SERVIÇO SOCIAL

ANDREIA SANTOS BARBOSA
GILLIARD DA SILVA SANTOS
JOELMA SANTOS PEREIRA
PATRICIA ALVES DE OLIVEIRA
REGIELI MELO BESERRA
TAINÃ RIBEIRO SILVA
VALDIRENE NUNES DE SOUZA

ÉTICA E SOCIEDADE

Ji-Paraná
2014

Paulo Sérgio Aragão Ji-Paraná 2014 . como requisito parcial para a obtenção de média semestral na disciplina de Ética Profissional em Serviço Social. Seminário Interdisciplinar IV. Maria Lucimar Pereira. Fundamentos hist. teóricos do ssoc. III Orientador: Prof Clarice Kernkamp. Rosane Malvezi. Administração e Planejamento em Serviço Social. Fundamentos das Políticas Sociais.UNOPAR. Marilucia Ricieri. Paulo Sérgio Aragão.ANDREIA SANTOS BARBOSA GILLIARD DA SILVA SANTOS JOELMA SANTOS PEREIRA PATRICIA ALVES DE OLIVEIRA REGIELI MELO BESERRA TAINÃ RIBEIRO SILVA VALDIRENE NUNES DE SOUZA ÉTICA E SOCIEDADE Trabalho de Serviço Social apresentado à Universidade Norte do Paraná .

....................................................................... 3 2 DESENVOLVIMENTO................................................................................................................. 4 3 CONCLUSÃO.........................................................9 REFERÊNCIAS......................................................................................10 ................................SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO.........................................

Kant. Ainda numa visão sociológica. Abordando ainda o Brasil de 64 relembrando a mobilização e o sofrimento dos contra-ditadura por uma realidade sociais igualitárias chegaremos ate o Brasil dos anos 90 abordando verdadeiros exemplos de cidadania expressa na mobilização de sociedade por uma política Ética. . entende-se que o descumprimento das leis divinas. sabemos que o primeiro código ético. Há quem fale que o contraste de moralidade hoje. dos tempos do antigo testamento com os Dez Mandamentos. Ainda dentro de uma visão bíblica. Contudo. vem sendo especulada desde os tempos antigos ate os nossos dias. enquanto regras a serem cumpridas. enquanto ciência que estuda as virtudes da humanidade. data.3 1 INTRODUÇÃO A Ética moral. segundo a Bíblia. a partir de um prisma mais social. pelos mais ilustres filósofos como Sócrates. Platão. tem origem desde a criação da terra com Adão e Eva. Abordaremos também. já havia quem os transgredia. desde as sociedades gregas. Numa abordagem mais filosófica. mesmo assim. fazendo uma reflexão histórica nas épocas que mais transpareceu o amoral. fazendo entre eles uma relação de modo a deixar claras as divergências e convergências de pensamentos no que tange as suas concepções de Ética. Hegel e outros. Aristóteles. as desigualdades de pensamento que legitimam a relativização do comportamento ético. mas. abordaremos sobre o ético na concepção de alguns filósofos. Rousseau. reflete o pecado cometido no início dos tempos. abordaremos alguns fatores que fortalecem o descaso da virtude moral com a sociedade de hoje.

