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Ano 1 | Nº 8 | Distribuição gratuita São Sebastião - 1 a 15 de
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Ano 1 | Nº 8 | Distribuição gratuita
São Sebastião - 1 a 15 de agosto de 2010

Ernane quer impor

à região o ‘mico

impagável’ de uma Usina de Lixo que não existe no Brasil

Defendida pelo prefeito Ernane Primazzi (PSC) como a solução para a disposição final dos resí- duos sólidos da região, a chamada Usina Térmica de Tratamento de Lixo pode se transformar em um enorme ‘mico’ por apresentar uma série de dificuldades quanto ao seu licenciamento e, o pior, se transformar em um sistema impa- gável. Especialistas entrevistados por O JORNAL explicam que no Brasil não existe nenhuma usina como a apresentada em funcio- namento, ou seja, São Sebas-

tião seria a ‘pioneira’ ou a ‘cobaia’ neste processo. Jamais foi dada a licença ambiental para este tipo de usina no país, de maneira que o

processo pode levar anos.

Págs. 6 e 7

Justiça Eleitoral analisa pedido de impugnação de PH

a deputado federal

A Justiça Eleitoral está anali- sando o pedido de impugnação da candidatura a deputado federal do vereador sebastianense Paulo Henrique Ribeiro Santana, o PH (PDT). O motivo seria a ausência de parte da documentação necessá- ria para o registro da candidatura. Um dos pedidos é da Procuradoria

Regional Eleitoral, por ausência de

uma certidão federal.

Pág. 5

Escola do Topo: prefeito e empreiteira na mira da Justiça

Prefeitura só pode pagar em juízo e empreiteira tem de depositar R$ 8 milhões por conta da suspeita de superfaturamento na obra

O JORNAL

por conta da suspeita de superfaturamento na obra O JORNAL A Justiça acatou parcialmente os pedidos

A Justiça acatou parcialmente os pedidos feitos na ação popular impetrada no mês passado devido às fortes suspeitas de superfatura- mento nas obras da nova Escola do Bairro da Topolândia. A Prefei- tura deverá fazer os pagamentos em

juízo e a empresa Luxor, responsá- vel pela obra, para poder receber, terá de depositar em juízo o valor total da obra, ou seja, quase R$ 8 milhões. Entre as solicitações na ação popular, a denúncia de crime de improbidade administrativa dos

envolvidos, entre os quais, o pre- feito Ernane Primazzi e os secre- tários Urandy Rocha Leite (Admi- nistração), Pérsio Mendes (Obras), Roberto Alves dos Santos, o Massa (Habitação e Planejamento) e

Ângela Couto (Educação).

Pág. 3

1º Salão Náutico não tem a atenção merecida da Prefeitura de São Sebastião

Pág. 9

Alunos seguem sem os ‘novos uniformes’ e são proibidos de usar os antigos

Pág. 8

O JORNAL | São Sebastião, 1 a 15 de agosto de 2010
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EDITORIAL

Agradecimento

Depois de três meses e meio O JORNAL está chegando à sua oitava edição, dentro de sua perio- dicidade quinzenal. Temos vários motivos para comemorar este tra- balho, mas destacamos principal- mente a receptividade por parte da população, fato que supera as nossas expectativas. Esta receptividade tem duas grandes razões: a aceitação e o interesse do leitor em receber O JORNAL e a repercussão gerada pelas matérias veiculadas ao longo de todas as edições. A receptivi- dade está explícita também na participação cada vez maior dos leitores, com sugestões de maté- rias, dicas, fotografias, denúncias, críticas, enfim, nos ajudando a fazer O JORNAL, como quería- mos desde a primeira edição. Neste caso, há um elemento muito importante: a relação de con- fiança que estabelecemos com o leitor. Em um período nunca visto por aqui, de perseguição por parte dos governantes municipais, muitos ainda têm medo de se manifestar e, pior, de serem vistos passando qual- quer tipo de informação. Infelizmente, são comuns os casos de perseguição e retaliação, seja a funcionários públicos, a comercian-

tes ou a qualquer outro segmento não siga “a cartilha” do atual grupo que governa a cidade, num verda- deiro atentado à democracia. Por outro lado, parece que as pessoas estão perdendo este medo, pois o medo maior está sendo o de ver a falência dos serviços públicos apesar dos recordes de arrecadação que São Sebastião bate a cada mês. O nosso papel é seguir na busca contínua pela qualidade das maté- rias. E dentro deste processo, é com muita satisfação e orgulho que, a partir desta edição, ofere- cemos aos nossos leitores a coluna “Histórias de um Repórter”, do renomado jornalista Ronaldo Kotscho, que passa a ser um de nossos colaboradores. A nossa satisfação cresce a cada dia ao constatarmos nosso objetivo, registrado na primeira edição de O JORNAL: estimu- lar o morador do Litoral Norte a discutir e debater temas que refletem a nossa qualidade de vida e que, muitas vezes, são negligenciados. Por fim, os nossos sinceros agra- decimentos aos nossos leitores, anunciantes e colaboradores, os grandes responsáveis por O JOR- NAL - A Serviço da Verdade.

CHARGE

por O JOR- NAL - A Serviço da Verdade. CHARGE OPINIÃO Detalhes de São Sebastião JOSÉ

OPINIÃO

Detalhes de São Sebastião

JOSÉ DIMAS RAMOS MOTTA JÚNIOR*

A palavra “detalhe” é usada na língua portuguesa para se referir a um pormenor

ou a uma minúcia. Pensar em detalhes em um mundo de mudanças tão rápidas pode soar algo inútil, uma perda de tempo, mas não é. É vital que as pessoas que buscam o sucesso estejam atentas aos “detalhes”. Na administração pública, o ato de pensar em detalhes é fundamental para o bom desempenho da máquina. Eles estão inseridos tanto no processo de pla- nejamento quanto na execução de qualquer ação. O administrador que não observa as minúcias e os pormenores corre riscos. O pior ocorre quando a soma de muitas minúcias detalhes resulta em um problema que poderia ter sido solu- cionado se houvesse atenção e rigor. Vejamos o caso de São Sebastião. A cidade sofre com nítidos problemas que não são meros detalhes. Mas deixarei a discussão sobre esses problemas mais graves para quem é de competência discutir. Talvez em uma “semana do debate descon- traído”, conforme foi instituído pelo projeto de lei nº 0024/2010 aprovado pela Câmara Municipal. A soma de alguns detalhes desta administração municipal atual evidencia a maneira sem rumo com que a cidade está sendo cuidada. Analisemos o caso do “Arraiá Caiçara”, evento que ocorreu na cidade entre os dias 9 e 18 de julho. A realização do evento foi uma ótima idéia, pois movi- menta o turismo e gera renda para as entidades da cidade. Mas este ano, vários detalhes somados tiraram o brilho da festa. O evento teve duração menor do que em outras edições, as atrações foram menos expressivas, a estrutura tam- bém era nitidamente menor e, o pior, tinha um detalhe assombroso: a festa, que teve entrada franca e foi realizada em um espaço publico foi cercada por um muro de lata. O acesso era permitido somente pela entrada principal com

segurança feita por profissionais particulares e não pela guarda municipal, que desempenharia muito bem esse trabalho e até com mais simpatia. A cerca colo- cada em volta do evento descaracterizou a Rua da Praia, um espaço livre que teve a sua capacidade de circulação reduzida.

