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VENENOS Amanda Tavares de Andrade Laíse Silva Evangelista As serpentes são animais que despertam nosso
VENENOS
Amanda Tavares de Andrade
Laíse Silva Evangelista
As serpentes são animais que despertam
nosso interesse principalmente
pela capacidade
que algumas espécies têm em
causar danos aos
humanos. Esses danos são
causados pelos
venenos desses animais. Em princípio, todas as
serpentes são venenosas, isto é, produzem
veneno. Mas nem todas têm a possibilidade de
inocular a peçonha, causando acidentes ofídicos.
VENENOSAS X PEÇONHENTAS
SERPENTES VENENOSAS: possuem veneno, algumas presas
desenvolvidas, não articuladas, e com poucas possibilidades de
inoculação. A secreção de veneno aflora na cavidade bucal da
serpente, atuando na digestão do alimento. Não causam acidentes.
SERPENTES
PEÇONHENTAS:
possuem
veneno,
presas
anteriores desenvolvidas, fixas ou articuladas, inoculadoras do veneno.
Através dessas presas inoculadoras, conseguem
introduzir a secreção venenosa na corrente circulatória da vítima
Os venenos podem ser classificados de
acordo com a espécie que o têm. Assim, os
venenos das serpentes peçonhentas podem ser
classificados como: Crotálico, Botrópico, Elapídico
e Laquético.

Tipos de

Venenos

CROTÁLICO

BOTRÓPICO

ELAPÍDICO

LAQUÉTICO

Gêneros em que ocorre

Crotalus

Bothrops

Micrurus

Lachesis

Principais tipos de ação

Ação Neurotóxica Ação Miotóxica Ação Coagulante

Ação Proteolítica Ação Coagulante Ação Hemorrágica

Ação Proteolítica Ação Coagulante Ação Hemorrágica Ação Neurotóxica

Ação Neurotóxica

 

Crotalus durissus

Bothrops alternatus (urutu cruzeiro, cruzeira) Bothrops atrox (jararaca, jararaca-do-norte) Bothrops jararaca (jararaca,jararaca preguiçosa). Bothrops jararacussu (jararacuçu)

Micrurus corallinus

Lachesis muta (surucucu pico de jaca)

(cascavel)

Micrurus frontalis

 

Micrurus altirostris

Principais espécies representantes

 

Micrurus brasiliensis

Micrurus tricolor

(coral verdadeira)

Como agem os vene nos no nosso corpo?

C omo agem os vene nos no nosso corpo? AÇÃO PROTEOLÍTIC A AÇÃO NEUROTÓXIC A Também

AÇÃO PROTEOLÍTIC A

AÇÃO NEUROTÓXIC A

Também denomina da de necrosante, decorre da

Ação de difícil inte rpretação fisiopatológica (efeito

indivíduos mordidos por

ação citotóxica

direta nos tecidos por frações

maléfico), sendo ai nda objeto de investigação. Nos

proteolíticas do ve neno. Pode haver liponecrose,

acidentes causado s por CROTALUS, clinicamente

mionecrose e li se das paredes vasculares. Caracteriza-se pel a destruição das proteínas do organismo. Provoc a, no local da mordida,intensa

provoca ptose pa lpebral (queda de pálpebra) e diplopia (visão d upla) poucas horas após o

reação que se rec onhece pela dor, edema firme

acidente. Já nos MICRURUS, além

dos sintomas descritos acima,

(inchaço duro),

equimose (manchas), rubor

superpõe-se mial gia generalizada (dores nos

(avermelhamento),

bolhas hemorrágicas (ou não),

músculos), mal e star geral, sialorréia (salivação

que pode se segu ir de necrose que atinge pele, músculos e tend ões. As enzimas proteolíticas podem, pela agr essão às proteínas, induzir a liberação de sub stâncias vasoativas, tais como

abundante), e d ificuldade de deglutição. A insuficiência respira tória é a causa de óbito nos pacientes deste gru po

bradicinina e hista

mina, substâncias estas que, nos

envenenamentos g raves, podem levar ao choque.

AÇÃO COAGULAN TE

Substâncias qu e, através da mordida, penetram na circ ulação sanguínea, coagulam o fibrinogênio (sub stância que promove a coagulação do s angue), que se deposita em

microcoágulos prin cipalmente nos pulmões. Assim, o restante do sang ue fica incoagulável por falta

AÇÃO HEMORRÁGI CA

A atividade hem olítica (destruição das células

vermelhas do sang ue) se expressa sob a forma de hemoglobinúria ( urinar sangue). Este quadro evolui, quando n ão convenientemente tratado, para insuficiênc ia renal aguda, causa principal de óbit o nos pacientes. As alterações

do fibrinogênio,

sem que necessariamente

urinárias devido

à hemólise não aparecem nas

haja hemorragia.

Esta aparece

quando

as

primeiras horas, su rgindo entre 12 e 24 horas após o

paredes dos va sos sanguíneos menores são lesadas pela açã o proteolítica.

acidente.

BIBLIOGRAFIA Barravie ra B. Acidentes por serpentes do gênero Crotalus. Arq Bras Med Hyg 1990;
BIBLIOGRAFIA
Barravie ra B. Acidentes por serpentes do
gênero
Crotalus. Arq Bras Med Hyg 1990;
64: 14-2 0.
Brasil.
Ministério da Saúde. Manual de
diagnós tico e tratamento de acidentes
por an imais peçonhentos. Fundação
Naciona l de Saúde, 1998.
www.co brasbrasileiras.com.br
www.ivb .rj.gov/palestras/roteiro.doc
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