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Guia de Profissões
Geografia

E
timologicamente, Geografia significa pensamento e nos estudos que
“descrição da Terra”. Na Antigüidade, produzem conhecimento geográ-
teve duas orientações diferentes: al- fico.
guns estudos geográficos mais preocupa- Devido a sua origem preocupada
dos com a localização exata dos lugares e com estudos que privilegiavam
com a sua representação em mapas segui- ora o meio, ora o homem, a Geo-
ram uma linha mais matemática; outros, grafia, hoje, ainda está dividida
mais preocupados com as particularidades entre Geografia Física e Geogra-
dos lugares, seguiram uma linha mais des- fia Humana. A Geografia Física se
critiva. dedica a estudos do clima, do re-
A Geografia instituiu-se academicamente, levo e de sua formação, da hidro-
tendo por objeto de estudo a superfície ter- grafia, da distribuição geográfica
restre e a distribuição espacial de fenôme- da fauna e da flora, dos recursos
nos geográficos, frutos da relação recípro- naturais; a Geografia Humana se
ca entre homem e meio. Como ciência, sur- ocupa dos estudos da espaciali-
ge sob forte influência do Positivismo Lógi- zação da sociedade, quanto à
co, e essa condição se expressa em muitos sua composição, distribuição, mi-
estudos de Geografia até hoje. Mas, a partir grações, assentamentos urbanos
da metade do século XX, outras orienta- e rurais, dos aspectos econômicos, como a tes, intercâmbio e atualização acadêmica
ções teórico-metodológicas também estão produção, a localização e a distribuição das em reuniões bianuais e em congressos a
presentes na Geografia. Estudos com fun- matérias-primas, das fontes de energia; do cada decênio.
damentos no materialismo histórico-dialé- uso de recursos naturais; da circulação das O curso na UEA
tico e na fenomenologia também se mos- mercadorias e dos serviços. A Cartografia é
tram presentes, hoje, na formulação do uma atividade técnica bastante importante O curso de Licenciatura Plena em Geogra-
em todos os campos de atuação da fia da Universidade do Estado do Amazo-
Geografia. nas (UEA) forma professores habilitados a
Os cursos de graduação em Geografia for- atuar tanto no Ensino Fundamental como
mam o profissional geógrafo e o professor no Ensino Médio. Vinculado à Escola Nor-

Índice de Geografia. A diferenciação profissional


entre um geógrafo e um professor de Geo-
grafia é que o primeiro é formado em curso
mal Superior, o curso é oferecido nos Cen-
tros de Estudos Superiores de Manaus, Pa-
rintins, Tefé e Tabatinga, com uma quantida-
de bacharelado, que o habilita legalmente
de de vagas que varia por município.
para o exercício das funções técnicas em
QUÍMICA órgãos públicos ou em empresas privadas, O projeto pedagógico do curso prevê ativi-
Ligações químicas .................... Pág. 03 nos campos do planejamento e da investi- dades didáticas e científicas, que preparam
gação geográfica, da fiscalização e dos es- os alunos para se tornarem profissionais
(aula 55) tudos para licenciamento ambiental como a criativos, reflexivos e críticos. Esse currícu-
participação em equipes interdisciplinares lo estabelece ações acadêmicas como tra-
PORTUGUÊS para a elaboração de Estudos de Impacto balhos orientados, práticas de campo, ativi-
Perscrutando o texto ................. Pág. 05 Ambiental (EIA/Rima). Para o exercício da dades de laboratório, seminários, discus-
profissão de geógrafo, é necessário que o sões temáticas, pesquisas científicas, ex-
(aula 56) profissional se registre junto ao Conselho
tensão, que facilitam a associação do ensi-
Regional de Engenharia, Arquitetura e
HISTÓRIA Agronomia (CREA), que é o órgão regula- no à efetiva prática social da aprendizagem.
Transição para o Império brasileiro dor da profissão. Além disso, o acadêmico de Geografia po-
Já o professor de Geografia é o profissional derá vivenciar o processo de teoria e de
................................................... Pág. 07 que tem titulação de licenciado em Geogra- prática através dos estágios supervisiona-
(aula 57) fia, podendo exercer legalmente as funções dos em escolas das redes municipal e esta-
de docência, do 6.° ano ao 9.° ano do En- dual. O estágio pressupõe a realização de
FÍSICA sino Fundamental, e de todo o Ensino Mé- atividades em todas as etapas do processo
dio, nas redes pública e particular de ensi-
Equilíbrio de corpos ................. Pág. 09 no. Para lecionar em cursos universitários,
educacional: desde o diagnóstico da reali-
dade escolar, passando por projetos de in-
(aula 58) tanto o licenciado quanto o bacharel preci-
tervenção pedagógica na comunidade es-
sam fazer um curso de pós-graduação (es-
GEOGRAFIA pecialização, mestrado, doutorado), não colar, planejamento e execução de ativida-
necessariamente em Geografia, mas tam- des educacionais, até a avaliação final.
Urbanização .............................. Pág. 11 Assim como as demais Licenciaturas, o cur-
bém em áreas afins. A obrigatoriedade fica
(aula 59) por conta de cada edital de concurso ou da so de Geografia foi criado para atender à
política interna das universidades. Para o e- demanda do interior do Estado por profis-
BIOLOGIA xercício da profissão de professor, é neces- sionais qualificados na área da educação,
sário que o profissional se habilite junto ao com o foco voltado para realidade amazôni-
Ciclo celular ............................. Pág. 13 Ministério da Educação, que expede a car- ca. O profissional licenciado pela UEA,
(aula 60) teira profissional.
além de estar apto a atuar no magistério,
Para ambas as formações, tanto de bacha-
Referências bibliográficas ...... Pág. 15 poderá investigar questões sociais, econô-
rel como licenciado em Geografia, a Asso-
ciação de Geógrafos Brasileiros – AGB – é micas e ambientais, exercer atividades de
a organização nacional que promove deba- assessoria em instituições privadas ou
públicas e desenvolver pesquisas.

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Ex.1: H2O = nox do H = 1 x 2 = 2; nox do O =


Química 2. Se nox das partículas for igual, = POLAR
Ex. 2: CO2 = nox do C = 4; nox do O = 2; se
Professor Pedro CAMPELO nox das partículas for diferente, = APOLAR
Ex. 3: NH3 = nox do N = 3; nox do H = 1x3
=3; nox igual = POLAR
Aula 55
A melhor forma para identificar se a molécula é
Ligações Químicas III polar ou apolar é através do calcúlo do μ (mi). Se
ele for igual a zero, a molécula é apolar, e, se for
POLARIDADE
diferente de zero, será polar. O calcúlo do μ será
Polaridade (polarity na língua inglesa), em Eletrô- feito através dos vetores de acordo com a geo-
nica, é a condição elétrica que determina o sen- metria molecular e com a eletronegatividade de
tido no qual uma corrente elétrica tende a circu- cada substância; o vetor sai sempre do menos 01. Sobre a molécula da água, é incorreto
lar. Geralmente é aplicada a baterias e a outros eletronegativo ao mais eletronegativo: afirmar:
componentes eletrônicos de corrente contínua.
Ex. 1: C – Cl4. Sua geometria é tetraédrica. Assim a) Apresenta geometria angular.
Também considera-se polaridade a qualidade de
os vetores irão do C ao Cl, formando quatro veto- b) É formada por três átomos.
cargas elétricas opostas, sendo uma negativa e a
res para a diagonal. Somando-os, o resultado é c) É polar.
outra positiva.
dois, apontando em direções opostas. Dessa for- d) Apresenta ligações covalentes.
Em Magnetismo, considera-se a polaridade co- ma, sendo μ =0, constitui-se uma molécula apo-
mo sendo a qualidade de pólos magnéticos o- e) É uma substância simples.
lar.
postos, Norte e Sul, respectivamente. 02. Qual das moléculas a seguir é polar?
Ex.2: H – Cl. Sua geometria é linear. O vetor sai
Em Química, também há referência à polaridade: do H ao Cl, tendo, portanto, μ diferente de 0, sen- a) CH4
quando dois ou mais átomos se unem em uma li- do uma molécula polar.
gação química, se os elétrons dessa ligação ten- b) CO2
Resumo: c) PCl3
derem a ficar a maior parte do tempo em volta de
um átomo ou de um grupo, prefencialmente ao Molécula apolar – A soma dos vetores polariza- d) SO3
outro, é criado um dipolo elétrico. Essa descrição ção associados a todas as ligações covalentes e) N2
é interpretada, em Mecânica Quântica, como a polares da molécula é nula.
diferença na probabilidade de encontrar um elé- Molécula polar – A soma dos vetores polariza-
03. As pontes de hidrogênio podem ser en-
tron de um local para outro. Esse conceito é im- ção associados a todas as ligações covalentes contradas em qual das seguintes substân-
portante em solubilidade e em mecanismos de polares da molécula é diferente de zero. cias?
reação química. FORÇAS INTERMOLECULARES a) H3C–O–CH3
POLARIDADE DA LIGAÇÃO COVALENTE As forças intermoleculares são aquelas respon- b) HBr
Ligação covalente apolar – Os átomos ligados sáveis pela união das moléculas no estado sólido c) H2
têm igual eletronegatividade. e líquido. Essas forças são divididas em: d) H3C–OH
Ligação covalente polar – Os átomos ligados 1. Força dipolo induzido e) H2S
têm diferente eletronegatividade. A toda ligação 2. Dipolo induzido
covalente polar está associado um vetor polariza- 04. Quando um gás nobre sofre liquefação,
3. Força dipolo permanente
ção, orientado da carga positiva para a negativa. 4. Ponte de hidrogênio seus átomos ficam unidos uns aos outros
Ligação covalente semipolar – Ligação interme-
por ligações químicas denominadas:
Pontes de hidrogênio
diária entre a ligação covalente apolar e a ligação a) Covalentes
As ligações de hidrogênio são interações que o-
iônica. b) Iônicas
correm entre o átomo de hidrogênio e dois ou
POLARIDADE DAS MOLÉCULAS mais átomos, de forma que o hidrogênio sirva de c) Metálicas
A polaridade de uma molécula refere-se às con- “elo” entre os átomos com os quais interage. São d) Pontes de hidrogênio
centrações de cargas da nuvem eletrônica em as interações intermoleculares mais intensas, e) Van der Waals
volta da molécula. É possível uma divisão em medidas tanto sob o ponto de vista energético
duas classes distintas: moléculas polares e apo- quanto sob o ponto de vista de distâncias intera- 05. O principal tipo de forças atrativas que de-
lares. tômicas. vem ser vencidas para sublimar o gelo se-
Moléculas polares possuem maior concentração Por exemplo, um átomo de hidrogênio de uma co (CO2 sólido) é:
de carga negativa numa parte da nuvem e maior molécula de água (H2O) interage com átomos de a) Ligação covalente
concentração de positiva em outro extremo. Nas oxigênio das moléculas vizinhas. Todas as carac- b) Forças de London (entre dipolos temporá-
moléculas apolares, a carga electrônica está uni- terísticas e propriedades físicas particulares da á- rios)
formemente distribuída, ou seja, não há concen- gua resultam de sua estrutura molecular. A dife-
c) Forças entre dipolos permanentes (devido à
tração. rença de eletronegatividade entre os átomos de
diferença de eletronegtaividade)
A concentração de cargas (em moléculas pola- hidrogênio e de oxigênio gera uma separação de
cargas. Assim os átomos ligeiramente positivos d) Ligação coordenada
res) ocorre quando os elementos ligantes pos-
de hidrogênio de uma molécula interagem com e) Ligação iônica
suem uma diferença de eletronegatividade. Essa
diferença significa que um dos átomos (o que os átomos parcialmente negativos de oxigênio de
06. Dentre as substâncias a seguir, a que tem
tem maior eletronegatividade) atrai os elétrons da outra molécula vizinha. Essas ligações criam uma
cadeia, que pode rearranjar-se, muitas vezes, a menor temperatura de ebulição sob
nuvem com maior força, o que faz concentrar ne- pressão ambiente é a:
le a maior parte das cargas negativas. permitindo que a água líquida flua em toda parte.
Os átomos de hidrogênio e de oxigênio podem a) I2
As ligações de dois átomos diferentes normal- interagir com muitos tipos de moléculas diferen-
mente resultam em polarização (moléculas pola- b) H2O
tes, razão pela qual a água é considerada o sol- c) CCl4
res), já que os átomos possuirão eletronegativi- vente mais poderoso conhecido. Essa ligação dá
dades diferentes, como H2O, NH3 ou HF, embora, d) O2
uma notável característica à água: a tensão su-
dependendo da distribuição dos átomos pela perficial. e) HBr
molécula, essas ligações possam não resultar
em polarização, como é o caso do CO2 e do CH4. As ligações de hidrogênio também existem den- 07. Para os compostos HF e HCl, as forças de
tro de uma mesma molécula, como nas proteínas atração entre as moléculas ocorrem por:
A eletronegatividade varia da esquerda para direi- e no RNA. Em ambos os casos, elas são impor-
ta e de baixo para cima na tabela periódica. a) Ligações de hidrogênio para ambos.
tantes na manutenção da estrutura da macromo-
A ligação de dois átomos iguais resulta em molé- lécula. Além disso, sua baixa energia (1 a 10 b) Dipolo-dipolo para ambos.
culas apolares. Ex. O2, N2, Cl2. Mas não é kJ/mol) permite o rompimento da ligação com o c) Ligações de Van der Waals para HF e liga-
necessário serem dois átomos iguais para haver aumento da temperatura, daí provêm os eventos ções de hidrogênio para HCl.
apolaridade, como, por exemplo, ocorre com os de desnaturação das proteínas e do RNA, além d) Ligações de hidrogênio para HF e dipolo-
compostos alcanos. da dissociação da dupla fita de DNA. dipolo para HCl.
Para saber se a molécula é polar ou apolar, a Dipolo permanente e) Ligações eletrostáticas para HF e dipolo in-
dúvida pode ser desfeita através do cálculo no A força dipolo permanente ocorre em moléculas duzido para HCl.
nox das partículas. polares, como, por exemplo, na molécula do

