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Capítulo 6 - A Ressurreição Física dos Crentes para a Vida Eterna

“Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão? Insensato!
O que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer. E, quando semeias. não semeias o
corpo que há de nascer, mas o simples grão, como de trigo ou doutra qualquer semente. Mas
Deus dá-lhe o corpo como quer e a cada semente, o seu próprio corpo. Nem toda carne é uma
mesma carne; mas uma é a carne dos homens, e outra, a carne dos animais, e outra, a dos
peixes, e outra, a das aves. E há cornos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos
celestes, e outra, a dos terrestres. Uma é a glória do sol, e outra, a glória da lua, e outra, a
glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela”.
“Assim também a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção,
ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em
fraqueza, ressuscitará com vigor. Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual. Se há
corpo animal, há também corpo espiritual.” (1 Coríntios 15.35-44).

Para os materialistas modernos, a morte é a cessação do ser. De acordo com a visão


mítica dos antigos, quando morremos voltamos a uma sombra fantasmagórica do nosso eu
atual. Os reencarnacionistas acreditam que nossa alma, continuamente, volta revestida com
outro corpo. Os seguidores de Platão advogam que o corpo é uma prisão; na morte, o
prisioneiro escapa como mero espírito humano individual. Os hindus acreditam que o corpo é
somente uma ilusão e que a única coisa que no final das contas sobrevive é a consciência
cósmica impessoal. Só em uma cosmovisão bíblica ficamos maiores depois da morte que
antes. Só no cristianismo o nosso corpo humilde é transformado em corpo glorioso e
ressuscitado, semelhante ao corpo ressuscitado de Cristo. 1

Já imaginou como será seu corpo glorificado? Quanto mais velho fico, mais me pego
pensando na transformação de meu corpo em um que é imortal, incorruptível e imperecível.
Joni Eareckson Tada proporciona um antegozo deste êxtase místico. Ela diz que pensa há
anos no seu corpo celeste. Paralisada do pescoço para baixo, ela escreve: “Naturalmente, você
sabe por quê: Meu corpo terrestre não funciona”, 2 Em seguida, Joni compartilha um sonho
divertido que ela teve em Stavanger, Noruega:

Naquela noite, enquanto o frio vento norueguês sacudia a janela do meu quarto, me
aconcheguei e me deslizei no sonho mais surpreendente. Eu me vi em pé à beira de uma
piscina. Isto era espantoso, visto que raramente sonho estar em pé. Normalmente não
posso ver ou sentir meu corpo dos ombros para baixo; meu tronco e pernas sempre são
nebulosos e inacabados, como as extremidades meio-completas de uma pintura. Mas não
neste sonho.
Estendi os braços sobre a cabeça, curvei as costas e graciosamente mergulhei na água.
Quando subi e alisei o cabelo com as mãos, fiquei aturdida aos vê-las brilhar
intensamente, de cor róseo-avermelhada molhada e mel-marfim, banhadas em vida,
beleza e bem-estar. Apertei as palmas em meu nariz. Tinham um cheiro silvestre e doce.
Alguns poderiam me confundir com um anjo, mas nunca me senti mais humana, mais
mulher. Levantei a cabeça e admirei meus braços estendidos e depois dei uma olhada ao
redor. É difícil descrever, mas a água e o ar eram brilhantes, chamejantes de luz, como
ouro puro, tão transparente quanto água.
Cada respiração penetrava meus pulmões, mas com uma picada doce que me fazia querer
respirar mais profundamente. Olhei para baixo e vi a piscina vislumbrando como
diamantes. Já ouviu falar que “a água faísca”? Em meu sonho, a água estava fazendo
exatamente assim. O ar também estava brilhando. Tudo era flamejante, claro e dourado.
Vi um amigo sentado no lado da piscina, descansando numa cadeira debaixo de uma
cabina branca de banhistas e me observando. De modo esquisito, ele também parecia
flutuante em luz. Ele parecia mais real, mais homem que nunca. Era meu velho amigo,
mas mil vezes mais ele e quando nossos olhos se encontraram, a juventude infundiu meu
coração. Fiquei imaginando se ele sentia o mesmo. Sorri, acenei e depois comecei a
nadar, suavemente partindo a água com braçadas longas e vigorosas. As ondulações eram
refrescantes e macias. Mais semelhante a cetim que água. Depois de um tempo, meu
amigo mergulhou. Ele tocou meu ombro e ardeu, mas de modo indolor. Não havia
necessidade de falar; nossos sorrisos diziam que éramos amigos novamente pela primeira
vez. Nadamos juntos, braçada após braçada. E quanto mais nós nadávamos, mais fortes
ficávamos. Não mais fracos, mas mais fortes.
Foi o sonho mais extraordinário que já tive. Quando acordei, não tinha dúvida de
que era um sonho sobre o céu. Fiquei convencida de que “ouro puro, semelhante a vidro
puro” existia. Não era uma imagem tola. Eu a vi com os olhos do meu coração. 3