A organização do evento ainda anunciava a todo o momento que, após o tér-

mino dos shows, as barracas só ficariam abertas por mais meia hora. Essa ati- tude ameaçadora, além de reduzir o tempo que as entidades tinham para ven-

der seus produtos, tirou o direito do cidadão de poder escolher o que iria comer após o show e o “expulsava” de um espaço público. A prática já seria grave em qualquer município. Em se tratando de uma cidade turística, é uma “afronta” aos princípios do próprio turismo. As barracas da festa foram presas ao chão com estacas que furaram os ladri- lhos da Rua da Praia, estragando o patrimônio público de São Sebastião. Na área interna das barracas, os fogões foram colocados diretamente no chão sem nenhuma proteção, espalhando gordura e deteriorando ainda mais os ladrilhos. Um último detalhe muito importante: a cor verde do partido do prefeito marcou presença no evento. Desde a decoração, passando pelo material promocional até

o avental usado pelos voluntários que trabalharam nas barracas. Tudo foi verde. Observar detalhes como esses nos causa indignação, pois são fatos que todo cidadão pode perceber. Só a administração municipal parece não fazer ques- tão disso. A postura de não dar importância à opinião do povo é uma clara demonstração de “arrogância” de alguém que foi colocado em seu cargo pelo voto popular e, em breve, será submetido ao voto novamente. Esperamos que seja julgado pelo que fez, ou não fez, e não pelo que promete que fará.

*José Dimas Ramos Motta Júnior é bancário e administrador público formado pela Unesp

EXPEDIENTE

O JORNAL é uma publicação da Imagem Assessoria de Comunicação e Eventos Ltda - ME

Editor e Jornalista Responsável: Júlio Buzi (MTB 17.221) Colaboradores: Gleivison Gaspar, João Bombeiro, Marquinho Souza Impressão: Atlântica Gráfica e Editora Ltda. Tiragem: 5 mil exemplares Distribuição: São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba Redação: ojornal.redacao@gmail.com Publicidade: imagem-assessoria@uol.com.br

O JORNAL | São Sebastião, 1 a 15 de agosto de 2010
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Escola do Topo: Prefeito e empreiteira na mira da Justiça

Prefeitura só pode pagar em juízo e empreiteira tem de depositar R$ 8 milhões

O JORNAL

A Justiça acatou parcialmente

os pedidos feitos na ação popular impetrada no mês passado devido

às fortes suspeitas de superfatura-

mento nas obras da nova Escola do Bairro da Topolândia. A Prefei- tura deverá fazer os pagamentos em juízo e a empresa Luxor, responsável

pela obra, para poder receber, terá de depositar em juízo o valor total da obra, ou seja, quase R$ 8 milhões. Entre as solicitações na ação popular, estavam a suspensão ime- diata das obras e dos pagamen- tos à empresa Luxor bem como a denúncia de crime de improbidade administrativa dos envolvidos, entre os quais, o prefeito Ernane Primazzi e os secretários Urandy Rocha Leite (Administração), Pérsio Mendes (Obras), Roberto Alves dos Santos, o Massa (Habi- tação e Planejamento) e Ângela Couto (Educação).

O juiz da 1ª Vara, Antônio

Carlos Martins, decidiu deferir

em parte a liminar, determinando que a Prefeitura faça em juízo

o pagamento à empresa Luxor.

Esta, por sua vez, só poderá rece- ber “depois de prestar caução real do integral valor do contrato em

discussão”. Ou seja, terá de depo- sitar em juízo quase R$ 8 milhões, o valor total da obra.

A decisão do juiz foi baseada

no fato de que, em 3 de março,

o Tribunal de Contas informou

que a empresa já havia rece- bido três parcelas, no total de R$ 2.161.512,10, já
que a empresa já havia rece-
bido três parcelas, no total de R$
2.161.512,10, já tendo passado
mais quatro meses e que o prazo
total da obra é de oito meses. Se o
cronograma fosse seguido, a obra
deveria estar concluída até o mês
que vem, o que é improvável. Para
o
juiz, a paralisação da obra, entre
outras questões, “poderia impli-
car em mais um esqueleto de obra
não terminada, monumento ao
descaso e aos imbróglios políticos
que aqui se formam”.
O juiz Antônio Carlos citou
ainda algumas comparações entre
a
licitação feita pelo atual governo
mas pretende recorrer, devido à
e
a feita na administração passada,
ressaltando que a parte “ligada à
movimentação de terra (paga à
empresa anterior) e da superes-
trutura, majorada em mais de R$
400 mil”. Ele cita ainda a cober-
tura, que sofreu aumento de mais
grave denúncia e aos fortes indí-
cios de desvio de dinheiro público.
Para lembrar - A obra idên-
tica, com a mesma área construída,
foi licitada na administração ante-
rior pelo valor de R$ 3.234.688,14.
Mas, em janeiro de 2009, o prefeito
Ernane Primazzi anulou o con-
trato e fez nova licitação. A empresa
vencedora foi a Luxor Engenha-
ria, que apresentou proposta de R$
7.749,619,01, valor 150% maior do
que a licitação cancelada.

de 400% e revestimentos, que teve o valor aumentado de R$ 164.897,15 para R$ 911.983,67, entre outros itens. O autor da ação popular, o engenheiro Thales Carlini, ex- secretário de Obras, afirmou que se viu forçado a entrar na Justiça, devido à inércia de várias enti- dades que sempre denunciaram supostas irregularidades, mas que adotam ultimamente um inexpli- cável silêncio. Com relação à deci-

são da Justiça, ele se diz satisfeito,

mas que adotam ultimamente um inexpli- cável silêncio. Com relação à deci- são da Justiça, ele
mas que adotam ultimamente um inexpli- cável silêncio. Com relação à deci- são da Justiça, ele
O JORNAL | São Sebastião, 1 a 15 de agosto de 2010
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Em sessão extraordinária, Prefeitura doa área para Instituto Verdescola

São mais de 4.500 m² que foram doados pelo Município ao Instituto. É a mesma área já cedida ao Verdescola em abril deste ano

DIVULGAÇÃO

Em sessão extraordinária reali- zada durante o recesso de julho, a Câmara Municipal aprovou pro- jeto de lei de autoria do prefeito Ernane Primazzi que doa uma área de mais de 4.500 m² em Barra do Sahy ao Instituto Verdescola.

O curioso é que esta mesma área,

também por meio de projeto de lei,

já havia permitido o uso durante

35 anos por parte do mesmo Ins- tituto. Segundo o projeto, a área

se

“destinará ao desenvolvimento

de

projetos e programas socioam-

bientais autossustentáveis e para

suas respectivas atividades e edi- ficações”. Somente a vereadora Solange Ramos (PPS) votou con- tra a proposta. Na verdade, os dois proje- tos têm o mesmo teor. A única e importante alteração é que o primeiro, aprovado em abril, era uma permissão de uso por 35 anos, renovável por igual perí- odo. Agora, trata-se de uma doação. Alguns corretores ouvi- dos pela reportagem estimam que o valor da área gire em torno

de R$ 4 milhões.

A área total, de pouco mais de

6.000 m², havia sido desapro- priada na administração passada, com o objetivo de construir uma escola, creche, centro comunitá- rio e área de lazer, com quadra

poliesportiva, parque infantil e praça pública.

