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UTILIZAÇÃO PRÁTICA DA ANÁLISE DE CRESCIMENTO VEGETAL* A.A. Lucchesi** RESUMO Est e trabalh o tem por
UTILIZAÇÃO
PRÁTICA
DA ANÁLISE
DE CRESCIMENTO
VEGETAL*
A.A.
Lucchesi**
RESUMO
Est e
trabalh o
tem
por
finalidad e
forne -
ce r
elementos
para
a
utilizaçã o
da
aná-
lis e
quantitativ a
de
crescimento
vege¬
tal ,
a
qual
se
constitu e
em
um
valios o
complemento
na
anális e
experimenta l
no
campo
de
Fitotecnia
,
principalment e
em
pesquisas
ligada s
a
produtividad e
vege-
ta l
.
INTRODUÇÂO
Ao efetuar-s e
um experimento ,
dependendo
dos
obje -
tivo s
a
serem alcançados , a s
técnica s
utilizada s
para ob_
ter-s e
os
dados
e
a
escolh a
dos
dados
a
serem obtido s
va_
riam
bastante .
*
Entregue
para
publicaçã o
em
27/09/8*1.
* *
Professo r
Adjunto
do
Departamento
de
Botânic a
da E.S .
A.
"Lui z
de
Queiroz "
-U.S.P .
Os dados obtido s em experimentos na áre a de Fito - tecnia , normalmente são
Os
dados
obtido s
em experimentos
na
áre a
de
Fito -
tecnia ,
normalmente
são
os
relativo s
a
número,
tamanho
e
quantidade
dos
diferente s
órgãos ,
teores
dos
componentes
metabólicos
básico s
e
produção
inicial ,
intermediária s
e
final ,
dos
vegetai s
que
estaria m
sendo analisados .
Os
métodos
e
técnica s
utilizado s
vão
desde os
mais
simples
at é
utilizand o
equipamentos
os
mais
sofisticado s
possíveis ,
normalmente
importados
e ,
consequentemente
,
mui to
onerosos .
Um método
que
vem sendo
utilizado ,
e
que
é
relati*-
vamente
recente
em nossas
condições ,
é
a
utilizaçã o
de
anális e
quantitativ a
de
crescimento
vegetal .
Um
vegeta l
de
interess e
econômico,
como
uma
plan -
ta
de
cultiv o
anual
em crescimento ,
apresenta
diferente s
fases .
No
início ,
como
depende
de
reserva s
contida s
nas
sementes,
o
crescimento
é
lento ;
posteriormente ,
após
o
desenvolvimento
do
sistema
radicula r
e
a emergência
das
folhas ,
tem
um rápido
crescimento
atravé s
da
retirad a
de
água e nutriente s do substrat o onde
est á
e atravé s
da
sua
atividad e
fotossintét I ca .
Após
atingi r
o
tamanho
de
finitivo ,
entr a
para
a
fas e
de
senescência , que
matéria.sec a .
result a
em um decréscimo
no
acúmulo
de
GREGORY
(1926)
cit a
que
um vegeta l
anual ,
em condições
ecológicas
adequadas,
ocupa,
no
período
tota l
de
crescimento ,
em
termos
de
porcentagem,
10 para
germinar,
6
para
emergir,
51
no
grande
período
de
crescimento ,
15 para
reprodução,
8
na
maturação
e
10
at é
a
colheita .
Pelo
visto ,
durante
o
seu
desenvolvimento,
o
vege-
ta l
ocupa,
nas
diferente s
fases ,
diferente s
período s
de
crescimento
e ,
consequentemente,
seri a
de
fundamental
importância
o
conhecimento
dos
efeito s
dos
diferente s
tra
tamentos
nas
planta s
a
serem analisadas , durante
experimento.
o
trans
corre r
de
um determinado
~
Através
da
anális e
quantitativ a
de
crescimento
ve -
geta l
pode-se
aquilata r
os
efeito s
dos
diferente s
trata -
mentos que estã o sendo efetuados , vist o que esse tip o de anális e
mentos
que
estã o
sendo
efetuados ,
vist o
que
esse
tip o
de
anális e
fundamenta-se
na
medição
seqüencia l
do
acúmulo de
matéri a
orçinica ,
tant o
em
uma ou
vária s
fase s
de
cresc ^
mento,
como
durante
o
cicl o
todo
da
plant a
em questão .
