UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL

CAMPUS CHAPECÓ
CURSO DE GEOGRAFIA

A TERRITORIALIZAÇÃO DOS CIRCUITOS CURTOS DE
COMERCIALIZAÇÃO DA AGRICULTURA FAMILIAR NO
MUNICÍPIO DE CHAPECÓ-SC: um estudo a partir da
Cooper família

Eduardo von Dentz

Chapecó, maio de 2015

Igor de França Catalão Chapecó. 2 . Orientador: Prof. Dr. maio de 2015.EDUARDO VON DENTZ A TERRITORIALIZAÇÃO DOS CIRCUITOS CURTOS DE COMERCIALIZAÇÃO DA AGRICULTURA FAMILIAR NO MUNICÍPIO DE CHAPECÓ-SC: um estudo a partir da Cooper família Projeto de pesquisa apresentado ao curso de Geografia da Universidade Federal da Fronteira Sul como requisito para aprovação no componente curricular Trabalho de conclusão de curso I.

..................................................................... 10 2.......................1 Objetivo Geral.........2 Objetivos Específicos .....................................................................................................1 Revisão bibliográfica ............................................................................ 13 5................................................................................. problematização e referencial teórico ..........4 Trabalhos técnicos ....2 Justificativa .................... 12 3........................................................................................................ 5 1................................ 13 3 .............................Sumário Introdução ........................... 6 1. REFERÊNCIAS ................3 Trabalhos de campo ................. 12 3.............. Metodologia ........ 9 1..............................6 1................................... 12 3....................1 Circuitos curtos de comercialização.................. 13 4................................................................................... Justificativa.................................................................. 11 3...................................................... 11 2............3 Problematização........ Objetivos .....................................................................2 Levantamento de dados .............. Cronograma ........................... 11 3....................................................... agricultura familiar e território...................... 11 2..............................

metodologicamente será executado a partir de revisão bibliográfica. analisar o território-rede dos circuitos curtos de comercialização da agricultura familiar no município de Chapecó. o município de Chapecó apresenta a dinâmica dos circuitos curtos de comercialização como alternativa frente ao processo excludente que a agricultura globalizada apresenta. modificando as formas de produção e uso do território. se propondo abrigar agricultores familiares em processo de exclusão. com vínculo em movimentos sociais e construindo opções para esses agricultores. Palavras-chave Circuitos Curtos de Comercialização – Agricultura Familiar – Usos do Território – Produção e consumo de Alimentos. pois não atingiu todos os agricultores. 4 . Na região Oeste de Santa Catarina e.Resumo A modernização agrícola provocou inúmeras transformações no campo. ou seja. levantamento de dados secundários. assim como esse projeto propõe investigar. pretende-se. se destaca o papel da Cooper família. Para que tal projeto seja posto em prática. que surgiu com o propósito organizacional de produzir a partir de uma filosofia de trabalho diferenciada. Essas mudanças atreladas à modernização do território configuram-se através de um processo desigual de expansão do capital e das tecnologias. a modernização da agricultura se expressou principalmente através da integração do agricultor familiar às agroindústrias. com uma estrutura alternativa. Portanto. Nesta perspectiva. trabalhos de campo e trabalhos técnicos. particularmente no município de Chapecó. neste projeto de pesquisa. Diante disso.