O Instituto Verdescola é presi-

dido pela empresária Maria Anto- nia Civita, proprietária de um grande grupo de comunicação. Ainda neste ano, a mesma empre- sária recebeu o título de cidadã sebastianense, proposto pelo vere-

ador Ernaninho, filho do prefeito Ernane Primazzi. Em agosto do ano passado, a Prefeitura já havia firmado um termo de parceria com o Verdes- cola, com o repasse anual de R$ 270.000,00. Por outro lado, o marido da empresária, o também

ÁREA DOADA
ÁREA DOADA

empresário Roberto Civita, apa- rece como um dos doadores da campanha do atual prefeito, com um total de R$ 100 mil. Vários juristas ouvidos por O JORNAL colocaram em dúvida a finalidade e a lisura do proce- dimento, argumentando ainda sobre o favorecimento com doa- ções de área pública e repasse de

recursos a colaboradores de cam- panha. Representantes de várias entidades, que por medo de per-

seguição não quiseram se identifi- car mostraram-se revoltados com

a situação. “Passamos dificulda-

des, matamos um leão por dia e ainda assim nunca paramos com nossos projetos sociais. Agora um

único Instituto, sem um traba-

lho efetivo na cidade, é lembrado

e recebe todos estes benefícios?”,

questiona o representante de uma ONG que trabalha com crianças e adolescentes. Devido à sua complexidade jurídica, O JORNAL abordará em sua próxima edição as doações de áreas públicas para terceiros e a legalidade destes atos.

A pressa é inimiga da perfeição

Esse antigo ditado ficou comprovado na aprovação pela Câmara Municipal da Lei n° 2078/2010, de autoria da Pre- feitura de São Sebastião, que cede uma área por 20 anos no Jaraguá para a empresa Eco- pav. A votação ocorreu em ses- são extraordinária realizada no último dia 22 de julho. Pelo projeto, a cessão à Ecopav, empresa responsável pela coleta

de lixo no Município, de uma área

de 36 mil m² no Jaraguá destina-

se à instalação do Centro de Eco-

eficiência de Resíduos, conforme consta no artigo 1º. No artigo 2° da Lei, já sancionada pelo pre- feito Ernane Primazzi, é citado que a permissão fica condicionada “exclusivamente aos objetivos pre- vistos no artigo anterior”. Deta- lhe: não existe qualquer relação dos objetivos no artigo anterior.

Portanto, houve pressa por parte da Prefeitura em apresen-

tar o projeto, gerando “o esque- cimento” das atividades que serão desenvolvidas, e os vereadores aprovaram um projeto condi- cionando a utilização a ativida- des que não estão relacionadas. O JORNAL entrou em contato com a Prefeitura e a Câmara e não obteve qualquer resposta até

o fechamento desta edição.

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Câmara troca forro de peroba rosa por garapeira

A Câmara Municipal de São

Sebastião está gastando cerca de R$

16 mil para trocar o forro do plená-

rio que era de peroba rosa por gara-

peira. A justificativa é que parte do forro estaria comprometida. O JORNAL foi procurado por vários leitores, inclusive funcioná- rios do próprio Legislativo, ques- tionando a troca do forro, de uma madeira nobre (peroba rosa) por garapeira, considerada bem infe-

rior. Além disso, pelos serviços rea- lizados e baseando-se nos preços de serviços existentes no site da FDE (Fundação para o Desenvolvimento

da Educação), os serviços custariam

pouco mais de R$ 10 mil. Outros questionamentos dizem respeito à forma de contratação da empresa e à suposta falta de autori- zação do CONDEPHAAT (Con- selho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turistico). O JORNAL entrou em contato com a Câmara Municipal e não obteve respostas até o fecha- mento desta edição, inclusive o que seria feito com a madeira retirada.

SITE DA CÂMARA MUNICIPAL

feito com a madeira retirada. SITE DA CÂMARA MUNICIPAL Sessão realizada antes do forro ser trocado

Sessão realizada antes do forro ser trocado

Justiça Eleitoral analisa pedido de impugnação de PH a deputado federal

 

A

Justiça Eleitoral está anali-

4 de janeiro de 2010 para exercer

sando o pedido de impugnação

o cargo de vereador. A Prefeitura

da

candidatura a deputado federal

informou ao referido jornal que o

do vereador sebastianense Paulo Henrique Ribeiro Santana, o PH

vereador entrou com o pedido de afastamento para ser candidato

(PDT). O motivo seria a ausência

em 5 de julho último, sendo que o

de

parte da documentação necessá-

prazo legal para desincompatibili-

ria

para o registro da candidatura. Um dos pedidos é da Procu-

zação era 3 de julho. Até o fechamento desta edi-

radoria Regional Eleitoral, por

ção não havia sido publicada a

ausência de uma certidão federal.

portaria de afastamento de PH

O outro diz respeito ao não cum-

primento do prazo de desincom- patibilização do serviço público, já que o vereador é servidor público municipal. O assunto foi abordado em um jornal da região, que apu-

rou a ausência de portaria de afas- tamento de PH do serviço público. Após a veiculação da matéria, no site da Prefeitura “apareceu” uma portaria, n° 1631/09, que trata do afastamento de PH a partir de

para concorrer ao cargo de depu- tado federal. As portarias seguem ordem cronológica e já estavam na data de 29 de julho. Integrantes da oposição não entendem o fato de a portaria ter aparecido somente após a vei- culação da notícia e consideram “curioso” que PH tenha sido exo- nerado do cargo de secretário de Governo em 8 de junho de 2009. O problema é que de acordo com

a portaria 1631/09, o vereador prestou serviços na Secretaria de Governo a partir da exonera- ção (8 de junho) até 4 de janeiro deste ano. O questionamento da oposição e de muitos servidores é “onde o vereador PH estava tra-

balhando na Prefeitura neste perí- odo?”, Os oposicionistas dizem que tais fatos caracterizam enri- quecimento ilícito e malversação do dinheiro público, considerando

a questão ainda mais séria do que

a relativa ao registro eleitoral.

e malversação do dinheiro público, considerando a questão ainda mais séria do que a relativa ao
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Usina Térmica de Lixo proposta por Ernane é um ‘mico impagável’ para cidades do litoral

