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Prof. Vanderlei Marinho Costa

A crise do sistema colonial nas Américas Espanhola e Francesa

1 . A Revolução Haitiana: uma República negra na América Francesa;

– revolução desencadeada em 1791, no contexto da Revolução Francesa, especificamente na

República Jacobina;

– durante o processo, os rebeldes reivindicaram a aplicação do princípio da igualdade às relações entre brancos e negros;

– em 1793, uma delegação haitiana enviada à França conseguiu da Convenção a abolição da escravatura em todas as colônias francesas;

– aos poucos, o movimento cindiu-se, numa luta entre negros (liderados por Toussaint

L’Ouverture ) e mulatos (liderados por André Rigaud) deflagrada em 1801;

– as forças lideradas por L’Ouverture ficaram com o domínio do lado francês, ao passo que as

lideradas por Rigaud dominaram a parte espanhola;

– em 1803, a parte francesa foi brevemente recolonizada por tropas napoleônicas, L’Ouverture foi preso e enviado para a França onde, no mesmo ano, morreria (oficialmente de pneumonia);

– em 1804, liderados por Jean Jacques Dessalines , um ex-escravo, os rebeldes retomaram o

controle da ilha e declararam sua independência, rebatizando-a como Haiti (seu antigo nome indígena). *** A importância do vodu na Revolução Haitiana e a criação do mito do haitianismo.

2 . As independências da América Espanhola

2.1 – Contexto e condicionantes:

a) revoluções europeias e expansão napoleônica;

– desestruturação e inoperância do governo metropolitano;

– elites coloniais (peninsulares e criollas) organizam, sem sucesso, a Junta Suprema de Espanha (1808-1810);

– relativa liberdade econômica: relações comerciais com a Inglaterra;

b) condições da Espanha;

– economia e estruturas atrasadas (inclusive em relação às colônias);

– as tentativas de reforma modernizantes, empreendidas pelos Bourbon a partir de meados do século XVIII, complicaram a relação com as colônias; – persistência do Pacto Colonial;

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– manutenção da desigualdade política entre peninsulares e criollos; – relativo empoderamento de mestiços;

– resultado: descontentamento quase generalizado com o crescente controle;

c) o quadro social: “raça”, natividade e poder; as tensões entre chapettones, criollos, mestiços, índios e negros;

– tensões entre funcionários da Coroa (chapettones) e as elites nativas (criollos);

d) ascensão de um proto-nacionalismo (ou nativismo), sobretudo da parte de jesuítas exilados;

2.2 . As guerras de independência:

a) período de maturação (1780-1810):

– 1780-1781: a revolta de Tupac Amaru II (José Gabriel Condorcanqui): maior levante indígena da América Colonial;

no México (Juan Guerrero) e na Venezuela

– (Francisco Miranda);

– surgimento das Juntas Governativas ;

tentativas

emancipacionistas

b) primeiras grandes revoltas anti-espanholas (1810-1816):

– a Junta de Sevilha tenta suplantar as Juntas Coloniais;

– as sublevações fracassam devido:

- à coesão das forças fiéis à Espanha;

- à falta de coesão das forças rebeldes;

- falta de apoio militar externo: Segunda Guerra de Independência dos Estados Unidos da América (1812-1814);

c) desfecho (1817-1825): os excessos da repressão conduzem ao acirramento da luta e à

conquista da autonomia;

fatores: vantagem militar das forças rebeldes + condições da Espanha + atuação política da Inglaterra e dos Estados Unidos;

2.3 – Os projetos para a América Espanhola de Simon Bolívar e José de San Martin;

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2.4 – Atualizando: o que o bolivarianismo defendido por Hugo Chávez tem e o que não tem a ver com Bolívar;

Cronologia das independências

o bolivarianismo defendido por Hugo Chávez tem e o que não tem a ver com Bolívar;