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Quinta-feira • 10 de novembro de 2016 •

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•1

881
10 novembro 2016
Ano 15
quinta-feira
e 0.70 iva incluído
Diretor: Luís Baptista-Martins

COVILHÃ

«Este é seguramente
o pior mandato
autárquico desde o
25 de Abril»
Pedro Farromba, vereador da
Câmara da Covilhã eleito pelo
MAC, em entrevista _______ 2

Maior empresa da Guarda
tem os dias contados
Já está em vigor o decreto-lei que permite a reversão da fusão do setor da água e que sustenta o fim
da Águas de Lisboa e Vale do Tejo, cuja sede fica Guarda por decisão do anterior Governo Pág.5

TECNOLOGIA

IBM instala-se em
Viseu para ficar mais
perto de Espanha
Novo Centro de Inovação Tecnológica da empresa foi inaugurado anteontem pelo Presidente
da República _______________ 5

GUARDA

Câmara integra
trabalhadores das
empresas municipais
extintas
49 funcionários da Guarda Cidade Desporto e Culturguarda vão
integrar quadros da autarquia
após concurso a que concorreram 329 candidatos ________ 5

FIGUEIRA

“Cegonha Móbil”
para combater o
isolamento
Rede de transportes coletivos
gratuitos e Academia Sénior visam «dar resposta à carência que
se faz sentir no concelho há muito
tempo», diz Paulo Langrouva _ 11

Caloiro batizado,
caloiro abençoado
São Pedro foi amigo dos caloiros do IPG, cujo batismo decorreu sob uma temperatura amena – para a Guarda nesta
altura do ano, entenda-se – e não teve chuva Pág.8

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navalha

2•

• Quinta-feira • 10 de novembro de 2016

ENTREVISTA

Pinhel
e V.N. Foz Côa
A Cidade do Vinho de 2017 pode
estar na região. Pinhel e Vila Nova de
Foz Côa estão entre os cinco concelhos
na corrida e apresentam argumentos
de peso. Os autarcas de ambos os
concelhos estão decididos a colocar a
região no mapa dos amantes do vinho,
o que se revela uma aposta importante
para o setor vitivinícola, de grande
relevância na economia regional..

Câmara de Figueira
de Castelo Rodrigo
A autarquia figueirense vai implementar dois projetos pensados para a
população mais idosa, dando resposta
à carência que se sente no concelho.
A rede de transportes coletivos “Cegonha Móbil” vai contar com trajetos
totalmente gratuitos que vão funcionar
de segunda a sexta-feira, ligando as
freguesias à sede do concelho. Também com o objetivo de combater a
solidão foi criada a Academia Sénior,
que se destina a cidadãos com mais de
50 anos, com o objetivo de lhes dar a
possibilidade de «socializar e conviver
com os colegas».

Polícia Judiciária
Chegou ao fim a fuga de Pedro
Dias. O suspeito da morte de um
GNR e de um homem em Aguiar
da Beira entregou-se anteontem à
PJ da Guarda, que está encarregue
do caso. Há cerca de um mês que
a Judiciária tinha no terreno quase
todos os seus elementos, pelo que é
para o Departamento de Investigação
Criminal guardense que vão os louros
da operação.

Águas de Lisboa
e Vale do Tejo
Será curta a existência do mega
sistema multimunicipal de água e
saneamento. Criada pelo anterior
Governo – que fez o obséquio de
colocar a sede na Guarda, mas não
os recursos humanos e técnicos
inerentes –, a empresa já tem epitáfio
escrito pelo atual executivo e pelos
municípios da Área Metropolitana de
Lisboa. O pior é que neste ano e meio
a Guarda nada ganhou.

«Este é seguramente
o pior mandato
autárquico desde o
25 de Abril»
P - Que balanço faz do executivo PS na
Câmara da Covilhã?
R- Acho que foi seguramente o pior mandato autárquico desde o 25 de Abril. Foi um
mandato desajustado da convicção de quem
votou no PS, de que haveria alguma mudança
para melhor, e o que aconteceu foi que o concelho mudou para muito pior. Neste momento
a Covilhã é um concelho que está, comparativamente aos outros da região, desajustado
da realidade e tem perdido muitas oportunidades. Desde logo, no início do mandato, a
troca a sede da CIM para a Guarda mostrou
logo ao que vinha o presidente da Câmara da
Covilhã. Depois, a perca de oportunidades,
como a instalação de empresas e a saída de
outras do concelho. Também se perdeu uma
hegemonia regional que a Covilhã tinha e vinha construindo. Houve ainda um modelo de
gestão muito assente na cor do partido, com
contratações avulsas atrás de contratações
sem ter sequer em conta o perfil das pessoas e
a necessidade de as integrar. Aliás, há pessoas
que trabalham nas empresas municipais e na
Câmara sem uma função definida. O balanço
é realmente muito negativo e, como disse,
foi seguramente o pior executivo municipal
desde o 25 de Abril.

P- O qua acha da aliança PS-PSD na
Câmara?
R- É uma ligação completamente antinatura. Tanto que se criticaram e agora
trabalham em conjunto, o que demostra que
realmente é incompreensível esta ligação. Não
se entende como o PSD aceitou esta ligação
quando se percebeu ao longo do mandato o
que estava a acontecer e a forma errada como
os destinos do concelho estavam a ser geridos.
Para o PS foi a tábua de salvação, foi o único
que aceitou fazer parte deste descalabro. Se
não fosse o facto de estarmos a falar de um
concelho até usaria uma expressão popular,
de que “só se estragou uma casa”, porque
realmente a competência deste executivo
enquadra-se naquilo que foi a forma como
o PS digeriu as últimas autárquicas. Aí também está uma questão sintomática, nas listas
apresentadas pelo MAC constavam muitos
militantes do PSD, que foram expulsos. Hoje
temos um vereador na Câmara que faz uma
coligação com o PS, é lhe retirada a confiança
política e ele continua a ser militante.

P- Acredita que sem esta aliança o
executivo de Vítor Pereira já teria caído?
R- A divergência de opiniões não pode
ultrapassar o voto das populações, que escolheram o PS para governar, portanto deve
estar lá. No entanto, com todas as divergências
internas que houve no PS, com a retirada da vicepresidência a Carlos Martins, as confusões que
existiram e que existem, as divergências e clivagens que subsistem no PS, muito possivelmente,
sem o apoio do PSD, esta Câmara já teria caído.
E se calhar esta desgraça que assolou a Covilhã
já teria dado lugar a um executivo com funções
mais claras, com rumo, trabalho e projeto, coisa
que não existe atualmente.

P

E

R

F

I

L

Pedro Farromba
Vereador da Câmara da Covilhã eleito pelo
MAC
Idade: 42 anos
Naturalidade: Covilhã
Profissão: Gestor de empresas
Currículo: Trabalhou na SONAE e na Jerónimo
Martins. Regressou à região para assumir o
cargo de diretor executivo do Parkurbis. Foi
vice-presidente da Câmara da Covilhã entre
2012 e 2013. Atualmente é gestor de empresas
no setor privado.
Livro preferido: “Os retornados, Um amor
nunca se esquece”
Filme preferido: “O Clube dos Poetas Mortos”
Hobbies: Família, amigos, desporto e a Federação de Desportos de Inverno

P- Acha que há condições para o regresso de Carlos Pinto?
R- O mundo dá muitas voltas e temos
de olhar para a política de forma evolutiva.
Há pessoas no concelho da Covilhã com
tanta ou mais capacidade que aqueles que
lá estiveram para poderem gerir os destinos do concelho. Acho que tem de ser dar
oportunidade a outras pessoas para fazerem
esse trabalho. Carlos Pinto foi um grande
presidente de Câmara, o melhor desde o 25
de Abril, e deixou a sua marca no concelho.
P - É candidato em 2017? De que
forma, num movimento independente ou
numa lista do PSD?
R- Ainda é extemporâneo falar nisso,
mas tenho 42 anos e, portanto, não fecho a
porta a nada. A Covilhã precisa de um projeto
autárquico credível, disso não há dúvidas.
Diria que até aos próprios militantes do
PS também já não duvidam disso. Se esse
projeto passa por uma candidatura minha
ou não, não sei ainda, pois neste momento
não tenho qualquer decisão tomada. O que
me entristece muito é o que está a acontecer à Covilhã. Nos outros concelhos vemos
empresas criadas, projetos a desenvolver
e novas infraestruturas, mas por cá só há
notícias sobre perdões de dívida feitos de
forma estranha, sobre favorecimentos e o
incumprimento de algumas coisas, e isto
descredibiliza o próprio município, as pessoas. No fundo, é um sinal de desconfiança
para empresários que queiram vir investir
aqui. E isso deixa-me triste porque no passado chegaram à Covilhã muitas empresas,
criou-se muito emprego e desde o início
deste mandato viu-se zero. Depois há um
trabalho do ponto de vista social que esta
Câmara também não tem sabido fazer e um
descontentamento muito grande nas Juntas,
no movimento associativo e realmente urge
que apareça um projeto autárquico credível.
P- Quais os projetos que deveriam ser
prioridade da Câmara?
R- O problema do interior é a falta
de pessoas, que só é ultrapassado se
conseguirmos criar condições para que
mais gente venha para cá e que quem cá
está não saia. Só conseguimos fazer isso
se houver um trabalho do município, de

dar condições às empresas aqui sedeadas para que possam continuar a criar
emprego e mantenham os postos de trabalho já criados. É ainda necessário que
se procurem novos investimentos, pois
só com emprego é que as pessoas e os
jovens que saem da universidade cá ficam.
Esta deveria ser a primeira preocupação
do próximo executivo. A saúde, cada vez
mais na ordem do dia devido às clivagens
entre a Administração Regional do Centro
e os hospitais locais, será outra. É preciso
um peso político nesta clivagem e que
haja forma de afirmar quais são as dificuldades da Covilhã. Depois, a educação,
havendo emprego tem de haver condições
na educação e saúde e aí o papel da UBI
é fundamental. Trabalhar em conjunto
com a universidade é importante. O
bem-estar das pessoas será outra área
de intervenção, nomeadamente a relação
com as Juntas, o associativismo e o apoio
social. A habitação social está degradada,
por mais intenções que se possam falar,
ações concretas zero.
P- Qual o futuro do Movimento Acreditar Covilhã?
R- Os movimentos independentes são
pessoas que se juntaram numa determinada circunstância e que entenderam ser
oportuno e útil para o concelho a apresentação de uma lista. Tivemos um papel
importantíssimo nas últimas autárquicas ao
ganharmos a maioria das Juntas, mas o resultado ficou aquém das expetativas porque
o nosso objetivo era ganhar a Câmara. Neste
momento está tudo em aberto e já há candidatos às Juntas que manifestaram intenção
de se recandidatarem pelo MAC. Como movimento de pessoas, estou certo que o MAC
vai continuar, seja de forma extemporânea
ou integrado noutra estrutura, porque o que
nos levou a concorrer está cada vez mais na
ordem do dia: a situação da Covilhã piorou.
Resta perceber nos próximos meses como
vamos encontrar a tal solução credível para
conquistar o município.
P- Como vê a Covilhã atualmente?
R- Vejo-a como uma cidade triste. Toda
a dinâmica que existia desapareceu. Toda a
vontade política de desenvolver o concelho
também e hoje vejo uma cidade cujos dirigentes passam a vida a falar do passado e
não têm a mínima noção do que querem
fazer. Não têm ideias, não têm projetos, não
sabem para onde querem levar o concelho,
o que me deixa preocupado. E isso nota-se
no dia-a-dia, basta andar na rua para perceber o que as pessoas, os presidentes de
Junta, estão a sentir.

Quinta-feira • 10 de novembro de 2016 •

editorial

•3

Luís Baptista-Martins
baptista-martins@ointerior.pt

1

opinião
André Barata

Em princípio, quando lerem estas palavras já se
saberá quem será o próximo (ou a próxima) Presidente
do Estados Unidos. Por ora, enquanto as escrevo apenas
sei que os cidadãos norte-americanos estão a acorrer
às urnas, que começam por abrir na costa Leste e,
progressivamente, acompanham o Sol e atravessam o
interior dos Estados Unidos, pelo Midwest e pelo South,
até alcançar o Pacífico, pelo West e pelo NorthWest.
Não espero que Trump ganhe. E ainda bem. Não
porque seja, como por vezes foi dito, comparável ao
nazismo ou mesmo ao fascismo. Talvez seja justa a
comparação, mas talvez seja leviana e em ambos os
casos há razões atendíveis. Mas é preciso muito menos
para esperar que Trump não ganhe as eleições americanas. A conversa de balneário com que brindou todas
as mulheres da América e todos os cidadãos do mundo
não é um acidente de percurso, não é verdadeiramente
uma conversa de balneário como se houvesse outra conversa, de campo propriamente dito. No caso de Trump,
ela é o essencial de uma postura política. É assim com
as mulheres, como é assim com os hispânicos, com os
imigrantes, com os islâmicos.
Ora, esta postura que faz da conversa de balneário
o centro da política é profundamente destrutiva. Na
realidade, é o mesmo que desprezar a condição mais
básica que possibilita a própria política e o pluralismo:
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Não ficou pior?
a civilidade. Não o civismo, que se prende com regras
de boa educação, mas a civilidade, que se prende com
regras de convivência num espaço comum civil.
Clinton, por seu turno, não é Obama. Mas seguramente é muito mais Obama do que Trump e só podemos
esperar que, no plano interno, não comprometa os
passos tímidos que o ainda Presidente Barack Obama
soube dar em termos de direitos sociais, pondo travão
às pressões neoliberais. Os seus desafios externos
serão muitos e, oxalá, saiba melhor do que no passado
evitar soluções que passem pela força. A Síria, o Médio
Oriente, o terrorismo, o fundamentalismo, mas também
um neoimperialismo russo exigem inteligência e seguramente muita articulação com as Nações Unidas, hoje
lideradas por Guterres.
Se tudo correr como previsto, no momento em
que se leem estas linhas, Clinton, ou Hillary Clinton,
será a próxima Presidente. E será a primeira mulher
Presidente dos Estados Unidos. Boa oportunidade para
corrigir maus hábitos do passado, como o de tratar os
homens pelo apelido e as mulheres pelo nome próprio.
Não deverá ser a Presidente Hillary, como Trump não
seria Donald ou o anterior Clinton Presidente Bill. Será
sim a Presidente Hillary Clinton. Oxalá a razoabilidade
tenha vingado. O mundo não merecia ficar pior. Não
ficou, pois não?