Um dia, diz Joni, seu sonho se tomará realidade: “Nunca mais cinturas protuberantes
ou cabeça que estão ficando carecas. Nunca mais veias varicosas ou rugas nos cantos externos
dos olhos. Nunca mais celulites ou meias elásticas. Esqueça coxas roliças e quadris amplos.
Apenas uma rápida brincadeira de sela por cima da lápide, e é o corpo com o qual você
sempre sonhou. Saudável e em boas condições físicas e mentais, macio e lustroso”.’ Como o
apóstolo Paulo explica: “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o
Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o
seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Fp
3.20,21).

Salvador

De todas as coisas que podem ser ditas concernentes ao nosso corpo glorificado, a
primeira é esta: Nosso corpo abatido será transformado “conforme o seu corpo glorioso”!
Como o corpo do Salvador, nosso corpo da ressurreição será corpo real, físico e de carne
e osso perfeitamente engendrado para “um novo céu e uma nova terra” (Ap 21.1). Como
enfatizado pelo Dr. Norman Geisler:

Os pais ortodoxos [da igreja] foram unânimes em confessar a crença na ressurreição da


carne. Eles criam que a carne era essencial à natureza humana e que Jesus, sendo
completamente humano, não só encarnou, mas também ressuscitou na mesma carne
humana que tinha antes da morte. Um corpo ressuscitado pode ser visto a olho nu. Se
fosse tirada uma foto d’Ele, a imagem apareceria no filme. Como afirmou Anselmo, é tão
material como o corpo de Adão era, e teria assim ficado se Adão não tivesse pecado. Era
tão físico que se alguém o tivesse visto surgir do sepulcro, veria cair o pó que desceu da
laje debaixo da qual se levantou! 5

Além disso, é importante observar que a ressurreição de Cristo foi um evento histórico
que aconteceu em nosso continuum espaço-tempo. Igualmente, nossa ressurreição será um
evento histórico que acontecerá quando Cristo fisicamente voltar e, em um microssegundo,
transformar nosso corpo mortal. Nas palavras de Paulo: “Todos seremos transformados, num
momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os
mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1 Co 15.51,52).

Deve ser enfatizado que há correspondência entre o corpo de Cristo que morreu e o
corpo que ressuscitou. Jesus disse: “Derribai este templo, e em três dias o levantarei” (Jo 2.19;
grifo meu). O apóstolo João esclarece que “ele falava do templo do seu corpo” (Jo 2.21). Diz
Geisler: “Sempre fez parte da crença ortodoxa admitir que Jesus ressurgiu imortal no mesmo
corpo físico no qual morreu. Quer dizer, seu copo da ressurreição era numericamente
igual ao seu corpo da pré-ressurreição”.6 Semelhantemente, nosso corpo da ressurreição é
numericamente idêntico ao como que hoje possuímos. Em outras palavras, nosso corpo da
ressurreição não é um segundo corpo; é o nosso corpo atual transformado.