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HCl. Como a eletronegatividade do cloro é SOLUBILIDADE


maior que a do hidrogênio, forma-se um dipolo Em Química, solubilidade é a medida da capaci-
elétrico permanente. Com a diferença de eletro- dade de uma determinada substância de dissol-
negatividade, existe uma concentração de carga ver-se num líquido. Pode-se expressar em mols
negativa no átomo mais eletronegativo, deixando por litro, em gramas por litro, ou em percentagem
o átomo menos eletronegativo no lado positivo
de soluto / solvente. Também é possível estender
da molécula. Desse modo, a extremidade posi-
o conceito de solubilidade a solventes sólidos.
tiva de uma molécula atrai a extremidade negati-
Na solubilidade, o caráter polar ou apolar da
va da outra molécula, e assim por diante.
substância influi muito, já que, devido à polarida-
Dipolo induzido de das substâncias, estas serão mais ou menos
Em Química, o termo forças de Van der Waals ou solúveis.
01. Indicar a ordem correta de eletronegativi- Van der Wåls, originalmente, refere-se a todas as Pode-se colocar, como regra geral, que:
dade dos elementos flúor, cloro, oxigênio, formas de forças intermoleculares; entretanto,
1. Substâncias polares dissolvem substâncias po-
atualmente, o termo tende a se referir a forças in-
bromo carbono. lares. As substâncias polares também dissol-
termoleculares que tratam de forças devido à
a) F > Cl > O > Br > C vem substâncias iônicas.
polarização das moléculas. Forças relacionadas
b) O > F > Cl > Br > C com dipólos de ângulos fixos ou médios (forças 2. Substâncias apolares dissolvem substâncias
c) F > O > Cl > Br > C de Keesom) e livres ou rotação dos dipólos apolares.
d) O > C > F > Cl > Br (forças de Debye), bem como deslocamentos na 3. Os compostos com mais de um grupo funcio-
e) F > C > O > Cl > Br nuvem eletrônica (Forças de dispersão de Lon- nal apresentam grande polaridade, por isso
don), eram assim nomeadas em homenagem físi- não são solúveis em éter etílico, por exemplo,
02. Qual das moléculas tem maior momento co holandês Johannes Diderik Van der Wåls, o que apresenta baixíssima polaridade. Portan-
dipolar? primeiro a documentar essas interações. to, para que uma substância seja solúvel em
a) CH4 Em 1873, Van der Wåls elaborou uma equação éter etílico, deve apresentar pouca polaridade.
b) H2 Os compostos com menor polaridade são os
relacionando a pressão e a temperatura de um
c) H2O que apresentam menor reatividade como, por
gás com o seu volume. Para ele, a pressão deve-
d) CO2 exemplo, as parafinas, os compostos de nú-
ria ser um pouco maior do que previam as equa-
cleos aromáticos e os derivados halogenados.
e) H2S ções até então adotadas, devido às forças de
atração entre as moléculas do gás. A equação de 4. O termo solubilidade é utilizado tanto para de-
03. Assinale a substância mais solúvel em á- Van der Wåls mostrou-se mais precisa do que as signar o fenômeno qualitativo do processo
gua. anteriores; por isso os cientistas aceitaram essas (dissolução) como para expressar quantitati-
a) H3C–OH forças. As forças de Van der Wåls são muito fra- vamente a concentração das soluções. A
b) CH4 cas e atuam apenas quando as moléculas estão solubilidade de uma substância depende da
c) Br2 bem próximas umas das outras. natureza do soluto e do solvente, assim como
da temperatura e da pressão do sistema. É a
d) CCl4 As forças de London são esquematizadas pela
tendência do sistema em alcançar o valor
e) H3C–O–CH3 força dipolo induzido, descoberta por Johannes
máximo de entropia.
Diderik Van der Wåls e Fritz London, nos seus
04. Qual dos materiais deve ser classificado 5. O processo de interação entre as moléculas
experimentos. Essa força acontece quando uma
como apolar? molécula, cujos elétrons se movem rapidamen- do solvente e as partículas do soluto para for-
a) Água te, tem um lado com mais elétrons que o outro, mar agregados é denominado solvatação e,
b) Açúcar fazendo com que fique polarizada momentanea- se o solvente for a água, hidratação.
c) Sal mente, polarizando, por indução elétrica, uma Resumo
d) Álcool outra molécula vizinha (dipolo induzido), resul- Polaridade e solubilidade: “O semelhante dis-
e) Gasolina tando uma atração entre ambas. London aprimo- solve o semelhante.”
rou a teoria de atração entre moléculas entre si.
05. Indicar a substância mais adequada para Substância polar dissolve substância polar, e não
A força dipolo induzido ou dipolo temporário ou, dissolve substância apolar, ou, se o fizer, somen-
dissolver o iodo (I2).
ainda, Forças de Dispersão London é uma força te em pouca quantidade.
a) Álcool de atração que aparece nas substâncias forma-
Substância apolar dissolve substância apolar, e
b) Água das por moléculas apolares, no estado sólido
não dissolve substância polar, ou, se o fizer, so-
c) Tetracloreto de carbono ou líquido. A nuvem eletrônica, nas moléculas
mente em pouca quantidade.
d) Acetona apolares, é uniforme, não aparecendo cargas.
e) Açúcar Essa nuvem pode sofrer deformação por ação
externa, como aumento de pressão e diminuição Exercícios
06. Na molécula do etano (H3C–CH3), encon-
de temperatura, provocando, então, uma distri- 01. A água é chamada de solvente univer-
tramos:
buição desigual de cargas, o que faz com que
a) Apenas ligações iônicas.
sal; é o solvente mais utilizado na quí-
surja um dipolo.
b) Apenas ligações polares. mica. Qual dos compostos seguintes é
O dipolo instantâneo induz a polarização da mo- mais solúvel em água?
c) Apenas ligações apolares. lécula vizinha, resultando uma atração fraca entre
d) Ligação polar e apolar. elas. a) H2S b) CH4 c) H3C–O–CH3
e) Ligação iônica e covalente. d) H3C–OH e) CCl4
Resumo
07. Dentre os compostos seguintes, aquele Ligações intermoleculares ou ligações de Van der 02. Assinale a substância que deve apre-
que apresenta dipolo induzido como for- Waals ou forças de Van der Waals: sentar o maior ponto de ebulição.
ça entre as suas moléculas é: I. atração dipolo induzido: dipolo induzido ou a) H2O b) NH3 c) HCl
a) H2S forças de dispersão de London d) CH4 e) SO3
b) CCl4 II. atração dipolo permanente: dipolo perma-
nente 03. Sobre a substância dióxido de carbono
c) NH3
III.ponte de hidrogênio ou ligação de hidrogênio (CO2), é incorreto afirmar que apresenta:
d) HBr
e) NaOH Substâncias apolares estabelecem somente liga- a) Molécula apolar.
ções intermoleculares I. b) Ligações covalentes.
08. Assinale a afirmação correta. Substâncias polares sem ligações H – F, O – H e c) Ligações polares.
a) H2O é uma molécula apolar. N – H estabelecem ligações intermoleculares I e d) Geometria linear.
b) CO2 é uma molécula polar. II. e) Forças intermoleculares do tipo dipolo-
c) As ligações, na molécula da amônia (NH3), Substâncias polares com ligações H–F, O–H e dipolo.
são apolares. N–H estabelecem ligações intermoleculares I e III.
d) CS2 é uma molécula apolar. Quanto maior for o tamanho da molécula, mais 04. O melhor solvente para preparar uma
e) O gás hidrogênio apresenta pontes de hi- fortes serão as forças de dispersão de London. solução com iodo (I2) é o:
drogênio. Quanto mais forte for a ligação intermolecular, a) H2O b) NH3 c) CCl4
mais elevada será a temperatura de ebulição. d) HF e KO

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c) A estrofe contém antítese.