Onde há bancos
há dinheiro

O anúncio de reestruturação do Banco Popular não
surpreende, é mais um banco a anunciar mudanças para
garantir solidez – reestruturar, na banca, significa despedir
trabalhadores e encerrar agências… O futuro da banca passa
pelo online, a especialização e a venda de novos serviços. Mas
há um pormenor que todos sabemos: onde há dinheiro, onde
há empresas, onde há negócios, há agências bancárias e a
manutenção dos serviços financeiros. E na reestruturação da
banca, as agências resistem e até crescem onde há vitalidade
económica e emagrecem ou encerram onde a economia é
débil ou as pessoas migram. Aliás, o sector financeiro na sua
estratégia persegue o crescimento (onde há potenciais novos
clientes abre balcões) e antecipa-se à “destruição” da economia
(encerramento de empresas, etc) fechando balcões e centralizando serviços.
A banca, no seu todo, já foi um sector com mão-de-obra
intensiva, hoje despede em nome da concentração, da digitalização e da diminuição de custos. E antecipa-se à diminuição
competitiva das cidades e ao êxodo populacional ou empresarial
e previne-se perante as falências e o fecho das empresas.
Cidade onde os bancos fecham… é uma cidade onde
o tecido económico está enfraquecido, onde as pessoas e
empresas diminuem e onde há menos investimento, menos
crédito e menos dinheiro a circular. O encerramento de agências
bancárias pode não ser um drama per si, mas é dramático em
primeiro lugar para os trabalhadores, depois para os clientes,
depois para a economia local (que com menos concorrência tem
menos meios de financiamento) e, por último, para o futuro de
uma cidade: é um sinal de enfraquecimento e empobrecimento
de uma comunidade.
Ora, a reestruturação anunciada do Popular prevê despedimentos ou redução de trabalhadores e encerramento de
balcões. E prevê a manutenção de balcões em todas as capitais
de distrito… menos duas: Bragança e Guarda.
Na Guarda, nos últimos quatro anos, e com alguma discrição, encerraram seis agências bancárias: Caja Duero, BPIagência do Mileu, Barclays Bank, BBV-Banco Bilbao Vizcaya,
Banif (por integração no Santander) e Montepio Geral-agência
do Mileu. Agora irá também encerrar a do Banco Popular. E
há a especulação de que o Novo Banco, em S. Miguel, deverá
fechar após a venda do antigo Espírito Santo. Más notícias
para o sector financeiro. Péssima perspetiva sobre o estado
económico da Guarda.

2

A IBM inaugurou na terça-feira o seu novo Centro de
Inovação Tecnológica, em Viseu, num momento em que já
conta com 40 trabalhadores, dos 120 que espera vir a ter.
A escolha de Viseu teve a ver com o facto de ser uma cidade «estrategicamente» localizada, e relativamente próxima de
Salamanca, onde o grupo IBM tem um centro que irá funcionar
em parceria com o novo. Para ficar perto de Salamanca a IBM
escolheu Viseu. A “famosa” «excelente localização geoestratégica da Guarda» tem servido de pouco. A juntar à localização, a
IBM contou em todo o processo com a desenvoltura, empenho
e colaboração do Politécnico de Viseu que entrou no processo,
desde a primeira hora.

4•

EmFoco

• Quinta-feira • 10 de novembro de 2016

ULS da Guarda
estreia tecnologia
pioneira em Portugal
na Ortopedia
Inovação da Eslovénia vai permitir a diminuição do tempo
das cirurgias, bem como o tempo que as anestesias duram,
minimizando o risco para o utente
AR

Patrícia Garrido

«Aquilo que se vê nos filmes de
ficção científica, das pessoas a manipularem imagens com gestos, é
uma realidade e vai acontecer aqui,
na Guarda». Foi assim que Ricardo
Santos, diretor do serviço de Informática da Unidade Local de Saúde
(ULS) da Guarda, explicou em que
consiste o sistema inovador na área
da manipulação à distância de equipamentos informáticos associados
à visualização de imagiologia, no
âmbito de intervenções cirúrgicas
de Ortopedia, que a unidade hospitalar vai implementar, para já em
fase experimental.
Desde terça-feira, um grupo
de engenheiros instalou e encontra-se a testar esta tecnologia
que permite «ao cirurgião que
está no campo operatório poder
manipular e visualizar todos os
exames sem sair do local. Através
de gestos podem manipular essas
imagens», adiantou o responsável. Esta inovação, oriunda da
Eslovénia, vai permitir a dimi-

SAÚDE

Duas novas VMER na Covilhã e na Guarda
A Unidade Local de Saúde
(ULS) da Guarda e o Centro
Hospitalar da Cova da Beira
(CHCB), na Covilhã, receberam na segunda-feira duas
novas Viaturas Médicas de
E m ergência e Reanimação
(VMER).
A entrega decorreu no âmbito do processo de renovação
da frota destes meios de emergência médica pré-hospitalar
por parte do Instituto Nacional
de Emergência Médica (INEM),
que atribuiu 20 viaturas a unidades hospitalares de norte a
sul do país. As VMER destinamse ao transporte rápido de

SAÚDE

uma equipa médica ao local
onde se encontra o doente e
tem como principal objetivo
a estabilização pré-hospitalar
e o acompanhamento rápido
médico durante o transporte
de vítimas de acidente ou doença súbita em situações de
emergência. «A rede de VMER
encontra-se atualmente estabilizada e implementada em todo
o território continental, com
44 viaturas em funcionamento
(14 no Norte, 10 no Centro e 20
no Sul, 17 das quais na região
de Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, e três no Algarve)», refere
o INEM em comunicado.

Secção do Centro da Ordem acusa ministro
de contribuir para emigração de médicos

Ricardo Santos espera que o serviço esteja operacional a partir das Jornadas
Ibéricas de Ortopedia

nuição do tempo das cirurgias
e das anestesias, minimizando
assim o risco para o doente. Para
Filipa Pires, médica do serviço de
Ortopedia da ULS, «esta aplicação
vai dar-nos uma facilidade imensa
para manipular imagens, para ver
aquilo que queremos, pois é mui-

Projeto para requalificação do pavilhão 5
do Sousa Martins adjudicado
DR

A elaboração do projeto
de requalificação do pavilhão cinco do Hospital Sousa
Martins, na Guarda, já foi
entregue à empresa João Madalena Arquitetura, da Guarda. Segundo o diretor clínico
da ULS, «a candidatura foi
apresentada à Comissão de
Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e o espaço vai
ser ocupado pelo Departamento da Criança e da Mulher e por uma
nova maternidade, pois, para além da dificuldade que já temos em
conseguir mulheres que queiram ter aqui os seus filhos, se não tivermos instalações tentadoras é evidente que, com as hipóteses que
há no privado e em clínicas novas e modernas, ficamos a perder». Gil
Barreiros aproveitou a ocasião para lembrar que há cerca de dois
anos chovia nos corredores do pavilhão cinco e, neste momento,
«tem um telhado novo que custou 350 mil euros, mas já não chove
lá dentro, e agora será remodelado e vai ficar uma estrutura muito
agradável». Atualmente, o espaço alberga os serviços de Ginecologia,
Terapia da Fala, Anestesiologia, Unidade de Cirurgia de Ambulatório,
Unidade de AVC, entre outros. O médico prevê que a obra, que acolherá Ginecologia e Obstetrícia num único serviço, esteja concluída
no próximo ano. A empreitada orçada em 2,5 milhões de euros foi
candidatada ao “Portugal 2020”.

to difícil para quem está a operar
transmitir essa mensagem a uma
terceira pessoa. Se tivermos oportunidade de controlar isso num
período intraoperatório, sem
perder tempo, é extraordinário».
O sistema funciona «através da
instalação de uma pulseira no
braço do profissional, que está
ligada a sensores que registam
todos os gestos executados e,
quando reconhecidos, traduzem
a informação em ações no computador», adiantou Ricardo Santos.
O diretor do serviço de Informática prevê que a tecnologia
esteja operacional e pronta a ser
utilizada a partir das Jornadas
Ibéricas de Ortopedia Hospital
Sousa Martins, que decorrem no
dia 26 deste mês, no pavilhão Dr.
Lopo de Carvalho. Segundo Luís
Camarinha, diretor da Ortopedia,
do evento farão parte «21 palestrantes diversificados, entre eles
quatro professores catedráticos»,
que abordarão temas como “Escoliose na Adolescência” (com Juan
Blanco do Hospital Universitário
de Salamanca); “Neucleotomia
por radiofrequência” (com Miguel
Leal do Centro Hospitalar Alto Minho); “Instabilidades cervicais na
criança” (com Jorge Seabra do Ap.
Hospital Pediátrico de Coimbra);
entre outros. A iniciativa, organizada pelo serviço de Ortopedia da
ULS da Guarda, é destinada a profissionais e estudantes da área.

A Secção Regional do Centro
da Ordem dos Médicos acusa o
ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel
Heitor, de contribuir para a
emigração dos médicos e para
o «desperdício de milhões de
euros» do Orçamento do Estado.
«Face à ausência de planeamento dos recursos humanos,
cuja formação é extremamente onerosa para o nosso país,
Manuel Heitor será o principal

COVILHÃ

responsável pelo esbanjamento
da capacidade de trabalho dos
médicos portugueses que, nos
próximos anos, vão avolumar os
números da emigração», afirma
em comunicado o presidente
da Secção Regional do Centro.
Segundo Carlos Cortes, «assistese ao descalabro no Serviço
Nacional de Saúde (SNS), com
estrangulamento financeiro e
ausência de equipas com carreiras médicas sólidas».

Optometristas debatem futuro da saúde
visual
A Faculdade de Ciências da
Saúde da UBI recebe no fim-desemana as 12ªs Conferências
Abertas de Optometria.
A iniciativa vai juntar centenas de profissionais da área
das Ciências da Visão, médicos
e alunos de Optometria para
debaterem a atualidade e futuro dos cuidados primários de
saúde visual em Portugal. As
conferências são organizadas
pela Associação de Profissionais Licenciados de Optometria

GUARDA

(APLO) e pelo Núcleo de Estudantes de Optometria da UBI.
«Os optometristas são o pilar
basilar dos cuidados primários
de saúde visual de Portugal,
sendo responsáveis por mais
de dois milhões de consultas
prestadas anualmente por cerca
de mil profissionais com o fim
de detetar e ajudar a resolver
qualquer problema visual que
possa existir», recorda a organização. A atividade é aberta à
comunidade em geral.

PSD promove fórum sobre sistema
de saúde
A distrital do PSD da Guarda
organiza no sábado o Fórum de
Políticas Sociais subordinado ao
tema “Liberdade de Escolha e
Parceiros no Sistema de Saúde”.
A sessão decorre no Hotel Vanguarda, a partir das 10
horas, e os intervenientes vão
debater assuntos como a liberdade de circulação e de escolha
no SNS, a cooperação entre SNS
e prestadores dos setores social
e privado, a situação dos hospitais devolvidos às Misericórdias,
as convenções e o futuro dos
cuidados continuados e cuidados paliativos na região. Além
dos dirigentes distritais e dos

deputados sociais-democratas
eleitos pelo círculo da Guarda,
participam neste fórum Eurico
Castro Alves, ex-secretário de
Estado da Saúde, antigo presidente do Conselho Diretivo do
Infarmed e vogal da Entidade
Reguladora da Saúde; Carlos
Neves Martins, presidente do
Conselho de Administração
do Centro Hospitalar Lisboa
Norte e ex-secretário de Estado da Saúde; Ana Rita Cavaco, bastonária da Ordem dos
Enfermeiros; e Pedro Nunes,
ex-bastonário da Ordem dos
Médicos e ex-presidente do CA
do Centro Hospitalar do Algarve.

EmFoco

Quinta-feira • 10 de novembro de 2016 •

GUARDA

TECNOLOGIA

IBM instala-se em Viseu para
ficar mais perto de Espanha

DR

Empresa Águas de
Lisboa e Vale do Tejo
com os dias contados
Luis Martins

A IBM escolheu Viseu para
instalar o seu novo Centro de
Inovação Tecnológica e ficar
mais perto de Espanha. O projeto foi inaugurado anteontem
pelo Presidente da República,
mas conta atualmente com cerca
de 40 dos 120 trabalhadores
previstos quando o centro estiver na plenitude.
Situado no parque industrial de Coimbrões, o centro
conta com o apoio do Instituto
Politécnico local e será gerido pela Softinsa (empresa do
grupo), «com vocação para
trabalhar com clientes nacionais
e internacionais», adiantou o
presidente da IBM Portugal.
Segundo António Raposo Lima
(na foto), a escolha de Viseu
teve a ver com o facto de ser
uma cidade «estrategicamente
localizada no Centro de Portugal Continental, entre o Porto e
Lisboa, e relativamente próxima
de Salamanca, onde o grupo IBM
dispõe de um centro que irá trabalhar em parceria» com o que
foi inaugurado na terça-feira. O
responsável acrescentou que
«a liderança, o envolvimento,

GUARDA

•5

o esforço incansável e o compromisso da Câmara, também
na pessoa do seu presidente,
fizeram claramente a diferença».
Em Viseu a IBM irá dedicarse à prestação de serviços, numa
primeira fase na área da banca,
da distribuição, do retalho e das
“smart cities” (cidades inteligentes). Futuramente, o objetivo é
alargar o seu desenvolvimento
«a novas soluções, por exemplo
no âmbito do “mobile”, “cloud”,
cognitivo, entre outras», explicou o responsável. Neste âmbito,
a empresa está à procura de
profissionais das áreas de gestão, tecnologias de informação,
engenharia informática ou eletrotécnica. António Raposo Lima
considera que este investimento
trará «muitos benefícios» para
Viseu e para a região. Os benefícios «passarão sobretudo pela
criação de emprego e retenção
de talento, atração de novos investimentos, desenvolvimento de
uma nova dinâmica económica e
tecnológica para a região, combatendo a interioridade geográfica
e contribuindo para reforçar a
imagem de cidade do futuro».