é altamente dependente de insumos e agrotóxicos. A Cooper família. que está fortemente vinculado ao capital e a tecnologia. sobretudo na região sul do Brasil. Por meio da modernização da agricultura. e se desenvolve preferencialmente em grandes propriedades monocultoras. Buscar-se-á. o espaço rural brasileiro passou por inúmeras transformações. importa que. a pequena produção mercantil policultora de base colonial. em vista dos circuitos curtos de comercialização. a partir da análise (e mapeamento) do território-rede dos circuitos curtos de comercialização da agricultura familiar no município de Chapecó. A mesma é uma estrutura alternativa que abrigou agricultores familiares em processo de exclusão. Diante desse cenário e desta necessidade. que podem ser caracterizadas por meio da introdução de novas formas de produção e uso do território. Nesta perspectiva. Nesse momento. 5 . ser concretizado.Introdução Ao longo da história. nos últimos anos. Por essas razões. a partir da prática. cronograma e referências irão nortear o projeto que se pretende. da agricultura familiar e do território. justificar e problematizar o tema eleito. os objetivos (geral e específicos). Frederico (2013) afirma que se trata da expansão e consolidação da agricultura moderna. a partir da forma com que o projeto está elaborado. considerando que este modelo de produção e uso do território. Na sequência. busquemos apreender suas características e seus desdobramentos econômicos para a agricultura familiar. é uma cooperativa que surgiu com o propósito organizacional de produzir a partir de uma filosofia de trabalho diferenciada. a fim de manter-se no espaço rural. por sua vez. metodologia. surgem os circuitos curtos de comercialização como uma alternativa para esses agricultores. e passa à produção de monoculturas e comoditties. houve uma primeira mudança significativa no que se refere ao uso rural do território. os agricultores familiares apartados desse pacote tecnológico vêm adotando dinâmicas diferenciadas. destinadas à exportação. deixa a função de servir basicamente à produção do autoconsumo e comercialização do excedente. com vínculo em movimentos sociais e construindo opções para esses agricultores.

1 Circuitos curtos de comercialização. Partindo de um breve resgate histórico. Assim. feijão. Nesse sentido. torna-se fundamental olhar para os circuitos curtos de comercialização da agricultura familiar como uma forma de manter o agricultor no campo. no que se refere à produção animal. a agricultura familiar é a principal fornecedora de alimentos básicos para a população brasileira. ao longo dos anos o espaço rural brasileiro passou por diferentes períodos e transformações. é um estudo relativamente novo. Ademais. p. café e arroz.1. decisão esta que vem contribuindo para o reconhecimento e fortalecimento deste tipo de agricultura no mundo todo. adota-se a proposta de Haesbaert (2005. ao considerar que território. que pode ser acrescentado nesta discussão. quanto ao poder no sentido mais simbólico. suínos. é que nas últimas duas décadas os circuitos curtos de comercialização surgiram como uma alternativa importante de fortalecimento das atividades econômicas da agricultura familiar. tem a ver com poder. a agricultura familiar foi eleita como assunto do ano em 193 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU). agricultura familiar e território Considerando que o estudo acerca do processo de territorialização dos circuitos curtos de comercialização da agricultura familiar no município de Chapecó. milho. pode-se distinguir apropriação de dominação. atrelado a este tema. embora ocupe apenas 24. 6774). Segundo dados do IBGE (2006). destaca-se a produção de mandioca. é possível sinalizar para a relevância dessa pesquisa e afirmar sobre a sua possível contribuição inovadora para o tema em discussão. mas não apenas ao tradicional ‘poder político’. no ano de 2014. Neste sentido.3% da área total dos estabelecimentos agropecuários do país. Justificativa. Por essas razões. Outro fator importante. problematização e referencial teórico 1. de apropriação”. inclusive no município de Chapecó. de dominação. que se caracterizam através da introdução de novas formas de produzir e usar o território. importa ressaltar que. a primeira 6 . Ele diz respeito tanto ao poder no sentido mais concreto. Santa Catarina. a agricultura familiar também se destaca na produção de leite. “em qualquer acepção. aves e bovinos. Ademais.

