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DSM: Uma ciência das singularidades e sua dietética farmacológica

Sabrina Gomes Camargo


(Instituto Sephora de Ensino e Pesquisa de Orientação Lacaniana, Universidade Federal do
Rio de Janeiro, RJ/Br.)

O caso clínico freudiano do Homem dos Lobos é uma verdadeira demonstração de como a
psicanálise se distancia da prática diagnóstica dominante na ciência em tempos de DSM. Ao
partir de uma clínica do detalhe e do caso a caso, sua orientação excede a classificação
diagnóstica ao resgatar a singularidade do sintoma. O Homem dos Lobos constitui-se como o
quinto caso clínico de Freud, e é descrito pelos seus biógrafos, Jones (1989) e Gay (1993),
como o mais notável e extraordinário entre todos. Diferente dos demais, se situa como o mais
debatido atualmente, mesmo após quase um século de sua publicação. A reabertura da querela
diagnóstica provocada pela difusão em massa dos manuais diagnósticos internacionais nos
convida a um retorno ao Homem dos Lobos.

Da miscelânea sintomática descrita por Freud (1918 [1914] / 2010) temos a presença de fobia,
conversões histéricas, cerimoniais e ruminações obsessivas; da análise com Mack-Brunswick
(1928 / 1981), surgem fenômenos delirantes em torno de uma idéia fixa no nariz, propiciando
uma abordagem do caso assentada no diagnóstico de hipocondria e paranoia. Lacan (1954 /
1998), ao partir do termo Verwerfung extraído do episódio da alucinação do dedo cortado e
tomá-lo por foraclusão, indicou um posicionamento outro frente à castração gerando
dificuldades de leitura diagnóstica daqueles que se debruçaram sobre o caso. Maleval (2000)
nos diz que, se Freud usou este termo, foi na tentativa de expressar uma rejeição muito mais
pronunciada que a produzida pelo recalque, salientando que o conceito de foraclusão
precisaria ser ressituado num contexto histórico, testemunhando todo o desenvolvimento que
Lacan fez a partir do termo Verwerfung até sua apropriação do conceito de foraclusão.

Se, por um lado, os vaievéns constantes de Freud ao caso até seus últimos escritos – Análise
terminável e interminável (1937 / 1996) e A divisão do ego no processo de defesa (1940 [1938]
/ 1996) – denotou que algo se mantinha para ele como um problema irresoluto, por outro, as
pontuações críticas de Lacan quanto à posição equivocada de Freud como analista levou-o a
referir-se ao Homem dos Lobos como um caso de psicose desencadeada pelo desejo
desmedido de Freud em resgatar a cena primária através de um esvaziamento de sentido.
Sabemos que o pensamento de Freud sobre o a posteriori não tem estatuto de acontecimento
histórico, mas de uma reconstrução baseada na estrutura do sintoma. No entanto, ao
mencionar as “propriedades psicóticas” do Homem dos Lobos desde o seminário 3 (1955-1956
/ 2002), Lacan já sinalizava aí um ponto de fragilidade que reativava correntes psíquicas que
nada queriam saber da castração, indicando que o Nome-do-Pai, neste caso, não recobria todo
o campo da pulsão.

É exatamente esta querela diagnóstica que é suscitada aqui. E creio, provocada pela variedade
de sintomas apresentados pelo paciente e pela dificuldade de articulação sintoma-doença.
Assim, da neurose infantil do Homem dos Lobos extraímos as idéias, ruminações e
cerimoniais indicativos de uma neurose obsessiva; o medo dos lobos nos remete a uma fobia;
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os problemas intestinais nos fazem pensar em uma histeria de conversão; há ainda, na tenra
infância, o episódio de alucinação do dedo cortado; na idade adulta, temos os fenômenos de
corpo iniciados pela gonorreia, instabilidades de humor e preocupações quanto a marcas no
nariz, que desembocaram num sentimento persecutório com relação aos médicos que o
atenderam, inclusive o próprio Freud.

Por que retomar essa controvérsia acerca do diagnóstico do Homem dos Lobos nos dias de
hoje? Este é um momento de reavaliação crítica de um dos mais importantes protocolos
diagnósticos internacionais, o DSM. Proclamando-se a-teórico, o DSM apresenta-nos uma
nova perspectiva diagnóstica, livre da tradição psiquiátrica e psicanalítica, com o argumento
de evitar incongruências e impasses e facilitar a comunicação entre os profissionais da área de
saúde mental. Não se trata mais de pensar o sujeito implicado na sua fantasia, mas através de
uma disfuncionalidade fisiopatológica que se emerge através de uma epidemia de nomes
impróprios.