A Águas de Lisboa e Vale do
Tejo, a maior empresa com sede
na Guarda, criada em julho de
2015, tem os dias contados.
Tudo porque já está em
vigor o decreto-lei nº 72/2016
que permite a reversão da fusão
do setor da água publicado
na sexta-feira em “Diário da
República”. A nova lei confere
sustentação legal à saída dos
municípios da Águas do Norte,
da Águas do Centro Litoral e da
Águas de Lisboa e Vale do Tejo
e à criação de sociedades similares à Águas do Douro e Paiva,
extinta no processo de agregação desencadeado pelo anterior
Governo contra a vontade da
generalidade das autarquias do
litoral. Após essa decisão vários
municípios dos grandes centros
e do litoral foram confrontados
com um aumento do custo da

água. Agora, o Governo quer
acabar com as empresas Águas
do Norte, Águas do Centro Litoral e Águas de Lisboa e Vale do
Tejo e ter os novos sistemas
intermunicipais de água e de
saneamento a funcionar em
janeiro do próximo ano. Nesse
sentido, «excecionalmente, o
membro do Governo responsável pela área do Ambiente
pode definir, por despacho, as
tarifas aplicáveis em 2017, aos
utilizadores municipais».
A recriação dos sistemas
multimunicipais extintos já
está a ser negociada com as
autarquias, pois será necessário
compensar as empresas pela
perda de receita com o êxodo
das autarquias mais populosas
para sistemas independentes
e também o défice tarifário
dos concelhos do interior. Essa
compensação será paga pela
Administração Central, através
do Fundo Ambiental, e pelos

municípios. A Águas de Lisboa
e Vale do Tejo é, na prática, a
maior empresa da Guarda com
um capital social de mais de
167,8 milhões de euros, uma
faturação anual da ordem dos
200 milhões de euros e cerca de
1.200 funcionários. Esta mega
concessão de abastecimento de
água e saneamento serve uma
população de 3,7 milhões de
pessoas entre a Área Metropolitana de Lisboa (AML) e Almeida
e da Mêda a Portel, no Alentejo.
No entanto, em 2015, os autarcas dos 18 concelhos da AML
contestaram a reestruturação do
setor. Na altura, o Ministério do
Ambiente justificou a agregação
dos sistemas regionais em cinco
novas entidades com o objetivo de
«um fortíssimo emagrecimento»
do grupo Águas de Portugal,
para reduzir custos em 2.700
milhões de euros e promover uma
«harmonização tarifária» entre o
interior e o litoral.

Funcionários das empresas municipais
extintas ficam na Câmara da Guarda
329 pessoas concorreram a concurso público para o preenchimento
de 49 lugares no quadro da autarquia

AR

Banco Popular fecha na cidade
DR

A Guarda e Bragança são as
duas únicas capitais de distrito
onde o Banco Popular vai fechar
as suas agências. No caso da
cidade mais alta a dependência
fica na Rua Alves Roçadas, junto
à Misericórdia.
Na segunda-feira, o grupo
espanhol anunciou que vai cortar 295 empregos e encerrar 47
agências em Portugal até ao final
do ano, no âmbito da reestruturação do negócio. As saídas de
funcionários (onde se incluirão

também processos de reformas)
serão efetivadas através de «um
método consensual, ou seja, por
via da celebração de acordos
de cessação dos contratos de
trabalho», lê-se no comunicado
divulgado pelo banco. Segundo
o documento, disponibilizado
através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários
(CMVM), «por forma a garantir
aos trabalhadores o acesso ao
subsídio de desemprego em
Portugal foi requerido ao Ministério do Trabalho, Solidariedade
e Segurança Social a declaração
do banco como empresa em
reestruturação para efeitos de
quadro de pessoal». Os trabalhadores dispensados terão
direito a uma indemnização de
dois salários por ano trabalhado.

A Culturguarda, que geria o TMG, foi extinta em 2014

Os 49 trabalhadores das empresas municipais Guarda Cidade
Desporto e Culturguarda, extintas
há dois anos, vão ser integrados
nos quadros da Câmara.
Este é o resultado dos concursos públicos abertos pela
autarquia, anunciou Álvaro Amaro na passada quarta-feira. «O
processo está concluído e o júri
propôs a integração de todos
os funcionários nos quadros do
município», disse o presidente,
acrescentando que concorreram
329 pessoas para os 49 lugares
colocados a concurso. Recorde-se
que os funcionários e as funções
daquelas duas empresas municipais tinham sido internalizados
na Câmara após a sua extinção

no âmbito da lei sobre o setor
empresarial local. «Poderia ter
optado como outras Câmaras, algumas bem próximas da Guarda,
e despedir estas pessoas, mas não
o fizemos», sublinhou o autarca.
«Foi um ato de boa gestão e um
ato socialmente justo porque
estas pessoas tinham expectativas
quando as contrataram para as
empresas municipais», declarou
Álvaro Amaro.
De resto, o presidente do
município social-democrata lembrou que o anterior executivo
camarário liderado por Joaquim
Valente (PS) tinha decidido pelo
despedimento de 30 pessoas. A
medida estava incluída na proposta de fusão da Culturguarda

(que geria o Teatro Municipal
da Guarda) e da Guarda Cidade
Desporto (que geria as piscinas
municipais) numa nova entidade
que acabou por ser chumbada
pelo Tribunal de Contas (TdC).
Após tomar posse, em outubro de
2013, o executivo presidido por
Álvaro Amaro deliberou extinguir
as duas empresas municipais e
internalizar a totalidade dos seus
trabalhadores que ficaram afetos
à câmara pelo prazo de um ano
até à conclusão dos concursos
abertos em janeiro deste ano.
Através destes procedimentos
foram então recrutados treze
técnicos superiores, dez assistentes técnicos e 26 assistentes
operacionais.

• Quinta-feira • 10 de novembro de 2016

6•

S

Sociedade

Novo centro médico
da Guarda vai custar
4 milhões de euros
Promotores sublinham que projeto é «complementar» ao Hospital Sousa Martins
mas lembram à ULS que precisam «receber atempadamente»

COVILHÃ

LM

“Uma Foto
pelo olhar da
Diferença” na
Tinturaria
A galeria de exposições
Tinturaria acolhe até 4 de
dezembro o IVº Concurso de
Fotografia “Uma Foto pelo
olhar da Diferença”.
A mostra divulga o trabalho realizado pelas pessoas
com necessidades especiais
e/ou com deficiência que frequentam as escolas e instituições dos distritos de Castelo
Branco e da Guarda. Os júris
vão avaliar as fotografias durante a terceira semana deste
mês e entregarão posteriormente os prémios aos primeiros classificados. A exposição
é organizada pela Associação
Portuguesa de Pais e Amigos
do Cidadão Deficiente Mental
(APPACDM) da Covilhã, com
o apoio do Instituto Nacional
de Reabilitação (INR) e da
Câmara da Covilhã.

GNR

Homem detido
com 260 doses
de haxixe

DR

Um homem de 42 anos
foi detido pela GNR da Guarda na segunda-feira por posse e tráfico de droga. A ação
foi realizada por militares
do Núcleo de Investigação
Criminal (NIC) e culminou
numa busca domiciliária que
permitiu apreender 260 doses de haxixe, três telemóveis
e 270 euros em dinheiro. O
suspeito foi presente a tribunal anteontem.

A Elibeira adquiriu terreno por 1,5 milhões de euros e vai gastar 2,5 milhões nas obras
Luis Martins

A empresa Elibeira, que inclui
o grupo CEDIR (Centro de Imagiologia de Diagnóstico Médico), vai
investir perto de quatro milhões
de euros num novo centro médico
já em construção na Rua Batalha
Reis. O projeto, que O INTERIOR
revelou em primeira mão em
setembro, foi apresentado pelos
promotores na semana passada.
Desenhado pelos arquitetos João Navas e Fernando Reis
Martins, o edifício de linhas contemporâneas e seis andares, dois
dos quais subterrâneos, albergará
uma clínica de meios complementares de diagnóstico, dois
laboratórios de análises clínicas
(um deles de anatomia patológica), consultórios de várias especialidades médicas, uma clínica
dentária e espaços comerciais li-

ULS

gados à área da saúde, bem como
dois pisos de estacionamento. O
espaço poderá vir a ter também
um bloco operatório para pequenas cirurgias de ambulatório. A
obra já está a decorrer no local
do antigo Colégio do Roseiral, desenhado pelo gabinete do famoso
arquiteto Raul Lino no início do
século passado, cuja fachada será
preservada no novo edifício, que
terá ainda uma praça virada para
o jardim Dr. Lopo de Carvalho.
Na apresentação, Manuel
Simões, médico e empresário,
adiantou que o novo centro médico terá entre 40 a 50 funcionários
e surge porque «era a altura de
modernizar as instalações do grupo CEDIR e permitir o recurso a
tecnologia mais moderna». O promotor destacou nomeadamente
a instalação de «um dos mais
sofisticados aparelhos» de ressonância magnética, mas negou a

intenção de fazer concorrência ao
Hospital Sousa Martins. «O que se
pretende é complementaridade»,
sublinhou o médico radiologista,
para quem «o hospital não tem
que estar mal ou deficientemente
equipado por causa da privada».
Na sua opinião, a unidade «tem a
obrigação de prestar aos utentes
toda a assistência em exames e
consultas que forem necessários
e com qualidade. Já a privada terá
que ter outras especialidades e
serviços que sejam rentáveis porque a existência de equipamentos
faz aumentar a procura», afirmou
Manuel Simões.
Contudo, o empresário aproveitou a ocasião para lamentar os
«enormes atrasos» nos pagamentos da Unidade Local de Saúde à
CEDIR: «A ULS tem de perceber
que é fundamental apoiar as
clínicas da cidade, que precisam
de receber atempadamente para

também investir, enquanto outras entidades que nem são de
cá são pagas principescamente
e a tempo», declarou Manuel
Simões, avisando que, no seu
caso, «se não receber a horas
teremos que parar a obra». O
montante em dívida não foi
revelado. Já o valor global do
investimento é de cerca de 4
milhões de euros, sendo que o
espaço custou 1,5 milhões e a
empreitada está orçada em 2,5
milhões de euros. Por sua vez,
o presidente da Câmara, que se
disse um «adepto da arquitetura
moderna», elogiou a aposta dos
empresários na Guarda e o seu
contributo para a requalificação
urbana da cidade. «Toda aquela
zona estará incomensuravelmente melhor após esta obra»,
disse Álvaro Amaro, para quem a
regeneração urbana é «o grande
desafio» da Guarda.

Sindicato diz faltarem 95 enfermeiros na na Guarda
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) voltou a
alertar para a falta destes profissionais na Unidade Local de Saúde
(ULS) da Guarda, sublinhando
que a situação está a originar o
desgaste físico e a desmotivação
dos trabalhadores.
Em conferência de imprensa
realizada na sexta-feira, Ricardo
Correia, dirigente da Direção

Regional da Beira Alta do SEP,
revelou que aquela instituição
tem «um défice» de 95 enfermeiros. «A ULS tem uma bolsa de
recrutamento ativa e está à espera
de autorização do Ministério da
Saúde para a contratação de
novos enfermeiros», disse, adiantando que a falta de profissionais
tem consequências no «aumento
do ritmo e do volume de trabalho»,

sendo que os enfermeiros também
«estão desmotivados e há um aumento de doenças profissionais».
Além disso, os enfermeiros da ULS
«têm a haver 14 mil horas». «Estamos a chegar a um ponto de muita
exaustão porque 14 mil horas a
mais numa instituição como a ULS
dará uma média de 95 horas por
mês a cada enfermeiro”, explicou
o sindicalista. Nesse sentido, o

SEP exige do Governo a «imediata
contratação de mais enfermeiros», tendo o dirigente Honorato
Robalo anunciado que o sindicato
enviou uma carta aos deputados
na Assembleia da República a
alertar para as consequências da
sobrecarga de trabalho e a desvalorização do valor do trabalho,
através de trabalho «efetivamente
extraordinário e não pago».

Quinta-feira • 10 de novembro de 2016 •

Cidade Natal
abre portas a 1
de dezembro

•7

TRANCOSO

Produtores premiados na Feira
da Castanha

DR

Tons natalícios voltam a invadir a Praça Velha, que também vai ser
palco da «mais alta Passagem de Ano» ao som de Amor Electro
AR

Casa do Pai Natal e pista de gelo coberta são as principais atrações
Ana Eugénia Inácio

Durante o mês de dezembro todos os caminhos vão dar
à Praça Velha, na Guarda, que
voltar a ser o centro nevrálgico
da “Cidade Natal”. A iniciativa,
que se realiza pelo terceiro ano
consecutivo, vai decorrer entre
1 e 25 de dezembro e é já «uma
marca muito importante para
a Guarda», considerou o presidente da Câmara na conferência
de apresentação do evento na
segunda-feira.
Tal como no ano passado,
o universo do Pai Natal e a
pista de gelo coberta vão ser
as principais atrações, entre
muitas outras atividades dedicadas sobretudo aos mais
pequenos. Este ano a magia do
Natal estende-se até ao Largo
João de Almeida, onde haverá
camelos e dromedários ao vivo
e uma tenda berbere, numa referência aos reis Magos. Quanto
à véspera de Natal, o tradicional
madeiro mantém-se no Largo
da Misericórdia e desta vez a

IGREJA

Câmara desafia os guardenses
«a apresentar uma bebida da
Guarda para a tarde de 24 de
dezembro». A vencedora vai ser
oferecida a todos os que forem
ao madeiro na Consoada. A “Bôla
da Guarda” também vai estar de
volta e a autarquia já procura
quem a saiba confecionar para
a poder oferecer à população.
Em dezembro, a Rua da
Torre vai transformar-se na Rua
da Doçura, com doces da época e
artesanato urbano em diversos
espaços que vão abrir para o
efeito. O concurso de montras
também volta, em parceria com
a Associação Comercial, e o
comércio vencedor terá direito
a um prémio de mil euros. Já
a Passagem de Ano será abrilhantada com um concerto dos
Amor Electro e do DJ Nuno Luz,
atuações antecedidas de um espetáculo de “videomapping” nas
paredes da Sé. Estas são apostas
da autarquia para «aumentar o
poder de atração e a economia
local da Guarda», clarificou
Álvaro Amaro, para quem estas
«não são apenas festas» mas

uma forma de «desenvolver
marcas importantes para a cidade». Com estas iniciativas, o
edil não duvida que é possível
«atrair gente e investimento
para estimular a economia
local». Sem revelar os custos
destas iniciativas, o presidente
sublinha que «não são despesas,
mas investimentos» e, como tal,
«só no final, com os apoios que
vamos conseguir», será possível
saber quanto custou aos cofres
do município.
Passadas as festas, os mais
pequenos terão dias exclusivos para cantar as janeiras, a
3 e 4 de janeiro, sendo ainda
presenteados com um espetáculo infantil do Ruca. Como
nos anos anteriores caberá
às coletividades encerrar as
festividades natalícias com o
espetáculo “Ó da Casa” no TMG.
Cada associação participante
vai receber 250 euros. Quanto
à iluminação natalícia será ligada a 27 de novembro, dia da
cidade, e este ano haverá «mais
ruas iluminadas», garantiu
Álvaro Amaro.

