Número 24, set. 2014/jan.

2015

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Dr. Jorge
BIBLIOTECA ESJAC

COMPROMETIDOS
COM A EXCELÊNCIA

Daniel Sousa, presidente do Rotary Club de Tavira; Norberto Mestre, vice-diretor do Agrupamento
de Escolas Dr. Jorge Augusto Correia; alunos premiados: Fátima Cereja, Mariana Francisco, Tiago
Matos, Teresa Lopes; e Duarte Custódio, diretor do Agrupamento de Escolas Dom Manuel I.

D

iversos são os alunos
empenhados que frequentam a nossa escola,
e alguns alcançam mesmo o nível de
excelência.
É o caso de Fátima Alexandra
Machado Cereja, melhor classificação na conclusão do ensino secundário, Escola Secundária Dr. Jorge
Augusto Correia, e, presentemente, a
frequentar Medicina Dentária na
Universidade de Lisboa.
Pelo elevado desempenho na conclusão do 9.º ano, foram distinguidos
Teresa Vargues de Brito Feijão
Lopes, melhor classificação na con-

clusão do ensino básico, Agrupamento Vertical de Escolas Dom
Manuel I, presentemente a frequentar o 10.º A2; e Mariana Inês de Sousa Gonçalves Francisco e Tiago
Miguel Martins Matos, melhores alunos da Escola Básica Dom Paio
Peres Correia. Estes dois alunos
também optaram pelo Curso de
Ciências e Tecnologias. A Mariana
pertence à turma 10.º A1, enquanto
o Tiago está no 10.º A2.
A nosso pedido, estes alunos redigiram um breve testemunho sobre a
sua experiência escolar no básico e a
sua entrada no ensino secundário.
Poderá lê-los nas páginas seguintes.

CORTA–MATO
O nosso Agrupamento envolveu-se numa mesma atividade
escolar organizada pelo Grupo
disciplinar de Educação Física.
Saiba mais na página 24.

Nesta edição:
Prémios de Mérito
Parcerias Multilaterais
Projetos
Ensino Básico
Eco dos Espaços
Escrita Criativa
Línguas
Ciências Experimentais
Ciências Sociais e Humanas
Concursos
Expressões

PRÉMIOS DE MÉRITO
Testemunho de Teresa Lopes

Esta é uma outra etapa da nossa vida

S

er aluno é uma possibilidade que nem todos têm, mas nós
temo-la e, por vezes, não a queremos. Muitos lutam para terem a
educação que temos, para terem
aulas e irem à escola, enquanto
outros rejeitam a oferta do estudo.
No que me diz respeito, a
experiência que tive no Ensino
Básico foi muito boa, tive a oportunidade de aprender diferentes
matérias sobre diferentes áreas,
tive muito bons professores e uma
boa escola (a D. Manuel I). Tive
também que estudar e esforçar-me
bastante. Pode ter sido um tanto
cansativo, porém, deu resultado.
Tentei aproveitar as possibilidades
de aprendizagem que me foram
oferecidas, ao mesmo tempo que
fiz importantes amizades para a
minha vida pessoal.
No secundário, a experiência é
um pouco diferente. Há uma redução no número de disciplinas, surgem disciplinas novas no currículo
e há um maior grau de dificuldade
nas disciplinas que já tínhamos no
básico. Em todas se aprendem
novas matérias. Pode haver também uma maior pressão sobre nós
mesmos, sentimos que a nossa atitude pode ter um maior reflexo no
nosso futuro. Temos que aprender
a lidar com essa pressão e pensar
que esta é uma outra etapa da nossa vida e que a palavra de ordem é
“adaptação”.
Teresa Lopes, 10.º A2,
3 de novembro de 2014
Página 2

Testemunho de
Tiago Matos

Uma grande
mudança

S

er estudante na Escola
EB 2/3 D. Paio Peres
Correia foi uma experiência bastante positiva, cresci
enquanto pessoa e evoluí em termos de conhecimento. Esse crescimento deveu-se em grande parte
aos bons professores que tive logo
desde o início, aos colegas e ao
próprio ambiente que se vive na
escola.
Tudo isto contribuiu para
que o meu interesse e motivação
pelas aprendizagens fosse crescendo, o que me levou a tentar superar as dificuldades com estudo e
dedicação, no sentido de conseguir
ter sempre boas notas.
A passagem para a Escola
Secundária representa uma grande
mudança, que implica uma boa
capacidade de adaptação e, mais
uma vez, motivação para superar
as dificuldades e para continuar a
atingir os meus objetivos pessoais,
que passam sempre por me esfor-

PRÉMIOS DE MÉRITO
Testemunho de Mariana Francisco

Pais brilhantes, professores fascinantes

N

çar para fazer o melhor possível,
para continuar a ter boas notas e a
ser um bom aluno.
Passados cerca de dois
meses desde o início das aulas, já
se nota a diferença do ensino básico para o secundário, sendo necessário estudar mais para acompanhar as matérias e obter bons
resultados nos testes.
Contudo, o bom ambiente
continua a existir, as minhas antigas amizades mantêm-se e estou a
fazer novos amigos, que me fazem
sentir cada vez mais integrado e
com vontade de avançar com os
meus objetivos.
Tiago Matos, 10.ºA2

ão é o título do livro
de Augusto Cury,
mas esta frase espelha bem a razão
do sucesso de um aluno. Pais e
professores são elementos essenciais para um aluno ultrapassar os
obstáculos ao longo da sua vida
escolar e conseguir alcançar os
seus objetivos.
Tanto o infantário como o primeiro ciclo são pilares para a construção de um aluno de sucesso.
A passagem do segundo para o
terceiro ciclo foi a mais complicada, pois as disciplinas dobram,
colegas e amigos separam-se pela
escolha da segunda língua… É
também uma idade difícil. Não se é
criança e a adolescência quer
impor-se.
Embora o oitavo ano seja,
supostamente, um ano difícil, ultrapassei-o criando novos métodos de
trabalho. Senti a necessidade de
criar hábitos de estudo mais regulares. E o facto de ter outros alunos
na turma empenhados e dedicados

fez com que me dedicasse mais. A
competição saudável e a empatia
que se vai ganhando com os professores são sempre benéficas para
a aprendizagem dos alunos.
No início de agosto deste ano,
os manuais escolares encomendados já tinham chegado, mas ali
estavam eles dentro da caixa e eu
demasiado nervosa para os abrir.
Sentia que o meu esforço até ao
nono ano tinha sido apenas um
treino. A verdadeira maratona iria
começar no décimo ano. Sentir que
o meu futuro está dependente dos
meus resultados nos próximos três
anos é deveras assustador!
Apesar da minha ansiedade, sinto-me de certo modo aliviada e
mais tranquila, pois a adaptação
não está a ser difícil.
A ambição deve estar presente,
tal como o sonho, mas é necessário ser-se cauteloso, humilde e
controlar as expectativas a fim de
não sofrer nenhuma desilusão.
Mas, tal como disse, Winston
Churchill: “O otimista vê oportunidade em cada dificuldade.”
Mariana Francisco,
10.º A1

Página 3

SOLIDARIEDADE
Feirinha

Feira “ Hora da Troca”
Por Fernanda Cruz , professora de Secretariado

de Natal

N

o âmbito da Semana Europeia de Prevenção da Produção
de Resíduos, que decorreu entre 22 e 30 de novembro de
2014, as turmas dos Cursos Profissionais, do 11.º ano, Técnico de
Comércio e Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos, promoveram na Escola dois momentos em que foi possível trocar artigos
diversos.
A ação pretendeu incentivar a troca direta de objetos em condições
de serem utilizados. Podemos dizer que os alunos não só aderiram a
esta ação como também foram sensibilizados para a importância da reciclagem, troca e doação de objetos que podem ser úteis para outras pessoas, evitando assim a acumulação de resíduos em aterros, e outros sistemas de recolha de resíduos sólidos.
Esta ação foi divulgada pela ALGAR - valorização e tratamento de
resíduos sólidos, SA., junto do Agrupamento de Escolas Dr. Jorge
Augusto Correia –Tavira.
O que não foi trocado, durante a feira, foi doado à Loja Social de
Tavira.

