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Direito Civil para o TRE-MG (AJAJ) Professores: Aline Santiago e Jacson Panichi - Aula –

Direito Civil para o TRE-MG (AJAJ) Professores: Aline Santiago e Jacson Panichi - Aula 02

AULA 02: Das Pessoas Jurídicas: Disposições Gerais. Do domicílio (pessoa jurídica).

Olá amigos! Prontos para mais uma aula de direito civil? Esperamos que a sua resposta para esta pergunta seja positiva.

Esta aula, assim como a nossa aula anterior, não tem um conteúdo teórico muito extenso, mas colocamos novamente muitas questões para que você possa praticar bastante (isto ajuda muito no aprendizado). Tenha atenção! Os assuntos; LINDB, Pessoa Natural e Pessoa Jurídica, normalmente são cobrados nas provas e as questões que envolvem estes itens, de certa forma, não apresentam grandes dificuldades, sendo muitas vezes questões “repetidas” ou, então, literais ao texto da lei, portanto, procure assimilar bem estes conteúdos para garantir acertos em sua prova. Nesta aula, falaremos ainda sobre o domicílio civil, agora no que diz respeito à pessoa jurídica.

Vamos começar os trabalhos!

Pessoas Jurídicas (CC arts. 40 a 69):

Em nossa aula passada, estudamos as pessoas naturais, a respeito do seu começo e do seu fim, da capacidade e da personalidade. Estas pessoas (pessoas naturais) são dotadas de capacidade jurídica, porém, para a realização de determinados empreendimentos uma só pessoa se torna fraca e, sozinha, dificilmente alcançaria seus objetivos. Com isto, surge a necessidade de agrupar as pessoas para que juntas tenham mais força de realização. Da necessidade de conjugação de esforços, para a realização de determinados fins, temos a atribuição de capacidade jurídica a entes abstratos, formados ora pelo ¹conjunto de pessoas, ora por ²conjugação patrimonial. Assim, formam-se as pessoas jurídicas, que são entidades a quem a lei confere personalidade, para que desta forma possam ser sujeito de direitos e obrigações. É importante observarmos que a personalidade desta chamada pessoa jurídica não se confunde, em regra, com a personalidade de cada um dos seus membros. Desta forma, uma de suas principais características é a atuação na vida jurídica com personalidade distinta da de seus membros. Esta separação de personalidades leva à separação também dos patrimônios respeitando o princípio da Autonomia Patrimonial - Assim, em regra, não podem ser penhorados os bens dos

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sócios por dívidas da sociedade. (o patrimônio dos sócios, em algumas situações, poderá ser atingido e isto será explicado ainda nesta aula). As pessoas jurídicas que surgirão poderão ter os mais variados fins, sem numerá-las taxativamente, podemos citar, desde o próprio conceito de Estado, passando pelas fundações, pelas sociedades, até as chamadas associações de bairro, ou, então, pelas associações esportivas.

“Mas de onde vem a natureza jurídica destas pessoas?”

Existem diversas teorias que tentam explicar a natureza jurídica da pessoa jurídica. Dentre essas teorias existem as que negam a existência da pessoa jurídica ¹Teorias Negativistas, e as que afirmam sua existência ²Teorias Afirmativistas.

Para a Teoria Negativista só existem no Direito os seres humanos, carecendo as denominadas pessoas jurídicas de Teoria Negativista só existem no Direito os seres humanos, carecendo as denominadas pessoas jurídicas de qualquer atributo de personalidade. Por isso chama-se negativista, porque nega existência à pessoa jurídica. Os que a defendem sustentam que a denominação pessoa jurídica mascara um patrimônio coletivo ou uma propriedade coletiva.

As Teorias Afirmativistas estão divididas entre ¹ Teorias da Ficção e ² Teorias da Realidade. São Teorias Afirmativistas estão divididas entre ¹Teorias da Ficção e ²Teorias da Realidade. São duas as Teorias da Ficção: a Teoria da Ficção Legal criada por Savigny, considera a pessoa jurídica uma criação artificial da lei. Uma ficção jurídica, uma abstração que é diversa da realidade. Deste modo, os adeptos desta teoria dizem que os direitos são prerrogativas concedidas apenas ao homem nas relações com seus semelhantes. Pois somente o homem tem existência real e psíquica para expressar sua vontade para deliberar, e o poder de ação. Assim, quando se atribuem direitos a pessoas de outra natureza, isso se trata de simples criação da mente humana, constituindo-se uma ficção jurídica. A capacidade das pessoas jurídicas, sendo criação ficta do legislador, é limitada na medida de seus interesses; e a Teoria da Ficção Doutrinária que vem a ser uma variação da Teoria explicada acima, onde defende que a pessoa jurídica não tem existência real, mas apenas intelectual, sendo uma ficção criada pela doutrina. Três são as Teorias da Realidade: a primeira é a Teoria da Realidade Objetiva ou Orgânica a pessoa jurídica é considerada por esta teoria como sendo uma realidade sociológica, que nasce através de imposição das forças sociais; a segunda é a Teoria da Realidade Jurídica ou Institucionalista é parecida com a teoria objetiva pela importância dada a eventos sociológicos. Deste modo considera a pessoa jurídica como uma organização social destinada a um serviço ou ofício e, por isso, personificadas; e a terceira é a Teoria da Realidade Técnica que diz que a personificação de grupos sociais é um expediente de ordem técnica. É um atributo deferido pelo Estado para certas entidades que o merecem

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e que observaram os requisitos por ele estabelecidos. A teoria da realidade técnica é a adotada pelo código civil de 2002.

Após a explicação e conceituação das teorias acima, continuamos com a ideia de que todo o ordenamento jurídico é destinado a regular a vida dos indivíduos, o direito tem por finalidade o homem como sujeito de direitos. Deste modo, criam-se institutos jurídicos em prol do indivíduo, criam-se pessoas jurídicas como forma de se atribuir maior força ao ser humano, para que este possa realizar determinadas tarefas, as quais seriam impraticáveis se estivesse sozinho. Assim, da mesma forma que o Direito atribui direitos e impõe obrigações à pessoa natural, também o faz com as pessoas jurídicas. Existem, para cada tipo de pessoa jurídica, condições, objetivas e subjetivas, determinadas em lei. Portanto, o conceito de pessoa jurídica é uma objetivação do ordenamento jurídico. Encara-se a pessoa jurídica como uma realidade técnica, como uma criação do direito, porque assim está estabelecido em lei.

- Constituição da Pessoa Jurídica

Não basta simplesmente que as pessoas se unam para formar uma pessoa jurídica. Há um requisito muito importante, qual seja, a vontade das pessoas sobre a criação de uma pessoa jurídica para determinado fim. É esta vinculação de vontades, vinculação jurídica entre as pessoas, ou entre os membros, que dá unidade orgânica ao ente criado e, com isto, este ente se torna uma pessoa desvinculada da vontade daquelas que a criaram e, também, com autonomia perante seus membros. Através desta unidade de vontades de criar um ente abstrato surge a personificação.

Vocês se recordam, quando estudamos pessoas naturais, que a partir do momento em que uma pessoa nasce com vida ela adquire personalidade? Pois bem, para a pessoa jurídica este momento de aquisição da personalidade se dá quando há uma conjunção de vontades em torno da criação deste ente abstrato. A partir deste momento este adquire personalidade própria, independente da personalidade de seus sócios. Contudo, não basta a simples vontade dos indivíduos para a constituição da pessoa jurídica. A lei impõe certos requisitos, que serão mais severos ou menos severos de acordo com a modalidade de ente a ser criado. Preenchendo estes requisitos, a pessoa jurídica será considerada regular e estará apta a utilizar-se de todas as suas prerrogativas em sua vida jurídica.

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Desta forma, regula-se a pessoa jurídica 1 de modo muito parecido com a pessoa natural, pois, se tem para a pessoa jurídica como há para a pessoa natural; o nascimento, seu registro, aquisição de personalidade, capacidade, domicílio, sua morte e até mesmo regulação quanto à sucessão. Além do explicado acima (e pensando em questões de provas), saiba que para as pessoas jurídicas de direito privado, assunto que abordaremos mais a frente, temos:

CC Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado

com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo. Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro.

Art. 46. O registro declarará:

I - a denominação, os fins, a sede, o tempo de duração e o fundo social, quando

houver;

II - o nome e a individualização dos fundadores ou instituidores, e dos diretores;

III - o modo por que se administra e representa, ativa e passivamente, judicial e

extrajudicialmente;

IV - se o ato constitutivo é reformável no tocante à administração, e de que

modo;

V - se os membros respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações

sociais;

VI - as condições de extinção da pessoa jurídica e o destino do seu patrimônio,

nesse caso.

Desta forma os estatutos e os atos constitutivos das pessoas jurídicas de direito privado são registrados no Cartório de Registro Civil das pessoas jurídicas. Este registro além de servir de prova, possui natureza constitutiva, por ser atributivo de personalidade, da capacidade jurídica. Para a constituição da pessoa jurídica existem três requisitos básicos: ¹a vontade humana criadora, ²obediência as condições legais para sua formação e ³finalidade lícita. A ¹vontade humana criadora ou o direcionamento da vontade de várias pessoas em torno de uma finalidade comum e de um novo organismo é fundamental. No princípio, existe uma pluralidade de membros que, por sua vontade, tornam-se uma unidade, a pessoa jurídica, que futuramente passará a existir como ente autônomo.

1 Não é unânime na doutrina e nas várias legislações a denominação pessoa jurídica. Outras denominações devem ser lembradas, tais como: pessoas morais (direito francês), coletivas (direito português), místicas, civis, fictícias, abstratas, intelectuais, universalidade de pessoas e de bens, etc. Entretanto, o termo pessoa jurídica é o mais tradicional e o que consta do nosso código civil.

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Superada esta primeira fase de manifestação da vontade para a criação do novo ente, a pessoa jurídica já existe em estado latente. Para que exista de fato, será preciso observar o segundo requisito:

²observância das determinações legais. Para que a vontade de criar o ente tome forma e resulte na criação de uma pessoa jurídica, vindo esta a gozar de suas prerrogativas na vida civil, deve-se respeitar e cumprir o que a lei determinar a respeito de sua criação. É a lei que ditará qual o caminho a seguir para que aquela vontade se materialize num corpo coletivo. Por fim, a pessoa jurídica que resultou de uma vontade, foi criada de acordo com a lei, deve obedecer ao terceiro requisito: ³ter um fim lícito. Pois, não se pode admitir que uma pessoa jurídica, criada de acordo com a lei, venha a atentar contra esta, através de atos ilícitos. Sua finalidade e seus atos precisam estar em conformidade com a lei, em prol de toda a sociedade, de acordo com os bons costumes e com o direito, sua finalidade precisa ser lícita.

- Capacidade e Representação da Pessoa Jurídica

Quando estudamos a capacidade da pessoa natural, vimos que ela é decorrente da personalidade atribuída à pessoa. Com a pessoa Jurídica se passa da mesma maneira, porém, se para a pessoa natural esta capacidade será plena para a pessoa jurídica ela vai ser limitada à finalidade para a qual foi criada. Os poderes dados à pessoa jurídica estão estipulados nos ¹atos constitutivos, em seu ²ordenamento interno e, também, na ³lei, uma vez que seus estatutos não podem contrariar normas cogentes. Assim, depois de registrada a pessoa jurídica, o Direito reconhece-lhe a atividade no mundo jurídico, começando com este ato a sua capacidade para as atividades compatíveis com a sua natureza. Neste momento de reconhecimento no mundo jurídico, a pessoa jurídica recebe: denominação, domicílio e nacionalidade (todos decorrentes da personalidade). Sob o aspecto da representação, para o exercício do direito, a pessoa jurídica não pode agir senão através do homem. Há, portanto, uma vontade humana que opera na pessoa jurídica, condicionada a suas finalidades 2 . Na realidade, nem sempre a vontade do diretor ou administrador que se manifesta pela pessoa jurídica coincide com sua própria vontade. Ele é apenas um instrumento ou órgão da pessoa jurídica, entendendo-se assim, que há duas vontades que não se confundem. Por exemplo, o diretor ou presidente pode manifestar a

2 Não há de se confundir esta representação da pessoa jurídica, com aquela representação dos incapazes. Enquanto no caso dos incapazes a representação irá ocorrer porque existe a incapacidade de fato ou de exercício, no caso da pessoa jurídica a representação existe apenas para que esta possa agir e praticar atos da vida civil.