Semente

Para informar mais nosso pensamento com respeito à natureza de nosso corpo
ressuscitado, o apóstolo Paulo nos proporciona a analogia da semente. Diz Paulo: “Mas
alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão? Insensato! O que tu
semeias não é vivificado, se primeiro não morrer. E, quando semeias, não semeias o corpo
que há de nascer, mas o simples grão, como de trigo ou doutra qualquer semente. Mas Deus
dá-lhe o corpo como quer e a cada semente. o seu próprio corpo” (1 Co 15.35-38). Como a
semente é transformada no corpo que se tornará, assim também nosso corpo mortal será
transformado no corpo imortal. Joni pinta um quadro verbal muito interessante e instigante:

Já assistiu aos especiais sobre a natureza na televisão aberta? Aqueles onde eles põem a
câmera contra um copo para mostrar uma semente seca e velha de feijão-de-lima na
terra? Por imagens aceleradas, você vê a semente secar, amarelar e morrer. Depois,
milagrosamente. A casca morta daquela sementinha se abre e germina uma minúscula
raiz de lima semelhante a uma perna. A velha semente de feijão-de-lima é empurrada
para o lado enquanto a plantinha verde cresce. A planta de feijão-de-lima veio à vida,
porque a semente velha morreu. Nem um PhD em Botânica pode explicar como a vida sai
da morte, mesmo em algo tão simples como uma semente. Mas uma coisa é certa: é uma
planta de feijão-de-lima. Não um arbusto de rosas ou um cacho de bananas. Não há como
confundi-lo com outra coisa diferente do que é. Tem identidade absoluta. Positivamente,
clara como o dia, é uma planta de feijão-de-lima. Pode sair da terra diferente do que
entrou, mas é a mesma. Assim é com o corpo da ressurreição. Teremos identificação
absoluta com nosso corpo que morreu. 7

Muito pode ser colhido da analogia da semente de Paulo. Primeiro, vemos que a planta
de nosso corpo glorificado está no corpo que possuímos hoje. 8 Ainda que a ortodoxia não
anuncie que cada célula de nosso corpo atual será restaurada na ressurreição, se requer
continuidade entre nosso corpo terrestre e nosso corpo celeste. 9 Da mesma maneira que há
continuidade entre nosso corpo atual e o corpo que tivemos ao nascermos — mesmo que
todas as nossas partículas subatômicas e a maioria de nossas células sejam substituídas —
assim também haverá continuidade da morte à ressurreição, apesar do fato de que nem toda
partícula de nosso corpo seja restaurada. Na realidade, sem continuidade, não há propósito em
usar a palavra ressurreição.10

Ainda que a planta de nosso corpo glorificado esteja no corpo que possuímos hoje, as
plantas perdem a importância em comparação aos edifícios que serão: “Uma casa não feita
por mãos, eterna, nos céus” (2 Co 5.1). Seria impossível uma lagarta comum imaginar tornar-
se uma borboleta bonita e planar no fantástico longínquo. Igualmente, é impossível os seres
humanos compreenderem inteiramente do que seremos capazes na ressurreição.

É significativo mencionar que cada semente reproduz de acordo com sua espécie. O
DNA de um feto não é o DNA de uma rã, e o DNA de uma rã não é o DNA de um peixe. O
DNA do feto, rã ou peixe é programado exclusivamente para reprodução segundo sua espécie.
Paulo apresenta a idéia assim:

“Nem toda carne é uma mesma carne; mas uma é a carne dos homens, e outra, a carne
dos animais, e outra, a dos peixes, e outra, a das aves. E há corpos celestes e corpos
terrestres, mas uma é a glória dos celestes, e outra, a dos terrestres. Uma é a glória do sol,
e outra, a glória da lua, e outra, a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória
de outra estrela. Assim também a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em
corrupção, ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória.
Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor. Semeia-se corpo animal, ressuscitará
corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual” (1 Co 15.39-44).