Literatura d) A estrofe contém pleonasmo.
e) A estrofe contém animismo.
Professor João BATISTA Gomes 04. Tomando por base a estrofe em ques-
tão, assinale a afirmativa errada.
Aula 56 a) Na estrofe, os advérbios lá e aqui repre-
sentam, respectivamente, Brasil e Portu-
Texto gal.
Canção do Exílio b) O verso “Minha terra tem palmeiras” cor-
responde, gramaticalmente, a “Na minha
Gonçalves Dias terra, existe palmeiras”. 01. Escolha a alternativa em que a norma culta
Minha terra tem palmeiras, c) O vocábulo palmeira é formado pelo pro- da língua foi respeitada.
Onde canta o Sabiá; cesso de derivação sufixal. a) Na minha terra, há palmeiras aonde cantam
As aves, que aqui gorjeiam, d) Em gorjeiam, existe vogal temática. sabiás.
Não gorjeiam como lá. e) A rima sabiá/lá é rica, soante e feminina.
b) Na minha terra, existe palmeiras onde cantam
Nosso céu tem mais estrelas, 05. Julgue o que se afirma sobre a estrofe sabiás.
Nossas várzeas têm mais flores, seguinte do poema Canção do Exílio, c) Na minha terra, existem palmeiras aonde can-
Nossos bosques têm mais vida, de Gonçalves Dias. tam sabiás.
Nossa vida mais amores. Nosso céu tem mais estrelas, d) Na minha terra, existem palmeiras onde can-
Nossas várzeas têm mais flores, tam sabiás.
Em cismar, sozinho, à noite,
Nossos bosques têm mais vida, e) Na minha terra, tem palmeiras onde cantam
Mais prazer encontro eu lá;
Nossa vida mais amores. sabiás.
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá. a. ( ) A estrofe contém anáfora. 02. Escolha a alternativa em que o emprego de
b. ( ) O vocábulo mais, que aparece repe- onde/aonde constitui erro gramatical.
Minha terra tem primores,
tido em todos os versos, é advérbio
Que tais não encontro eu cá; a) Apesar de pequena, gosto da casa onde mo-
de intensidade.
Em cismar – sozinho, à noite – ro.
c. ( ) Os vocábulos céus e têm são acen-
Mais prazer encontro eu lá; b) Ninguém sabe ao certo para aonde eles fo-
tuados pela mesma razão.
Minha terra tem palmeiras, ram.
d. ( ) O acento gráfico em têm é diferen-
Onde canta o Sabiá. c) Quero ver até onde ela quer chegar.
cial de tonicidade.
e. ( ) A estrofe contém zeugma. d) A casa aonde fomos parecia mal-assombra-
Não permita Deus que eu morra,
da.
Sem que eu volte para lá;
06. Julgue o que se afirma sobre a estrofe e) O que aconteceu? Onde estamos? Aonde nos
Sem que desfrute os primores
seguinte do poema Canção do Exílio, estão levando?
Que não encontro por cá;
de Gonçalves Dias.
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Em cismar, sozinho, à noite, 03. (UE–LONDRINA) Em quais das frases abai-
Onde canta o Sabiá.
Mais prazer encontro eu lá; xo se manifesta a linguagem figurada ou co-
(Antônio Gonçalves Dias, Primeiros Cantos)
Minha terra tem palmeiras, notativa?
Onde canta o Sabiá. I Há muito tempo, a agroindústria brasileira de
Perscrutando o texto
a. ( ) Quanto à métrica, os versos da es- cana-de-açúcar não se mobilizava de forma
01. Julgue o que se afirma sobre a estrofe trofe constituem redondilha maior. tão substantiva.
seguinte do poema Canção do Exílio, b. ( ) A rima entre noite/palmeiras é to- II Empresários e trabalhadores não chegaram a
de Gonçalves Dias. ante.
consenso.
Minha terra tem palmeiras, c. ( ) A estrofe contém versos brancos.
d. ( ) A expressão “mais prazer” tem valor III Essas associações devem substituir, a curto
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam, de advérbio de intensidade. prazo, a BBA.
Não gorjeiam como lá. e. ( ) A estrofe contém hipérbato. IV A BBA foi criada em 1999 para enxugar os es-
a. (v ) A rima entre palmeiras/gorjeiam é toques excedentes de álcool.
07. Julgue o que se afirma sobre a estrofe
toante. seguinte do poema Canção do Exílio, a) Apenas I e II.
b. (v ) A estrofe contém um total de cinco de Gonçalves Dias. b) Apenas I, III e IV.
orações. c) Apenas II, III e IV.
Minha terra tem primores,
c. (v ) Duas das orações constantes na es- d) Apenas I e III.
Que tais não encontro eu cá;
trofe são subordinadas adjetivas ex- e) Apenas I e IV.
Em cismar – sozinho, à noite –
plicativas.
Mais prazer encontro eu lá;
d. (v ) O vocábulo onde tem função sintáti- 04. (UE–LONDRINA) Assinale a alternativa em
Minha terra tem palmeiras,
ca de adjunto adverbial.
Onde canta o Sabiá.
que todas as palavras são formadas por
e. (f ) O sujeito de gorjeiam (verso 3) é o prefixos com significação semelhante.
substantivo aves. a. ( ) A oração “Que tais não encontro eu
cá” é adjetiva explicativa. a) Adjunto, antebraço, assobio.
02. Opte pelo item com erro de análise fo- b. ( ) A partícula que tem valor de objeto b) Incômodo, ilegal, impróprio.
nética. direto. c) Ingerir, ilógico, imigrar.
a) Tem: ditongo decrescente nasal. c. ( ) O vocábulo tais corresponde a se- d) Afônico, adestrar, amável.
b) Onde: encontro consonantal. melhantes. e) Desfavorável, desabrochar, despedir.
c) Gorjeiam: um encontro consonantal, um d. ( ) O vocábulo sozinho tem valor de
advérbio. 05. Eleja o substantivo que faz o plural com
ditongo decrescente oral, um hiato e um
ditongo decrescente nasal. e. ( ) A rima entre primores/noite é pobre metafonia.
d) Que: dígrafo. e toante. a) Aborto.
e) Canta: dígrafo. b) Bolso.
08. Tomando por base a estrofe seguinte,
c) Boto.
03. Tomando por base a estrofe em ques- opte pela afirmativa incorreta.
d) Destroço.
tão, assinala a afirmativa errada. Não permita Deus que eu morra, e) Rebojo.
a) A estrofe contém zeugma. Sem que eu volte para lá;
b) A estrofe contém elipse. Sem que desfrute os primores

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Que não encontro por cá;


Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Momento semântico
Onde canta o Sabiá.
a) O que do primeiro verso é conjunção in- Semântica de palavras envolvendo as
tegrante. letras E e I.
b) Há, na estrofe, exemplo de sujeito elípti- Área superfície.
co.
Ária melodia, canto.
c) Há, na estrofe, exemplo de oração subor-
dinada adjetiva restritiva. Afear tornar feio, feia.
d) No verso “Que não encontro por cá”, o Afiar amolar, dar fio, tornar cortante.
TER, HAVER E EXISTIR que tem função de objeto direto.
Arrear pôr arreios em; aparelhar.
e) No verso 1, o vocábulo Deus tem função
1. Ter – Na língua culta escrita, o verbo ter não pode Arriar abaixar; deixar cair; deitar.
de vocativo.
ser empregado com o sentido de haver ou de Cardeal religioso; ave; ponto geográfico.
09. Opte pela afirmativa errada.
existir. No lugar de ter, empregam-se haver ou Cardial relativo à cárdia, ao coração.
existir, respeitando-se a concordância verbal. Ve- a) A rima entre morra/primores é toante.
b) A rima entre cá/Sabiá é rica e masculina. Deferimento concessão, anuência, aprovação.
ja construções certas e erradas.
c) Pode-se trocar desfrute por aprecie sem Diferimento ato de diferir; adiamento.
a) Tinham mais de cem pessoas na lista de espe-
prejuízo semântico. Deferir anuir, conceder.
ra. (errado)
d) Em qu’inda, há apóstrofo e aférese.
Diferir adiar; divergir, discordar.
b) Tinha mais de cem pessoas na lista de espera. e) No último verso, pode-se trocar Onde
(errado) por Que sem prejuízo gramatical. Delatar denunciar, acusar.
c) Existiam mais de cem pessoas na lista de es- Dilatar aumentar, estender, alargar.
pera. (certo)
10. Aponte o erro quanto à indicação do
processo de formação da palavra ou Descrição ato de descrever.
d) Havia mais de cem pessoas na lista de espera.
quanto à análise fonética. Discrição qualidade de discreto; sensatez.
(certo)
e) Tiveram alterações no contrato. (errado) a) Desfrutar: derivação parassintéca. Descriminar inocentar; tirar a culpa de.
b) Deus: ditongo decrescente oral. Discriminar diferençar, distinguir.
f) Teve alterações no contrato. (errado)
c) Sem: dígrafo.
g) Houve alterações no contrato. (certo) d) Canta: dígrafo. Despensa compartimento, repartimento.
h) No fim de semana, terá sessões contínuas. e) Onde: dígrafo. Dispensa liberação; permissão.
(errado) Destratar maltratar com palavras; insultar.
11. Assinale a opção em que o pronome relativo
i) No fim de semana, terão sessões contínuas. exerça função sintática idêntica ao da se- Distratar desfazer trato.
(errado) guinte frase: “Onde canta o Sabiá”. Emergir vir à tona; subir; elevar-se.
j) No fim de semana, haverá sessões contínuas. a) Este é o banco no qual confio. Imergir afundar, mergulhar.
(certo) b) Esta é a casa em que morei durante toda
Emigrante quem sai do próprio país.
a infância.
2. Haver – Quando usado nos sentidos de existir Imigrante quem entra em país estrangeiro.
c) Os males de que padeço são muitos.
ou ocorrer, é verbo impessoal (sem sujeito); por
d) São poucas as pessoas a quem pode- Eminência altura, excelência.
isso, fica sempre na terceira pessoa do singular
mos recorrer nos momentos de desilu- Iminência proximidade.
(o termo ou expressão que tem aparência de
são.
sujeito é, na verdade, objeto direto). Veja constru- Eminente alto, elevado, ilustre.
e) O que ela fez deixou-me decepcionado.
ções certas e erradas ) Iminente prestes a acontecer; impendente.
a) Haviam mais de cem pessoas na lista de es- Caiu no vestibular Emitir lançar fora; pôr em circulação.
pera. (errado)
Imitir fazer entrar; pôr para dentro.
b) Havia mais de cem pessoas na lista de espera. 12. (MACKENZIE) A alternativa que preen-
(certo) che corretamente todas as lacunas é: Enfestar dobrar ao meio; aumentar.
Sujeito inexistente. “.............. existir discos voadores, mas mui- Infestar assolar; causar danos.
c) Houveram alterações no contrato. (errado) tos testemunhos já .............. que ............... Enformar meter em forma.
considerar-se absurdos.” Informar avisar, noticiar, instruir, ensinar.
d) Houve alterações no contrato. (certo)
Sujeito inexistente. a) Podem – houve – podem
Entender compreender, inferir, deduzir.
b) Pode – houve – podem
e) No fim de semana, haverão sessões contí- Intender exercer vigilância; dirigir.
c) Podem – houveram – pode
nuas. (errado)
d) Pode – houve – pode Estropear fazer tropel (ruído, confusão).
f) No fim de semana, haverá sessões contínuas. e) Podem – houveram – podem Estropiar mutilar, aleijar, cortar um membro.
(certo)
Lenimento que suaviza, embrandece, mitiga.
Sujeito inexistente. Arapuca Linimento medicamento untoso.
3. Existir – É verbo pessoal (sempre com sujeito) e 13. Assinale a alternativa em que a norma cul- Peão que anda a pé; peça de jogo.
intransitivo (sem complemento verbal). Veja ta da língua escrita foi respeitada.
construções certas e erradas ) Pião brinquedo.
a) O médico costumava atender os paci-
a) Existia mais de cem pessoas na lista de espe- Recrear divertir, alegrar, causar prazer.
entes de segunda à sexta-feira, das 14
ra. (errado) as 18h. Recriar criar novamente.
b) Existiam mais de cem pessoas na lista de es- b) O médico costumava atender aos pa- Se pronome pessoal átono.
pera. (certo) cientes de segunda à sexta-feira, das
Si pronome pessoal tônico.
14 às 18h.
c) Existiu alterações no contrato. (errado) c) O médico costumava atender os paci- Tráfego movimento; grande atividade.
d) Existiram alterações no contrato. (certo) entes de segunda a sexta-feira, das 14 Tráfico contrabando; comércio ilícito.
as 18h.
e) No fim de semana, existirá sessões contínuas. Vadear passar o rio a vau (com água pela
d) O médico costumava atender aos pa-
(errado)
cientes de segunda a sexta-feira, das cintura).
f) No fim de semana, existirão sessões contí- 14 às 18h. Vadiar vagabundear; andar ociosamente.
nuas. (certo) e) O médico costumava atender os paci-
entes de segunda à sexta-feira, de 14 Venoso relativo a veias, que tem veias.
às 18h. Vinoso que produz vinho; vinífero.