Ao utilizar-se de categorias abstratas, este protocolo internacional revela a despretensão em


construir uma nosologia, mas apenas uma classificação que atenda aos anseios políticos e
financeiros. Desta maneira, as categorias do DSM, ao afirmarem a pulsão, aboliram as classes
psiquiátricas, herdeiras de uma fina tradição construídas ao pé do leito do paciente. A partir
do momento que psicofarmacologiza-se, há uma despsiquiatrização da saúde mental. O
clínico torna-se um mero técnico empenhado em abrir os manuais de classificação, emitir um
diagnóstico automático e prescrever um fármaco potente para debelar aquela doença.
Nenhuma questão quanto ao sujeito é dirigida, nenhuma hipótese etiológica é formulada, daí a
expressão recorrente de que a clínica que se tenta fazer hoje é uma clínica que abole o sujeito.
A dietética farmacológica dispendida a este na ânsia de normalizá-lo impede qualquer
possibilidade de invenção e solução. Para classificações de massa, são utilizados
quimioterápicos de massa em prol de uma “saúde para todos”.

A psicanálise também precisou estabelecer uma tipologia para não ficar à deriva de uma
abordagem intituitiva dos fenômenos. Porém, ao partir da etiologia sexual das neuroses, Freud
nos mostra que sua preocupação não era realizar uma descrição fenomênica, como ocorre hoje
no campo da saúde mental. Sua tipologia, longe de ser um inventário de casos, é um convite a
ir além da queixa do sujeito e situar aonde neste sintoma a fantasia se implica. Assim, ao se
endereçar a um analista, ao supor que este sabe sobre seu inconsciente, o sujeito, através da
palavra, atribui ao seu sintoma outra leitura, a da expressão do inconsciente. Desta maneira os
sintomas de um sujeito, apesar de parecidos na manifestação, não tem o mesmo sentido para
outro sujeito, pois algo da sua constituição subjetiva furta-se a categorização, a partir do
momento que tomamos o sujeito como efeito da articulação significante.

Isso nos faz partir da proposta de Jean-Claude Milner (2006), de pensar os tipos diagnósticos
da psicanálise como classes paradoxais. Assim, histeria, neurose obsessiva ou psicose, não
convocam a nenhum agrupamento. A abordagem que se faz do sofrimento psíquico na
atualidade, ao atribuir ao sujeito um diagnóstico de depressão, fobia ou transtorno bipolar
acaba por promover uma nomeação do desconhecido, incluindo este sujeito num rol, num
agrupamento reconhecido pelo social. E o ser como os outros acaba por ter um “efeito
terapêutico” de apaziguamento temporário da angústia. Para Milner (1995), o que resulta de
tudo isso é o aparecimento de um sujeito sem substância, sem consistência e sem predicados.
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Um sujeito esvaziado de toda e qualquer subjetividade, comandado por um único significante.


Contudo, dadas as suas condições estruturais, o significante é por natureza impróprio ou, em
outras palavras, pela sua impropriedade, nenhum significante é suficiente para dizer do
sujeito.

E é isso o que faz distinguir as classes psicanalíticas das categorias do DSM. Miller (2006) nos
diz que a psicanálise sabe que esta é um artifício, é um semblant. Uma classe não consegue
abranger um sujeito em sua totalidade, este sempre escapa por nunca ser um exemplar perfeito
e é aí que se consegue apreender o efeito sujeito.

E, ao ultrapassar a sintomatologia do Homem dos Lobos indo além dos fenômenos, Freud
deparou-se com um delicado posicionamento deste frente à castração em que três correntes
libidinais revelavam de distintas montagens psíquicas ante a partilha sexual. Esta observação
que Freud faz quanto a posturas subjetivas tão diferentes cria uma interrogação naquilo que
ele vinha estudando até então, que a natureza da neurose estava intimamente relacionada à do
sintoma. Lacan, que, em sua primeira clínica, tão bem delimitou as estruturas neurótica,
psicótica e perversa sob a presença ou não do significante do Nome-do-Pai, também se
embaraçou diante do caso, chegando a situá-lo como boderline no seminário sobre A angústia
(1962-1963 / 2005). Miller, em seu retorno à obra lacaniana, por duas vezes se apropriou deste
caso, sendo que, na primeira, entre 1987-1988 (2009b; 2010), deixou em aberto seu
posicionamento quanto ao diagnóstico e, cerca de 20 anos depois, em 2009a, de posse dos
ensinamentos extraídos da Convenção de Antibes decidiu recolocar o Homem dos Lobos
dentro da categoria da psicose ordinária a partir dos dados obtidos da análise de Mack-
Brunswick.