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vontade da pessoa jurídica em assembleia geral e esta vontade não coincidir com a sua.

- Classificação da Pessoa Jurídica

Convém darmos um aviso no começo deste item: Preste muita atenção na classificação das pessoas jurídicas! Apesar de não ser muito extensa, ela apresenta muitos detalhes e subdivisões, sendo amplamente cobrada em provas. Vamos a ela:

sendo amplamente cobrada em provas. Vamos a ela: I. quanto à nacionalidade estas podem ser ¹nacionais

I.

sendo amplamente cobrada em provas. Vamos a ela: I. quanto à nacionalidade estas podem ser ¹nacionais

quanto à nacionalidade estas podem ser ¹nacionais e

²estrangeiras. A nacionalidade da pessoa jurídica deve ser vista sob o prisma da sua constituição.

A nacional é a que foi organizada conforme a lei brasileira e tem no

país a sede de sua administração.

A estrangeira, qualquer que seja o seu objeto, não poderá, sem

autorização do Poder Executivo, funcionar no país, ainda que por estabelecimentos subordinados, podendo, todavia, ressalvados os casos previstos em lei, ser acionista de sociedade anônima brasileira. Se autorizada a funcionar no Brasil: sujeitar-se-á às leis e aos tribunais brasileiros, quanto aos atos aqui praticados; deverá ter representante no Brasil; e poderá nacionalizar-se, transferindo sua sede para o Brasil.

nacionalizar-se, transferindo sua sede para o Brasil. II. quanto à estrutura interna estas podem ser divididas

II.

nacionalizar-se, transferindo sua sede para o Brasil. II. quanto à estrutura interna estas podem ser divididas

quanto à estrutura interna estas podem ser divididas em

¹corporação e ²fundação.

A corporação (universitas personarum) é um conjunto de pessoas que, apenas coletivamente, goza de certos direitos e os exerce por meio de uma vontade única, por exemplo: as associações e as sociedades.

A fundação (universitas bonorum) é o patrimônio personalizado

destinado a um fim que lhe dá unidade. São as fundações (públicas e privadas).

Observação: as associações e as sociedades também têm um patrimônio, que representa um meio para a consecução dos fins perseguidos pelos sócios, mas, nas fundações, o patrimônio é o elemento principal, junto com o objetivo a que se destina.

elemento principal , junto com o objetivo a que se destina. III. A terceira classificação e

III. A terceira classificação e talvez a mais importante para fins de

prova é quanto à função e capacidade

espécies conforme expresso no CC, pessoas jurídicas de ¹direito público e pessoas jurídicas de ²direito privado.

sendo divididas em duas

jurídicas de ² direito privado . sendo divididas em duas “CC Art. 40. As pessoas jurídicas

“CC Art. 40. As pessoas jurídicas são de direito público, interno ou externo, e de direito privado.”

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Por sua vez, as pessoas jurídicas de direito público podem ser subdivididas em:

Direito público externo , regulamentadas pelo direito internacional e abrangendo: nações estrangeiras, Santa Sé, Uniões público externo, regulamentadas pelo direito internacional e abrangendo: nações estrangeiras, Santa Sé, Uniões Aduaneiras, Organismos internacionais. Neste sentido, temos artigo 42 do CC:

Art. 42. São pessoas jurídicas de direito público externo os Estados estrangeiros

e todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público.

Direito público interno , que podem ser administração direta – que são: a União, os Estados, público interno, que podem ser administração direta que são: a União, os Estados, os Territórios 3 , o Distrito Federal e os Municípios; ou administração indireta descentralizados, criados por lei, com personalidade jurídica própria para o exercício de atividades de interesse público como as Autarquias, Associações Públicas, Fundações Públicas, Agências executivas e reguladoras. Estão elencados no art. 41:

CC Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público interno:

I - a União;

II - os Estados, o Distrito Federal e os Territórios;

III - os Municípios;

IV - as autarquias, inclusive as associações públicas;

V - as demais entidades de caráter público criadas por lei.

As pessoas jurídicas de direito privado são instituídas por iniciativa de particulares e dividemse em: fundações particulares, associações, sociedades simples e empresárias, organizações religiosas, partidos políticos e, ainda, incluídas pela lei 12.441 de 2011, as empresas individuais de responsabilidade limitada.

CC Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:

I - as associações;

II - as sociedades;

III - as fundações.

IV - as organizações religiosas;

V - os partidos políticos.

VI - as empresas individuais de responsabilidade limitada.

VI - as empresas individuais de responsabilidade limitada. Preste atenção! Já foi cobrado em provas: 1.

Preste atenção! Já foi cobrado em provas:

1. Os partidos políticos são pessoas jurídicas de direito privado.

3 A classificação dos territórios não é pacifica. Alguns civilistas os colocam como fazendo parte da administração direta, já para o direito administrativo estes são colocados como da administração indireta. De todo modo, destacamos que conforme a Constituição Federal, art.18, §2, os territórios federais integram a União, ou seja, territórios não são considerados entes da federação.

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2. Os sindicatos embora não mencionados expressamente no art.

44, possuem natureza de associação civil, estando, pois, dentro das pessoas jurídicas de direito privado.

3. Cuidado para não confundir um profissional autônomo com

empresa individual. Empresa individual está normatizada no art. 980-A

do CC, que diz: “A empresa individual de responsabilidade limitada será constituída por uma única pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente integralizado, que não será inferior a 100 (cem) vezes o maior

salário-mínimo vigente no País”. (Artigo incluído pela Lei nº 12.441, de 2011). Assim, qualquer pessoa tanto física com jurídica, pode constituir uma empresa individual. Já o profissional autônomo é pessoa física que presta serviços de forma eventual sem relação de emprego. Enquadra-se também como profissional autônomo, o profissional liberal, que é aquela pessoa que exerce, por conta própria, atividade econômica, de natureza urbana, com fins lucrativos ou não.

4. Outro detalhe importante é o que diz respeito às fundações,

estas, embora genericamente estejam listadas entre as pessoas jurídicas de direito privado, se tiverem atuação que, de certa forma, se assemelhem às Autarquias, terão personalidade jurídica de direito público

(em prova, estará escrito unicamente Fundações Públicas).

“Vocês podem explicar como fica a situação, por exemplo, de condomínios e de sociedades irregulares? Em que classificação estas entidades se enquadram?”

Há determinadas entidades com muitas das características das pessoas jurídicas que vimos até agora, mas que, no entanto, não chegam a ganhar personalidade (são grupos despersonalizados), pois, faltam requisitos imprescindíveis à personificação, são os grupos com personificação anômala, alguns autores utilizam o termo personalidade judiciária. Temos como exemplos destas entidades: a família; a massa falida; o espólio; o condomínio; a herança jacente ou vacante. Em geral, estes grupos possuem capacidade processual e também possuem legitimidade ativa e passiva para demandar e ser demandado em ações na justiça.

Os

concurso são:

grupos

despersonalizados

que

mais

aparecem

em

questões

de

A massa falida - nome que é dado ao conjunto de bens após a sentença declaratória de falência. Será representado por um síndico, que será o substituto da empresa ou pessoa que faliu.

A herança jacente ou vacante - herança jacente é o nome que se dá a herança quando uma pessoa morre sem deixar testamento e não se conhece nenhum herdeiro, e os bens da herança jacente são

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declarados vacantes quando não se apresentar nenhum herdeiro ou

se aparecer algum, renunciar a herança. Este acervo de bens será representado por um curador.

O

espólio - é o conjunto de direitos e obrigações do de cujus 4 .

Será representado em juízo, até que se nomeie um inventariante,

por um administrador provisório.

O

condomínio sobre o condomínio há controvérsias na doutrina.

Quando se tratar de condomínio que é a propriedade comum ou conjunta sobre alguma coisa não possui personalidade jurídica. O problema está nos condomínios de edifícios. Portanto tenha atenção extra se aparecer em prova, analisando muito bem as alternativas antes de responder a questão. Como regra considere-os despersonalizados. Será representado pelo síndico.

Também se destaca a família como uma entidade não personificada, pois apesar de seus laços de sangue, cada membro preserva sua individualidade e é responsável por suas obrigações.

As sociedades sem personalidade jurídica - são aquelas que existem e funcionam, mas não possuem existência legal porque não fizeram seu registro no órgão competente ou falta autorização legal para seu funcionamento. Serão representadas pela pessoa a quem couber a administração de seus bens. As sociedades irregulares ou de fato são aquelas que não cumpriram alguns requisitos para sua regular formação, como por exemplo, uma empresa que deixa de registrar seu ato constitutivo na Junta Comercial. Estas empresas possuem legitimidade para cobrar em juízo seus créditos, não podendo o devedor alegar a irregularidade de sua constituição para se negar ao pagamento da dívida. Mas não podem ser sujeitos de direitos, e os bens particulares dos sócios respondem igualmente com os bens da empresa por dívidas contraídas em nome desta.

- Começo e Fim da Existência Legal da Pessoa Jurídica

A pessoa jurídica tem sua origem, em regra, com um ¹ato jurídico

ou ²em decorrência de normas. Existe diferença, porém, entre a origem das pessoas jurídicas de direito público e das de direito privado. As pessoas jurídicas de direito público se não são criadas em razão de fatos históricos (criação do próprio Estado, por exemplo), o são por normas, sejam estas: constitucionais; legais; ou, até mesmo, por meio de tratados internacionais (no caso das pessoas jurídicas de direito público externo). Já as pessoas jurídicas de direito privado obedecem a um processo que pode se dar de três formas: o ¹sistema da livre associação (a emissão de vontade dos instituidores é suficiente para a criação do ente personificado); o ²sistema do reconhecimento (há necessidade de um decreto de reconhecimento); e o ³sistema das

4 Expressão jurídica para denominar a pessoa que faleceu.

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disposições normativas (neste sistema dá-se liberdade de criação humana, sem necessidade de ato estatal que a reconheça, mas exige-se que a criação dessa pessoa obedeça a condições predeterminadas).

Em nosso direito, são duas as fases para a concretização da pessoa jurídica: o ¹ato constitutivo e a formalidade do ²registro. Na primeira fase, há a constituição da pessoa jurídica por um ato unilateral entre pessoas vivas ou por testamento (se a pessoa faleceu e deixou estipulado a sua criação como ato de última vontade). Nesta fase temos um elemento material que se exterioriza; nos atos de reunião dos sócios, as condições dos estatutos, etc. Há, também, um elemento formal

que é a transcrição do que foi acertado por escrito. Este ato poderá ser público ou particular salvo para as fundações, em que o instrumento público ou o testamento é essencial.

Após a existência segunda fase: o registro.

do ato escrito

e da autorização

passa-se à

O ato de constituição das pessoas jurídicas de direito privado e o seu registro estão normatizados nos artigo 45 e 46 do CC:

Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registo todas as alterações por que passar o ato constitutivo. Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro.

Art. 46. O registro declarará:

I - a denominação, os fins, a sede, o tempo de duração e o fundo social, quando

houver;

II - o nome e a individualização dos fundadores ou instituidores, e dos diretores;

III - o modo por que se administra e representa, ativa e passivamente, judicial e

extrajudicialmente;

IV - se o ato constitutivo é reformável no tocante à administração, e de que

modo;

V - se os membros respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações

sociais;

VI - as condições de extinção da pessoa jurídica e o destino do seu patrimônio,

nesse caso.