A
referid a
anális e
foi
inicialment e
desenvolvid a
pelo s
f isiolog i
sta s
vegetai s
BLACKMAN
(1919);
BRIGGS
e
t
ali i
(1920)
e
posteriormente
por
BLACKMAN
(1968),
e
é
considerad a internacionalment e
como
método
padrão
para
obter-s e
a
estimativ a
da
produtividad e
biológic a
das
co -
munidades
vegetai s
(MAGALHÃES,
1979).
TIPOS
DE PRODUTIVIDADE
Como
foi
salientado ,
a
anális e
quantitativ a
de
cresciment o
vegeta l
estim a
a
produtividad e
biológic a
das
comunidades
vegetai s
e
para
um melhor
entendimento
dos
diferente s
conceito s
relacionado s
com
o
termo
produtivi -
dade,
sao
citados ,
a
seguir ,
os
principais :
Produtividad e
Bruta :
quantidade
tota l
de
matéria
or
gani ca
produzid a
em um determinado
tempo
por
um
níve l
tro
fic o
(níve l
alimentar) ,
incluind o
a quantidade
de
matéria
degradada
pelo s
fenômenos
respiratórios .
É
também
deno-
minada
de
fotossíntes e
tota l
ou
assimilaçã o
total ,
quan
do
se
trat a
dos
seres
autõtrofos .
Produtividad e
líquida :
quantidade
de
matéri a
orgâ -
nic a
produzid a
em um determinado
tempo
por
um
níve l
tró
-
fico ,
excluind o
o
que
foi
degradado
nos
fenômenos
respi -
ratórios .
Para
os
seres
autótrofo s
seri a
a
fotossíntes e
aparente ,
ou
a
fotossíntes e
líquida .
Portanto ,
a
líqui -
da
corresponderi a
ã
bruta
menos
a
respiração .
Com
rel a
çao
aos
vegetais ,
é
chamada
também
de
produtividad e
bio -
lógica ;
seri a
aquel a
em que
cons i derar-se-i a
o
auiuento
do
peso
He matéri a
seca
da
plant a
inteir a
(biomassa
vege
tal) , por unidade de área de solo , em um determinado in - terval o
tal) ,
por
unidade
de
área
de
solo ,
em um determinado
in -
terval o
de
tempo.
Mo caso
de
se r
considerad a
a
part e
de
interess e
econômico,
ou
seja
,
a
armazenada
em orgaos ,
como
semente,
fruto ,
tubérculos ,
folha ,
caule ,
receberi a
o
nome
de
produtividad e
econômica , ou agrícola .
Considerando-s e
os
sere s
autótrofo s
clorofi1ianos ,
utiliza-s e
normalmente
o
termo
produtividad e
primári a pa_
ra
os
mesmos.
Produtividad e
secundári a é
a
dos
represej i
tante s
dos
outro s
nívei s
tróficos ,
os
heterótrofos ,
ou
sejam,
os
consumidores
e
os
decompôsitores .
DAJOZ
(1973)
compara,
atravé s
de
trabalho s
de
RI -
LEY
( 1957),
THOMAS
e
HILL
(19*»9)e
ODUM
(1957),
as
produ -
tividad e s
primária s
bruta
e
líquid a
e
conclu i
que
em
e -
cossitema s
naturai s
a
respiraçã o
corresponde
aproximada -
mente
a
50¾
da
produtividad e
bruta ;
em condiçõe s
experi
-
mentais ,
a
38¾;
e
em planta s
no
períod o
de
cresciment o
,
a
12,5¾ da
produtividad e
bruta .