O

s alunos com acompanhamento no domínio da Educação Especial, Luís
Romão, 12.º E, e Inês Custódio,
11.º E, também se dedicam a atividades manuais e, com a orientação
das professoras Patrícia Anica e
Margarida Correia, organizaram, na
Sala Polivalente dos Alunos, uma
«Feirinha de Natal». Todos os
objetos expostos tinham uma função útil e eram uma boa sugestão
para presentes de Natal.
Página 4

CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS
Filosofia
Lógica informal: argumentação e retórica
Não aceitei um emprego em Wall Street para ir ensinar profissionalmente os desempregados e participar em programas pósescolares para as crianças das ruas em Chicago.
Recusei as grandes firmas de advogados, que lidam com muito
dinheiro, para levar justiça aos que não têm poder, como advogado
de direitos civis.
Enfrentei os lobistas de Illinois e juntei republicanos e democratas para ampliar os cuidados de saúde para 150 mil pessoas e
aprovar a primeira grande campanha para a reforma das finanças, como não se fazia há 24 anos; e fiz o mesmo em Washington
quando aprovámos a mais dura reforma dos lóbis desde Watergate. Sou o único candidato nesta corrida que não se limita a falar
de tirar poderes aos lobistas; realmente foi o que eu fiz!
Obama, “O Nosso Momento é Agora”, Des Moines, Iowa, 27/12/2007, in
Leanne, Falar como Obama, Lua de Papel, 2009, p.131.

A estratégia de persuasão claramente valorizada neste excerto é a utilização do ethos. Ethos são os meios técnicos de persuasão, criados e preparados pelo orador, que se fundem no caráter moral do orador. No excerto
persuade-se pelo ethos, pois o discurso de Obama é proferido de maneira a deixar no auditório a impressão de
que o seu caráter moral o torna digno de fé, credibilidade e confiança. Ethos é, portanto, o tipo de argumentação em que o discurso do orador, neste caso, o discurso de Obama, põe em evidência as virtudes do seu caráter, tornando assim mais provável a adesão do auditório à tese que ele irá apresentar.
Tânia Martinho, 11.ºA3

Os meios técnicos de persuasão são de três tipos: os que se
fundem no caráter do orador (ethos), os que residem na condição
de quem ouve (pathos) e os que se prendem com o próprio discurso (logos). A estratégia de persuasão valorizada neste excerto é o
ethos, uma vez que podemos observar as características deste meio
técnico de persuasão no discurso de Obama. O Ethos diz respeito
ao caráter do orador, que se for íntegro, honesto e responsável
conquista mais facilmente o público.
Para além da integridade, o orador deve possuir outras competências se quiser ter sucesso, como a capacidade de dialogar (tanto
de comunicar como de ouvir), de optar, quer pela forma como
apresenta os argumentos, quer pela maneira como se adapta ao
auditório, de pensar e de se comprometer. Por isso, ser-se uma
pessoa cuja opinião é valorizada pelo público, já é uma boa qualidade.
Ora, é precisamente isto que Obama faz no seu discurso, mostra ao auditório que é uma pessoa honesta, corajosa, defensora da
justiça e da igualdade, bem como um homem de ação, ou seja,
alguém que se compromete e assume a responsabilidade do seu
compromisso. Deste modo, Obama apresenta as suas múltiplas
virtudes ao auditório, seduzindo-o através da palavra e da ação.
Daniela Borges, 11.ºA3
Artigos orientados pela professora de Filosofia, Carla Sardinha

Página 5

PARCERIA MULTILATERAL
Programa Comenius
O relatório de progresso relativo ao primeiro ano da Parceria multilateral "Working with movies - moving people and their ideas" mereceu um excelente parecer
da Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação. Esta destaca a "excelente
dinâmica entre todos os parceiros, resultando em produtos bem estruturados e no envolvimento dos jovens na sua conceção e elaboração", a "excelente execução financeira" e
"o rácio entre professores (4) e alunos participantes nas mobilidades (12), sendo esta
estratégia o espelho de uma escola claramente inclusiva".
Assim, foi com redobrado ânimo que a equipa de professores, alunos e encarregados
de educação (sempre disponíveis para receber em suas casas um aluno de uma outra
escola europeia) começaram as atividades e mobilidades para o ano letivo 2014/2015.

4º Encontro em Vinkovci, Croácia

A

Por Isabel Martins (12.ºC2) e Valentina Martínez (12.ºA2)

participação
da
Escola
Secundária
Dr. Jorge Augusto
Correia no Programa
Comenius, Projeto Multilateral de
parceria entre sete escolas europeias, "Working with movies moving people and their ideas",
permitiu a participação de mais
duas professoras, Fátima Pires e
Edite Azevedo, e de duas alunas,
Isabel Martins e Valentina Martínez, no 4.º encontro, em Vinkovci,
Croácia, de 22 a 26 de setembro de
2014. O diretor do nosso Agrupamento, professor José Baía,
também acompanhou a delegação
da Tavira.
A viagem começou com uma
espera de 8 horas no Aeroporto de
Lisboa. Ao chegarmos a Vinkovci ,
assistimos a um exemplo da hospitalidade croata, já que, apesar da
hora, nos receberam com os braços abertos. Os cinco dias seguintes podem ser descritos como uma
das nossas melhores experiências
vividas.
Vinkovci é, sem dúvida, uma
cidade esplêndida, não só a mais
antiga da Europa, como também
uma das mais afetadas pela guerra
civil, que ocorreu há pouco mais
de 20 anos e da qual ainda há vestígios evidentes na sua
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paisagem. A hospitali-

dade e amabilidade croata, em geral, são surpreendentes. Dado não
ser uma cidade muito turística, ao
repararem
que
éramos
estrangeiros, as pessoas mostravam
-se curiosas acerca do nosso país e
da nossa cultura.
A sua gastronomia é muito
pouco diversificada pelo que a
população se alimenta à base de
carne, apresentando uma variedade
mínima de peixe, legumes e fruta.
No entanto, almoçámos todos os
dias num restaurante que nos serviu deliciosas comidas típicas. A
sua população é muito amiga do
álcool, principalmente os jovens, e
naturalmente alegre.
Durante a semana que passámos em Vinkovci, nada nos faltou.
Tivemos a oportunidade de assistir
a um filme nacional nomeado para
os Óscares, "Cowboys", bem

como assistir à exibição das curtametragens croata e espanhola, as
quais se centravam nos temas do
cyber bullying e da homossexualidade, respetivamente. Realizámos
diversos debates interculturais,
onde pudemos ouvir opiniões dos
restantes alunos que participaram
no projeto. Durante estes dias,
visitámos o Parque Natural de Papuk, um lugar fascinante que
consegue apaixonar qualquer um
graças à sua natureza e sensação
de liberdade.
Como alunas, nunca vamos
esquecer a nossa semana na Croácia, nem as pessoas e culturas fantásticas que tivemos oportunidade
de conhecer e que nos acolheram
e nos fizeram sentir como em
casa. Foi, sem dúvida alguma, uma
das melhores semanas das nossas
vidas.

