaosprofessoresalfabetizadores: Desenvolver um trabalho de alfabetização adequado às

Desenvolver um trabalho de alfabetização adequado às necessidades de aprendizagem dos alunos, acreditando que todossãocapazesdeaprender;desenvolverem­se pessoalmente, para teremumaimagempositivadesimesmo,orientando­seporeste pressuposto;

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Reconhecer­se como modelo de referência para o aluno: como leitor, como usuário da escrita e como parceiro durante as atividades; 

Utilizar o conhecimento disponível sobre os processos de aprendizagem dosquaisdepende a alfabetização,para planejar asatividadesdeleituraeescrita;usuário da escrita e como parceiro durante as atividades; Formar agrupamentos produtivos de alunos, considerando seu

Formar agrupamentos produtivos de alunos, considerando seu conhecimentoesuascaracterísticaspessoais; Selecionardiferentestiposdetextosapropriadosparaotrabalho;planejar asatividadesdeleituraeescrita; Responsabilizar­se pelos resultados obtidos em relação à

Responsabilizar­se pelos resultados obtidos em relação à aprendizagemdosalunos.Selecionardiferentestiposdetextosapropriadosparaotrabalho; O desenvolvimento dessas competências profissionais é

O

desenvolvimento dessas competências profissionais é condição

para que os professores alfabetizadores ensinem todos os seus

alunosalereaescrever.Noentanto,Nóvoa(1992)sinalizaquepara

queoprofessoratinjaesteníveldematuridade,épreciso:“práticasde

formação que tomem como referência as dimensões coletivas que

contribuemparaaemancipaçãoprofissionaleparaaconsolidaçãode

uma profissão que é autônoma na produção de seus saberes e de seusvalores”.

Agindo desta forma, o professor estará mais livre para selecionar

métodosetécnicas,buscandoosrumoseoritmoqueconsideramais

adequado, colocando sensibilidade acima de qualquer modelo

preestabelecido.OpensamentonosremeteaCarvalho(1994):“…é

que a competência do professor, seu envolvimento com o trabalho,

atitudeencorajadoraeconfianteemrelaçãoaosalunospesammuito

maisparaosucessodaalfabetizaçãodoquepropriamenteométodo”.

1.4Ambientealfabetizador

O

ambiente alfabetizador deve ser um lugar onde se promova um

conjuntodesituaçõesdeusosreaisdaescrita,nasquaisascrianças

participam.Salasdeaulascheiasdeescritasfixadasnasparedesnão

constituem,porsisó,emambientesalfabetizadores,emcontextode

letramento: isso é algo que depende da criação do maior número possíveldesituaçõesdeusorealdaescritanaescola.

A

rotina diária também exige a criação de certas normas de

comportamentoescolar–facilitadoresdaconstruçãodaautodisciplina

edoautoconceito–ajudamacriançaaseguirumroteiro,previamente

estabelecido,paraoqualdeuasuacontribuição,e,portanto,precisa

secomprometercomasuaexecução.Oprofessordeveestabelecer

roteirosparaaorganizaçãodiáriaemsuaclasse,demodoprodutivoe

agradável, compartilhar com os alunos a responsabilidade pela seleçãoeexecuçãodoplanejamentodasatividades.

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ParaPiaget,osindivíduostendemabuscarumaorganizaçãointerna,

criandoummodoprópriodeagiremseumeio,poisoritoéinerenteà

natureza humana e pode favorecer o aperfeiçoamento de procedimentos e a formação de hábitos saudáveis à vida do aluno. Algunsdestes, relativosao estudo e à aprendizagem, exigem ação, concentraçãoereflexãoconstantes.Acriançaativaeparticipanteno seu processo de desenvolvimento precisa aprender a agir com liberdade,independênciaeordem.