A média
da
produtivida -
de
brut a
utilizad a
na
respiraçã o é
de
30¾.
Convém,
ainda ,
diferencia r
doi s
termos
muito
uti1
i
zados
e
que
geralmente
se
confundem:
produção
e
produti -
vidade .
Produção
seri a
o
valo r
absolut o
daquil o
que
foi
produzid o
ou
fabricado ,
e
produtividad e
seri a
a
relaçã o
da
produção
com algum
parâmetro ,
como
tempo,
área ,
etc .
UTILIZAÇÃO
EM PESQUISAS
Atualmente ,
muitos
são os
pesquisadore s que
tem
u-
tilizad o
a
anális e
quantitativ a
cie
cresciment o
nos
mais
diverso s
experimentos
com vegetais .
Esse
método
analis a
as
condiçõe s
morfo-fisiológica s
do
vegeta l
a
diferente
s
intervalo s
de
tempo,
entr e
duas
amostragens
sucessivas .
folha s de milho , usando a equação: 0,75 x comprimento fo lia r x Largura
folha s
de
milho ,
usando
a equação: 0,75
x
comprimento
fo
lia r
x
Largura
média
foliar .
Outros
autores
utilizara m
métodos
da
áre a
da
seção
média
da
folha ,
como
Y00N
(1971)
em folha s
de
cana-de-açúcar.
JOHNSON
(1967)
e
RHOADS
e
BL00DW0RTH
(196*0
utilizara m
também métodos de
avaliaçã o
folia r
específico s
para
folha s
mais
recortada s
como as
do
algodoeiro .
£
óbvio
que
o
método
a
se r
utilizad o
na
determina-
ção
da
áre a
folia r
va i
depender
da
precisã o
exigid a
na
pesquisa,
disponibilidad e
de
materia l
e
do
tip o
de
folha,
levando-se
em conta
a
forma,
a espessura e
a
distribuiçã o
das
diferente s
parte s
constituinte s
do
tecid o
foliar .
Atravé s
da
áre a
folia r
é
possíve l
aquilatar-s e
a
eficiênci a
das
folha s
da
plant a
na
captaçã o
da
energi a
solar ,
na
produção
de
em estudo ,
matéria
orgânic a
e
na
influênci a
sobre
o
crescimento
e
o
desenvolvimento
da
planta .
CALCULO
DOS PARÂMETROS
UTILIZADOS
MA ANALISE
Tendo-se
obtid o
o
peso
da
matéria
seca
e
a
área
folia r
em
intervalo s
regulare s
pré-estabelecido s
(o
me-
nor
interval o
de
tempo
considerado
é
de
2k
horas ,
e
nao
deve
se r
ultrapassad o
de
2
semanas,
ou
1*»
dias ,
entr e
as
sucessiva s
amostragens),
calcula-s e
agora ,
os
diferente s
parâmetros
(ou
índices )
da
análise .
Os parâmetros
utilizado s
são :
índic e
de
áre a
folia r
(IAF)
;
Taxa
similaçã o
líquid a
(TAL) ou
aparente
(TAA);
Taxa
de
mais
de as -
cres -
cimento
relativ o
(TCR);
Taxa
de
crescimento
folia r
rela -
tiv o
(TCFR);
Razão
ou
relaçã o
de
área
folia r
(RAF);
Taxa
de
produção
de
matéria
seca
(TPMS);
Razão
ou
relaçã o
par
te
aérea/s i sterna
radicula r
(RPA/SR);
e
Eficiênci a
de
con
versão
da energi a
sola r
(Ec )
ou
Eficiênci a
Fotossintéti ~
ca
(EF) .
0
IAF ,
a
RPA/SR
e
a
RAF
são
considerados
com-
ponentes morfológico s , e a TAL, a TCR, a TCFR, a TPriS e a Ec
ponentes
morfológico s
,
e
a
TAL,
a
TCR, a
TCFR,
a
TPriS
e
a
Ec são
componentes
fisiológico s
de
crescimento
vegetal.