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Participantes: elite pernambucana, elementos do


História clero, comerciantes e camadas populares.
Os rebeldes visavam:
Professor DILTON Lima
• À independência do Brasil e à Proclamação da
República.
• À formação de uma republica federativa e à
Aula 57 promulgação de uma constituição.
Uma bandeira foi elaborada, sendo hoje a atual
Transição para o Império bandeira do Estado de Pernambuco.
brasileiro Para não prejudicar os interesses dos senhores
EUROPA (Início do século XIX) de engenho, os rebeldes pernambucanos foram
contra a abolição da escravatura.
Duas nações iriam entrar em conflito. De um la- 01. (PUCMG)
A repressão, como sempre, foi extremamente vio-
do, a força naval da Marinha de Guerra inglesa;
lenta. Muito sangue correu em Pernambuco. Era
do outro, a força dos exércitos franceses, coman-
o governo português mantendo, a todo custo,
dados por Napoleão Bonaparte. Em 1805, houve
seu poder.
o tão esperado encontro: a Inglaterra derrotou a
Observação:
França na batalha naval de Trafalgar.
Ficou conhecida como a mais espontânea, a me-
BLOQUEIO CONTINENTAL (1806) nos desorganizada e a mais simpática das nos-
O bloqueio foi decretado pela França. sas numerosas revoluções.
Objetivo: arruinar a economia inglesa. Ficou de- 5. OUTRAS REALIZAÇÕES DE D. JOÃO VI
terminado que os países fechassem seus portos
• Banco do Brasil.
ao comércio inglês.
Conseqüência: fuga da Família Real para o Brasil, • Jardim Botânico.
• Biblioteca Nacional. O mapa mostra a Europa Ocidental nos
pois Portugal, grande aliado da Inglaterra, não
poderia fechar seus portos ao comércio inglês. • Imprensa Régia. anos iniciais do século XIX. A situação as-
• Instituto de Belas Artes. sinalada resultou na vinda da Corte Portu-
GOVERNO JOANINO (1808–1821) • Casa da Moeda.
guesa para o Brasil, em 1808.-
1. ABERTURA DOS PORTOS (1808) • Escola de Medicina.
Com a abertura dos portos brasileiros às nações • Missão Francesa – Contratação de artistas Portanto o mapa retrata:
amigas (janeiro de 1808), a Inglaterra passou a franceses, entre os quais Debret. a) O Tratado de Comércio e Navegação, assinado
gozar da quase exclusividade sobre o comércio entre D. João e Lord Strangford, que garantia li-
6. POLÍTICA EXTERNA DE D. JOÃO VI
brasileiro, já que era a maior nação industrial e
• Anexação da Guiana Francesa, em represália berdade comercial para ingleses e portugue-
naval em condições de competir com a França
na disputa pela supremacia do comércio brasilei- à invasão francesa a Portugal. ses.
ro. Esse ato de Portugal significou: • Anexação da Província Cisplatina, visando b) o Bloqueio Continental determinado por Napo-
• A quebra do pacto colonial. apossar-se da região do Prata. Esta província
leão Bonaparte, que proibia os países euro-
ficaria independente em 1828 com o nome de
• O fim do monopólio comercial. peus de comercializarem com os ingleses.
Uruguai.
• O fim do exclusivismo colonial. c) O Tratado de Fontainebleau, assinado por
• A preparação para a Independência do Brasil. 7. REVOLUÇÃO DO PORTO (1820)
França e Espanha, que supunha a invasão de
2. LIBERDADE INDUSTRIAL (1808) Em 1820, a burguesia liberal portuguesa liderou
uma grande rebelião em Portugal: a Revolução Portugal e a divisão de suas colônias.
O Alvará de Liberdade Industrial (abril de 1808) do Porto. d) o Tratado de Versalhes, que impôs uma humi-
foi de encontro aos interesses da Inglaterra. Os Os rebeldes, influenciados pelas idéias dos eco- lhante e pesada derrota aos alemães.
ingleses não aceitaram essa determinação para o nomistas liberais, pretendiam salvar Portugal de
Brasil e forçaram Portugal a assinar acordos que e) o Tratado Brest Litovsky, que garantiu a saída
sua tradicional crise econômica, acabar com a
lhes dessem vantagens alfandegárias. O Brasil da Rússia da Primeira Guerra Mundial.
miséria que assolava o país, elaborar uma cons-
não suportaria a concorrência dos produtos in- tituição que eliminasse o poder absolutista do rei
gleses, mais baratos e de melhor qualidade. Para 02. (UNESP) Sobre o processo de independên-
D. João VI e a recolonização do Brasil.
a Inglaterra, o Brasil tinha que ser mercado con- O movimento pretendia colocar Portugal nos tri-
cia da colônia portuguesa na América, no iní-
sumidor, e não mercado produtor concorrente. lhos da expansão capitalista: a industrialização. cio do século XIX, é correto afirmar que:
3. ACORDOS COM A INGLATERRA (1810) Era preciso tirar o poder absolutista de D. João a) foi liderado pela elite do comércio local, por in-
Tratados de Comércio e Navegação e de Aliança VI, numa monarquia constitucional, com pro-
termédio de acordos que favoreceram coloni-
e Amizade (1810) postas burguesas, e não deixar o Brasil alcançar
sua independência, a fim de que o País continu- zados e a antiga metrópole.
a) Visavam abolir lentamente o tráfico negreiro
asse a servir aos interesses da metrópole. b) a ruptura com a metrópole européia provocou
para o Brasil.
b) Criaram tarifas alfandegárias preferenciais para A recolonização do Brasil era uma tentativa de reações e, dentre elas, guerras em algumas
a Inglaterra: recuperação econômica de Portugal, à medida províncias, entre portugueses e brasileiros.
em que recolonizar significava restabelecer o
• Mercadorias inglesas: 15% c) os acordos comerciais com a Inglaterra garan-
pacto colonial e, portanto, restabelecer a domina-
• Mercadorias portuguesas: 16% tiam o comércio português de escravos para a
ção da economia da colônia pela metrópole.
• Demais países: 24%
D. João VI voltou para Portugal em 1821, deixan- agricultura brasileira.
c) Direito inglês de manter uma esquadra de
do o Brasil a cargo de seu filho príncipe regente d) a vinda da família real limitou o comércio de ex-
guerra no litoral brasileiro.
D. Pedro (futuro D. Pedro I). A sua volta foi tumul-
d) Garantia de liberdade religiosa aos ingleses. portação para portugueses e para ingleses, as-
tuada, visto que os correntistas do Banco do Bra-
e) Concessão aos ingleses de eleger seus pró- segurando o monopólio da metrópole.
sil e a população haviam sido lesados, pois D.
prios juízes conservadores, aos quais compe- e) as antigas colônias espanholas, recém-eman-
João VI havia tirado todo o dinheiro e o ouro do
tia julgar os súditos da Inglaterra no Brasil.
banco. cipadas, auxiliaram os brasileiros nas guerras
Com esses tratados, os ingleses praticamente eli-
minavam a concorrência no mercado do Brasil, 8. A VOLTA DA FAMÍLIA REAL A PORTUGAL contra a metrópole portuguesa.
dominando-o por completo. Pressionada pela situação política que afetara
É interessante observar que algumas indústrias
03. (PUCCAMP) A independência política do
Portugal, a Família Real retornou a Lisboa (1821).
inglesas passaram a enviar produtos completa- D. João VI passou o governo brasileiro para seu Brasil, que é a superação do Antigo Sistema
mente desnecessários para o Brasil, como cai- filho D. Pedro, que era príncipe regente (futuro D. Colonial, é também a passagem a uma nova
xões e patins. Pedro I), dizendo-lhe: “ Pedro, se, algum dia, o estrutura de dependência, inscrita na órbita do
4. REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA (1817) Brasil separar-se de Portugal, antes fique para vo-
cê, que há de honrá-lo e de respeitá-lo, do que a) exclusivismo metropolitano.
Causas: b) neocolonialismo asiático.
para qualquer um desses aventureiros”.
• Carga tributária exaustiva para o sustento da
D. João VI, ao chegar a Lisboa, teve seus poderes c) absolutismo monárquico.
Corte Portuguesa parasitária. controlados pela Constituição elaborada pelo mo-
• Prejuízos financeiros dos grandes proprietários d) capitalismo industrial.
vimento liberal do Porto. O rei teve que se
em virtude de uma grande seca. e) despotismo esclarecido.
submeter às exigências do Parlamento, que
• Miséria da população nordestina. passou realmente a controlar o país.

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A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL (1822) A Inglaterra, em 1826, reconhece a Independên-


1. DIA DO FICO cia do Brasil, mas exige a extinção do tráfico ne-
O Dia do Fico (09/jan/1822): a aristocracia rural, greiro.
que formava o Partido Brasileiro, manifesta inte-
resse e, com muita insistência, pede que o Exercícios
príncipe regente D. Pedro fique e proclame a
independência política do Brasil. 01. (FGV) A instalação da Corte portuguesa
O príncipe D. Pedro disse: “Como é para o bem no Rio de Janeiro, em 1808, represen-
de todos e felicidade geral da nação, estou pron- tou uma alternativa para um contexto de
to. Diga ao povo que fico”.
crise política na Metrópole e a possibili-
2. TRAMA POLÍTICA
dade de implementar as bases para a
01. (FUVEST) “... quando o príncipe regente Jogada política da classe dominante: havia
formação de um império luso-brasileiro
português D. João chegou de malas e baga- senhores de terras e de escravos (aristocracia ru-
ral) para preservar os interesses da classe pro- na América. Das alternativas abaixo,
gens para residir no Brasil, houve um gran-
de alvoroço na cidade do Rio de Janeiro. prietária de terras. assinale aquela que NÃO diz respeito
Afinal era a própria encarnação do rei [...] A aliança do príncipe D. Pedro com o Partido Bra- ao período joanino.
que aqui desembarcava. D. João não pre- sileiro deixava claro que a Independência do Bra-
sil não passaria de um arranjo político para ga- a) Ocupação da Guiana Francesa e da Pro-
cisou, porém, caminhar muito para alojar-
rantir os poderes nas mãos dos grupos proprie- víncia Cisplatina e sua incorporação ao
se. Logo em frente ao cais, estava localiza-
tários de terras e de senhores de escravos. Império Português, como resultado da
do o Palácio dos Vice-Reis”.
Criou-se a Lei do Cumpra-se, em maio de 1822.
(Lilia Schwarcz. As Barbas do Imperador.) política externa agressiva adotada por D.
Ficava determinado que todos os decretos de
João.
O significado da chegada de D. João ao Rio Portugal só teriam validade se tivessem a ordem
de Janeiro pode ser resumido como “cumpra-se” do príncipe regente. b) Abertura dos portos da Colônia às na-
a) decorrência da loucura da rainha Dona Maria I, 3. FORMA DE GOVERNO ções aliadas de Portugal, como a Ingla-
que não conseguia impor-se no contexto polí- Ficaria determinado que o Brasil adotaria a mo- terra, dando início a uma fase de livre-co-
tico europeu; narquia como forma de governo, pois assim o mércio.
b) fruto das derrotas militares sofridas pelos por- povo ficaria afastado das decisões e a escravidão c) Ocorreu uma inversão da relação entre
tugueses ante os exércitos britânicos e de Na- se manteria.
metrópole e colônia, já que a sede polí-
poleão Bonaparte; 4. CONSERVADORISMO
c) inversão da relação entre metrópole e colônia, tica do império passava do centro para a
Era necessário manter o ideal conservador, ou periferia.
já que a sede política do império passava do
seja, as elites dominantes não aceitariam mudan-
centro para a periferia; d) Atendeu às exigências do comércio britâ-
ças profundas. A Independência não significou
d) alteração da relação política entre monarcas e nico, que conseguiu isenções alfandegá-
uma ruptura com o passado colonial. O Brasil
vice-reis, pois estes passaram a controlar o
continuava mantendo: rias.
mando a partir das colônias;
• A estrutura latifundiária; e) Ocorreu a Revolução Pernambucana de
e) imposição do comércio britânico, que precisa- • Uma economia agrária;
va do deslocamento do eixo político para con- 1817, que defendia o separatismo com
• O atendimento ao mercado externo;
seguir isenções alfandegárias. • A monocultura; governo republicano e a manutenção da
02. (PUC–PR) A Inglaterra pressionou Portugal • A mão-de-obra escrava; escravidão.
para que este reconhecesse a independên- • A dependência ao capital estrangeiro. Nesse
caso, ao capital inglês. 02. (PUCCAMP)
cia do Brasil, o que proporcionaria o reco-
nhecimento por outras potências européias. 5. DEPENDÊNCIA AOS INGLESES
Para fazê-lo, Portugal exigiu e o Brasil assi- O Brasil alcançava sua Independência apenas
nou um tratado em que: política; em termos econômicos e financeiros,
a) estabelecia que somente os portugueses po- ficaria dominado pelo capital inglês, que imporia
deriam futuramente fixar-se no Brasil como acordos que lhe auferissem vantagens.
imigrantes. 6. INDEPENDÊNCIA CONTESTADA
b) o Príncipe D. Miguel ficava reconhecido suces- Algumas províncias não aceitaram a Independên-
sor de D. Pedro I no trono do Brasil. cia política do Brasil porque essas regiões não
c) se comprometia a abandonar a Província Cis- eram dominadas pela aristocracia rural, e sim pe-
platina ou Uruguai. los comerciantes portugueses. A Independência
d) pagava 2 milhões de libras esterlinas como não lhes traria benefícios políticos. Observe a figura acima
compensação pelos interesses lusos deixados As províncias que contestaram o processo eman- No início do século XIX, o movimento
em sua antiga colônia. cipatório foram: de embarcações estrangeiras no Rio de
e) estabelecia um tribunal de exceção para julgar a) Piauí;
os portugueses que se envolvessem em deli- b) Bahia; Janeiro aumentou consideravelmente,
tos no Brasil. c) Maranhão; em função da Abertura dos Portos. Es-
d) Grão-Pará (Pará e Amazonas); sa medida significou, principalmente,
03. (MACKENZIE) “A Independência brasileira é e) Província Cisplatina (hoje, Uruguai).
fruto mais de uma classe do que da nação para o Estado português
O governo imperial contratou exércitos mercená-
tomada em seu conjunto”. (Caio Prado Jr) a) o apoio político dos grandes proprie-
rios a fim de se dirigir a essas províncias e forçá-
Identifique a alternativa que justifica e com- las a aceitar a Independência brasileira, comuni- tários rurais brasileiros, principal alvo
plementa o texto. cando-lhes que o Brasil não mais estaria ligado a dessa medida.
a) A Independência foi liderada pelas camadas Portugal. Pierre Labatut, John Grenfell, Lord b) o aumento dos lucros dos comerciantes
populares e acompanhada de profundas mu- Cochrane e John Taylor foram os principais ofi-
portugueses, que ampliaram suas expor-
danças sociais. ciais estrangeiros contratados pelo Império brasi-
leiro. tações.
b) O movimento da Independência foi uma ação
da elite, preservando seus interesses e privilé- 7. RECONHECIMENTO DA INDEPENDÊNCIA c) a consolidação da Independência em re-
gios. lação à Inglaterra, sendo estabelecidos
O primeiro país a reconhecer a Independência do
c) Os vários segmentos sociais uniram-se em Brasil foram os Estados Unidos, em 1824. Os laços comerciais com outras nações.
função da longa guerra de Independência. norte-americanos defendiam a Doutrina Monroe, d) a solução para a sobrevivência econômi-
d) Os setores médios urbanos comandaram a lu- que diz: “A América é para os americanos”. ca do Estado, tendo em vista a conturba-
ta, fazendo prevalecer o modelo político dos Portugal, em 1825, assinava o Tratado Luso-
radicais liberais. da situação européia.
Brasileiro, que reconhecia a Independência brasi-
e) A aristocracia rural não temia a participação da leira, mediante o pagamento de dois milhões de e) a reação antinapoleônica, uma vez que
massa escrava no processo, extinguindo a es- libras esterlinas. essa medida derrotou o Bloqueio Conti-
cravidão logo após a Independência. nental.

