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CENTRO REGIONAL DE REFERÊNCIA P/ FORMAÇÃO PERMANENTE AOS PROFISSIONAIS DAS REDES DE ATENÇÃO INTEGRAL À

CENTRO REGIONAL DE REFERÊNCIA P/ FORMAÇÃO PERMANENTE AOS PROFISSIONAIS DAS REDES DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAUDE E ASSISTENCIA SOCIAL COM USUÁRIOS DE DROGAS

CURSO: GERENCIAMENTO DE CASOS E REINSERÇÃO SOCIAL DE USUÁRIOS DE CRACK E OUTRAS DROGAS

Módulo I: 04h/a Instrutora: Renata Janaina Sbierki Coginotti | CRP 08/13012

Psicóloga

Comportamental

Especialista

em

Saúde

Pública

com

POLITICA NACIONAL SOBRE DROGAS- PNAD

Ênfase

em

Saúde

Mental

e

Terapia

Cognitiva

Até o ano de 1998, o Brasil não contava com uma política nacional específica sobre o tema da redução da demanda e da oferta de drogas. Foi a partir da realização da XX Assembléia Geral das Nações Unidas, na qual foram discutidos os princípios diretivos para a redução da demanda de drogas, aderidos pelo Brasil, que as primeiras medidas foram tomadas. O então Conselho Federal de Entorpecentes (CONFEN) foi transformado no Conselho Nacional Antidrogas (CONAD) e foi criada a Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD), diretamente vinculada à, então, Casa Militar da Presidência da República.

Com a missão de “coordenar a Política Nacional Antidrogas, por meio da articulação e integração entre governo e sociedade” e como Secretaria Executiva do Conselho Nacional Antidrogas, coube à SENAD mobilizar os diversos atores envolvidos com o tema drogas para a criação da política brasileira. Assim, em 2002, por meio de Decreto Presidencial, foi instituída a Política Nacional Antidrogas PNAD, através do Decreto nº 4.345 de 26 de agosto de 2002.

Com ampla participação popular, embasada em dados epidemiológicos atualizados e cientificamente fundamentados, a política realinhada passou a chamar-se Política Nacional sobre Drogas PNAD e foi aprovada pelo Conselho Nacional Antidrogas CONAD em 23 de maio de 2005, entrando em vigor em 27 de outubro desse mesmo ano, por meio da Resolução nº3/GSIPR/CH/CONAD.

Em 2006, a SENAD coordenou um grupo do governo que assessorou os parlamentares no processo que culminou na aprovação da Lei n° 11.343/2006, que instituiu o Sistema Nacional de Políticas

Públicas sobre Drogas SISNAD, suplantando uma legislação de trinta anos que se mostrava obsoleta

e em desacordo com os avanços científicos na área e com as transformações

A Lei nº 11.343/2006 colocou o Brasil em destaque no cenário internacional ao instituir o SISNAD e prescrever medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas, em consonância com a atual política sobre drogas. Essa lei nasceu da necessidade de compatibilizar os dois instrumentos normativos que existiam anteriormente:

Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (SISNAD)

O Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas, regulamentado pelo Decreto nº 5.912, de 27 de

setembro de 2006, tem por objetivos contribuir para a inclusão social do cidadão, tornando-o menos vulnerável a assumir comportamentos de risco para o uso indevido de drogas, tráfico e outros comportamentos relacionados; Promover a construção e a socialização do conhecimento sobre drogas no país promovendo a integração entre as políticas de prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas, reprimir a produção não autorizada e o tráfico ilícito de drogas e promover as políticas públicas setoriais dos órgãos do Poder Executivo da União, Distrito Federal, Estados e Municípios.

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Em 23 de julho de 2008, foi instituída a Lei nº 11.754, através da qual o Conselho Nacional Antidrogas passou a se chamar Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (CONAD). A nova lei também alterou

o nome da Secretaria Nacional Antidrogas para Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD).