Defendida pelo prefeito Ernane Primazzi (PSC) como

a solução para a disposição final

dos resíduos sólidos da região, a chamada Usina Térmica de Tra- tamento de Lixo pode se trans- formar em um enorme ‘mico’ por apresentar uma série de difi- culdades quanto ao seu licen- ciamento e, o pior, se transfor- mar em um sistema impagável. Especialistas entrevistados por O JORNAL explicam que no Bra- sil não existe em funcionamento nenhuma usina como a apresen- tada, assim sendo, São Sebastião não seria a ‘pioneira’, mas a cobaia deste processo. Jamais foi dada a licença ambiental para este tipo

de usina no país, de maneira que

o processo pode levar anos. Atualmente, todas as quatro cidades do Litoral Norte têm de exportar seu lixo, já que seus ater- ros estão interditados. Ao longo dos últimos anos, a principal solu- ção apresentada foi a instalação do Aterro Sanitário Regional, em Caraguatatuba, o qual seria ope- rado inicialmente pela Sabesp. Além de não existir no Brasil,

a Usina Térmica defendida pelo prefeito Ernane é uma tecnolo- gia que vem sendo abandonada em todo o mundo. Nos dias de hoje, para funcionar na região, necessitaria de pelo menos 500 toneladas de lixo por dia. Seriam necessários pelo menos 1 milhão de habitantes para produzir esta quantidade. A região não chega

a 300 mil habitantes. Somente

na temporada de verão chega a ultrapassar a marca populacio- nal necessária. Se implantada, a usina produ- ziria pelo menos 50 toneladas de lixo de alta toxidade, resultado do ‘tratamento’ do lixo bruto; e quanto à energia produzida pela usina, esta atenderia a menos de 30 mil pessoas. Ou seja, um ‘mico impagável’ para a região. No último dia 20 de julho, a Prefeitura promoveu uma “audi- ência pública” que seria para discussão do projeto de usina

de tratamento de lixo regional , marcada pela ausência dos pre-

feitos do Litoral Norte. Porém, ao contrário do convite feito pela Prefeitura, cerca de 250 pessoas assistiram somente a uma apre- sentação sobre um projeto já aprovado pela Câmara que per- mite ao Executivo o desenvolvi- mento das chamadas Parcerias Público Privada (PPP) na execu- ção de projetos municipais. Ernane defendeu apenas que a ocasião seria tão-somente para explicar e dirimir possíveis dúvi- das sobre a PPP. Ou seja, a reu- nião não pode ser caracterizada como audiência pública. O sistema, de acordo com os técnicos que fizeram a apresenta-

ção no Teatro Municipal, repre- senta economia para os cofres

públicos e é “interessante finan- ceiramente” para os empresá- rios. Isso ocorre porque o poder público economiza dinheiro na execução do projeto e o setor pri- vado recupera seu investimento, no caso com 35 anos de explora-

ção do negócio em São Sebastião. Quanto a informações que paí- ses europeus estão abandonando projetos semelhantes, os técnicos afirmaram ser ‘mentira’, mas que estão “apenas substituindo por modelos mais eficientes”.

“apenas substituindo por modelos mais eficientes”. MILHÕE$ NA COLETA DE LIXO? O JORNAL Apesar de gastar

MILHÕE$ NA COLETA DE LIXO?

O JORNAL

mais eficientes”. MILHÕE$ NA COLETA DE LIXO? O JORNAL Apesar de gastar milhões com a limpeza

Apesar de gastar milhões com a limpeza pública de São Sebastião, a Prefeitura tem deixado a desejar. O principal cartão postal da região central do município, a Rua da Praia, agora vive assim: cheia de lixo e urubus sobre as lixeiras. Luzes apagadas na parte urbanizada do aterro e a falta de manutenção nos jardins e floreiras completam o cenário do lugar que há pouco mais de três anos havia revivido com a obra de urbanização executada na administração anterior.

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Prefeito de São Sebastião diz que usina entra em funcionamento em 2012

Em entrevista à Rádio Morada

FM, no dia da audiência pública, o prefeito Ernane Primazzi surpre- endeu com algumas declarações.

A primeira delas, ao afirmar que a

usina térmica de lixo estará em fun- cionamento no primeiro semestre

de 2012. A surpresa se deve ao fato

dos longos períodos para a obten- ção de licenciamento ambiental, ainda mais para um projeto deste tipo, inédito na América do Sul, segundo o próprio prefeito. Outra surpresa foi a afirmação do prefeito de que a audiência era para discutir a PPP e não a usina térmica de lixo, contrariando o pró- prio texto do convite distribuído

pela Prefeitura. O custo da usina

está estimado entre R$ 120 milhões

e R$ 150 milhões, em um modelo

para atender as quatro cidades. O objetivo é que a obra seja feita pela iniciativa privada. O Municí-

pio entra com a área e a iniciativa privada investe na construção. “A empresa vencedora terá a oportu- nidade de ter “um show room” em São Sebastião, afirmou Ernane. Até o momento, duas empresas já foram contratadas pela Prefei- tura para prestar assessoria. Uma delas para fazer um estudo sobre

o tipo de usina e outra para viabi-

lizar a PPP. Os custos destes con- tratos não foram informados.

a PPP. Os custos destes con- tratos não foram informados. O JORNAL Enquanto isso, a Cooperativa

O JORNAL

Os custos destes con- tratos não foram informados. O JORNAL Enquanto isso, a Cooperativa de Sucata

Enquanto isso, a Cooperativa de Sucata

Enquanto ocorrem as discus-

sões sobre a usina térmica de lixo,

a Prefeitura de São Sebastião “se

esquece” de dar as condições ade- quadas para a triagem de sucata, processo importante e fundamental para a minimização dos problemas

ambientais causados pelo lixo. Com isso, a Cooperativa sebastianense corre o risco de perder uma verba obtida em 2006 junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvi- mento Econômico e Social). Há quase dois anos, os inte- grantes da COOPERSUSS (Cooperativa de Triagem de Sucata União de São Sebastião) realizam seus trabalhos de tria- gem, classificação, enfardamento

e comercialização ao ar livre. Isso porque o galpão que era usado pelos cooperados sofreu avarias

no final de 2008 e até hoje não foi recuperado. Aliado ao fato de trabalhar no tempo – sob sol e chuva – a Coo- perativa corre o risco de perder os recursos do convênio, na ordem de R$ 534 mil, pois a libera- ção só poderá ocorrer quando os cooperados estiverem instalados no galpão. O dinheiro será uti- lizado para diversas melhorias, como a compra de equipamen- tos que aumentam a eficiência da triagem da sucata e a contratação de empresa para capacitação dos cooperados. Atualmente, cerca de 20 famílias vivem do trabalho desenvolvido pela Cooperativa na região central, já em Camburi, na

Costa Sul, a cooperativa foi desa- tivada e cerca de 30 pessoas per- deram a sua fonte de renda.

já em Camburi, na Costa Sul, a cooperativa foi desa- tivada e cerca de 30 pessoas
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Prefeitura atrasa entrega e alunos seguem sem os ‘novos uniformes’

Estudantes ainda estariam sendo proibidos de entrar com os uniformes com a logomar- ca do “Peixinho” (símbolo turístico da cida- de), fornecidos pela administração anterior

SITE PMSS

de), fornecidos pela administração anterior SITE PMSS Alunos da rede municipal continuam sem uniforme escolar,

Alunos da rede municipal continuam sem uniforme escolar, conforme mostra imagem do próprio site da Prefeitura

Depois de muita promessa, somente no segundo semestre é que a Prefeitura de São Sebastião

fornecerá os uniformes escolares. Apesar de ter anunciado para

o início deste ano que toda a rede municipal seria contemplada com

as peças do vestuário, somente agora

os alunos deverão receber os unifor- mes. E o pior, a reportagem de O JORNAL ouviu pais e responsá- veis sobre o uso dos uniformes for- necidos pela administração passada, nas cores vermelho e branco e que trazem a logomarca do “Peixinho”, símbolo turístico da cidade, con- forme lei municipal. A informação é que alunos estariam sendo proibidos de entrar em escolas com tais peças. “Fui surpreendida ao saber que ‘sugeriram’ ao meu filho que fosse à escola com outra roupa ao invés do casaco vermelho com o peixinho. É lamentável. Se querem tanto deve- riam ter fornecido outro uniforme