índic e
da
Area
Folia r
(IAF )
Est e
parâmetro
é
determinado
atravé s
da
fórmula :
IAF
=
AF/ S
,
onde
AF
=
áre a
folia r
da
planta ,
em dm^
S
=
áre a
de
sol o
disponíve l
á
planta ,
em dm^.
El e
avali a
a capacidad e
ou
a
velocidad e
com que
as
parte s
aéreas
do
vegeta l
(áre a
foliar )
ocupam a
área
de
solo ,
ou
de
água,
disponíve l
àquele
vegetal .
Em deternij_
nadas
circunstâncias ,
além
das
folhas ,
outra s
parte s
do
vegeta l
devem
também
se r
integrada s
â
áre a
foliar ,
como
pseudo-caules ,
pecíolos
,
brácteas ,
etc ,
os
quai s
também
podem participa r
da
atividad e
fotossintética .
Um
IAF
igual
a
5 signific a
5
m^
de
áre a
folia r
ocupando
1
m^
de
sol o (ou de água, no caso de vegetai s aquáticos) .
Sabe-se
que
o
acréscim o
de
matéria
seca
em
uma
á -
rea
cultivad a
depende
do
desenvolvimento
de
sua área
fo -
liar .
As
folha s
vão
cobrindo
pouco
a
pouco
a
área
disp o
nível ,
aumentando
gradualmente
a
capacidade
do
vegeta l em
aproveita r
a energi a
solar .
A
i nterceptaçã o
da
luz
por
uma sioerfíci e
é
inf1uen_
ciad a
pel o
seu
tamanho,
forma
ângulo
de
inserçã o
e
orien_
tação
azimutal ,
separaçã o vertica l
e
arranj o
horizontal ,
e
pel a
absorçã o
por
estrutura s
não
foliare s
(LOOMIS
e
WILLIAMS,
1968;
MONSI
e
SAEKI ,
1953; e
MONTE I TH,
19ó5;cj^
tados
por
YOSHIDA,
1972).
0
ângulo
folia r
é
um parâmetro
importante
na
produção;
folha s
erecta s
são
mais
eficien
-
tes
para
a
fotossíntes e
máxima,
quando
o
IAF
é
grande.
Aumento
no
IAF , aumenta
a
produção
de
matéria
se -
c a ,
mas
devid o
ao
auto-sombreamento
das
folhas ,
a
taxa
fotossíntétic a média por unidade de área folia r decresce. À medida, que o IAF aumenta,
fotossíntétic a
média
por
unidade
de área
folia r
decresce.
À medida,
que
o
IAF
aumenta,
as
folha s
inferiore s
são
mais
sombreadas e ,
fotossintétj_
ca
média
de
toda
a
consequentemente, a taxa
área folia r é diminuída.
Sabe-se
que
a
forma
cônic a
de
planta
induz
um maior
potencia l
produtiv o
que
a
globosa,
pois
reduz
o
autossom
breamento.
Planta s
cultivada s
possuem suas
folha s
mais
obliquamente,
enquanto
que
as espécie s selvagens
dessas
nesmas
planta s
IR - 8 ,
as
possuem mais
na
horizontal .
0
arroz ,
cultiva r
é
um caso
típic o
de
planta
de
alt o
poten-
cia l
produtivo ,
poi s
possue
suas
folha s
numa
disposiçã o
bem
erecta .
Tal
informação
mostra
que
trabalho s
de
me-
lhoramento
nesse
sentid o
contribuirã o
sensivelmente
para
uma maior
produtividad e
das
planta s
cultivadas .
Planta s
assim
melhoradas
recebem o
nome
de
planta s
ideotfpica s
,
ou
seja ,
idealizada s
para
desenvolverem atividad e
fotos -
síntétic a
superior,
em pequeno
espaçamento.