Diante desse cenário. é preciso repensar o atual modelo de desenvolvimento rural. 2003. restou à exclusão” (HESPANHOL. hoje. E para aquela parcela de pequenos produtores que não apresentavam as “pré-condições para se integrarem ou para participarem do processo de modernização. Assim. p. que vão desde a configuração de um processo crescente de exclusão social e econômica de grande parte da população até as repercussões ambientais. um 7 . a modernização da agricultura se deu através da integração do agricultor familiar às agroindústrias. vivenciamos na atualidade processos que têm mudado as formas-conteúdos de apropriação. 48). Contudo. dominação e uso dos territórios. no período da modernização da agricultura. dos agrotóxicos e das sementes híbridas e transgênicas que possibilitam o aumento da produtividade agrícola. ainda hoje encontramos agricultores que utilizaram o território basicamente para a produção. do valor de uso. funcional e vinculada ao valor de troca. 27) inferem que o uso do território é determinado e construído pela sociedade. causando. p. tais como esgotamento de terras e contaminação ambiental. em sua maior parte o território passou a ser usado como recurso para o cultivo de monoculturas. em virtude de seu caráter altamente seletivo.sendo um processo muito mais simbólico. luta pela vida. autoconsumo e venda do excedente. Santos e Silveira (2001. partindo da ideia de que os usos do território são diferentes nos diversos momentos históricos. e particularmente no município de Chapecó. Segundo Hespanhol (2003). carregado das marcas do vivido. pois segundo Campos (1999) este modelo de desenvolvimento rural atrelado a uma dependência tecnológica cada vez maior tem acarretado consequências profundamente negativas. Na região Oeste de Santa Catarina. marcados também por inúmeros conflitos territoriais por terra. com isso. por trabalho digno e contra práticas de mercantilização da natureza. “por intermédio de suas técnicas diversas no tempo e nos lugares”. apenas uma parcela de produtores foram integrados a este sistema que representa a articulação da pequena produção ao capital agroindustrial. Dessa forma. a partir do uso da tecnologia. entre outros. e a segunda mais concreta. Isso ocorre devido à grande exigência de incorporações tecnológicas.

ao mesmo tempo. nesta perspectiva. p. tendo por base a pequena propriedade agrícola”. adotaram dinâmicas diferenciadas. A Cooper família. através da ligação estreita que estabelecem entre o território. Estas formas de venda. Para isso. Estes circuitos constituem oportunidades para criar valor acrescentado no território e reforçar a especificidade dos produtos. A mesma leva em conta que. 320) também aponta que se faz necessário pensar e construir um modelo de desenvolvimento rural sustentável. O circuito mais curto é aquele em que o produtor entrega diretamente o seu produto ao consumidor. é a principal protagonista pela constituição dos circuitos curtos de comercialização. a partir da realidade regional.comprometimento da potencialidade produtiva dos recursos naturais de grande parte dos municípios. a fim de sobreviver e manter-se na agricultura. o cliente e o produto. é importante inferir que estes circuitos são uma forma de comercializar os produtos permitindo “diminuir o número de intermediários entre o produtor e o consumidor” (FRANÇOIS. A agricultura familiar. Ao adentrar na discussão sobre circuitos curtos de comercialização. com os seus pacotes tecnológicos impostos e excludentes. chamada ‘venda direta’. mesmo que brevemente. por sua vez. Campos (1999. 13). p. assegurarão a manutenção social e econômica da agricultura familiar. Ou seja. com 8 . que se caracterizam através de um processo de diversificação de cultivos e atividades na propriedade e fora dela. viram-se obrigados a buscar estratégias e alternativas. Os circuitos curtos estão diretamente relacionados a este cenário. 2000. que leve em consideração a importância de se criar “uma estrutura produtiva economicamente eficiente e socialmente equitativa. é uma forma organizada de produzir a partir de uma filosofia de trabalho diferenciada. os agricultores familiares que não se enquadraram nas exigências tecnológicas que as agroindústrias impuseram. Dessa forma. A Cooper família é uma estrutura alternativa que abrigou agricultores familiares em processo de exclusão. de comércio (circuitos curtos de comercialização) e uso do território que. se trata de priorizar as formas de produção. reforçam o caráter de proximidade da produção local. apresenta-se uma agricultura familiar impactada pelo processo de modernização da agricultura.