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2. Método dos componentes vetoriais


Física Consideremos um ponto material em equilíbrio
sob a ação de três forças (figura 4).
Professor Carlos Jennings

Aula 58

Equilíbrio de corpos
Edifícios, pontes, automóveis e embarcações são
exemplos de estruturas equilibradas.
No entanto tais estruturas não permanecem equi- 01. (Enem) Um portão está fixo em um muro
libradas para sempre. Elas podem estar sujeitas Devemos, inicialmente, obter as componentes
por duas dobradiças, A e B, conforme a fi-
a esforços dinâmicos de grande intensidade: ter- vetoriais de cada força nos eixos retangulares x e
gura, sendo P o peso do portão. Caso um
remotos, estradas esburacadas (no caso dos au- y (figura 5):
garoto se dependure no portão pela extre-
tomóveis), mar agitado (no caso das embarca- midade livre, e supondo que as reações
ções). máximas suportadas pelas dobradiças
EQUILÍBRIOS ESTÁTICO E DINÂMICO sejam iguais:
Conforme já estudamos na Apostila 16, um ponto
material está em equilíbrio se a soma das forças
que agem nele é nula. Um carro parado em uma
estrada está em equilíbrio estático. Um carro
em movimento, com velocidade vetorial constan-
te em pista horizontal, está em equilíbrio dinâmi-
co. Em ambos os casos, as forças estão equili- F1x = F1.cos α F2x = F2.cos β F3x = 0
bradas, ou seja, a força resultante é nula. F1y = F1.sen α F2y = F2.sen β F3y = F3 a) é mais provável que a dobradiça A arrebente
→ → → →
Σ F= 0⇒ R= 0 antes de B;
Se o ponto material está em equilíbrio, obrigato-
riamente há equilíbrio tanto na direção horizontal b) é mais provável que a dobradiça B arrebente
1. Método da linha poligonal antes de A;
quanto na vertical:
Se um ponto material se encontra em equilíbrio, → → c) seguramente as dobradiças A e B arrebenta-
Σ F= 0 → F1.cos α – F2.cos β = 0
a linha poligonal das forças que agem sobre ele → → rão simultaneamente;
Σ F= 0 → F1.sen α + F2.sen β – F3= 0 d) nenhuma delas sofrerá qualquer esforço;
é fechada (figura 1).
Importante: e) o portão quebraria ao meio, ou nada sofreria.
1. O método dos componentes vetoriais vale para
qualquer número de forças.
2. O componente vertical de uma força horizontal
Arapuca
é nulo. Duas crianças de massas 30kg e 45kg
3. O componente horizontal de uma força vertical usam uma tábua de 2,5m de comprimento
é nulo. como gangorra. Desprezando a massa da
tábua, determine a que distância da criança
Caso especial – No caso específico de equilíbrio
de 30kg deve ser colocado o apoio para
de um ponto material sob a ação de três forças, Aplicação que elas fiquem em equilíbrio na horizontal,
a linha poligonal determina um triângulo (figura As cordas A, B e C da figura têm massa despre- quando sentadas nas extremidades.
2). zível e são inextensíveis. As cordas A e B estão
presas ao teto e unem-se à corda C no ponto P.
Um objeto de massa igual a 10kg está preso na
extremidade da corda C. Considerando o sistema
em equilíbrio:
a) Quais são as forças, em módulo, direção e
sentido, que agem no objeto? a) 2m
b) Determine as trações nos fios A e B. b) 1,4
Dados: g=10m/s2; sen60° = cos30°= /2; c) 1m
sen 30°=cos60°= 1/2 d) 1,5m
e) 3
Como as três forças representam os lados de um
triângulo, as relações entre as suas intensidades Solução:
obedecem às propriedades dos triângulos. Apli- Diagrama de forças:
cando a Lei dos Senos, temos:
F1 F2 F3
––––– = ––––– = –––––
senα senβ sen γ
Solução:
a) Forças atuantes no objeto:
→ →
R= 0 →TC = P = m . g
TC = P = 10 . 10 = 100N
Peso de cada criança:
b) Diagrama de forças: P = mg
P1 = 30 . 10 = 300N
P2 = 45 . 10 = 450N
Condição de equilíbrio:
Como α + A = 180°, temos sen α = sen A; β + B |M1|=|M2|
= 180°, temos sen β = sen B; γ + C = 180°, P1 . d = P2 . (2,5 – d)
temos sen γ = sen C. A expressão anterior pode 300 . d = 450 . (2,5 – d)
ser escrita assim: 2d = 3 . 2,5 – 3d
F1 F2 F3 5d = 7,5 → d = 1,5m
––––– = ––––– = –––––
senA senB senC

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TB 1 Atenção: no caso em que a força não é perpen-


sen30° = –––– = ––– → TB = 50N
100 2 dicular ao segmento de reta que une o ponto de
TA aplicação da força ao pólo:
sen60° = –––– = ––– → TB = 50 N
100 2

TIPOS DE EQUILÍBRIO
Equilíbrio estável – Qualquer pequeno desloca-
mento (angular ou linear) sofrido pelo corpo re-
sulta em tendência de retorno à posição de equi-
líbrio inicial.
01. Duas forças de módulo F e 2F, que formam Equilíbrio instável – Qualquer pequeno desloca- No triângulo ABC, obtemos:
entre si um ângulo de 60°, agem sobre uma mento (angular ou linear) sofrido pelo corpo re- sen α = d / a → d = a . sen α
partícula. Para anular a ação dessas forças, sulta em tendência de continuar afastando-se da E o momento da força é dado por:
é necessário aplicar, convenientemente, posição inicial. M = F . d → M = Fa . sen α
sobre a partícula uma força de módulo Equilíbrio indiferente – Qualquer pequeno des-
Importante:
igual a: locamento da posição de equilíbrio resulta em
1. O momento de uma força em relação a um
uma nova situação de equilíbrio.
a) F b) F c) F ponto é uma grandeza vetorial, possuindo mó-
d) 3F e) 3,5F dulo, direção e sentido. Mas, como utilizaremos
somente forças coplanares, basta adotar uma
02. (UERJ) Para abrir uma porta, você aplica so-
convenção de sinais para os sentidos dos mo-
bre a maçaneta, colocada a uma distância d
mentos.
da dobradiça, conforme a figura, uma força
2. O momento resultante de um sistema de forças
de módulo F perpendicular à porta. Para ob-
EQUILÍBRIO DE CORPOS coplanares, em relação a um ponto, é obtido
ter o mesmo efeito, o módulo da força que
Corpos simplesmente apoiados – Nessa situa- pela soma algébrica dos momentos de cada
você deve aplicar em uma maçaneta, colo-
ção, um corpo está sob a ação de apenas duas uma das forças em relação ao ponto:
cada a uma distância d/2 da dobradiça,
forças: a força peso, devido à sua interação com MR = Σ M
dessa mesma porta é:
a Terra, e a força de reação do apoio, devido à 3. O momento de uma força recebe também o
sua interação com a superfície sobre a qual está nome de torque da força.
apoiado. Para que ocorra o equilíbrio, essas duas
EQUILÍBRIO DE UM CORPO RÍGIDO
forças devem ser colineares e opostas. Como o
apoio aplica uma força na base do corpo, a reta Quando um corpo rígido, sujeito à ação simultâ-
vertical que passa pelo centro de massa do cor- nea de várias forças coplanares, encontra-se em
po também deve passar pela base de apoio para equilíbrio, temos:
→ →
que o corpo não tombe. Σ F = 0 → Equilíbrio de translação (centro de
massa em repouso ou em MRU).
→ →
a) F/2 b) F Σ M = 0 → Equilíbrio de rotação (em relação a
c) 2F d) 4F qualquer ponto do corpo).

03. (Unicamp–SP) Uma escada homogênea


Aplicação
de 40kg apóia-se sobre uma parede, no
ponto P, e sobre o chão, no ponto C. Adote Uma barra AB, homogênea, de 2m de compri-
g = 10m/s2. mento e peso 100N, está em equilíbrio. Sendo
a) Desenhe o diagrama com as forças pe- 200N o peso do bloco C, determine a tração no
so, normal e de atrito em seus pontos de fio DE e a força na barra no ponto A.
aplicação.
b) É possível manter a escada estacioná-
ria, não havendo atrito em P?

