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INTRODUÇÃO A ENERGIA NUCLEAR

A energia nuclear voltou a circular nos parâmetros mundiais como uma


fonte alternativa de energia, devido a necessidade de buscar por fontes
energéticas que substituíssem os combustíveis fósseis.

CONCEITO BÁSICO

O conceito básico dessa fonte de energia é que ela se encontra no


núcleo dos átomos e é responsável por mantém os prótons e os nêutrons unidos.

Até que a ciência chegasse ao nível de produção de energia nuclear que


existe hoje muitas coisas foram, e precisaram ser descobertas. Desde os
benefícios, que é a própria energia elétrica que pode ser gerada com tão pouco
material, comparado as outras fontes de energia assim, como as mais
catastróficas que são as armas nucleares, e os riscos que a radiação pode trazer
para o organismo dos seres vivos em caso de acidente radioativo.

COMO SURGIU

A primeira vez que o átomo entrou em discursão no estudo da ciência foi


através do filósofo grego Demócrito (546 – 460 a.C.), ele acreditava que todos
os materiais possuíam uma parte menor e indivisível. (a = não; tomos = divisões).
Em 1806, Dalton formula a primeira teoria atômica, que explicava que a matéria
era composta por átomos indivisíveis. Teoria, claro, que foi derrubada por
Thompson em 1903, com a hipótese do pudim de passas. Esse modelo que fazia
teoria atômica avançar, incluía os conceitos de eletrização por atrito, formação
de corrente elétrica, formação de íons e descargas elétricas em gases.

Em 1896, o cientista francês Henri Bacquerel descobre a radioatividade


do elemento químico urânio. Posteriormente o casal Curie descobriram uma
radioatividade ainda maior nos elementos químicos polônio e rádio. Em 1898,
Rutherford formula o conceito aceito hoje, em que o átomo é constituído por um
núcleo positivo pequeno envolto por uma região mais extensa, na qual está
dispersa a carga negativa.

No início do século XX a radioatividade trouxe bônus e ônus a


humanidade. Foi importante no tratamento de doenças cancerígenas e na
geração de energia elétrica. Porém também trouxe as suas baixas, em 1945 caia
sobre solo japonês as bombas nucleares que atingiram as cidades de Hiroshima
e Nagasaki, e o mundo também passaria quase meio século sobre os temores
da Guerra Fria.

A primeira usina nuclear operou na Rússia em 1954. O primeiro acidente


nuclear ocorreu no Canadá em 1952, na época, houve falha no desligamento do
reator o que ocasionou uma explosão de vapor. Os três mais notórios acidentes
nucleares da história da humanidade foram os de Three Mile Island em 1979,
Pripyat na antiga União Soviética, atual Ucrânia, o famoso acidente de Chernobyl
que ocorreu devido ao superaquecimento do núcleo do reator, gerando uma forte
explosão de vapor e fogo. Logo uma novem radioativa, se espalhou pela cidade
obrigando 300 mil pessoas evacuarem a região de imediato. 56 pessoas
morreram na hora do acidente e outras 950 mil morreram ao longo dos anos
devido a exposição a radiação, informações da Agencia Internacional de Energia
Atômica. Até hoje a área tem um total de 30 km de raio em isolamento em torno
a usina. O mais recente acidente nuclear a nível mundial foi o de Fukushima no
Japão devido a um terremoto de magnitude 8,7 onde a falta de energia fez o
sistema de resfriamento parar, o superaquecimento dos reatores fez com que a
agua evaporasse e o núcleo derretesse ocasionando uma explosão de vapor de
césio-137 fazendo com que houvesse uma evacuação de 30 a 50 km de raio em
torno da ursina.

Atualmente, segundo a Agência Internacional de Energia Nuclear existe


438 usinas em operação no mundo. A França é a maior dependente dessa fonte
de energia que quer dizer 76% de toda energia gerada no país. O programa
nuclear brasileiro teve início em 1972 com a construção da usina nuclear de
Angra I, que entrou em operação no ano de 1985. Angra II entrou em operação
no ano 2001 e atualmente Angra III está em fase de construção. A Eletrobrás
Termonuclear informa que o Rio de Janeiro gera uma potência de 1990
MegaWatts, isso equivale a 50% da energia produzida no estado e a 2,9 % da
energia produzida no país.