com os seus pacotes tecnológicos excludentes. O município de Chapecó. A Cooper família. 1. Sendo assim. por sua vez. com vínculo em movimentos sociais e construindo opções para políticas públicas. de modo especial junto aos agricultores agregados a Cooper família. haja vista que relaciona os novos usos do território do campo com os circuitos curtos de comercialização da agricultura familiar. a Cooper família conta hoje com programas de agroindústrias familiares com produção de suínos. circuitos curtos de comercialização e o território é uma questão pela qual essa pesquisa se justifica. Assim. se devem ao fato de reconhecer que esta categoria de produtores rurais (em pequena escala) ocupa um papel de grande importância no espaço rural brasileiro. leite. comercialização direta e agroecologia. torna-se valoroso investigar porque a Cooper família é uma estrutura alternativa que abrigou agricultores familiares em processo de exclusão. caracteriza-se pelo predomínio de pequenas unidades de 9 . A partir da realidade regional. baseado no fomento à diversificação de cultivos e atividades. A cooperativa valoriza o ser humano em suas dimensões sociais e culturais. sobretudo. é uma forma organizada de produzir a partir de uma filosofia de trabalho diferenciada. embora tenha maior parte da população na área urbana. Ademais. acreditamos que um maior conhecimento sobre o modo de vida da agricultura familiar e sobre a atividade dos circuitos curtos de comercialização é indispensável para a construção de um modelo de desenvolvimento mais sustentável. apresenta-se uma agricultura familiar impactada pelo processo de modernização da agricultura. analisar a relação entre agricultura familiar. pois é capaz de contribuir com uma discussão mais ampla em torno do debate sobre as mudanças do espaço rural brasileiro. na produção de alimentos. A pesquisa também é importante para a Geografia. Neste sentido.vínculo em movimentos sociais e construindo opções para políticas públicas.2 Justificativa A importância e o interesse em estudar os circuitos curtos de comercialização da agricultura familiar em Chapecó. pois é responsável por grande parte da produção agropecuária destacando-se.

sobretudo. Nesses sistemas. surgem outras questões: 1) Como ocorreu o processo de modernização da agricultura no Oeste de Santa Catarina e quais seus desdobramentos na agricultura familiar? 2) Como se deu a inserção e a evolução dos circuitos curtos de comercialização no município de Chapecó? 3) Qual o papel dos circuitos curtos de comercialização e da agricultura familiar. 10 . esclarecimentos. 1. contribuições para a discussão acerca da questão: qual é o território-rede dos circuitos curtos de comercialização da agricultura familiar no município de Chapecó? Quais são suas características e seus desdobramentos econômicos para os agricultores familiares agregados à Cooper Família? Atrelado à questão central. um dos pilares de sustentação das unidades produtivas de pequena escala é o trabalho familiar. que tem uma carga intensa de atividades e deve aliar diferentes competências (produção. transformação e comercialização) no intuito de diminuir custos e agregar valor aos produtos. a autonomia do agricultor em termos de gestão. na tentativa de elencar o problema central dessa pesquisa. os circuitos curtos da agricultura familiar no município de Chapecó tornaram-se tema desta pesquisa. De acordo com Wanderley (2001).produção familiar. da mesma forma que ocorre na região Oeste de Santa Catarina. da mesma forma que justifica sua importância. considerando que este trabalho poderá contribuir com agricultores e pesquisadores que buscam possibilidades para permanecer no campo. Portanto. Dessa forma. a razão pessoal que conduz esta pesquisa. buscaremos informações.3 Problematização O estabelecimento de circuitos curtos de comercialização constitui um dos pilares de estratégia de valorização da agricultura familiar. diz respeito ao fato de este autor ser filho de pequenos agricultores familiares e possuir uma preocupação com as perspectivas da agricultura familiar. segundo Triches e Scheneider (2010). bem como coloca Mior (2005). Outrossim. compreensão e. Entender a aproximação entre pequenos produtores e consumidores pode nos ajudar a compreender parte da complexidade do espaço rural. planejamento e comercialização é fundamental para o bom andamento dos mesmos.