MOMENTO DE UMA FORÇA


Solução:
Seja uma força de intensidade F, aplicada no ponto
A de uma barra que pode girar livremente em torno Diagrama de forças:
do ponto O, chamado de pólo (figura 8):

04. A figura mostra uma barra homogênea de


comprimento l e peso 12N, apoiada em um
ponto situado a uma distância l /4 de uma
das extremidades, e equilibrada por uma
força F. Determine a intensidade dessa for- → →
ça. Σ F = 0 → FA + TDE – PB – TBC = 0 ( I )
→ Fixando o ponto A como pólo:
O momento de F em relação a O, ou a tendência
→ Σ MA = 0 → – TBC . DAB – PB . dAF + TDE . dAD = 0 ( II )
de rotação que a força F produz na barra em re-
Como TBC = PC = 200N, e substituindo os valores
lação ao ponto O, é dado por:
M = F.d em (II):
F é a intensidade da força, e d é a distância da li- – 200 . 2 – 100 . 1 + TDE . 1,7 = 0 → TDE = 294N
nha de ação da força ao eixo de rotação. A dis- Substituindo os valores em (I):
tância d recebe o nome de braço da força. FA + 294 – 100 – 200 = 0 → FA = 6N

10
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avançado de modernização econômica, com

Geografia profunda transformação da economia rural e su-


bordinação da agropecuária à indústria. Expres-
sa, também, o peso decisivo da economia urba-
Professor Paulo BRITO na na produção da riqueza.
O Centro-Oeste e o Sul percorreram trajetórias di-
ferentes, que conduziram ao mesmo resultado:
Aula 59
uma elevada concentração populacional no meio
Urbanização urbano. A urbanização, no Centro-Oeste, foi im-
pulsionada pela fundação de Brasília, em 1960, e
No Brasil, o processo acelerado de urbanização pelas rodovias de integração nacional, que interli-
correspondeu ao período de intensa industrializa- garam a nova capital com o Sudeste, de um lado,
ção do pós-guerra. A constituição de uma econo- e com a Amazônia, de outro. A ocupação do es- 01. (PUC–RJ) Com relação ao processo de ur-
mia de mercado de âmbito nacional, polarizada paço rural por grandes propriedades voltadas pa- banização brasileiro, podemos afirmar que:
pelas indústrias implantadas no Sudeste, foi o ra a pecuária e as culturas de soja e cereais acen- 1. A partir da década de 60, a integração
pano de fundo do movimento urbanizador. A for- tuou a tendência à urbanização. Desde o fim da do território pelas redes de transportes e
mação de um mercado interno integrado está na década de 1960, o Centro-Oeste tornou-se a se-
base desse movimento, que se manifesta em to- comunicações e pelo mercado permitiu
gunda região mais urbanizada do País.
do o País. De acordo com as estatísticas oficiais que a urbanização brasileira se tornas-
A Região Sul, pelo contrário, conheceu uma ur-
produzidas pelo IBGE, cerca de 81% da popula- se, espacialmente, um fenômeno gene-
banização lenta e limitada até o início da década
ção brasileira viviam em cidades no ano 2000, o de 1970. A estrutura agrária, baseada na proprie- ralizado.
que equivale a um nível de urbanização próximo dade familiar e policultora, ancorada no parcela- 2. Entre as décadas de 60 e 80, a urbaniza-
aos dos países de antiga urbanização da Europa mento da terra nas áreas de planaltos subtropi- ção alcançou o estágio de metropoliza-
e da América do Norte. cais, restringia a transferência da população para ção, com o aumento do número de cida-
Entretanto os critérios que definem a população o meio urbano. Depois, a mecanização acelerada des com mais de 1 milhão de habitan-
urbana não são universais. “Nos países que per- da agricultura e a concentração da propriedade tes.
tencem à OCDE, por exemplo, a densidade de- fundiária impulsionaram o êxodo rural. 3. Durante as décadas de 60 e 70, a acele-
mográfica superior a 150 hab./km2 é adotada co- No Nordeste, a trajetória da urbanização perma-
mo parâmetro para que uma localidade seja con- ração do ritmo de urbanização demons-
neceu relativamente lenta ao longo de todo o in-
siderada” urbana. Se o Brasil adotasse esse mes- trou que os setores industrial e financeiro
tervalo. A estrutura agrária, assentada sobre mini-
mo parâmetro, apenas 411, entre os 5.507 muni- subordinaram e transformaram a agricul-
fúndios familiares, na faixa do Agreste, contribuiu
cípios existentes em 2000, seriam considerados para reter a força de trabalho no campo e para tura, integrando-a às necessidades do
urbanos. Nesse caso, a população urbana cor- controlar o ritmo do êxodo rural. As baixas capi- mercado urbano.
responderia a, aproximadamente, 60% da popu- talização e produtividade do setor agrícola limita- 4. A partir da década de 80, o ritmo de ex-
lação total. ram a repulsão da população rural, enquanto o pansão populacional das metrópoles
O processo de urbanização brasileira apoiou-se, insuficiente desenvolvimento do mercado regio- nacionais diminuiu, devido à tendência
essencialmente, no êxodo rural, ou seja, na trans- nal reduziu a atração exercida pelas cidades. de relocalização das empresas, o que
ferência de populações do meio rural para as ci- Contudo ocorreu, no Nordeste, um intenso êxodo
dades. O êxodo rural envolve dois condicionan-
estimulou o crescimento das cidades
rural, que não transparece nas estatísticas regio- médias.
tos interligados: a repulsão da força de trabalho nais. Durante décadas, o movimento migratório
do campo e a atração da força de trabalho para Estão corretas as alternativas:
para o Sudeste transferiu populações do campo
as cidades. nordestino para as cidades de São Paulo, Minas a) le3
A migração rural-urbana tem como condição pré- Gerais e Rio de Janeiro. Nesse caso, êxodo rural b) 2e4
via a formação de uma superpopulação relativa e migração inter-regional configuraram um fenô- c) 1, 2 e 3
no campo. Essa superpopulação relativa é a for- meno integrado, atrás do qual se encontra o pro- d) 2, 3 e 4.
ça de trabalho excedente, que perdeu os meios cesso de modernização urbano-industrial da e- e) 1, 2, 3, e 4
de sobrevivência no setor agropecuário, em con- conomia brasileira.
seqüência, principalmente, da modernização téc- A Região Norte foi a segunda mais urbanizada do 02. (UFSM–RS) A cara do Brasil é feita com to-
nica do trabalho rural, com a substituição do ho- país durante algumas décadas, tendo-se trans- das as cores; riquíssima fotografia étnica
mem pela máquina. Esse fenômeno ocorreu, e formado na menos urbanizada na década de vem sendo revelada no decorrer do proces-
continua a ocorrer, diferenciadamente, em todo o 1980. Em realidade, a elevada participação da so histórico que formou nosso povo. Quan-
País. população urbana, até o fim da década de 1960,
Outra causa da formação dessa superpopulação to à composição étnica da população brasi-
refletia unicamente a reduzida população total da
relativa é a persistência de uma estrutura fundiá- leira, pode-se afirmar:
Região, bastante concentrada nas cidades de
ria concentradora: o monopólio das terras por Belém e Manaus. O fluxo de migrantes e as fren- I. Em números absolutos, houve uma di-
uma elite resulta na carência de terras para a mai- tes pioneiras agrícolas abertas na Amazônia res- minuição da população indígena, desde
oria dos trabalhadores rurais. Essa carência, que tringiram, nas últimas décadas, o crescimento re- o descobrimento até hoje, provocada
é econômica e social, mas não física – manifesta- lativo da população urbana regional. pela morte em conflitos e pelas epide-
se pela extrema subdivisão e pelo parcelamento Os níveis de urbanização revelam, mais precisa- mias.
das propriedades em determinadas áreas, em mente, as desigualdades do processo de urbani-
função do crescimento das famílias camponesas.
II. Os brancos que compõem a população
zação.
A continuidade do crescimento populacional ge- brasileira possuem, em sua maioria, ori-
A mancha de maiores níveis de urbanização es-
ra uma pressão demográfica sobre a terra, cuja gem européia; nesse conjunto, italianos
tende-se de São Paulo e Rio de Janeiro para os
válvula de escape é o movimento migratório. estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do
e alemães formam os grupos mais nu-
Uma urbanização desigual Sul, Paraná e Rio Grande do Sul, abrangendo merosos na formação étnica do Brasil.
O processo de urbanização é geral, mas não re- quase todo o Centro-Sul. Nessas unidades da fe- III. A população brasileira passa por um
gionalmente uniforme. Do ponto de vista regio- deração, a transferência da população para o processo de “embranquecimento”, mo-
nal, registram-se fortes diferenças no ritmo da meio urbano encontra-se na sua etapa final. tivado pelos cruzamentos com brancos
transferência da população do meio rural para o Os menores níveis de urbanização aparecem em e com outras etnias, diminuindo, pro-
urbano. As desigualdades no ritmo da urbaniza- estados nordestinos e da Amazônia. Na maior gressivamente, o número de negros e
ção refletem as disparidades econômicas regio- parte deles, o ritmo do êxodo rural tende a inten- mestiços.
nais e a própria inserção diferenciada de cada re- sificar-se nas próximas décadas. Alguns – como
Está(ão) correta(s):
gião na economia nacional. o Pará, o Maranhão e a Bahia – exibem ritmo
lento de urbanização, devido à continuidade da a) apenas I.
No Sudeste, a população urbana ultrapassou a
rural na década de 1950. A fase de urbanização abertura de frentes pioneiras agrícolas que a- b) apenas II.
acelerada encerrou-se há duas décadas. A eleva- traem migrantes de outros estados do País. c) apenas III.
da participação da população urbana no conjun- d) apenas I e II.
to da população regional expressa um estágio e) apenas I e III.

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Os lugares centrais Os fluxos de migrantes do Brasil meridional para