Esta modificação histórica era aguardada desde o processo de realinhamento da Política Nacional sobre Drogas, em 2004, tornando-se um marco na construção de políticas públicas no Brasil.

POLITICA NACIONAL SOBRE O ÁLCOOL- PNA

Em julho de 2005, o então Conselho Nacional Antidrogas, ciente dos graves problemas inerentes ao consumo prejudicial de álcool, e com o objetivo de ampliar o espaço de participação social para a discussão de tão importante tema, instalou a Câmara Especial de Políticas Públicas sobre o Álcool CEPPA, composta por diferentes órgãos governamentais, especialistas, legisladores e representantes da sociedade civil. A Câmara Especial iniciou suas atividades a partir dos resultados do Grupo Técnico Interministerial criado no Ministério da Saúde, em 2003.

Esse processo permitiu ao Brasil chegar a uma política realista, sem qualquer viés fundamentalista ou de banalização do consumo, embasada de forma consistente por dados epidemiológicos, pelos avanços da ciência e pelo respeito ao momento sociopolítico do país.

Em maio de 2007, o Governo Federal, por meio do Decreto Presidencial nº 6.117/2007, apresentou à sociedade brasileira a Política Nacional sobre o Álcool, numa clara demonstração de responsabilidade e vontade política com um assunto tão difícil, mas de inquestionável relevância.

Esta política, reconhecendo a importância da implantação de diferentes medidas articuladas entre si e numa resposta efetiva ao clamor da sociedade por ações concretas de proteção aos diferentes domínios da vida da população, veio acompanhada de um elenco de medidas passíveis de implementação pelos órgãos do governo no âmbito de suas competências e outras de articulação com

o Poder Legislativo e demais setores da sociedade.

Em janeiro de 2008, o Poder Executivo encaminhou ao Congresso Nacional a medida provisória nº 415, proibindo a venda de bebidas alcoólicas nas rodovias federais e propondo a alteração da Lei nº 9.503/97 - Código de Trânsito Brasileiro. Após exaustivo processo de discussão e com ampla participação popular, esta medida provisória foi transformada em um projeto de Lei, aprovado no Congresso Nacional em maio de 2008.

POLITICAS SETORIAIS DE SAÚDE E ASSISTÊNCIA SOCIAL

A história das políticas de saúde mental no Brasil é marcada por embates e disputa de diferentes interesses, o que levou a uma mobilização de diversos setores da sociedade para que houvesse um cuidado mais digno e humanizado aos portadores de sofrimento mental. Este movimento ficou conhecido como Luta Antimanicomial e propôs as mudanças para a consolidação da Reforma Psiquiátrica.

A política voltada para os usuários de álcool e outras drogas está articulada à Política de Saúde Mental

do Ministério da Saúde. Um importante marco constitucional é a Lei nº 10.216 / 01, a qual dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais, entre eles os usuários de álcool e outras drogas, destacando que é responsabilidade do Estado o desenvolvimento de ações de assistência e promoção de saúde a esta população. Esta lei direciona também o modelo assistencial em saúde mental, de acordo com os preceitos do movimento da Reforma Psiquiátrica, voltada para a criação de uma rede assistencial baseada em dispositivos extra-hospitalares.

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Deste modo, há a superação do modelo moralizante do cuidado e o resgate da cidadania dos usuários enquanto sujeitos com plenos direitos, inclusive o de se cuidar. Enquanto perspectiva teórico-prática, a política do Ministério da Saúde se baseia nos princípios de Redução de Danos, tendo em vista o rompimento com as metas de abstinência como única possibilidade terapêutica.

Destaca-se que a política para os usuários de álcool e outras drogas é convergente com os princípios e orientações do SUS, buscando a universalidade do acesso e do direito à assistência aos usuários. De acordo com a perspectiva da Política de Saúde Brasileira, é possível verificar os seguintes pontos principais da Política de Álcool e outras Drogas: Integralidade; Descentralização; Equidade e Mobilização.

