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Diretor: Hugo Belchior · Número 1 · Novembro 2017 · Trimestral · Gratuita

· Número 1 · Novembro 2017 · Trimestral · Gratuita FÁSCIA: o elo perdido Por Andrzej
· Número 1 · Novembro 2017 · Trimestral · Gratuita FÁSCIA: o elo perdido Por Andrzej
· Número 1 · Novembro 2017 · Trimestral · Gratuita FÁSCIA: o elo perdido Por Andrzej
· Número 1 · Novembro 2017 · Trimestral · Gratuita FÁSCIA: o elo perdido Por Andrzej

FÁSCIA:

o elo perdido

Por Andrzej Pilat

Academy

Artigos exclusivos de Fisioterapeutas referência em Portugal

À conversa com

ISSN: 2184-125X

referência em Portugal À conversa com ISSN: 2184-125X HISTÓRIAS de Sucesso IDEIAS Empreendedoras Estamos consigo

HISTÓRIAS

de Sucesso

IDEIAS

Empreendedoras

Estamos consigo no CNF

Marco Clemente

Dá-me prazer sonhar com as ideias e fazê-las crescer.

Índice

p.22
p.22

Ficha Técnica

02

Editorial

03

Academy

FÁSCIA o elo perdido

04

Por Andrzej Pilat

Anterioridades Torácicas e Dor Cervical

09

Por João Tedim

Fisioterapia e Envelhecimento: Exercício Físico Terapêutico

12

Por Pedro Rebelo

Punção Seca no Tratamento do Síndrome Miofascial

14

Por Luis Nascimento

Utilizar uma cinta abdominal na gravidez e pós-parto:

a

varinha mágica…ou mito?

16

Por Maria João Alvito

A

artrose também corre!

18

Por Tiago Freitas

O

papel das Terapias Miofasciais no tratamento de lombalgias

20

Por Alexandre Novais

À conversa com…

Entrevista ao Fisioterapeuta Marco Clemente

Open Science Histórias de Sucesso

Ideias Empreendedoras

REAB - Clínica de Reabilitação Móvel

Por Marlene Rosa

A visão da ESS do Politécnico do Porto

Por Paula Clara Santos

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Politécnico do Porto Por Paula Clara Santos 22 25 26 27 27 p.04 Ficha Técnica Proprietário

p.04

Ficha Técnica Proprietário e Editor: Bwizer Lda. Morada: Sede Bwizer - Estrada da Circunvalação, 10381, 2.º direito, 4250-151 Porto (Portugal) NIPC: 508671418 Nº de Registo na ERC: 127039 Depósito Legal: 433547/17 ISSN: 2184-125X Periodicidade da publicação:Trimestral Diretor: Hugo Duarte Nunes Belchior Sede de redação: Estrada da Circunvalação, 10381, 2.º direito, 4250-151 Porto (Portugal)

Tiragem: 1000 exemplares Tipografia: Susana Monteiro (www.frenteverso.pt) Morada da tipografia: Rua Abade Correia da Serra, 32, 4460– 208 Senhora da Hora Estatuto editorial:

A revista Bwizer Magazine é uma publicação trimestral,

nacional e de distribuição ou acesso gratuito, na área do

Conhecimento Avançado para Profissionais de Saúde e Exercício.

A Bwizer Magazine tem como objetivo a divulgação de

trabalhos, notícias, artigos, textos de opinião, entrevistas,

novidades em formação e produtos, entre muitos outros conteúdos exclusivos, tendo em vista contribuir para a evolução dos Profissionais de Saúde e Exercício. Pretende também contribuir para o crescimento do “saber” e produção científica nas áreas da saúde e exercício. ARevista Bwizer Magazine tem o compromisso de assegurar o

respeito pelos princípios deontológicos e pela ética profissional dos jornalistas, assim como pela boa fé dos leitores.

A Revista Bwizer Magazine é publicada online, em www. bwizer.com

A Bwizer Magazine é inovação e desafio. A Bwizer Magazine é profissionalismo e rigor.

A Bwizer Magazine é integridade e transparência.

A Bwizer Magazine é evolução.

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Não podem ser reproduzidos ou difundidos, total ou parcialmente, por qualquer processo eletrónico, mecânico ou fotográfico quaisquer textos, ilustrações e fotografias desta revista, sem a autorização prévia e expressa do editor. A reprodução de conteúdos por qualquer meio e para quaisquer fins, sem prévia autorização escrita, é ilícita e passível de procedimento judicial contra o infrator. Excetua-se a transcrição de curtas passagens, desde que mencionando o título da Revista, nomes do autor e editor. Os textos publicados são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. A Bwizer Magazine não se responsabiliza pelas opiniões expressas pelos autores”

Arrancada! Há duas teorias, talvez antagónicas, que me deixam dividido. Se, por um lado, cada

Arrancada!

Há duas teorias, talvez antagónicas, que me deixam dividido. Se, por um lado, cada vez mais pessoas defendem que nos devemos focar nas nossas forças, preocupando-nos menos com as nossas fraquezas, por ser mais eficiente e garan-

tir maior eficácia, por outro lado, vai sendo

conhecimento comum que só crescemos na “zona de desconforto”. Ora, o descon- forto é-o, precisamente por não assentar numa força, antes numa fraqueza. Em que ficamos, se queremos evoluir?

Esta reflexão surge-me ao iniciar a reda- ção deste editorial, precisamente por ser

o primeiro editorial que escrevo – nunca

tinha sido editor de nada – no primeiro número desta revista. É o reflexo do des- conforto, diria. Mas, então, por que razão nos lançámos nesta verdadeira odisseia de publicar uma revista?

A Bwizer Magazine sintetiza as duas teo- rias que referi acima, aparentemente an- tagónicas. É um processo bem descon- fortável, confesso, mas assenta naquilo que nascemos para fazer e que procura- mos concretizar melhor a cada dia, ajudar as comunidades que servimos, a evoluir e a chegar mais longe.

Esta revista não será um folheto promo- cional da Bwizer. Não será um manifesto político ou sindical. Não será tampouco uma revista científica ou exclusiva para um grupo profissional. Esta revista, que nasce com o objetivo de ser trimestral, será um instrumento de partilha de infor- mação relevante para a comunidade, de empoderamento de profissões e profis-

sionais, de reflexão e opinião.

Fazemo-lo, assumindo a condição óbvia de emergirmos de uma empresa privada, mas querendo que essa circunstância não nos retraia na nossa missão fun- damental que, repito, passa por ajudar quem nos lê, a conhecer mais, questionar mais e chegar mais longe.

Podíamos concentrar-nos apenas naqui-

lo que é o nosso modelo de negócio, con-

tudo, no DNA da Bwizer está o desafio de fazer coisas novas e impactantes e, ape-

sar de não ser fácil ganhar visibilidade num mundo cheio de ruído e de excesso

de informação, estamos certos de que se

nos mantivermos focados na qualidade do conteúdo, o resto virá por arrasto.

O

sucesso deste empreendimento será

o

sucesso que os leitores lhe queiram

dar. Do nosso lado, trabalharemos ardu- amente para que aquilo que aqui faze- mos seja útil para quem nos lê, estando cientes que também nós teremos muito a aprender e a evoluir porém, se esperás- semos pelo dia em que sentíssemos que estávamos 100% preparados para um projeto destes, o mais certo é que nunca avançaríamos, perdendo assim todos a oportunidade de conhecer a opinião de pessoas bem interessantes, de conhecer as histórias de tantos outros e de tomar- mos contacto com novidades técnicas, para nomear algumas coisas que aqui traremos.

É pois por isso que chamei a este editorial, Arrancada (e os editoriais nem costumam

ter título…) porque é isso mesmo que se

Editorial.

trata. O momento de uma partida. Uma partida sem uma chegada pré-definida. Uma partida que, simbolicamente, qui- semos fazer coincidir com o Congresso Nacional de Fisioterapeutas, num mo- mento que poderá também ser de nova arrancada para a fisioterapia.

Nesta corrida, precisaremos de si. O tempo de projetos totalmente unidirecionais já acabou. Vivemos tempos em que tem que haver alinhamento permanente entre os vários atores de cada comunidade e, neste caso, desafio os nossos leitores a darem-nos o seu feedback e as suas sugestões. Seja sobre pessoas que pos- sam colaborar na redação dos conteúdos, seja por identificar pessoas cujas histó- rias merecem ser partilhadas, tudo será bem vindo.

Resta-me agora convidá-lo a ler esta revista que preparámos com tanto cuida- do para si, aproveitando a oportunidade para uma palavra de reconhecimento a toda a equipa que esteve envolvida nesta primeira edição. Do nosso lado, já esta- mos a preparar a segunda.

Até lá,

Hugo Belchior

CEO Bwizer

Academy.

FÁSCIA, O elo perdido

Andrzej Pilat

–––––

Introdução

Nos últimos anos, a pesquisa relacionada com a fáscia ganhou um campo sem precedentes. Permitiu a expansão das raízes nas profissões relacionadas com a análise biomecânica e os processos terapêuticos direcionados ao movimento corporal.

A fáscia é a forma de tecido conjuntivo que envolve todos os

órgãos de forma tridimensional, permitindo mantê-los na sua posição e funcionamento corretos. Cada músculo, cada uma

das suas fibras e fascículos são rodeados pela fáscia. A fáscia

é uma estrutura ininterrupta, por essa razão, qualquer mudan-

ça estrutural da fáscia numa determinada parte do corpo pode gerar mudanças em locais distantes. Alterações do sistema miofascial podem gerar dor, limitar/ alterar os padrões de mo- vimento e minimizar os processos de recuperação de lesões.

Essa mudança estrutural da fáscia, chamada “disfunção mio- fascial”, pode ser causada por vários traumatismos. Devemos

sublinhar o sentido amplo da palavra traumatismo. Isto é, não

é apenas um golpe ou uma queda, mas também pode ser uma

intervenção cirúrgica, uma menstruação dolorosa ou, por exem- plo, uma alteração postural. A disfunção miofascial também compromete as alterações na inervação, modificando assim a informação transmitida ao sistema nervoso central. A ausência de um processo terapêutico oportuno e apropriado, pode levar o paciente a um círculo vicioso de tensão e espasmo muscular; ou seja, há disfunção orgânica e dor.

––––– Definição de Fáscia e características do sistema Miofascial

Existem várias opiniões sobre o que podemos definir como fás- cia (Langevin, 20016, Langevin & Huijing, 2009, Schleip, Jäger & Kinler, 2012, Swanson, 2013, Stecco, 2014). Recomenda-se

o uso do termo sistema fascial. Este sistema reúne diferentes ti- pos de células com diferentes atividades (de forma semelhante, por exemplo, ao sistema cardiovascular ou ao sistema nervoso)

e relaciona-se com outros sistemas corporais através de uma

estrutura de estabilidade funcional ininterrupta e inervada, con-

formada pela matriz colágena tridimensional (Kumka & Bonar, 2012, Pilat, 2014). Esta abordagem permite relacionar conclu- sões científicas e clínicas entre si e oferece uma perspectiva diferente e mais ampla para a análise da mecânica corporal e da patomecânica.