Sebastião, na gestão do prefeito Dr. Juan Garcia, forneceu mais de 17 mil kits de uniformes escolares completos, totalizando 136 mil peças, atingindo todos os alunos

da rede municipal. Na época, os estudantes ganharam duas cami-

setas, bermuda (shorts-saia para meninas), calça, casaco e até tênis. No início deste ano profissionais da secretaria de educação foram às escolas para tirar medidas dos alunos para efetivarem a compra até março de 2010. “Foi só enganação. Leva- ram algumas peças pra gente ver, mediram nosso tamanho, fizeram a gente pôr a calça. De lá pra cá todo mundo já cresceu e agora?” observou um aluno do 7º ano da escola Maria Francisca, no Pontal da Cruz. O fato é que o crescimento das crianças é rápido e hoje muitos já necessitam de novos uniformes. Mudanças constantes na Secreta- ria de Educação e o comprome- timento do orçamento municipal estariam dificultando o cumpri- mento de mais uma promessa de campanha. “Até quando vamos conviver com esta situação?”, desabafou a mãe do aluno.

então. Enquanto isso ele continu- ará utilizando o casaco, pois está em bom estado”, disse M.A.C., 32 anos, moradora do bairro da Ense- ada, na Costa Norte. Em 2006, a Prefeitura de São

OPINIÃO

INVASÃO DE MSN

O RACKER

Pedrinho diz:

E aê? Blz? Ta ligada que a nossa escola no Topo vai ficar manêra né? Você viu o preço? Angelina diz:

- Meu, tipo, que escola cara!!! Acho que o cimento é importado kkkkk Pedrinho diz:

- Tô sabendo que a areia veio dos desertos africanos e trazida por camelos albinos. Angelina diz:

- Os blocos foram feitos por cientistas da NASA!!! Os engenheiros foram os mes- mos que fizeram as pirâmides do Egito. Pedrinho diz:

-

mes- mos que fizeram as pirâmides do Egito. Pedrinho diz: - - Quase 5 milhões a

- Quase 5 milhões a mais??? Ta ligada que as portas serão de diamante com maça- neta de ouro né? Angelina diz:

- Caraca! Essa eu não sabia shusahusshuasshausashushua Pedrinho diz:

- No muro da escola vai ter um monte de quadros do Portinari, di Cavalcanti,

Michelangelo

Vai ser da hora!!!

Angelina diz:

- Puxa! To sabendo que a nossa merendeira vai ser a Ana Maria Braga. Pedrinho diz:

Numa escola de quase 5 milhões a mais até o Bill Gates vem pra ser nosso inspetor. Angelina diz:

-

çar com o Skank, depois o NX Zero, até o Zezé di Camargo falou que vem cantar pra gente sair pro recreio. Pedrinho diz:

A Ivete Sangalo vai só abrir portão, ela já avisou. Angel, essa prefeitura tira um sarro grandão da nossa cara. Fico pensando no preço da tinta! Angelina diz:

- Hiiiiiiiiiii

muito porque querem um verde bem verde mesmo, tem que lembrar dólar, esme-

ralda, entendeu?

Pedrinho diz:

- Pô, Angel, a gente brinca, mas isso é sério. A secretária de Educação não fala nada? Ela falava de todo mundo. Angelina diz:

- Ah meu, sei lá. Minha mãe falou que essa secretária aê dá coice nos professores e depois dá uma festinha pra disfarçar. Pedrinho diz:

- Espertinha hen? Compra a galera com pagode e churrasquinho. Angelina diz:

pela frente é só sorrisinho, virou

-

as costas Pedrinho diz:

-

Angelina diz:

-

levar culpa.

Pedrinho diz:

- Nossa! Como pode tanta máskara?

Angelina diz:

Teve o lance da proibição da merenda pros profes kkkkkkk Deixou todo mundo

Vai ser uma tinta pesquisada na Inglaterra. Os caras tão pagando

-

Sabia que o sinal do intervalo vai ser com música ao vivo? Vai come-

-

sinal do intervalo vai ser com música ao vivo? Vai come- - Que nada! Já tá
sinal do intervalo vai ser com música ao vivo? Vai come- - Que nada! Já tá

Que nada! Já tá todo mundo ligado nesse jogo

Vai come- - Que nada! Já tá todo mundo ligado nesse jogo Ficou bem quietinha. Putz,
Vai come- - Que nada! Já tá todo mundo ligado nesse jogo Ficou bem quietinha. Putz,

Ficou bem quietinha.

Putz, é só dá poder pra alguém que a gente conhece a pessoa de verdade.

poder pra alguém que a gente conhece a pessoa de verdade. - Grana, Pedrinho, grana. A

- Grana, Pedrinho, grana. A gente ficou zuando com a escola do Topo, mas pensei numa coisa f. agora. Pedrinho diz:

- O que foi, conta aê?

Angelina diz:

A prefeitura conseguiu aterrar aquele terreno mesmo já estando aterrado, aumen- tou em 5 milhões a mesma obra e não consegue explicar como fez isso. Pedrinho diz:

- E daí? Por que vc tá encanada?

Angelina diz:

-

diz: - E daí? Por que vc tá encanada? Angelina diz: - - E se a
diz: - E daí? Por que vc tá encanada? Angelina diz: - - E se a

- E se a polícia prender os alunos? A gente vai tá na escola então a gente é cúmplice.

O JORNAL | São Sebastião, 1 a 15 de agosto de 2010
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1º Salão Náutico não teve a atenção merecida da Prefeitura

FOTOS: O JORNAL

não teve a atenção merecida da Prefeitura FOTOS: O JORNAL A Fundação Mar (Fundamar), numa parceria

A Fundação Mar (Fundamar), numa parceria com a Revista Boat Shopping, promoveu em julho o 1º Salão Náutico de São Sebas- tião. Contudo, o evento não teve a atenção merecida da Prefei- tura, responsável pela estrutura do evento. A Fundamar exerceu papel fundamental, no sentido de organizar e viabilizar um evento que tem uma tendência de cresci- mento, aliado aos potenciais turís- tico e náutico do Município. Dos 36 stands cobertos, vários estavam com o piso afundando. Na área externa, lanchas foram expostas na parte do aterro sem urbanização, e uma “barraca” foi

montada para funcionar como lanchonete. Ou seja, a Prefeitura não entendeu a importância que um evento como este pode ter, principalmente, sendo uma reali- zação de uma fundação em parce- ria com a iniciativa privada. Ao contrário de salões náuticos realizados em São Paulo e Rio de Janeiro, no Pavilhão de Exposi- ção do Anhembi e na Marina da Glória, respectivamente, o municí- pio não ofereceu local apropriado para expositores e visitantes. Fica a expectativa para que a estrutura, abaixo do desejável não deses- timule participantes e eventuais patrocinadores das edições futuras.