PARCERIA MULTILATERAL
Programa Erasmus+
Lançamento do Projeto TEAARS

N

o âmbito do Programa Erasmus +, Projeto
“Technology
and Arts for at Risk Students” (TEAARS), entre os dias 1
e 6 de dezembro de 2014, os alunos Bernardo Mana (11.ºA1),
Maria Medeiros (10.ºE), Mariana
Castro Sousa (10.ºA2) e Tiago
Gonçalves (11.ºE), acompanhados
pelas professoras Ana Cristina
Matias e Edite Azevedo, participaram no primeiro encontro desta
nova parceira multilateral que
decorreu na Grécia.
Ficámos instalados em Livadeia (ou Levadia), cidade situada
no centro da Grécia, a 130 Km de
Atenas, numa zona montanhosa.
O primeiro dia, o da viagem,
foi bastante atribulado, devido à
paralisação no handling dos aeroportos portugueses, e, como consequência, chegámos a Atenas às 2
da madrugada, quando a hora prevista era 16:30h do dia anterior, e
sem qualquer bagagem.
No dia 2, chegámos a Livadeia, naturalmente muito cansados,
mas tivemos uma excelente receção. Nesse dia, fomos a Delphi
(Santuário de Delphus) visitar o
museu de arqueologia e fomos ainda conhecer a vila de Arachova.
No dia seguinte, fomos recebidos na escola básica de Orchomenos e visitámos o museu
arqueológico local, bem como a
sua igreja. À noite foi-nos oferecida uma audição de um coro local
de Livadeia. A Maria Medeiros
teve oportunidade de mostrar um
pouco do seu talento tocando, de
improviso, um tema ao piano.
Na
quinta-feira,
fomos

Por Mariana Castro Sousa, 10.º A2

conhecer o 1st General Lyceum of
Livadeia, a escola secundária dos
nossos anfitriões, o Bernardo e a
Mariana apresentaram e comentaram, em inglês, um vídeo sobre
Tavira e a nossa escola, previamente realizado pela nossa equipa, e,
finalmente, a nossa bagagem chegou.
Visitámos, no dia 5, o museu
arqueológico em Chaeronia e o
Osios Luckas Monastery, onde
almoçámos com os monges. À noite, os nossos colegas gregos organizaram uma festa em nossa honra,
com muita comida e animação.
No último dia do encontro,
regressámos a Atenas, visitámos a

Acrópole e o seu museu. Por fim,
almoçámos na enorme Marina de
Atenas e despedimo-nos dos nossos parceiros.
O dia 7 foi o do regresso a
Portugal, tendo a viagem decorrido
com normalidade.
Este intercâmbio foi para
nós muito enriquecedor, pois a
Grécia é um país com um património histórico e natural enorme. A
nível cultural tivemos também a
oportunidade de observar algumas
diferenças e semelhanças entre os
dois países. O tempo esteve sempre excelente e o convívio com os
colegas gregos foi muito bom, são
pessoas muito simpáticas e hospitaleiras. Página 7

PROJETOS
10.ª Semana da Juventude em Tavira
Por Luís António Silva, coordenador de projetos do 1.º/2.º/3.º ciclos/PES

Na 10.ª Semana da Juventude, no dia 28 de setembro e no Jardim do Coreto, esteve presente a banda
musical D. Paio Art Club do nosso agrupamento. O grupo é ensaiado pelo professor de música Domingos
Ramalho (baixo) e integra Bernardo Gil (guitarra), 11.ºA1; Daniela Azevedo (vocalista), 11.ºC2; Jorge Lázaro,
(vocalista e fotógrafo), 11.ºC2; João Bastos, 11.ºC1 / Pedro, 9.º ano (bateria) e Ricardo Pires (guitarra), 10.ºA3.
Esta iniciativa teve o apoio da Câmara Municipal de Tavira, da “Baixa de Tavira” e da “Dieta Mediterrânica”.

Sessões sobre macrobiótica—Dia da alimentação saudável

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ENSINO BÁSICO
Escola Dom Paio Peres Correia

Uma escola em ação

A

pós a Receção aos Encarregados de Educação dos alunos do 2.ºciclo, estes dirigiram-se ao
auditório da EB 2/3 Dom Paio Peres Correia para tomarem conhecimento de algumas das atividades constantes da parceria entre a escola e o Centro de Saúde de Tavira.
No dia 12 de setembro 2014 estiveram presentes, para além do coordenador do PES, a enfermeira Mafalda
Lopes, a fisioterapeuta Ana Pereira e a higienista oral Ana Figueiredo.
A Semana da Música aconteceu de 29 de setembro a 3 de
outubro de 2014 com a exibição consecutiva, durante os tempos
letivos diários, de filmes alusivos ao tema, e onde as turmas se inscreviam com os respetivos professores. Esta atividade foi um êxito,
como tem acontecido em anos letivos transatos, e foi dinamizada
pelo grupo disciplinar de educação musical.
Nos dias 10 e 16 de outubro de 2014, decorreu a primeira
fase das sessões sobre Postura Corporal, para alunos do 5.º ano de
escolaridade e em sala de aula. De caráter teórico, estas sessões sensibilizaram os alunos para os cuidados preventivos essenciais a ter
para a saúde das costas, tendo sido dinamizada pela fisioterapeuta
Ana Pereira. Nos segundo e terceiros períodos, realizar-se-ão outras
sessões de caráter prático com o objetivo de os alunos aplicarem os
ensinamentos dados em situações reais. Estas sessões são acompanhadas por elementos do Centro de Saúde de Tavira.
Já a sensibilização para os temas Alimentação Saudável e
Sustentabilidade do Planeta, dirigida a alunos do 9.ºano e dos
Cursos Vocacionais, ocorreu em sessões realizadas nos dias 14 e 16
de outubro de 2014 . Esta atividade da iniciativa da professora Paula
Serrano, em colaboração com o PES, foi dinamizada por um orador
externo, Miguel Gandara, do Instituto Macrobiótico Português, e a
enfermeira Mafalda Lopes que falaram sobre a ligação deste tema
com a DIETA MEDITERRÂNICA. Durante estas sessões, foram
abordadas as pirâmides alimentares de diversos continentes e as
suas interligações. Foi salientado que qualquer tipo de alimentação deverá estar sempre associado à sustentabilidade dos recursos naturais/ alimentares.
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PROJETOS
Socorrismo — INEM
Por Luís António Silva, coordenador de projetos do 1.º/2.º/3.º ciclos/PES
Decorreu, no dia 21 de outubro de 2014, uma atividade de sensibilização para problemas de segurança e de emergência médica
nas escolas JI/EB1 de Conceição (fotos 1, 2 e 3) e EB1 de Cabanas (fotos 4, 5 e 6). Esta atividade, inscrita no PAA e integrada no
PES. teve o apoio das enfermeiras Emília Justo e Mafalda Soares do INEM.

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Antibióticos naturais
Pesquisas recentes da OMS
(Organização Mundial de Saúde)
revelam que formas tradicionais de
tratamento, com base na medicina
natural, têm efeitos bastante positivos no combate às bactérias.
Estas, ao longo dos anos, foram
criando resistências aos antibióticos químicos pelo que têm maiores
dificuldades em desenvolver resistência aos produtos naturais.
zimbro

Página 10

Existem ervas e plantas que possuem fortes qualidades antibacterianas. Eis alguns exemplos:
ALHO / ZIMBRO – fortes capacidades de produzir imunidade;
GENGIBRE – saudável estimulante do organismo;

tos;
EUCALIPTO – eficaz
no combate à febre tifoide e difteria;

salva

MEL – sobretudo o mel de flores
silvestres;
ABSINTO – utilizado no combaALOE VERA – eficaz na cicatri- te a estados febris.
Esta lista não esgota, de maneira
zação e feridas;
alguma,
todas as ervas/ plantas que
SALVA – fortemente antissética;
demonstram eficiência no combate
Extrato de SEMENTE de a doenças provocadas por bactérias
TORANJA – muito utilizada resistentes.
na confeção de medicamenLuís António Silva, coordenador do PES

gengibre

ENSINO BÁSICO
Educação Sexual — 3.º/4.º anos
Realizaram-se sessões sobre educação sexual, na EB Horta do Carmo, com o apoio da enfermeira Mafalda Lopes do Centro de Saúde de Tavira. Nestas sessões, os alunos visualizaram um filme, “Já reparaste que
estás a crescer?”, seguido de esclarecimentos às questões apresentadas.

Dia Mundial da Diabetes
Devido à grande incidência desta doença no nosso país, o agrupamento, em parceria com o Centro de
Saúde de Tavira (CST) , na pessoa da enfermeira Mafalda Lopes, promoveu, no dia 14 de outubro de 2014, no
1.º ciclo, ações de sensibilização para a prevenção desta doença e os cuidados alimentares a ter. Foram distribuídos folhetos elaborados pelo CST aos alunos e, através destes, aos Encarregados de Educação.