Este sistema representa uma complexa arquitetura de comuni- cação (Kapandji, 2012), que garante uma extensa informação mecano-receptiva, não só através da sua distribuição topográ- fica, mas principalmente através dos padrões de interrelação com outras estruturas do corpo (Lancerotto et al., 2011), espe- cialmente os músculos. A partir da sua construção dinâmica e fibrosa, a propriedade de remodelação contínua (plasticidade fascial) (Langevin, 2011) é distinguida, alinhada e acomodada a solicitações de tensão intrínsecas e extrínsecas do corpo (Swa- nson, 2013). As alterações tensionais, criadas fora dos padrões

fisiológicos do movimento, podem reorientar a dinâmica do cor- po, estabelecendo mudanças na matriz (através da dinâmica dos miofibroblastos) (Tomasek, 2002), que afetam a liberdade de movimento (Gabbiani, 2007). A densidade, a distribuição e

as características organolépticas do sistema fascial diferem na

sua viagem através do organismo, o que permite adaptar-se

e responder às exigências do movimento (Benjamin, 1995),

no entanto, a continuidade é fundamental, permitindo-lhe agir

como um todo sinérgico, absorvendo e distribuindo um estímu-

lo local para os demais elementos do conjunto, em diferentes

escalas da sua construção (Ingber, 2008). A sinergia estrutural intrínseca do sistema fascial assegura ao corpo a independên- cia relativa da força gravitacional, bem como a capacidade de adaptação, de acordo com os requisitos que vêm do exterior e do interior ou, em relação à disponibilidade de energia e nutrien- tes no ambiente (Nakajima et al., 2004). Além da sua função estrutural, a fáscia assume e distribui os estímulos que o corpo recebe: a sua rede de receptores registra impulsos térmicos, químicos, de pressão, de vibração e de movimento; envia-os para a região homeostática do sistema nervoso central através da via interceptiva (Craig, 2003). Desta forma, um potencial de

A fáscia é uma estrutura ininterrupta, por essa razão, qualquer mudança estrutural da fáscia numa determinada parte do corpo pode gerar mudanças em locais distantes.

informação vinculado pelo sistema é criado para um propósito específico (Pilat, 2012, Pilat, 2014).

––––– Transmissão miofascial da contração muscular

O modelo de contracção muscular com base no deslizamento

dos filamentos de actina e miosina descrito há 40 anos por Hu-

xley & Simmons (1971) apoia a análise do movimento do corpo newtoniano, caracterizado pelo fenómeno de alavancas. Neste modelo, as miofibrilas organizadas em série são motores inde- pendentes que permitem aproximar os extremos miotendinosos ou mioaponevróticos, provocando, desta forma, o movimento. No entanto, a descoberta da ultra-estrutura e mecano-biologia da unidade sarcomeral, moldaram um novo modelo de miofibri- las “incorporadas” dentro de uma matriz extracelular (MEC) que participam no fenómeno contráctil (Gillies , 2011).

O encurtamento das miofibrilas exerce forças multidirecionais

dentro de uma rede fascial (endomísio, perimísio e epimísio) or-

ganizados sob os princípios da tensegridade (Gillies 2011, Pur- slow, 2010, Hujing, 2007). A maioria destas forças destinam-se à junção miotendinosa, no entanto, cerca de 30%, atuam sobre as vias de transmissão laterais, como fica demonstrado, por exemplo, na expansão aponevrótica do bíceps braquial sobre

o antebraço (Eames et al. 2007) ou na continuidade da fáscia

peitoral com a braquial (Stecco, 2008), ou seja, são vias para-

lelas ao tendão (Chi-Zhang, Gao, 2012, Huijing, 2007, Yaman

Academy.

um, 2013). O significado clínico deste fenómeno é exposto em transferências de tendão, onde se observa que são as ligações intermusculares (epimisiais) extra tendinosas que regulam a função do aparelho extensor (Scott, 2003).

––––– A inervação e proprioceção do sistema fascial

A fáscia é considerada como uma estrutura neuro-sensível que

forma uma rede funcional complexa de interconexão e integra- ção da dinâmica corporal (Stecco et al., 2007). Durante a con- tração muscular, as expansões fasciais poderiam transmitir o impulso contrátil a áreas específicas do sistema fascial, estimu- lando propriocetores nessa área. A presença dos mecanorrece- tores sugere uma participação ativa da fáscia na propriocepção, transmissão da força e controlo motor. O papel propriocetivo da rede fascial significa que pode atualizar o sistema nervoso cen-

tral, em termos de stresse mecânico, com influência nas unida- des motoras no tempo, ritmo e nível da força.

Como resultado, a fáscia está envolvida no papel propriocetivo (Van der Wal, 2009) e é vital para o bom funcionamento do sis- tema (Basmajian & De Luca, 1985). Curiosamente, a rede de terminações nervosas livres tipo III e IV, também é chamada de mecanorrecetores intersticiais, são potenciais informadores de estímulos mecano-sensitivos de baixo e alto nível. Por exemplo, os recetores aferentes do Grupo III são encontrados na fáscia perimuscular e adventícia dos vasos sanguíneos musculares e respondem a uma grande variedade de estímulos, incluindo pressão e alongamento e associados à deformação da matriz após a aplicação do impulso mecânico, sendo aplicável ao im- pulso manual usado durante o processo terapêutico (Yi-Wen, 2009). A estimulação dos recetores do músculo aferente no gru- po III e IV mostra a presença de um reflexo inibitório significativo nos motoneurónios alfa e um efeito de excitação no motoneuró- nio gama (Kaufman, 2002).

A disfunção e a dor relacionadas com os processos patome-

cânicos do sistema locomotor sugerem a presença de impor- tantes alterações anatómicas e neurofisiológicas que também envolvem o sistema fascial (Alix, 1999). A dor e a hipersensibi- lidade podem ser causadas pela ativação e/ ou sensibilização de nociceptores periféricos por substâncias endógenas (Mense, 2011). A presença de terminações nervosas (sensoriais) livres na matriz colágena de tecido conjuntivo não especializado, prin-

cipalmente fibras A e / ou C (Corey, 2011) revela a possibilidade de que o tecido fascial seja um elemento importante da resposta

à dor. Estudos sobre a inervação da fáscia toracolombar huma-

na revelaram a sua inervação substancial (Taguchi, Hoheisel & Mense, 2009). Recentemente, Von Tesarz et al. (2011) desco- briram que a maioria das fibras nervosas são encontradas no nível superficial do CTF e na fáscia superficial, enquanto que as fibras nervosas no nível intermediário são escassas. Paralela- mente, na fáscia superficial foram encontradas fibras nervosas que acompanham os vasos sanguíneos. A localização da maio- ria das fibras ao redor dos vasos sanguíneos sugere que, pelo menos uma parte deles, são fibras vasomotoras que, após a ativação, podem causar dor de tipo isquémico (von Tesarz et al., 2011).

são fibras vasomotoras que, após a ativação, podem causar dor de tipo isquémico ( von Tesarz

Academy.

––––– Definição de Disfunção Miofascial

A disfunção do sistema miofascial é definida como a alteração

da “onda” altamente organizada de movimentos especializados

e consequente transmissão inadequada de informação através

da matriz extracelular (Pilat, 2003). Os padrões disfuncionais de movimento podem facilitar variações na resposta da mecano-

transdução, com o consequente início dos mecanismos mole- culares que desencadeiam a doença (Ingber, 2003).

––––– Tratamento da Disfunção Miofascial

Um dos conceitos terapêuticos focados na disfunção miofascial

é a Indução Miofascial®. É um conceito de tratamento de dis-

funções de movimentos corporais, com base em técnicas de avaliação e tratamento, de compressões manuais tridimensio- nais, sustentadas em diferentes níveis de construção do siste- ma facial, com o objetivo de eliminar limitações funcionais. A eli- minação das restrições e a recuperação do equilíbrio da tensão permitem restaurar o equilíbrio corporal, eliminar os sintomas dolorosos e recuperar a função alterada do aparelho locomotor.

––––– Recomendações clínicas

A sua aplicação é principalmente recomendada para pacientes

com disfunções ortopédicas, neuro-ortopédicas, pós-traumáti-

cas e degenerativas relacionadas ao sistema miofascial.

––––– Investigações relacionadas com patologias

• Uma maneira objetiva de avaliar os efeitos das técnicas de in- dução miofascial em lesões musculares com dinâmica do sono dinâmico foi relatada por Martínez e Galán-del-Río (2013).

Leonard et al. (2009) relataram que a manipulação do teci-

do conjuntivo melhorou a circulação periférica e melhorou os processos de cicatrização em 20 pacientes com úlceras no pé diabético.

• Diferenças significativas entre as medidas pré e pós-pressão

(limiares de dor), com diminuição da sensibilidade nos pontos de gatilho miofascial, foram relatadas em vários músculos afe-

tados: o adutor longo (Roba & Pajaczkowski, 2009); o trapézio superior (Fryer & Hodgson, 2005) e os músculos cervicais (Hou et al., 2002).

Marshall et al. (2009) concluiu que a libertação miofascial aju- dou a reduzir a gravidade e a intensidade da dor muscular em pessoas com síndrome de fadiga crónica.

Hicks (2009) reportou que os fibroblastos humanos secregam

mediadores solúveis da diferenciação de mioblastos e que a li-

bertação miofascial pode regular o desenvolvimento muscular.

Tozzi et al. (2012) investigaram algunas algias lombares não

específicas, em relação à mobilidade renal. Usando o ultrassom

em tempo real, este estudo demonstrou que “a manipulação osteopática fascial reduziu a percepção da dor e melhorou a mobilidade renal”.

Useros e Hernando (2008) concluíram que a indução miofas-

cial tem efeitos benéficos em pacientes com lesões cerebrais, com ênfase no controlo automático da postura.

• Em pacientes com negligência espacial unilateral (alteração

da posição da cabeça em relação à linha média do corpo), Vaquero Rodríguez (2012) observou resultados significativos para a variável de sensibilidade no grupo experimental tratado com técnicas de indução miofascial, em comparação com aque- les tratados com a terapia de Bobath.

Fernández-Lao et al. (2011) aplicaram técnicas de libertação

miofascial para sobreviventes de cancro de mama. Os autores observaram que a libertação miofascial levou a um aumento imediato da taxa de fluxo salivar, sugerindo um efeito parassim-

pático da intervenção.

Vásquez et al. (2011) relataram a eficácia das técnicas de indução miofascial no tratamento do “ombro do nadador” em relação ao equilíbrio e dor do movimento articular.

Arguisuelas-Martínez (2010) demonstrou os efeitos da mani-

pulação da coluna lombar e das técnicas de indução toraco-lom- bar miofascial no padrão de ativação dos extensores do tronco.

• Num estudo duplo-cego, Urresti-Lopez (2011) aplicou a téc-

nica de indução suboccipital em 26 indivíduos com dor crónica no pescoço. Foram observadas alterações de eletroencefalo-

grama (EEG) relacionadas com a redução de latência no grupo experimental, em comparação com o grupo de controlo. Este resultado sugere que as melhorias nos processos cognitivos, incluindo atenção, memória e estados de ativação associativa, estão associadas à onda P300. A ausência de variantes em ou- tros parâmetros do EEG descartou a influência das modifica- ções vasculares.

Heredia-Rizo et al. (2013) demonstraram que a aplicação da

técnica de inibição do músculo suboccipital melhorou instanta-

neamente a protrusão da cabeça. Além disso, a sensibilidade mecânica do nervo occipital maior diminuiu imediatamente.

Ajimsha et al. (2012) apresentaram evidência que suporta que

a libertação miofascial é mais eficaz do que as intervenções

de controlo para tratar epicondilite lateral em profissionais de

informática.

Castro-Sánchez et al. (2011a) num estudo com 74 pacientes

com fibromialgia (análise de grupos experimentais e placebo), estabeleceram que a libertação miofascial pode melhorar a dor, ansiedade, qualidade do sono, depressão e qualidade de vida nestes pacientes.

Tozzi et al. (2012) concluíram que as técnicas de libertação

miofascial são efetivas na libertação de áreas com menor mobi- lidade fascial (deslizante), além de serem eficazes na melhoria da percepção de dor a curto prazo em pessoas com dor cervical não específica ou dor lombar.

Kuhar et al. (2007) relataram uma redução significativa da dor

e uma melhoria na função do pé como um efeito de curto prazo do tratamento de libertação miofascial.

