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“aos poucos esses recursos virão para que possamos investir mais em áreas prioritárias como saúde. O objetivo foi corrigir distorções na arrecadação do ICMS sobre mercadorias e serviços vendidos a distância – internet. que exigia. para o ano de 2017: 60% (sessenta por cento) para o Estado de destino e 40% (quarenta por cento) para o Estado de origem. Rui Costa. a medida signifique um primeiro aumento de R$ 48 milhões na arrecadação. em 2016. Com as recentes alterações. para o ano de 2018: 80% (oitenta por cento) para o Estado de destino e 20% (vinte por cento) para o Estado de origem. Antes da EC 87/15. De acordo com o governador. V. nas operações interestaduais por meios eletrônicos ou telemáticos. 99 no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. a partir do ano de 2019: 100% (cem por cento) para o Estado de destino. O entendimento do STF forçou a revisão da regra constitucional e valorizou o pacto federativo. o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual será partilhado entre os Estados de origem e de destino. que gerou centenas de ações judiciais. II. Alguns Estados estão otimistas. A discussão sobre a partilha do ICMS é antiga e foi acirrada em 2011 com o Protocolo ICMS 21.07. com a regra que vigorava Guia Prático de Procedimentos para atender à Emenda Constitucional Nº 87/2015 3 . foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2014. publicada no DOU de 17/04/2015. O Estado espera que. para tratar da sistemática de cobrança do ICMS incidente sobre as operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final. na seguinte proporção: I. o recolhimento de parte do imposto em favor dos estados onde estão os consumidores finais dos produtos comprados. cabia ao Estado de origem da mercadoria recolher integralmente o ICMS nas vendas a consumidores finais não contribuintes do imposto. 155 da Constituição Federal e incluiu o art. afirma que a EC 87/15 “é a correção de uma injustiça fiscal com a Bahia”. contribuinte ou não do imposto.Sobre a Emenda Constitucional nº 87/15 A Emenda Constitucional nº 87/15. telefone ou catálogos. Segundo o secretário da Fazenda. O governador da Bahia. Manoel Vitório. IV. para o ano de 2016: 40% (quarenta por cento) para o Estado de destino e 60% (sessenta por cento) para o Estado de origem. A norma. instituindo o princípio do destino como regra na tributação do ICMS em operações interestaduais. III. localizado em outro Estado. para o ano de 2015 (a partir de 16. alterou o § 2º do art.2015): 20% (vinte por cento) para o Estado de destino e 80% (oitenta por cento) para o Estado de origem. educação e segurança”.

até o momento. observado o disposto nos arts. O crédito relativo às operações e prestações anteriores deve ser deduzido do débito correspondente ao imposto devido à unidade federada de origem. Já o remetente deverá recolher o ICMS quando o destinatário não for contribuinte do imposto. sobretudo os da região Sudeste. para a unidade federada de destino. utilizar a alíquota interestadual prevista para a operação. Recolhimento do imposto A responsabilidade pelo recolhimento do imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual será atribuída ao destinatário quando este for contribuinte do imposto. afinal de contas é o consumidor baiano que está fazendo a aquisição. Certo é que sua aprovação foi um importante avanço para reduzir a guerra fiscal em nosso País. para o cálculo do imposto devido à unidade federada de origem e recolher. o imposto correspondente à diferença entre o imposto da origem e o imposto do destino. É precipitado dizer que a EC 87/15 cobriu todas as distorções a respeito da cobrança de ICMS sobre mercadorias e serviços vendidos a distância. e certamente tentarão compensar esta perda com outras medidas fiscais. uma grande injustiça que está sendo sanada”. perderão arrecadação. É devido à unidade federada de destino o ICMS correspondente à diferença entre a alíquota interna da unidade federada de destino e a alíquota interestadual estabelecida pelo Senado Federal para a respectiva operação ou prestação. No cálculo do valor do ICMS correspondente à diferença entre as alíquotas interestadual e interna será considerado o benefício fiscal concedido na operação ou prestação interna. O prazo de recolhimento é até o décimo quinto dia do mês subsequente à saída do bem ou ao início da prestação de serviço. “Foram tentadas diversas medidas para se captar a arrecadação deste tributo. O remetente do bem ou o prestador de serviço devem utilizar a alíquota interna prevista na unidade federada de destino para calcular o ICMS total devido na operação/prestação. Outros Estados. Isso era uma queixa do Brasil inteiro. e que. É o caso dos estados de Minas Gerais e São Paulo. considera-se unidade federada de destino aquela onde tenha fim a prestação. 19 e 20 da Guia Prático de Procedimentos para atender à Emenda Constitucional Nº 87/2015 4 . a perda de arrecadação nas aquisições feitas pelo comércio eletrônico na Bahia é estimada em mais de R$ 120 milhões por ano. Ressalte-se que deve ser observada a legislação da unidade federada de destino do bem ou serviço. ainda que a unidade federada de origem tenha concedido redução da base de cálculo do imposto ou isenção na operação interestadual. sem prejuízo da aplicação da alíquota interna prevista na legislação da unidade federada de destino.no caso do serviço de transporte.