Experimentos
mostram que
existem
IAF
relativament e
ideai s
para
determinadas
culturas ,
assim o
IAF ótim o
é
de
3,2
para
soja ,
5
para
o
milho ,
6 a
8,8
para
trigo ,
k
a
7
para
arro z
(YOSHIDA,
1972).
Informações
existem
sobre
trabalho s
com
forrageira s
(caso
de
gramíneas)
que,
com
o
passar
do
tempo,
o
autos -
sombreamento
torna-s e
muito
preponderante
e ,
então ,
quan
do
o
IAF estej a
em torn o
de
3
a
5 ,
corta-s e
para
a
produ
ção
de
feno ,
ou
simplesmente
coloca-s e
os
animais
para
pastar;
nesse
estági o
inclusiv e
uma
maior
palatabili -
da de
para
o
gado.
casos
de adubações nitrogenadas
que
induzem
a
alto s
IAF ,
mas,
em conseqüência,
uma baixa
produtividad e
econômica.
Da mesma maneira, poderia ocorre r com o
au -
mento
na densidade de plantio ;
segundo
YOSHIDA
(1972)
o
arro z
parece se r altamente
tolerant e
a
alta s
densidades
de
plantio ,
trig o
menos e
milh o
é
o menos
tolerante ,
as -
sim,
a
plant a
de
arro z
parece se r capaz de produzir
pelo
menos
uma panfcula
por
planta ,
mesmo com densidades
mui-
to altas ; em milh o o rendimento em grãos foi positivane n te relacionad o
to
altas ;
em milh o
o
rendimento
em grãos
foi
positivane n
te
relacionad o
somente
at é
a
densidade
populacional
de
4,8
planta s
por
metro
quadrado.
ALVIM (1975) comenta que devido a exuberância da
florest a
amazônica,
est a
tem
recebido
de alguns
autores ,
a
denominação
de
"pulmão
do
mundo",
como se
sua
produção
fotossintétic a
realmente
purificass e
o
a r
se
a
atmosfera
com oxigênio .
Atravé s
da
ou enriqueces -
Figura 1 obser-
va-s e
tal ,
- s e
seu
que
a
produção
de oxigêni o
em uma comunidade vege-
por
se r
conseqüência
da
fotossíntes e
líquida ,
torna
praticamente
nula
quando
essa
comunidade
alcanç a
o
climax .
Quando
se estuda
a
evoluçã o
em uma sucessão ecoló -
gic a
vegetal ,
observa-s e
que
um aumento
da
produtivi -
dade
brut a
e
da
respiração ,
e
uma gradativ a
diminuição
da
produtividad e
líquida ,
a
parti r
do
climax
na
sucessao(F^
gura
c a ,
ni o
tas
l) .
Portanto ,
voltando
ao
caso
da
florest a
amazônj_
se
houvesse necessidade de
aumentar
o
teor
de
oxigê -
na
atmosfera ,
uma soluçã o
seri a
corta r
part e
das pla £
das
regiõe s
em estági o
climax ,
para
que
crescessem no
vãmente,
voltand o
ao estági o
no
qual
apresentassem
alt a
intensidad e
fotossintétic a
líquid a
ou
o aumento
da
bio -
massa.
Taxa
de Assimilaçã o
Líquid a
(TAL)
Também denominada
Taxa
de AssimPaçã o Aparente(TAA);
e l a
demonstra
as
alteraçõe s
na quantidade
de materia l
or_
ganico
formado
com
a
energi a
luminosa
recebida ,
em
peso
de
matéri a
seca
por
unidade
de
área
foliar ,
por
unidade
de
tempo.
E obtid a
atravé s
da equação:
TAL
-
(P2 "
P1M 2
-
Ai )
.