” Já Platão (427-347 a. consagrado “fundador da moral”. para que este possa alcançar a felicidade humana. não está expressa no saber pelo saber.C. desenvolveu algumas obras que enfocam as questões éticas daquele tempo: Ética a Eudemo. mas pela sua grandeza de virtudes. Com o Cristianismo. Ética a Nicômaco uma Magna Moral. O ético reflete agora a consciência interior de cada um. porém enfatiza que não é um único bem. mas como pensador capaz de pôr em prova o próprio subjetivo. há necessidade de se ter vários bens. A condenação de Sócrates a beber veneno ainda é questionamento. percebemos que se encerra o papel da filosofia Moral enquanto determinante do que é ou não ético. fundamentou a maior parte de seu postulado teórico no empirismo onde.C. O homem virtuoso tende a encontrar e contemplar o mundo ideal. No coração . articulava em suas inspirações teóricas a idéia de se encontrar a felicidade no centro das questões éticas. A virtude em Aristóteles está entre os melhores dos bens.XVIII. Aristóteles (384-322 a. vem sendo estudada desde a antiguidade pelos mais renomeados filosóficos. A sabedoria para Platão.4 2 DESENVOLVIMENTO A Ética como “[…] reflexão científica. não se identifica o sábio pela sua grandeza de conhecimentos teóricos. também pensador da Grécia antiga. nega a existência da “bondade natural”. destacou-se nesta área da filosofia por buscar em suas indagações. Sócrates acreditava nas leis. às questionava gerando um descontentamento aos conservadores gregos da época. filosófica e até teológica[…]”. Kant no final do séc. ou melhor. e não mais no politeísmo como na cultura grega.) admirável discípulo de Sócrates. baseado no tipo de sociedade. e que esse bem deve variar de acordo com a complexidade do ser. mas vários bens. Para o homem. Aristóteles não descarta a relação entre Ser e o Bem. Sócrates. Em coerência com essa visão cristã de ação moral. cuja resposta possa estar nas entrelinhas dos argumentos conservadores do poder: “[…] As leis existiam para serem obedecidas e não para serem justificadas. As ações humanas agora se norteiam na divindade de um único Deus. por exemplo. é o que estabelece o coração do individuo.). a convicção pessoal dos transeuntes para obter uma melhor compreensão da justiça.

assim como trazer consigo o tipo de organização que alimenta essa sociedade. Os homens reais entre suas relações entre si e com a natureza são os portadores da objetividade sócia histórica. Opondo-se ao argumento do coração como determinante da vontade individual de Rousseau. É também por essa linha de pensamento que tentaremos direcionar nosso raciocínio enfocando as relações éticas no contexto político-social. e da moral racional de Kant.5 dos humanos só existem sentimentos negativos e para conseguirmos e para conseguirmos superar todos esses males. pois os modos de ser que caracterizam são construções sócios históricos que se interdeterminam de forma complexa e contraditória. Se analisarmos a educação espartana e a ateniense. o trabalho. os dogmas da Igreja enquanto posicionamento do clero como meio de conservar seu poder em detrimento à vida dos que questionavam tais dogmas. 20) A Ética. Hegel diz que somos seres indissociáveis. expondo a relativização do comportamento ético nos últimos tempos. continuar caminhando até o séc. Acreditamos na universalidade do comportamento e das ações éticas. O ser humano é histórico e vive o coletivo em todas as ações. como conjunto e normas e valores que regem uma sociedade deve necessariamente refletir a consciência e as ações desse povo. associado aos seus costumes e as suas manifestações culturais. assim como na sua transformação relativa às transformações das sociedades que as impera. vamos encontrar diversidade de virtudes e comportamentos. p. encara a questão Ética de outro prisma. as artes. É por esse ângulo que Hegel argumenta sobre a vontade coletiva que guia nossas ações e comportamentos. a escola.XVIII e nos deparamos com as injustiças sociais nas quais a miserável classe . (BARROCO 2008b. devemos almejar a Ética racional e universal identificada no dever moral. Hegel. mas se voltarmos a Grécia antiga e fazermos o percurso histórico até os nossos dias. a religião etc. A família. ao ponto de colocarmos em cheque essa virtude que tanto sonhamos para todos. ambas vividas numa mesma época. A história não é uma abstração dotada de uma existência independente dos homens. ao contrário de Kant. em seu processo de constituição. E nesse sentido pode-se dizer o ser social fundamenta-se em categorias ontológicos sociais. e entramos no feudalismo e verificar o contraste entre os servos e os senhores feudais. norteiam nossos atos morais e determinam o cumprimento do dever.