Técnicas de Relaxamento
Realizaram-se várias sessões, orientadas pelos encarregados de educação Ana
Patrícia Mendes e Fernando
Eduardo, para os alunos do
5.º ano, em sala de aula.
Estas sessões foram muito bem aceites pelos alunos e
tiveram
como
objetivo
melhorar a saúde física e
mental através de uma terapia natural de harmonização
do corpo e da mente.
Página 11

eco dos espaços
Cem palavras para um livro
Anibaleitor retrata a amizade entre um moço amigo do alheio e um monstro de
inteligência superior, ensinando-nos que a leitura pode ser uma ferramenta para a união e
amizade dos indivíduos. Digo isto porque podemos comparar esta situação às diferenças culturais e sociais que existem na nossa sociedade. Além disso, a história de Rui Zink mostrou
ter bastante nível em relação a outras obras da atualidade, conseguiu tornar o impossível
numa história compreensível e é fácil de ler.
Em suma, todos deviam dar uma olhadela a esta história, que pode melhorar o modo
como partilhamos leituras.
João Calhau, 12.ºA2

À primeira vista O Triunfo dos Porcos parece uma fábula normal, daquelas que nos
encaminham para o mundo dos sonhos em crianças. Contudo, esta fábula tem algo de
inquietante. Esta obra, considerada um clássico da literatura, coloca nos animais os defeitos
dos humanos. Uma crítica ao regime comunista bem construída e disfarçada.
O Triunfo dos Porcos revela uma sociedade que promete revolta e reformas no
modo de vida da sociedade animal, porém os do topo da cadeia acabam por romper todos
os mandamentos e promessas que tinham feito. Uma fábula certa para a altura certa.
João Rafael Fonseca, 12.ºA2

Ao longo das cento e vinte e oito páginas desta genial novela, O Físico Prodigioso, Sena pinta e embeleza todo o enredo numa tela medieval, na qual a personagem principal tem a sua “alma vendida ao Diabo”. É de realçar a escrita vanguardista deste prodigioso autor, pois este utiliza uma “dupla narração”, que se apresenta ao leitor em duas
colunas, criando, assim, uma narração simultânea. Nas notas finais do livro, o autor confessa que, para compor esta sublime obra,
se inspirou num livro de índole religiosa, Horto do Esposo, que se opõe aos valores que são
destacados nesta obra.
Liliana Domingues, 12.ºA2

O livro O Fim de Lizzie, de Ana Teresa Pereira, está dividido em duas histórias,
com iguais personagens, cenário e ambiente, no entanto muito diferentes. São narradas por
Kevin, que relata o decorrer da sua vida, fazendo parte dela Lizzie, John e Miranda. Ao longo de ambas as histórias, a autora transmite ao leitor uma sensação de dúvida, inquietação e
confusão, os mesmos sentimentos experienciados pelo narrador.
Ao terminar a leitura, não nos é possível perceber o que realmente acontece, estando
pressuposto que Kevin fora capaz de matar os companheiros de infância. No entanto, considero ter sido uma leitura agradável.
Mariana Corvo, 12.ºA2

O Delfim conta a história de Palma Bravo, herdeiro de um mundo em decomposição, dono da Lagoa, de Maria das Mercês, sua mulher estéril, e de Domingos, seu criado.
Um caçador (o narrador), que todos os anos volta à Lagoa, conta-nos que Domingos apareceu morto na cama do casal Palma Bravo e que Maria das Mercês apareceu a boiar na
Lagoa, sendo o motivo destas mortes uma incógnita.
Gostei bastante do livro, pois a história está repleta de dramas e controvérsias,
que prendem os leitores, tendo cada um de nós oportunidade de imaginar um possível
motivo para o destino das personagens.
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Marina Kovatchki, 12.º A2
Artigos orientados pela professora de Português, Ana Cristina Matias

eco dos espaços
«Biblioteca: um
mapa de ideias»
Outubro é o mês dedicado à biblioteca e à formação
dos seus utilizadores, por
isso dinamizaram-se várias
sessões de formação, incluindo a realização de um mapa
de ideias com recurso a uma
ferramenta digital (tagxedo)
sobre o tema do ano: Biblio-

Clube Mentes Empreendedoras :
Workshop «Prepara-te»
Por Estela Santos (11.º B)

teca - um mapa de ideias.

Alexandra Navarro e
Luís Oliveira, 10.ºA3

Seguiu-se a Semana da
Filosofia com publicações
de trabalhos de alunos da
professora Carla Sardinha.
A Semana da Cultura
Científica decorreu na última semana de novembro,
com exposição de trabalhos
de Biologia e de Geologia,
alunos dos professores
Aurora Carmo e Rui Carmo,
e, ainda, trabalhos de Física,
orientados pelas professoras
Cristina Castilho e Helena
Bartolomeu.
A primeira semana de
dezembro foi a vez da disciplina de Inglês, professora
Margarida Beato, expor trabalhos sobre organizações de
solidariedade e, por último, a
decoração natalícia da
Biblioteca com a colaboração da professora de Artes,
Zélia Paixão, seus alunos e
ainda da nossa assistente
operacional, Silvina Rios.

o âmbito do Clube
Mentes Empreendedoras, no dia seis
de dezembro de
2014, pelas quinze horas, teve lugar
na Escola Secundária Dr. Jorge
Augusto Correia o workshop” Prepara-te “, com a presença de cerca de
20 elementos.
Foi um dia repleto de experiências, aprendizagens e atividades
que fizeram do nosso sábado, um
sábado muito especial. Através de
inúmeras atividades dinâmicas e
jogos, fortalecemos laços de amizade, solidificámos capacidades e
conhecimentos e alguns de nós
conseguimos criar o corpo do projeto, “o Cabeça-Tronco e Membros.”
O que de facto teve maior relevância neste workshop foram as

N

lições a retirar ao nível do trabalho
de equipa, do saber ceder e ouvir
as opiniões dos colegas, da cooperação entre equipas e nunca desistir
ou deixar que os outros desistam
do seu projeto.
Antes e depois do workshop,
todos tiveram a oportunidade de
escrever palavras num cartaz, descrevendo como seria e como foi o
workshop, e as palavras mais usadas foram: divertido, magnífico,
inspirador, enriquecedor, inesquecível e brutal, não sabes o que perdeste!.., etc.
Este workshop foi repleto de
emoções que apelavam ao companheirismo e à resiliência. Já passava
das 19h quando os últimos resistentes deixaram
por fim a escola. Página 13

ESCRITA CRIATIVA
Mãos na arte
com Rui Zink
A Academia de Música
de Tavira, num programa
de Tela Leão, promoveu,
nos dias 25 e 26 de outubro, uma oficina de escrita,
«Introdução às técnicas de
escrita criativa», dinamizada pelo escritor Rui Zink .
Mui gentilmente, foram
concedidas bolsas de frequência a alunos da nossa
escola interessados em
desenvolver as suas competências de escrita. Entre
outros, os contemplados
foram Artem Sukhenko
(12.º A2), Maria Beatriz
Abrantes (10.º E), Maria
Calejo Pires (11.º C2) e
Mariana Afonso (11.º
A3).

Aqui publicamos uma das experiências de escrita realizadas nessa oficina.

Ébola
Por Miguel Gonçalves,12.ºA2
A tarefa era começar um texto com aproximadamente 20 linhas, em 15 minutos, com a frase:
“parece que tem ébola”. Eu decidi escrever a
página do diário de um enfermeiro português,
em África, que luta contra a doença, e está a
perder.