Corpo Espiritual

O apóstolo Paulo não só quer que saibamos que nosso corpo será transformado
conforme o corpo glorificado de nosso Salvador, e que as sementes do que nos tornaremos
estão no corpo que possuímos hoje, mas ele também quer que saibamos que nosso corpo
natural será ressuscitado corpo espiritual. Há quem interprete isto erroneamente, querendo
dizer que nosso corpo pós-ressurreição será etéreo e imaterial. Como previamente
documentado, nada poderia estar mais longe da verdade. A ressurreição de Cristo foi
demonstravelmente física. Jesus convidou os discípulos a examinar-lhe o corpo ressuscitado.
Ele falou a Tomé: “Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; chega a tua mão e põe-na no
meu lado; não sejas incrédulo, mas crente” (Jo 20.27). Os discípulos deram a Jesus “parte de
um peixe assado e um favo de mel, o que Ele tomou e comeu diante deles” (Lc 24.42,43). E
Jesus falou abertamente aos discípulos que seu corpo era constituído de carne e ossos. “Tocai-
me e vede’, disse ele. ‘Um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho” (Lc
24.39).

O Dr. Geisler ressalta que quando Paulo se referiu a “homem espiritual” (1 Co 2.15),
ele não queria insinuar “homem imaterial’. Ele está descrevendo um ser humano cuja vida é
sobrenaturalmente dirigida pelo poder de Deus. 11 Assim, “homem natural” não significa
‘homem físico”; descreve um homem que é dominado pela natureza humana. Igualmente,
“homem espiritual” não significa “homem não-físico’, mas descreve um homem que é
dominado pelo poder sobrenatural do Espírito.

Paulo descreve o corpo ressuscitado como “corpo espiritual” no mesmo sentido que
descrevemos a Bíblia como “livro espiritual”. 12 Se “corpo espiritual” significasse “corpo
imaterial”, Satanás teria ganhado uma batalha estratégica. Deus teria tido de se livrar de nossa
natureza física e recriar a humanidade como espécie ontológica diferente, como os anjos.

Nas palavras do filósofo Peter Kreeft: “É irracional supor que mudamos de espécie.
Deus não rasga seu trabalho manual como um erro. Somos criados para preencher um dos
possíveis níveis da realidade, um dos graus inigualáveis da escala cósmica, entre animais e
anjos. Esta é nossa essência, nosso destino e nossa glória. Perderíamos isso tornando-nos
anjos da mesma maneira que perderíamos nos tornando macacos”. 13

Kreeft amplia mais o significado da fisicidade na ressurreição, comentando que


mediante nosso corpo natural podemos nos ocupar de atividades com as quais meros seres
espirituais só podem sonhar. Diz Kreeft: “Somos melhores que os anjos em muitas coisas, e
essas coisas estariam perdidas para nós, e essas perfeições perdidas do universo, se nossa
alma simplesmente fosse desincorporada. Os anjos são muito melhores que nós em
inteligência, vontade e poder, mas eles não podem cheirar flores ou se emocionar com um
noturno de Chopin”. 14 Como conclui Anthony Hoekema: “Pareceria então que a matéria
realmente se tornara intrinsecamente má, de forma que teve de ser banida. De certo modo,
ficaria comprovado que os filósofos gregos estavam certos. Mas a matéria não é má; é parte
da boa criação de Deus. Portanto, a meta da redenção de Deus é a ressurreição do corpo físico
e a criação de uma nova terra, na qual seu povo resgatado viva e sirva Deus para sempre com
corpos glorificados” .15

Quando Paulo fala em “corpo espiritual” (1 Co 15.44), ele não está comunicando que
seremos recriados como seres espirituais, mas que nosso corpo ressuscitado será sobrenatural,
dominado pelo Espírito e livre do pecado. Primeiro, nosso corpo ressuscitado será
sobrenatural em lugar de simplesmente natural. Neste sentido, nosso corpo celeste será
imperecível, incorruptível e imortal. Como comentado por Geisler:

O contexto indica que “espiritual” (pneumatikos) pode ser traduzido por


“sobrenatural” em contraste com “natural”. Isto está claro pelos paralelos antitéticos de
perecível e imperecível, corrutível e incorruptível, etc.
Na realidade, esta mesma palavra grega pneumatikos pode ser traduzida por
“sobrenatural” em 1 Coríntios 10.4, quando fala da “pedra espiritual que os seguia”. O
Greek-English Lexicon of the New Testament (Léxico Grego-Inglês do Novo Testamento)
diz; “Aquilo que pertence à ordem sobrenatural do ser é descrito por pneumatikos:
conseqüentemente, o corpo da ressurreição é um soma pneumatikon [corpo
sobrenatural]”. 16

Paulo está enfatizando que nosso corpo ressuscitado será dominado pelo Espírito
Santo, em vez de ser dominado por sensações hedonistas ou proclividades naturais. Em outras
palavras, nosso corpo espiritual será corpo completamente governado pelo Espírito, em lugar
de estar escravizado à nossa natureza pecadora. Em lugar de “prostituição, impureza, lascívia,
idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,
invejas, homicídios. bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas” (Gl 5.19-21),
manifestaremos o fruto do Espírito que é “caridade, gozo, paz. longanimidade, benignidade,
bondade, fé, mansidão, temperança” (Gl 5.22).

Ter um corpo espiritual ressuscitado significa estar livre de nossa escravidão ao


pecado. Embora os cristãos sejam declarados posicionalmente justos diante de Deus,
continuamos lutando contra nossa natureza pecadora. Até o grande apóstolo Paulo, que
escreveu dois terços das epístolas do Novo Testamento, confessa: “Porque eu sei que em
mim, isto é. na minha carne, não habita bem algum; e, com efeito, o querer está em mim, mas
não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse
faço’ (Rm 7. 18,19).

Quando recebermos nosso corpo espiritual, o que hoje somos apenas em posição,
seremos então na prática. O profeta de Patmos falou o mesmo conceito deste modo: “Não
haverá mais morte. nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são
passadas” (Ap 21.4). O profeta inspirado também diz que “não entrará [no céu novo e na terra
nova] coisa alguma que contamine e cometa abominação e mentira, mas só os que estão
inscritos no livro da vida do Cordeiro” (Ap 21.27).

Enquanto isso, nós esperamos ansiosamente pela metamorfose que transformará nosso
corpo natural em corpo que é sobrenatural, dominado pelo Espírito e livre do pecado.

Ressurreição ― Uma poderosa defesa do principal acontecimento do Cristianismo


Hank Kanegraaff
CPAD
Referências: Capítulo 6. A Ressurreição Física dos Crentes para a Vida Eterna