Para a consecução de tais objetivos, a política está organizada a partir do estabelecimento de uma rede de atenção aos usuários de álcool e outras drogas, pois não se pode pensar na assistência de forma fragmentada e sim de forma INTEGRAL e INTERSETORIAL. Esses dois princípios são fundamentais para nosso curso porque é a partir destes que podemos pensar o quão importante é articular os diferentes setores com o setor saúde para que o usuário tenha um cuidado integral, de acordo com suas necessidades e problemas.

REDE DE ATENÇÃO: SUS (PSF NASF, CAPS, HG) E SUAS (CREAS, CRAS) E SUAS INTER- RELAÇÕES

REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL - Portaria 3088 de 23 de dezembro de 2011

OBJETIVOS:

I - Ampliar o acesso à atenção psicossocial da população em geral;

II - Promover a vinculação das pessoas com transtornos mentais e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas e suas famílias aos pontos de atenção; e III - Garantir a articulação e integração dos pontos de atenção das redes de saúde no território, qualificando o cuidado por meio do acolhimento, do acompanhamento contínuo e da atenção às urgências.

Art. 5º A Rede de Atenção Psicossocial é constituída pelos seguintes componentes:

I - ATENÇÃO BÁSICA EM SAÚDE:

a) Unidade Básica de Saúde - serviço de saúde constituído por equipe multiprofissional responsável

por um conjunto de ações de saúde, de âmbito individual e coletivo, que abrange promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, a redução de danos e a manutenção da saúde com o objetivo de desenvolver a atenção integral que impacte na situação de saúde e autonomia das pessoas e nos determinantes e condicionantes de saúde das coletividades.

b) Equipes de Atenção Básica para populações em situações específicas:

- Equipe de Consultório na Rua - equipe constituída por profissionais que atuam de forma itinerante, ofertando ações e cuidados de saúde para a população em situação de rua, considerando suas diferentes necessidades de saúde.

- Equipe de apoio aos serviços do componente Atenção Residencial de Caráter Transitório: oferece suporte clínico e apoio a esses pontos de atenção.

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c) Centro de Convivência - é unidade pública, articulado às Redes De Atenção à Saúde, em especial à

Rede de Atenção Psicossocial, onde são oferecidos à população em geral espaços de sociabilidade, produção e intervenção na cultura e na cidade.

d) Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) Apoia as Equipes de Saúde da Família, constituído por

profissionais de saúde de diferentes áreas de conhecimento, que atuam de maneira integrada, sendo responsável por apoiar as Equipes de Saúde da Família, as Equipes de Atenção Básica para populações específicas e equipes da academia da saúde, atuando diretamente no apoio matricial e, quando necessário, no cuidado compartilhado junto às equipes da(s) unidade(s) na(s) qual(is) está vinculado, incluindo o suporte ao manejo de situações relacionadas ao sofrimento ou transtorno mental e aos problemas relacionados ao uso de crack, álcool e outras drogas.

Em articulação com o NASF, a atenção básica pode realizar: consultas, ações de Promoção da Saúde, ações de educação em saúde junto ao Programa de Saúde na Escola (PSE), oficinas, ações de redução de danos, oferta de cuidados básicos em saúde, mobilização de rede social de cuidado (CRAS, CREAS), oferta de inserção na rede de atenção.

Art. 6º São pontos de atenção da Rede de Atenção Psicossocial em cada componente, os seguintes serviços:

II - NA ATENÇÃO PSICOSSOCIAL ESPECIALIZADA:

Centro de Atenção Psicossocial - constituído por equipe multiprofissional que atua sob a ótica interdisciplinar e realiza atendimento às pessoas com transtornos mentais graves e persistentes e às pessoas com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, em sua área territorial, em regime de tratamento intensivo, semi-intensivo, e não intensivo. O cuidado é desenvolvido através de Projeto Terapêutico Individual, envolvendo em sua construção a equipe, o usuário e sua família. A ordenação do cuidado estará sob a responsabilidade do Centro de Atenção Psicossocial ou da Atenção Básica, garantindo permanente processo de cogestão e acompanhamento longitudinal do caso.