O Brasil não teve nenhum acidente nuclear. O episódio que tivemos por
aqui, foi um acidente radioativo no ano 1987 em Goiânia, causado por uma
capsula de césio-137, que era usada para tratamento do câncer. Foi encontrada
numa sucata de um centro médico desativado e violada vitimando 4 pessoas que
tiveram contato direto com a substância e contaminando outras 129 pessoas. Na
época foi realizado uma triagem em outras 112 mil pessoas para verificar o
tamanho da contaminação na cidade de Goiânia.

COMO FUNCIONADA A ENERGIA NUCLEAR

A energia nuclear começa a ser gerada a partir do enriquecimento do


urânio. Se trata do processo de separação dos átomos mais leves daqueles mais
pesados, onde há um aumento na sua concentração que será armazenado em
pastilhas e encaminhado para a central nuclear.

As pastilhas que chegam a central nuclear vão para dentro estruturas


metálicas, que são os reatores. A produção de energia começa quando um
nêutron se choca e quebra um núcleo de um átomo, essa reação produz muito
calor que libera mais nêutrons que vão quebrar outro átomo numa grande reação
em cadeia. Esse calor esquenta a água do reator que funciona como uma panela
de pressão esquentando a água contida no gerador de vapor, que passa por
uma turbina responsável por acionar um gerador elétrico que produz energia.

VANTAGENS E DESVANTAGENS

As centrais nucleares não liberam gases do efeito estufa, não


necessitam de um espaço muito grande para sua instalação e uma pequena
quantidade de material pode gerar quantidades enormes de combustível, deixa
também uma quantidade pequena de resíduos e não depende de fatores
climáticos podendo gerar energia o dia todo por vários anos.

Em contrapartida os resíduos devem ser armazenados em locais


seguros, isolados e apropriados. É uma forma de energia que acaba se tornando
mais cara comparada as outras fontes. Apesar de pequeno, há sempre o risco
de acidentes nucleares. E pode causar também problemas ambientais devido ao
aquecimento de ecossistemas aquáticos pela água de resfriamento dos reatores.

ENERGIA AZUL

A energia azul é resultado do processo físico no meio ambiente em que


há o encontro da água doce com a água salgada.

O primeiro cientista a propor a existência de uma força possível de


exploração no encontro de rios com o mar foi Pattler em 1954. Em 1973, Sidney
Leob, desenvolve o primeiro método para extração de energia que é o método
de capitação de energia por osmose reversa, muito usado no processo de
dasassinalização da água. O projeto mais avançado de energia osmótica no
mundo está situado na Noruega, próximo a capital Oslo, e foi criado em 2009.
Um grupo de pesquisadores liberados pelo cientista, Jiadong Feng
desenvolveram uma membrana semipermeável produzida com dissulfeto de
molibdênio capaz de produzir energia com potência de alimentar ao mesmo
tempo 50 mil lâmpadas.

COMO FUNCIONA

No fenômeno de osmose o solvente se desloca do meio hipotônico no


sentido do meio hipertônico e chega ao final do processo quando os dois meios
encontram-se em equilíbrio de concentração. Na osmose reversa ocorre o
contrário, aplica-se uma pressão sobre a superfície na qual se encontra a
solução hipertônica, o que impede do solvente, no caso a água, ser transportado
para o meio mais concentrado.

Na planta de Stakraft, é utilizado o método PRO, que significa osmose


retardada por pressão, e usa uma membrana que é mais permeável à água do
que ao sal. As moléculas da água doce são forçadas a passar através da
membrana para o lado da água salgada por alta pressão. À medida que as
moléculas da água doce passam através da membrana, a pressão hidrostática
aumenta no lado da água salgada. Esta água pressurizada é utilizada para
acionar uma turbina e produzir eletricidade.

VANTAGENS E DESVANTAGENS

A potência energética da foz dos rios globais é de 1,7 a 1,6 TeraWatts


hora. A empresa afirma que com essa energia daria para suprir as necessidades
energéticas da Europa Oriental e a parte Europeia da Rússia. É uma fonte
totalmente renovável, não libera gases do efeito estufa e o resultado desse
processo é apenas a água salobra.

Em contrapartida as membranas, além de frágeis custam um


significativo valor no mercado o que pode encarecer a energia tornando a
inviabilidade econômica como seu maior obstáculo.