1. Adaptado de Peter Kreeft, Everything You Ever Wanted to Know about Heaven… But
Never Dreamed of Asking (São Francisco: Ignatius Press, 1990), pp. 84, and 65.
2. Joni Eareckson Tada, Heaven... Your Real Home (Grand Rapids: Zondervan. 1995), p. 33.
3. Ibid., pp. 33, 34.
4. Ibid. p. 34.
5. Norman L. Geisler, The Battle for the Resurrection (Nashville: Thomas Nelson Publishers,
1992). p. 63 (grifos no original).
6. Ibid. (grifos no original).
7. Eareckson Tada. Heaven... Your Real Home, pp. 36. 37,
8. O DNA fornece um meio possível de explicar a planta do corpo da ressurreição.
9. A Bíblia deixa claro que as sepulturas serão esvaziadas (vide Mateus 28.6; João 5.26.29; cf.
Mateus 27.52.53). É possível que Deus use novas partículas, em parte, ao ressuscitar nosso
corpo, mas com certeza ele utilizará as partículas de nosso corpo atual que estejam
disponíveis (por exemplo, os ossos). Cf. Ezequiel 37. 1-14.
10. Peter Kreeft descreve a continuidade:
“O corpo é a forma. Mesmo agora o que toma nosso corpo nosso corpo não são os átomos,
mas a estrutura. Os átomos mudam a cada sete anos; contudo, é o mesmo corpo por causa de
sua continuidade de forma. (Claro que ‘continuidade’ não significa ‘imutabilidade’.) “[...]
Meu corpo é sua forma, não seus átomos. Esta forma não é apenas a forma exterior, mas o
princípio vital e de vida A palavra grega traduzida por forma’, logos, é derivada de legein, que
significa reunir, juntar ou fazer um. Assim que a forma (alma) parte. esta unidade parte: os
átomos, moléculas, tecidos e órgãos do corpo começam a se desintegrar e se dissipar”
Everything You Ever Wanted to Know about Heaven, pp. 95, 96).
11. Norman L. Geisler, Baker Encyclopedia of Christian Apologetics (Grand Rapids: Baker
Book House, 1999), p. 658.
12. Ibid. Agostinho escreve acerca do corpo espiritual: “Eles serão espirituais, não porque
deixarão de ser corpos, mas porque subsistirão pelo espírito vivificador (A Cidade de Deus,
XIII:22, em Philip Schaff, editor, Nicene and Post-Nicene Fathern, Primeira Série, vol. II
[Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, reimpresso em 1983], p. 257).
Quando Paulo diz: “Carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus” (1 Coríntios
15.50). ele não está negando a natureza física da ressurreição. Está usando uma metáfora
judaica comum para expressar a mortalidade. “Carne e sangue” são “perecíveis”, ao passo que
o “reino de Deus” é imperecível”. O que ele quer dizer é que seria impossível os humanos
mortais herdarem o novo céu e a nova terra sem uma metamorfose. Edmond C. Gruss escreve
que a expressão “carne e sangue” ocorre em quatro outros lugares no Novo Testamento
(Mateus 16.17; Gálatas 1.16; Efésios 6.12; Hebreus 2,14; as palavras nos últimos dois
versículos estão invertidas). Em todas as passagens mencionadas, é óbvio pelo contexto que
‘carne e sangue não denotam a substância do corpo humano’. Qual é, então, o significado? É
uma expressão que ‘pertence ao vocabulário rabínico’, que dava ‘ênfase particular na
condição terrena do homem como criatura frágil e perecível, em contraste com o Deus eterno
e todo-poderoso’. Qual é, então, o significado de ‘Carne e sangue não podem herdar o Reino
de Deus?’ O que Paulo quer dizer é que se faz necessário uma mudança (1 Coríntios 15.51,
52): [‘Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que
é mortal se revista da imortalidade’ (1 Coríntios 15.53)]. A passagem não ensina que se deve
privar de um corpo de carne, mas que o corpo deve ser transformado para se ajustar ao novo
reino onde passará a eternidade. [...] O corpo de Cristo foi transformado para se ajustar ao
céu. O corpo de Cristo era um corpo glorificado de ‘carne e ossos’ (Lucas 24.39). (Edmond
Charles Gruss, Apostles of Denial [Grand Rapids: Baker Book House, 1978 reimpresso], pp.
136, 137.)
13. Kreeft, Everything You Ever Wanted to Know about Heaven. p. 90.
14. Ibid., p. 91.
15. Anthony A. Hoekema, The Bible and the Future (Grand Rapids: William B. Eerdmans
Publishing Company. 1979), p. 250.
16. Geisler, The Battle for the Resurrection, pp. 109, 110.

Mateus 16.17 E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque
to não revelou a carne e o sangue (σαρξ και αιμα), mas meu Pai, que está nos céus.

1 Coríntios 15.50 E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue (σαρξ και αιμα) não
podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.