Asaladeauladeveserviva,produtiva,masdisciplinada.Adisciplinaé

a

organização do espaço escolar para favorecer a atividade dos

alunos, sujeitos do processo de construção do conhecimento, e

propiciaroestabelecimentodeumclimapropícioàconvivênciaeao

desenvolvimentodorespeitopelotrabalhodetodos.Asinteraçõesdos alunoscom outrosecom osadultos,com omeiofísicoesocialvai

construirseusesquemasperceptuaismotores,cognitivos,lingüísticos

eafetivos.Vaitambémseconstruindocomopessoa,comoindivíduo autônomo e responsável em um ambiente que se expressa tanto mediante o silêncio da concentração como o ruído de vozes no diálogo que precisa ocorrer na socialização das idéias e na coordenação de pontos de vista diferentes, na construção da capacidadeargumentativaenaconstruçãodoprópriosaber.

A

criança aprende com mais facilidade num ambiente inclusivo e

amoroso, sem pressão, sem exigência autoritária e vai evoluindo dentrodoseuinteresse,noseuritmo.

Mediante a interação ativa com o objeto do conhecimento e com o meio físico e o social, o ato de educar oferece ao educador e ao educandoinúmerasopçõeseoportunidadesvaliosas.

Paraacriançaéumgrandeprazereumagrandesatisfaçãoofatode

tornar­se capaz de ler. É necessário uma recepção calorosa, o

alfabetizandoprecisasertratadocomcarinhoerespeito,paraquese

sintaaceitoequerido,especialmentepeloprofessor.

Essas atitudes de receptividade contribuem efetivamente para a construção da sua auto­estima, tão necessária ao seu desenvolvimento.

Oprofessordeveinteragircomcadaalunocomcompaixãoeternura. Umapessoaémuitoimportante.Oeducadordeveaprendersempree construir uma sólida cultura sobre o “processo” de alfabetização e deverá criar possibilidades de aprendizagem significativa e segura paraseusalunos.

Éprecisoestimularacriançaadizeroquesente;ouvi­laéamelhor

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maneira de formar pessoassegurase felizes. O ambiente deve ser propício para conversas sobre “valores”, pois funciona mais do que sermão; valorizar o melhor de cada um é essencial, ajudá­lo a crescer,“acreditar”,eassimadquiriroamadurecimento.

Aqualidade do ambiente – e conseqüentemente o desenvolvimento dasaulas– está diretamente relacionada ao estado de espírito das pessoas.

Alunosqueserelacionamesedesenvolvembemsãoaquelesquese

sentemacolhidos,valorizadosporseustalentosequelidambemcom

seussentimentos.

Aparticipaçãoativadacriança,emtodososmomentos,configuraum ambiente alfabetizador na instituição. Isso é especialmente importante, quando a criança provém de uma sociedade pouco letrada,ondehápoucaoportunidadedepresenciaratosdeleiturae escrita.

O ambiente alfabetizador deve ser estimulador, deve estar relacionado ao real para que a criança se interesse, sinta prazer e alegriadeestarintegradanestemeio.

Unindoafunçãodoprofessoraoambiente,objetivandooavançodo alunoàdescoberta,aoconhecimentodovalorsocialdaleituraeda escrita, o processo da alfabetização estará enriquecido e será

alcançadocomgrandeêxito.ConformeFreire(1999):

“Seépraticandoqueseaprendeanadar,

Seépraticandoqueseaprendeatrabalhar,

Épraticandotambémqueseaprendealereescrever.

Vamospraticarparaaprendere

Vamosaprenderparapraticarmelhor”.

2UMAABORDAGEMINTERDISCIPLINARDAALFABETIZAÇÃO

Defendemos uma abordagem interdisciplinar da alfabetização, mediada pela Pedagogia do Texto, porque entendemos que os aprendizes,aomesmotempoqueaprendemalereescrever,podem informar­se e formar­se, construir e reconstruir conhecimentos, conceitos e representações. Além disso, um processo de alfabetização articulado às Ciências Sociais poderá permitir aos alunos e ao professor ampliação de suas visões de mundo e

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engajamento num processo simultâneo de autoconhecimento e de inserção crítica e criativa nas realidades educacional e social das quais fazem parte. Faundez (1999), defendendo a Pedagogia do Texto,argumenta:

“Amaiorpartedosconhecimentos(ciências,crenças,emoções,etc.)se exprimemesecomunicampormeiodetextosoraise/ouescritos.Para poderse apropriardessesconhecimentos,o serhumano necessita dominarumainfinidadedegênerosdetextos,semosquaiseleserá confrontadoaobstáculos,sejanaaprendizagem,sejanoensinodetais conhecimentos”.