Enquanto para a pessoa natural o fim da existência ocorre com a morte, para a pessoa jurídica pode ocorrer por causas diversas. Basicamente, o fim da existência legal da pessoa jurídica, pode se dar de quatro formas:

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De forma convencional – ou seja, quando seus membros decidirem pelo seu fim, de acordo com o quórum ou seja, quando seus membros decidirem pelo seu fim, de acordo com o quórum previsto nos estatutos da empresa ou na lei.

De forma legal – em razão de motivos determinados em lei, mais precisamente no art. 1.034 do CC: em razão de motivos determinados em lei, mais precisamente no art. 1.034 do CC:

Art. 1.034 A sociedade pode ser dissolvida judicialmente, a requerimento de qualquer dos sócios, quando:

I - anulada a sua constituição; II - exaurido o fim social, ou verificada a sua inexequibilidade.

De forma administrativa – quando a pessoa jurídica, para seu funcionamento, precisa de autorização do poder público e quando a pessoa jurídica, para seu funcionamento, precisa de autorização do poder público e pratica atos nocivos ou contrários aos seus fins.

De forma Judicial – decorre da forma convencional e da prevista em lei, quando ocorrer alguns dos casos decorre da forma convencional e da prevista em lei, quando ocorrer alguns dos casos de dissolução previstos em lei ou no estatuto, principalmente quando a sociedade se desviar dos fins para os quais foi constituída.

Após o encerramento das atividades pessoa jurídica, seu processo de extinção se realizará através da ¹dissolução e da ²liquidação. Este processo de extinção se mostra necessário para que se dê destinação aos bens da empresa, se pague todas as dívidas e para que se faça a partilha do que restar entre os sócios.

A liquidação da pessoa jurídica, segundo o art. 51 do CC, ocorrerá nos casos de dissolução ou de cassação de autorização para funcionamento.

Art. 51. Nos casos de dissolução da pessoa jurídica ou cassada a autorização para seu funcionamento, ela subsistirá para os fins de liquidação, até que esta se conclua.

§ 1o Far-se-á, no registro onde a pessoa jurídica estiver inscrita, a averbação

de sua dissolução.

§ 2o As disposições para a liquidação das sociedades aplicam-se, no que couber,

às demais pessoas jurídicas de direito privado.

§ 3o Encerrada a liquidação, promover-se-á o cancelamento da inscrição

da pessoa jurídica.

Desta forma, podemos perceber que o cancelamento da inscrição da pessoa jurídica no registro não acontece no momento em que ela é dissolvida. O cancelamento da sua inscrição acontece somente depois de encerrada a sua regular liquidação.

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Continuando na análise do Código Civil, há duas pessoas jurídicas, para as quais o nosso o código reservou dois capítulos específicos, dentro do Título Pessoas Jurídicas, são elas; as associações e as fundações.

Embora este conteúdo não esteja específico em seu edital, achamos prudente incluí-lo na aula, porém priorize o estudo das disposições gerais (e a classificação das pessoas jurídicas, assuntos que é bastante cobrado em provas).

Então

fundações!

vamos

ao

- Associações:

estudo

mais

detalhado

das

associações

e

No código civil de 2002, as associações estão compreendidas entre os artigos 53 a 61. O artigo 53 nos dá uma primeira ideia sobre as associações:

Art. 53. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos. Parágrafo único. Não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos.

As associações se prestam aos mais variados fins, desde que não econômicos, e preenchem, assim, as mais variadas finalidades na sociedade. Qualquer atividade lícita e de fins não econômicos pode ser buscada por uma associação.

No artigo 54 do CC estão enumerados os requisitos obrigatórios que devem constar nos estatutos de toda e qualquer associação:

Art. 54. Sob pena de nulidade, o estatuto das associações conterá:

I - a denominação, os fins e a sede da associação; II - os requisitos para a admissão, demissão e exclusão dos associados;

III - os direitos e deveres dos associados;

IV - as fontes de recursos para sua manutenção;

V o modo de constituição e de funcionamento dos órgãos deliberativos;

VI - as condições para a alteração das disposições estatutárias e para a

dissolução.

VII a forma de gestão administrativa e de aprovação das respectivas contas.”

Outras disposições podem ser acrescentadas, mas estas, que estão no texto da lei, são essenciais. Os estatutos são a lei orgânica da pessoa jurídica, a norma de obediência obrigatória para os fundadores da associação e, também, para todos aqueles que no futuro venham a ela se associar. A vontade dos novos membros se manifesta através da adesão à associação e consequentemente aos seus regulamentos.

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Professores: Aline Santiago e Jacson Panichi - Aula – 02 Algumas observações: nada impede que a

Algumas observações: nada impede que a associação tenha várias sedes, sendo uma principal e outras subsidiárias; a admissão de novos sócios deve atender aos interesses da associação, o estatuto pode determinar que sejam preenchidos certos requisitos para que alguém tenha a qualidade de sócio; a demissão não se confunde com a exclusão, porque esta tem caráter de penalidade e só pode ser aplicada se for dado direito a ampla defesa ao associado envolvido, já a demissão decorre da iniciativa do próprio interessado, por oportunidade ou conveniência sua; é importante que o estatuto estabeleça a providência de fundos, se este vai ser proveniente de contribuições dos próprios sócios ou de terceiros, ou se, então, a associação vai exercer alguma atividade que lhe forneça meios financeiros, entretanto sem que com isso descaracterize sua finalidade.

O artigo 55 do CC diz:

“Os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto poderá instituir categorias com vantagens especiais”.

Este artigo pode dar margem para algumas confusões no sentido da dificuldade de se saber, no caso concreto, se é válida a atribuição de vantagens especiais a sócios, o que contraria a finalidade primeira do dispositivo que é a igualdade de direitos. O melhor é interpretar que toda associação deve garantir os direitos mínimos aos associados e que as vantagens são excepcionais a algumas categorias, que por sua natureza sejam diferenciadas.

Seguindo! No art. 56 encontramos o seguinte:

Art.56 A qualidade de associado é intransmissível, se o estatuto não dispuser o contrário. Parágrafo único: Se o associado for titular de quota ou fração ideal do patrimônio da associação, a transferência daquela não importará, de per si, na atribuição da qualidade de associado ao adquirente ou ao herdeiro, salvo disposição diversa do estatuto”.

Temos aqui a figura dos associados com ou, então, sem participação em quotas ou fração ideal do patrimônio da entidade. Também chamados de sócios patrimoniais e de sócios meramente contributivos. Na verdade, o que este artigo quer proteger é o interesse da associação, pois cabe à própria entidade definir quem pode ingressar como associado. O simples fato de transferir uma quota ou fração ideal do patrimônio da associação para outra pessoa pode não ser o suficiente para esta pessoa passar a ser associado se o estatuto não permitir. A ideia fundamental é no sentido de permitir que a associação faça um juízo de oportunidade e conveniência para a admissão de novos associados. Uma vez admitido o associado, sua exclusão somente será

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possível por justa causa, obedecido ao estatuto, é o que diz o artigo 57 do CC:

art. 57 A exclusão do associado só é admissível havendo justa causa, assim reconhecida em procedimento que assegure o direito de defesa e de recurso, nos termos previstos no estatuto”.

Nenhuma decisão de exclusão de associado pode prescindir de procedimento que permita ao sócio produzir sua defesa e suas provas, ainda que o estatuto permita e ainda que decidida em assembleia geral, convocada para tal fim. Também neste sentido temos o artigo 58 do CC:

art. 58 Nenhum associado poderá ser impedido de exercer direito ou função que lhe tenha sido legitimamente conferido, a não ser nos casos e pela forma previstos na lei ou no estatuto”.

O estatuto ou a lei estabelecerão os limites ao exercício dos direitos sociais.

A assembleia geral é órgão necessário da associação, exerce papel de poder legislativona instituição 5 . O artigo 59 do CC elenca as matérias privativas da assembleia:

art 59 Compete privativamente à assembleia geral:

I destituir os administradores; II alterar o estatuto. Parágrafo único: Para as deliberações a que se referem os incisos I e II deste artigo é exigido deliberação da assembléia especialmente convocada para este fim, cujo quórum será o estabelecido no estatuto, bem como os critérios de eleição dos administradores.

No mesmo sentido o artigo 60 do CC determina: A convocação dos

órgãos deliberativos far-se-á na forma do estatuto, garantindo a 1/5 (um quinto) dos associados o direito de promovê-la”.

De acordo com a norma legal do artigo 59 do CC que é uma norma de ordem pública, ou seja, é preceito imperativo, que não admite disposição em contrário pela vontade privada, competirá somente à assembleia geral a ¹destituição dos administradores e a ²alteração do estatuto.

“Vocês falaram em dissolução da pessoa jurídica. O que acontecerá com o patrimônio de uma associação quando esta for dissolvida?”

5 O “Poder Executivo” da pessoa jurídica é exercido por um diretor ou uma diretoria, podendo ser criados outros órgãos auxiliares, dependendo do tamanho da entidade.

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A resposta a sua pergunta está no art. 61, o seu estudo deve ser literal ao texto do CC:

Art. 61. Dissolvida a associação, o remanescente do seu patrimônio líquido, depois de deduzidas, se for o caso, as quotas ou frações ideais referidas no parágrafo único do art. 56, será destinado à entidade de fins não econômicos designada no estatuto, ou, omisso este, por deliberação dos associados, à instituição municipal, estadual ou federal, de fins idênticos ou semelhantes.

§ 1o Por cláusula do estatuto ou, no seu silêncio, por deliberação dos

associados, podem estes, antes da destinação do remanescente referida neste artigo, receber em restituição, atualizado o respectivo valor, as contribuições

que tiverem prestado ao patrimônio da associação.

§ 2o Não existindo no Município, no Estado, no Distrito Federal ou no

Território, em que a associação tiver sede, instituição nas condições indicadas neste artigo, o que remanescer do seu patrimônio se devolverá à Fazenda do Estado, do Distrito Federal ou da União.

Para finalizarmos o assunto associação, observe este enunciado do STJ:

Jornada III STJ 142: “Os partidos políticos os sindicatos e as associações religiosas possuem natureza associativa, aplicando-se- lhes o CC”.

- Fundações:

Vimos que nas associações o que importa são as pessoas, a reunião de pessoas, a coletividade. Já nas fundações, há de início um patrimônio despersonalizado, destinado a um fim. As fundações têm sua razão de ser no patrimônio destinado a determinada finalidade. Assim está no artigo 62 do CC:

“Art. 62. Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura pública ou testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e declarando, se quiser, a maneira de administrá-la. Parágrafo único. A fundação somente poderá constituir-se para fins religiosos, morais, culturais ou de assistência.

Trata-se, como se depreende do artigo, de um conjunto de bens, que recebe personalidade para a realização de um fim determinado. O patrimônio se personaliza quando obtém sua existência legal, deste modo, uma fundação não é qualquer conjunto de bens. A dotação se fará por escritura pública ou testamento. As fundações poderão ter finalidade religiosa moral, cultural ou de assistência. Há questões de provas que ficam apenas na análise literal do § único do art. 62, no entanto é importante que você saiba que há também os seguintes enunciados:

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Jornada I STJ 8: “A constituição de fundação para fins científicos, educacionais ou de promoção do meio ambiente está compreendida no CC 62 par. ún.” Jornada I STJ 9: “O CC par. ún., deve ser interpretado de modo a excluir apenas as fundações de fins lucrativos”

Para que se aperfeiçoe a personalidade jurídica da fundação, ou seja, para que se possa dizer que esta existe como pessoa jurídica, é necessário o preenchimento dos seguintes requisitos: instituição, por meio de escritura pública ou testamento, de dotação especial de bens livres de ônus, da qual conste a finalidade específica da fundação, que deve ser religiosa, moral, cultural ou de assistência; estatutos que a regerão; aprovação dos estatutos pelo órgão do Ministério Público e o registro da escritura de instituição. A criação da fundação se dá pelo denominado negócio jurídico fundacional e o registro a personifica, fazendo com que tenha capacidade, patrimônio, sede e administração 6 . No primeiro requisito (instituição) para a criação de uma fundação, existem dois momentos bem definidos: um é a ¹vontade de sua constituição, que neste caso se exterioriza no ato de fundação propriamente dito; e o outro é o ato de ²dotação de um patrimônio, que lhe dará vida. Neste ato de dotação, estão compreendidos: a reserva de bens livres 7 , a indicação dos fins e a maneira pela qual o acervo será administrado.