De acordo com o IBGE, o Brasil tem suas metró- o Centro-Oeste, a Amazônia e algumas áreas do
poles globais: São Paulo e Rio de Janeiro. De interior da Bahia contribuem para alastrar a influ-
fato, essas cidades concentram as sedes de em- ência das metrópoles meridionais. Os investi-
presas transnacionais e conglomerados financei- mentos dos agricultores paranaenses, gaúchos e
ros instalados no País, e funcionam como nódu- catarinenses, bem como os laços familiares e cul-
los dos sistemas de fluxos mais dinâmicos da era turais com a região de origem, definem circuitos
da revolução técnico-científica e da “economia de relações especialmente significativos para Ma-
da informação”. Além disso, a influência de am- to Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e sul
bas manifesta-se em todo o território nacional. do Pará.
Há, contudo, um desnível crescente na capacida-
01. (Uerj) Um pesquisador da Unesco no Brasil de de polarização das duas metrópoles. A influ- Exercícios
acaba de criar o Índice de Desenvolvimen- ência de São Paulo, que já era hegemônica, ga-
nhou novo impulso com a aceleração dos fluxos 01. (UFG–GO) No Brasil, os movimentos
to Juvenil (IDJ), resultante do cruzamento
associados à globalização e difunde-se intensa- sociais urbanos, ao reivindicar melho-
de sete indicadores, que abrangem áreas
mente por todas as regiões do País. Assim é res condições de vida para a popula-
de educação, saúde, renda e ocupação. possível encontrar argumentos que justificam a ção, estabelecem prioridades que, para
Como, no cálculo do IDJ, não basta saber classificação de São Paulo como metrópole glo- serem atendidas, implicam a reorgani-
quantos jovens estão na escola, os pesqui- bal. O conceito de metrópole global, porém, não zação espacial das cidades. Essa reor-
sadores criaram um novo índice – o de “es- parece adequado para o Rio de Janeiro; a influ-
ganização é impulsionada pela:
ência da cidade experimenta retração histórica,
colarização adequada” – e descobriram um atingida, negativamente, pela privatização de em- a) atuação sindical das várias categorias de
dado desalentador. De cada 100 jovens presas estatais que mantinham as suas sedes na trabalhadores urbanos na tentativa de
brasileiros, apenas 48 estão na escola e, antiga capital. modificar as relações de trabalho.
desses, 29 encontram-se numa série com- Há poucas décadas, a influência das cidades di- b) atuação das associações de moradores de
fundia-se, principalmente, por meio de arcos de bairro, que pressionam a administração
patível com sua idade. (Adaptado de
transmissão formados pelas vias de transporte.
GASPAR, Malu. Veja, 17/mar./2004.) pública em favor da aquisição de equipa-
Na economia industrial, a rede urbana estava fir-
mentos e de serviços.
O índice de “escolarização adequada” da memente condicionada pela rede física de rodo-
vias de ferro e hidrovias. Por isso era mais ou me- c) atuação de partidos políticos, com o ob-
população jovem está relacionado à precá- jetivo de atender às reivindicações so-
nos fácil definir espaços geográficos contínuos
ria situação do sistema educacional brasi- sob a polarização predominante de cada centro ciais da população.
leiro. A baixa escolaridade verificada urbano. d) atuação das associações comerciais na
influencia, diretamente, a dinâmica social, A revolução da informação tornou mais comple- regulamentação das atividades dos esta-
provocando a seguinte manifestação: xas a hierarquia e a polarização. Atualmente, por belecimentos comerciais.
meio das telecomunicações e da Internet, mes- e) implementação de políticas públicas na
a) rejeição a valores religiosos.
mo as cidades que ocupam os níveis mais baixos
b) oposição aos conflitos socioculturais. defesa dos direitos da criança e do ado-
da hierarquia urbana relacionam-se intensa e di-
c) negação da identidade coletiva nacional. lescente, da mulher e do idoso.
retamente com as principais metrópoles, utilizan-
d) alienação frente ao sistema político-repre- do os serviços e os bens distribuídos por institui- 02. (UECE) Tratando-se do movimento mi-
sentativo. ções e empresas instaladas nos lugares centrais. gratório no Brasil, a imigração de euro-
A influência dos centros regionais e sub-regionais
peus representou um forte incremento
02. (UFF–RJ) As terras indígenas, que, em não desaparece, mas combina-se e subordina-se
demográfico:
1500, correspondiam à totalidade do atual à das metrópoles, manifestando-se, com mais
força, nos sistemas de fluxos tradicionais. a) com a chegada da família real portugue-
território brasileiro, hoje não passam de
O papel cada vez mais decisivo dos fluxos infor- sa no início do século XIX;
12% da superfície do Brasil. Sua popula- macionais, ou simbólicos, reduziu a importância b) no decorrer da atual década, com o forte
ção, que correspondia a cerca de 5 mi- da rede de transportes na polarização urbana. Ao desemprego na Europa;
lhões de nativos, encontra-se reduzida a mesmo tempo, intensificou-se a importância da c) entre as duas grandes guerras;
362.890 indivíduos, ou 0,23% da popula- rede de comunicações. Um produto dessas mu-
d) entre 1888 e o fim da Primeira Guerra
danças consiste no caráter descontínuo do espa-
ção total do País. ço geográfico polarizado por cada centro urbano.
Mundial.
Com base na análise do mapa: Outro consiste na superposição espacial da influ- 03. (SM–RS) Sobre o contingente da popu-
I. poucas são as terras reservadas, con- ência de várias cidades. lação indígena brasileira a partir do sé-
A análise dos espaços polarizados pelas metró-
centrando-se sua maior parte fora da culo XX, pode-se afirmar que:
poles nacionais ilumina essas novas característi-
Amazônia; cas da rede urbana. I. se verifica uma tendência de aumen-
II. a concentração das terras indígenas é No Sudeste, destaca-se, como metrópole to desse contingente, principalmen-
inversamente proporcional à densidade nacional, a cidade de Belo Horizonte. No passa- te em função da delimitação de re-
de ocupação econômica do país; do, a influência da capital administrativa mineira, servas indígenas;
criada para afirmar o poder econômico e político II. essa população, hoje muito reduzida
III. a maior concentração de reservas indí-
do Estado, foi bastante restringida pelo poder de
genas situa-se em áreas de expansão (menos de 0,25%), está concentra-
polarização de São Paulo e Rio de Janeiro. Mais
da, principalmente, nas regiões Nor-
da fronteira agrícola; recentemente, Belo Horizonte consolidou a sua
polarização sobre Minas Gerais e passou a con- te e Centro Oeste;
IV. os conflitos em terras indígenas têm
correr com o Rio de Janeiro pela influência sobre III. a superfície total das terras indíge-
ocorrência, ainda, em todas as regiões
o Espírito Santo. Além disso, tornou-se um pólo nas equivale a um percentual pouco
brasileiras. significativo para certas áreas da Bahia e da Ama- significativo da área do Brasil;
zônia. IV. ocorre um etnocídio no modo de vi-
Dentre as afirmativas acima, somente es-
A Região Sul está bipartida pelas influências de da, hábitos, crenças, língua, tecnolo-
tão corretas: Porto Alegre e Curitiba. Santa Catarina, que não gia e costumes.
a) I, II e III; possui metrópole nacional ou regional, está sob
Estão corretas:
b) I, II e IV; a dupla polarização das metrópoles gaúcha e pa-
a) apenas I e lI;
ranaense. Porto Alegre continua a ser o pólo do-
c) I, III e IV; b) apenas lI e III;
minante no sul catarinense, mas a influência de
d) I e III; Curitiba, que já predominava no norte, tende a c) apenas I e IV;
e) II, III e IV. disseminar-se por todo o Estado. d) apenas III e IV;
e) I, lI, III e IV.

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suas fibras pelos seus centrômeros (constrição

Biologia primária) no equador da célula, apresentando


uma disposição chamada placa equatorial. Liga-
Professor JONAS Zaranza dos às fibras do fuso, os cromossomos duplica-
dos dispõem cada uma de suas cromátides-irmãs
voltada para um dos pólos da célula.

Aula 60

Ciclo celular
Os seres vivos multiplicam suas células com a fi-
nalidade de crescer e repor células perdidas, em
seres pluricelulares, e reproduzir-se, em casos de
seres unicelulares. Anáfase 01. UEA(2006)
As cromátides-irmãs são definitivamente separa-
das e migram para os pólos como conseqüência
do encurtamento das fibras do fuso. Cada pólo
da célula receberá um lote de cromátides em nú-
mero igual ao da célula-mãe. A anáfase termina
quando as cromátides, agora cromossomos-fi-
lhos, chegam aos pólos.

Os mais simples, como os seres procariontes,


apenas duplicam seu DNA, partem a célula e, de
uma, originam duas, semelhantes à célula-mãe.
Seres mais complexos, como os eucariontes,
passam por diversas etapas até chegar às célu-
las-filhas desejadas. Os esquemas acima representam as alte-
Interfase Telófase rações ocorridas em uma célula de peixe
A interfase é o intervalo entre uma mitose e outra. Ao chegarem aos pólos, os novos cromossomos durante seu processo de divisão mitótica.
Na interfase, a célula está em grande atividade, desespiralam-se. A carioteca reorganiza-se em A seqüência correta de eventos observa-
realizando as tarefas necessárias ao seu desen- torno de cada lote de cromossomos e os nucléo- dos pelo autor dos desenhos, que desas-
volvimento. Seu núcleo, nesse momento, é cha- los reaparecem por orientação dos genes pre- tradamente foram embaralhados, é:
mado núcleo interfásico ou metabólico, pois tra- sentes na zona SAT ou zona organizadora do nu-
a) I, II, IV, III b) I, IV, III, II. c) II, IV, III, I.
balha em intenso metabolismo, preparando-se cléolo. Esse fenômeno de reorganização do nú-
d) IV, II, III, I. e) IV, III, I, II.
para a divisão celular. É constituída de três perío- cleo chama-se cariocinese (cinese quer dizer
dos, G1, S e G2, sendo G a abreviação de gap, “movimento”). Antes mesmo de a cariocinese ser
que significa intervalo. concluída, o citoplasma da célula começa a ser
G1 – Intensa síntese de RNA e proteínas dividido. Uma força centrípeta (célula animal), 02. A contagem e a análise morfológica dos
S – Duplicação do DNA isto é, de fora para o centro, como uma cinta, aos cromossomos de uma linhagem de célu-
G2 – Pouca síntese de RNA e proteína poucos, vai separando a célula-mãe em duas cé- las são feitas a partir do exame de células
lulas-filhas ou força cetrífuga (célula vegetal), com essas estruturas evidenciadas, o que
Autoduplicação do DNA
isto é, de dentro para fora. Chamamos esse mo- ocorre durante o processo de divisão ce-
Na interfase, momentos antes da divisão celular, vimento de citocinese.
o DNA autoduplica-se. Como os cromossomos
lular. A etapa do ciclo celular escolhida é
são feitos de DNA, sua autoduplicação resulta na aquela em que os cromossomos exibem
duplicação dos cromossomos (cada cromosso- o máximo de condensação e estão cons-
mo com duas cromátides). Dessa forma, os cro- tituídos por duas cromátides.
mossomos já iniciam a divisão celular duplica- A fase do ciclo celular que deve ser obser-
dos. vada é a:
Mitose a) interfase; b) prófase; c) metáfase;
Célula animal Célula vegetal d) anáfase; e) telófase.
A mitose é uma divisão de uma célula-mãe em
duas células-filhas com o mesmo número de cro- Meiose
mossomos. Embora a mitose seja um processo Importâncias da meiose: além de formar gametas
dinâmico, é comum dividi-la em quatro fases pa- para uma reprodução sexuada, também mantém 03. (PUCRS 99) Para fazer o estudo de um
ra entendê-la melhor. As fases da mitose são pró- o número de cromossomos da espécie e a varia- cariótipo, qual a fase da mitose que seria
fase, metáfase, anáfase e telófase. bilidade genética, consequência de uma caracte- mais adequada usar, tendo em vista a ne-
Prófase rística exclusiva da meiose chamada de crossing- cessidade de se obter a maior nitidez dos
over ou permuta gênica.
Cada cromossomo apresenta duas cromátides- cromossomos, em função do seu maior
A meiose, embora dinâmica, para efeito de me-
irmãs, que começam a espiralar e a tornar-se
lhor compreensão, pode ser definida em duas di-
grau de espiralização?
mais curtas, grossas e visíveis. Com isso, o cro-
visões celulares. a) Prófase. d) Telófase.
mossomo começa a condensar-se. O centríolo
Divisão l: com a divisão dos cromossomos, for- b) Pró-Metáfase. e) Metáfase.
duplica-se, e cada um deles começa a migrar pa-
mam-se duas células, com metade dos cromos- c) Anáfase.
ra um pólo da célula. Ao redor de cada centríolo,
somos da célula-mãe mais ainda duplicados (ca-
aparece o áster, conjunto de proteínas, e, entre
da cromossomo com duas cromátides).
os dois centríolos, surgem fibras, que irão formar
Divisão II: com a divisão das cromátides, formam-
o fuso mitótico ou acromático. Células animais 04. (Fuvest 97) Analise os eventos mitóticos
se quatro células, mantendo-se o número (n) de
formam o áster, por isso sua mitose é astral. O
cromossomos simples (cada cromossomo com
relacionados a seguir:
núcleo começa a ganhar água do citoplasma, os I. Desaparecimento da membrana nu-
uma cromátide).
nucléolos e a carioteca desaparecem e os cro- clear.
mossomos iniciam a condensação e se espa- II. Divisão dos centrômeros.
lham pelo citoplasma. III. Migração dos cromossomos para os
pólos do fuso.
IV. Posicionamento dos cromossomos na
região mediana do fuso.
Qual das alternativas indica corretamente
sua ordem temporal?
A divisão I reduz à metade o número cromossômico a) IV – I – II – III.
Metáfase duplicado. A divisão II mantém o número cromossômico b) I – IV – III – II.
agora simples.
Os cromossomos atingem o grau máximo de c) I – II – IV – III.
condensação. Ficam muito mais visíveis, e esse é Divisão I d) I – IV – II – III.
o melhor momento para estudá-los (cariótipo). O A célula que irá dividir-se por meiose é uma célu- e) IV – I – III – II.
fuso completa-se, e os cromossomos ligam-se às la diplóide, com dois pares de cromossomos ho-