“AVALANCHE” NO SALÃO NÁUTICO

DIVULGAÇÃO

“AVALANCHE” NO SALÃO NÁUTICO DIVULGAÇÃO Entre tantas embarcações de alto valor, chamou a atenção também no

Entre tantas embarcações de alto valor, chamou a atenção também no Salão Náutico uma canoa feita de “um pau só”, de cedro. Esta embarcação tem mais de 150 anos e foi feita nas matas da Toca, em Ilhabela, de maneira artesanal, pelo Sr. Benedito Corrêa. A embarcação tem o nome de “Avalanche” porque a derrubada do cedro na mata fez muito barulho na descida do morro abaixo, onde um dos companheiros de corte teria afirmado que “parece uma avalanche”. Benedito Corrêa, como era conhecido, chamava-se Benedito Álvaro de Oliveira Dória, que utilizou a canoa como condução para todas as tarefas. Atualmente, a embarcação está no Museu Náutico da Fundamar.

Colaboração: Álvaro Dória Orselli, o Alvinho

HISTÓRIAS DE UM REPÓRTER

RONALDO KOTSCHO

Em novo endereço

Faltam 870 dias

Por pressão do prefeito de São de São Sebastião, o “Coronel “, recebi na semana passada por email a notificação que a minha coluna não era mais bem vinda no Jornal Imprensa Livre. Imprensa Livre ou Imprensa Livre-se? Fiquei na verdade muito feliz, pois já tinha recebido pedidos para não mais escrever sobre a “ótima” administração de nossa cidade. Ser censurado, para um jornalista que tem 43 anos de carreira é a morte. Agora em novo endereço, novamente feliz, volto a escrever para os leitores com liberdade.

Meus caros leitores,

O Brasil é um país de muitas leis. Mas tem uma que deveria já ter sido votada e aprovada há muito tempo. Seria a lei que proíba a propaganda de governos em toda mídia. Mesmo aquelas comunicações obrigatórias, como editais, balanços e licitações, deveriam ser pagas apenas pelo preço de custo. Essa lei iria acabar com as ações desses “Coronéis” que usam essas “Empresas Jornalísticas” para exaltar as suas brilhantes realizações, como pintar uma cidade inteira de verde, apenas porque seu partido político tem essa cor. Usam também, para anunciar obras que nunca se realizam, apenas para enganar seus eleitores. São Sebastião, não é a única cidade, que tem seu “Coronel”. No país inteiro proliferam esses tipos de políticos, que acabam até comprando jornais, televi- sões, rádios, para assim, poderem comandar as suas ações, nem sempre dignas, com a certeza que não serão criticados. Um jornal sério é feito com jornalistas sérios, que não se vendem. Esses jornais contam com a colaboração do comércio e empresas da cidade sérias, que que- rem somente ver a sua cidade sendo bem governada. Cidade boa é aquela que é limpa, tem educação, hospital, calçamento bem cui- dado, respeito ao meio ambiente, onde o trânsito é bem orientado e que tem suas finanças saneadas. Uma cidade assim, respeita seus jornalistas e usa as críticas para melhorar ainda mais o município.

Outros comentários, no site: www.programalinhaverde.com.br Sugestões, escrevam para: ronaldokotscho@gmail.com

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O JORNAL | São Sebastião, 1 a 15 de agosto de 2010
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REGIÃO

Equipe Lawanteam acerta novo patrocínio com grupo Sanmell motos

A equipe Lawateam, princi-

pal time do Supermoto brasi- leiro, ganhou um grande reforço na última semana. A equipe mais vencedora da temporada 2009 em todas as modalidades duas rodas do país, acertou patrocínio com o

grupo Sanmell, rede de consórcios

e concessionários Honda. Líder de todas as catego- rias do Campeonato Paulista de

Supermoto na atual temporada, a Lawanteam chamou a atenção do grupo Sanmell pela grande cam- panha que vem realizando desde

o ano passado, quando conquistou

três títulos nacionais. Além disso, tanto a equipe como o grupo têm sedes no litoral paulista.

A partir da próxima etapa do

estadual, no dia 15 de agosto, no

Kartodromo da Praia Grande, a

Lawanteam passará a contar com

o total apoio das empresas San-

mell. Os cinco integrantes da equipe (Simão Lawant, Juliano Meira, Rafael Fonseca, Ger- son Incerti e Carlão Medeiros), defenderão pela primeira vez, as

cores do novo patrocinador A parceria entre a Lawanteam

e o grupo Sanmell foi definida por Simão como: Um grande passo para um futuro ainda mais ven- cedor. O grupo Sanmell tem uma história bastante vitoriosa assim

como a nossa. Tê-los ao nosso lado é uma demonstração de que

a Lawanteam está no caminho

certo. Estou muito feliz com essa

nova parceria e esperamos retri-

buir com vitórias na pista”.

Adiada etapa do Circuito Sebastianense de Skate

A 2ª etapa do Circuito Sebas-

tianense de Skate, que seria rea-

lizada no dia 7 de agosto, na pista de Boiçucanga, foi adiada. De acordo com a Associação Sebas- tianense de Skate, a competição deve ocorrer no final de agosto.

O adiamento se deveu a dois

motivos: o fato de os juízes esta- rem em turnê pela Europa e a não

liberação da verba para montagem do evento por parte da Secreta-

ria de Esportes, sob a alegação de que “uma mudança administra- tiva” gerou o atraso na liberação dos recursos. Resta saber qual é

a “mudança administrativa”, que

deve ser muito significativa a ponto de atrasar a liberação de recursos a um evento previamente agendado.

Equipe de longboard busca apoio para competições internacionais

Os atletas integrantes da equipe

sebastianense de longboard estão buscando apoio para participar das etapas do Circuito Mundial, que serão realizadas no Brasil. Após negativa da Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Esportes, os seis atletas estão solicitando patrocínio de empresas locais e ligadas ao segmento. As etapas no Brasil serão realizadas na Bahia, entre 12 e 15 de agosto,

e em Pernambuco, de 19 a 22 de

agosto. O custo total das despe- sas dos atletas, incluindo inscrição, transporte, hospedagem e alimen- tação é de cerca de R$ 15 mil. A Secretaria de Esportes alegou um

considerável corte orçamentário neste ano para não apoiar os atle- tas. Em função disso, os atletas estão buscando apoios e patrocínios individuais para garantir participa- ção nos dois campeonatos, que têm premiação alta e são classificatórios para a divisão de elite do longbo- ard. “Todos iremos, não nas melho- res condições, mas participaremos. Pedimos às empresas que pude- rem, que nos ajudem, pois sempre

trazemos resultados e retorno para

o Município”, afirmou Alex Leco,

um dos integrantes da equipe. Os interessados em ajudar podem entrar em contato pelo e-mail alex. leco.cezar@hotmail.com.