A IVª Feira da Castanha e
Paladares de Outono decorreu
no passado fim-de-semana em
Trancoso.
Organizado pela autarquia,
o certame destinou-se a valorizar a castanha e promovê-la gastronomicamente. Do programa
fizeram parte uma feira de produtos locais e regionais, sessões
de “showcooking”, conferências,
animação e o tradicional magusto
comunitário. Durante a feira houve ainda concursos de doçaria de
castanha e da melhor castanha
de Trancoso, nas variedades
Martaínha e Longal. Os resultados já foram divulgados e são os
seguintes: “Doçaria de Castanha –
Bolos e Doces de Colher”: 1º Casa
da Prisca – Ouriços de Castanha;
2º Magda Santos – Empadas de

Frango com Castanha; 3º António Antunes – Filó de Castanha.
“Doçaria de Castanha – Compotas e Geleias”: 1º Casa da Prisca
– Doce de Castanha; 2º Casa da
Prisca – Compota com Castanha e
Chocolate; 3º José Aires – Doce de
Abóbora com Castanha. “Melhor
Castanha de Trancoso 2016” Castanha Martainha: 1º João Chaves
(Guilheiro); 2º Maria Inês Filipe
dos Santos Borrego (Palhais);
3º Manuel Costa Santos (Miguel
Choco). Castanha Longal: 1º Elsa
Maria Paulo Santos (Miguel Choco); 2º Valdemar Monteiro (Souto
Maior); 3º Tiago Santos (Chafariz
do Vento). Concurso da “Melhor
Castanha Pintada” promovido
no Espaço Infantil da Junta de
Freguesia de Trancoso e Souto
Maior: Inês Silva (8 anos).
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TELHADO

LIMPEZA
DE CHAMINÉS
Contatos: 968 875 729 / 965 566 777

D. João Marcos é Bispo de Beja
Há mais um bispo oriundo da
Diocese da Guarda a assumir funções numa diocese portuguesa.
Trata-se de D. João Marcos,
natural de Monteperobolso
(Almeida), que na quinta-feira
passou a ser o novo bispo de
Beja. O prelado era bispo coadjutor com direito de sucessão

DR

desde 10 de outubro de 2014,
quando foi nomeado pelo Papa
Francisco, após um pedido de
resignação apresentado por
António Vitalino Dantas por ter
completado 75 anos de idade.
Além de D. João Marcos, D. António Moiteiro é bispo de Aveiro
desde julho de 2014.

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LIMPEZA
DE CHAMINÉS
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• Quinta-feira • 10 de novembro de 2016

8•

Caloiro batizado, caloiro abençoado
São Pedro foi amigo dos
caloiros do IPG no sábado. Ao
contrário dos últimos anos, o
tradicional batismo dos novos
estudantes do Politécnico da
Guarda decorreu sob uma temperatura amena – para a cidade
mais alta nesta altura do ano,
entenda-se – e não teve chuva.
Na Alameda de Santo André
centenas de caloiros submeteram-se ao cerimonial iniciático da vida estudantil guardense
e até houve quem caprichasse ao
ser batizado em trajes menores.
Nem mesmo uma ou outra mãe
mais indignada com esta tradição académica conseguiram
parar um batismo presenciado
por centenas de pais, familiares,
amigos e estudantes.

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GUARDA

Rua da Eirinha sem fios

CELORICO DA BEIRA
DR

AV. S. MIGUEL 231 B, R/C – DTº GUARDA
TEL. 271238473

TELM. 925069754

MEDICINA DENTÁRIA

PEDIATRIA

Dr. Mauro Grilo
(Implantologia, Prótese Dentária,
Endodontia e Odontopediatria)

Dra. Cláudia Vicente
(Ortodontia)

Dra. Margarida Antunes
(Ortodontia)

Dra. Glória Silva
(Especialista no Hospital Sousa
Martins - GUARDA)

A EDP Distribuição, através
da sua Área Operacional Guarda/
Castelo Branco e numa parceria
com a Câmara da Guarda, concluiu a requalificação das infraestruturas elétricas da Rua da
Eirinha, na Póvoa de Mileu.
Segundo a empresa, a obra
teve um custo total de cerca de
65 mil euros e consistiu na passagem a subterrânea de toda a
rede aérea de baixa tensão, numa

extensão de cerca de 700 metros.
Nesta empreitada a EDP forneceu cabos, armários e executou
de todas as ligações, enquanto
a Câmara abriu valas, repôs pavimentos e adquiriu tubagens,
colunas e 16 luminárias LED. «É
mais um contributo significativo
no reforço da qualidade do serviço prestado pela EDP Distribuição
na Guarda», adianta a empresa
em comunicado.

BE debate
Orçamento
de Estado
O tema “Que Orçamento
para Portugal? O que quer
o Bloco” vai estar em discussão amanhã (21h30), no
Hotel Mira Serra, em Celorico da Beira.
A iniciativa é da Comissão Coordenadora Distrital
do Bloco de Esquerda (BE)
da Guarda e conta com a intervenção de Pedro Soares,
deputado da Assembleia
da República e membro da
Comissão Politica do BE.
Contacte-nos!
Tel: 271212153
Tlm: 964246491

Quinta-feira • 10 de novembro de 2016 •

SABUGAL

Município comemora 720 anos
O concelho do Sabugal
celebra hoje os 720 anos da
confirmação do Foral de D.
Dinis com um dia recheado de
atividades.
Para assinalar a efeméride
a autarquia programou uma
sessão solene, durante a qual
serão atribuídas medalhas de
mérito empreendedor, desportivo e cultural. Na mesma
sessão vão ser entregues os
prémios de um concurso de
poesia. Segue-se, pelas 12
horas, a inauguração da exposição de arte sacra com peças

GNR

das paróquias do concelho. A
mostra fica patente até 8 de
janeiro no museu municipal.
À tarde será apresentado o
Balcão Único Móvel, serviço
que vai percorrer as freguesias
para que os munícipes possam
tratar de assuntos relacionados com águas e saneamento,
obras particulares, taxas e licenças e outros assuntos úteis.
O Dia do Concelho termina
com a peça de teatro “Trovas e
Provas a Dona Isabel”, pelo grupo Anel de Pedra no auditório
municipal (21 horas).

Quatro homens detidos por posse
de armas, explosivos e droga
A GNR deteve quatro homens nos concelhos de Guarda
e de Pinhel, no sábado, pela
alegada posse de armas, explosivos e droga.
Fonte do Comando Territorial adiantou que os suspeitos, com idades entre os 17 e
66 anos, foram detidos durante
a realização de mandados de
buscas e de uma operação de
combate à criminalidade. Aos
dois detidos no concelho de
Pinhel, com 55 e 66 anos, foram apreendidas uma pistola
metralhadora Uzi de nove milímetros, arma de uso exclusivo
das forças de segurança e militares, um revólver de calibre
32 mm, dezenas de munições e

TRANCOSO

cartuchos de variados calibres,
dez metros de cordão lento e
detonante, dez detonadores
e quatro petardos. Ainda na
zona de Pinhel, a GNR deteve
em flagrante delito um homem
de 25 anos que tinha um aerossol. No concelho da Guarda
os militares detiveram, também em flagrante delito, um
jovem de 17 anos por posse
de 50 doses de haxixe e 10
doses de MDMA. Os quatro
suspeitos, sem antecedentes
criminais, foram presentes
aos tribunais de Guarda e de
Pinhel na segunda-feira para
primeiro interrogatório judicial e aplicação de eventuais
medidas de coação.

Junta apoia aquisição de manuais
escolares
A União das Freguesias
de Trancoso (S. Pedro e Santa
Maria) e Souto Maior deliberou
comparticipar novamente
a aquisição de manuais escolares obrigatórios do 1º
ciclo do ensino básico para
os alunos que não beneficiam
do primeiro escalão do apoio
escolar.
Este ano a Junta pagará 50
por cento do valor dos livros
para os alunos do segundo
escalão (ou escalão B) e a to-

FAMALICÃO

talidade do valor para quem
não tiver qualquer apoio. «Isto
significa que os manuais escolares acabam por ser gratuitos
para todos os alunos do 1º
ciclo da freguesia», refere a autarquia numa nota à imprensa.
No documento lê-se ainda que
com esta medida o executivo
da Junta de Trancoso e Souto
Maior espera «contribuir de alguma forma para o incentivo à
natalidade e apoiar as famílias
com filhos em idade escolar».

XI Festa da Castanha e da Jeropiga
no domingo
O Centro Cultural de Famalicão (Guarda) organiza no
domingo a XIª edição da Festa
da Castanha e da Jeropiga.
Trata-se de um evento
de animação sócio comunitária focado na recuperação e
valorização dos produtos da
terra, como são a castanha e a
jeropiga. Como habitualmente,
serão premiadas as melhores

jeropigas da freguesia, que
serão avaliadas por enólogos.
Há ainda um magusto comunitário e muita animação com o
grupo de bombos do Castelejo,
o grupo de cantares “As Cantarinhas de Famalicão”, o grupo
de concertinas “Os Foligaitos”
e a “Trupe da Cana Rachada”.
As atividades decorrem na
praça principal da aldeia.

•9

Pinhel e Foz Côa
candidatas a
Cidades do Vinho
Os dois concelhos do distrito da Guarda, que concorrem em
separado, têm mais três adversários e reúnem argumentos
para convencer o júri

AR

Ana Eugénia Inácio

Existem fortes possibilidades para que a Cidade do
Vinho de 2017 possa estar na
região. Pinhel e Vila Nova de Foz
Côa apresentaram, em separado,
as suas candidaturas e na corrida estão também Alenquer
e Torres Vedras (candidatura
conjunta), Madalena do Pico,
nos Açores, e Moura.
O facto de Vila Nova de Foz
Côa ter dois patrimónios mundiais, um deles o Alto Douro
Vinhateiro, é «por si só motivo»
para a eleger como Cidade do
Vinho, considera o presidente
da Câmara. «Os vinhos que aqui
se produzem estão entre os melhores do mundo», sublinha Gustava Duarte, reforçando a ideia
que o concelho reúne «todas as
condições» para vencer. Além
disso, o autarca lembra que a
atividade vitivinícola «movimenta milhões de euros no
concelho, o que faz dele o setor
económico mais importante».
Transformar Vila Nova de Foz
Côa na capital do vinho era há
muito o desejo do município,
«mas só este ano integrámos
a Associação de Municípios
de Vinhos e podemos fazê-lo»,
explica o autarca. Com esta
candidatura, Gustavo Duarte
espera «potenciar um produto
de excelência do concelho»,
mas também tornar Vila Nova
de Foz Côa na Cidade Europeia
de Vinho. «É um dos objetivos a
atingir num futuro próximo, em

Vinho tem um peso importante na economia dos dois concelhos

2018 ou 2019», adianta o edil,
que conta para tal com o Festival
do Douro Superior, workshops,
congressos e «as emblemáticas
quintas produtoras de vinho,
algumas do século XIX».
Em Pinhel também reina a
confiança e, para Rui Ventura,
não faltam motivos para que
a “cidade falcão” seja a escolhida. A decisão de apresentar a
candidatura prende-se com «a
tradição agrícola e vitivinícola
do concelho, assim como todo
o trabalho de valorização e promoção dos vinhos de Pinhel»,
refere a autarquia em comunicado. Transformar os néctares
locais «no principal embaixador
deste território» é um dos objetivos a que o autarca se propõe.
Na sua opinião, joga a favor de
Pinhel o facto de «ser a maior

FIGUEIRA DE CASTELO RODRIGO

produtor da Beira Interior e
a única candidatura de toda a
região Centro». O edil lembra
ainda iniciativas como a Feira
dos Vinhos da Beira Interior, uma
atividade que está inserida num
leque de 25 propostas apresentadas na candidatura de Pinhel.
Rui Ventura prefere «não
levantar muito o véu» sobre as
iniciativas a realizar, mas avança
que se o município conseguir
o título de “Cidade do Vinho”,
o tema da Feira das Tradições
do próximo ano será precisamente dedicado aos vinhos.
O concurso para a escolha da
“Cidade do Vinho” é promovido
pela Associação de Municípios
Portugueses do Vinho e a decisão vai ser tornada pública na
segunda-feira, numa cerimónia
que terá lugar em Lamego.

Festival Borrego da Marofa regressa para terceira edição
Nos dias 12, 13, 19 e 20, o
município de Figueira de Castelo
Rodrigo acolhe a terceira edição
do Festival do Borrego da Marofa para divulgar uma especialidade gastronómica típica do
concelho, bem como o seu vasto
património e tradições.
À semelhança dos anos
anteriores, haverá uma feira de
produtos regionais no Pavilhão
dos Desportos, onde os visitantes poderão adquirir o que de
melhor se faz em Figueira. Será
também possível degustar o bor-

rego da Marofa nos restaurantes
locais aderentes à iniciativa. No
entanto, este ano o município
quis proporcionar algo diferente
e nos dias 19 e 20 «haverá uma
concentração de todos os restaurantes no Pavilhão dos Desportos,
onde será criado um espaço de
convívio», adianta o presidente
da Câmara. Segundo Paulo Langrouva, «continuamos a associar
as atividades de comércio de
produtos regionais e a apostar
na diversão, uma vez que vamos
ter diversos conjuntos a atuar

durante os dias do evento, nomeadamente com música clássica». Nas tardes de 12 e 19, pelas
16 horas, a Orquestra BACH’US
atua no auditório do pavilhão,
com entrada gratuita. Sobre as
expetativas da autarquia, o edil
confessa que está «bastante
otimista, penso que vamos ter
maior adesão, pois houve mais
divulgação e as pessoas já conhecem este festival. Apostámos
mais na promoção e acho que
estamos a conseguir dar um
impulso diferente».

aurantes
ego ao
10 •

• Quinta-feira • 10 de novembro de 2016

nos dias

O Município de Figueira de Castelo Rodrigo vai
promover e dinamizar nos
próximos dias 12, 13, 19 e
20 de novembro de 2016, o
3º Festival do Borrego da Marofa. Este evento, que ganhou
destaque desde as suas primeiras edições vai ter como
principal objetivo divulgar
todo o Concelho, o seu vasto
património, as suas tradições
e as suas gentes e brindará
os participantes com esta
gastronomia única, que nos
caracteriza tão bem. No átrio
do Pavilhão dos Desportos,
vai decorrer uma feira de
produtos regionais endógenos, onde poderá adquirir o
que de melhor se produz na
nossa terra. Nos dias 12,13
e 20 de novembro pode degustar o nosso Borrego da
Marofa nos restaurantes (A
Cerca | Arco Iris | Estalagem
Falcão de Mendonça |O Dias
| Marofa | Trasmontano) aderentes a esta iniciativa. No dia
19 de novembro o Festival do
Borrego vai decorrer no Pavilhão dos Desportos a partir
da 15h, onde os restaurantes
aderentes vão dar a conhecer
a variedade de pratos confecionados com borrego ao
jantar. De referir também os
concertos de Música Clássica
pela Orquestra BACH’US nos
dias 12 e 19 de novembro
pelas 16h00 no auditório
do Pavilhão dos Desporto.
Venha daí, junte-se a nós!