O diferencial de alíquotas não será aplicável quando a aquisição de mercadoria ocorrer em outro Estado de forma presencial e com a retirada no balcão ou quando o transporte for efetuado pelo próprio remetente ou por sua conta e ordem (cláusula CIF . na forma de sua legislação. BASE DE CÁLCULO As bases de cálculo do ICMS de origem e destino são únicas e correspondem ao valor da operação ou o preço do serviço. em relação a cada operação ou prestação. inclusive nos respectivos documentos de arrecadação. e as operações devem ser acobertadas por Nota Fiscal Eletrônica – NF-e. Insurance and Freight). de acordo com a legislação da unidade federada de destino. a qual deve conter as informações previstas no Ajuste SINIEF 07/05. observado o disposto no § 1º do art. Guia Prático de Procedimentos para atender à Emenda Constitucional Nº 87/2015 5 .no prazo previsto no respectivo convênio ou protocolo que dispõe sobre a substituição tributária. modelo 55.Cost. sendo que o número de inscrição deve ser aposto em todos os documentos dirigidos à unidade federada de destino. por ocasião da saída do bem ou do início da prestação de serviço.O documento de arrecadação deve mencionar o número do respectivo documento fiscal e acompanhar o trânsito do bem ou a prestação do serviço. Fiscalização As unidades federadas de destino do bem ou do serviço podem.Lei Complementar nº 87/96.Fica dispensado de nova inscrição estadual ou distrital o contribuinte já inscrito na condição de substituto tributário na unidade federada de destino. em relação a cada operação ou prestação. A inadimplência do contribuinte inscrito em relação ao imposto correspondente à diferença entre o imposto da origem e o imposto do destino ou a irregularidade de sua inscrição estadual ou distrital faculta à unidade federada de destino exigir que o imposto seja recolhido por ocasião da saída do bem ou do início da prestação de serviço. pode ser exigida ou concedida ao contribuinte localizado na unidade federada de origem inscrição no Cadastro de Contribuintes do ICMS. A critério da unidade federada de destino e conforme dispuser a sua legislação tributária. disponibilizar aplicativo que calcule o imposto correspondente à diferença entre o imposto da origem e o imposto do destino.GNRE ou outro documento de arrecadação. 13 da Lei Complementar nº 87/1996. O recolhimento do imposto correspondente à diferença entre o imposto da origem e o imposto do destino deve ser efetuado por meio da Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais .

82. marcando o quadro “Emenda Constitucional nº 87/15”.Este credenciamento deve ser concedido pela unidade federada de origem em até dez dias. pelas unidades federadas envolvidas nas operações ou prestações. O recolhimento do impostoadicional de até 2% deve ser feito em documento de arrecadação ou GNRE distintos. Tributação ou Receita da unidade federada do estabelecimento a ser fiscalizado. O credenciamento prévio será dispensado na hipótese de a fiscalização ser exercida sem a presença física da autoridade fiscal no local do estabelecimento a ser fiscalizado.As unidades federadas de destino podem dispensar o contribuinte de obrigações acessórias. No cálculo do imposto devido à unidade federada de destino. nos termos previstos no art. Finanças. observando-se sua respectiva legislação. separadamente. por meio da aplicação sobre a respectiva base de cálculo de percentual correspondente à alíquota interna da unidade federada de destino sem considerar o adicional de até 2% (dois por cento) e ao adicional de até 2% (dois por cento). Adicional na alíquota de ICMS para os fundos de combate à pobreza O adicional de até dois pontos percentuais na alíquota de ICMS aplicável às operações e prestações. Economia. Guia Prático de Procedimentos para atender à Emenda Constitucional Nº 87/2015 6 . e a fiscalização do estabelecimento contribuinte situado na unidade federada de origem pode ser exercida. o remetente deve calcular. destinado ao financiamento dos fundos estaduais e distrital de combate à pobreza. GIA-ST Deverá ser apresentada a GIA-ST para as operações destinadas a não contribuinte localizado em outro Estado. exceto a emissão de documento fiscal. conjunta ou isoladamente. é considerado para o cálculo do imposto. condicionando-se o Fisco da unidade federada de destino ao credenciamento prévio na Secretaria da Fazenda. cujo recolhimento deve ser realizado integralmente para a unidade federada de destino. o imposto correspondente ao diferencial de alíquotas. configurando anuência tácita a ausência de resposta. §1º. do ADCT da Constituição Federal.