certamente. fazendo com que seu publico caia no abismo do amoral. morrem de fome. passam as piores necessidades e situações de constrangimento por serem negras ou pobres. dar respostas sociais. Instituições como a família. a Ética da Igreja? Sim. p. sexo e idade. raça. as situações mais ilusórias e pervertidas do social. Em apoio e como cúmplice desse processo de decadência moral. Nesse caso. criar alternativas. desponta na frente como meio que . De acordo com Barroso (2008b. XXI. a consciência da maioria da população. eles funcionam de maneira a levar aos lares da sociedade. sem restrição de cor. o dever moral dos submissos não atendia e nem entende aos interesses dos dominadores. e tudo para beneficiar um pequeno grupo de capitalistas que emergia em detrimento à vida dos necessitados. Igreja e organizações culturais ainda cultivam no seio de suas atividades valores representativos de uma Ética padrão e de valores condizentes com a noção humanitária de vida. se o homem tiver consciência de seus atos de suas próprias transformações sociais. Lamentavelmente.22): “constituir-se cada vez mais socialmente quer dizer dominar a natureza. Isso só pode ser viável.6 proletária subordinava-se em plena revolução industrial. Hoje a beira do Séc. seria essa a Ética do capitalismo? E no caso de clero. encontramos os meios de comunicação de massa. de suas respectivas épocas. nem tão pouco. a televisão como meio de comunicação que atinge em maior proporção a população em todas as camadas. Os costumes e as regras morais impostas pelo clero na idade média e pelos capitalistas no Sec. mas é importante também refletirmos sobre o lado moral e o princípio Ético universal idealizado por Kant. não refletiam com certeza. e daí decorre a transformação de todos os sentidos humanos”. trabalhando 14 a 15 horas por dia. sentimos na pele ações de uma minoria que infringe as normas legais e ultrapassam as barreiras do Ético na ânsia de adquirir ou conservar seu poder. ainda nos deparamos com situações que fogem aos anseios de uma Ética universal. XVIII. Com enorme força de poder de conscientização. porem por outro lado. onde pessoas injustiçadas perdem a vida. com alguns ficando ate neuróticos em decorrência do volume de trabalho que havia.

É o produto da própria .do ser humano. Com certeza disparidades sociais são vividas em todo o mundo. não é um dom do “alto e nem sequer uma parte integrante de origem misteriosa . formaram uma corrente contra ditadura não deixando o espírito patriotismo morrer. não é algo dado por natureza. a educação é a melhor maneira de montarmos a nossa estratégia no sentido de alcançarmos uma padronização nas ações e comportamentos dos homens. contribuindo com a educação. poderia utilizar tal poder no sentido de esclarecer. Projetos com a “Ação da Cidadania contra a miséria e pela vida” e a própria tentativa de dar um basta na corrupção política do país. a que mais repercutiu foi o golpe de 64 que originou o despertar da comunidade estudantil e da sociedade em geral para gestões primarias como liberdade e democracia. almejando uma sociedade igualitária onde o brando. Gilberto Gil e outros. resgatou a confiança do povo para um Brasil melhor onde o dever e o valor moral e de uma postura socialmente Ética. outros torturados e outros para ao serem mortos ou presos passaram a viver em exílio. na década atual. quando ao invés disso.7 mais distorce a realidade e infiltra na população a ideologia dominante. Se expressa ai ações dessa gente o verdadeiro significado de comprometimento moral com a sociedade. Particularmente. Uns mortos. educar e conscientizar a população. Mas estamos caminhando para essa superação. A existência de dominantes e dominados parecer ser o requisito principal para viver em sociedade. sentimos que alcançamos melhorias na sociedade principalmente com relação a conscientização de uns poucos para as questões morais que norteiam a sensibilidade do homem as situações críticas e polêmicas da sociedade. A repressão originada pelo golpe sacrificou toda uma geração com todos os meios possíveis de tortura e constrangimento. trouxeram do exílio verdadeiras lições de vida e conhecimentos. Hoje. o rico e o pobre tenham direitos iguais. Os 10 mil brasileiros que viviam no exterior. cultura e dando sua participação de solidariedade humana. principalmente na America latina não se intimidaram com essas repressões. Pessoas como Paulo Freire. o Brasil dos últimos 50 anos enfrentou algumas altas e baixas no que se refere a liberdade de vida de maneira digna. o negro. e certamente. mesmos exilados em países diferentes. A liberdade. mesmo assim não escapavam das perseguições. bem como sua possibilidade.