Atenção: Sabendo os requisitos acima, você precisa saber também que há duas fases na constituição da Sabendo os requisitos acima, você precisa saber também que há duas fases na constituição da fundação: O ¹Ato Constitutivo e o ²Registo.

- Modalidades de formação da fundação:

1. Direta neste modo, a própria pessoa instituidora projeta e regulamenta a fundação. 2. Fiduciária neste modo, o instituidor entrega a tarefa de organizá-la a outra pessoa.

Atenção: o instituidor da fundação pode ser tanto pessoa natural quanto pessoa jurídica. : o instituidor da fundação pode ser tanto pessoa natural quanto pessoa jurídica.

Vimos que a constituição da fundação é feita com dotação de bens, mas o que ocorre quando esta dotação não for suficiente? Esta situação esta expressa no art. 63 do CC:

6 Diniz. Direito Fundacional. 7 Estes bens têm que ser livres, pois qualquer ônus sobre eles colocaria em risco a existência da entidade.

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art. 63. Quando insuficientes para constituir a fundação, os bens a ela destinados serão, se de outro modo não dispuser o instituidor, incorporados em outra fundação que se proponha a fim igual ou semelhante”.

Então, se caso os bens forem insuficientes para a constituição da fundação, eles serão destinados a outra fundação que tenha a mesma ou semelhante finalidade da que não pôde ser criada, mas isso só acontecerá se o instituidor não tiver disposto de forma diferente no estatuto. A tarefa de elaborar o estatuto que é a lei interna da fundação - cabe ao instituidor ou, então, o instituidor deverá designar quem elabore o estatuto. Depois de ultrapassada esta fase, o estatuto será apresentado ao Ministério Público 8 órgão fiscalizador das fundações, que examinará se foram observadas as bases da fundação e se os bens são suficientes para atender as suas finalidades. Neste sentido temos o artigo 66 do CC:

art.66 Velará pelas fundações o Ministério Público do Estado onde situadas. §1º Se funcionarem no Distrito Federal, ou em Território, caberá o encargo ao Ministério Público Federal. (ADIn 2794) §2º Se estenderem a atividade por mais de um Estado, caberá o encargo, em cada um deles, ao respectivo Ministério Público”.

Esta é a regra, a competência é do Ministério Público do Estado em que se situa a fundação.em cada um deles , ao respectivo Ministério Público”. Importante : Em decorrência da ADIn 2794,

Importante: Em decorrência da ADIn 2794, o STF declarou inconstitucional o §1 do art. 66 do CC. Em vista da eficácia erga omnes da decisão do STF em ADIn, não está mais em vigor o CC art. 66, §1º. Compete, então, ao Ministério Público do Distrito Federal velar pelas fundações no DF.

Em se tratando de fundações federais de direito público esta atribuição de velar cabe, sim, ao Ministério Público Federal fundações federais de direito público esta atribuição de velar cabe, sim, ao Ministério Público Federal, independentemente de localização, funcione ela em qualquer um dos estados ou DF, ou, ainda, nos eventuais Territórios.

Nesta mesma perspectiva, de ação do Ministério Público, temos o parágrafo único, do artigo 65 do CC:

Art. 65 Aqueles a quem o instituidor cometer a aplicação do patrimônio, em tendo ciência do encargo, formularão logo, de acordo com as suas bases

8 Esta fiscalização será feita por meio da Promotoria de Justiça das Fundações, nas cidades em que houver este cargo na divisão administrativa da instituição. Nas cidades menores esta tarefa caberá ao Promotor Público.

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(art.62), o estatuto da fundação projetada, submetendo-o, em seguida, à aprovação da autoridade competente, com recurso ao juiz. Parágrafo único. Se o estatuto não for elaborado no prazo assinado pelo instituidor, ou, não havendo prazo, em 180 (cento e oitenta) dias, a incumbência caberá ao Ministério Público.

Como vimos, se o instituidor não fizer o estatuto e a pessoa por ele designada também não fizer, caberá ao Ministério Público esta tarefa. Qualquer alteração do estatuto também deve ser submetida à apreciação do Ministério Público.

Sobre alterações no estatuto temos o artigo 67 do CC:

Art. 67 Para que se possa alterar o estatuto da fundação é mister que a reforma:

I seja deliberada por 2/3 (dois terços) dos componentes para gerir e representar a fundação;

II não contrarie ou desvirtue o fim desta;

III seja aprovada pelo órgão do Ministério Público, e, caso este a

denegue, poderá o juiz supri-la, a requerimento do interessado.

Caso a alteração não tenha sido aprovada por unanimidade, a minoria vencida poderá requerer a impugnação no prazo de 10 dias, isso conforme o artigo 68 do CC:

Art. 68 Quando a alteração não houver sido aprovada por votação

unânime, os administradores da fundação, ao submeterem o estatuto ao órgão

do Ministério Público, requererão que se dê ciência à minoria vencida para

impugná-la, se quiser, em 10 (dez) dias.

Existem certas peculiaridades no que diz respeito às fundações:

A primeira é quanto aos seus bens, estes não podem ser vendidos. Normalmente, tais bens são inalienáveis, porque é sua existência que assegura a vida das fundações, não podendo, desta forma, ser desviados de sua destinação original. Claro que dependendo da situação, comprovada a necessidade da venda, esta pode ser autorizada pelo juiz competente 9 , com a audiência do Ministério Público. O produto da venda deve ser aplicado na fundação ou em outros bens destinados a sua manutenção; na fundação, o elemento pessoa natural pode não ser múltiplo, uma vez que basta uma só pessoa para sua criação; o patrimônio é o elemento fundamental das fundações; os fins também são imutáveis, porque são fixados pelo instituidor; nas fundações os administradores não são sócios, podem ser denominados como membros contribuintes, fundadores, beneméritos, efetivos, etc.

9 Sem esta autorização a venda será nula.

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Outra peculiaridade está no artigo 64 do CC:

Art. 64 Constituída a fundação por negócio Jurídico entre vivos, o instituidor é obrigado a transferir-lhe a propriedade, ou outro direito real, sobre os bens dotados, e, se não o fizer, serão registrados, em nome dela, por mandado judicial.

Portanto, a promessa do instituidor, que se materializa na dotação de bens ou direitos, possui caráter irrevogável e irretratável. Se uma pessoa prometer e não cumprir, poderá o juiz através de mandado judicial executar a promessa.

Sobre o tema extinção da fundação temos o artigo 69 do CC e o art. 1.204 do CPC:

“CC art. 69. Tornando-se ilícita, impossível ou inútil a finalidade a que visa a fundação,
“CC art. 69. Tornando-se ilícita, impossível ou inútil a finalidade a que visa a
fundação, ou vencido o prazo de sua existência, o órgão do Ministério Público,
ou qualquer interessado, lhe promoverá a extinção, incorporando-se o seu
patrimônio, salvo disposição em contrário no ato constitutivo, ou no estatuto,
em outra fundação, designada pelo juiz, que se proponha a fim igual ou
semelhante.”
“CPC
art.
1.204.
Qualquer
interessado
ou
órgão
do
Ministério
Público
promoverá a extinção da fundação quando:
I – se tornar ilícito o seu objeto;
II – for impossível a sua manutenção;
III – se vencer o prazo de sua existência”.

Passemos agora a outro assunto muito importante, a chamada desconsideração da pessoa jurídica.

- Desconsideração da Pessoa Jurídica

Quando estudamos a natureza jurídica das pessoas jurídicas, as classificamos como realidade técnica. A pessoa jurídica decorre da técnica do direito, é criação jurídica para a realização de certos objetivos. Neste sentido temos que as pessoas jurídicas possuem existência distinta da de seus membros. Existem, porém, determinados casos onde esta distinção entre a pessoa jurídica e a pessoa natural não pode ser mantida. Casos estes em que a personalidade da pessoa jurídica foi utilizada para fugir a suas finalidades, para lesar terceiros. Quando isto acontece, a personalidade jurídica deve ser desconsiderada, decidindo o julgador como se o ato ou negócio houvesse sido praticado pela pessoa natural.

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Não se trata de considerar sistematicamente nula a pessoa jurídica, mas, em casos específicos e determinados, desconsiderá-la, apenas temporariamente. O assunto esta regulado pelo artigo 50 do CC:

Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo ¹desvio de finalidade, ou pela ²confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica.

Portanto, a teoria da desconsideração (ou disregard of the legal

o juiz, quando há desvio de

finalidade, a não considerar os efeitos da personificação, para que sejam

atingidos bens particulares dos sócios ou até mesmo de outras pessoas jurídicas, mantidos incólumes, pelos fraudadores, justamente para propiciar ou facilitar a fraude”. O abuso da personalidade jurídica conforme expresso no CC ocorre em dois casos: Desvio de finalidade 11 .

entity), como assinala Venosa 10 ,

autoriza

. entity ) , como assinala Venosa 1 0 , “ autoriza Confusão patrimonial 1 2

Confusão patrimonial 1 2 . 12 .

Como assinala Galhardo Jr., “para que se desconsidere a pessoa jurídica, é necessário que o dano causado seja decorrente do uso fraudulento ou abusivo da autonomia patrimonial. Quando a fraude e o abuso de direito podem ser combatidos sem a necessidade de afastar-se a personalidade distinta da pessoa jurídica (como quando é aplicável o regramento dos vícios dos atos jurídicos), a teoria da desconsideração é inócua (

-Proteção dos direitos da personalidade

é inócua ( -Proteção dos direitos da personalidade CC Art. 52. “Aplica -se às pessoas jurídicas

CC Art. 52. “Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade.” Observe que a aplicação da proteção aos direitos da personalidade não é feita indistintamente para todos os casos. Quanto a este assunto temos o seguinte enunciado do STJ:

STJ 227: ”a pessoa jurídica pode sofrer dano moral”

10 Silvio de Salvo Venosa, Direito Civil I, 11 ed.

11 Desvio de finalidade - o ato intencional dos sócios em fraudar terceiros com o uso abusivo da personalidade jurídica.

12 Confusão Patrimonial - subentendida como a inexistência, no campo dos fatos, de separação patrimonial do patrimônio da pessoa jurídica ou de seus sócios, ou, ainda, dos haveres de diversas pessoas jurídicas.

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- Responsabilidade das Pessoas Jurídicas 13

A responsabilização vai acontecer quando uma pessoa for

prejudicada, quando houver um dano seja ele patrimonial ou moral, sendo necessário também que exista um nexo de causalidade entre este dano e o ato de um agente que foi o causador do dano.

A existência de dano gera a responsabilidade e a obrigação de

reparação deste dano. Assim, a responsabilidade das pessoas jurídicas pode se dar no âmbito civil e penal. No âmbito penal, por exemplo, a Lei nº 9605 de 12 de fevereiro de 1998, que fala sobre os crimes ambientais, responsabiliza administrativa,

civil e penalmente as pessoas jurídicas, aplicando penas restritivas de direitos, prestação de serviços à comunidade e multa.