Gálatas 1.16 Revelar seu Filho em mim, para que o pregasse entre os gentios, não consultei a
carne nem o sangue (σαρκι και αιματι)

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Efésios 6.12 Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue (αιμα και σαρκα), mas,
sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século,
contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

Greek NT: Westcott/Hort, UBS4 variants. The Westcott-Hort edition of 1881. Readings of
Nestle 27/UBS4 shown.
12. οτι ουκ εστιν ημιν η παλη προς αιμα και σαρκα αλλα προς τας αρχας προς τας εξουσιας
προς τους κοσμοκρατορας του σκοτους τουτου προς τα πνευματικα της πονηριας εν τοις
επουρανιοις

Greek NT: Byzantine/Majority Text (2000). The Greek New Testament according to the
Byzantine Textform, edited by Maurice A. Robinson and William G. Pierpont, 2000 edition
12. οτι ουκ εστιν ημιν η παλη προς αιμα και σαρκα αλλα προς τας αρχας προς τας εξουσιας
προς τους κοσμοκρατορας του σκοτους του αιωνος τουτου προς τα πνευματικα της πονηριας
εν τοις επουρανιοις

Greek NT: Textus Receptus (1550/1894). The Textus Receptus; base text is Stephens 1550,
with variants of Scrivener 1894.
12. οτι ουκ εστιν ημιν η παλη προς αιμα και σαρκα αλλα προς τας αρχας προς τας εξουσιας
προς τους κοσμοκρατορας του σκοτους του αιωνος τουτου προς τα πνευματικα της πονηριας
εν τοις επουρανιοις

Greek NT: Tischendorf 8th Ed. The Greek Text corresponds to the printed text found in:
Tischendorf, Constantinus, Novum Testamentum Graece, editio octava critica major Vol. I,
1869; Vol. II 1872, Leipzig: Giesecke and Devrient. Vol 3, Prolegomena, ed. by Caspar Rene'
Gregory, Leipzig: Hinrichs, 1894.
12. οτι ουκ εστιν ημιν η παλη προς αιμα και σαρκα αλλα προς τας αρχας προς τας εξουσιας
προς τους κοσμοκρατορας του σκοτους τουτου προς τα πνευματικα της πονηριας εν τοις
επουρανιοις

http://unbound.biola.edu/
Hebreus 2.14 E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, (αιματος και σαρκος)
também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o
império da morte, isto é, o diabo

Greek NT: Westcott/Hort, UBS4 variants. The Westcott-Hort edition of 1881. Readings of
Nestle 27/UBS4 shown.
14. επει ουν τα παιδια κεκοινωνηκεν αιματος και σαρκος και αυτος παραπλησιως μετεσχεν
των αυτων ινα δια του θανατου καταργηση τον το κρατος εχοντα του θανατου τουτ εστιν τον
διαβολον

Greek NT: Byzantine/Majority Text (2000). The Greek New Testament according to the
Byzantine Textform, edited by Maurice A. Robinson and William G. Pierpont, 2000 edition
14. επει ουν τα παιδια κεκοινωνηκεν σαρκος και αιματος και αυτος παραπλησιως μετεσχεν
των αυτων ινα δια του θανατου καταργηση τον το κρατος εχοντα του θανατου τουτ εστιν τον
διαβολον

Greek NT: Textus Receptus (1550/1894). The Textus Receptus; base text is Stephens 1550,
with variants of Scrivener 1894.
14. επει ουν τα παιδια κεκοινωνηκεν σαρκος και αιματος και αυτος παραπλησιως μετεσχεν
των αυτων ινα δια του θανατου καταργηση τον το κρατος εχοντα του θανατου τουτ εστιν τον
διαβολον

Greek NT: Tischendorf 8th Ed. The Greek Text corresponds to the printed text found in:
Tischendorf, Constantinus, Novum Testamentum Graece, editio octava critica major Vol. I,
1869; Vol. II 1872, Leipzig: Giesecke and Devrient. Vol 3, Prolegomena, ed. by Caspar Rene'
Gregory, Leipzig: Hinrichs, 1894.
14. επει ουν τα παιδια κεκοινωνηκεν αιματος και σαρκος και αυτος παραπλησιως μετεσχεν
των αυτων ινα δια του θανατου καταργηση τον το κρατος εχοντα του θανατου τουτ εστιν τον
διαβολον

http://unbound.biola.edu/