tribuinte nº 505 987449

PubliReportagem

3º Festival do Borrego
da Marofa Os Clássicos
vão ao Borrego

Quinta-feira • 10 de novembro de 2016 •

MÊDA

Setenta
expositores no
Festival Económico
O terceiro Festival Económico da Mêda começa amanhã
para promover os produtos
locais e divulgar as potencialidades do concelho.
Até domingo, no pavilhão
gimnodesportivo municipal
vão estar em destaque os
vinhos, queijo, mel, doçaria,
agropecuária, caça, turismo
e a gastronomia. Além disso,
uma área do evento está
reservada à participação de
coletividades, Juntas de Freguesia, maquinaria agrícola,
automóveis e outras atividades de ar livre, num total de
setenta expositores. Amanhã
celebra-se ainda o feriado
municipal que contará com
uma sessão solene (11 horas)
no salão Nobre dos Paços do
Concelho em que vai participar a secretária Adjunta e
da Justiça, Helena Mesquita
Ribeiro. Recorde-se que o
Tribunal da Mêda é um dos
palácios de justiça que vão reabrir em janeiro do próximo
ano. Pelas 14h30 tem lugar
a inauguração do Festival
Económico, realizando-se às
17 horas um magusto convívio para toda a população. À
noite atua o cantor Luizinho
de Portugal. No sábado o
recinto de exposições abre
às 14 horas e para as 21h30
está agendado o concerto de
Marco Paulo, seguido de um
baile popular. No último dia
o certame abre às 14 horas e
encerra à meia-noite.

GOUVEIA

Festival de sopas
no domingo
A 17ª edição do Festival
de Sopas “Serra da Estrela”
decorre em S. Paio (Gouveia)
no domingo.
O evento está de regresso
ao espaço original no recinto
da antiga Adega Cooperativa
de S. Paio, agora sob gestão da
Seacampo, empresa com sede
em Vila Nova de Tazem. No
sábado há um magusto pelas
18 horas e no dia seguinte
realiza-se a S. Paio – Feira e
Cultura e o festival de sopas
no qual podem participar
privados, restaurantes e instituições da região. Os visitantes
poderão degustar receitas de
canjas, caldos, cremes e sopas
a concurso, confecionadas no
local, a partir das 13 horas,
sendo revelados os vencedores
pelas 15h30. A organização é
da freguesia de S. Paio e da Seacampo, que prepararam um
programa que inclui animação
musical e outros petiscos.

• 11

Figueira de Castelo Rodrigo
lança projetos para combater
solidão
“Cegonha Móbil” e Academia Sénior visam «dar
resposta à carência que se faz sentir no concelho
há muito tempo», diz Paulo Langrouva

PG

Patrícia Garrido

O município de Figueira de
Castelo Rodrigo apresentou na
semana passada dois projetos
pensados para a população mais
idosa e «dar resposta à carência que
se faz sentir no concelho há muito
tempo», de acordo com o presidente da autarquia Paulo Langrouva.
A rede de transportes coletivos denominada “Cegonha
Móbil” resulta de uma parceria
com a empresa Lopes & Filhos e
«vai trazer populações isoladas
das aldeias à vila, para verem um
amigo, irem ao supermercado
ou ao médico, por exemplo»,
enumerou Feliciano Martins, presidente da Assembleia Municipal.
Os trajetos, totalmente gratuitos,
vão funcionar todas as segundas,
terças, quartas e sextas-feiras
com diferentes rotas, sendo que
às quintas-feiras não existem
rotas específicas, uma vez que o
transporte estará disponível para
os cidadãos se deslocarem ao
mercado de Figueira de Castelo
Rodrigo. «Como forma de atrair
mais pessoas, será também disponibilizada uma ligação à estação
de comboios na Guarda todas as
sextas-feiras ao final do dia e o
regresso será feito aos domingos

Trajetos da “Cegonha Móbil” serão totalmente gratuitos e vão funcionar de segunda a sexta-feira

também ao final do dia», enunciou
Feliciano Martins.
Também com o objetivo de
combater a solidão foi criada a
Academia Sénior, integrada na
Rede que Une as Universidades
Seniores (RUTIS). A iniciativa
destina-se aos cidadãos com mais
de 50 anos e o objetivo dar-lhes
a possibilidade de «socializar,
conviver e confraternizar com

os colegas através de atividades
culturais, sociais e educativas», revelou Paulo Langrouva. Segundo o
presidente da Câmara, este projeto é baseado no voluntariado, pois
«os professores envolvidos não
recebem qualquer pagamento».
A Academia Sénior vai funcionar
no Pavilhão dos Desportos, um espaço «central que não estava a ser
utilizado. Aqui há a possibilidade

de praticarem desporto (zumba),
de fazerem hidroginástica, que
fica aqui perto, de aproveitarem
o auditório para fazerem apresentações», enumerou o edil.
As inscrições já estão abertas e
os interessados terão de pagar
uma mensalidade de 10 euros
se quiserem frequentar duas ou
mais disciplinas, ou cinco euros se
pretenderem apenas uma.
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12 •

• Quinta-feira • 10 de novembro de 2016

MANTEIGAS

SEIA

Jogo é tema das Jornadas Históricas
“Homo Ludens, Homo Sapiens: os jogos da vida, a vida
como um jogo através dos
tempos” é o tema das XIXªs
Jornadas Históricas que se realizam hoje e amanhã em Seia.
Os oradores vão abordar o
percurso histórico do conceito
de jogo – desde a Antiguidade
até aos tempos atuais –, o jogo
como divertimento e elemento fundamental no desenvolvimento sócio-emocional
e cognitivo do ser humano,
entre outras temáticas. Promovidas pelo Arquivo Munic-

VILA NOVA DE FOZ CÔA

ipal, as Jornadas decorrem na
Casa Municipal da Cultura e
incluem esta noite (21h30)
um espetáculo de magia por
David Sousa seguido de uma
demonstração de jogos de
casino, pelo Casino da Figueira. Durante a iniciativa
estarão patentes exposições
dedicadas ao espólio de jogos
de casino, “Projeto do Objeto
Arquetípico” (Escola Superior de Artes de Design de
Matosinhos/Trienal de Milão)
e “Jogos da Nossa Infância”
(Museu do Brinquedo, de Seia).

CLDS promoveu encontro anual
de associações

O Encontro Anual das Associações do Concelho de Vila
Nova de Foz Côa reuniu cerca
de 70 participantes no passado
29 de outubro, no Centro de
Alto Rendimento do Pocinho.
Organizada pelo projeto “CLDS 3G - Foz Côa Mais
Perto”, que é coordenado pela
Delegação do Côa da Cruz
Vermelha, em parceria com
o município, a atividade teve
como objetivo informar e capacitar as associações sobre
a importância do associativismo para a dinamização do

MANTEIGAS

DR

território e apoios existentes.
Serviu ainda para promover
um convívio e interação entre
as coletividades participantes.
Estiveram representados o
Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e
a Confederação Portuguesa
das Coletividades de Cultura,
Recreio e Desporto, pelo seu
presidente Augusto Flor. No
final houve espaço para debate
durante o qual foram lançados
alguns assuntos sobre o futuro do associativismo em Vila
Nova de Foz Côa.

Amigos dos tartulhos reúnem no sábado
A Escola Profissional de
Hotelaria de Manteigas e o
município são os anfitriões,
no sábado, da VIª Reunião de
Outono dos “Amicos Silvestris
– Movimento Amigo dos Tartulhos”. A atividade, que tem o
apoio do INATEL e das empresas Burel e Ecolã, inclui uma

VILA MENDO

saída de campo para identificação e apanha de cogumelos,
uma exposição das espécies
recolhidas, o tradicional almoço micológico na Casa da Roda
e uma mesa redonda sobre o
tema “Micogastronomia – Da
floresta para o prato”, entre
outras atividades.

IIº Encontro micológico no sábado
A localidade de Vila Mendo, no concelho da Guarda,
acolhe no sábado o IIº Encontro Micológico numa organização da Associação Cultural
e Recreativa local.
A jornada começa logo
pela manhã (9h15) com uma
saída de campo para a recolha
de míscaros, tortulhos e cogu-

melos sob a orientação de Joaquim Morais e do chef Miguel
Veiga. Segue-se um almoço micológico, um workshop sobre a
valorização culinária dos cogumelos selvagens, orientado por
Miguel Veiga, e um magusto.
O encontro termina com um
jantar micológico. A inscrição
custa 10 euros.

Milhares no Festival de Outono

O Outono mereceu um festival em Manteigas no passado
fim-de-semana. A segunda edição do certame atraiu alguns
milhares de visitantes à praça
municipal, onde foi possível
provar a gastronomia local (feijoca, cabrito serrano, truta), os
míscaros, o queijo, os enchidos
e a primeira cerveja de castanha.
Houve também oportunidade para conhecer as últimas

MÊDA

tendências da moda com burel,
bem como o património natural
do concelho que é o “coração”
da Serra da Estrela. Organizada
pela empresa Trator Rosa, com
o apoio da autarquia, a iniciativa
incluiu ainda várias sessões de
“showcooking” e um magusto. Lotação esgotada tiveram
os concertos Miguel Araújo
(sexta-feira) e dos Cais Sodré
Funk Connection (sábado) no

PG

pavilhão gimnodesportivo. «O
Outono é uma estação soberba
em Manteigas, que foi bafejada
pela Natureza com cores lindíssimas e produtos excecionais
nesta altura do ano. Neste
festival aliámos a gastronomia
à Natureza e com isso conseguimos chamar a atenção de
alguns milhares de visitantes»,
afirmou José Manuel Biscaia,
presidente da autarquia.

Bombeiros com Equipa de Intervenção Permanente
A corporação de bombeiros
da Mêda vai acolher uma Equipa
de Intervenção Permanente (EIP),
de acordo com o protocolo assinado na passada quarta-feira entre a
Autoridade Nacional de Proteção
Civil, a Câmara e a Associação
Humanitária medense.
Este acordo resulta de um
compromisso do Ministério da
Administração Interna, que esteve representado pelo secretário

BELMONTE

de Estado Jorge Gomes, que prevê
a constituição nas corporações
de voluntários de um grupo de
cinco elementos que estará em
permanente prontidão 24 horas
por dia. As despesas com esta
equipa são «equitativamente»
suportadas pela ANPC e pela
autarquia presidida por Anselmo
Sousa, cabendo aos bombeiros
locais o recrutamento dos seus
elementos, a manutenção e ges-

Fábrica de calçado começa a laborar
este mês
A fábrica de calçado do empresário António Santos deverá
iniciar a produção até final deste
mês em Belmonte, num investimento de 1,2 milhões de euros
que vai criar cerca 40 novos
postos de trabalho.
Segundo adiantou o autarca
local, a unidade vai começar a
funcionar em instalações provisórias na Quinta da Chandeirinha, devendo arrancar em breve
a construção de um pavilhão de
raiz no parque industrial cuja
candidatura já foi aprovada
pela Comissão de Coordenação
e Desenvolvimento Regional do
Centro (CCDRC). «O proprietário já fez uma pré-seleção de
trabalhadores e brevemente os
equipamentos vão começar a ser
instalados, pelo que tudo aponta
para que a fábrica possa começar a funcionar durante este

AR

mês de novembro», declarou
António Dias Rocha, para quem
este investimento será um «bom
contributo» para o desenvolvimento económico do concelho.
O promotor do investimento,
António Santos, está ligado ao
setor em Oliveira de Azeméis.

tão da EIP. Com esta medida
pretende-se dar resposta a uma
nova realidade, a da criação de
núcleos que possam ser profissionalizados e direcionados para
a primeira intervenção. Para o
município da Mêda, esta parceria
é «importantíssima no reforço do
socorro às populações, cada vez
mais premente tendo em conta o
fecho de um conjunto de serviços
de saúde na região».

FUNDÃO

Fibra ótica vai
chegar à cidade
e às freguesias
A rede de fibra ótica no
concelho do Fundão vai chegar à cidade e às localidades
limítrofes.
Segundo a autarquia,
numa primeira fase, além
da sede do município, serão
abrangidas as freguesias de
Alpedrinha, Castelo Novo,
Pêro Viseu, Póvoa de Atalaia
e Atalaia do Campo, Silvares,
Soalheira, Três Povos e Vale
de Prazeres e Mata da Rainha.
Posteriormente, a rede será
alargada a todo o concelho,
num investimento «exigido há
muito pela autarquia e pela comunidade em geral, nomeadamente pelas empresas», refere
a Câmara. A empreitada é da
responsabilidade da Portugal
Telecom.

Quinta-feira • 10 de novembro de 2016 •

Opinião

MÚSICA

OVO DE COLOMBO

“Wings”, dos BTS
DR

Susana Nevado
Este mês decidi falar de algo
diferente, de um álbum de uma
banda sul-coreana.
Apresentado com oito trailers,
“Wings” mostrou desde o início
ser algo distinto daquilo que o grupo normalmente faria. É o segundo
álbum de estúdio dos Bangtan
Sonyeondan, mais conhecido por
BTS ou Bangtan Boys. Este novo
trabalho baseia-se na tentação e,
por isso mesmo, é um disco que
mostra o desenvolvimento do
grupo a nível musical. Torna-se
também um projeto diferente dos
anteriores porque inclui solos de
cada um dos sete membros da
banda.
“Blood, Sweat & Tears” foi o
single de apresentação do álbum,
que, juntamente com o videoclip
de seis minutos, presenteou os
BTS com um grande número de
recordes. Todos os sete temas
de “Wings” são bons, no entanto,
vou apenas referir aqueles que
me despertaram maior interesse.
Em primeiro lugar, “Lie”, de Jimin, que é bastante harmonioso
devido à junção do instrumental
poderoso com a suave voz do

cantor. “MAMA”, interpretada por
J-hope, é um dos temas mais
animados do álbum, pois contém
um instrumental baseado no jazz.
Já “Awake”, de Jin, é uma balada
bonita, poderosa e que mexe com
as nossas emoções.
Não posso deixar de falar
também em “Lost” e “BTS Cypher
4”. A primeira é uma canção que
fala sobre estar perdido, sem saber
qual o caminho a seguir na vida. Interpretada pelos quatro vocalistas
do grupo, é o tema perfeito para o
Outono. A segunda é interpretada
pelos três “rappers” do grupo e
é a continuação de três outras
músicas lançadas anteriormente.
“Two! Three” (Hoping For
More Good Days Only)” é um
dos temas mais interessantes do
álbum. É uma canção que o grupo
escreveu para agradecer aos fans
todo o apoio. E do meu ponto de
vista é uma das músicas mais
bonitas.
No entanto, todo o álbum
é uma obra de arte e as suas
músicas têm melodias que funcionam perfeitamente. Apesar
de estar numa língua incomum,
é um álbum que definitivamente
aconselho a descobrir e ouvir.