II - ATENÇÃO PSICOSSOCIAL ESPECIALIZADA:

Os Centros de Atenção Psicossocial estão organizados nas seguintes modalidades: CAPS I; CAPS II; CAPS III; CAPS AD; CAPS AD III e CAPS i.

CAPS AD

Realizar acolhimento universal e incondicional a usuários de crack.

Tratar as abstinências leves de crack (Abstinências graves e com agravos físicos devem ser tratadas em leitos de hospital geral ou enfermarias AD em hospital geral ou encaminhadas para unidades de pronto-atendimento.)

Realizar desintoxicação de quadros leves e sem agravos clínicos que não demandem atenção médica contínua; Devem realizar atenção à crise de usuários de crack conquanto estes não apresentem agravos clínicos; Devem realizar atenção regular a usuários em crise e fora da crise. Em casos de abandono de tratamento, deve ser realizada busca ativa em articulação com atenção básica;

Realizar ações de matriciamento nos outros dispositivos da rede que desenvolvam atenção a usuários de crack. Desta ação devem resultar articulações e parcerias, com o desenvolvimento de projetos terapêuticos individuais em conjunto.

Os CAPS AD devem constituir espaço de convivência de usuários que desenvolveram processos de ruptura de sua rede de relações sociais; Devem ser desenvolvidas oficinas terapêuticas, atendimentos

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grupais, individuais; Devem desenvolver atividades, especialmente as relativas a redução de danos, em espaços fora de seu espaço institucional; Devem acolher usuários de crack que demandem ajuda e que não demonstrem desejo de interromper o consumo.

Devem oferecer suporte e apoio aos familiares, como também desenvolver redes intersetoriais com objetivo de promoção de vida, socialização, e oferta de atividades de esporte, cultura, lazer, inserção mercado de trabalho e outras.

CAPS AD III

Leitos de atenção integral em CAPS não constituem espaços que disponham da presença de médicos durante todo o terceiro período (noturno). De igual forma, não é prevista uma estrutura que comporte emergências clínicas. Estão excluídos, portanto, destes leitos, usuários que apresentem quadros clínicos graves que os coloquem em risco de morte, devendo, neste caso, serem utilizados leitos de hospital geral.

O tempo de utilização deste leito deve ser definido a partir de um projeto terapêutico individual, e em geral restrito ao período de 7 dias corridos ou 10 intercalados em um período de 30 dias.

Os objetivos da utilização do acolhimento noturno devem incluir: prevenção à recaída, redução de danos, proteção em condições de riscos sociais e de extrema vulnerabilidade, tratamento de abstinências leves e abrigamento em caso de fissuras intensas.

Ao contrário dos leitos de atenção integral em hospital geral, os leitos de CAPS AD 24hs devem ser regulados pela própria equipe do serviço e não por uma central municipal ou regional de regulação.

III - ATENÇÃO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA:

a) Os pontos de atenção da Rede de Atenção às Urgências - SAMU 192, Sala de Estabilização, UPA 24

horas, as portas hospitalares de atenção à urgência/pronto socorro, Unidades Básicas de Saúde, entre

outros - são responsáveis, em seu âmbito de atuação, pelo colhimento, classificação de risco e cuidado nas situações de urgência e emergência das pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas;

b) Os Centros de Atenção Psicossocial realizam o acolhimento e o cuidado das pessoas em fase aguda

do transtorno mental, seja ele decorrente ou não do uso de crack, álcool e outras drogas, devendo nas situações que necessitem de internação ou de serviços residenciais de caráter transitório, articular e coordenar o cuidado.