––––– Investigações clínicas em indivíduos sãos

Fernández-Pérez et al. (2013) observaram modulações imu-

nológicas importantes, com aumento na contagem de linfócitos B após 20 minutos da aplicação de técnicas de indução miofas-

cial no segmento craniocervical.

Toro et al. (2009) informaram que a aplicação de uma úni-

ca sessão de terapia manual (incluindo técnicas de indução miofascial) produziu um aumento imediato da variabilidade da frequência cardíaca e uma diminuição da tensão, raiva e dor percebida em pacientes com problemas de dores de cabeça relacionadas com a tensão crónica.

• Num único estudo cego com grupo placebo, Arroyo Morales

et al. (2009) relataram que as técnicas de indução miofascial poderiam estimular a recuperação de um estado de imunossu- pressão transitória induzido pelo exercício em mulheres saudá- veis e ativas.

Arroyo Morales et al. (2008a) relataram que a variação da

frequência cardíaca e a recuperação da pressão arterial, após

uma situação fisicamente exigente, foram observadas como re- sultado da libertação miofascial, em comparação com um falso tratamento de eletroterapia.

em comparação com um falso tratamento de eletroterapia. Andrzej Pilat –––– Fisioterapeuta, Especialista e

Andrzej Pilat –––– Fisioterapeuta, Especialista e Pós- -graduado em Terapia Manual. Professor titular na Universidade Autónoma de Madrid e em Pós- -graduações em Terapia Manual e Terapia Miofascial em várias univer- sidades na Europa e América. Criador do método de Indução Miofascial. Autor do livro Inducción Miofascial (2003). Co-autor de livros e artigos sobre a Terapia Manual. Diretor da Escuela de Terapias Miofasciales Tupimek, Madrid. Membro fundador da Fascia Rese- arch Society. Dedica-se também à investigação da anatomia fascial. Presença assídua em numerosos congressos por todo o mundo. Formador reconhecido internacio- nalmente e Formador Bwizer do curso Indução Miofascial

Academy.

Arroyo Morales et al. (2008b) reportou que a aplicação de um

protocolo de recuperação ativa (aplicação de técnicas miofas-

ciais globais) reduz a amplitude de EMG e vigor quando apli- cado como técnica de recuperação passiva após exercício de alta intensidade.

Henley et al. (2008) demonstraram quantitativamente que a

libertação miofascial cervical modifica o equilíbrio simpatico-va-

gal, do sistema nervoso simpático e parassimpático.

• Num estudo com 41 jovens jovens saudáveis, randomizados

para grupos experimentais e de controlo, Fernández et al (2008) relataram uma diminuição significativa nos níveis de ansiedade após o tratamento de indução . Além disso, valores significativa-

mente mais baixos da pressão arterial sistólica foram observa- dos em comparação com os níveis basais.

–––––

Conclusões

Os processos terapêuticos focados no sistema fascial são bené- ficos no tratamento de disfunções músculo-esqueléticas. Assim, sugere-se a inclusão de tratamentos miofasciais nas interven- ções de Fisioterapia.

Referências

p.34

Vita lino GRUPO VITALINO GRUPO VITALINO Vita lino Grupo Vitalino Vital médica GRUPO VITALINO GRUPO

Vita lino GRUPO VITALINO GRUPO VITALINO Vita lino Grupo Vitalino Vital médica GRUPO VITALINO GRUPO

Vitalino

GRUPO VITALINO

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Vitalino

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Vitalmédica

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tel 22 466 48 80 fax 22 483 22 02 email geral@grupovitalino.pt web www.grupovitalino.pt

Academy.

Anterioridades Torácicas e Dor Cervical

João Tedim

A dor cervical é um dos principais motivos pelos quais os pacientes recorrem aos serviços de Fisioterapia. Contudo, é um problema que é frequentemente de difícil resolução e que apresenta uma taxa de recidiva considerável.

Acredito que cada vez mais, os fisioterapeutas estão conscien- tes da importância de não intervir exclusivamente sobre o sin- toma do paciente, contudo considero que é importante abordar aquela que penso ser uma das maiores causas de cervicalgia e que observo diariamente na minha prática clinica: as anterio- ridades torácicas.

Os casos de cervicalgia representam um fardo pessoal e socio- económico considerável, sendo uma das cinco principais cau- sas de dor crónica. (Cohen e Hooten, 2017)

A dor cervical não-específica afeta cerca de dois terços da po- pulação em alguma fase da sua vida e cerca de um terço reci- diva após um ano do início dos sintomas. A dor cervical aguda reverte por norma ao final de dias ou semanas, contudo cerca de 10% torna-se crónica. Após uma lesão em whiplash, cerca de 40% dos casos refere ter dor cervical 15 anos após a data do acidente. (Binder, 2007, Binder 2008 e Cohen e Hooten, 2017)

Penso ser importante começarmos esta reflexão com duas perguntas:

1. Partindo do pressuposto de que alterações cervicais de

desgaste precoce como cervicartrose, protusão ou hérnia dis- cal ocorrem por uma hipersolicitação ou excesso de uso dessa estrutura (a menos que haja um antecedente traumático que o justifique), não poderá ser uma rigidez ou hipomobilidade a nível torácico superior, a causa desse desgaste?

2. E quantas dessas alterações já observaram na região

torácica da coluna vertebral?

Efetivamente, devido às suas funções de proteção e pela pre- sença da grade costal, a coluna dorsal é uma região tendencial- mente com menos mobilidade. De qualquer forma, os primeiros segmentos torácicos têm um papel fundamental nos movimen- tos das vértebras cervicais, principalmente nos finais das ampli- tudes. (Kaya e Celenay, 2017)

Assim, uma perda de mobilidade dessa região, vai gerar um esforço excessivo aos segmentos cervicais de forma a com- pensar essa alteração, provocando uma maior tensão sobre os elementos articulares, musculatura superficial e profunda e fáscias cervicais. Por ser um achado clínico que verifico num grande número de pacientes com estes sintomas, considero ser um elemento chave numa resolução mais definitiva e duradoura nos pacientes com dor cervical. (Kaya e Celenay, 2017)

Academy.

Academy . As causas mais frequentes das anterioridades torácicas são: ( Blinder, 2007, Binder, 2008, Ricard,

As causas mais frequentes das anterioridades torácicas são:

(Blinder, 2007, Binder, 2008, Ricard, 2008, Cohen e Hooten, 2017, Kaya e Celenay, 2017)

• Tensão anterior com origem nas fáscias torácicas profundas, pleuras, pericárdio, ligamentos vertebro-pericárdicos

• Posturas inadequadas ou erradas, ou ainda decorrentes do

exercício (bailarinas, ginastas

• Por ser uma zona somato-emocional

• Tensão meníngea (dura máter)

• Whiplash com impacto posterior

• Predisposição genética para essa postura

Relação das anterioridades torácicas com a dor cervical: (Kaya e Celenay, 2017)

• O apagamento da cifose dorsal provoca uma alteração do eixo biomecânico das articulações entre as vértebras cervicais

• Os finais de movimento cervical são dependentes e da res-

ponsabilidade das vértebras torácicas altas, sendo que uma hipomobilidade torácica gera uma hipermobilidade compensa- tória na coluna cervical

• Esta compensação provoca uma tensão muscular e fascial au-

)

mentada, e ainda um stress mecânico e consequente desgaste precoce sobre os elementos articulares, que gera dor de origem miofascial e/ou articular (ligamentos, cápsula articular, disco

intervertebral)

Imagem 1 e 2 Postura relacionada com atividade desportiva numa bailarina, que apresenta anterioridade torácica
Imagem 1 e 2
Postura relacionada com atividade
desportiva numa bailarina, que
apresenta anterioridade torácica e
apagamento da cifose dorsal.

Nestes casos considero ser importante reajustar as metas e objetivos do tratamento, tal como:

• Normalizar a mobilidade das vértebras torácicas altas

• Promover a normalização da cifose dorsal alta

• Diminuir os espasmos musculares torácicos e cervicais

• Diminuir as tensões fasciais torácicas e cervicais

• Reeducar funcionalmente a relação entre os segmentos torá- cicos e cervicais

Para atingir essas metas, é fundamental a aplicação de técni- cas de tratamento para:

• Aumento da mobilidade articular nos segmentos que apre- sentarem restrição da mobilidade (técnicas de manipulação articular, técnicas de mobilização passiva e acessória, técnicas combinadas)

• Normalizar os elementos musculares (técnicas de alongamen-

to, de inibição, de energia muscular, de pontos gatilho, etc.)

• Normalizar as tensões fasciais (técnicas indução miofascial, manipulação da fáscia, etc.)

• Reeducação funcional (treino proprioceptivo, funcional, reforço muscular, etc.)

A variabilidade das técnicas que se podem aplicar é imensa, as alternativas são variadas e todas as abordagens serão adequa- das se tiverem como propósito atingirem as metas de tratamen- to definidas por um diagnóstico preciso e um raciocínio clínico correto.

––––– Caso clínico: Para dar um exemplo do que foi abordado, descrevo o caso de

–––––

Caso clínico:

Para dar um exemplo do que foi abordado, descrevo o caso de um paciente que recorreu ao tratamento por dor cervical intensa, limitativa nas suas AVD’s, sobretudo no final do dia. O paciente apresentava sobretudo limitação da fle- xão cervical acompanhada de dor.

Os sintomas existiam há cerca de um ano, mas a dor tornou-se mais incapaci- tante após acidente de viação, com impacto posterior.

Na avaliação, o paciente apresentava dor à palpação na musculatura cervical, rigidez na região torácica superior, retificação da cifose torácica alta e anterio- ridade bilateral dos níveis de T1 a T6.

Neste paciente, após o aumento da mobilidade dos níveis de T1 a T6, e pro- movendo o aumento da curvatura cifótica dessa região, juntamente com a apli- cação de técnicas de relaxamento da musculatura torácica e cervical, verifi- cou-se uma melhoria da mobilidade cervical e diminuição da sensação de dor.

–––––

Conclusão

Não pretendo transmitir que esta é a causa única para a dor cervical, uma vez que a etiologia é frequentemente multifatorial. De qualquer modo, é uma situação que observo diariamente e que considero ser uma das causas mais frequentes e que verifico ser fundamental no tratamento dos pacientes com estes sintomas.

Dentro do conceito de globalidade na avaliação do paciente, este é apenas um exemplo que é muito frequente e que espero que venha a contribuir para um melhor sucesso na abordagem dos fisioterapeutas no tratamento não só das cervicalgias, mas das várias situações que nos surgem diariamente. Serve também como um apelo para olharmos para o nosso paciente como um todo, como um ser global e não um sintoma.

p.34

Referências

Academy.

Imagem 3 e 4

Paciente com zona plana de retificação da cifose torácica, com perda de mobilidade desse segmento.

cifose torácica, com perda de mobilidade desse segmento. João Tedim –––– Fisioterapeuta e Osteopatia

João Tedim –––– Fisioterapeuta e Osteopatia (EOM). Master en Técnicas Osteopáticas del Aparato Locomotor (EOM) e Certificate in Orthopaedic Manual Therapy (Manual Concepts, Austrália). Docente da Licenciatura em Fisioterapia da UFP e formador Bwizer em “Diagnóstico Avançado em Terapia Manual” e “Terapia Sacro-craniana para Fisioterapeutas”. Fisioterapeuta e Osteopata da Clínica de Fisioterapia e Recuperação da Maia, da Fisiomanual e da equipa de andebol Maiastars.

Academy.