No âmbito civil a responsabilidade da pessoa jurídica pode ser:

- contratual, que está no art. 389 do CC: “Não cumprida a

obrigação, responde o devedor por perdas e danos, mais juros e atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado”. - extracontratual também chamada de delitual ou aquiliana, que decorrem de atos ilícitos e impõe a todos o dever de não lesar os outros,

e se mesmo assim o fizer a obrigação de reparar este dano.

Toda pessoa jurídica de direito privado responde pelos danos causados a terceiros, qualquer que seja a natureza de seus fins. Para as pessoas jurídicas de direito público a responsabilidade é objetiva sob a modalidade do risco administrativo, conforme art. 43:

Art. 43 As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo.

Como vimos, na responsabilidade civil objetiva, as pessoas jurídicas de direito público interno têm obrigação de reparar tão só pela existência do fato danoso e do nexo causal (que é a chamada Teoria do Risco), não existe a necessidade de culpa. É assegurado, no entanto, a estas pessoas, o direito de ação contra os causadores do dano se estes agirem com culpa ou dolo. Porém se houver a culpa concorrente entre o agente e a vítima a indenização será reduzida pela metade. E se a culpa for exclusiva da vítima o Estado se exonerará da obrigação de indenizar. O mesmo acontecendo no caso de força maior e fato exclusivo de terceiro.

13 O assunto reponsabilidade civil é abordado na Parte Especial do Código Civil, se for cobrado em sua prova, a questão provavelmente deverá ficar restrita ao que é apresentado nos artigos referentes à pessoa jurídica.

- Domicílio da Pessoa Jurídica Direito Civil para o TRE-MG (AJAJ) Professores: Aline Santiago e

- Domicílio da Pessoa Jurídica

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É a sede jurídica da pessoa jurídica, onde os credores podem demandar o cumprimento das obrigações. É o local de suas atividades habituais, de seu governo, administração ou direção, ou ainda, aquele determinado no ato constitutivo. Estabelece o artigo 75 do CC:

Art. 75. Quanto às pessoas jurídicas, o domicílio é:

I - da União, o Distrito Federal;

II - dos Estados e Territórios, as respectivas capitais;

III - do Município, o lugar onde funcione a administração municipal;

IV - das demais pessoas jurídicas, o lugar onde funcionarem as respectivas

diretorias e administrações, ou onde elegerem domicílio especial no seu

estatuto ou atos constitutivos.

1 o Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares

diferentes, cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados. § 2 o Se a administração, ou diretoria, tiver a sede no estrangeiro, haver-se-á por domicílio da pessoa jurídica, no tocante às obrigações contraídas por cada

§

uma das suas agências, o lugar do estabelecimento, sito no Brasil, a que ela corresponder.

O § 1º do artigo 75, vem ajudar às pessoas que necessitam processar uma entidade com estabelecimentos em vários lugares, ao dizer que cada um deles será considerado domicílio para os atos neles praticados. Já, o § 2º do artigo 75 diz respeito às pessoas jurídicas estrangeiras que tenham estabelecimento no Brasil, que serão demandadas no foro de sua agência aqui localizada, de acordo com as obrigações contraídas por cada uma delas.

Terminada mais uma aula, caros amigos, como de costume, vamos à prática, com a resolução de mais questões. Mandem suas dúvidas para nossos e-mails ou nos contate por meio do fórum de dúvidas.

Um abraço e bons estudos.

Aline Santiago & Jacson Panichi

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QUESTÕES E SEU RESPECTIVO COMENTÁRIO.

01. FCC 2012/TRT 6ª Região/Analista Judiciário. São pessoas jurídicas de direito público interno.

a) As fundações.

b) As autarquias.

c) Somente os Estados, os Municípios e o Distrito Federal.

d) As sociedades de economia mista.

e) As empresas públicas.

Comentário.

Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público interno:

I - a União; II - os Estados, o Distrito Federal e os Territórios;

III - os Municípios;

IV - as autarquias, inclusive as associações públicas;

V - as demais entidades de caráter público criadas por lei.

Gabarito letra B.

02. FCC 2012/MP-PE/Técnico Ministerial. Melina, empresária bem sucedida, pretende criar uma Fundação, porém não sabe como proceder. Assim, procurou sua irmã Kátia, advogada. Kátia lhe informou que, de acordo com o Código Civil brasileiro, a criação de uma Fundação somente poderá ocorrer por:

a) Testamento.

b) Escritura pública ou testamento.

c) Documento particular registrado em cartório ou escritura pública.

d) Escritura pública.

e) Documento particular registrado em cartório.

Comentário.

Art. 62. Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura pública ou testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e declarando, se quiser, a maneira de administrá-la.

Gabarito letra B.

03. FCC 2012/TRF 2ª Região/Analista Judiciário Execução de Mandatos. Segundo o Código Civil brasileiro, no tocante às Associações, a qualidade de associado, em regra, é

a) Intransmissível.

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b) Transmissível de forma onerosa ou gratuita.

c) Transmissível apenas de forma onerosa.

d) Transmissível apenas de forma gratuita.

e) Pública, incondicional e transmissível.

Comentário.

Art. 56. A qualidade de associado é intransmissível, se o estatuto não dispuser o contrário.

Gabarito letra A.

04. ESAF 2012/ACE/MDIC. Sobre as pessoas jurídicas, assinale a opção correta.

a)

São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações religiosas, cabendo ao poder público conceder ou negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento.

b)

São pessoas jurídicas de direito público interno a União, os Estados,

o

Distrito Federal, os Municípios, as autarquias, inclusive as

associações públicas, as fundações e os partidos políticos.

c)

São pessoas jurídicas de direito privado, entre outras, as sociedades civis, religiosas, científicas, literárias e todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional.

d)

As

pessoas jurídicas são de direito público, interno ou externo, e de

direito privado.

e)

Prescreve em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro.

Comentário.

a. Errada. Art. 44 § 1o São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento. A respeito deste assunto temos o Enunciado 143 da III Jornada de Direito Civil - Art. 44: A liberdade de funcionamento das organizações religiosas não afasta o controle de legalidade e legitimidade constitucional de seu registro, nem a possibilidade de reexame, pelo Judiciário, da compatibilidade de seus atos com a lei e com seus estatutos.

b. Errada. Fundações (não públicas) e os partidos políticos são pessoas jurídicas de direito privado. (tema recorrente)

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c. Errada. Art. 42. São pessoas jurídicas de direito público externo os

Estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público.

d. Correta.

e. Errada. A diferença entre prescrição e decadência será detalhada em

aula futura. Resumidamente: Para o direito civil (falamos isto porque no direito tributário, por exemplo, o conceito é de certa forma diferente), prescrição é a perda do direito à pretensão à ação (de ingressar em juízo). Já decadência é a perda do direito material (que é o direito

propriamente dito que tem a pessoa) De certa forma, a prescrição atinge diretamente a ação e por via oblíqua faz desaparecer o direito por ela tutelado, já a decadência, ao contrário, atinge diretamente o direito material e por via oblíqua acaba por atingir a ação.

Art. 45 Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro. (outro tema recorrente nas provas).

Gabarito letra D.

05. ESAF 2012/CGU/PREVENÇÃO DA CORRUPÇÃO E OUVIDORIA. Considerando as disposições atinentes às pessoas jurídicas, assinale a opção incorreta.

a) Obrigam à pessoa jurídica os atos dos administradores, exercidos nos limites de seus poderes definidos no ato constitutivo.

b) Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade.

c) As pessoas jurídicas são de direito público, interno ou externo, e de direito privado, constituindo-se, as autarquias e as associações públicas, como de direito público interno.

d) As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo.

e) Partidos políticos com representação no Congresso Nacional são pessoas jurídicas de direito público interno.

Comentário.

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a. Correta. Art. 47. Obrigam a pessoa jurídica

administradores, exercidos nos limites de seus poderes definidos no ato constitutivo.

dos

os

atos

b. Correta. Art. 52. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a

proteção dos direitos da personalidade.

c. Correta. Arts 40 e 41.

d. Correta. Art. 43. As pessoas jurídicas de direito público interno são

civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade

causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo.

e. Errada. Importante: Como já falamos na questão anterior, fundações

(não públicas) e os partidos políticos são pessoas jurídicas de direito privado (tema recorrente). No caso das fundações lembre-se que elas podem admitir personalidade jurídica de direito público, são as fundações públicas.

Gabarito E.

06. ESTRATÉGIA CONCURSOS/2012/SIMULADO ACE (MDIC). Assinale a opção incorreta.

a) Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro.

b) Teodósio, na administração de sua empresa, Fios e Cabos SA, praticou ato caracterizado pelo desvio de finalidade. Neste caso, poderá ser despersonalizada a pessoa jurídica tendo em vista a situação de abuso de sua personalidade.

c) Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.

d) Entre outras, são pessoas jurídicas de direito público interno, as autarquias, as fundações públicas, os estados, os municípios, as associações públicas, as agências reguladoras e outras entidades de caráter público criadas por lei.

e) Paulo, agente público de órgão federal, agindo nesta qualidade, causou dano a terceiro. A União, nesta situação, responderá objetivamente pelo dano, no entanto terá direito regressivo contra Paulo, causador do dano, em caso de culpa ou dolo.

Comentário. a) Correta. CC art. 48 § único. Direito Civil para o TRE-MG (AJAJ) Professores:

Comentário.

a) Correta. CC art. 48 § único.

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b) Incorreta. Cuidado com palavras parecidas que tem significados

completamente diferentes. Desconsideração é a palavra que deveria ter sido empregada nesta afirmação. Até mesmo pessoas da área do direito, por vezes, empregam a palavra despersonalização de forma equivocada. Despersonalizar é retirar a personalidade jurídica, sendo que tal fato não ocorre quando da hipótese do Art. 50:

Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica.

Que fique bem claro que não se retira a personalidade da pessoa jurídica

e

nem ocorre a sua extinção, mas apenas a sua desconsideração.

c)

Correto. CC art. 45.

d)

Correto. Tenha bastante atenção à diferenciação entre pessoas de

direito público e de direito privado, isto é bastante cobrado em

provas.

e) Correto. CC Art. 43. As pessoas jurídicas de direito público interno são

civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo.

Gabarito letra B.

07. ESAF 2010/MTE/Auditor Fiscal do Trabalho - Prova 2. Assinale

a opção incorreta.

a) As pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado são regidas, no que couber, quanto ao seu funcionamento, pelo Código Civil, salvo disposição em contrário. b) A existência civil das pessoas jurídicas de direito privado começa com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.

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c) Nos atos judiciais e extrajudiciais, as pessoas jurídicas serão representadas, ativa e passivamente, por quem os respectivos estatutos designarem, porém, não havendo designação estatutária, serão representadas pelos seus prepostos. d) As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que, nessa qualidade, causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo. e) A constituição das pessoas jurídicas de direito privado pode ser anulada, por defeito do ato respectivo, dentro do prazo decadencial de 3 anos, contado a partir da data da publicação de sua inscrição no registro.

Comentário.

A alternativa “a” está correta de acordo com o art. 41, parágrafo

único: Salvo disposição em contrário, as pessoas jurídicas de direito

público, a que se tenha dado estrutura de direito privado, regem-se, no que couber, quanto ao seu funcionamento, pelas normas deste Código”.

A alternativa “b” está correta de acordo com o art. 45. “Começa a

existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição

do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo”. A alternativa “c” está errada tendo em vista o art. 12, VI do Código de Processo Civil. “Serão representados em juízo, ativa e passivamente: VI - as pessoas jurídicas, por quem os respectivos estatutos designarem, ou, não os designando, por seus diretores;

A alternativa “d” está correta de acordo com o art. 43. “As pessoas

jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos

dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo”.

A alternativa “e” está correta de acordo com o art. 45. “Começa a

existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo. Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro”.

Gabarito letra C.