SABUGAL

Marafona apresenta disco de estreia
O grupo Marafona toca sábado à noite (21h30) no auditório
municipal para apresentar o seu
álbum de estreia lançado este ano
e intitulado “Está Dito”.
Segundo os próprios, a música da Marafona «não é folk, não é
fado, não é música erudita, não é
jazz, rock ou blues, não é pop, não
é intervenção, não é poesia, mas
é um pouco de tudo numa canção

PINTURA

assumidamente portuguesa, redescoberta nas raízes populares
dispersas pela urbanidade». O
grupo é constituído por Gonçalo
Almeida (guitarra portuguesa,
cavaquinho, “braganiça”, trancanholas, gaita de foles); Daniel
Sousa (viola clássica); Ian Carlo
Mendoza (percussões); Cláudio
Cruz (contrabaixo) e Artur Serra
(voz, adufe, berimbau de boca).

Graciana Cruz expõe na “Porta 23”
A pintora guardense Graciana Cruz inaugura amanhã uma
exposição no espaço “Porta 23”,
junto à Sé Catedral, na cidade
mais alta.
Intitulada “Tintas com Vida”,
a mostra reúne obras de pintura
a óleo sobre tela e pintura em

• 13

porcelana, num trabalho que,
segundo a artista, «responde a
um conceito de criatividade e
expressão individual, utilizando
materiais que, só por si, são apenas uma base inerte». A exposição
está patente até dia 18, das 10 às
12 horas e das 14 às 18 horas.

Best Youth atuam amanhã
no Fundão
Os Best Youth são os convidados, amanhã à noite (22
horas), do “Sons à Sexta” n’A
Moagem, no Fundão.
Oriunda do Porto, a banda
é formada por Ed Rocha Gonçalves e Catarina Salinas com
uma sonoridade indie, rock
eletrónico e “dream-pop”. São
deles temas com “Hang Out”,
“Black Eyes”, “Nice Face”, “In
the Shade” (com Moulinex) ou
“Mirror Ball” que têm feito furor nas rádios nacionais e lhes
abriram os palcos dos principais festivais portugueses. Em
2012 o duo surpreendeu tudo
e todos com o EP de estreia,
“Winterlies”, e três anos depois
editou o seu primeiro disco,
intitulado “Highway Moon”,
também ele muito elogiado
pela crítica. O álbum foi considerado o melhor disco de música portuguesa de 2015 pelos
leitores da revista Blitz e pela
equipa do programa “Autores
Fora D’Horas”. Os Best Youth
foram ainda classificados pela
BBC e pela revista francesa de

TEATRO

DR

música “Les Inrockuptibles”
«uma das mais importantes
novas bandas portuguesas».
Após a digressão de apresentação de “Highway Moon”, a
dupla voltou este mês à estrada
com a “Demo Tapes Tour”, um
formato pensado para salas
intimistas em que os temas serão tocados em versão “demo”,
«para que o público consiga

experienciar o seu processo
de criação e as respetivas
histórias das etapas de composição», adianta a produção.
Em concerto, Catarina Salinas
(voz) e Ed Rocha Gonçalves
(sintetizadores, programações,
guitarra e voz) são acompanhados pelo Ex-Wife Fernando
Sousa (baixo e sintetizador) e
Nuno Sarafa (bateria).

Fernão Joanes traz “Alvaroque”
ao TMG
O espetáculo de teatro comunitário “Alvaroque” sobe ao
palco do TMG amanhã à noite
(21h30).
Esta produção da Associação Cultural e Recreativa
de Fernão Joanes foi estreada
em julho na Festa da Transumância, naquela localidade do
concelho da Guarda, e inspirase nos mercados tradicionais
das aldeias da encosta da Serra

WORKSHOP

da Estrela. “Alvaroque” é nome
dado pelos locais quando um
negócio se realizava e o vendedor pagava umas bebidas
aos intervenientes. A peça de
teatro e música põe em cena as
crenças, os medos, os pregões, a
música, os negócios e os burlões
destas feiras, sendo protagonizada por cerca de 50 pessoas
maioritariamente de Fernão Joanes e Trinta. A dramaturgia é de

Banda da Covilhã promove
formação de percussão
Decorre hoje e amanhã, na Covilhã, um
workshop de percussão que tem por base o encontro de percussionistas da Beira Interior organizado
pela Banda local.
O arranque da formação vai ser assinalado
com um concerto inédito no Biblioteca Café Concerto (21h30). Já amanhã, os trabalhos decorrem
na sede da banda durante todo o dia e terminam
com um recital de encerramento no auditório
previsto para as 21h30. O encontro de percussão
tem como responsáveis Vasco Fazendeiro e José
Silva e direção artística de Eduardo Cavaco. As
inscrições são gratuitas, mas limitadas, e podem
ser feitas através do email bandadacovilha@gmail.
com ou na secretaria da Banda entre as 14 e as
20 horas. No entanto, a organização solicita aos
participantes a doação de uma contribuição à sua
consideração.

TMG

Joaquim Almeida, a direção teatral de Marco Ferreira e a direção
musical de Bitocas Fernandes. A
entrada é livre mediante levantamento prévio do ingresso na
bilheteira do TMG até à véspera
do espetáculo, que conta com o
apoio da autarquia da Guarda,
da Junta de Fernão Joanes, da
União de Freguesias de Trinta e
Corujeira e da Associação Raiz
de Trinta.

Joana Gama interpreta
Erik Satie
A pianista Joana Gama homenageia Erik Satie
com um concerto no TMG sábado à noite (21h30).
O recital “Satie.150 – Uma celebração em
forma de guarda-chuva” assinala os 150 anos do
nascimento do compositor francês (1866-1925)
com diferentes obras suas que serão intercaladas
por temas de outros compositores que com ele
partilham o gosto pela desformalização da música,
ainda que com resultados distintos. São eles John
Cage, grande admirador e divulgador da música
de Satie, Carlos Marecos, Arvo Paart, John Adams
e Alexander Scriabin, este último contemporâneo
de Erik Satie e também amante do esoterismo. Este
é um dos doze concertos que Joana Gama dedicou ao
compositor – dono de um humor desconcertante, ao
ponto de se fazer sempre acompanhar de um guardachuva, e de uma elegância irrepreensível – durante o
ano de 2016, com o apoio da rádio Antena 2.

14 •

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Harramiz voltou a estar em destaque ao marcar o primeiro golo do Covilhã

CAMPANHA

“Azulejo Solidário” para apoiar
requalificação do Santos Pinto
Já começou a Campanha do
Azulejo Solidário destinada a ajudar o Sp. Covilhã a custear a requalificação do Estádio Santos Pinto.
As inscrições estão abertas
na secretaria do clube e os interessados pagam 25 euros por
cada azulejo, em verde ou branco,
as cores do emblema serrano.
Quando estiver reunido o número
suficiente de peças, com o nome e
número de sócio, vão ser afixadas
na parede junto à entrada principal do estádio, em forma de uma
camisola gigante dos “leões da

serra”. José Mendes, presidente
do clube, diz tratar-se de «um
memorial» aos sócios e uma
forma de deixarem perpetuada
a sua marca no Santos Pinto. «É
uma questão de orgulho, revela a
paixão e o sentimento dos sócios
pelo clube», acrescentou. O valor
angariado vai servir para atenuar
as despesas com a construção da
nova bancada nascente e contribuir para a construção da futura
bancada poente. Com a modernização das instalações a direção
pretende ter um estádio “à inglesa”.
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Trancoso • Guarda • Covilhã • Algarve
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Quinta-feira • 10 de novembro de 2016 •

Comandados de Filipe Gouveia estiveram
em destaque no Seixal e confirmaram a
recuperação na IIª Liga, onde não perdem
há seis jogos
O Sp. Covilhã arrancou um
empate a duas bolas com o Benfica B no Seixal em jogo da 14ª
jornada da IIª Liga. Os serranos
não perdem há seis jogos no
campeonato fruto de um melhor
rendimento do grupo, que também continua em prova na Taça
da Liga e na Taça de Portugal.
No sábado, a partida começou muito repartida mas foram
os visitantes que entraram
melhor no encontro, mostrando
desde cedo que o objetivo era
pontuar. Contudo, foi o Benfica que, sem fazer nada para o
justificar, se adiantou no marcador com um bonito golo de
João Carvalho aos 17’. Mas os
covilhanenses não desarmaram
e continuaram a jogar de igual
para igual com os encarnados,

obrigando o guarda-redes das
águias a aplicar-se em dois
cantos consecutivos aos 29’. O
Sp. Covilhã dominava mas não
aproveitava, ao contrário do
Benfica que aumentou a vantagem aos 38’ num golo de cabeça de José Gomes a concluir,
livre de marcação, um centro
de Heri. Seis minutos depois
Harramiz, após assistência de
Filipe Chaby, reduziu a desvantagem e repôs alguma justiça no
marcador.
No regresso das cabines
os serranos continuaram em
destaque, criando as melhoras
ocasiões de golo, perante um
Benfica B que se limitou a apostar nas transições rápidas pelas
alas. Aos 74’ e na melhor ocasião do segundo tempo, Filipe

• 15

Ficha de Jogo
Árbitro: João Matos (Viana do Castelo)
Árbitros assistentes: Paulo Vieira e
Nelson Cunha

Caixa Futebol Campus,
Seixal

Benfica B..................... 2
André Ferreira, Buta, Ferro, Rúben
Dias, Yuri Ribeiro, Dálcio, Pêpê, Diogo
Gonçalves (Saponijc, 81’), João Carvalho, Heri (Gilson, 46’) e José Gomes
(Romário Baldé, 62’)
Treinador: Hélder Cristóvão

Sp. Covilhã................. 2
Hugo Marques, Mike, Zé Pedro
(Medarious, 62’), Joel, Ofori, Diarra,
Chaby, Gilberto, Luís Pinto (Ponde,
46’), Davidson (Bokila, 80’) e Harramiz
Treinador: Filipe Gouveia
Golos: João Carvalho (17’), José
Gomes (38’), Harramiz (44’) e Mike
(85’)
Ação disciplinar: cartão amarelo para
Gilson (63’), João Carvalho (66’),
Harramiz (70’), Chaby (87’) e Gilberto
(90’)

Chaby atirou ao poste da baliza
de André Ferreira. O domínio
covilhanense foi premiado a
cinco minutos do fim, quando
Mike selou o empate com um
potente remate. Com esta igualdade, o Sp. Covilhã mantêm-se
na 16ª posição e acima da zona
de despromoção.
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• Quinta-feira • 10 de novembro de 2016

16 •

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de voto, para que a Assembleia Geral funcione, convoco desde já a mesma Assembleia
Geral, para reunir no mesmo dia e mesmo local, meia hora mais tarde (15.00 horas),
a qual decorrerá desde que estejam presentes, pelo menos, 26 irmãos, nos termos
do art. 26.º, n.º I, do actual Compromisso.

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João Inácio Monteiro, na qualidade de Presidente da Mesa da Assembleia Geral, da
Santa Casa da Misericórdia da Guarda, convoco todos os irmãos, nos termos do art.
24.º, n.º 2 alínea c), e art. 25.° do Compromisso que rege esta instituição, a reunirem
em Assembleia Geral Ordinária, a efectuar no Auditório do Hospital da Misericórdia,
nesta cidade, sito na Rua Dr. Francisco dos Prazeres, no próximo dia 26 de Novembro
de 2016, pelas 14.30 horas.
Ordem de trabalhos:
1.º - Leitura, discussão e votação da Ata da Assembleia Geral Ordínária de 26 de
Março de 2016.
2.º - Apresentação, discussão e votação do Orçamento e Plano de Actividades para o
ano de 2017, com prévia leitura da Ata doConselho Fiscal.
3.º - Outros assuntos e ínformações de ínteresse geraI.

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Quinta-feira • 10 de novembro de 2016 •

FUTEBOL DISTRITAL

Sp. Sabugal assume liderança
na Iª Divisão
DR

• 17

CAMPEONATO DE PORTUGAL

Gouveia derrotado
O Desportivo de Gouveia
regressou às derrotas no último domingo ao perder 2-0
no terreno do Lusitano de
Vildemoinhos (Viseu), terceiro
classificado da série D do Campeonato de Portugal.
Em jogo da 9ª jornada, os
locais foram superiores aos
gouveenses, que não apresentaram argumentos para lutar
pelo resultado. O Gouveia ali-

NATAÇÃO

nhou com Bruno Pinto, Tuka,
Oumar, Copas (Márcio, 80’),
Otávio, Ambrose (Ednilson,
65’), Diego, Edson, Abdoulaye,
Traoré (Daniel, 81’) e Elvis.
Com este resultado, os comandados de Jorge Cardoso
desceram para a sexta posição
da classificação geral, com 11
pontos, e este domingo recebem o Pampilhosa, atual oitavo
classificado do grupo.