Fisioterapia e Envelhecimento:

Exercício Físico Terapêutico

Pedro Rebelo

Envelhecimento: Exercício Físico Terapêutico Pedro Rebelo Pedro Rebelo –––– Fisioterapeuta, Especialista em

Pedro Rebelo –––– Fisioterapeuta, Especialista em Fisioterapia pelo IPL, Mestre em Comunicação em Saúde pela Universidade Aberta e Doutorando em Fisioterapia pela FADEUP. Com uma vasta experiência, destaca-se a sua passagem pelo Hospital Curry Cabral (1993/2000) e o facto de ter colaborado em regime “On-Call” na Federação Portuguesa de Judo e de Golfe. Foi também FT da Comitiva de Árbitros de Elite da UEFA no EURO 2004. Atualmente é Diretor do Curso de Licenciatura em Fisioterapia e Membro Revisor da Revista Saúde & Tecnologia da ESTeSL; bem como Diretor Adjunto da Revista FISIO da APF.

O aumento do envelhecimento da população e as consequências multifato-

riais que este processo acarreta no indivíduo, leva a uma diminuição da sua capacidade funcional e do seu bem-estar. É um problema que preocupa o Fisioterapeuta e ao qual a Fisioterapia procura dar um contributo eficaz e efetivo.

O Fisioterapeuta, como profissional de saúde qualificado e como especialista

do movimento e da atividade humana, conhecedor dos fatores fisiopatológi- cos que resultam do processo natural do envelhecimento e que pode atra- vés de um programa de exercício físico terapêutico estruturado, assente no raciocínio clínico próprio em fisioterapia e na melhor evidência encontrada, pode contribuir para promoção da saúde e prevenção do risco de lesão no indivíduo idoso.

Com a evolução do conhecimento científico em saúde e dos cuidados presta- dos, tem-se verificado o aumento da esperança média de vida do indivíduo, implicando um consequente envelhecimento da população.

Ao longo do processo natural, dinâmico e progressivo do envelhecimento no indivíduo, ocorrem alterações fisiológicas, morfológicas e funcionais, que poderão dar origem à diminuição da capacidade funcional e que tornam o organismo mais suscetível a agressões intrínsecas e extrínsecas.

As quedas são uma das principais causas de lesão e de limitação de ativida- de no indivíduo idoso, com efeitos adversos significativos ao nível pessoal, social e económico. Estima-se que, aproximadamente 30% da população com mais de 65 anos, sofra um episódio de queda por ano.

Uma queda resulta em inúmeras complicações, quer ao nível físico, com con- sequente diminuição da capacidade funcional, quer ao nível psicológico, com perda de confiança na execução das atividades da vida diária, contribuindo para intensificar o ciclo natural do envelhecimento.

O exercício físico, como atividade planeada, estruturada e repetida com o

objetivo de manter ou melhorar a capacidade funcional, aumenta a força muscular, o equilíbrio, a capacidade de executar uma marcha eficaz, refletin-

do-se em melhoria da funcionalidade e qualidade de vida, com consequente diminuição do número de quedas e do medo de cair.

A Life style Interventions and Independence for Elder (LIFE) concluiu que um plano de exercício estruturado de intensidade moderada em adultos idosos promove a diminuição do risco de queda.

O Fisioterapeuta [

programa de exercício físico terapêutico estruturado, assente no raciocínio clínico próprio em fisioterapia e na melhor evidência encontrada, contribuir para promoção da saúde e prevenção do risco de lesão no indivíduo idoso.

]

pode através de um

As guidelines mais recentes da American British Geriatric Society for the Prevention of Falls recomendam o uso de um algoritmo clínico para estabelecer a tomada de decisão, durante um pro- cesso de avaliação e medição do risco de quedas.

O planeamento das sessões deve ter em conta a avalia-

ção do indivíduo idoso e as guidelines existentes, sendo os exercícios adaptados à capacidade funcional do indiví- duo, ajustados ao longo do tempo, considerando evolução do indivíduo, e decorrendo em três fases: fase de ativa- ção; exercícios terapêuticos específicos; e regresso à cal- ma. Recomenda-se que as sessões individuais decorreram ao longo de 12 semanas, duas a três vezes por semana e uma duração de 45 minutos cada sessão.

Sendo a atividade física definida como qualquer movi- mento corporal produzido pelo sistema neuro-músculo- -esquelético que requer gasto energético, e o exercício físico como uma subcategoria desta, mas devidamente planeada, es-

truturada, repetitiva, e orientada para a manutenção ou melhoria

de uma ou mais componentes da aptidão física relacionadas

com a saúde, como força, potência ou resistência muscular; fle- xibilidade; capacidade aeróbia e composição corporal, ou com as habilidades como agilidade, coordenação, equilíbrio, potên- cia, tempo de reação e velocidade, o fisioterapeuta, segundo a World Confederation of Physical Therapy (WCPT), é de facto um especialista em atividade humana e movimento, desenvol- vendo a sua prática através do exercício físico terapêutico, entre outras práticas, nas áreas da saúde, como a promoção, pre- venção, tratamento/intervenção, habilitação e reabilitação, de

Academy.

forma dinâmica e respondendo às necessidades do indivíduo e da sociedade.

A Fisioterapia envolve a interação entre o Fisioterapeuta e o indivíduo, entre o Fisioterapeuta e outros profissionais de saú- de, famílias, cuidadores e comunidades e, no âmbito das suas capacidades e competências, o fisioterapeuta tem no sistema de saúde um leque extenso de intervenção nos vários contextos da sua prática ao longo de todo o ciclo de vida do indivíduo.

Para o exercício da sua prática, o Fisioterapeuta deve ser capaz de realizar testes básicos de exercício, ter o conhecimento ade- quado para interpretar os dados obtidos, bem como a capaci- dade para prescrever programas de movimento adequados aos dados obtidos e promover a atividade física relacionada com a promoção da saúde utilizando a terapia pelo movimento e pelo exercício terapêutico nos seus programas de reabilitação.

A WCPT afirma que os Fisioterapeutas, enquanto especialistas do movimento e do exercício, e possuidores de um conhecimen- to privilegiado sobre a patologia, bem como sobre os efeitos resultantes do processo natural de envelhecimento, são pro- fissionais habilitados e capacitados para avaliar, prescrever e gerir programas de exercício terapêutico individual ou em grupo, inseridos ou não em equipas multidisciplinares.

A WCPT afirma que os Fisioterapeutas estão preparados atra- vés da sua formação base e complementar para dar uma res- posta eficaz e efetiva às necessidades do indivíduo idoso. Os Fisioterapeutas providenciam intervenções baseadas na me- lhor evidência científica, colocando ao serviço da promoção da saúde e prevenção de risco de lesão do idoso, programas de exercício terapêutico.

Os fisioterapeutas têm a responsabilidade moral e profissional de assegurar que as oportunidades de promoção da saúde e prevenção sejam amplamente implementadas, promovendo e/ ou implementando programas de exercício físico terapêutico consoante a situação clínica do indivíduo.

Referências

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Academy.

Punção Seca no Tratamento do Síndrome Miofascial

Luis Nascimento

A expressão punção seca (PS) corres- ponde à tradução do termo inglês dry needling e consiste na introdução atra- -vés da pele, de diferentes tipos de agu- lhas, sem a injeção nem a extração de substâncias ou fluidos, usando somente o

estímulo mecânico da agulha e dos efeitos que este provoca no sujeito, com o objetivo de tratar diferentes patologias (Mayoral

& Salvat, 2016).

Apesar de serem cada vez as indicações terapêuticas (Mayoral, 2012), o Síndrome

Doloroso Miofascial (SDM) constitui o seu principal campo de atuação (Mayoral,

2012 ) ( Simons, Travell & Simons, 2002 ).

O SDM define-se como um conjunto de

sinais e sintomas causados pelos Pontos Gatilho Miofascial (PGM) (Simons, Travell

& Simons, 2002). Quando se diagnostica

um SDM deve-se especificar o músculo, o grupo muscular ou a região anatómi-

ca onde se encontram os PGM. O PGM

define-se, clinicamente, como um foco híper irritável situado numa banda tensa de fibras musculares, que quando com-

primido mecanicamente desencadeia hiperalgesia e frequentemente alodinia,

podendo referir outros sintomas ou sinais como dor referida, disfunções motoras e disfunções autonómicas (Simons, Travell

& Simons, 2002).

Atualmente, a hipótese etiopatogénica mais aceite sobre a natureza dos PGM

é conhecida como hipótese integrada,

formulada por David Simons em 1996 (Simons, 1996) e difundida posteriormente

(Simons, Travell & Simons, 2002). De acordo com esta hipótese, os PGM são pequenas contraturas causadas por dis- funções da placa motora, capazes de causar tensão na banda onde se locali- zam. Estas disfunções caraterizam-se por uma excessiva atividade da acetilco-

lina, que pode dever-se a diferentes pro- blemas ao nível pré-sináptico, sináptico e pós-sináptico. A tensão criada pelas con- traturas dos sarcómeros causa hipoxia e sofrimento local dos tecidos, um aumen-

to

da acidez, um aumento de libertação

e

acumulação de múltiplas substâncias

sensibilizantes e nociceptivas (Shah et al,

2005), responsáveis pela sensibilização periférica, numa primeira fase, com dor local do PGM, seguida de uma sensiti- zação central da dor referida caracterís- tica do PGM (Mense, Simons & Russell, 2001). De acordo com esta hipótese, os PGM constituem um claro exemplo de um fenómeno que se auto perpetua (Venan- cio, Alencar & Zamperini, 2008) (DiLoren- zo et al, 2004), independentemente se as causas que os originaram se mantêm (Simons, Travell & Simons, 2002).

Isto complica a tarefa de desativar ou eli- minar os PGM e explica que a técnica de PS, seja mais eficaz que os tratamentos conservadores (Cagnie et al, 2015). Esta tendência de autoperpetuação também apoia a ideia de que o tratamento do SDM deve ser realizado em duas fases (Mayoral & Salvat, 2016). Numa primeira fase, onde o objetivo é controlar a dor

mediante o tratamento dos PGM relevan- tes para esse SDM, e uma segunda, em que tentam controlar e eliminar todos os fatores etiológicos e perpetuantes dos PGM (Gerwin, 2005). A PS tem demons- trado ser eficaz no tratamento do PGM, no qual, como referido anteriormente, apenas representa a primeira fase do tratamento do SDM (Mayoral & Salvat, 2016), uma parte essencial, mas frequen- temente insuficiente, principalmente nos casos crónicos.

Os PGM constituem um claro exemplo de um fenómeno que se auto perpetua

Existem várias modalidades de PS para o tratamento dos PGM, que podem classi- ficar-se de diversas maneiras atendendo

a diferentes critérios, sendo o critério da profundidade o mais utilizado. De acordo com este critério, as diferentes moda- -lidades da PS podem classificar-se em duas categorias (Mayoral & Salvat,

2016):

• Técnicas de PS superficiais (PSS), na

qual a agulha não contacta com o PGM e contacta apenas com os tecidos que o recobrem.

• Técnicas de PS profundas (PSP), na qual a agulha atravessa o PGM.

Desvaloriza-se a importância do diagnós- tico exato e preciso dos PGM e do SDM

(Mayoral & Salvat, 2016) para conseguir que a PS seja eficaz. Um dos primeiros a descrever a efetividade das punções sem infiltração foi Steinbrocker (1994) para o tratamento da dor (Steinbrocker, 1987); desde então têm vindo a ser pu- blicados numerosos trabalhos que ex- põem a eficácia da PS. Alguns estudos demonstraram que a eficácia da PSP é similar à infiltração de substâncias para o tratamento dos PGM (Garvey, Marks & Wiesel, 1989) (Ga et al, 2007) (Venancio, Alencar & Zamperini, 2008). Mais recen- temente, as revisões sistemáticas sobre a eficácia da PS chegam sempre às mes- mas conclusões.