08. ESAF 2009/Receita Federal - Auditor Fiscal da Receita Federal - Prova 1. Na criação de fundação há duas fases:

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a) a do ato constitutivo, que deve ser escrito, podendo revestir-se da forma particular, e a do registro público.

b) a do ato constitutivo, que deve ser escrito, pois requer instrumento particular ou testamento, e a do assento no registro competente.

c) a do ato constitutivo, que deve ser escrito, e a da aprovação do Poder Executivo Federal.

d) a da elaboração do estatuto por ato inter vivos, (instrumento público ou particular), sem necessidade de conter a dotação especial, e a do registro.

e) a do ato constitutivo, que só pode dar-se por meio de escritura pública ou testamento, e a do registro.

Comentário.

Para responder a esta questão vamos utilizar o CC art. 62:

Art. 62 Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura pública ou testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e declarando, se quiser, a maneira de administrá-la. Parágrafo único. A fundação somente poderá constituir-se para fins religiosos, morais, culturais ou de assistência.

De acordo com este artigo e conforme comentado em aula, a criação de uma fundação obedece duas fases: a ¹do ato constitutivo que se dá por meio de escritura pública ou testamento, e a ²do registro.

Gabarito letra E.

09. ESAF 2007/SEFAZ-CE/Analista Jurídico. Para que uma fundação particular adquira personalidade jurídica será preciso:

a) elaboração de seu estatuto pelo instituidor ou por aquele a quem ele cometer a aplicação do patrimônio.

b) aprovação do seu estatuto pelo Ministério Público.

c) dotação e aprovação da autoridade competente com recurso ao juiz.

d) dotação e registro do seu estatuto.

e) dotação, elaboração e aprovação dos estatutos, e registro.

Comentário.

Vamos ao código civil:

Art. 62. Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura pública ou testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e declarando, se quiser, a maneira de administrá-la. Parágrafo único. A fundação somente poderá constituir-se para fins religiosos, morais, culturais ou de assistência. Art. 65. Aqueles a quem o instituidor cometer a aplicação do patrimônio, em tendo ciência do encargo, formularão logo, de acordo com as suas

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bases (art. 62), o estatuto da fundação projetada, submetendo-o, em seguida, à aprovação da autoridade competente, com recurso ao juiz. Parágrafo único. Se o estatuto não for elaborado no prazo assinado pelo instituidor, ou, não havendo prazo, em cento e oitenta dias, a incumbência caberá ao Ministério Público. Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo. Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro.

Portanto, para que uma fundação particular adquira personalidade jurídica terão que ser vencidas quarto fases: dotação, elaboração e aprovação dos estatutos e registro. Veja que a mais completa é a alternativa “e”.

Gabarito letra E.

10. ESAF 2006/TCU/Analista de Controle externo. As associações públicas são

a) pessoas jurídicas de direito público interno de administração indireta.

b) empresas públicas.

c) autarquias federais especiais.

d) agências reguladoras.

e) pessoas jurídicas de direito público interno de administração direta.

Comentário.

Vamos ao Código Civil, art.41:

Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público interno:

I - a União; II - os Estados, o Distrito Federal e os Territórios;

III - os Municípios;

IV - as autarquias, inclusive as associações públicas;

V - as demais entidades de caráter público criadas por lei.

E lembre-se! Fazem parte da administração direta: a União, os Estados, os Territórios 14 , o Distrito Federal e os Municípios

14 A classificação dos territórios não é pacifica. Alguns civilistas os colocam como fazendo parte da administração direta, já para o direito administrativo estes são colocados como da administração indireta. De todo modo, destacamos que conforme a Constituição

Gabarito letra A. 11. reguladoras são ESAF 2004/ MPU/Técnico Direito Civil para o TRE-MG (AJAJ)

Gabarito letra A.

11.

reguladoras são

ESAF

2004/

MPU/Técnico

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Administrativo.

As

agências

a) pessoas jurídicas de direito público interno de administração direta.

b) sociedades simples.

c) pessoas jurídicas de direito público interno de administração indireta.

d) empresas públicas.

e) sociedades empresárias.

Comentário.

Agências reguladoras são autarquias em regime especial. Portanto pessoas jurídicas de direito público interno de administração indireta.

Gabarito letra C.

12. ESAF 2004/ PGE-DF/Procurador (ADAPTADA). Os Procuradores de um determinado Ente da Federação criaram uma Associação para a defesa dos seus interesses. Sabe-se que o ato constitutivo da Associação foi corretamente levado a registro. Quanto a essa entidade, é correto afirmar:

a) a exclusão do associado não é admissível, pois, mesmo havendo justa causa, assim reconhecida em procedimento que assegure direito de defesa e de recurso, deverão ser seguidos os termos previstos no estatuto.

b) para que se possa alterar o estatuto da associação é mister que a

reforma seja deliberada por dois terços dos competentes para gerir

e representar a associação, não contrarie ou desvirtue o fim dessa e seja aprovada pelo órgão do Ministério Público, e, caso esse a denegue, poderá o juiz supri-la, a requerimento do interessado.

c) os associados devem ter iguais direitos, sendo vedado, pelo Código Civil, ao estatuto, instituir categorias, entre os associados, com vantagens especiais.

d) qualidade de associado é transmissível, se o estatuto não dispuser

a

o

contrário. Se o associado for titular de quota ou fração ideal do

patrimônio da associação, a transferência daquela importará, de per si, na atribuição da qualidade de associado ao adquirente ou ao herdeiro, salvo disposição diversa do estatuto.

Federal, art.18, §2, os territórios federais integram a União, ou seja, territórios não são considerados entes da federação.

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e) dissolvida a Associação, silentes os associados e o estatuto, os bens remanescentes da extinta pessoa jurídica deverão ser devolvidos à Fazenda Pública do Estado, do Distrito Federal ou da União, caso não exista no Município, no Estado, no Distrito Federal ou no Território, em que a associação tiver sede, instituição com fins idênticos ou semelhantes ao da Associação de Procuradores.

Comentário.

A alternativa “a” está errada de acordo com o art. 57:

Art. 57 A exclusão do associado só é admissível havendo justa causa, assim reconhecida em procedimento que assegure direito de defesa e de recurso, nos termos previstos no estatuto. A alternativa “b” está errada. Esta alternativa explica a alteração estatutária de uma fundação e não de uma associação. Muito cuidado com estes detalhes!

FUNDAÇÃO Art. 67. Para que se possa alterar o estatuto da fundação é mister que a reforma:

I - seja deliberada por dois terços dos competentes para gerir e representar a fundação;

II - não contrarie ou desvirtue o fim desta;

III - seja aprovada pelo órgão do Ministério Público, e, caso este a

denegue, poderá o juiz supri-la, a requerimento do interessado.

Quanto à associação temos os arts. 59 e 60:

ASSOCIAÇÃO:

art. 59 Compete privativamente à assembleia geral:

I destituir os administradores;

II alterar o estatuto.

Parágrafo único. Para as deliberações a que se referem os incisos I e II deste artigo é exigido deliberação da assembleia especialmente convocada para esse fim, cujo quórum será o estabelecido no estatuto, bem como os critérios de eleição dos administradores. Art. 60. A convocação dos órgãos deliberativos far-se-á na forma do estatuto, garantido a 1/5 (um quinto) dos associados o direito de promovê-la.

A alternativa “c” está errada de acordo com o art. 55. Os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto poderá instituir categorias com vantagens especiais.

A alternativa “d” está errada:

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Art. 56. A qualidade de associado é intransmissível, se o estatuto não dispuser o contrário. Parágrafo único. Se o associado for titular de quota ou fração ideal do patrimônio da associação, a transferência daquela não importará, de per si, na atribuição da qualidade de associado ao adquirente ou ao herdeiro, salvo disposição diversa do estatuto.

ou ao herdeiro, salvo disposição diversa do estatuto. Observe que a qualidade de associado pode ser

Observe que a qualidade de associado pode ser transmissível, mas o estatuto é que deverá dispor neste sentido.

A alternativa “e” está correta parágrafos:

Art. 61. Dissolvida a associação, o remanescente do seu patrimônio líquido, depois de deduzidas, se for o caso, as quotas ou frações ideais referidas no parágrafo único do art. 56, será destinado à entidade de fins não econômicos designada no estatuto, ou, omisso este, por deliberação dos associados, à instituição municipal, estadual ou federal, de fins idênticos ou semelhantes.

§

seus

de

acordo

com

o

art.

61

e

1 o Por cláusula do estatuto ou, no seu silêncio, por deliberação dos

associados, podem estes, antes da destinação do remanescente referida neste artigo, receber em restituição, atualizado o respectivo valor, as contribuições que tiverem prestado ao patrimônio da associação.

§

2 o Não existindo no Município, no Estado, no Distrito Federal ou no

Território, em que a associação tiver sede, instituição nas condições indicadas neste artigo, o que remanescer do seu patrimônio se devolverá

à Fazenda do Estado, do Distrito Federal ou da União.

Gabarito letra E.

13. ESAF 2003/TRT 7ª/ Analista Judiciário. A Fundação Centro Brasileiro para a Infância e Adolescência é:

a) pessoa jurídica de direito público interno de administração direta.

b) pessoa jurídica de direito público interno de administração indireta.

c) pessoa jurídica de direito privado.

d) pessoa jurídica de direito público, dotada de personalidade jurídica de direito privado.

e) sociedade não personificada.

Comentário.

Esta fundação é uma fundação pública, portanto pessoa jurídica de direito público interno de administração indireta. Fica a dica para você conhecer algumas das pessoas jurídicas da administração indireta:

Gabarito letra B.

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14. ESAF 2001/ Estado do MT/ Agente Tributário. Os partidos políticos são:

a) pessoas jurídicas de direito público interno de administração direta

b) fundações públicas

c) fundações particulares

d) pessoas jurídicas de direito privado

e) pessoas jurídicas de direito público interno de administração indireta

Comentário.

As bancas adoram perguntar qual a personalidade jurídica dos partidos políticos. Partidos políticos são pessoas jurídicas de direito privado.

Para resolvermos esta questão vamos utilizar o art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:

I - as associações;

II - as sociedades;

III - as fundações.

IV - as organizações religiosas;

V - os partidos políticos.

VI - as empresas individuais de responsabilidade limitada.

Gabarito letra D.

15. ESAF 1998/SRF-AFTN. O Instituto Nacional do Seguro Social - INSS é

a) pessoa jurídica de direito público interno de administração indireta

b) pessoa jurídica de direito público interno de administração direta

c) associação

d) pessoa jurídica de direto privado

e) fundação particular

Comentário.

Para resolvermos esta questão vamos lembrar a classificação da Pessoa Jurídica quanto à sua função:

- pode ser de direito público externo, onde estão englobadas as diversas nações e também os organismos internacionais como a ONU e a OEA. - pode ser de direito público interno, em que configuram a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios como sendo da administração direta; e as Autarquias, as Fundações Públicas, e etc. como pertencentes à administração indireta. Sendo o INSS uma autarquia, é uma pessoa jurídica de direito público interno de administração indireta.

Este é o conteúdo do art. 41: Direito Civil para o TRE-MG (AJAJ) Professores: Aline

Este é o conteúdo do art. 41:

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Art. 41 São pessoas jurídicas de direito público interno:

I - a União; II - os Estados, o Distrito Federal e os Territórios;

III - os Municípios;

IV - as autarquias, inclusive as associações públicas;

V - as demais entidades de caráter público criadas por lei.

Gabarito letra A.

16. 2005/TRT 7ª/Juiz do Trabalho Substituto Será possível distinguir uma associação de uma sociedade se aquela

a) se constituir apenas de pessoas físicas e esta se constituir por pessoas físicas e por pessoas jurídicas.

b) não possuir bens e esta possuir bens.

c) for instituída por dotação de bens mediante escritura pública ou testamento e esta por um contrato.

d) tiver prazo determinado de existência e esta não tiver prazo determinado de existência.

e) não tiver fins econômicos e se esta tiver fins econômicos.

Comentário.