“Parece que tem ébola.” Porra. Outro. A
cada dia que passa, parece-me mais que
médicos sem fronteiras é mais médicos
sem propósito.
2000 tubos de ensaio, 1500 seringas, 55
sacos de compressas, litros e litros de
soro, mas, afinal, do que é que precisamos
mesmo? Sacos. Sacos e fogo. Incineração.
Queima. Destrói. Mães, filhos, velhos,
novos, recém-nascidos, nem nascidos.
Os mosquitos a picarem acordam-me; no meio deste Inferno tropical, sinto o frio daquela lâmina; ele
está muito ocupado, trabalho é o que não lhe falta, ceifar crianças que se riem a brincar com ramos e trapos.
Falta saber se é daqui que me vai levar. A minha pele é branca, de plástico, as minhas mãos azuis, de látex, os
meus olhos de acrílico, a minha cara filtrada.
Queria ser enfermeiro, queria ser um herói! Pouco sabia que a diferença entre o Céu e o Inferno era
dois mil e tal quilómetros. E agora rezo. Rezo ao Deus que me parece mais distante que a
minha própria casa, para me proteger de uma coisa que eu nem consigo ver.
Página 14

ESCRITA CRIATIVA
Requerimento
Por Maria Beatriz Carmo, 10.ºA2

Ex.mos. Senhores
Deuses do Olimpo Sagrado,
Maria Beatriz da Costa Silva Carmo, de quinze anos, estudante na área de Ciências e Tecnologias, na
escola Dr. Jorge Augusto Correia, residente em Tavira, Portugal, Rua José Augusto Menezes, n.º 25, vem
por este meio requerer a V. Exas que se dignem a enviar-lhe, o mais rápido possível (pois trata-se de um
assunto extremamente urgente), uma encomenda carregadinha de imaginação suficiente para todas as
obras literárias que escrever no âmbito da disciplina de Português e também para projetos individuais,
geridos a seu gosto, durante todo o ano letivo.
Tal pedido justifica-se porque não só o professor, com toda a certeza, não poupará os seus alunos a
tais trabalhos, que tanto requerem deste poder maravilhoso, como também a requerente sente a necessidade de acrescentar aos seus textos esse toque mágico que as musas do Olimpo produzem todos os dias.
Pede deferimento.
Tavira, 23 de setembro de 2014
A requerente:

`tÜ|t UxtàÜ|é VtÜÅÉ
Diário de Eva
Por Daniela Pereira,10.º A2
Paraíso, 10.º dia da existência da Terra

Querido diário:
Hoje de manhã, quando estava sol, eu e o Adão fizemos uma caminhada por este novo mundo e
fomos descobrir um local até então desconhecido.
Normalmente, tudo o que pisamos é verde e muito fofinho, mas hoje, durante a caminhada,
encontrámos umas estranhas bolinhas arredondadas, de cor um pouco mais clara que o sol, a que
demos o nome de areia. Continuámos a caminhar sobre a areia e deparamo-nos com uma coisa que
estava sempre a mexer. Não sabíamos o que era e, curiosa como sou, fui mexer. Fiquei surpreendida
porque aquilo era frio, mas ao mesmo tempo agradável. Não era como o chão verde e muito fofinho,
nem como a areia, era antes líquido e salgado.
Eu e o Adão tínhamos que atribuir um nome àquele local, simplesmente maravilhoso e com tanta beleza, e resolvemos batizá-lo como praia.
Assim sendo, eu e o Adão hoje fomos à praia e queremos lá voltar!
Página 15
Atividades de escrita orientadas pelo professor de Português, Luís Gonçalves

LÍNGUAS
Requerimento
Exmos. líderes mundiais,

Por Maria Machado, 10.ºB

Maria Manuel Várzea Machado, com 15 anos de idade, nascida e residente em Portugal, estudante na Escola Secundária Dr. Jorge Augusto Correia, aluna da turma
10.ºB de Economia, vem, por este meio, apelar a Vossas Excelências para que haja
uma mudança global dos regimes políticos, para que todos os seres humanos, independentemente da sua religião, raça, sexo, país, orientação sexual e política, sejam livres de defender os seus
legítimos interesses, tenham direito à liberdade de expressão, à saúde, à habitação, à educação, ao trabalho,
enfim, aos direitos humanos.
É preocupante que uma sociedade dita evoluída apresente princípios tão egocêntricos e deturpados, o que
leva certas pessoas a viverem mal e pobremente sem o apoio monetário e solidário que os países podiam fornecer.
É urgente mudar e criar um sistema inovador que faça a diferença, que tenha como objetivo repor a paz e
os valores morais no mundo, porque, se nada mudar, a fome, a guerra, as pestes e a morte acabarão por ser
alguns dos inevitáveis desfechos das consequências das escolhas e atos humanos.
Assim, venho requerer que Vossas Excelências se dignem a convocar uma Reunião Internacional de
Todas as Nações onde todos se comprometam a instaurar regimes políticos respeitadores dos direitos humanos e dos direitos do Planeta Terra.
Pede deferimento.

Tavira, 5 outubro de 2014
A requerente,
Maria Machado
A tecnologia desumaniza o mundo?
Por Sónia Madeira, 10.ºB

N

a minha perspetiva, a
tecnologia veio atenuar a solidão, não só de quem a
utiliza mas de qualquer pessoa em
seu redor.
Cada vez mais deixamos de
interagir uns com os outros por
nos encontrarmos ocupados com
os nossos aparelhos eletrónicos.
Por exemplo, lá em casa, à noite,
estamos todos reunidos na sala de
estar, mas cada um de nós está
entretido com o seu pequeno aparelho onde toda a “magia” acontece, uns com o telemóvel, outros
com o tablet e outros ainda com
os olhos fixos na telePágina 16

visão…
Que magia é esta que faz com que
abdiquemos dos laços familiares?
Quanto melhor não seria um jogo
de cartas, como antigamente? Ou
mesmo uma mera conversa do
género “Como foi o teu dia?”.
Cada um de nós vive no seu
casulo e, à medida que o mundo
tecnológico avança, esta afirmação
torna-se cada vez mais concreta.
O avanço tecnológico transforma o mundo num sítio cheio de
pessoas “antissociais”. Esta, sim, é
a verdade. A maioria das pessoas,
especialmente os adolescentes,
pensam que quantas mais mensagens mandarem ou receberem,
mais sociais são e mais integrados
na sociedade se encontram. Transforma-nos também
em seres

sedentários, o que poderá originar
graves problemas de saúde, visto
que, cada vez mais, necessitamos
de realizar exercício físico, dadas
as “porcarias” que comemos.
Obviamente que as tecnologias

LÍNGUAS
não têm só desvantagens, mas o
uso excessivo das mesmas é o que
faz com que sejam algo mau.
A ideia de solidão é aqui atenuada pelo facto de podermos
conversar com alguém através do
telemóvel, ou termos centenas de
seguidores no Instagram ou no
Twitter e milhares de amigos no
Facebook. Mas, depois, acaba-se a
bateria do que quer que estejamos
a utilizar, olhamos à nossa volta, e
a única coisa que vemos é um
vazio. Ninguém com quem interagir, nada, só nós e o nosso aparelho apagado.

Por isso, pensem nisto: abdiquem um pouco do vosso mundo
virtual e optem por tentar passar
mais tempo com os vossos amigos
de “carne e osso”, para que
tenham a certeza de que, quando
“morre” a bateria do telemóvel,
têm alguém com quem sair, com
quem socializar. A vida fica muito
mais bonita com amigos por perto.
Se não abdicarem um pouco
das tecnologias agora, quando
forem velhos, as histórias que
terão para contar aos vossos netos
serão algo como: “Quando eu
tinha quinze anos, o vosso avô
mandou-me uma mensagem com
a qual eu me comovi, ele era um
homem tão romântico! Mas… o
que é que dizia mesmo? Não me
consigo recordar…”.
Ao contrário das mensagens, os
acontecimentos ficam para sempre
marcados no nosso coração. É
tempo de construir memórias!