O Homem dos Lobos inaugura um novo momento da pesquisa de Freud, haja vista que pouco
depois ele apresenta a sua 2ª tópica. Se formos contextualizar, a escrita do caso situa-se
exatamente no período marcado pelo artigo teórico – O instinto e suas vicissitudes (1915 /
1996) – no entanto, a publicação do caso é pouco anterior aos desdobramentos sobre a pulsão
de morte e a descoberta da compulsão à repetição figurados em Além do princípio do prazer
(1920a / 1996). A partir dos achados da clínica, vemos, neste momento, que a leitura de Freud
consiste em compreender o excesso pulsional que surge diante da ausência do pai enquanto
ideal. Quanto a apropriação realizada por Lacan, este deixa de relacionar o Homem dos Lobos
ao mecanismo da Verwerfung já no artigo fundamental sobre a teoria da psicose De uma
questão preliminar (1957-1958 / 1998), não volta a mencionar o termo boderline após o
seminário da Angústia e não se serve do caso em seu último ensino, ao tomar a excêntrica
produção literária de James Joyce para abordar a clínica do sinthoma.

Sobre a análise realizada por Freud, destaca-se uma diretriz diagnóstica bastante singular
quanto ao desfecho edipiano do Homem dos lobos: deu-se através de um Édipo invertido.
Esta indicação é retomada por Freud em seu artigo da 2ª tópica O ego e o id (1923 / 1996) e
em outro contemporâneo, em que retrata também um caso cuja saída do Édipo não foi
clássica, o da jovem homossexual (1920b / 1996). Partimos do pressuposto que a dissolução
pelo Édipo invertido nos conduziria a uma clínica mais delicada, onde se esboçaria um ponto
limite entre neurose e psicose.
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Na literatura lacaniana sobre o Homem dos Lobos, verificamos que esta construção freudiana
do caso é frequentemente negligenciada. Existe uma tendência a reler o recalcamento da
homossexualidade à luz do mecanismo psicótico – esclarecido por Lacan – como empuxo-a-
mulher. Nossa orientação exige de nós não deformarmos a perspectiva freudiana, reduzindo-a
a leitura pós-lacaniana. O próprio Lacan jamais confrontou o diagnóstico de Freud,
contrapondo-o ao seu. Esta problemática do diagnóstico nos convida a levantarmos algumas
questões: tomar o Édipo invertido como hipótese diagnóstica nos deixaria ainda no campo da
neurose? Essa hipótese nos afastaria do diagnóstico de psicose e nos aproximaria do
diagnóstico de perversão homossexual? Essas indagações se apoiam em dois importantes
elementos neste caso: a hipótese do recalcamento do desejo homossexual e a escolha
fetichista de objeto.

Ao partir do Édipo invertido, trabalhamos a hipótese de que a virilidade do Homem dos


Lobos é diferente da posição viril que o menino precisa assumir no desfecho final da sua
trama edipiana. É uma virilidade mascarada, de semblant que surge para ocultar uma posição
apassivada, uma manobra para mantê-lo afastado da homossexualidade. Podemos inferir que
o fetiche pode ser uma modalidade desta manobra ao permitir fazer semblant de homem. O
fetiche se constituiria, portanto, como um substituto para a realidade, uma defesa ante uma
realidade desagradável criando outra mais compatível aos anseios do sujeito, ou seja, seria a
última saída encontrada por ele contra o homossexualismo.

O novo modelo do aparelho psíquico – formulado depois da introdução de Além do princípio


do prazer (1920a / 1996) – propõe que o eu e o supereu se enraízem no isso, conferindo à
economia pulsional uma relevância bem mais abrangente do que o conflito entre o eu e o
inconsciente. Isto pode ser verificado, por exemplo, na extrema complexidade do conflito
psíquico que o Homem dos Lobos estabelece com a castração. Esta diversidade de atitudes só
pode ser compreendida como consequência de que o ato de admitir e de desmentir a castração
resulta numa divisão, num splitting do eu. Em A divisão do ego no processo de defesa (1940
[1938] / 1996), Freud destaca a sutileza da solução de uma criança para conciliar-se diante de
um conflito intolerável. A passagem pelo Édipo e pela castração, ao possibilitar à criança a
simbolização da falta, pode levar a um entre dois desfechos: no primeiro, ela pode reconhecer
o perigo, assumindo o medo e renunciando ao seu desejo e, no segundo, desmentir a realidade
e recusar-se a aceitar qualquer proibição.

Contudo, o jovem Serguei Pankejeff descobre outra saída. Ele cria um substituto para o pênis
de que sentia falta nas mulheres, poupando, por meio de um objeto fetiche, seu próprio pênis
da ameaça de castração. Para Freud, este afastamento da realidade é um procedimento muito
similar ao que ocorre nas psicoses, assemelhando-se também ao mecanismo do desmentido da
perversão. Neste último, a maneira de lidar com a realidade revela-se no uso do deslocamento,
que consiste em transferir a importância do pênis para outra parte do corpo. Tudo indica que
Freud faz alusão aqui ao deslocamento do valor do pênis que falta para as nádegas, como
objeto fetiche.