De acordo com o art. 53. “Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos”. Deste modo as

associações não visam o lucro, esta é uma de suas principais características. Já as sociedades são formadas por pessoas que se comprometem, se obrigam a contribuir com bens ou serviços, para que se realize alguma atividade econômica, e a dividir entre si o resultado. Então visam o lucro.

Gabarito letra E.

17. 2003/Prefeitura do Recife - Auditor do Tesouro Municipal. Considere as seguintes pessoas jurídicas:

I. Sindicatos patronais.

II. Sindicatos de empregados.

III. Sociedades anônimas.

IV. Autarquias.

V. Associações religiosas.

VI. Associações de funcionários públicos.

VII. Associações beneficentes de utilidade pública.

São de direito privado as que constam SOMENTE em

a) III, V, VI e VII. b) II, III, V e VI. c) II, III,

a) III, V, VI e VII.

b) II, III, V e VI.

c) II, III, VI e VII.

d) I, II, III, VI e VII.

e) I, II, III, V, VI e VII.

Comentário.

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Para resolvermos esta questão vamos partir da análise do art. 44 do CC que nos fala quem são as pessoas jurídicas de direito privado.

Art. 44. “São pessoas jurídicas de direito privado:

I - as associações;

II - as sociedades;

III - as fundações.

IV - as organizações religiosas;

V - os partidos políticos.

VI - as empresas individuais de responsabilidade limitada”.

De acordo com o que estudamos em aula, sabemos que os sindicatos, embora não estejam no rol do art. 44 (que é exemplificativo), possuem natureza de associação civil, sendo considerados, portanto, pessoas jurídicas de direito privado. Você deve ter em mente que para uma associação ser considerada de direito público estará escrito, tão e somente, associação pública.

Gabarito letra E.

18. 2002/SEFA-PA - Fiscal de Tributos Estaduais. As associações e as autarquias são, respectivamente, pessoas jurídicas de direito

a) privado e de direito público interno.

b) público interno e de direito privado.

c) privado e de direito público externo.

d) público interno e de direito público externo.

e) público externo e de direito privado.

Comentário.

Para resolvermos esta questão vamos utilizar novamente os arts. 41 e 44 do CC.

Art. 41. “São pessoas jurídicas de direito público interno:

I - a União;

II - os Estados, o Distrito Federal e os Territórios;

III - os Municípios;

IV - as autarquias, inclusive as associações públicas;

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V - as demais entidades de caráter público criadas por lei”.

Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:

I - as associações;

II - as sociedades;

III - as fundações.

IV - as organizações religiosas;

V - os partidos políticos.

VI - as empresas individuais de responsabilidade limitada”.

Gabarito letra A.

19. 2003/SRF - Procurador da Fazenda. São pessoas jurídicas de direito privado

a)

as sociedades de economia mista e as autarquias.

b)

as empresas públicas e os municípios.

c)

as fundações e o Distrito Federal.

d)

os partidos políticos e as organizações religiosas.

e)

o

condomínio edilício e as associações.

Comentário.

De acordo com o art. 44 do CC:

Art. 44. “São pessoas jurídicas de direito privado:

I - as associações;

II - as sociedades;

III - as fundações.

IV - as organizações religiosas;

V - os partidos políticos.

VI - as empresas individuais de responsabilidade limitada”.

Lembre-se que os condomínios (embora a questão não seja pacifica na doutrina) devem ser tratados como entes despersonalizados, com personificação anômala.

Gabarito letra D.

20. 2000/TCE-RN - Inspetor Externo. Há determinadas entidades com muitas características de pessoa jurídica, mas que não chegam a ganhar sua personalidade. Considerando essa afirmação, marque a alternativa correta:

a) Adquirem personificação anômala a massa falida, o espólio, exceto

a herança vacante.

b) O condomínio, após a edição do novo Código Civil, passou a personificar-se juridicamente.

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c) A personificação anômala atinge a herança vacante e não a herança jacente.

d) Tanto a herança vacante como a herança jacente têm personificação anômala.

Comentário.

Estas entidades que possuem muitas das características de pessoas jurídicas, mas que não possuem personalidade jurídica constituem os chamados grupos despersonalizados. Apesar de não serem consideradas pessoas jurídicas, podem ter capacidade processual e também legitimidade ativa e passiva ou seja, podem participar de processos. Existem vários destes grupos despersonalizados, mas os mais cobrados em provas são: a família; a massa falida; as heranças jacente e vacante o espólio; as sociedades irregulares sem personalidade jurídica. Portanto gabarito letra D, pois tanto a herança vacante como a herança jacente tem personificação anômala, de acordo com a lei.

21. 2004/PGE-DF Procurador. Os partidos políticos e o Distrito Federal são

a) entidades sem personalidade jurídica.

b) pessoas jurídicas de Direito Público interno.

c) fundações criadas pelo Poder Público.

d) pessoas jurídicas de Direito Privado.

e) pessoas jurídicas privada e pública, respectivamente.

Comentário.

De acordo com os arts. 41 e 44 do CC:

Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público interno:

I - a União;

II - os Estados, o Distrito Federal e os Territórios;

III

- os Municípios;

IV

- as autarquias;

IV

- as autarquias, inclusive as associações públicas;

V - as demais entidades de caráter público criadas por lei”.

“Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:

I - as associações;

II - as sociedades;

III - as fundações.

IV - as organizações religiosas;

V - os partidos políticos.

VI - as empresas individuais de responsabilidade limitada”.

Gabarito letra E. Direito Civil para o TRE-MG (AJAJ) Professores: Aline Santiago e Jacson Panichi

Gabarito letra E.

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22. 2009/TRT - 8ª Região (PA e AP) - Juiz - 1ª fase - 2ª etapa Adaptada. Assinale a alternativa incorreta:

a) Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica.

b) O registro da pessoa jurídica declarará o modo por que se administra e representa, ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente.

c) Pode ser criada uma fundação por meio de testamento particular mediante dotação de bens livres, determinando-se o fim a que se destina e, facultativamente, o modo de administrá-la.

d) A existência legal de todas as pessoas jurídicas começa com a inscrição dos seus atos constitutivos no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo, decaindo em três anos o direito de anular sua constituição, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro.

e) a desconsideração da personalidade jurídica é medida excepcional, diante da autonomia patrimonial de que goza a pessoa jurídica.

Comentário.

Com exceção da alternativa “d” que está incorreta, sendo, portanto, o gabarito, as demais são bastante literais. A desconsideração da pessoa jurídica é medida excepcional a regra é de que não se confunde o patrimônio da PJ com o de seus sócios e de seus administradores, entretanto, o patrimônio destes pode ser alcançado em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou pela confusão patrimonial. O juiz pode decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo. O registro da pessoa jurídica declarará: I - a denominação, os fins,

a sede, o tempo de duração e o fundo social, quando houver; II - o nome

e a individualização dos fundadores ou instituidores, e dos diretores; III - o modo por que se administra e representa, ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente; IV - se o ato constitutivo é reformável no tocante à administração, e de que modo; V - se os membros respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais; VI - as

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condições de extinção da pessoa jurídica e o destino do seu patrimônio, nesse caso. A instituição de uma fundação será feita por escritura pública ou testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e declarando, se quiser (facultativamente), a maneira de administrá-la. A alternativa “d” é o gabarito e está incorreta devido à palavra “todas”. Não são todas as pessoas jurídicas que tem o início de sua existência legal com a inscrição de seus atos constitutivos. CC Art. 45:

Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo. Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro.

Gabarito D.

23. 2010/TRT - 2ª REGIÃO (SP) - Juiz - prova 2 Adaptada. Assinale a alternativa incorreta.

a) Em caso de abuso de personalidade jurídica caracterizada pelo desvio de finalidade ou confusão patrimonial poderá ser declarado judicialmente que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica.

b) Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos; não havendo reciprocidade de direitos e obrigações entre os associados.

c) As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, desde que se comprove que houve por parte dos agentes culpa ou dolo.

d) Os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto poderá instituir categorias com vantagens especiais.

Comentário.

A alternativa “a” já foi comentada acima, observe como as questões se repetem. Quanto às alternativas “b” e “d” são referentes a associações:

Art. 53. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos.

Parágrafo único. Não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos.

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Art. 55. Os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto poderá instituir categorias com vantagens especiais. Uma boa exemplificação deste art. 55 é o que se refere a atividades exclusivas de alguns sócios, por exemplo, em função de sua formação profissional e técnica estes gozam de vantagens especiais. Cada um

exerceria determinada atividade dentro da associação de acordo com suas qualificações profissionais.

O assunto responsabilidade civil será objeto de nossa aula 04. Aqui

você deve ter em mente apenas o art. 43, onde; não há necessidade da comprovação de dolo ou culpa, estes serão necessários apenas em caso de ação contra os agentes públicos causadores do dano. A responsabilidade das pessoas jurídicas de direito publico interno é objetiva, independe de dolo ou culpa, com base no risco administrativo. Os únicos requisitos são: ¹dano, ²ação administrativa e ³nexo causal entre o dano e a ação administrativa.

Gabarito, letra C.

24. CESPE 2011/TRF - 5ª REGIÃO/Juiz. A respeito da teoria da desconsideração da personalidade jurídica, assinale a opção correta.

a)

Pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos não são atingidas pela referida teoria.

b)

possível que a própria pessoa jurídica invoque em seu favor a teoria da desconsideração.

É

c)

O

encerramento irregular da pessoa jurídica basta para caracterizar

o abuso da personalidade jurídica.

d)

Para a aplicação dessa teoria, é crucial que se comprove a insolvência da pessoa jurídica.

e)

Por ser necessariamente interpretada de forma estrita, essa teoria não é admitida na forma inversa.

Comentário.

A responsabilização dos administradores e sócios pelas obrigações

imputáveis à pessoa jurídica, em regra, não encontra amparo tão- somente na mera demonstração de insolvência para o cumprimento de suas obrigações- Teoria menor da desconsideração da personalidade jurídica. Faz-se necessário para tanto, ainda, ou a demonstração do desvio de finalidade, ou a demonstração da confusão patrimonial. Desconsideração “inversa” é quando se busca alcançar bens de sócio que se valeu da pessoa jurídica para ocultar ou desviar bens pessoais, com prejuízo a terceiros. O sócio, neste caso, coloca os bens em nome da pessoa jurídica com a intenção de oculta-los. Então se busca na ação estes bens que “pertencem” a pessoa jurídica. 1.º TACivSP- RT 614q109: “É admissível a penhora de dos bens de pessoa jurídica sócia majoritária daquela que é executada.”

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Lembrem-se as PJ assim como as pessoas naturais tem personalidade e podem ser partes em ações judiciais.

Gabarito letra B.

25. VUNESP 2011/TJ-SP/Titular de Serviços de Notas e de Registros. Ao examinar o estatuto de uma associação, o oficial registrador civil de pessoa jurídica deverá emitir nota devolutiva quando o estatuto

a) estabelecer categorias de associados com vantagens especiais.

b) omitir a forma de aprovação das contas.

c) estabelecer o quórum qualificado de três quartos dos associados para realizar qualquer alteração estatutária.

d) omitir forma de destinação do patrimônio quando dissolvida a associação.

Comentário.

Para resolução desta questão precisamos analisar o que é preciso e o que não é preciso constar do estatuto, então vejamos:

CC Art. 54. Sob pena de nulidade, o estatuto das associações conterá:

I - a denominação, os fins e a sede da associação;

II - os requisitos para a admissão, demissão e exclusão dos associados;

III - os direitos e deveres dos associados;

IV - as fontes de recursos para sua manutenção;

V o modo de constituição e de funcionamento dos órgãos deliberativos;

VI - as condições para a alteração das disposições estatutárias e para a

dissolução. VII a forma de gestão administrativa e de aprovação das respectivas contas.