Chuva de recordes guardenses
em Ponte de Sor

DR

E à sétima jornada do Distrital da Iª Divisão da AF Guarda
há novo líder com o Sabugal a
render o Trancoso no comando
do campeonato.
No domingo, os raianos
receberam e venceram o Figueirense por 3-1 e aproveitaram o
inesperado deslize caseiro do
Trancoso, que perdeu 1-0 com
o Sp. Mêda. As duas equipas
ocupam agora a segunda posição da geral, com 14 pontos
(menos um que o líder), a par
do Fornos de Algodres, que
empatou 0-0 em Manteigas.
Nos restantes jogos da sétima

TAÇA AF GUARDA

jornada, o Vilar Formoso venceu em casa o São Romão por
2-1 e o Vila Cortês do Mondego
conseguiu a primeira vitória da
prova ao ganhar por 5-2 ao Estrela de Almeida. A formação do
concelho da Guarda tem agora
três pontos mas continua no
último lugar da classificação, a
um ponto do adversário dessa
tarde. Finalmente, o Aguiar da
Beira derrotou o Soito por 4-0
numa jornada em que folgou o
Vilanovenses.
O campeonato regressa a
20 de novembro, em virtude
de se jogar no domingo a pré-

eliminatória da taça de Honra
da AF Guarda, com um duelo
interessante entre o Sp. Mêda e
o Sp. Sabugal. Na IIª Divisão, o
Vila Franca das Naves comanda
sem derrotas e hoje ganhou
2-0 na sede do distrito frente
ao Guarda Unida Desportiva. O
Foz Côa ocupa a segunda posição e também venceu fora, 1-0
no dérbi do concelho em Freixo
de Numão. Nos restantes jogos
o Castelos perdeu em casa por
3-1 com o Celoricense e o Casal
de Cinza empatou a duas bolas
com o Paços da Serra. O Pala
folgou.

Pré-eliminatória no domingo
Joga-se no domingo a
pré-eliminatória da Taça de
Honra da Associação de Futebol (AF) da Guarda.
Estão agendadas as partidas Pala-Almeida, Vilar

ARBITRAGEM

Formoso-Sabugal, Freixo de
Numão-Castelos, Celoricense-Vila Cortês, Casal CinzaPaços da Serra e S. RomãoTrancoso. O Manteigas passou à fase seguinte devido à

desistência do Pinhelenses.
As restantes equipas estão
isentas e só vão entrar em
jogo na primeira eliminatória, agendada para 5 de
fevereiro de 2017.

ATLETISMO

AF Guarda inicia curso
Estão abertas as inscrições
para mais um curso de árbitros
de futebol e futsal na Associação de Futebol da Guarda
(AFG), que se inicia no dia 18
deste mês.
Os requisitos exigidos aos
formandos são ter entre 14 e

Ainda não foi desta que o
Clube de Natação da Guarda
(CNG) logrou a promoção,
mas a participação na fase de
qualificação para o Nacional de
Clubes da 4ª Divisão saldou-se
em novos recordes.
A 29 e 30 e outubro, nove
nadadores da cidade mais alta
competiram em Ponte de Sor,
mas a sua juventude ainda
não lhes permitiu conseguir
a subida de escalão. Apesar
disso, os atletas conseguiram
boas marcas e ficado bem
posicionados no conjunto
dos clubes pertencentes à
Associação de Natação Interior Centro. Assim, Simão

34 anos, residência no distrito, e 12º ano de escolaridade.
Esta formação será ministrada
através de e-learning e de aulas
presenciais. As inscrições podem ser feitas no Conselho de
Arbitragem da AFG (arb.guarda@gmail.com), no Núcleo de

Árbitros do Futebol da Guarda
(presidente@nafguarda.com)
e no Núcleo de Árbitros de Futebol de Foz Côa (naf.fozcoa@
gmail.com). A organização é
do Conselho de Arbitragem da
AFG com o apoio daqueles dois
núcleos.

Corta-mato no Parque Urbano do Rio Diz
A Associação de Atletismo
da Guarda (AAG) organiza no
domingo um corta-mato de
preparação no Parque Urbano
do Rio Diz, na cidade mais alta.
Haverá provas para todos
os escalões etários/género a

Identificação:
Nome: ____________________________________________________________________________________________________________________________
Morada: ________________________________________________________________________________

Dias regressou com um novo
recorde pessoal e do CNG nos
400 metros livres, enquanto o
quarteto formado por Simão
Dias, Pedro Tavares, Marco
Costa e Pedro Cruz estabeleceram um novo mínimo do
clube nos 4x100 metros estilos. Outros recordes pessoais
e do CNG foram conseguidos
por Margarida Natário (200
metros mariposa e 200 metros estilos), Nícia Ferreira
(800 metros livres), Marco
Costa (50 metros livres, 100
e 200 metros mariposa), Pedro Cruz (100 metros livres
e 100 metros costas) e Pedro
Tavares (100 metros bruços).

partir das 10h30, com os atletas
a percorrer um circuito fechado
naquele espaço de lazer da Guarda. Os percursos vão dos 500 metros (benjamins) aos 6.000 metros
(absolutos masculinos). A AAG
conta com o apoio do município.

Cupão de Assinatura

NACIONAL (Anual (25e)............ .
ESTRANGEIRO (Anual (30e).....

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18 •

• Quinta-feira • 10 de novembro de 2016

crónicaPOLÍTICA
Júlio Sarmento *

Jorge Noutel *

2018
Os números da execução orçamental
de 2016 que deveriam constar dos mapas
que o Governo escondeu da Assembleia
da República na discussão do Orçamento
para 2017, e que só agora, tardiamente e
sob pressão, entregou, afinal demonstram
que o que se está a projetar para 2017 no
domínio da despesa é inferior ao que na
realidade o Estado já gasta em 2016 e,
no que diz respeito à receita, a previsão
também é superior à arrecadada.
O que se traduz em menos dinheiro
na Saúde, Educação, Segurança Interna
e Justiça, isto é, o serviço público com
severas restrições financeiras. Desta forma,
o Governo pretende demonstrar o cumprimento das metas exigidas por Bruxelas
no que respeita ao défice com base numa
ficção, pois o que se propõe para 2017
já fica aquém da própria execução e das
necessidades do Estado em 2016.
Mais grave ainda, o Governo propõe
no Orçamento de Estado, ao longo do ano
de 2017 e faseadamente, mas só a partir de
junho e até dezembro, devolver rendimentos,
que acrescem à despesa, por não ter simplesmente dinheiro nos primeiros meses do ano
para o seu pagamento. A conclusão é fácil:
não vai ter dinheiro em 2017 mas em 2018
esse acréscimo de despesa vai ter de ser
paga, não se sabe como, porque se trata de
salários e pensões, gerando um agravamento
muito preocupante do défice e, consequentemente, não será difícil antever uma reação
negativa dos mercados, de Bruxelas e provavelmente das agências de notação financeira.
A previsão pessimista, admito, desta
espiral de desacerto e mentira poderá
dourar a pilula para as autárquicas de 2017,
mas levará a uma crise anunciada para 2018
de consequências graves. A circunstância
do PS, BE e PCP compartilharem responsabilidades políticas na AR a suportar este
Governo não deixa de poder ser olhada
positivamente na perspetiva política de
que, tendo tido a oportunidade de construir
uma solução alternativa de governabilidade,
perderam a virgindade política e demonstraram que o seu modelo económico não
funcionou, pois o país cresce menos,
produz menos e exporta menos.
É certo que no mundo não se conhece
país comunista ou estado socialista que
assegure aos seus cidadãos mais liberdade, prosperidade e garantias sociais
que o modelo de capitalismo social que
caracteriza a UE.
Mas fica demonstrado, ainda, que
mesmo no quadro jurídico e económico
europeu a esquerda política portuguesa
mais radicalizada não consegue cumprir
uma estratégia de rigor e disciplina que
projete desenvolvimento porque, afinal, só
sabe governar gastando, sem critério ou
racionalidade, presa na demagogia eleitoral.
2018 será bem amargo!
P.S. Este ano voltou a ser feriado no
Dia de Todos os Santos, que muito significado tem para a generalidade dos cidadãos
portugueses. O Governo mostrou aqui uma
fina sensibilidade que tanto faltou ao anterior.
* Ex-líder da Distrital do PSD da Guarda e
antigo presidente da Câmara de Trancoso

crónicaPOLÍTICA

A ignorância, a altivez, a
tarouquice, o dilema

A ULS da Guarda tem sido pródiga em casos, escândalos e
coisas do género. A bem dizer, nunca houve paz naquela casa. As
razões são diversas e discuti-las a todas seria impossível numa
crónica como esta. Mas há uma que é comum a todas as últimas
administrações e que é facilmente demonstrável: a falta do mais
elementar senso comum.
Vem isto a propósito de mais um reacendimento dos conflitos
que cronicamente dilaceram aquela casa, percetível nos últimos
dias em jornais nacionais, redes sociais e outras formas de difusão
da mensagem. A história conta-se em poucas palavras.
Os tribunais condenaram a ULS a devolver a dois médicos a
famosa multa de mais de 33 mil euros por causa do uso de papel
timbrado da instituição na realização de um abaixo-assinado por
causa das maternidades. A questão arrastou-se durante anos na
justiça e o seu epílogo desabou agora em cima de uma administração tão preocupada com o foguetório e o faz-de-conta que não
consegue ver mais longe do que o seu nariz.
Tanto quanto se percebeu, a administração resolveu cumprir
uma das sentenças, devolvendo uma multa de mais de 15 mil euros
ao anestesista Matos Godinho, mas não a outra, manifestando a
intenção de recorrer na justiça contra a devolução da multa de 17
mil euros ao oftalmologista Henrique Fernandes. Isto, apesar de
ambas as sentenças respeitarem à mesma matéria e de visarem
factos iguais. A consequência imediata foi a ameaça de demissão
de Matos Godinho da direção do serviço de Anestesia, face à
projetada e injustificada duplicidade de critérios da administração.
É do conhecimento público que Henrique Fernandes é há anos
um dos mais incómodos opositores à deslocação de valências
hospitalares para a Covilhã, tendo ficado famoso o processo disciplinar que há mais de 10 anos o acusou de gastar a eletricidade
do hospital por ter na altura colocado no serviço de Oftalmologia
diverso equipamento para tratar doentes, impedindo assim o efetivo
encerramento do mesmo.
A poucos causará espanto, sabendo-se como funcionam as

coisas no nosso país e conhecendo-se a pouca inteligência e a
muita rusticidade da maioria dos nossos políticos, que as suas
ações cívicas tenham servido de catalisador a frustradas e patéticas
iniciativas repressivas. É caso para se dizer que há quem goste de
ir à lã e de sair de lá tosquiado…
Estas injustiças, ironicamente, não só não alcançaram os fins
pretendidos como transformaram o médico numa figura incontornável
nalguns dos dossiês mais escaldantes da instituição. Que o digam Fernando Girão, o único presidente de uma ULS do país a ter sido algum
dia criminalmente condenado no exercício de funções; Ana Manso, a
quem o médico estilhaçou a carreira política em menos de um abrir
e fechar de olhos; ou Vasco Lino, o ex-condenado por crimes de
abuso de confiança fiscal que o médico escorraçou para a Covilhã no
rescaldo das ilegalidades e decisões abusivas que assolaram o serviço
de Cirurgia da instituição e que o colocaram praticamente em coma.
Esta guerra das multas teve origem numa decisão suicida do
tempo de Fernando Girão. Não era um conflito da atual administração e muito menos de Álvaro Amaro, o verdadeiro presidente da
ULS da Guarda. Um político suficientemente inteligente e sereno
teria resistido à tentação de retaliar contra as divertidas provocações que o médico lhe dirigiu intencional e publicamente e ter-se-ia
afastado da decorrência normal desta guerra, limitando-se a ver
respeitadas e cumpridas as decisões judiciais.
Álvaro Amaro e o seu homem de mão na ULS só têm agora
duas opções: manter a intenção de tratar Henrique Fernandes
de forma diferente, perseguindo-o mas elevando-o aos olhos
da comunidade, ou recuar e cumprir com humildade a sentença
judicial, não sem deixarem de ter feito uma triste figura. De facto,
não havia necessidade.
Há certos acontecimentos que humilham e que desabonam
mais a sabedoria humana do que quaisquer outros eventos deste
mundo. Álvaro Amaro já deveria ter experiência suficiente para o
saber. Mas, pelos vistos, como diz o ditado, nunca é tarde para
aprender…

agoradigoEU
opinião
Albino Bárbara

Retortillo – a nova ameaça

Domingo, 30 de outubro, meio-dia. Manifestação em Espanha
contra a abertura da mina de urânio a céu aberto entre Retortillo
e Villavieja de Yeltes.
Vou cedo, pois não conhecia a estrada quando percebi que
Retortillo era mesmo em “cascos de rolha” e onde a máxima da
TSF encaixa perfeitamente “Por uma boa história, por uma boa
notícia, vamos ao fim da rua, vamos ao fim do mundo”. E aqui
está uma boa história para contar.
Cheguei à praça central de Retortillo, pequena aldeia charra,
com cerca de 200 habitantes. Dirigi-me à entrada do bar onde estavam sentados três homens. Perguntei onde era a manifestação.
Um não sabia, o outro permaneceu calado e o terceiro disse-me
que ali não havia qualquer manifestação. Talvez em Boada a 5
km dali. Achei aquilo muito estranho. Dirigi-me então ao parque
infantil, logo em frente, e voltei a questionar um rapaz que por ali
estava. Disse-me precisamente o mesmo. Nada sabia. Mas… Como
gato escondido deixa sempre o rabo de fora, olhei para o tronco
da árvore próxima e aí estava uma pequena parte de um panfleto
que tinha sido rasgado.
Abandonei Retortillo e ao chegar perto da ponte, já à saída
da aldeia, um homem na ordem dos 80 anos de idade que, pelos
vistos, tinha assistido de longe a toda esta cena, mandou-me
parar e disse-me «Olhe, por cá há um código de silêncio. Siga em
direção a Vitigudino. A manifestação é junto ao estaleiro da mina.
Em balneário de Retortillo. Aqui pensam que vão ficar ricos. São
doidos». Agradeci, arranquei e a cerca de 4 km dei de caras com
a Guardia Civil que me disse que a estrada 322 estava cortada
devido a uma manifestação.
Encostei a viatura e integrei a manifestação convocada pela plataforma “Stop urânio” onde 300 pessoas gritavam palavras de ordem
contra a abertura da mina. Pela natureza, pela saúde. Percebi então que
a empresa Berkeley minera, España SL já tinha feito o trabalho de casa
junto das freguesias limítrofes prometendo, entre outras coisas, criar
cerca de 200 postos de trabalho, numa mina que terá aproveitamento
numa área de 2.517 hectares e uma profundidade que pode chegar
aos 120 metros, para laborar nos próximos 10 anos.