Por essa razão, quando defendemos a importância de alfabetizar a partir de textos de Ciências Sociais, apontamos, igualmente, a necessidadedeoscursosdeformaçãodealfabetizadoresgarantirem aos mestres­aprendizes o desenvolvimento das competências necessárias à compreensão e domínio dos diferentes gêneros textuais. Dessa forma, sendo a leitura meio e fim de conhecimento, torna­setambémpossibilidadedeautodescoberta,paraprofessorese aprendizes, na medida em que todos podem descobrir­se como sujeitosdoprocessosocialehistóricodealfabetizaçãoedevida.

O processo de aprender a ler e escrever não se desenvolve espontaneamente,sópelofatode“osujeitointeragir com

O processo de aprender a ler e escrever não se desenvolve espontaneamente,sópelofatode“osujeitointeragir com aescrita” dentrodeumambientealfabetizador,comosupõemalgumasescolas. Ensinarcomoselê,bemcomoensinarcomoseescreveexigemdo professordomíniodeconhecimentosespecíficos,taiscomo:estrutura efuncionamentodalínguaemdeterminadasociedade,alfabetização nosdiferentesgênerostextuais,osquais,paraseremcompreendidos, precisamserestudadosnocontextododiscursosocial.Esseseoutros conhecimentos específicos da área, articulados a uma formação profissional genérica sobre educação, sobre processo ensino­ aprendizagem, são indispensáveis para que o professor desenvolva umensinodeleituraeescritadeboaqualidade.Equivaledizerqueo processo ensino­aprendizagem da leitura e escrita pressupõe formação e informação, esforço intelectual, método, disciplina, autodisciplina,desejo,tantoporpartedequemsepropõeaensinar, comopartedoaprendiz.

comopartedoaprendiz. Essa proposta pedagógica, que pode ser desenvolvida desde a
comopartedoaprendiz. Essa proposta pedagógica, que pode ser desenvolvida desde a
comopartedoaprendiz. Essa proposta pedagógica, que pode ser desenvolvida desde a
comopartedoaprendiz. Essa proposta pedagógica, que pode ser desenvolvida desde a
comopartedoaprendiz. Essa proposta pedagógica, que pode ser desenvolvida desde a
comopartedoaprendiz. Essa proposta pedagógica, que pode ser desenvolvida desde a
comopartedoaprendiz. Essa proposta pedagógica, que pode ser desenvolvida desde a
Essa proposta pedagógica, que pode ser desenvolvida desde a

Essa proposta pedagógica, que pode ser desenvolvida desde a

EducaçãoInfantilà4ªsériedoEnsinoFundamental,pressupõeuma

 

revisão conceituale metodológica da prática de alfabetização e tem emvistadoisobjetivos:

Superaromodelodealfabetizaçãoqueseparaoensinodaleitura efetiva, talcomo na abordagem tradicional, em que a criança é orientada,primeiramente,a“juntar sílabaseformar palavras” e,

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posteriormente,a“leraspalavrinhasformadas”;

Superar a prática de segmentar: “o tempo do início da alfabetização”, do tempo do “ensino

Superar a prática de segmentar: “o tempo do início da alfabetização”, do tempo do “ensino de História, Geografia, Ciências e Matemática”. Tal procedimento desconsidera por inteiro o papel específico dessas ciências no processo geral de desenvolvimento e de aprendizagem infantil, mediante as ricas possibilidades que oferece ao aprendiz de elaboração/reelaboração de conceitos científicos e desenvolvimentodedeterminadasfunçõespsíquicassuperiores.