A

Xenofobia pelas suas

crença da existência de raças
superiores e inferiores foi
utilizada, muitas vezes, para
justificar a escravidão e o
domínio de determinados
povos por outros.
A xenofobia é uma forma de discriminação social
que consiste na aversão a
diferentes culturas e nacionalidades. Considerada como
crime de ódio, a xenofobia
mostra-se através da humilhação,
constrangimento,
agressão física e moral àquele que não é natural do lugar
do agressor. Por discriminação entende-se qualquer distinção e exclusão que tem
como objetivo a restrição do
reconhecimento em condições de igualdade, de direitos, liberdades e garantias ou
de
direitos
económicos,
sociais e culturais. Uma das
formas de discriminação é a
intolerância, ou seja, a falta
de respeito pelas práticas de
outra pessoa. Aparece quando alguém se recusa a deixar
outras pessoas agirem de
maneira diferente e terem
opiniões diferentes.
A xenofobia pode acontecer nos mais variados
ambientes e em diversas
situações. Pode estar relacionada com outros tipos de
preconceitos, como o racismo e a discriminação da
classe social de um indivíduo. Dessa maneira, imigrantes e indivíduos com diferentes hábitos culturais e religiosos são, muitas vezes,
desrespeitados
devido
às
suas características físicas e

Por Ya ra Do r sch, 12.ºA3 ( 2014)

condições socioeconómicas
e práticas de ritos e tradições aos quais não se está
habituado.
Os
agressores
fazem
comentários desrespeitosos
sobre o povo e a cultura da
vítima; inferiorizam os costumes, as tradições e as pessoas em questão; ridicularizam o país de origem; consideram que a vítima é inferior
devido à sua cultura.
É comum a vítima sentirse pressionada a abandonar o
lugar por causa de atitudes
adversas dos discriminadores. A proteção de todos,
independentemente da naturalidade de cada um, é um
direito de todo o ser humano. O combate a este problema exige uma atenção urgente e a imediata adoção de
medidas por parte dos Estados, bem como da comunidade internacional, uma vez
que somos todos iguais
perante a lei e temos os mesmos ancestrais. Assim sendo,
devíamo-nos
respeitar
e
ensinar os nossos filhos a
respeitarem os outros. Se
não, só vamos ajudar a dar
continuidade a uma linha de
raciocínio ignorante.
Textos orientados pelo professor de Português,
Luís Gonçalves

Página 17

CIÊNCIAS EXPERIMENTAIS
DNA: a mais intrigante molécula da vida
Por Carolina Monteiro e Mariana Afonso, 11.ºA3

Todos já ouvimos falar sobre
genética, DNA e a sua importância
para a existência da nossa vida,
mas afinal do que se trata? O que
é realmente este tema tão falado
em artigos científicos?
O DNA (em português,
ADN) é o ácido desoxirribonucleico e é uma das biomoléculas, isto é,
todos os seres vivos a possuem no
seu organismo. Esta molécula da
vida, que reproduz o Código
Genético, é responsável pela transmissão de características hereditárias de cada espécie.

mostrar o seu valor ao demonstrar
que a nucleína continha bases azotadas na sua estrutura, explicando
o facto de esta ser rica em azoto.
Em 1882, Walter Flemming
descobriu compostos compactos
dentro dos núcleos das células,
aos quais chamou cromossomas.
Sete anos depois, foi comprovado que a nucleína tinha natureza
ácida, passando a chamar-se de
ácido nucleico. O autor desta descoberta foi Richard Altmann.
Daí em diante, o ácido nucleico
usado para estudos passou a ser
obtido a partir do timo de bezerro
(um tecido com células com
núcleos grandes). Este, ao ser
degradado, libertava quatro tipos
de bases azotadas: a adenina e guanina (bases púricas) e a citosina e
timina (bases pirimídicas); um glícido com cinco átomos de carbono
– a desoxirribose; e um fosfato.
Em 1890, descobriu-se numa
levedura outro tipo de ácido
nucleico. Este com uracilo, ao
invés de timina, e com ribose, em
vez de desoxirribose. Assim, foi
necessário distinguir os dois ácidos, passando estes a ter os nomes
de Ácido Ribonucleico (RNA) e de

Os Primeiros Passos
Gregor Mendel, o chamado
“Pai da Genética”, apresentou, em
1865, com base num longo leque
de experiências com plantas, especialmente ervilheiras, as Leis de
Mendel (leis da hereditariedade) e
supôs que as características hereditárias são transmitidas em pares de Ácido Desoxirribonucleico (DNA).
unidades (hoje conhecidas como
No ano de 1912, Phoebus Levigenes).
ne e Walter Jacobs concluíram que
o componente básico destes ácidos
A Descoberta
era uma estrutura composta por
Poucos anos mais tarde, em uma base azotada ligada a uma
1869, o bioquímico Friedrich Mies- pentose, que por sua vez está ligacher, através das suas extensas pes- da a um grupo fosfato. Esta unidaquisas com glóbulos brancos do de foi denominada nucleótido.
seu próprio pus, e de trabalhos
menores com espermatozoides de
salmão e gemas de ovos de galinha,
DNA como material
conseguiu isolar um composto rico
hereditário
em fósforo e azoto, sem enxofre e
Foi no início do século XX que
resistente à pepsina, ao qual cha- um investigador dinamarquês
mou de nucleína.
introduziu o termo “gene” para
Em 1880, foi descrever a unidade mendeliana da
a vez do alemão hereditariedade. Apresentou os
Página 18
Albrecht Kossel

termos “genótipo” e “fenótipo”
para diferenciar as características
genéticas de um indivíduo e da sua
aparência exterior.
Apesar de já existirem suspeitas
sobre o DNA ser o material hereditário de todos os indivíduos, só
com a identificação do material
hereditário em bactérias (1944) e
num tipo de vírus, os fagos (1952),
é que a hipótese se comprovou. O
primeiro levou à conclusão que o
material transformante das bactérias era o DNA. Já o segundo revelou apenas que o DNA penetrava e
se multiplicava nas bactérias, originando novos fagos.
Relação equitativa das
bases do DNA
A descoberta de que o DNA
era realmente o material hereditário levou vários cientistas a estudarem a estrutura da molécula e as
características que lhe permitiam
conter essa “memória genética”. O
grande desenvolvimento das técnicas biofísicas e bioquímicas que
ocorreu no período pós-Segunda
Guerra Mundial e estudos realizados no laboratório de Erwin Chargaff permitiram que, em menos de
10 anos, a estrutura físico-química
do DNA fosse explicada.
Chargaff e alguns colaboradores
tentaram quantificar cada tipo de
base azotada no DNA de várias
espécies, utilizando para isso métodos de cromatografia. O resultado
desta experiência levou a uma conclusão importante: esses valores
variam de espécie para espécie,
sendo constante dentro da mesma
espécie, porém, em qualquer
DNA, o número de timinas existentes é semelhante ao de adeninas
e o de citosinas semelhante ao de
guaninas, sendo o total de bases
púricas igual ao total de bases pirimídicas.

CIÊNCIAS EXPERIMENTAIS
Análises por
difração de raios X
Enquanto alguns investigadores
se dedicavam à análise química do
DNA, outros estudavam a estrutura da molécula, por meio da difração de raios-X. Os resultados mais
importantes obtidos através deste
método indicavam que o DNA
tinha uma estrutura helicoidal.
Estes foram obtidos por Maurice
Wilkins e Rosalind Franklin, que
incidiram um feixe de raios X
sobre o DNA cristalizado e obtiveram um radiograma da difração
que refletia a configuração das partículas do cristal. A partir daí,
vários modelos foram propostos,
como, por exemplo, a molécula de
DNA constituída por duas cadeias
polinucleotídicas com as bases
voltadas para dentro ou para fora,
porém sem qualquer relação entre
elas.
A Descoberta de
Watson e Crick

(onde numa cadeia existir uma
timina, na outra existirá uma adenina, e onde numa existir uma
guanina, na outra existirá uma
citosina).
Além disso, o modelo prediz que
as duas cadeias são antiparalelas,
ou seja, têm sentidos opostos. Esta
descoberta valeu aos dois cientistas
o Prémio Nobel da Medicina ou
Fisiologia em 1962.