É uma solução sagaz, na medida em que satisfaz parcialmente a pulsão, sem violar as leis do
princípio de realidade. Disso resulta que a criança, diante do perigo da castração, cria um
objeto fetiche que substituirá a ausência do pênis na mulher, evitando com isso a perda do seu
próprio órgão, enquanto se apega à crença da universalidade fálica. O garoto sabe que a
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mulher não tem pênis, mas recusa-se a acreditar que este é um fato consumado, levando-o a
crer que algo tomou seu lugar. Neste cenário, Freud explica que a percepção desagradável
(não ter o pênis) e a força do contradesejo fazem um compromisso tal que só é possível sob o
comando das leis inconscientes. O fetiche ergue-se então como um monumento e uma
proteção contra a ameaça de castração. Por outro lado, retira o sujeito da via da
homossexualidade, uma vez que, com o substituto, dota as mulheres de características que as
tornam toleráveis como objetos sexuais. O fetichista vangloria-se ante o horror da castração,
negando a castração do pênis materno e elegendo um substituto que satisfaça sua fantasia. Ele
age como se a percepção da ausência do pênis não abalasse suas crenças, mantendo-se firme
na premissa da universalidade fálica, sem necessariamente tornar-se homossexual.

Seguindo esta perspectiva, este caso nos remeteria a uma clínica norteada pelo ideal, uma
clínica referenciada no Édipo ou de algo que escapa a este modelo? Ao trabalhar o Édipo
invertido, no mesmo momento em que inaugura a 2ª tópica e concebe a compulsão a repetição
e a pulsão de morte, Freud elabora algo novo, além do modelo standard do Nome-do-Pai?
Seria esta clínica insuficiente para dar conta do Homem dos Lobos? Em termos lacanianos,
seria seu último ensino, aquele de um tratamento do gozo, de uma solução singular do sujeito
que nos poderia permitir uma leitura contundente do caso? E porque Lacan se serviu de Joyce
e não do Homem dos Lobos? Teríamos que partir da Convenção de Antibes, tal qual a
psicanálise de orientação lacaniana nos propõe?

Com seus seminários de orientação lacaniana, Miller inaugura uma perspectiva pulsional que
relativiza a dimensão simbólica e estrutural, em proveito de uma perspectiva quantitativa. A
primeira leitura que ele realiza sobre o caso do Homem dos Lobos não promove este avanço,
porém duas décadas depois, assentado sobre as proposições de Antibes (1999), Miller recoloca
o Homem dos Lobos dentro da categoria da psicose ordinária a partir dos fenômenos de corpo
observados na análise com Mack-Brunswick (1928 / 1981). O corpo, em sua dimensão real ou
imaginária, é o palco em que se estabelecem os fenômenos de encadeamento e novos
encadeamentos. Trata-se de tomar uma perspectiva que não valoriza o déficit, a ausência ou
presença do Nome-do-Pai, mas as soluções, as invenções que um determinado sujeito
encontra e aposta em sua defesa diante da invasão do real.

Com o Homem dos Lobos de Freud, as classificações se mostram falhas. E aí onde algo falha,
nesta hiância que se abre, que a psicanálise é convocada a atuar. Deslocar-se da perspectiva
estrutural com a hipótese de uma perversão fetichista e abrir-se para outra continuísta guiada
pela perspectiva da psicose ordinária nos faz situar o caso pelo excesso pulsional. Desta
maneira, como nos diz Coelho dos Santos (2005, p. 86) “[...] o sintoma é cada vez mais
anônimo” acentuando mais a dimensão de gozo que a significante. Assim, a perspectiva
continuísta orienta-se para a solução singular encontrada pelo sujeito para se defender de um
gozo marcado pelo excesso.

Apesar da massificação e do achatamento a que é exposto, o sujeito não deixa de existir,


fazendo-se aparecer e se contar no real. Ao buscar soluções singulares para tratar o real, o
sujeito aposta numa tentativa de não sucumbir diante dele. A incerteza diagnóstica do Homem
dos Lobos o torna um caso paradigmático. Às vésperas de festejar seu centenário, sua leitura
continua a ser referência obrigatória no debate das querelas diagnósticas da atualidade,
estando em ampla vantagem temporal e clínica sobre os protocolos diagnósticos
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internacionais, apesar de prescindir dos estudos da farmacologia, da genética, das


neurociências e da aparelhagem tecnológica de última geração.
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