Regionais: São Sebastião volta à 1ª Divisão e Caraguá

será sede em 2012

A 54ª edição dos Jogos Regio- nais terminou no último dia 31 de julho, na cidade de Taubaté. Entre as cidades do Litoral Norte, des- taque para São Sebastião, cam- peã da 2ª divisão e Caraguatatuba, que sediará a competição pela ter- ceira vez, em 2012. Com o 1° lugar, São Sebastião retorna à 1ª divisão, em que esteve no ano passado, após ter subido em 2008. A cidade obteve medalhas e

títulos em várias modalidades. O JORNAL parabeniza os profes- sores e atletas de “São Sebastião”, aqueles que realizam o trabalho de formação ao longo de vários anos. Além disso, vamos acompanhar e cobrar das autoridades a garantia de estrutura e condições para que os atletas da cidade possam repre- sentar bem o Município no seu retorno à 1ª divisão. Por outro lado, O JORNAL repudia a contratação e partici- pação de atletas de outras cidades

remunerados ou não para repre- sentar São Sebastião, o que só serve para apresentar resultados que não refletem a realidade, além de desestimular atletas locais. Caraguá – Caraguatatuba, pela terceira vez, foi escolhida sede dos Jogos Regionais e vai sediar as competições em 2012. Ao con- trário de São Sebastião, que no ano passado concorreu à sede de 2011 e passou o vexame de ter um único voto, Caraguá soube articu- lar, vencendo Guarulhos por 30 votos a seis, por isso traz os Regio- nais de volta ao Litoral Norte. Na pontuação geral, ficou em 5° lugar. Demais cidades – Na 1ª divi- são, Ubatuba obteve 110 pon- tos. ficando em 8° lugar. Com o resultado, disputará a 2ª divisão no próximo ano. Ilhabela, com 68 pontos, foi a 15ª colocada na 2ª divisão, resultado considerado positivo, pois a cidade participou somente com atletas locais.

foi a 15ª colocada na 2ª divisão, resultado considerado positivo, pois a cidade participou somente com
foi a 15ª colocada na 2ª divisão, resultado considerado positivo, pois a cidade participou somente com
O JORNAL | São Sebastião, 1 a 15 de agosto de 2010
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ARRELÁ

sessão extraordinária

Atendendo ao pedido do pre- feito Ernane, a Câmara Municipal realizou no último dia 22 de julho uma sessão extraordinária, em pleno recesso, recheada de projetos de Leis que, segundo o prefeito, atendem ao preceito do interesse geral da popu-

lação e por isso deveriam ser votados com urgência. Mas só faltavam 10 dias para o final do recesso. Por que tanta pressa? Analisando a pauta, não

é possível entender a correria

Pressa

Pressa para doar área pública para um Instituto, a OSCIP Verde Escola, que aportou em terras sebastianen- ses junto com o governo Ernane e que em 16 de abril, por meio da Lei 2035/2010 já era permissionário de uma área em Barra do Sahy por um período de 35 anos. Questiona-se:

já não era período suficiente se con- siderarmos que a permissão poderia ser renovada caso o Instituto de fato estivesse prestando serviços relevan- tes? Por que doar a mesma área que já havia sido cedida? Existem tan- tas outras ONGs e OSCIPs em São Sebastião prestando importantes serviços à população e até hoje não receberam nem um metro de terra. Qual o critério para a doação? Será que é porque se trata de um grupo que colaborou na campanha do então candidato Ernane?

Muita Pressa

Pressa em proceder a permissão de uso de uma área municipal no Bairro do Jaraguá à empresa Ecopav, já detentora de vários contratos como coleta o lixo; varrição de ruas pavi- mentadas e de terra, praças, praias, rios e cachoeiras; constrói rampas de transbordo, restaura patrimô- nio histórico leia-se Recanto Batu- íra, Hotel Vice Rey, além do ramo que, por óbvio não esqueceríamos, de turismo, como pudemos exibir em nossa última edição, um micro-ôni- bus conduzindo nosso alcaide, secre- tários e demais assessores em um city tour pelas grandes (e invisíveis) obras da administração ao longo do muni- cípio. Ufa! Empresa Bombril, mil e uma utilidades.

dePressa deMais

A pressa foi grande inclusive para

elaborar o projeto, pois no artigo 1°

é citada a cessão para a instalação do

“Centro de Ecoeficiência de Resí- duos” e no artigo 2º de que a permis- são está condicionada à realização das atividades constantes no artigo ante-

rior. Só que se “esqueceram” de colocar no projeto quais são as tais atividades. Tal “esquecimento” passou despercebido pelo Executivo, Legislativo e suas res- pectivas assessorias jurídicas. E agora? Vai ser na base do “vai assim mesmo?”

Jaraguá i

Parece que o Bairro do Jaraguá não anda tendo muito o que comemorar com o atual governo. Após o encerra-

mento de praticamente todas as ativi-

dades que eram realizadas no Centro Comunitário local e a não realização

da Festa do Migrante, sem qualquer

justificativa, o prefeito Ernane parece querer concentrar no bairro as ques- tões relativas ao lixo.

Jaraguá ii

O prefeito anunciou que a usina térmica de lixo será instalada no Bairro do Jaraguá, eis uma atividade muito contestada, pois pouco se sabe das suas conseqüências. Agora, cede uma área para a Ecopav para a insta- lação do “Centro de Ecoeficiência de Resíduos”. Será que não tem nada de bom para o Jaraguá?

aPlausos i

O JORNAL destaca que a vere- adora Solange (PPS) votou contra

o Projeto de Lei que trata da doa-

ção do imóvel em Barra do Sahy ao Instituto Verdescola, com a plausível

justificativa de que tantos outros ins- titutos já prestam há tempos serviços

à população e são esquecidos pela Prefeitura. Aplausos!!!!!!

aPlausos ii

Quem também merece reconheci- mento e aplausos é a FUNDAMAR, pela idealização, empenho e traba- lho na realização do Salão Náutico de São Sebastião, um evento que poderá gerar boas perspectivas futuras nesta área náutica, tão pouco explorada no Município. O evento trouxe um reflexo positivo ao comércio, especial- mente ao da Rua da Praia. Aplausos!!!

rePúdio

Por outro lado, não podemos dei-

xar de registrar nosso repúdio à estru- tura do evento, de responsabilidade da Prefeitura, que infelizmente não deu suporte adequado. Eventos como

o Salão Náutico são normalmente

glamourosos, devido ao seu público

alvo e não podemos admitir que a

tenda de alimentação esteja instalada

do lado de fora do pavilhão, que aliás

não era climatizado. Um calor! E o pior de tudo, pasmem, na terra!!!!!! Pessoas que frequentam esse tipo de

evento e que compram embarcações

de mais de R$ 1.000.000,00 não têm o

hábito de comer e beber em uma bar- raquinha com chão batido. Lamentá- vel!!! A estrutura oferecida pela Pre- feitura deu ao evento cara de feira agropecuária e não de salão náutico.

estaMos de olho!!!

Tem sido comum carros oficiais da Prefeitura de São Sebastião cir- culando em locais e horários não tão apropriados. Veículos são vistos deixando crianças em escolas e cre- ches, em garagens particulares e até em eventos religiosos com familiares. Para uma Prefeitura que se diz sem dinheiro deveria haver maior con- trole, especialmente por parte dos

chefes, os responsáveis pela liberação

e circulação dos carros oficiais.

ProMessa não cuMPrida

Ninguém tem dúvida de que o prefeito Ernane não conseguirá cum- prir quase nada das promessas feitas durante a campanha eleitoral. Mais uma delas é certeza. O então candi- dato dizia que traria para São Sebas- tião os Jogos Regionais. Impossível! A edição do próximo ano será em Pin- damonhangaba e foi decidida no ano passado, com São Sebastião se candi-

datando e tendo uma adesão vexató- ria: apenas o seu próprio voto! Neste ano, foi decidido que os Jogos de 2012 serão em Caraguatatuba, pela terceira vez. Parabéns para Caraguá!

filho do Prefeito?