Lembrando que os textos de Ciências Sociais, diferentemente das cartilhassilábicas,sãoportadoresdeconceitos,informações,valores e conhecimentos. Por meio deles, o sujeito, ao mesmo tempo que aprende a ler, pode apropriar­se criticamente desses conceitos, conhecimentos,informações,quenãosãooutracoisasenãofacetas darealidade.E,aorefletirsobreessarealidade,daqualéprodutoe tambémprodutor,podedescobrir­secomosujeitosocialehistórico.

APedagogiadoTexto,diferentementedosmétodossilábicos,permite

abordaressarealidadesocial,tomando­a,segundoBraudel(1998),“a

mãos cheias, múltipla como se sabe, ao mesmo tempo matéria de história,deeconomia,desociologia[ ]“.Omesmoautorafirmaque os textos de história podem ajudar­nos a “reconstituir, com tempos diferenteseordemdefatosdiferentes,aunidadedavida”.

Consideramos essencial numa metodologia de ensino de leitura, trabalharcomconceitosenãoapenascompalavras,sílabaseletras. Isso implica trabalhar com os diferentes gêneros textuais como produções sociais, portadores de sentidos, intenções e objetivos. Muitomaisdoquehabilidadesperceptivasmotoras,comoenfatizam asteoriasepráticastradicionaisdealfabetização,éopensamentoda criança que precisa ser instigado de modo sistemático e contínuo duranteaalfabetização.

2.1Conceitosnorteadoresdoprocessodealfabetização

Os conceitos aqui propostos devem ser trabalhados de modo inter­ relacionadosdetalformaqueosconceitosdetempo,espaçoepráxis socialestejampresentesemtodasasdiscussões,duranteoprocesso dealfabetização.Assim,aoestudarasrelaçõesentreossujeitoseos seus grupos primários, por exemplo, o professor deve planejar estratégias pedagógicas: pesquisas, entrevistas, leituras, que possibilitem à turma refletir sobre mudanças nas relações sociais e culturais, nos costumes, nos valores que mudam no tempo e no espaçogeopolítico,dapráxisdossujeitos.Osconceitosbásicossão:

Tempo/espaço/práxis social– a criança (sujeito) e seus grupos:

Tempo/espaço/práxis social– a criança (sujeito) e seus grupos:

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família;turmaeescola;rua,vizinhançaecomunidade;município

ondeviveedemaismunicípios;paísecontinente;mundonatural

esocial;

Sujeito,gruposociocultural,sociedade;

Trabalho,educação,lazer,saúde;

História,sociedade,natureza,cultura.

Como sugestão de um programa integrado de alfabetização e

CiênciasSociais,apresentamos:

Construçãodaidentidadepessoal/socialapartirdasrelaçõesentreo

eueooutro.

Semelhanças e diferenças quanto às nossas origens biológicas e socioculturais (nome e sobrenome, etnia, cor, idade, sexo, cultura, religião, história). Nossas relações com os meios físico, natural e social.

Nossasrelaçõesinterpessoaisaquieagora:históriasdevidapessoal

da turma, em comparação às histórias socioculturais de outros sujeitos,emoutrasépocaselocais(pais,avós,professores).

e

Nossas relações sociais e culturais dentro e fora de nossas comunidades, no presente e no passado. Como vivemos no nosso

bairro, na nossa comunidade? Como vivem as pessoas nas outras

comunidadesvizinhasedistantes?Comobrincamascrianças?Oque

fazem?Quetrabalhorealizam?Nanossacomunidade,hácondições

básicasparaaprevençãodenossasaúdefísica,mental,espirituale

emocional?

O

conceito de município articulado ao conceito de estado e país:

diferentes espaços geográficos e suas histórias sóciopolíticas e econômicas.