IV - ATENÇÃO RESIDENCIAL DE CARÁTER TRANSITÓRIO:

a) A Unidade de Acolhimento é um ponto de atenção que oferece cuidados contínuos de saúde, com

funcionamento 24 horas, em ambiente residencial, para pessoas com necessidade decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, de ambos os sexos, que apresentem acentuada vulnerabilidade social e/ou familiar e demandem acompanhamento terapêutico e protetivo de caráter transitório, sendo unidade de acolhimento adulta e infanto-juvenil.

b) Serviços de Atenção em Regime Residencial, dentre os quais Comunidades Terapêuticas - serviço

de saúde destinado a oferecer cuidados contínuos de saúde, de caráter residencial transitório por até nove (09) meses para adultos com necessidades clínicas estáveis decorrentes do uso de crack, álcool e

outras drogas.

V - ATENÇÃO HOSPITALAR: CENTRO REGIONAL DE REFERÊNCIA P/ FORMAÇÃO PERMANENTE AOS PROFISSIONAIS DAS REDES

V - ATENÇÃO HOSPITALAR:

CENTRO REGIONAL DE REFERÊNCIA P/ FORMAÇÃO PERMANENTE AOS PROFISSIONAIS DAS REDES DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAUDE E ASSISTENCIA SOCIAL COM USUÁRIOS DE DROGAS

a) Enfermaria especializada para atenção às pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas em Hospital Geral, oferece tratamento hospitalar para casos graves relacionados aos transtornos mentais e de abstinências e intoxicações severas.

b) O Serviço Hospitalar de Referência para Atenção às pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas oferece suporte hospitalar, por meio de internações de curta duração em situações assistenciais que evidenciarem indicativos de ocorrência de comorbidades de ordem clínicae/ou psíquica, acolhendo os pacientes em regime de curtíssima ou curta permanência. Funciona em regime integral, durante 24 horas diárias, nos sete dias da semana, sem interrupção da continuidade entre os turnos.

VI - ESTRATÉGIAS DE DESINSTITUCIONALIZAÇÃO:

O componente Estratégias de Desinstitucionalização é constituído por iniciativas que visam a garantir às pessoas com transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, em situação de internação de longa permanência, o cuidado integral por meio de estratégias substitutivas, na perspectiva da garantia de direitos com a promoção de autonomia e o exercício de cidadania, buscando sua progressiva inclusão social.

Os Serviços Residenciais Terapêuticos - que são pontos de atenção desse componente - são moradias inseridas na comunidade, destinadas a acolher pessoas egressas de internação de longa permanência (dois anos ou mais ininterruptos), egressas de hospitais psiquiátricos e hospitais de custódia, entre outros.

VII - REABILITAÇÃO PSICOSSOCIAL:

Art. 7º O componente Reabilitação Psicossocial da Rede de Atenção Psicossocial é composto por iniciativas de geração de trabalho e renda/empreendimentos solidários/cooperativas sociais (ações caráter intersetorial).

REFERÊNCIAS

BRASIL. A Prevenção do Uso de Drogas e a Terapia Comunitária. Brasília: Secretaria Nacional Antidrogas, 2006.

BRASIL. Inovação e Participação. Relatório de Ações do Governo na Área da Redução da Demanda de Drogas. Brasília: Secretaria Nacional Antidrogas, 2006.

BRASIL. Lei nº 11.343/2006, de 23 de agosto de 2006.

BRASIL. Lei nº 11.705/2008, de 19 de junho de 2008.

BRASIL. Política Nacional sobre Drogas. Brasília: Presidência da República, Secretaria Nacional Antidrogas, 2005.

Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Área Técnica de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas. Abordagens Terapêuticas a Usuários de Cocaína/Crack no Sistema Único de Saúde: Texto preliminar destinado à consulta pública. Brasília, abril de 2010.

Ministério da Saúde. Portaria nº 3088 de 23 de dezembro de 2011.