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Principais Acontecimentos Históricos do

séc. XVII
Ano de 1700 - A população mundial estava na casa dos 700 milhões de humanos.
Iniciava a revolução industrial

A agroindústria açucareira
A empresa açucareira foi a solução que possibilitou a valorização econômica das terras
descobertas e dessa forma garantiu a posse pelo povoamento da América Portuguesa. O
cultivo da cana-de-açúcar desenvolveu-se no litoral, especialmente na Zona da Mata
Nordestina. A cana-de-açúcar foi o mais importante produto agrícola até o Primeiro
Reinado. Esta atividade favoreceu o aparecimento de uma nova estrutura social e
econômica.

Durante mais de século e meio, a produção do açúcar representou, praticamente, a única


base da economia brasileira. Até meados do século XVII, o Brasil foi o maior produtor
mundial de açúcar. A escolha da empresa açucareira não foi feita por acaso. Os
portugueses escolheram a exploração da monocultura da cana-de-açúcar porque, além
de seu aspecto econômico, ela viabilizaria a colonização do país. Obs.: Portugal não
tinha condições econômicas suficientes para estabelecer sozinho, uma empresa
açucareira no Brasil.

Século XVII

O desenvolvimento da cultura de cana-de-açúcar faz crescer o número de escravos


africanos desembarcados nas colônias portuguesas da América, vindos sobretudo da
África Ocidental Portuguesa (atual Angola) e da chamada Costa da Mina para o litoral
do atual nordeste brasileiro. A imigração portuguesa continuou reduzida, tendo em vista
que o Reino de Portugal não tinha população suficiente para mandar grande número de
colonos para ocupar suas possessões na América. A população se concentrou nas
regiões litorâneas que formam as atuais regiões nordeste e sudeste do Brasil. O restante
das possessões portuguesas na América segue sem ocupação europeia, abrigando povos
indígenas estabelecidos e também aqueles refugiados das regiões litorâneas.
No século XVII desembarcaram 550 mil africanos e 50 mil portugueses

O Ciclo do Ouro
No final do século XVII foi descoberto, pelos bandeirantes paulistas, ouro nos ribeiros
das terras que pertenciam à capitania de São Paulo e mais tarde ficaram conhecidas
como Minas Gerais. Descobriram-se depois, no final da década de 1720, diamante e
outras gemas preciosas. Esgotou-se o ouro abundante nos ribeirões, que passou a ser
mais penosamente buscado em veios dentro da terra. Apareceram metais preciosos
em Goiás e no Mato Grosso, no século XVIII. A Coroa cobrava como tributo, um
quinto de todo o minério extraído, o que passou a ser conhecido como "o quinto". Os
desvios e o tráfico de ouro, no entanto, eram frequentes. Para coibi-los, a Coroa instituiu
toda uma burocracia e mecanismos de controle. 49 Quando a soma de impostos pagos
não atingia umacota mínima estabelecida, os colonos deveriam entregar joias e bens
pessoais até completar o valor estipulado — episódios chamados de derramas.
O período que ficou conhecido como Ciclo do Ouro iria permitir a criação de um
mercado interno, já que havia demanda por todo tipo de produtos para o povoamento
das Minas Gerais. Era preciso levar, Serra da Mantiqueira acima, escravos ferramentas,
ou, rio São Francisco abaixo, os rebanhos de gado para alimentar a verdadeira multidão
que para lá acorreu. A população de Minas Gerais rapidamente se tornou a maior do
Brasil, sendo a única capitania do interior do Brasil com grande população. A essa
época maioria da população de Minas Gerais, aproximadamente 78%, era formada por
negros e mestiços. A população branca era formada em grande parte por cristãos-
novos vindos do norte de Portugal e das Ilhas dos Açores e Madeira. Os cristãos novos
foram muito importantes no comércio colonial e se concentraram especialmente nos
povoados em volta de Ouro Preto e Mariana.

Ouro preto uma das principais vilas formadas durante o ciclo do ouro. A cidade
preserva sua arquitetura colonial e é Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.
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