quais sejam: os circuitos curtos de comercialização são uma maneira alternativa de sustentar e manter os agricultores no campo. .Analisar os desafios e avanços dos circuitos curtos de comercialização para o fortalecimento da agricultura familiar no município de Chapecó.2 Objetivos Específicos . 3.no sentido de dar ênfase ao papel que eles exercem sobre o território-rede da agricultura familiar? 4) Quais os desafios e avanços dos circuitos curtos de comercialização da agricultura familiar do município de Chapecó. Objetivos 2.Analisar o processo de espacialização dos circuitos curtos de comercialização no município de Chapecó. 2. e existem atividades dos agricultores familiares que dão suporte para sustentar sua permanência nesse espaço. .Enfatizar o papel dos circuitos curtos de comercialização e da agricultura familiar no sentido de dar ênfase ao papel que eles exercem sobre o território. .1 Objetivo Geral Analisar o território dos circuitos curtos de comercialização da produção familiar. para o seu fortalecimento na região? Pensando na reorganização da dinâmica produtiva da microrregião de Chapecó e tendo presentes os circuitos curtos de comercialização da agricultura familiar.Compreender a reorganização socioespacial da dinâmica produtiva da microrregião de Chapecó a partir do processo de modernização da agricultura no Oeste de Santa Catarina. Nossa 11 . bem como os desafios e os avanços para o fortalecimento da agricultura familiar. Metodologia Os procedimentos metodológicos desta pesquisa visam ao alcance dos objetivos antepostos e uma possível resposta à problematização. suas características e seus desdobramentos econômicos para a agricultura familiar agregada à Cooper Família no município de Chapecó. 2. aventam-se duas hipóteses para esta pesquisa.

Tais dados serão subsídios para analisar o território dos circuitos curtos de comercialização. pretende-se realizar entrevistas semiestruturadas em pequenas propriedades cooperadas à Cooper Família. livros. 2010). b) Circuitos curtos de comercialização. Hespanhol (2003).1 Revisão bibliográfica Essa etapa consiste no levantamento. análises setoriais e dados estatísticos a serem levantados junto aos agentes que expressam as três esferas da regulação social e territorial (Estado. entre outros. Haesbaert (2005). distância que o produto percorre da casa do produtor até o local de consumo (venda). mercado e sociedade civil organizada). Dentre os dados e informações a serem levantados. dissertações e teses que versam sobre os principais conceitos e categorias internas e externas à Geografia utilizados na pesquisa.2 Levantamento de dados Consiste no levantamento. Santos (2000. Mior (2005) e c) Agricultura familiar. leitura e fichamento de um conjunto de bibliografias dividida em três partes: a) Espaço geográfico. Rambo (2011). Os mesmos serão buscados em relatórios.pesquisa se utilizará de revisão bibliográfica. autores como: François (2000). território e uso do território – diz respeito a artigos. de autores como: Massey (2008). informações qualitativas sobre os tipos de produtos plantados e comercializados. entre outras. Para tanto. 3. Hespanhol (2003). organização e análise de dados. 3. a partir de autores como: Coletti e Lins (2010). destacamos: quantidade e localização dos pequenos produtores rurais. Triches e Schneider (2010) e Wanderley (2001). Saquet (2014). com intuito de obter mais informações referentes 12 . levantamento de dados secundários.3 Trabalhos de campo Os trabalhos de campo a serem realizados no âmbito desta pesquisa servirão como subsídio para comparações com a base teórica do projeto. Esses dados serão levantados pela internet ou em visitas às pequenas propriedades rurais. permitindo qualificar ainda mais os dados e informações coletados. evolução da atividade dos circuitos curtos. 3. trabalhos de campo e trabalhos técnicos. boletins.