Ou seja, todos estes itens são necessários para a validade do

estatuto, caso não conste as informações acima o estatuto será nulo. Como visto anteriormente o estatuto pode estabelecer categorias com vantagens especiais (por exemplo, devido à qualificação profissional). O estatuto pode ser omisso quanto ao remanescente do patrimônio

líquido, isto está no art. 61:

seu patrimônio líquido, depois de deduzidas, se for o caso, as quotas ou frações ideais referidas no parágrafo único do art. 56, será destinado à entidade de fins não econômicos designada no estatuto, ou, omisso este, por deliberação dos associados, à instituição municipal, estadual ou federal, de fins idênticos ou semelhantes.”

“Dissolvida a associação, o remanescente do

Diante disto, temos como gabarito a alternativa “b”, pois é necessário que o estatuto informe a forma de gestão administrativa e de aprovação das respectivas contas.

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26. FCC 2007/TRE-SE/Técnico Judiciário - Área Administrativa. De acordo com o Código Civil brasileiro, constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos. Com relação às associações é correto afirmar que:

a) A qualidade de associado é transmissível, se o estatuto não dispuser o contrário.

b) É facultado ao estatuto das associações conter a forma de gestão administrativa e de aprovação das respectivas contas.

c) Os associados devem ter iguais direitos, não podendo o estatuto instituir categorias com vantagens especiais.

d) A convocação dos órgãos deliberativos far-se-á na forma do estatuto, garantido a 1/5 dos associados o direito de promovê-la.

e) É facultado ao estatuto das associações conter os requisitos para a admissão, demissão e exclusão dos associados.

Comentário.

Itens “b”, “c” e “e” errados conforme já exposto anteriormente. Item “a” errado. É o contrário do que está expresso no art. 56: A qualidade de associado é intransmissível, se o estatuto não dispuser o contrário. Lembre-se a qualidade de associado pode ser transmissível, desde que o estatuto permita. A assembleia geral é o órgão máximo da associação, deliberativo, com altas atribuições, inclusive, privativamente, as atribuições de destituir os administradores e alterar o estatuto. Sua convocação é feita conforme estatuto, garantido a 1/5 do associados o direito de promovê-la.

Gabarito letra D.

27. FCC 2011/TRE-RN/Analista Judiciário - Área Judiciária. Considere as assertivas abaixo a respeito das Associações.

I. A convocação dos órgãos deliberativos far-se-á na forma do estatuto, garantido a um quinto dos associados o direito de promovê-la.

II. Os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto poderá

instituir categorias com vantagens especiais.

III. A qualidade de associado é transmissível, se o estatuto não dispuser o

contrário.

IV. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem

para fins não econômicos. Há, entre os associados, direitos e obrigações

recíprocos.

Está correto o que se afirma APENAS em

a) I e II. b) I, II e III. c) III e IV. d) I,

a) I e II.

b) I, II e III.

c) III e IV.

d) I, II e IV.

e) II e IV.

Comentário.

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Afirmativa I correta de acordo com o art. 60. A convocação dos órgãos deliberativos far-se-á na forma do estatuto, garantido a 1/5 (um quinto) dos associados o direito de promovê-la. Afirmativa II correta de acordo com o art. 55. Os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto poderá instituir categorias com vantagens especiais. Afirmativa III errada de acordo com o art. 56. A qualidade de associado é intransmissível, se o estatuto não dispuser o contrário. Afirmativa IV errada de acordo com o art. 53. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos. Parágrafo único. Não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos.

Gabarito letra A.

28. FGV 2008/TCM-RJ/Procurador. A respeito das associações, não é correto afirmar que:

a) são pessoas jurídicas de direito privado.

b) são vinculadas a fins não-econômicos.

c) os sócios estabelecem entre si direitos e obrigações.

d) são reguladas por estatutos.

e) permitem a existência de associados com vantagens especiais.

Comentário.

Questão bastante didática, boa para você memorizar o assunto. A única alternativa errada e, portanto, o gabarito da questão é a alternativa “c”. CC Art. 53. Parágrafo único. Não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos.

Gabarito letra C.

29. FCC 2003/TRE-AC/Analista Judiciário - Área Judiciária. O direito de anular a constituição de pessoa jurídica de direito privado, por defeito do ato respectivo, decai em

a) cinco anos, da publicação de sua inscrição no registro.

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b) cinco anos, do ato constitutivo.

c) cinco anos, do registro.

d) três anos, do ato constitutivo.

e) três anos, da publicação de sua inscrição no registro.

Comentário.

Questão literal. Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo. Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro.

Gabarito letra E.

30. FCC 2010/MPE-RS/Secretário de Diligências. De acordo com o Código Civil, inclui-se entre as pessoas jurídicas de direito público interno EXCETO

a) as associações públicas.

b) o Ministério Público.

c) o Distrito Federal.

d) os Territórios.

e) as Autarquias.

Comentário.

Questão literal. Art. 41: São pessoas jurídicas de direito público interno:

I - a União; II - os Estados, o Distrito Federal e os Territórios;

III - os Municípios;

IV - as autarquias, inclusive as associações públicas;

V - as demais entidades de caráter público criadas por lei.

Cabe destacar que o Ministério Público é um órgão do poder público e não uma pessoa jurídica com personalidade própria.

Gabarito letra B.

31. FUNDEP 2011/MPE-MG/Promotor de Justiça. Quanto à possibilidade de alteração do estatuto de uma fundação de direito privado, é CORRETO afirmar que

a) deverá ser deliberada por, no mínimo, três quintos dos competentes para gerir e representar a fundação.

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b) não poderá contrariar ou desvirtuar a finalidade para a qual foi constituída

c) deverá ser homologada pelo Poder Judiciário, ouvido o órgão do Ministério Público.

d) quando não houver sido aprovada por votação unânime, os administradores da fundação, ao submeterem o estatuto à homologação pelo Poder Judiciário, requererão que se dê ciência à minoria vencida para impugná-la, se quiser, em 10 (dez) dias.

Comentário.

A principal vantagem de resolver muitas questões é que você passa a conhecer o que é mais cobrado nos concursos.

CC Art. 67. Para que se possa alterar o estatuto da fundação é mister que a

reforma:

I - seja deliberada por dois terços dos competentes para gerir e representar a fundação;

II - não contrarie ou desvirtue o fim desta;

III - seja aprovada pelo órgão do Ministério Público, e, caso este a

denegue, poderá o juiz supri-la, a requerimento do interessado. Art. 68. Quando a alteração não houver sido aprovada por votação unânime, os administradores da fundação, ao submeterem o estatuto ao órgão do Ministério Público, requererão que se dê ciência à minoria vencida para impugná-la, se quiser, em dez dias.

Gabarito letra B.

32. PUC-PR 2011/TJ-RO/Juiz. Acerca das pessoas jurídicas, assinale a única alternativa CORRETA.

a)

As associações se organizam para fins não econômicos, estabelecendo em seus estatutos, entre outros, os direitos e deveres dos associados e direitos e deveres recíprocos entre a pessoa dos associados.

b)

As pessoas jurídicas elencadas no Código Civil são de direito público, interno ou externo, e de direito privado. Entre elas encontram-se as organizações religiosas.

c)

Para alterar estatuto da fundação a reforma deverá ser deliberada por dois terços dos competentes para gerir e representá-la. Se aprovada por quatro quintos, em face da ampla maioria, ao

submeter o estatuto ao órgão do Ministério Público, é desnecessário

o

requerimento de ciência à minoria vencida para impugná-la, se

 

quiser.

d)

O

prazo para anular a constituição das pessoas jurídicas de direito

privado, por defeito do ato respectivo, decai em dois anos, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro.

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e) Os associados devem ter iguais direitos, vedado ao estatuto da associação instituir categorias com vantagens especiais.

Comentário.

Todas as alternativas já foram comentadas anteriormente.

Gabarito letra B.

33. CESPE 2008/TRT - 1ª REGIÃO (RJ)/Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução de Mandados. A pedido do Ministério Público, José, juiz de direito, em ação que lhe competia intervir, decidiu estender aos bens de uma pessoa jurídica os efeitos patrimoniais de obrigação assumida por pessoa física que figura como sua sócia majoritária. José entendeu que, em decorrência da confusão patrimonial entre as referidas pessoas jurídica e física, houve lesão ao credor.

Considerando a situação hipotética acima, assinale a opção correta.

a)

A decisão de José implica desconsideração da personalidade jurídica, mas, não poderia ter sido tomada, nessa situação, pois depende exclusivamente de pedido das partes, e não, do Ministério Público.

b)

O CC prevê, de forma expressa, a possibilidade de o juiz determinar

a desconsideração da personalidade jurídica. No entanto, a decisão

tomada no caso em tela não encontra amparo na doutrina ou na jurisprudência, pois foi atingido o patrimônio da pessoa jurídica, quando deveria ter sido atingido o patrimônio da pessoa física.

c)

A decisão foi correta, eis que aplicou a chamada teoria da desconsideração da personalidade jurídica, que, no Direito brasileiro, possui fonte exclusivamente jurisprudencial, sem que haja previsão legal expressa desta possibilidade no CC.

d)

Nessa situação, José aplicou corretamente o que a doutrina

denomina de desconsideração inversa da personalidade jurídica, atingindo-se o patrimônio da pessoa jurídica para garantir a satisfação da obrigação assumida pela pessoa física que compõe o quadro societário da primeira.

e)

A

decisão foi incorreta eis que, conforme disciplina a matéria no CC,

demandaria prova robusta do propósito de fraudar a lei ou de cometer ato ilícito, requisitos de ordem subjetiva imprescindíveis à aplicação da desconsideração da personalidade jurídica segundo o mencionado diploma.

Comentário.

Desconsideração “inversa” é quando se busca alcançar bens de sócio que se valeu da pessoa jurídica para ocultar ou desviar bens pessoais,

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com prejuízo a terceiros. O sócio, neste caso, coloca os bens em nome da pessoa jurídica com a intenção de oculta-los. Então se busca, na ação contra o sócio, estes bens que “pertencem” a pessoa jurídica.

Gabarito letra D.

34. FCC 2011/DPE-RS/Defensor Público. Assinale a alternativa que contém a afirmação correta em relação ao assunto indicado. Pessoas jurídicas de direito privado, seu processo de personificação e desconsideração de sua personalidade jurídica.

a) Não se aplica às pessoas jurídicas a proteção dos direitos da personalidade.

b) A existência legal das pessoas jurídicas de direito privado começa com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, sendo exigível, em regra, autorização estatal para a sua criação e personificação.

c) Nos termos do Código Civil, a desconsideração da personalidade jurídica exige a comprovação de fraude ou abuso de direito, sendo prescindível, nesses casos, a demonstração de insolvência da pessoa jurídica, mas necessária a prova da má-fé do sócio gestor.

d) É cabível a desconsideração da personalidade jurídica "inversa", visando a alcançar bens de sócio que se valeu da pessoa jurídica para ocultar ou desviar bens pessoais, com prejuízo a terceiros.

e) A teoria da desconsideração da personalidade jurídica não alcança as pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos ou de fins não econômicos.

Comentário.

O comentário que devemos fazer aqui é o seguinte; o bem do sócio, na realidade, está com a pessoa jurídica. A interpretação da questão realmente é um pouco complicada, mas é o texto da Jornada IV STJ 284:

“É cabível a desconsideração da personalidade jurídica denominada ‘inversa’ para alcançar bens de sócio que se valeu da pessoa jurídica para ocultar ou desviar bens pessoais, com prejuízo a terceiros”.

Gabarito letra D.

35.

público:

FCC

2010/TCE-AP/Procurador.

a) partido político.

b) associação pública.

c) fundação.

d) organização religiosa.

e) empresa pública.

É

pessoa

jurídica

de

direito

Comentário. Direito Civil para o TRE-MG (AJAJ) Professores: Aline Santiago e Jacson Panichi - Aula

Comentário.

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Observe novamente o cuidado que você deve ter com