0. E313 e E316 nos arquivos da Escrituração Fiscal Digital – EFD. E312. incluiu os registros C101. Vejamos: • Alterada a redação da coluna “Descrição” da tabela 2. EFD ICMS/IPI Para atender ao disposto na EC 87/15. E310. • Incluído o registro C101. nas aquisições em outros Estados e Distrito Federal. E311. entre outras coisas. relativamente aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2016. O Ato Cotepe 44/2015 produz efeitos a partir de 1º de janeiro de 2016 e que as alterações abaixo estão inseridas no Guia Prático EFD-ICMS/IPI – Versão 2. E300.1 – Abertura do arquivo digital e Bloco 0. não sujeitas ao regime de antecipação do recolhimento do imposto. Diferencial de Alíquotas e Antecipação DeSTDA A DeSTDA foi instituída pelo Ajuste Sinief 12/2015 e deve ser apresentada mensalmente pelos contribuintes optantes pelo Simples Nacional. concomitantes e subsequentes). D101. para “Dados do Contribuinte Substituto ou Responsável pelo ICMS Destino”. ao ICMS devido em operações com bens ou mercadorias sujeitas ao regime de antecipação do recolhimento do imposto. relativo à diferença entre a alíquota interna e a interestadual e ao ICMS devido nas operações e prestações interestaduais que destinem bens e serviços a consumidor final não contribuinte do imposto. A DeSTDA traz informações referentes aoICMS retido como substituto tributário (operações antecedentes.1. ao ICMS devido em aquisições em outros Estados e no Distrito Federal de bens ou mercadorias.6. o Ato Cotepe 44/2015 alterou o Ato Cotepe 9/2008 e. do Registro 0015. trazendo informação complementar dos documentos fiscais quando das operações interestaduais destinadas a consumidor final não contribuinte EC 87/15. Guia Prático de Procedimentos para atender à Emenda Constitucional Nº 87/2015 7 .18.Declaração de Substituição Tributária.

1 . • Incluído o registro E312 . • Incluído o registro E313 . do item 5. • Incluído o registro E316 .Tabela de Códigos de Ajuste da Apuração do ICMS do item 5.Apuração do ICMS Diferencial de Alíquota – UF Origem/Destino EC 87/15.” • Incluídos os novos registros (citados acima) no APÊNDICE B – LEIAUTE DA ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL.1 – Ajustes dos Saldos da Apuração do ICMS. • Incluído o registro E310 .Tabela de Códigos de Ajuste da Apuração do ICMS do item 5. Guia Prático de Procedimentos para atender à Emenda Constitucional Nº 87/2015 8 . • Alterada a descrição do campo 03 – IE_SR do registro 0015 para “Inscrição Estadual do contribuinte substituto na unidade da federação do contribuinte substituído ou unidade de federação do consumidor final não contribuinte . • Incluído o registro E311 .Identificação dos Documentos Fiscais. • Alterado o nome do registro 0015 para “DADOS DO CONTRIBUINTE SUBSTITUTO OU RESPONSÁVEL PELO ICMS DESTINO”.• Incluído o registro D101.Informações Adicionais da Apuração do ICMS Diferencial de Alíquota – UF Origem/Destino EC 87/15 .1 – Ajustes dos Saldos da Apuração do ICMS. do item 5.1.Ajuste/Benefício/Incentivo da Apuração do ICMS Diferencial de Alíquota – UF Origem/Destino EC 87/15. • Incluído o registro E300 .1.1 . • Alterada a descrição do campo 02 – UF_ST do registro 0015 para “Sigla da unidade da federação do contribuinte substituído ou unidade de federação do consumidor final não contribuinte .ICMS Destino EC 87/15”. trazendo informação complementar dos documentos fiscais quando das prestações interestaduais destinadas a consumidor final não contribuinte .ICMS Destino EC 87/15. • Incluídos novos códigos na tabela genérica do item Obs.Informações Adicionais dos Ajustes da Apuração do ICMS Diferencial de Alíquota – UF Origem/Destino EC 87/15.EC 87/15. • Incluído o item 2 – ICMS Difal/FCP.Período de Apuração do ICMS Diferencial de Alíquota – UF Origem/Destino EC 87/15. no item 2 das Regras de Formação do Código de Ajuste da Apuração do ICMS.Obrigações do ICMS recolhido ou a recolher – Diferencial de Alíquota – UF Origem/Destino EC 87/15.