sobretudo. pois possibilitará a sistematização e a geração de banco de dados – que poderão ser interpretados e.aos circuitos curtos de comercialização: quantidade produzida. In: 13 . Serão elaborados mapas sobre a localização dos pequenos produtores rurais de Chapecó com auxílio do programa Arcgis® e gráficos com índices demonstrando a quantidade de alimento comercializado e preços dos alimentos. expansão das áreas agriculturáveis. os trabalhos técnicos permitirão a colheita dos resultados do projeto. no ano de 2015. quadros e mapas. Essa etapa é de fundamental importância para o projeto. REFERÊNCIAS CAMPOS. ajustes finais e defesa Meses do ano 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x 5. dentre outros. leituras e análises Levantamento de dados secundários Trabalhos de campo para levantamento de dados primários e informações.4 Trabalhos técnicos Após o levantamento dos dados nas fontes supracitadas. Por essas razões. 3. Agricultura familiar. além de tabelas. evolução dos preços dos alimentos. 4. qualidade do alimento (com ou sem agrotóxico). inclusive entrevistas Análise dos dados de campo e de pesquisa Trabalhos técnicos Redação da monografia Revisão. Ginez Leopoldo de. preço do produto. confrontados com a base teórica – resultados de todo o trabalho desenvolvido. gerenciamento ambiental e agroecologia: algumas questões provocativas a serem pesquisadas. gráficos e quadros sobre a evolução histórica dos circuitos curtos de comercialização em Chapecó. Cronograma A pesquisa desenvolve-se em 10 meses. tabelas. representação econômica dos circuitos curtos para a agricultura familiar. Atividades Levantamento bibliográfico. os mesmos serão organizados em gráficos.

campus de Rio Claro. HAESBAERT. 2005. Tese (Doutorado em Geografia). 4ª ed. Milton. o interno e o externo. Samuel. Unochapecó. 2011. LINS H. 2009. Porto Alegre. n. Transformações na suinocultura do Oeste catarinense e busca de alternativas na agricultura familiar: um redesenho das estruturas rurais da região? Anais do IV Encontro de Economia Catarinense. Passo Fundo: EDIUPF. 1999. Análise escalar das dinâmicas territoriais de desenvolvimento e as contribuições da nova sociologia econômica e nova economia institucional: um estudo de experiências no noroeste gaúcho. 2003. SANTOS. v. 2005. GEOUSP – Espaço e Tempo. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo. Universidade de São Paulo. 2013. o mercado e o estado em áreas de cerrado. Faculdade de Ciências Econômicas. 282f. O mito da desterritorialização e as “regiões-rede”. Caderno nº 7.] Agricultura perspectivas. MIOR. Comercializar os produtos locais: circuitos curtos e circuitos longos. 2008. p. L. Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho”. e redes de RAMBO. 6774-6792. Modernização da agricultura e uso do território: a dialética entre o novo e o velho. Pensando o espaço do homem. de Medeiros. FRANÇOIS. MASSEY. São Paulo. Rio de Janeiro: Record. 2012. P. SANTOS.C. D. Anelise Graciele. Criciuma.TEDESCO. Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural. Observatório Europeu LEADER. João Carlos. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo . 2010. [Org. N. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. 14 . Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Editora Argos. 2010. 34. Anais do X Encontro de Geógrafos da América Latina. Milton. 5ª ed. 2011.. Rosangela A. Rogério.. Milton. 1-25. Tese (Doutorado em Desenvolvimento Rural) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Uma nova política da espacialidade. Familiar: realidades e COLETTI. HESPANHOL. Razão e Emoção. SANTOS. agroindústrias desenvolvimento rural. 1. Produção familiar: perspectivas de análise e inserção na Microrregião Geográfica de Presidente Prudente. Julho de 2000. Pelo espaço.EDUSP. Inovação no meio rural. A natureza do espaço: Técnica e Tempo. Agricultores familiares. 19ª Ed. Martine. FREDERICO. T.

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