26).8 atividade humana. Entendemos que isso há de ser conseguido aos poucos dentro de um processos educativos e cauteloso. mas que nas suas consequências dilata – objetivamente de modo continuo – o espaço no qual a liberdade se torna possível Lukacs (apud BARROCO 2008b. . que de certo sempre atinge concretamente alguma coisa diferente daquilo que se propusera. O ideal seria alcançarmos o idealismo Kantiano. de uma Ética universal onde todos sejam norteados pelos mesmos princípios e eticamente puros.

como nas relações entre homem e mulher. está a todo o momento sofrendo a interação do homem. da coletividade e que cada vez mais buscará na responsabilidade. enquanto conceitos básicos são transpassados.9 3 CONCLUSÃO Ao nos indagarmos sobre a Ética e a Sociedade. como um “dueto” que será capaz de transformar determinadas culturas a fim de diminuir a agressão humana e ao planeta. rompendo com bases históricas. que seria a relação entre o homem enquanto ser social e seus princípios. é que atentaram para determinadas questões. a relação entre ética e moral está sendo reavaliada. a cultura criada pelo homem torna-se a realidade cultural do ambiente em que ele está inserido. o conceito capitalista trouxe novos absurdos. contrassensos são criados e alimentados. como na economia. Na ecologia. por extinto. . nos vem uma reflexão sobre o conceito básico de ética. e define a ética como a discussão teórica da realidade moral. e que perdem força na medida em que a cultura vai dando espaço a novos conceitos sociais. que depende. Relações contraditórias são comuns nesta esfera. Mudanças só são possíveis através de uma nova forma de pensar do homem enquanto ser social. na economia atual. e somente quando os mais ricos começaram a sofrer com o caos. Em todos os sentidos. onde o individualismo se mostra como um grande mal a ser superado pelos valores éticos. A força do capitalismo. criando uma imensidão de problemas coletivos e individuais. As relações humanas são profundamente abaladas pela quebra de antigos padrões trazidos desde a antiguidade. conflita vai de encontro com a existência de problemas sociais básicos e graves. Partindo deste princípio. Na política moderna. motivando uma inversão de valores. pois nela ele vive e se cria. O sentido de “bem comum” é a base das ações humanas em seu coletivo. a moral e a ética se distanciam cada vez mais. Essa tal realidade. mas nem sempre essa interação produz efeitos benéficos para o coletivo social inserido nesta cultura. e mesmo assim de modo individualista.

João Pessoa: Tessitura. H. SINGER. ed. LIBERAL. (UFPB) ARISTÓTELES. 164 p. M. 2ª edição. AGUIAR. Emerson Barros de. Projeto de ética mundial. P. A ética. 2003. São Paulo: Martins Fontes. Vera Lucia Hoffmann-Ética Profissional do Assistente SocialEditora Grupo UNIASSELVI 2012. 2. 192p. Coleção Reflexão Acadêmica.10 REFERÊNCIAS PIERITZ. KUNG. . Ética: instrumento de paz e justiça. São Paulo: Editora Mackenzie. Um Olhar sobre Ética e Cidadania. 1990. (2002). (UFPE). (1998). (1993). São Paulo: Paulinas. Rio de Janeiro: Ediouro. Ética prática: ética social.

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