Cummings & White, na sua revisão sis- temática (Cummings, 2001), concluíram que a punção direta dos PGM parece um tratamento eficaz, afirmando, no entanto, que são necessários estudos controlados para investigar se a PS tem uma eficá- cia superior ao placebo nos casos de dor dos PGM. Outras revisões sistemáticas posteriores chegam a conclusões seme- lhantes (Furlan et al, 2005) (Tough et al, 2009). Apesar de ser necessário mais investigação, diferentes estudos têm de- monstrado a eficácia da PS na SDM no ombro (Calvo-Lobo et al, 2016), ombro doloroso hemiparético (DiLorenzo et al, 2004), conflito subacromial, cervicobra- quialgias (Hsieh et al, 2007), lombalgia (Gunn CC et al, 1980), radiculopatias cervicais e lombares (Chu J., 2000), dor anterior no joelho (Naslund et al, 2002),

fascite plantar (Cotchett, Munteanu & Landorf, 2014) , disfunção temporoman- dibular (González-Pérez et al, 2012), cef- aleias tensionais (Karakurum et al, 2001), cefaleias crónicas (Issa, Huijbregts, 2006).

Nos últimos anos tem-se observado uma importante alteração nas conclusões das numerosas revisões sistemáticas publi- cadas, na qual se conclui que a evidência clinica sobre a eficácia da PS é alta, no entanto torna-se necessária mais investi- gação de qualidade, com uma maior uni- formidade nas técnicas de PS utilizadas.

Existem estudos eletromiográficos que demonstram que esta técnica é capaz de inibir o ruído da placa motora nas zonas tratadas, sendo a presença deste considerado um dos dados que confirma a existência de PGM (Couppé C et al, 2001). Shah et al. (2005) demonstraram que a resposta de espasmo local (REL) provocado pela PS provoca diminuição de concentração de substâncias noci- ceptivas e sensibilizantes existentes na zona do PGM, que pode explicar que a PS provoque um alivio da dor imediato (Mayoral & Salvat, 2016). A PS é uma técnica que permite diminuir o efeito de sensibilização central relacionado com os PGM, induzindo claros efeitos antino- ciceptivos mediados segmentariamente (Srbely et al, 2010). A PS é uma moda- lidade de tratamento relativamente nova, usada por Fisioterapeutas em todo o mundo. É minimamente invasiva, barata, fácil de aprender e de baixo risco e a sua

Academy.

eficácia tem vindo a ser confirmada em numerosos estudos.

Referências

p.34

a ser confirmada em numerosos estudos. Referências p.34 Luis Nascimento –––– Fisioterapeuta, Osteopata

Luis Nascimento –––– Fisioterapeuta, Osteopata (EOM) e mestrando em Ciências da Fisioterapia na FMH. Professor convidado da ESSLei nas licenciaturas de Fisioterapia, Terapia Ocupacional e Pós-Graduação em Terapia da Mão. Formador Bwizer no curso “Trigger Points”. Foi FT na equipa Profissional de Futsal do SLB e, atualmente, na equipa de Futebol de Praia do SCP e equipa de Futebol Profissional da UDLeiria. Sócio Gerente e prática na clinica na Physioclem, especialmente na área da Terapia Manual e/ou Fisioterapia Desportiva.

Academy.

Utilizar uma cinta abdominal na gravidez e pós-parto:

a varinha mágica… ou mito?

Maria João Alvito

Muitos de nós já fomos interrogados com esta questão durante a nossa prática clí- nica, ou simplesmente em conversas de amigos “grávidos”.

Nos encontros de pais, de preparação do nascimento, vulgarmente conhecidos por preparação do parto, várias mulheres questionam a necessidade de utilização da cinta abdominal durante os 9 meses e no período pós-parto.

No período pré-natal, quando optamos por comprar alguma peça do vestuário extra, é com certeza com a utilidade que a mesma possa ir de encontro com as fantasias de vestir roupa pré mamã! Na verdade, o mito de que é obrigatório a uti- lização de cinta abdominal e que esta é uma peça imprescindível do enxoval da Mãe é o mesmo que dizer que todos os bebés precisam de chucha!

Para tomar uma decisão é necessário sa- bermos observar o corpo, compreender

as mudanças fisiológicas e avaliar as di-

ferentes estratégias de resolução/suporte com a Mulher grávida.

O Fisioterapeuta é, sem dúvida, um dos

profissionais de saúde que pode ajudar o casal a compreender esta dinâmica pos- tura/ equilíbrio de forma a atingir conforto com segurança fisiológica.

Ao longo da gravidez o corpo da mulher sofre alterações hormonais através de progesterona, estrogénios e relaxina que proporcionam uma maior laxidão muscu- lo-articular.

O mito de que é obrigatório a

utilização de cinta abdominal

e que esta é uma peça

imprescindível do enxoval da Mãe

é o mesmo que dizer que todos os bebés precisam de chucha!

A parede abdominal modifica-se pro-

gressivamente, tal como a malha de um

pulôver, a par do crescimento do útero e

do bebé. Por curiosidade o tamanho do

útero passa de 50g (tamanho correspon- dente a metade de um hambúrguer) para cerca de 1kg no final da gravidez. A cin- tura pélvica adapta-se com uma báscula predominantemente anterior, a região lombar acentua a sua lordose, assim

como as restantes curvaturas fisiológicas

da

coluna sofrem uma resposta adaptati-

va

de forma a redistribuir o peso/postura

que a grávida vai adquirindo. Inferiormen-

te, o pavimento pélvico acompanha estas

mudanças, suportando o peso adicional do bebé e do útero; e superiormente, en- contramos um diafragma encurtado na sua excursão abdominal.

Algumas situações e contextos particula- res agravam este equilíbrio corporal:

o crescimento repentino da barriga/ cres-

cimento uterino (geralmente entre o 4º e 6º mês de gestação e na segunda parte

do 3º trimestre quando o útero volta a mover-se descendo na cavidade abdo-

minal), posturas laborais sedentárias ou posturas de demasiada descarga vertical (profissões de pé comerciais ou de cons- tante deslocação em transportes com vi- bração) associados a uma rotina familiar (como o cuidar de outro filho mais peque- no) fisicamente exigente.

Face a estas mudanças que, por vezes, trazem o aparecimento de queixas na co- luna, o mais rápido é comprar uma cinta

no virar da esquina! Um engano tipo ”fast fit” onde estaremos a “adormecer” toda

a consciência postural dinâmica e promo-

veremos falsos suportes, feitos de 100% licra e algodão!

A mulher vem “equipada de série” para poder usar a sua cinta natural, só precisa de uma pequena ajuda do profissional de saúde: Fisioterapeutas com competên-

cias e formação continuada na área da saúde materno-infantil.

O melhor é, sem dúvida, prevenir os de- sequilíbrios posturais e utilizar estratégias de resolução que proporcionem conforto, alívio das raquialgias (especialmente lombares e sacro ilíacas) e do peso de- sagradável no baixo ventre. As grávidas podem respeitar o corpo e mimá-lo com pequenos cuidados sob a orientação de um Fisioterapeuta.

Através de estratégias simples e práti- cas podemos integrar na vida das grá- vidas:

• atividade física / exercício físico de esta- bilidade profunda do core e mobilidade da cintura pélvica e escapular. Se possível, com regularidade ou inseridos na rotina de cada mulher.

• reeducação postural ativa, com postu-

ras de estiramento e reeducação respira- tória associadas

• exercícios diários perineais integrados na rotina do dia a dia

• cuidados posturais associados às ativi- dades laborais exigentes

• processo de avaliação individual, com estratégias de tratamento específicos para cada Mulher grávida.

Após o parto, a sensação de vazio e de flacidez da parede abdominal é sentida pela maioria das mães. A barriga inicial- mente fica com um tamanho semelhante aos 4 meses de gravidez. Muitas mulhe- res, por uma razão estética, ou mesmo

julgando estar a fazer o melhor, utilizam uma cinta pós-parto para se sentirem confortáveis e entrarem nos jeans com

o mesmo número de antes de engravi- darem!

Atenção que esta “varinha mágica” muito tentadora NÃO é uma solução consisten-

te ou saudável para atingir os objetivos

no pós-parto: restabelecer a estabilidade profunda e fortalecimento do core, pro- porcionar a involução visceral uterina (retoma do útero à sua posição pélvica anterior à gravidez), fortalecer os múscu-

los perineais que podem ter sido sujeitos a uma episiotomia-episiorrafia e alongar um diafragma encurtado.

A gravidez é uma “viagem de 9 meses” com constantes mudanças, que necessi- tam de Fisioterapeutas com formação es- pecífica e análise crítica: com uma “mala de viagem” para poderem avaliar, escutar e, conjuntamente com cada família, fa- zer a diferença nos cuidados de saúde e bem-estar materno-infantil.

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cuidados de saúde e bem-estar materno-infantil. Academy . Maria João Alvito –––– Fisioterapeuta com

Maria João Alvito ––––

Fisioterapeuta com experiência clínica hospitalar e privada. 27 anos de prática clínica na área da saúde materno-infantil. International Consultant Trainer IAIM (International Association of Infant Massage). Formadora nacional e internacional na área da saúde materno-infantil. Formadora Bwizer em “Preparação para o Nascimento”: módulo Pré e Pós-parto. Coordenadora do centro Olá Mamã www.olamama.com, Lisboa

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A artrose também corre!

Tiago Freitas

Vivemos numa Era de mudança de paradigma na saúde e parte dessa mudança passa por olharmos a pessoa como um ser fun- cional, dotada de uma capacidade de movimento. Habitualmen- te movemo-nos por duas razões básicas: por prazer ou para cumprir um determinado objetivo, sendo que em nenhuma das situações pensamos nesse movimento. Por outras palavras, se eu tiver sede, alcanço um copo, encho-o de água e levo-o até à boca, já imaginando a sensação da água a matar a sede. Con- tudo, em nenhum momento, pensamos que existe um ombro ou um braço ou uma mão que irão desencadear uma tarefa. Portanto, o movimento acontece e ponto final.

Quando sentimos dor, o movimento fica condicionado, pois, antes mesmo de iniciarmos a tarefa, o nosso cérebro pensa “será que vai doer?” ou “se calhar, é melhor não me mexer ” e, nesse momento, todo o processo natural da funcionalidade humana fica alterado, pois a dor tomou as rédeas do próprio pensamento e, consequentemente, do comportamento.

Enquanto Fisioterapeuta, preocupo-me com a pessoa, mais do que com o segmento estrutural e, por conseguinte, preocupo- -me com a forma como poderei guiar o processo de devolver a confiança para o movimento, mais do que em “curar”, de forma mais ou menos milagrosa, qualquer diagnóstico estrutu- ral inalterável. É aqui que surge parte do problema na Saúde. Existe uma tendência de querer saber que diagnóstico estará por detrás das dores sentidas (porque no pensamento comum, cada dor tem a sua lesão associada). Existe uma necessidade egocêntrica de ser o senhor do diagnóstico e normalmente é aqui que o “caldo se entorna”.

Erradamente, os sintomas são sempre associados aos achados imagiológicos do Rx ou da Ressonância Magnética mas, na verdade, não o poderemos afirmar, pois há muito que tais alterações estruturais poderão existir, sem que existissem quaisquer sintomas. Por exemplo, uma pessoa com dores no joelho e que realize um Rx aos 75 anos, sendo dada a notícia de que tem uma gonartrose (osteoartrose no joelho) ficará a

saber o que já era óbvio que existisse (uma vez que o processo de osteoartrose é progressivo e, diga-se de passagem, NATU- RAL no ser humano) e ao questionar que soluções existem, as respostas irão vaguear entre 1. terá que (con)viver com esse problema para o resto da vida; 2. Terá que fazer uma cirurgia e colocar de imediato uma prótese; 3. Pode tentar Fisioterapia, ou quaisquer outras terapias que considere convidativas. Ou seja, foi dado um diagnóstico de um problema “inalterável”, foi dado um rótulo e este funcionará mais ou menos como colocar um menino nos braços”, sem que se saiba o que fazer.