Evidência da Replicação
Semiconservativa
Esta dupla de cientistas propôs
também uma hipótese para a replicação do DNA. Conjeturaram que,
durante a replicação do DNA, cada
uma das duas cadeias da molécula
servia como um molde para o
fabrico de uma nova cadeia complementar. Dessa forma, originaria
duas moléculas filhas, idênticas à
molécula mãe original, cada uma
delas contendo uma das cadeias da
molécula mãe antiga, e uma nova
cadeia, recém-sintetizada. De acordo com essa hipótese, metade da
molécula de DNA é conservada a
cada replicação, sendo, assim, esse
processo chamado de replicação
semiconservativa.
Essa hipótese foi testada e provada pelos pesquisadores Matthew
Meselson e Franklin Stahl, que
incorporaram azoto pesado 15N
Em 1953, James Watson e nas moléculas de DNA.
Francis Crick apresentaram um
Clonagem
modelo compatível com os resultaApós
todas
estas descobertas,
dos experimentais obtidos até ao
nos
anos
cinquenta,
o interesse
momento. Segundo eles, a molécupela
clonagem,
pela
criação de
la de DNA era constituída por
novos
seres
com
características
duas cadeias polinucleotídicas dispostas em hélice em redor de um genéticas iguais às de outros seres
eixo imaginário (dupla hélice). As já nascidos, começou a crescer.
No início da década, Robert
duas cadeias polinucleotídicas
Briggs
e Thomas King realizaram a
mantêm-se unidas por pontes de
primeira
clonagem de sapos a parhidrogénio, que se estabelecem
entre pares de bases específicos: tir de células embrionárias. Anos
adenina com timina e citosina com depois, investigações em embriões
guanina. Assim, as duas cadeias de ratos e ovelhas estavam concluíque constituem uma porção de das, tendo os primeiros clones de
DNA são complementares entre si ratos sido feitos. E em pouco tem-

po, já se conheciam muitos outros
exemplos de animais, não totalmente desenvolvidos, dos quais já
se tinham feito clones. Simultaneamente, cada vez se falava mais da
clonagem humana e do que esta
poderia provocar, tanto positiva
como negativamente.
Em 1997, o Instituto Roslin
(Escócia), apresentou ao mundo
um feito tremendo, a criação do
primeiro clone de um mamífero
adulto, a Ovelha Dolly. A partir
deste animal, foi possível entender
algumas falhas e interrogações
sobre a clonagem. A ovelha rapidamente mostrou sinais de envelhecimento, teve artrites e cancro nos
pulmões. Morreu em 2003, quando
foi descoberta a sua doença progressiva nos pulmões.
Entretanto, outros clones de
mamíferos foram criados, porcos,
cães, gatos, entre outros, e todos
eles tiveram um fator negativo e
preocupante em comum: o facto
de envelhecer muito precocemente
e de terem muitas doenças graves.
Isto leva o mundo científico a
entender que, para se tentar a clonagem humana é necessário aprofundar muito mais os conhecimentos sobre este tema para evitar o
nascimento de seres humanos destinados a uma vida curtíssima e
atribulada. Além de que a realização de clones humanos levanta um
enorme número de questões éticas
relacionadas com a dignidade
humana, fazendo com que este
trabalho não seja possível sem
transpor nenhum artigo dos direitos humanos.
Excerto de artigo científico orientado pela professora
de Biologia e Geologia, Augusta Carvalho

Página 19

CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS

Geração €uro

Economia A : a produção de bens e serviços

A mantinha da avó
Por Ana Martinho, 10.ºB

D

esafiados pela
professora de Economia, Carmen Castro, os alunos do 12.º
ano matriculados na disciplina de
Economia C, inscreveram-se no
Concurso 'Geração €uro', promovido pelo Banco Central
Europeu, que decorre entre
outubro de 2014 e abril de 2015.
Este concurso nacional, dirigido
a todos os alunos do ensino
secundário, pretende sensibilizar
a primeira geração de europeus
que cresceu com a moeda única
para a importância da política
monetária.
O desafio reparte-se por três
fases: resolução de questionário
online até 15 de novembro de
2014; ensaio com a decisão sobre
a taxa de juro até 24 de janeiro de
2015; e representação da escola
na cerimónia nacional em 2015.
As nossas equipas são:
1. Equipa Lusitanos: António
Amaral, Fábio Lopes, Miguel
Neves e Rui Tubal.
2. Equipa Pisang Ambon:
Marcos Araújo, Sérgio Rato e
Stan Weterings
3. Equipa Alfarrobas: Rúben
Frangolho, Inês Bensusan e Joana Reis.
Os participantes têm a possibilidade de ganhar prémios e de
comparecer na cerimónia de
entrega dos mesmos, que terá
lugar no Banco Central Europeu
em Frankfurt, na Alemanha.
Página 20

A

necessidade
de
mimar os netos é
tanta, que a avó todos os invernos
lhes oferece uma mantinha, para
que estes se possam aquecer nos
dias mais frios, sem que fiquem
doentes.
A avó começa, então, por dirigir-se à lojinha do centro de Tavira, onde conhece o casal proprietário há meia dúzia de anos, o suficiente para garantir a dignidade
prestada durante a produção dos
bens que pretende comprar. Sabe
que as agulhas são encomendadas
numa fábrica localizada algures no
norte do país, que, derretendo o
ferro, num forno a altas temperaturas, molda-o até que obtenha a forma fina e bicuda que qualquer agulha apresenta. Sabe, também, que
as linhas são encomendadas numa
fábrica espanhola, que utiliza elementos tintureiros e lã, vendida ao
desbarato por um produtor ovino
que pretende, somente, ficar com a

carne. Estas chegam novas à tal
lojinha do centro de quinze em
quinze dias, e, no dia certo, lá vai a
avó comprar linhas de novas cores,
para que os netos possam ser presenteados com uma mantinha da
sua cor predileta.
Com os bens necessários comprados, juntamente com o amor
que possui dentro de si por natureza, tem tudo para fazer as sete
mantinhas para os sete netos; cada
uma do seu tamanho, consoante a
idade do neto, e cada uma da sua
cor, consoante os gostos do neto.
Artigo orientado pela professora de Economia,
Carmen Castro

CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS

Ciclo produtivo e história da amêndoa
Por Tomás Bravo, 10.ºB

D

esde o tempo da ocupação árabe no Algarve que existe
uma grande produção de amêndoa,
embora tenha vindo a diminuir em
consequência da sua pouca rentabilidade, devido ao longo e pouco
proveitoso ciclo produtivo a que
este fruto seco tem que ser submetido.
Hoje em dia, em Portugal, as
principais regiões onde a cultura da
amendoeira é mais abundante são
Alto Douro, Trás-os-Montes e
Algarve. No distrito de Bragança, a
produção de amêndoa representa
cerca de 67% da produção nacional. Trás-os-Montes produz cerca
de 2 mil toneladas anuais, enquanto a nossa vizinha Espanha colhe
cerca de 220 mil toneladas.
Por isso, à escala internacional, a
produção de amêndoa portuguesa
é quase esquecida.
Atualmente, torna-se cada vez
mais difícil a compra da amêndoa
portuguesa e de boa qualidade,
principalmente nos grandes centros urbanos. Apenas nos mercados locais se consegue comprar
este produto de boa qualidade.
Este fruto tem um ciclo produtivo bastante longo. O primeiro
passo, caso seja necessário, será o
enxerto da amendoeira. Uma
amendoeira que é “brava” produz
amêndoas amargas, ao contrário de
uma que é “mansa” que produz
amêndoas “doces”. Por isso, se o
nosso objetivo é obter amêndoas
doces, as amendoeiras que são
“amargas” têm que ser enxertadas
nos ramos com rebentos de amendoeiras mansas, produzindo, assim,
na época seguintes, amêndoas
doces.