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mólogos (2n = 4). Os cromossomos já estão du-


plicados, embora continuem finos e longos. Ao
final da meiose, essa célula deverá ter originado
quatro células-filhas com a metade do seu núme-
ro cromossômico(n=2).
Prófase I
A prófase I é dividida em cinco etapas: leptóteno, Conseqüência da permutação ou crossing-over
zigóteno, paquíteno, diplóteno, diacinese.
Imagine que uma célula (2n = 4), em meiose, ori-
Leptóteno gine quatro espermatozóides. Dos quatro cro-
os cromossomos estão finos e longos, e é nessa mossomos que possui, dois foram herdados de
etapa que eles começam a espiralizar-se. A espira- sua mãe (azuis) e dois, de seu pai (vermelhos).
lização dos cromossomos não ocorre de uma vez. Quando a permutação ou crossing-over aconte-
01. (FGV 2006) Uma das diferenças da meio-
Por isso há regiões que se condensam antes de cer, genes do cromossomo herdado da mãe
se, em relação à mitose, é que, na passarão para o cromossomo do pai e vice-ver-
outras, formando pequenos nós chamados cronô-
meiose, as células-filhas são genetica- meros. Em cromossomos homólogos, os cronô- sa. Com isso, os espermatozóides terão genes
mente diferentes da célula-mãe. meros situam-se nas mesmas regiões. também de sua avó e avô paternos. Estes, por
Essa afirmação está: sua vez, herdaram seus genes também de seus
Zigóteno
avós, e assim sucessivamente. Essa troca de ge-
a) errada. Tanto na mitose quanto na meiose, Os cromossomos homólogos emparelham-se, nes é que garantirá a diversidade da espécie.
as células-filhas são geneticamente iguais à colocando os cronômeros lado a lado. O empa- Intercinese
célula-mãe. relhamento entre os cromossomos homólogos é
chamado sinapse. Os cromossomos continuam Entre a primeira e a segunda divisão, às vezes,
b) errada. O que diferencia a mitose da meio- pode existir um pequeno intervalo de tempo cha-
espiralizando-se.
se é o fato de que, na primeira, são produ- mado intercinese. Portanto a intercinese não
zidas quatro células-filhas, enquanto, na Paquíteno constitui uma fase, mas sim um intervalo entre
meiose, são produzidas apenas duas. Os cromossomos estão bem condensados, por- uma e outra divisão da meiose.
tanto mais curtos e mais grossos. Agora, total-
c) errada. Na meiose, as células-filhas têm Divisão II
mente emparelhados, eles formam conjuntos de
apenas metade do número inicial de cro- bivalentes (dois cromossomos homólogos) ou té- No final da divisão I, formaram-se duas células
mossomos, mas, ainda assim, cada uma trades (quatro cromátides). E é nessa etapa que com a metade do número de cromossomos da
delas apresenta os mesmos alelos presen- as cromátides de cromossomos homólogos, ao célula original. São, portanto, células haplóides
se tocarem, podem quebrar, soldando-se em se- (n). São essas células que, agora, sofrerão a divi-
tes na célula-mãe.
guida. Ao serem soldadas, segmentos de uma são II.
d) correta. O crossing-over e a segregação cromátide soldam-se na cromátide do outro cro- Prófase II
das cromátides irmãs, na segunda divisão, mossomo homólogo, estabelecendo uma permu-
promovem a recombinação do material ge- tação ou crossing-over. Os cromossomos voltam a condensar-se e, nova-
mente, forma-se o fuso. A carioteca e os nucléo-
nético herdado da célula-mãe. Diplóteno los, progressivamente, desaparecem.
e) correta. A segregação dos cromossomos Os cromossomos estão mais condensados e,
homólogos, na primeira divisão, resulta em portanto, mais visíveis. Tão visíveis, que é possí-
células-filhas com diferentes conjuntos alé- vel perceber que cada um deles possui duas cro-
mátides. Por isso essa fase se chama diplóteno.
licos em relação àquele da célula-mãe.
O ponto de cruzamento entre duas cromátides
02. (Fuvest 98) Pontas de raízes são utiliza- homólogas chama-se quiasma. No diplóteno,
aparecem os quiasmas, conseqüência do cros-
das para o estudo dos cromossomos de Metáfase II
sing-over.
plantas por apresentarem células
Diacinese Os cromossomos, já espiralizados ao máximo,
a) com cromossomos gigantes do tipo politê- Os cromossomos homólogos separam-se, desli- prendem-se às fibras do fuso por meio dos cen-
nico. zando uma cromátide sobre a outra. A impressão trômeros, e cada uma das cromátides volta-se
b) com grande número de mitocôndrias. que se tem é de que os quiasmas deslizam. Esse para um dos pólos da célula.
c) dotadas de nucléolos bem desenvolvidos. fenômeno é a terminalização dos quiasmas. A ca-
rioteca desfaz-se, e os cromossomos homólogos
d) em divisão mitótica.
vão para o equador da célula, finalizando a prófa-
e) em processo de diferenciação. se I.
03. (Fuvest 2001) A vimblastina é um quimio- Metáfase I
terápico usado no tratamento de pacien- A condensação dos cromossomos é máxima, e
tes com câncer. Sabendo-se que essa eles estão presos às fibras do fuso, formado du- Anáfase II
rante a prófase I. Cada cromossoma homólogo, Os centrômeros partem-se, e as cromátides-
substância impede a formação de micro- por meio de seus centrômeros, liga-se a uma fi-
túbulos, pode-se concluir que sua interfe- irmãs, agora cromossomos-irmãos, migram para
bra do fuso, dispondo-se na região central da cé-
os pólos, onde formarão os núcleos das futuras
rência no processo de multiplicação celu- lula, formando a placa equatorial.
células.
lar ocorre na
a) condensação dos cromossomos.
b) descondensação dos cromossomos.
c) duplicação dos cromossomos.
d) migração dos cromossomos.
e) reorganização dos nucléolos.
Anáfase I Telófase II
04. (Ufrn 2005) A recuperação da pele quei- As fibras do fuso rompem-se, e cada cromosso- Os cromossomos desespiralizam-se, tornando-
mada ocorre em função da maior prolife- mo homólogo migra para um pólo da célula. Os se longos e finos. Os nucléolos e a carioteca re-
centrômeros não se rompem, e o cromossomo
ração das células epiteliais. organizam-se. Em cada pólo, de cada uma das
inteiro migra com suas duas cromátides. Na mito- células, há um núcleo com (n) cromossomos
Uma característica da multiplicação des- se, cada pólo da célula recebia uma cromátide- simples. As fibras do fuso desaparecem, e as cé-
sas células é irmã. Aqui, na meiose, cada pólo recebe um cro-
lulas começam a citocinese (divisão do seu cito-
a) o número de cromossomos ser reduzido mossomo homólogo de cada par.
plasma).
com o aumento do número de células.
b) a divisão do citoplasma ocorrer por estran-
gulamento da membrana plasmática.
c) a formação do fuso mitótico não influenciar
na migração dos cromossomos.
d) o conteúdo de DNA da célula ser aumenta- Telófase I
do durante a fase G1 da intérfase. Os cromossomos desespiralizam-se, a carioteca e
os nucléolos reorganizam-se, e o fuso desfaz-se.

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Gabarito do Calendário
número anterior 2008
Aprovar n.º 09

DESAFIO MATEMÁTICO (p. 3)


01. a) –1, b) 2, c) 3, d) 0, e) 1/2, f) 3/5; Aulas 91 a 126
02. a) 1/2, b) –2, c) 0, d) –4, e) 5, f) –1/2;
03. A;
04. B;
05. C;
06. k<–1 ou k>4; LEITURA OBRIGATÓRIA
07. 0<k<3;
08. B;
O humor do português,
09. D; de João Batista Gomes
10. A;
TEXTO PARA LEITURA
DESAFIO MATEMÁTICO (p. 4)
01. E; Parir e dar à luz
02. D; — Quantos anos a senhora tem, mãe?
03. D; Ela demora um pouco a responder. Está esco-
04. A;
vando os cabelos.
05. B;
06. B; — Vinte e dois... Vou completar vinte e três.
07. B; — Só? Então, a senhora me teve com... Pera
08. A; aí... Num diz não, mãe... Com...
09. A; — Com dezessete, filho. Com dezessete anos.
— E dezessete é com “z” ou com “s”, mãe?
DESAFIO FÍSICO (p. 5)
01. a) 5m/s2, b) 40m e c)4.000J — Claro que é com “z”, filhinho. Vem de dez. Dez
02. a) Houve e b) FAT; negativo; mais sete, entendeu?
03. 40J — Isso eu entendi. Mas pera aí, mãe. A senhora
04. 20m/s; não era muito nova pra parir não?
05. 20m; — Era muito nova sim, filho. E preste atenção:
06. 20m; não diga “parir”. É grosseiro. Diga “dar à luz”.
07. a) 5.104m/s2 e b) 40Ns; — Mas a senhora me teve... Ah, entendi. A se-
08. E;
nhora me teve e, para comemorar, deu luzes...
EXERCÍCIOS (p. 6) — Não, filhinho. Não. “Dar à luz” é um modo de
01. A; dizer... É para evitar a palavra parir, mais usada para
02. A; animais: a vaca pariu, a égua pariu...
DESAFIO LITERÁRIO (p. 7) — Mas com dezessete anos, a senhora tinha
01. E; que ter evitado tudo: parir, dar à luz...
02. B; A mãe interrompe o penteado, agacha-se frente
03. B; ao filho para poder falar de igual para igual.
04. A; — Escute aqui, meu filho. Você está falando co-
05. B; mo gente grande. Se a mamãe não parisse, você
DESAFIO HISTÓRICO (p. 9) não existiria.
01. B; — E com dezessete anos, a senhora já tinha os
02. D; peitos caídos assim?
03. E; A mãe levanta-se, suspende os seios com as
DESAFIO HISTÓRICO (p. 10) mãos, faz uma cara de tristeza. A voz sai apagada.
01. B; — Tinha não, filho. Tinha não. Eles eram assim.
02. C; — E por que caíram? Foi por causa deu?
03. D; — Que “por causa deu”, menino! Por causa “de
mim”.
EXERCÍCIOS (p. 10)
01. C; — Quer dizer que você mesma fez os peitos caí-
02. C; rem?
— Não diga besteira, filho. Estou tentando expli-
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 11) car a você que o correto é dizer “por causa de
01. B;
mim”, e não “por causa deu”. Entendeu?
02. D;
03. B; — Agora, entendi.
04. A; — Então, já que você é tão curioso, aprenda ou-
tra lição. O correto é perguntar assim: “Você mesma
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 12) fez os peitos cair”?
01. B;
— E como foi que eu perguntei?
02. D;
03. A; — Você usou “caírem” em vez de “cair”.
— Então, mãe, vou fazer a pergunta de modo
EXERCÍCIOS (p. 12) correto. Seus peitos caíram por causa de mim?
01. C; — Bem... Acho que sim... Pensando bem, não
02. A;
foi não, filhinho. Você não tem culpa nenhuma.
03. A;
04. C Agacha-se de novo para falar cara a cara (atente
na construção: sem crase) com o garoto.
DESAFIO MATEMÁTICO (p. 13) — Olhe, filhinho. Quando os bebês nascem, os
01. A; 02. A; 03. C; 04. D; 05. D; 06. D; seios das mães crescem, ficam inchados, cheios de
DESAFIO MATEMÁTICO (p. 14) leite. Com o tempo, o leite acaba, e os seios mur-
01. A; 02. B; 03. B; 04. D; 05. C; 06. C; cham... E ficam assim.
07. C; — Que é isso, mãe? Não devem haver segredos
entre eu e a senhora...
EXERCÍCIO (p. 14)
01. A; 02. B; 03. C; 04. D; 05. B; 06. B; — Devagar, filho. Devagar. Primeiro, é feio dizer
“não devem haver”. O correto é “não deve haver se-
gredos”. Outra construção feia é “entre eu e a se-
nhora”. O correto é “entre mim e a senhora”, “entre
mim e você”, “entre você e mim”...
(Gomes, João Batista. O humor do português.

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LÍNGUA PORTUGUESA REIS, Martha. Completamente Química: físico-química. São Paulo:


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