(Log
e
A2
-
Log
e
A]/t 2
-
ti )
- 2
- 1
em
g.dm
.
di a
,
onde:
?2 '- peso da materia seca tota l do vegeta l colhid o na segunda amostragem;
?2
'-
peso
da
materia
seca
tota
l
do
vegeta l
colhid o
na
segunda
amostragem;
P-|
=
peso
da
matéria
seca
tota
l
do
vegetal
colhid o
na
primeira
amostragem:
Log
e
»
logarftm o neperiano
(Log
e
=
logarftm o
de-
cimal multiplicad o por 2,30258);
A2
=
área
folia
r
do
vegeta l
no
tempo
t2 ;
A]
=
área
folia
r
do
vegeta l
no
tempo
t\;
t2
e
t j = dias da segunda e primeira amostragens ,
respesctivãmente
(número
de
dias
decorridos
en
tr e as duas amostragens).
No
decorrer
do
crescimento
de
uma planta ,
sua
capa_
cidade
de
produção
aumenta
(maior
IAF)
mas
a
sua
TAL
di
-
minue,
em virtud e
do
auto-sombreamento
(Figura
2).
A
TAL
depende
dos
fatore s
ambientais ,
principalmente
da
ra
diação
solar ,
mas
uma planta
com baixa
TAL,
não
é
neces-
sariamente
uma planta
pouco
produtiva .
cacaueir o
são
planta s
com baixa
TAL, ela s
ponto
de
compensação,
ou
seja ,
com pouca
0 cafeeir o
possuem
energia
e
o
baixo
sola r
.recebida
possuem
uma atividad e
fotossintétic a
muito
boa
(ponto
de
compensação seri a
a
intensidade
luminosa
rece -
bida ,
em aue
a
fotossfntes e
"compensa" perfeitamente
a
respi ração).
Ma Figura
2
observa-s e
a
variaçã o
da
TAL durante
a
ontogênese
do
vegeta l
(crescimento
e
desenvolv i men to,des
de
a
germinação
at é
a senescência) , observando-se que de
vid o
ao auto-sombreamento,
a
TAL diminui
(com
o
aumento
da
área
foi i
ar) .
Taxa
de
Crescimento
Relativ o (TCR)
Segundo
BRIGGS
e t
ali i
(1920)
a
taxa
de
crescimen -
to
relativ o
(TCR) de
um vegetal
evidenci a
perfeitamente
o
seu
crescimento ,
que
é
dependente
do
materia l
que
está
sendo
acumulado
Razão ou Relação dc Area Folia r (RAF) A razão de áre a folia r é
Razão
ou
Relação
dc
Area
Folia r (RAF)
A
razão
de
áre a
folia r
é
conceituad a
como o
quo-
cient e
entr e
a
superfíci e
folia r
e
o
peso
da
matéri a
se -
ca
da
planta .
RAF
-
A
/
P
,
em
dm 2
.
g" 1
Esse
parâmetro
avali a
o
desenvolvimento
da
áre a
folia r
relacionad a
com o
desenvolvimento
da
plant a
toda .
Tal
como no
caso
do
índic e
de Area
Folia r
(IAF) ,
a
RAF é
determinada
em cada
época
de amostragem.
Taxa
de
Produção de
Matéri a
Seca
(TPMS)
A
Taxa
de
produção
de
matéria
seca
(TPMS)
avali a
o
crescimento
do
vegetal ,
relacionand o
a
quantidad e
de
materia l
orgânic o
acumulado,
em função
da
ãre a
de
sol o
disponíve l
(S) ,
por
unidade
de
tempo'.
£ obtid a
atravé s
da
equação :
TPMS
»
(P 2 -P
^
/
S
/
(t 2
-
tj) ,
em. g.m" 2
.
dia" 1
E
um dos
parâmetros
mais
importantes ,
poi s
retrat
a
incremento
de
matéria
seca ,
por
unidade
de
áre a
do
so -
l o
,
por
unidade
de
tempo,
entr e
cada
duas
amostragens . É
a
produtividad e
primári a
líquid a
propriamente
dita .
Razão
ou
Relação
Part e
Aérea/Sistem a Radicular(RPASR)
Atravé s
desse
índice ,
é
possíve l
analisar-s e
o
.resclment o
da
part e
aérea ,
em relaçã o
ao
cresciment o
do
sistem a
radicula r
do
vegetal .