Para funcionar à vontade, a Berkeley poderá ser autorizada a
desviar a estrada SA – 322, ao Km 30, construindo aí um enorme
muro, tipo muro da vergonha, para que ninguém consiga ver o que
por lá se irá passar. Vão arrancar, em área protegida, mais de 25
mil árvores, por em causa a criação do célebre porco ibérico e da
vaca Morucha, onde a lixiviação estática, que facilitará a extração
do óxido de urânio, irá requerer enormes quantidades de água,
misturada com inúmeros produtos químicos como o ácido sulfúrico, a soda cáustica, o ácido clorídrico, ingredientes necessários
para a decantação do mineral, ocasionando impacto ambiental no
rio Yeltes que corre para o Huebra e este, por sua vez, desagua na
barragem de Saucelle, pondo em causa o riquíssimo ecossistema
do Douro internacional. E isto tudo a escassos 40 km do nosso país.
A presença do mineral e os efeitos do pó radioativo, com
destaque para o urânio 238, poderá por em causa a saúde das
populações, pois quer se queira quer não, a inalação produz risco
elevadíssimo de cancro no pulmão desgastando todos os tecidos,
com o consequente aparecimento de malformações congénitas em
homens e animais.
Na próxima segunda-feira haverá encontro ibérico entre António Costa e o pior presidente de governo que Espanha já teve – e, ao
que parece, irá continuar (com o estúpido e infeliz aval do PSOE) –,
onde irão ser tratados inúmeros assuntos diplomáticos, de índole
económico-financeira, ficando arredado dos planos da reunião este
pertinente assunto. Tenho para mim que deveria ser o primeiro em
cima da mesa. Constar da agenda. É que a convenção de Espoo
estabelece avaliações obrigando os Estados a pronunciar-se pelos
projetos suscetíveis de terem impacto ambiental transfronteiriço. E
como todos nós bem sabemos a radioatividade não tem fronteiras
e Retortillo é logo ali.
Uma mina de urânio no balneário de Retortillo é um perigo
para toda a província de Castilla e Léon e para todo o distrito
da Guarda, percebendo que algo deve ser feito por governantes
e autarcas nesta vergonha de mais um brinde, completamente
envenenado, oferecido numa bandeja de urânio por “nuestros
hermanos”. Haja Deus…

Quinta-feira • 10 de novembro de 2016 •

• 19

mitocôndrias e quasares
opinião
opinião
José Carlos Lopes

“Hell-o-ween”
Confesso que não gosto do Halloween. Não acho piada nenhuma a algo que não nos deveria dizer nada. De Espanha, diz-se que
“nem bom vento nem bom casamento”, no entanto as afinidades
com “nuestros hermanos” são infinitamente maiores do que as
que temos com os “rednecks” americanos. Esta ideia provinciana,
imbuída de um latente complexo de inferioridade, de que temos
que imitar os “amaricanos” em toda a sua “cultura-lixo”, para,
desta forma, nos sentirmos um pouco mais evoluídos, está a
arrastar os nossos jovens para comportamentos e atitudes pouco
recomendáveis para a sua saúde. Dos Starbucks aos MacDonalds,
das PizzaHut aos KFC’s, passando pelo insustentável e insuportável hábito de arruinar uma boa noite de cinema com o ruído
das pipocas mastigadas de boca aberta, são hábitos adquiridos,
devidos a um omnipresente bombardeamento pelos media, desde
o berço e de que é expoente máximo o “happy meal”. Estamos
no mau caminho e, com isso, a arruinar a saúde de uma geração
inteira. Somos já o país da UE com a maior incidência de casos
de obesidade.
Mas, voltando à vaca fria. Na véspera do dia de todos os
santos, fui lembrado por mensagem caseira de que seria aconselhável ir comprar um ou dois sacos de rebuçados para obviar
aos “trick-or-treat” que se seguiriam nessa noite. Seria a noite
de um costume importado (passo a antítese) para os portugueses – a noite de Halloween (o equivalente temporal americano
do, quase extinto, “pão por deus”). Não consigo achar qualquer
piada ou interesse à expressão “doçura ou travessura”, muito
menos pronunciada por marmanjões e marmanjonas de 15-16
anos. Soa-me tão falso, ou como se diz agora “fake”, como lábios
injetados a colagénio, “facelifts” ou mamas de silicone. Há, no
entanto, ternura e alguma piada quando nos tocam à campainha
criancinhas à procura dos ditos doces. Nada a dizer, apesar das
objeções acima levantadas, ainda mais se forem os filhotes dos
vizinhos.
Este ano, mais uma vez, preparei-me psicologicamente para
uma noite de desassossego. Fui distribuindo rebuçados e despachando os jovens. Ao quinto toque de campainha ia já despachar o
segundo pacote. Abro a porta e… dois ovos estatelam-se na porta
e na parede, a centímetros da minha cara. Observo, atónito, três
adolescentes a correr desenfreadamente rua abaixo e rindo-se à
minha custa, preparando-se para se reunirem ao “rebanho” que
os esperava mais abaixo. Pensariam que a proeza ficaria por ali.
Estavam enganados. Desço à garagem e retiro o carro. Começava, para eles, a noite de “hell-o-ween”. Encetei uma perseguição
digna de um “pesadelo em Elm Street”. Tinha que tirar a limpo
a razão da atitude irrefletida dos três jovens. Parei o carro para
abordar o grupo de cerca de trinta adolescentes. Nesse momento
saem disparados os três, dos ovos. Tentei questioná-los, mas
eles, pernas para que vos quero, “bazaram”, como agora se diz.
Intuí-lhes a trajetória e arranquei tentando atalhá-los. Após algum
todo-o-terreno vislumbro-os (mas eles não sabiam). A luz do
meu carro fê-los esconderem-se, preventivamente, debaixo de
uma escada, junto a uma casa. Pressenti a sensação de “estamos
lixados” quando estaquei o carro junto a eles. Saio e, calmamente,
peço-lhes para se mostrarem. Quase de imediato um deles sai
disparado que nem uma lebre e foge. Mas ficaram os outros
dois. Envergonhados, cabisbaixos, juntos, tremendo como varas
verdes e preparados para levarem um enxerto de porrada de um
desconhecido, questionei-os acerca dos seus atos. Disse-lhes
que não apreciava o Halloween mas que alinhava na coisa para
não parecer “velho do Restelo”, no entanto não percebia por que
razão tinha tido a “honra” de levar com a travessura antes de ter
tido hipótese de lhes proporcionar as doçuras. Nem uma palavra.
Só o motor se ouvia, assim como o fungar de ambos (deviam estar
constipados). Mas o que é que havia para explicar? Como nunca me
passou pela cabeça bater em alguém, nem podia sequer, achei que
talvez o susto os tivesse feito aprender uma lição e dei por terminada
a noite. Desse acontecimento resultou esta história e a deles. A história da noite de “Halloween” que se tornou “Hell-o-ween”. Vaticino
que, para o ano, haverá um gozo redobrado em fazerem-me umas
travessuras, mas eu, esperá-los ei, no mesmo espírito, à varanda,
de luzes acesas e carro “pronto a atacar”. Estou só a brincar… ou
talvez não. “Doçura ou travessura?” – só depende deles.

António Costa
antoniomanuelcosta@gmail.com

Um animal muito especial
O que torna os homens iguais e os distingue
dos restantes animais é uma pergunta que fazemos há muito tempo. Referiu-se a adaptabilidade
ao meio, mas o que parece mais característico da
nossa espécie é a adaptabilidade aos diferentes
meios ecológicos.
No seu livro “As Origens da Civilização”,
Gordon Childe analisa a questão da capacidade
de adaptação dos homens e das outras espécies
e chega a algumas respostas realmente muito
interessantes. Afirma, por exemplo, que nas denominadas Idades do Gelo (há aproximadamente
meio milhão de anos) as regiões hoje conhecidas
por Europa e Ásia passaram por períodos de intenso
frio que duraram milhares de anos. Nesse tempo,
as gerações de diversas espécies sucederam-se e
cada uma delas sofreu pequenas alterações. Foi
assim que se formaram os peludos mamutes, o que
significa que são a consequência da acumulação
de variações hereditárias sucessivas. De acordo
com as palavras do próprio Childe: «Esta é a única raça capaz de resistir às condições glaciares
das regiões setentrionais da Europa e da Ásia. O
mamute adquiriu, assim, o seu revestimento de lã
permanente, como resultado de um processo que
abrangeu muitas gerações e milhares de anos. Durante as Idades do Gelo já existiam várias espécies
de homens, contemporâneos do mamute: caçaram
estes animais e desenharam as suas imagens nas
cavernas. Mas não herdaram revestimento da pele
nem desenvolveram nada de semelhante para fazer
face à crise. Em vez de se aguardarem as lentas
alterações físicas que acabaram por permitir aos
mamutes resistir ao frio, os nossos antepassados
descobriram a forma de controlar o fogo e o modo
de fazer casacos de pele».
Desta forma, os homens foram, tal como os
mamutes, capazes de fazer frente ao frio, mas

contaram com uma vantagem que lhes asseguraria a sua sobrevivência: os homens eram capazes
de despir o agasalho, enquanto os mamutes não.
Assim, quando a Idade do Gelo acabou, o Homem
continuou o seu caminho, e o mamute extinguiu-se.
Os mamutes passavam o seu revestimento de
geração em geração, os homens, pelo contrário, deviam ensinar à sua descendência tudo o que tinham
aprendido sobre o fogo e as ferramentas, o que lhes
permitiu melhorar a sua comunicação e o trabalho
em equipa. Os Homo sapiens conseguiram sobreviver ao ambiente, à semelhança dos mamutes,
mas fizeram-no melhorando a sua cultura material.
Sobre isto afirma Childe: «Tanto a evolução como
as mudanças culturais podem ser consideradas
como adaptações ao meio. Tanto o Homem como
o mamute adaptaram-se com êxito ao ambiente das
Idades do Gelo. Ambas as espécies floresceram e se
multiplicaram nessas condições peculiares. Todavia,
a sua história diverge no final. O mamute adaptarase demasiado bem a um conjunto de condições
em particular; era excessivamente especializado.
Todas as características corporais que o tinham
capacitado para prosperar nas Idades do Gelo – o
revestimento de pêlo, o aparelho digestivo adaptado
para se alimentar de musgo e pequenos salgueiros,
os cascos- converteram-se em desvantagens para
os climas temperados. O Homem, por seu lado,
podia abandonar o seu “revestimento”, se sentia
demasiado calor, podia inventar outras ferramentas
e podia optar pela carne de vaca em substituição da
carne de mamute».
Neste sentido, é possível concluir que todas
estas capacidades especiais que os seres humanos
foram adquirindo permitiu a multiplicação da energia produzida pelo Homem, o que se traduziu na sua
influência crescente sobre a biosfera e desencadeou
a sua expansão cultural.

Participe no espaço do leitor. Diga de sua justiça.
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• Quinta-feira • 10 de novembro de 2016

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PS

Eleição dos delegados
ao congresso federativo
amanhã
As eleições para os delegados ao congresso federativo
do PS da Guarda são repetidas
amanhã.
O escrutínio é realizado
em todas as secções do distrito
com as listas de candidatos a
delegados apresentadas por
António Saraiva, presidente da
Federação eleito, e de Eduardo
Brito, candidato que desistiu, a
4 de março passado. Ou seja, o
primeiro apenas não concorre
em Seia e o segundo vai a votos
nas catorze secções. No entanto,
ao que O INTERIOR apurou, a
Comissão Organizadora do Con-

gresso (COC), reunida terça-feira, encontrou inconformidades
em duas listas afetas a Eduardo
Brito. Em Manteigas não estava
cumprido o critério da paridade,
já que não havia mulheres entre
os efetivos. Em Celorico da Beira
o problema era um elemento
que tinha sido vereador da Câmara pelo MPT. Os casos foram
remetidos para o Largo do Rato,
para a Comissão Nacional de
Jurisdição se pronunciar em
24 horas. Ou seja, até ontem. O
Congresso federativo está agendado para dia 26, em local ainda
a designar.

Concessionário
Matos
& Prata, S.A.
Morada,
RuaVila
Vila15A
deManteigas,
Manteigas,1 1
Rua
de
Código-Postal
Localidade
6300-617
Guarda
6300-617 Guarda
Tel.:
21
111
11
11
Tel.:271
271208
208608
608
Tel.:

Pedro Dias
entregou-se
Na noite de terça-feira, sem
que nada o fizesse esperar, Pedro Dias entregou-se em Arouca
à Polícia Judiciária da Guarda.
O momento foi captado
pela RTP, que minutos antes
fez uma entrevista ao fugitivo.
À estação pública, Pedro Dias
declarou que decidiu entregarse, após cerca de quatro semanas de fuga, por questões de
segurança pessoal e por não
conseguir encarar a ideia de
ser «um fugitivo para o resto da
vida». Disse ainda que era inocente e negou que tenha morto
«alguém». O suspeito dos crimes
de Aguiar da Beira foi transportado para as instalações do
Departamento de Investigação
Criminal da Guarda.

opinião

20 •

bilhete postal

Um corpo de viagem

dcabrita@iol.pt

Diogo Cabrita

Imaginem um autor trabalhador, profundamente empenhado nos detalhes, fazendo buscas intermináveis para as suas histórias. O séc. XVIII e XIX
fazem-lhe as delícias da escrita, convertem os cenários em realidades, ocupam
as tramas, formam cor e cheiro nas descrições e desse modo as personagens
ficam mais perto de nós, mais imagináveis. Esse homem da escrita chama-se
Arturo Pérez-Reverte e está a construir uma obra inultrapassável para quem
goste de contos com aventura, história e imaginação. “Homens Bons” é a
sua penúltima novela de capas e espadas e descreve com os pormenores
que as suas buscas por alfarrabistas o permitem um cenário de viagem que
vai de Madrid a Paris. É o tempo de ir encontrar a Enciclopédia, uma obra
de 24 volumes que a Real Sociedade de Letras de Espanha resolve adquirir
contra a vontade de algum clero e muita gente da Academia. Como todo o
desenvolvimento cultural e científico, a aquisição desta obra carrega lutas,
dissabores e sobretudo a força da ignorância contra a vontade de evoluir. O
séc. XVIII está carregado de filhos da Inquisição e do despotismo que odeiam
quem regista, quem avalia, quem enumera, quem contabiliza, quem arquiva.
Não é apenas naquele século, é na história dos seres humanos e eu tenho
assistido a tantos casos de menoridade que tomou o poder, a tantos biltres
que usurparam a cultura, a tantos títeres que impediram a liberdade criativa e
a força da evolução. A Inquisição existiu a par das Luzes. Ainda restavam leis
proibitivas do pensamento quando alguns ousavam afirmar ideias, contrapor,
criar dúvidas. Arturo Pérez-Reverte é um candidato a Nobel da Literatura e
acaba de fazer sua nova novela policial que vende com estrondo por Espanha
– “Falcó”. Ainda não cheguei a ela, mas já comprei!
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