Quando sentimos dor, o movimento fica condicionado, pois, antes mesmo de iniciarmos a tarefa, o nosso cérebro pensa “será que vai doer?” ou “se calhar, é melhor não me mexer”

Mas, como disse anteriormente, mais do que observar joelhos ou costas, gosto de observar pessoas e procurar compreender qual a melhor forma de devolver a confiança para o movimento, em cada caso. Escrevo “observar”, porque é de facto o mais im- portante, pois, para umas pessoas, o exame complementar de diagnóstico poderá ser tranquilizante (“agora já sei o que tenho e posso ficar descansado”), mas para a maioria tem o efeito contrário (“agora já sei o que tenho e não há solução”), desen- cadeando-se todo um ciclo de preocupações, pensamentos destrutivos e em cascata, quanto ao impacto no trabalho e na vida em geral, medo do movimento, perda de prazer e satisfa- ção associada à atividade.

Resumindo, existem dois desafios a vencer: o excesso de exames de diagnóstico fornece “rótulos” que se “colam como lapas” à forma como as pessoas pensam e se comportam perante o movimento (restringindo-o) e promovem a crença de que as queixas sentidas advêm obrigatoriamente das altera- ções encontradas nos exames. Do ponto de vista da compreen-

são dos fenómenos associados à dor, nenhum dos cenários faz sentido, pois milhões de pessoas sofrem de dores sem que existam alterações significativas nos exames (situações de dor crónica) e milhões de pessoas apresentam alterações degenerativas nos joelhos, no Rx, sem apresentarem quaisquer sintomas associados (i.e. maratonis-

ta mais idosa do mundo, Harriette Thompson, continua a realizar provas de fundo, aos

92 anos). Ainda, o foco no “rótulo” inalterável impede que a natureza do movimento

humano se imponha, pois se existe um certo “mal” e se não existe “cura”, o único caminho será ter dor, evitar o movimento e sofrer.

A mudança de paradigma passa por adquirir hábitos saudáveis (alimentares, sono, controlo de stresse, pessoas e contextos, etc.) e explorar todas as formas de mo- vimento com cada pessoa, específico para cada pessoa, independentemente do diagnóstico (mais ou menos alterável). Por outras palavras, é fundamental orientar a

Se soubermos orientar adequadamente cada ser humano, poderemos “fortalecer” as sinapses do movimento e “normalizar” as sinapses da dor, do medo e da ansiedade.

neuro-plasticidade no sentido do movimento sem dor e, se possível, que proporcione prazer. É importante pensarmos nas implicações neuro-imunológicas desencadeadas perante uma exposição gradual ao movimento, desde a diminuição da concentração de proteínas pró-inflamatórias ao nível local e sistémico, à diminuição subsequente da excitabilidade neural periférica (sensibilização periférica), diminuição dos fenóme- nos de sensibilização central (diminuição da atividade da microglia no corno posterior da medula e córtex) e restabelecimento de sistemas descendentes de modulação da dor, via endorfinas. Um dos milagres da neurociência diz respeito à aprendizagem, influenciando a forma como as sinapses se comportam, nomeadamente aproximan- do-se com a repetição do estímulo. Se soubermos orientar adequadamente cada ser humano, poderemos “fortalecer” as sinapses do movimento e “normalizar” as sinapses da dor, do medo e da ansiedade perante o problema.

O excesso de prescrição de exames imagiológicos e a relevância clínica atribuída po-

derão estar a condicionar o cérebro humano na forma como este encara o processo de envelhecimento, natural, bonito e parte integrante da vida. O elixir da juventude não será, porventura, o desejo de nunca envelhecer mas, antes, a habilidade de investir num sistema músculo-esquelético que permita a função, que se ajuste às adaptações dos anos que passam e que se expõe ao movimento de forma saudável e harmoniosa.

Numa grande maioria dos casos, o problema não está em sabermos o “estado” dos nossos ossos ou articulações (através do Rx), mas na associação que se estabelece entre a imagem e o quadro clínico. Mais importante do que a fixação pelo diagnóstico imagiológico, é a integração de uma vida ativa, dinâmica e autossustentada.

A dor surge por um conjunto de mecanismos de proteção do sistema nervoso, asso- ciada à inflamação, ao espasmo muscular protetivo, à alteração do padrão de recruta- mento motor, alterações das crenças e cognições e medo ou evitamento do movimen- to. Neste sentido, se dominarmos os sistemas de proteção, as reações fisiológicas de defesa irão diminuir e estaremos a controlar a dor, mesmo que o bendito do Rx ainda revele alterações. Gosto de pensar nestas alterações como troféus de uma vida em movimento!

Academy.

como troféus de uma vida em movimento! Academy . Tiago Freitas –––– Fisioterapeuta e Mestre em

Tiago Freitas –––– Fisioterapeuta e Mestre em Fisioterapia na especialidade Músculo-esquelética Docente da CESPU-IP Saúde do Norte desde 2016 e Docente da ESS Alcoitão na Licenciatura e Mestrado em Fisioterapia (2007- 2015). Formador em diferentes áreas de intervenção na FT. Formador Bwizer em “Intervenção do Fisioterapeuta na Dor Crónica” Fisioterapeuta responsável na equipa Atlético Voleibol Clube de Vila Nova de Famalicão. Fundador e Diretor Técnico do Gabinete de Fisioterapia NeuroDor, Vila Nova de Famalicão.

Academy.

O papel das Terapias Miofasciais no tratamento de lombalgias

Alexandre Novais

As lombalgias são uma das principais causas de limitação funcional da socie- dade. As dores, a limitação na realização

das tarefas diárias, o absentismo laboral e a forma como estes fatores influenciam

o paciente e todos os que o rodeiam, le- vam ao aparecimento de novos sintomas que merecem a atenção e a avaliação dos profissionais de saúde.

A abordagem no local da dor nem sempre

se revela eficaz, já que a causa da lom- balgia pode não estar na região lombar. Este artigo tenta alertar para esse facto, bem como demonstrar, através de casos clínicos, a eficácia das Terapias Miofas- ciais no tratamento de lombalgias.

––––– A dor e as Terapias Miofasciais no tratamento de lombalgias

As mensagens de dor são transmitidas a partir de elementos sensitivos dos diferentes tecidos aos centros superio- res através das vias exterocetivas. De salientar que quando falamos em dor, podemos estar perante vários tipos:

Óssea e sinovial - artrose, artrite, es-

pondilite

Cápsulo-ligamentar - a dor é transmiti-

da pelas terminações nervosas livres, em caso de trações e torções

Muscular - o espasmo causa uma is-

quemia que provoca uma dor profunda e difusa Referida – a dissociação topográfica faz-se entre dois territórios anatómicos distintos cuja inervação é feita por ra- mos nervosos distintos. Esta dissociação entre a zona de referência e o local da manifestação tecidular é explicada por uma relação metamérica e uma diferen- ciação anatómica entre o dermátomo, o angiótomo, o miótomo, o enterótomo e o esclerótomo.

Um dos erros frequentes é “seguir a dor”, focando a atenção no local da mesma. Mais à frente, vou expor os dados da intervenção com alguns dos pacientes que chegaram à minha consulta com um quadro clínico de lombalgia, e que fica- ram assintomáticos após serem subme- tidos a tratamento miofascial baseado numa anamnese holística e focada na determinação da causa da lombalgia.

Contudo, antes de falarmos de tratamento miofascial temos de recordar que a fáscia é um sistema especializado, formada por

tecido conjuntivo, que tem uma aparência semelhante à de uma teia de aranha ou de uma camisola de malha, sendo uma estrutura contínua que existe da cabeça aos pés sem interrupção. Na base da sua fisiologia e biomecânica, a fáscia apre- senta três propriedades que definem a sua ação e, por outro lado, o tipo de inter- venção dentro das técnicas miofasciais:

a Tensegridade, a Piezoeletricidade e o Tixotropismo.

–––––

Casos clínicos

Para determinar o papel das Terapias Miofasciais no tratamento de lombalgias utilizou-se uma amostra composta por 120 pessoas (pacientes reais) de ambos sexos (54 do sexo feminino e 66 do sexo masculino), com idades compreendidas entre os 21 e 68 anos e que apresenta- vam um quadro clínico de lombalgia.

Após uma cuidada anamnese, verificou- -se que estas lombalgias tinham etiolo- gias bem distintas. As lombalgias eram causadas por disfunções lombares, claro, mas também viscerais, cranianas, bacia, pés, ATM, osso hióide e emocionais.

Todas as 120 pessoas foram tratadas apenas com Terapias Miofasciais e ficaram as- sintomáticos entre 1 e 4 sessões. O objetivo foi tentar demonstrar, não só a eficácia das Terapias Miofasciais no tratamento de lombalgias, mas também determinar di- ferentes etiologias deste quadro clínico tão vulgar e que afeta a população de uma forma transversal não olhando a idade, estrato social ou profissão. O quadro seguinte apresenta os principais resultados.

ETIOLOGIA

Nº DE

TÉCNICA

PACIENTES

UTILIZADA

Intestino

40

Plano transverso Deslizamento transverso

Ilíaco

34

Plano transverso Mãos cruzadas Téc. quadrado lombar

Parietal

3

Téc. craneanas

Esfenoide

2

Téc. craneanas

Emocional

2

Terapia sacrocraneana

Hióide

1

Téc Hióide Téc Cervicais Telescópica M. Sup.

Occipital

1

Téc. Occipital

 

Téc. Cervicais

Téc. Craneanas

Academy.

  Téc. Cervicais Téc. Craneanas Academy . Alexandre Novais –––– Fisioterapeuta e

Alexandre Novais –––– Fisioterapeuta e Osteoetiopata. Pós-graduado em Terapias Miofasciais (Nível 1 e 2) e em Hidroterapia. Formação Básica e Avançado de Terapia Bowen (ISBT®) e em Western Medical Acupuncture. Formador Bwizer em “Terapias Miofasciais” e “Fisioterapia Aquática”. Preletor em vários eventos. Experiência em contexto hospitalar e privado. Fundador e Fisioterapeuta no gabinete “Dr. Alexandre Novais - terapias manuais

–––––

Conclusão

Fica evidente o papel preponderante que as Terapias Miofascias assumem no tra- tamento de lombalgias independentemente da sua etiologia. No entanto, não posso deixar de referir que a combinação de diferentes técnicas potencia a ação de cada uma delas.

As Terapias Miofascias, tendo uma ação holística, não só têm uma eficácia compro- vada no tratamento de disfunções locais e/ou globais, mas também se apresentam como um excelente preliminar à realização de técnicas como a osteopatia, RPG, SGA, exercícios terapêuticos, etc.

À conversa com

À conversa com

Marco Clemente

Quem é o Marco Clemente?

Falar de nós mesmos nem sempre é uma tarefa fácil, mas darei

o meu melhor. Sou cuidador, tranquilo, amigo, racional, homem

de família. Tenho sempre muitas ideias. Umas ponho em práti- ca, outras aguardam o momento certo, mas gosto sempre de as partilhar. São também os desafios que me movem. Sou um apaixonado pela vida, pelo que me rodeia e, especialmente, pelas pessoas. O facto de ouvir e de tratar pessoas levou-me a pensar mais sobre a vida. E os meus filhos são os meus dia-

mantes.

Como surgiu a Fisioterapia na sua vida?

Ser fisioterapeuta, é algo que está no meu ADN. Lembro-me de fazer massagens ao meu pai, ainda muito pequenino. Gostava de tratar com as mãos, mas não tinha ideia em que profissão se poderia transformar. Um dia fui ter com a psicóloga da escola e partilhei esta minha paixão. Foi quando ouvi falar de fisioterapia. Entrei na escola que queria, na primeira e única opção. É uma profissão extraordinária para crescer enquanto pessoa. Cuidar, leva-nos a dar muito de nós. Recebemos muito; talvez, mais até do que se dê.