São Sebastião conquistou o título da 2ª divisão dos Jogos Regionais

e retorna à 1ª divisão em 2011. O

curioso é que, na entrega do troféu.

o Município foi representado pelo

vereador Ernaninho, o filho do pre- feito. Cabem algumas perguntas: Não tinha representante da Secretaria de Esportes para receber o troféu? Os

demais vereadores foram convidados ou só o filho do prefeito?

Pérolas da Ângela i

A secretária de Educação, a ex-

sindicalista Ângela Couto, em reu- niões na Costa Sul mostrou todo

de lado – passou de sindicalista a

governo – ou uma crise de amnésia?

Pérolas de Ângela ii

Em reunião com os professores

contratados, a secretária ex-sindica- lista afirmou que a merenda era para os alunos e não para os professores.

E foi mais fundo, ao afirmar que os

contratados não eram funcionários e poderiam ser demitidos a hora que ela quisesse. Nossa!!!! Por essa humil- dade e delicadeza, entre os professo- res a secretária carrega a alcunha de Ângela Coice.

Pérolas de Ângela iii

Em reunião com funcionários das escolas, Ângela Coice, digo, Couto, continuou com suas frases delica-

das. Afirmou cheia de si que profes-

sor que manda aluno para fora da sala

de aula é incompetente. Mas baseada

em quais critérios a secretária fez tais afirmações? Em quê ajuda esse tipo

de julgamento ao professor? E numa

outra oportunidade, saiu-se com esta:

“Quando surge algum problema sério

na Secretaria, saímos para tomar uma

cerveja e retornamos no dia seguinte”. Do jeito que andam as coisas, os par- ticipantes desses encontros são sérios candidatos a se tornarem alcoólatras

já que há muito tempo a Educação

tem sido só desgosto.

nota de faleciMento

a Educação tem sido só desgosto. n ota de faleciMento o seu autoritarismo e também teve

o

seu autoritarismo e também teve

Vítima de negligência adminis-

pesar que informamos o falecimento

alguns momentos, digamos, de esque- cimento. Questionada sobre as faltas

trativa municipal, é com profundo

abonadas, as quais ela tanto defen-

do

jovem e encantador deck da Praia

deu e disse que retornariam no atual

do

Arrastão. As madeiras, com pouco

governo, afirmou que não iria devol- ver nada, porque não tirou nada. “Em

mais de 2 anos, decoravam o lugar, ampliavam a área de lazer, serviam

fevereiro, trabalha-se 28 dias e ainda

de cenário para casais apaixonados.

os pontos facultativos”. O que teria

provocado a mudança no posiciona- mento da ex-sindicalista? A mudança

Turistas e moradores lamentam a morte precoce de mais esta obra. Deck do Arrastão (*2008 - +2010)

O JORNAL | São Sebastião, 1 a 15 de agosto de 2010
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ESTAMOS DE OLHO!

Sai de baixo!!

O JORNAL

de agosto de 2010 ESTAMOS DE OLHO! Sai de baixo!! O JORNAL É o nome de

É o nome de um antigo pro- grama humorístico da TV, mas neste caso é um aviso para os usuários do Centro de Saúde de São Sebastião. As vigas de sus- tentação do telhado da cober-

tura da entrada principal estão tortas e foram escoradas por um pontalete de eucalipto. A Prefeitura está esperando que ocorra algum acidente para resolver o problema?

DÁ-LHE TINTA!

O JORNAL

resolver o problema? DÁ-LHE TINTA! O J O R N A L É mais fácil pintar

É mais fácil pintar do que arrumar. Em vez de arrumar o muro do Posto de Saúde do

Morro do Abrigo e depois pintá-lo de verde, é claro, a opção da Prefeitura foi somente

pintar. Quando arrumar, pinta de novo

É o dinheiro público sendo mal utilizado !

pinta de novo É o dinheiro público sendo mal utilizado ! Boiçucanga também fica sem Parque

Boiçucanga também fica sem Parque da Longevidade

Depois de retirar os equipa- mentos do Parque da Longevi- dade, a Academia de Ginástica ao

Ar Livre, do Centro e do Arrastão,

a Prefeitura de São Sebastião toma

a mesma atitude na Praça Pôr-do-

-Sol, em Boiçucanga. Como nos outros locais, não houve qualquer explicação aos usuários. O Parque da Longevidade, inau- gurado em 2008, junto com a pista de skate e a 1ª fase da urbanização da orla, era frequentado por um grande número de moradores locais e turistas. “Acho isso uma falta de respeito. Deveriam pelo menos dar alguma explicação”, afirmou a apo- sentada Maria Aparecida Felício. O

paulistano Marcelo Cabral, de 66

O JORNAL

Felício. O paulistano Marcelo Cabral, de 66 O JORNAL Os equipamentos foram retirados sem qualquer justificativa

Os equipamentos foram retirados sem qualquer justificativa

anos, freqüentador de Boiçucanga, disse que sempre utilizava os apa- relhos. “Fiquei surpreso com a reti- rada do parque. Era uma boa opção, especialmente para a grande maio- ria, que não tem condições de pagar uma academia”. O JORNAL solici- tou explicações à Prefeitura de São Sebastião, mas não obteve respostas.

OPINIÃO

Envelhecimento e Longevidade

VIVIANE MORAES*

Com a chegada da denominada meia-idade, o processo de envelhecimento acelera e mudanças orgânicas são visíveis. As mudanças físicas são as mais

notadas, e nem sempre são aceitas por algumas pessoas (LIMA et al., 1997).

A atividade física é um dos fatores mais importantes, pois além de promover a

saúde possibilita menor dependência dessas pessoas.

A saúde e a aptidão física são qualidades positivas que estão relacionadas com

a prevenção de muitas doenças. A aptidão física enfatiza o vigor e a energia

para realizar trabalho físico e exercícios (NIEMAN, 1999). A saúde é definida como um estado de completo bem-estar físico, mental, social e espiritual e, não somente a ausência de doenças ou enfermidades. Com tantas descobertas os idosos estão cada vez mais participando de ativida- des que possam lhes trazer o bem estar físico e emocional. É por meio do setor público que podemos procurar o incentivo para a busca da qualidade de vida, mas o que encontramos em nossa cidade é a desvalorização e a falta de com-

promisso com esse público que mais cresce ao longo dos anos.

O Parque da Longevidade foi implantado pela gestão passada e concebido por pes-

soas interessadas em buscar alternativas para um trabalho em que a população pudesse

se utilizar de um material em que seu uso não trouxesse riscos à saúde, porém, inex- plicavelmente, foi retirado de vários locais sem que divulgassem os motivos. Na época, foram estabelecidos horários para atividades com a supervisão de professores da Secretaria de Esportes, que participaram dessa proposta e aju- daram na implantação. Foram obtidos ótimos resultados, já que muitas pessoas, principalmente os idosos utilizavam dessa estrutura para a prática de atividade física ao ar livre. Poucas cidades fazem uso desse material porque requer manutenção periódica, que

a própria empresa que vendeu o produto realizava, e a cidade de São Sebastião foi privilegiada com uma estrutura que não foi valorizada, esquecendo que é um bem público e deveríamos ter conhecimento do fim lhe foi dado, seja ele qual for.

* Viviane Moraes é professora de Educação Física e pós-graduada em Bases Metodológicas do Treinamento Desportivo, Personalizado e Atividades Aquáticas e em Gestão, Supervisão e Orientação escolar