£ conhecido
que exist e
u-
ma
relaçã o
diret a
entr e
o
sistem a
radicula
r
com
a
part e
aérea ,
e
da
mesma
forma
exist e
uma
influênci a
diret a
da
part e aére a no sistema radicula r dos vegetais . A RPASR é obtid a
part e
aére a
no
sistema
radicula r
dos
vegetais .
A
RPASR
é
obtid a
atravé s
da equação:
RPASR
=
PSPA
/
PSSR
,
onde:
PSPA
»
peso
da
matéria
seca
da
part e
aérea ,
em <gra_
mas,
e
PSSR
=
peso
da
matéria
seca
do
sistema
radicula r
,
também em gramas.
Para
que
o
crescimento
tota l
do
vegeta l
possa
ser
estimado ,
o
sistema
radicula r
deve
ser
considerado
como
um Importante
componente
da
planta .
Geralmente,
devido
a
dificuldad e
de
retirad a
do
sistema
radicular ,
essa
par_
te
da
plant a
normalmente
não
é
considerada
nos
cálculo s
da
não
anális e
ut i1 i
de
crescimento ,
e
consequentemente
a
RPASR
é
zada.
Esse
índice ,
determinado
em cada época
de
amostra-
gem,
avali a
o
crescimento
e
desenvolvimento
das
diferen -
tes
parte s
do
vegeta l
(part e
aére a
e
sistema
radicular)
,
influenciado s
pelos
diferente s
tratamentos
a
que
o
vege-
t a l
na
estari a
sendo submetido, É muito importante
quando
pesquisa
que
est á
sendo
efetuada ,
o
que
mais
importa
seri a
a
part e
aérea ,
ou
o
sistema
radicular ;
é
o
caso de
se
trabalha r
com hortaliças ,
de
raíze s
(beterraba ,
cenoju
ra,
etc )
ou
de
folha s
(alface ,
couve ,
etc) .
Eficiênci
a
de
Conversão da
Energia
^ola r
(Ec )
Atravé s
da
atividad e
fotossintética ,
part e
da
ene£
gia
sola r
é
acumulada
na
plant a
e
é
utilizad a
para
o
crescimento .
A
Ec avali a
a
produção
de
matéria
em
l a r
unidades
de energia ,
considerando-se
que
a
orgânica
radiaçã o so
é
transformada
em biomassa.
A Ec , também denominada de Eficiênci a fotos s in té tj^ ca (EF),. é
A
Ec ,
também
denominada
de
Eficiênci a
fotos s
in té
tj^
ca
(EF),.
é
uma
relaçã o
entr e
a
radiaçã o
fixad a
pelo
vege
ta l
e
a
radiaçã o
incident e
no
mesmo.
É obtid a
atravé s da
equação:
Ec
=
(TPMS
.
QE/RS
.
0,*»5)
.
100,
onde
TPMS
=
taxa
de
produção
de matéria
seca,
em
QE
=
g.m' 2 .d" 1
quantidade
de energi a
contida
em
uma
grama
de
matéria
seca.
Seri a
o
calo r
de
combus-
tão
de
uma grama
de
matéria
seca ,
que
vari a
de
3,5
a
^,8
Koal .
As
espécies
lenhosas
atingem
em média
**,7
e
as
herbãceas
k
Kcal
por
grama
(LIETH,
1968).
Tem sid o
utiliza -
do
o
valo r
3,733
ou
3,7
Kcal
por
grama
que
é
um valo r
médio,
de
acordo
com BERNARD(195$
RS
=
radiaçã o
sola r
incidente ,
por
unidade
de
so
l o ,
esses
por
unidade
de
tempo,
em Kcal
dados
normalmente
são
tomados
m~ 2 .dia~T;
em Actj_
nógrafo ,
colocado
no
loca l
do
experimento.