 

Formaçãodasociedadeedaculturalocalenacional:influênciado índio,donegroedoeuropeunanossacultura; Realidadesocial/realidadenatural:modosdevida,detrabalho, educação e lazer; possibilidadese limitesde expansão pessoal, profissionalesocial.Questõestemáticas:quemsomos?Deonde viemos? Como vivemos? Qual o nosso compromisso com a qualidade de vida? Por que é importante aprender Matemática? PorqueéimportanteestudarCiênciasSociais?Porqueestudar?

Do ponto de vista metodológico, Elida Maria Fiorot Costalonga

argumentaqueasperguntasparacompreensãodotextodevemser

formuladas pelo professor e alunos antes da leitura e não apenas depois. Jolibert (1994) acredita que a “formulação prévia de

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questionamentos,apartirdeindíciosoupistastextuais,identificadas peloprofessorealunos,nocontexto,podefavorecerointeressepela leitura e facilitar a apreensão/construção do sentido, conceitos e idéias”.

Éprecisodefinirasfontes,ondeecomoserãobuscadasasrespostas para as questões previamente elaboradas: leituras, entrevistas, visitas inloco, reflexão e debate, organização de relatórios orais e escritos,entreoutros.

Segundo a autora, a leitura e escrita devem ser tratadas como conhecimentose,simultaneamente,instrumentosdeacessoavários outrosconhecimentos.Devemsertrazidasparaointeriordoprocesso de alfabetização,desde o início,integrando o ato de aprender a ler com o ato de ler efetivamente,sem precisar juntar sílabasprimeiro, paralerdepois.

Jolibert(1994)citaalgunspassosparaoensinodeleituraeprodução

detextosnoprocessodealfabetização:

Seleçãodebonsmodelosdediferentestiposdetextos:resumos de temas e/ou assuntos, poemas, anúncios, contos, relatórios, textosinformativos,descritivos,argumentativoseoutros;

Organização de um programa de ensino de leitura e escrita, contemplandoessadiversidadedegênerostextuais,adequando­ os às questões temáticas da área de Ciências Sociais, previamentedefinidas,apartirdeumprocessodediscussãojunto aosalunos;textosinformativos,descritivos,argumentativoseoutros; Definição do tipo de texto que vai ser trabalhado em cada

Definição do tipo de texto que vai ser trabalhado em cada momento, durante o mês e/ou bimestre de cada ano letivo, de acordo com o tema em estudo e os objetivos do processo de alfabetizaçãoemdesenvolvimento; Apartirdedeterminadotipodetexto,oprofessorvaicoordenar, juntoàturma,umprocessodeleituraecompreensão,buscando explorar no texto os elementos micro e macroestruturais produtoresdesentido; Elaboraçãodeumtextocoletivoouindividualsobreoassuntoem discussão. Essa primeira produção deve ser feita no rascunho. Previamente, as crianças devem ser orientadas sobre a importância do uso do rascunho para o processo de produção textual.aosalunos; É preciso que alunos e professores tomem consciência de

É preciso que alunos e professores tomem consciência de que escreverbeméumtrabalhorigoroso,porvezeslongo,equeenvolve váriasetapasdeescrita/leitura/reflexão/reescrita/releitura.

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CONCLUSÃO

Devido às novas exigências econômicas, a educação tornou­se instrumento essencial para o país. Com esta pesquisa bibliográfica, ficoubemclaroque,noquedizrespeitoàrelaçãoentreaprendizagem edesenvolvimento,nãohánecessidadedeesperadeprontidãopara começar o ensino da leitura e da escrita, porque aprender algo contribuipara o desenvolvimento infantil,ajuda a criança a alcançar níveis cada vez mais elevados de maturidade cognitiva, afetiva e psicológica. Portanto, o ensino não precisa limitar­se a ir atrás do desenvolvimentodacriançacomoumasombra,maspodeadiantar­se aele.