Fale-nos um pouco do seu percurso académico e profissional.

A Escola Superior de Saúde do Alcoitão ajudou a tornar-me na

pessoa que sou hoje, não só pelo que aprendi, como também pelas pessoas que tive a oportunidade de conhecer, especial- mente a minha mulher, também fisioterapeuta. Foram anos inesquecíveis e que definiram o meu trajeto. Quando entrei era um rapaz introvertido, algo que mudou porque surgiam muitas ideias e sentia necessidade de as pôr em prática. Inicialmen-

te, a associação de estudantes e, mais tarde, a Associação Portuguesa de Fisioterapeutas, ajudaram-me nesta concretiza-

ção. Terminada a licenciatura, e depois de alguns anos a viver

e a trabalhar em Lisboa, mudei-me para Alcobaça, onde abri a primeira clínica Physioclem.

Quando e por que razão decidiu apostar na prática privada?

Também está no meu ADN. Sou empreendedor. Uma semana depois de ter terminado o curso, já estava a abrir o meu pri- meiro gabinete, com o meu amigo Nuno. Nunca mais larguei o privado. No entanto, o meu sonho cumpriu-se quando abri a minha clínica. A Physioclem é, assim, um sonho tornado real, que cresceu para Leiria, Caldas da Rainha, Torres Vedras e, por último, Ourém, além da sua primeira “casa” em Alcobaça. Inicialmente, o objetivo era crescer para diferentes lugares do país, hoje percebo que teria de deixar de ser fisioterapeuta para ser gestor. Apesar de adorar a gestão, esta não é de todo a minha vontade. Quero passar o meu tempo a tratar. Se crescer é no sentido de cuidar de mais pessoas, dando continuidade ao trabalho que desenvolvemos e ter mais pessoas envolvidas no projeto, é isso que quero, não com o objetivo de ter mais lucro. Gostava muito de ter uma equipa de investigação e esta- mos a trabalhar para isso. O grupo de profissionais que forma a Physioclem é de excelência.

Durante algum tempo foi docente Escola Superior de Saúde do Alcoitão e ainda hoje está ligado ao ensino como orientador de estágio – que papel tem esta vertente na sua carreira?

Sempre gostei de partilhar o que fui aprendendo, quer com a formação pós-graduada, quer com a experiência clínica. No en- tanto, o ensino em sala de aula não é o que mais me alicia. Pre- firo partilhar os conhecimentos em contexto clínico, de um para um, razão pelo qual optei por não seguir a carreira da docência.

Marco, consegue identificar os 3 fatores críticos do seu sucesso?

Visão: Ter ideias, perspetivá-las e imaginar a sua evolução e implicações. O germinar dos frutos é o meu ponto forte. Dá-me prazer sonhar com as ideias e fazê-las crescer.

Resiliência: Depois de ter a ideia e de a construir mentalmen- te, é essencial vencer as barreiras que se vão colocando no caminho, encontrando as soluções. Sou persistente na missão de levar por diante o sonho. Tenho a energia suficiente para o arranque dos projetos, porque me dá um enorme prazer vê-los nascer e crescer.

Otimismo: Por natureza, sou otimista. Acredito sempre que vai correr bem. Se surgirem adversidades, vejo-as como oportuni- dades de aprendizagem.

Quais os seus planos para o futuro? Há algum projeto que tenha deixado pendente e que gostasse de concluir?

O meu caminho passa por ajudar as pessoas, os meus utentes,

em todas as suas dimensões, razão pelo qual abdiquei da ideia inicial de ter clínicas espalhadas pelo país. Vejo-me a tratar pes-

soas aos 80, com o carinho e a sabedoria que a maturidade me trará. O meu projeto é tocar vidas e, com isso, tocar na minha.

Infelizmente, a Fisioterapia ainda não tem a qualidade que gostaria de ver, nem tem a notoriedade que merece.

Também gosto muito do voluntariado, do apoio à comunida- de. Ao longo dos anos, dediquei-me a diferentes causas. Nos últimos 4 anos, tem sido a fisioterapia, com a organização do congresso e desenvolvimento de uma série de ideias. O futuro talvez passe por voltar a dedicar-me à comunidade local, lu- tando por conseguir contribuir para que os portugueses sejam pessoas mais felizes.

Se tivesse de eleger o momento mais marcante da sua carreia até ao momento, qual seria?

O sorriso e o obrigado de cada utente. Aquele abraço espon-

tâneo, por ter feito a grande diferença. Estes “prémios” sobre- põem-se a qualquer reconhecimento profissional ou académico. Estudamos, investigamos, treinamos para conseguir ajudar a solucionar, resolver os problemas daqueles que nos procuram. Por isso, a cada vez que conseguimos contribuir para resolver, minimizar a situação é um prazer enorme.

Como vê a Fisioterapia hoje?

Infelizmente, a Fisioterapia ainda não tem a qualidade que gos- taria de ver, nem tem a notoriedade que merece. As equipas multidisciplinares muitas vezes não se articulam e o utente sai prejudicado. Temos de crescer no respeito entre os vários pro- fissionais de saúde, reconhecendo o papel de cada um. Todos somos necessários, cada na sua área específica. O Fisiotera- peuta dispõe de conhecimento e de um saber fazer que em muito contribui para uma sociedade mais saudável. Com fisiote- rapeutas mais capazes, a saúde sairá menos onerosa e os be-

À conversa com

nefícios serão significativos. Estudos recentes já o demonstram.

Os últimos anos têm trazido mudanças grandes na prática e carreira dos Fisioterapeutas. Na sua opinião, e olhando especialmente para os últimos 10 anos, o que mudou no que diz respeito ao trato com os pacientes, e para onde pensa que caminhará?

A fisioterapia tem vindo a evoluir no sentido de cada vez mais

se prestarem os cuidados em pequenas clínicas, um pouco à semelhança do que acontece na Medicina Dentária. Esta evolu-

ção responsabiliza mais os fisioterapeutas, obriga a uma maior autonomia e com isso empurra para a necessidade de um gran- de crescimento no conhecimento. Perante o problema, o fisio- terapeuta tem de reconhecer se tem a solução ou se esta pas- sa por reencaminhar o utente para um outro profissional mais adequado. Esta evolução, que continuará, tem contribuído para

o aumento da notoriedade dos fisioterapeutas. Gostaria muito

que, no futuro, a evolução passasse pela melhoria franca na qualidade dos serviços, através da prestação de cuidados mais eficientes. Isto consegue-se com muita formação e uma prática refletida, baseada na melhor evidência disponível. As escolas de fisioterapia e as empresas de formação têm uma enorme re- levância na condução destes profissionais para uma fisioterapia de qualidade.

Lançámos recentemente uma nova área no nosso site, apostada em disponibilizar conteúdo relevante, e que se junta a todo o conteúdo que está já disponível na Internet. Pensa que o acesso à informação melhora o nível de competência dos profissionais?

Sem dúvida. O acesso à informação tem feito a grande diferença na evolução do mundo, nestes últimos 20 anos. Atualmente, o acesso ao conhecimento é muito mais democrático. Recordo-me dos meus tempos de escola em que para aceder a um artigo tinha de o ir fotocopiar na biblioteca do hospital x ou y, demo- rando muito tempo. Hoje, acedo sem sair do meu gabinete e em segundos.

Para terminar, o que espera deste X CNF e que mensagem deixa aqueles que vão marcar presença neste evento e o vão ver lá?

O Congresso é um reencontro de velhos, novos e bons amigos.

Será, como acontece desde 1986, uma experiência marcante, enriquecedora, que une os fisioterapeutas em torno de objetivos comuns. Estamos juntos no afirmar de uma profissão que cons- truímos, diariamente, com carinho, sempre em prol de quem nos procura. O Congresso Nacional de Fisioterapeutas é o reu- nir de sonhos, de vontades, de concretizações, de objetivos, de trabalho, de investigação, de saber.

é o reu - nir de sonhos, de vontades, de concretizações, de objetivos, de trabalho, de

Open Science.

Lesões na coluna e as lombalgias ––––– Só em Portugal, estima-se que mais de 70%

Lesões na coluna e as lombalgias

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Só em Portugal, estima-se que mais de 70% da população já sofreu ou sofre com do- res na coluna vertebral e que estas são responsáveis por cerca de 50% de absentismo laboral, em indivíduos em idade adulta.

No resto do mundo o cenário não é diferente, sendo que segundo a OMS, 1 em 4 adultos e mais de 80% dos adolescentes não são ativos o suficiente, pelo que estão em risco de desenvolver disfunções da coluna!

A lombalgia é uma das queixas mais frequentes dos pacientes/ clientes dos serviços

de saúde e exercício.

Curiosidade:

Sabia que um artigo do George Institute (Sidney) confirmou que a toma de anti-infla- matórios para o controlo da dor lombar crónica é, em grande parte, ineficaz e que o exercício apresenta melhores resultados, tanto a curto como a longo prazo, apontando como modalidades com benefícios provados para estes indivíduos o Pilates.

1,4 milhões de obesos em Portugal ––––– Segundo o Serviço Nacional de Saúde (SNS), só

1,4 milhões de obesos em Portugal

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Segundo o Serviço Nacional de Saúde (SNS), só em Portugal, existem cerca de 3,5 milhões de pessoas com pré-obesidade e aproximadamente 1,4 milhões de pessoas com obesidade, entre os 18 e os 65 anos. Mas os números entre as crianças e ado- lescentes também são preocupantes e denotam uma evolução descontrolada deste problema, muito associada a inatividade física.

Sabia que

• A obesidade é um dos fatores de risco para algumas doenças neoplásicas e que pode estar associada a enxaquecas?

• Um estudo made in Portugal publicado na revista Nature Communications reve-

la que a eliminação ou “inativação” dos neurónios periféricos acelera o aumento de

peso?

E o melhor exercício para abdominais definidos é ––––– Cientistas da Harvard Medical School, em

E o melhor exercício para abdominais definidos é

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Cientistas da Harvard Medical School, em Boston (EUA), confirmaram o que para grande parte da comunidade da saúde e exercício já era uma realidade: a prancha é o melhor exercício para abdominais definidos.

Enquanto os tradicionais abdominais, por exemplo os sit-ups, trabalham sobretudo os músculos mais superficiais da região abdominal, a prancha recruta também num considerável nível atividade muscular dos músculos abdominais profundos, costas, tronco superior, coxas, bem como dos glúteos.

Segundo os autores do estudo, “os tradicionais abdominais fortalecem apenas alguns grupos musculares. Através de padrões dinâmicos, a prancha ajuda a fortalecer todo um conjunto de músculos que usamos todos os dias”.

Fonte: www.bwizer.com/academy

Histórias de Sucesso.

Histórias de Sucesso

João Francisco Almeida

João Francisco Almeida, é Fisioterapeuta, natural de Lisboa, licenciado em 2013 pela Escola Superior de Saúde do Alcoitão (ESSA), é também Mestre em Fisioterapia no Desporto e na Re- adaptação Física, pela Faculdade de Gimbernat em Barcelona, e concluiu o curso de Osteoetiopatia D.O.E, pela ATMS, a par de outras formações onde se destacam Trigger Points, Fisiote- rapia Desportiva de Elite e Curso de Nutrição no Desporto.

A sua paixão pelo Desporto e pelo Movimento, a par da experi-

ência enquanto atleta de alta competição de Ginástica Artística, direcionou naturalmente o seu interesse e especialização nesta área.