0,^5
=
fraçã o
da
radiaçã o
sola r
total ,
que
pode ser
aproveitad a
s e .
para
a
realizaçã o
de
fotossínt e
Alguns
estudos
da eficiênci a
da
utilizaçã o
da
ra -
diação
sola r
mostram
que
cultura s
convertem
l t
da
radia -
ção
solar ;
MAGALHÃES
(1979)
cit a
que
feijoeiro ,
cultiva r
carioca ,
apresentou
uma
Ec máxima
em torn o
de
2% em
con-
dições
de
radiaçã o
sola r
média
de
*»50
cal . cm - 2 .dia"' .
LUC
CHESI
e MINAMI
(1980)
trabalhando
com flto-reguladore s
em
cult i vares
de
morangueiro,
observaram que
houve
alt a
Ec
(1, 2 »
para
a
1,8% para
a
cultiva r
Monte
Alegre ,
e
1,9
a
2, 3
%
a
cultiva r
Campinas)
quando
tratada s
com GA3
(ácid o
giberélico) .
Em cana-de-açúcar, segundo
BURR
e.t
ai li
(1957)
a
Ec
é
de
1,^3¾;
essa
planta
é
uma
das
que
melhor
convertem a energi a solar .
Os valore s
obtidos
na
maio-
ri a
das
cultura s
mostram
uma
Ec
de
0,5
a
1¾.
Um dado interessant e é aquele obtid o atr a vés da TPMS x QE, ou
Um dado
interessant e
é
aquele
obtid o
atr a
vés
da
TPMS
x
QE, ou
seja ,
a
Taxa
de
produção
de
matéria*
seca
multiplicad a
pel a
quantidade
de
energi a
contid a
em
uma grama
de
matéria
seca
(em média
3,7) ,
pois
atravé s de
le
obtém-se
Kcal
de
aliment o
potencial ,
por
unidade
de
solo ,
por
unidade
de
tempo.
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
O conjunto
de
informações
que
a
anális e
quantitat l
va
de
cresciment o
vegeta l
fornec e
a
quem dela
se
utili -
zar ,
amplia
em muito
o
dos
efeito s
dos
dif e
rente s
tratamentos
de
conhecimento
um determinado
experimento
conduzi
do.
Esse
tip o
de
anális e
se
constitu e
em mais
uma
"fe £
,ramenta"
que ,
bem utilizada ,
é
um complemento
de
grande
utilidad e
na
anális e
experimenta l
no
campo da
Fitotecnia .
Ela torna-s e
muito
importante
nas
pesquisas
ligada s
a
produtividad e
vegetal ,
tanto
em relaçã o
às
característi -
cas
intrínseca s
de
uma
determinada
variedade , como
na
avaliaçã o
das
diferença s
intervarietai s
e
interespecífi -
cas
sob
a
influênci a
dos
fatore s
ambientais
ou
de
técni -
cas
culturais .
Para
exemplifica r
melhor,
as
Figura s
3
e
k
mostram,
atravé s
de
gráficos ,
a
facilidad e
de
st
interpreta r
o
que
ocorre u
nas
diferente s
épocas
de
amostragens
3,
com
o
IAF )
e
o
que
ocorre u
no
período
entr e
tragen s
(Figur a
k,
com a
Ec%) .
Neste
trabalho ,
(Figur a
as amos u
LUCCHESI
e
MINAMI
(198O),
estudaram a
influênci a
de
diferente s
fj^
to-reguladore s
sp.)
em cultivare s
de
morangueiro
{Fragaria
SUMMARY PRACTICE UTILIZATION OF QUANTITATIVE ANALYSIS OF PLANT GROWTH The objectiv e of thi s work
SUMMARY
PRACTICE
UTILIZATION
OF QUANTITATIVE
ANALYSIS OF
PLANT
GROWTH
The
objectiv e
of
thi s
work
is
to
determlne elements
for
utilizatio n
of
quantitativ e
analysi s on plan t
growth,
which
i s
a
valuabl e
complement
of
experimental
analysi s
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crop
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