Alfabetizar­se,pormeiodetextosdeCiênciasSociais,podetornar­se paraoaprendizumaexperiênciaricadeaprendizagensinéditasede crescimento intelectual e psicossocial, pela possibilidade que essa área de estudosoferece para a formação de conceitoscientíficose desenvolvimentodeestruturaspsíquicassuperiores,comoprocessos recíprocos.

Os pequenos aprendizes podem ampliar a sua visão de mundo, inserindo­se criticamente na realidade social da qual fazem parte, enquantoparticipamdeumdinâmicoprocessodealfabetização.

Um processo de alfabetização de qualidade deve estimular a compreensão (leitura) e a produção (escrita) de diferentes textos e dosconceitoseintençõesquecadaumcomporta.SegundoVygotsky

(1999)“umapalavrasetornaincompreensívelseosujeitonãodispõe

do conceito que expressa talpalavra”.Disso decorre a necessidade deseteremdesenvolvimentoumprocessodinâmicodealfabetização que tenha em vista a formação de conceitos e não a mera repetição/junçãodepalavras,sílabaseletras.

Aalfabetização é um assunto muito interessante, pois através dela, começamos a dar um novo sentido na educação escolar. É imensamente gratificante quando nos deparamos com crianças iniciandoseusprimeirostraçadosefazdelesumaricahabilidade.

Quantoàavaliaçãoatualdoprocessodealfabetização,sabemosque existem muitas dificuldades sociais, culturais e econômicas, porém, seria importante que os programas de formação de professores tivessemaoportunidadedeconhecer,pesquisare,principalmente,a visão de que somos condutores de conhecimentos, capazes de transformarasociedade,principalmentenoprocessoalfabetizador.

Vale frisar que professores e aprendizesde leitura e escrita podem encontrarnosbonstextosdaáreadeCiênciasSociais,diferentemente

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do que encontram nos textos de determinadas cartilhas, ampla possibilidadedediversificaçãodotrabalhopedagógiconosentidode favoreceraelaboração/reelaboraçãodeinformações,conhecimentos, conceitossobrealínguaeseususossociais,bemcomoumarevisão crítica de valores e idéias acerca das relações entre as realidades

social/natural.Mugrabi(1999)assimfalaapropósito:

“Aeducaçãoseinserenaproblemáticageraldohumano[ ]Ea Pedagogia do Texto é uma abordagemque permite repensartal problemática enquanto fato antropológico, enquanto fato sócio­ histórico­econômico,enquantofatolingüístico,éticoepolítico[ ]O textoconcretizatodasessasdimensõesdohumano”. REFERÊNCIASBIBLIOGRÁFICAS

BRAUDEL, Fernand. Escritos sobre a história. Boletim Informativo

daABL,n.4.1998.

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COSTALONGA,ElidaMariaFiorot.Pedagogiadotexto:alfabetização e Ciências Sociais. Revista Amae Educando, n.305, ano 35,

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DROUET,RuthCaribedaRocha.Distúrbiosdaaprendizagem.4.ed.

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FERREIRO, Emília. Reflexões sobre alfabetização. São Paulo:

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FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 6. ed. Rio de Janeiro: Paz e

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JOLIBERT,JosetteeCol.Formandocriançasleitoras.PortoAlegre:

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KLEIMAN, Ângela B. O que é letramento: uma nova perspectiva sobreapráticasocialdaescrita. Campinas:MercadodeLetras,1995.

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KRAMER, Sônia. Leitura e escrita: formação de professores em

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MUGRABI, Edivanda. A pedagogia do texto e suas implicações epistemológicas.In:Intercâmbios.InformativosemestraldoIDEA,n.

12,jul./1999.

 

NÓVOA,Antônio.Vidadosprofessores.Portugal:Porto,1992.

SILVA, Maria Alice C. Souza. Construindo a leitura e a escrita – reflexõessobreumapráticaalternativaemalfabetização.SãoPaulo:

Ática,1991.

 

WEIZZ,Telma.O diálogo entre o ensino e a aprendizagem.São

Paulo:Ática,1999.

 

Autor:Ralf Maciel

 

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