Outro passo deste ciclo produtivo (quando necessário) é a aplicação de um pesticida ou produto
químico, durante a época da floração, que impede esta árvore e o seu
fruto de apanhar alguma praga ou
doença. Contudo, em Portugal, só
nas amendoeiras produzidas em
regime extensivo é que se torna
viável a aplicação deste produto.
Num pomar de sequeiro tradicional (que carateriza a produção de
amêndoa no Algarve e Trás-osMontes), felizmente não se torna
necessário a aplicação destes produtos.
Assim, depois de as árvores
estarem crescidas e já formadas,
depois da floração (entre janeiro e
fevereiro), começam a formar-se as
primeiras amêndoas, para que
possam ser colhidas no verão.
Quando já se encontram maduras,
e para que a sua colheita seja mais
fácil, é necessário que sejam varejadas. Com uma vara ou uma cana, a
árvore será abanada para que as
amêndoas que se encontram presas
nos galhos da árvore caiam com
maior facilidade. Assim, quando
estas caem ao chão, são apanhadas
e estão prontas a sofrer novas
transformações.
A amêndoa depois de ser colhida deve ser descascada, pois tem à
sua volta uma casca escura que lhe
é retirada. Geralmente este processo (limpeza da primeira casca) é
feito manualmente e requer algum
esforço e trabalho.
Depois de descascada, passa-se
para a segunda casca (esta bem
mais dura) que terá que ser quebrada, mas de forma cuidadosa, de
modo a obter o miolo inteiro. Por
isso, poderá ser partida ou com
uma máquina própria para esta
função ou de uma forma mais

rudimentar usando uma pedra,
um martelo ou
um maço de
madeira.
Para concluir, deixo aqui uma
citação de um grande cronista do
séc. XVI, Frei João de São José,
frade agostinho que escreveu, em
1577, uma “Corografia do Reino
do Algarve”, ou seja, um apanhado
de relatos históricos, sociais, culturais e de tradições que eram vividas
nesta região. Sobre as amêndoas
do Algarve, não escreveu mais do
que uma página, afirmando
que: “Não importa pouco esta fruta ao Algarve (…)”, pois, até inícios do séc. XX, no Algarve, as
principais árvores plantadas eram a
amendoeira, figueira, oliveira,
sobreiro e azinheira:
A amêndoa, no Algarve, é boa
fazenda, porque não requer algum
adubio, não apodrece com a chuva nem
se toma do bicho, nem tem seu dono
com ela mais gasto que varejá-la,
quando ela mesmo se abre e despede a
casca, na amendoeira. (…) São as
amêndoas de muitas castas, porque há
ûas, a que eles chamam marquesanas,
(…) outras longais e outras molares.
A produção de amêndoa em Portugal, e mais especificamente no
Algarve, não é rentável. O baixo
nível de produção de amêndoa é
causado pelos seus elevados custos, devido à falta de maquinaria
especializada e eficaz, que, muitas
vezes, é substituída pelo mal pago
trabalho manual. Apenas numa
produção extensiva deste fruto
seco, com máquinas especializadas
para as mais diversas funções, tornaria viável a produção deste produto.
Artigo orientado pela
professora de Economia,
Carmen Castro

Página 21

CONCURSOS

O

projeto TWIST – a tua energia faz a diferença, é
uma iniciativa de educação e sensibilização para a Eficiência
Energética, Alterações Climáticas, Energias Renováveis e
Desenvolvimento Sustentável, dirigida aos alunos e professores do ensino secundário – 10.º ao 12.º anos. A iniciativa
envolve duas entidades, a EDP e a ERSE, e foi apresentada
às escolas sob a forma de concurso a nível nacional.
A Escola Secundária 3EB Dr. Jorge Augusto Correia participa neste projeto com uma equipa designada “100
IDEIAS”, que é composta pelos alunos Maria Murillo
(capitã de equipa), Diana Pedrosa, Paulo Freitas, Pedro Gil e
Gonçalo Viegas do 12.ºA2 (Ciências e Tecnologias) e Beatriz Oliveira do 11.ºB (Economia). A equipa é coordenada
pelo professor Norberto Mestre.
A participação da equipa consiste na elaboração e submissão de respostas às atividades propostas pela coordenação nacional do projeto, sendo as mesmas distribuídas ao
longo de cada período do ano letivo. A cada período está
associado uma temática (1.º período – A Minha Casa; 2.º
período – A Minha Escola; 3.º Período – O Meu Mundo). Todas as atividades propostas no 1.º período
foram concretizadas e submetidas com sucesso pela equipa. As atividades do 2.º e 3.º períodos já se encontram definidas e agendadas e, sequencialmente, a equipa prepara-se agora para enfrentar os novos desafios
propostos.

Concurso «Mitose: Ciência a Sul»
Alguns alunos da área de Ciência e Tecnologia corresponderam ao nosso desafio e participarem no concurso promovido
pela UAlg e a Associação Juvenil de Ciência, «Mitose: Ciência a
Sul». Inês Paixão, 11.ºA3, sob orientação da professora Augusta
Carvalho, foi uma das contempladas com um estágio de curta
duração num dos Centros de Investigação da Universidade do Algarve, em dezembro passado. Este estágio
proporcionou à Inês uma experiência científica em ambiente real e ela está ainda mais motiPágina 22
vada para aumentar os seus conhecimentos.

CONCURSOS
ALOIRAEOSCROMOS: Beatriz
Oliveira, Rúben Vitória e André
Rodrigues, 11.ºB.

poiados pela professora de Economia, Carmen Castro, os alunos da
área de Economia estão novamente empenhados no concurso
Young Business Talents (YBT).
Este concurso permite aos participantes praticar atos de gestão
tomando variadas decisões dentro
de uma empresa com recurso a
um simulador empresarial. Assim,
os participantes, ao gerirem uma
empresa virtual, desenvolverão
novas habilidades/capacidades e
adquirirão conhecimentos para
decidir o que fazer no futuro.
O concurso decorre entre os
meses de novembro e fevereiro,
implica competições a nível regional e nacional, sendo realizado
através da Internet, à exceção da
final nacional.
As nossas equipas YBT
2014/2015 são:

PAUSADÕES: Jorge Minhalma,
Afonso Ascensão e Qunbo Wang,
11.ºB.

A

ECONOMICMANAGERS:
Mário Nunes, Joana Reis e Fábio
Lopes, 12.º B.

42: Francisco Nascimento e Micael
Pereira, 10.ºB, e Rodolfo Machado, 10.ºC1.

VOCKS: Stan Weterings, Sérgio
Rato e Marta Ferreiro, 12.ºB.

THEBIGCOMPANY: Renato
Guerreiro, Tomás Bravo, José
Rodrigues, 10.ºB e Robert Arotaritei, 10.ºA1.

CCC: Victor Chiscã, Lia Cavaco e
Ana Santos, 11.ºB.

ALMARIADOS: Inês Bensusan;
Marcos Araújo e Rúben Frangolho, 12.ºB.

3POR1: João Silva, Emine Karameshinova, Laura Pereira e Maria
Santos, 10.ºB.
Página 23

e-mail: biblio.estavira@clix.pt

Dr

e-mail: biblioblogue@gmail.com

Ficha Técnica

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Chefe de Redação: Ana Cristina Matias
Conselho de Redação: Carmen Castro, Lina Correia,
Antonieta Couto e Ana Paula
Mana
Redação: Alunos e Professores do AEJAC
Paginação: Ana Cristina Matias

BIBLIOTECA ESJAC
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http://www.facebook.com/biblioteca.esjac.tavira

CORTA–MATO ESCOLAR

Juvenis Masculinos

Por Hugo Fernandes, professor de Educação Física

Juniores Masculinos

O Corta-Mato Escolar do Agrupamento de Escolas Dr. Jorge Augusto Correia de Tavira, realizado no
dia 8 de janeiro de 2015, foi um sucesso. A iniciativa teve cerca de 355 participantes no total, 11 professores, 8
funcionários e 20 alunos envolvidos na organização do evento com o grupo de Educação Física numa atividade
da escola para a escola.

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