Profissionalmente, desde 2014 que é Fisioterapeuta da Seleção de Ginástica Artística, acompanhando diariamente os trabalhos das seleções nas mais diversas competições e estágios nacio- nais e internacionais. É também coordenador de Fisioterapia Desportiva do Ginásio Clube Português, onde trabalha diaria- mente com atletas de diversas modalidades de ginástica e judo, numa perspetiva não só de tratamento de lesões como também do aumento da performance. Um apaixonado e curioso pelo Mo- vimento e Fisiologia Humana, concilia a sua prática no desporto com prática em gabinete privado e docência na ESSA.

Por tudo isto, fomos visitá-lo ao Ginásio Clube Português, onde

o pudemos conhecer um pouco melhor. Desvendaremos agora

um pouco desta conversa, mas para a conhecer na íntegra terá de visitar o nosso site - www.bwizer.com

Porque razão escolheu ser Fisioterapeuta?

A Fisioterapia sempre esteve ligada ao deporto que eu prati- quei. Aos 12 anos magoei-me com alguma gravidade num trei- no e, na altura, quem me acompanhou foi o Raúl Oliveira, que

é uma pessoa que prezo muito e que tenho como referência.

] criou um bichinho

que ainda hoje se mantém e revejo-me em algumas coisas, em particular na sua abordagem ao doente.

Quando diz que é Fisioterapeuta, o que sente?

Orgulho, acima de tudo. Orgulho é a palavra que melhor relacio- na tudo. Ser fisioterapeuta deu-me outra visão do mundo, outras vivências, uma maneira diferente de olhar para as coisas, pes- soas, para o modo como as coisas acontecem. Enche-me de orgulho pensar onde podemos chegar - o movimento é vida [ ]

– e, de uma forma um bocadinho rebuscada, podemos dar vida!

Como é chegar a casa após um dia intenso de trabalho, mas em que vê resultados?

Pensar que esse dia valeu a pena, saber que cheguei a mais

gente e que mudei mais coisas, assim como que esse resultado

a médio e a longo prazo vai ser ainda melhor é a minha maior satisfação e que faz com que o dia valha a pena!

Como eleva, todos os dias, a Fisioterapia?

Penso que cada um deve tentar elevar-se e exigir mais de si próprio – e assim, a profissão vai crescer […] se cada um de nós quiser e exigir mais, a Fisioterapia vai crescer, pois os profissio- nais também vão ser mais competitivos e a competição não é de todo uma coisa má […] Eu quero é fazer a diferença e mostrar que quero e posso estar ali.

Tive oportunidade de estagiar com ele e [

Ideias Empreendedoras.

REAB - Clínica de Reabilitação Móvel

A REAB, Serviços e Soluções de Reabili- tação na Comunidade, presta serviços de reabilitação direcionados à comunidade, numa perspetiva de descentralização de cuidados. Esta PME assenta o seu mo-

delo num serviço totalmente privado com várias parcerias com juntas de freguesia

e serviços municipais, o que contribui

para a divulgação e credibilização do ser-

viço.

A criação da REAB, visa complementar

os serviços de reabilitação tradicionais que, habitualmente, não definem como prioridade a vigilância da saúde dos seus utentes, mas sim a resolução de proble-

mas ou incapacidades. Para além disso, os prestadores tradicionais localizam-se estrategicamente em regiões mais cen- trais e menos acessíveis às comunidades

isoladas.

Com efeito, o recurso a uma Unidade Móvel, capaz de prestar cuidados de vigilância/ serviço preventivo (rastreios, sessões de educação para a saúde) e de intervenção especializados, pretende resolver eficazmente este tipo de proble- mas. Pretende também promover ações de educação e literacia para a saúde como forma de garantir ganhos no pa- drão de envelhecimento da zona centro do país.

Desta forma, a REAB pretende mudar o paradigma dos serviços de saúde e, consequentemente, a mentalidade do utente e das suas famílias, algo que se tem apresentado como um enorme, mas compensatório desafio!

tem apresentado como um enorme, mas compensatório desafio! Marlene Rosa –––– Fisioterapeuta Fundadora da REAB

Marlene Rosa –––– Fisioterapeuta Fundadora da REAB PhD Tecnologias da Saúde Professora Adjunta ESSLei

da REAB PhD Tecnologias da Saúde Professora Adjunta ESSLei A visão da ESS do Politécnico do

A visão da ESS do Politécnico do Porto

Ser fisioterapeuta no seculo XXI implica ter competências inerentes à profissão, mas também competências transversais de modo a dar resposta às necessidades de mercado.

Nesse sentido o curso de Fisioterapia da Escola Superior de Saúde (ESS) do

Politécnico do Porto desde 2008 alterou

a metodologia de ensino, promovendo

a Aprendizagem Baseada em Proble-

mas (PBL) que levaram à integração de competências e soft skills necessários à autonomia profissional. Na mesma linha houve uma preocupação para incorporar nas unidades curriculares de 1º e 2º ciclo

de estudos conteúdos de empreendedo- rismo e inovação.

Estas medidas têm-se refletido na cria- ção de autoemprego, bem como na cria- ção de projetos inovadores na área da fisioterapia. A cultura do empreendedo- rismo é um traço distintivo da ESS que tem permitido a participação dos nossos estudantes e licenciados em concursos de inovação, tendo sido alguns dos pro- jetos premiados.

de inovação, tendo sido alguns dos pro- jetos premiados. Paula Clara Santos –––– Fisioterapeuta e PhD

Paula Clara Santos –––– Fisioterapeuta e PhD Professora da Área Técnico Cientifica da Fisioterapia da Escola Superior de Saúde (ESS) do Politécnico do Porto

28 .
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28 .
28 .
Ser Fisioterapeuta é ser mais alto! Escrevo estas linhas com um sorriso nos lábios. A

Ser Fisioterapeuta é ser mais alto!

Escrevo estas linhas com um sorriso nos lábios. A Bwizer Magazine vê a luz do dia no X Congresso Nacional de Fisiotera- peutas. Não encontro melhor contexto possível para o nascer de uma publica- ção que pretende contribuir para a evolu- ção desta profissão.

A Fisioterapia é uma ciência em permanente evolução. Em Portugal, à imagem de um inúmero con- junto de outras atividades transversais à nossa sociedade, essa evolução é extra- ordinária para a dimensão e, em muitos casos, para os meios que temos à nossa disposição. Mas existem ferramentas que ultrapassam o nosso menor poder econó- mico, ou o número absoluto de habitan- tes do nosso país. A vontade, a crença,

a

busca incessante pelo conhecimento

e

pela evolução. Nesse aspeto, os por-

tugueses são absolutamente extraordiná- rios, e em particular, os Fisioterapeutas

portugueses são do melhor que se pro- duz no mundo, como aliás prova a “ex- portação” dos nossos profissionais para contextos de topo.

Mas na contemporaneidade, existem desafios exigentes. O livre acesso ao conhecimento por parte dos utentes. O crescimento e força de outras ciências,

como a Medicina, a Enfermagem ou o Exercício. A pressão financeira que obsta

a prestação de serviços de maior quali- dade, em virtude do tempo ou recursos serem mais reduzidos que o ideal.

Para ultrapassar aspetos que podem travar o crescimento e afirmação da pro- fissão, existe um fator de superação que considero chave – saber sempre mais.

É com base neste alicerce que a nossa

profissão será uma profissão mais capaz de fazer muito com pouco, e é assim que melhor se demonstra o alto valor acres- centado de confiar num Fisioterapeuta. É

Bwizerianos.

também por via da sapiência que se trilha o caminho de reconhecimento assente na meritocracia, que fará com que se trabalhe eficazmente, em conjunto com outras profissões, no sentido de um tra- balho multidisciplinar, do qual o paciente só beneficia.

Para a elevação do conhecimento, a Bwi- zer estará sempre ao lado da Fisioterapia Portuguesa. Porque ser Fisioterapeuta é ser mais alto!

José Lemos

Marketing Manager e Co-CEO Bwizer

Curtas.

Sabia que 91% dos alunos Bwizer atingem ou superam as suas expectativas? E que os nossos formadores são avaliados com 9,7, numa escala de 0-10?

Vamos por isso recordar alguns dos melhores momentos dos últimos meses.

recordar alguns dos melhores momentos dos últimos meses. O curso Terapia Manual Segundo o Conceito Osteoetiopático

O curso Terapia Manual Segundo o Conceito Osteoetiopático continua a transformar a vida de todos os que por lá passam.

a transformar a vida de todos os que por lá passam. Os alunos do Master em
a transformar a vida de todos os que por lá passam. Os alunos do Master em

Os alunos do Master em Fisioterapia no Futebol não perderam a oportunidade de registar o final desta formação.

a oportunidade de registar o final desta formação. Em Junho, juntamos os nossos formadores e parceiros

Em Junho, juntamos os nossos formadores

e parceiros para um momento de partilha

muito interessante. Entre muito mais, ficou

a tradicional foto de família.

O Hugo Belchior esteve no México para dar a conhecer o que fazemos por cá e, durante a estadia visitou várias escolas de Fisioterapia e contactou com centenas de estudantes.

de Fisioterapia e contactou com centenas de estudantes. Na sua estreia como formador Bwizer, Alexandre Cavallieri

Na sua estreia como formador Bwizer, Alexandre Cavallieri Gomes recebeu um tratamento especial dos Fisioterapeutas portugueses.

Curtas.

Em setembro assinalou-se mais um Dia Mundial da Fisioterapia e neste ano demos voz aos
Em setembro assinalou-se mais um Dia Mundial da Fisioterapia e neste ano
demos voz aos seus pacientes. Estamos de mãos dadas pela Fisioterapia.
seus pacientes. Estamos de mãos dadas pela Fisioterapia. A nossa Pós-graduação continua a ajudar os

A nossa Pós-graduação continua a ajudar os Fisioterapeutas no seu caminho de especialização em FT Músculo- esquelética. Parabéns.

especialização em FT Músculo- esquelética . Parabéns. Ficamos muito felizes por dizer que mais de 2000

Ficamos muito felizes por dizer que mais de 2000 pessoas já frequentaram o nosso curso de Pilates Clinico MW1 Certificação Matwork APPI.

curso de Pilates Clinico MW1 Certificação Matwork APPI . Elevamos , literalmente, os nossos melhores clientes!

Elevamos, literalmente, os nossos melhores clientes! Quisemos retribuir a confiança que todos os dias depositam em nós, com um presente muito especial, uma viagem de balão.

Bibliografia.

FÁSCIA – o elo perdido

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Renovação da Pós-Graduação

Para 2018 teremos uma edição renovada da Pós-graduação em Fisioterapia Músculo-esquelética em parceria com o Instituto Piaget.

Já com três edições realizadas, recolhemos o feedback dos nossos alunos e vamos implementar mudanças que acredita- mos que vão valorizar grandemente este produto.

Com mais carga horária (260 horas), além de uma unidade curricular de construção de Projeto Final, fará também parte

desta Pós-graduação umas das temáticas mais bem avaliadas do portefólio Bwizer: Trigger Points.

Desta forma, a nossa Pós-graduação terá um enfoque ainda maior no tratamento através de terapia manual e técnicas coadjuvantes, como a punção seca, além do desenvolvimento do raciocínio clínico do aluno para se tornar num profissional ainda mais completo e preparado!

Lançámos o plano formativo para 2018:

Veja todas as novidades em www.bwizer.com/fisioterapia

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Fator de diferenciação: a partilha

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Temos artigos oriundos das mais diversas fontes, com diversos autores. Significa que qualquer um pode ver os seus artigos publicados nesta plataforma, ganhando assim grande visibilidade. É, claro está, uma biblioteca gratuita de conhecimento, que está disponível a toda a comunidade.

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Entrada

* No dia 14 de novembro faremos o sorteio para encontrar o vencedor de cada uma destas três formações (por isso, não se esqueça de nos dizer qual a sua preferida). Se for um dos premiados, será contactado por nós através do email que indicar no formulário.