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Disgestão e Absorção no Trato Gastrointestinal

 Fontes de Nutrientes

1. Carboidratos (CHO)
2. Proteínas
3. Gorduras

OBS: Não podem ser absorvidos em sua forma natural, necessitando dessa forma de uma digestão em partículas que se encontram em macromoléculas em
micromoléculas.

 Carboidrato

1. Digestão dos Carboidratos: Poli ou Dissacarídeos em Monossacarídeo.

Saliva: Ptialina- 20 a 30% (alfa-amilase) Hidrolisa amido em maltose ou isomaltose.

 Quando o alimento é mastigado , ele é misturado com a saliva que contem a enzima ptialina, secretada, em sua maior parte pelas glândulas
parótidas.
 Essa enzima hidrolisa o amido no dissacarídeo MALTOSE e em outros pequenos polímeros de glicose, contendo 3 a 9 moléculas de glicose.

Estômago: Continua a Hidrólise dos amidos em maltose (30%-40%).

 A digestão do amido continua no corpo e no fundo do estômago.


 A atividade da amilase salivar é bloqueada pelas secreções gástricas, uma vez que a amilase é essencialmente inativa como enzima em pH de
meio abaixo de 4,0.
 Antes do alimento e da saliva estarem completamente misturados com as secreções gástricas, ate 30% a 40% dos amidos terão sidos
hidrolisados para formar maltose.

Instestino Delgado: Amilase Pancreática- 50 a 80% (Duodeno) , praticamente todos os carboidratos terão sido digeridos.

 Digestão pelo amilase pancreática.


 Depois de 15 a 30 minutos do quimo ter sido transportado do estômago para o duodeno e se misturar com o suco pancreático, praticamente
todos os carboidratos já terão sido digeridos.
 Em geral, os carboidratos são quase todos convertidos em maltose e/ou outros pequenos polímeros de glicose.

2. Três fontes de Carboidratos

 Sacarose: (Frutose + Glicose) Açucar da cana.

I. Sacarase: Microvilosidades do Intestino.

 Lactose: (Galactose + Glicose) Leite.

I. Lactase: Microvilosidades do Intestino.

 Amidos: Quase todos os alimentos de origem não-animal, batatas, grãos.

I. Ptliana: Boca
II. Amilase Pancreática: Duodeno
III. Maltase e a-Dextrinase: Microvilosidades do Intestino.

3. Hidrólise de Dissacarídeos em Monossacarídeos

Quase todos os carboidratos da dieta são polissacarídeos ou dissacarídeos, que são combinações de monossacarídeos. Quando carboidratos são digeridos,
enzimas especificas, nos sucos digestivos de TGI, catalisam a reintrodução de ions de hidrogênio e hidroxila, obtidos da água, nos polissacarídeos e, assim,
separam os monossacarídeos

Enzimas do Epitélio Intestinal: Localizadas nos enterócitos que forram a borda em escova das microvilosidades intestinais. São capazes de transformar
dissacarídeos em monossarídeos.

 Lactose: dissacarídeo encontrado no leite


Disgestão e Absorção no Trato Gastrointestinal

 Sacarose: dissacarídeo conhecido como açúcar de cana


 Maltose: dissacarídeo
 Dextrinas

Outros carboidratos ingeridos em menos quantidade são os: amilose, glicogênio, álcool, acido lático, ácido pirúvico, pectinas, dextrinas e quantidades
ainda menores de proteínas da carne. A dieta ainda contem celulose que e um carboidrato, entretanto não existe no corpo humano alguma ezima que degrada
a celulose.

 Proteína: Polipeptídeos em Aminoácidos

1. Digestão de Proteínas

As proteínas são formadas por múltiplos aminoácidos que se ligam por ligação peptídicas. Em cada ligação, íon hidroxila foi removido de um aminoácido e íon
hidrogênio foi removido do outro, assim, os aminoácidos sucessivos, na cadeia de proteína, se ligam, também por condensação e a digestão se da por efeito
inverso: hidrólise

Estômago: Pepsina, para ter ação nas proteínas é preciso acidez estomacal pH de 2 e 3. Ocorre de 10 a 20% a digestão de proteínas.

 Um dos aspectos importantes da digestão pela pepsina é a sua capacidade de digerir a proteína colágeno, proteína do tipo albuminoide, pouco
afetada por outras enzimas digestivas.
 O colágeno é constituinte significativo do tecido conjuntivo celular das carnes, portanto para que outras enzimas do trato digestório digerem as
proteínas da carne, é preciso primeiro que digerem o colágeno.
 A pepsina apenas inicia o processo de digestão das proteínas, promovendo 10 a 20% da digestão total das proteínas para converte-las em
proteases, peptonas, e outros polipeptideos .
 A clivagem das proteínas ocorre como resultado da hidrolise, nas ligações peptídicas entre os aminoácidos.

Duodeno: Secreção pancreática (Tripsina, Quimotripsina, Carboxipolipeptidase e Proelastase), grande parte da digestão de proteínas ocorre no intestino
delgado superior. Sob ação de enzimas proteolíticas da secreção pancreática.

 Grande parte da digestão das proteínas são feitas no intestino delgado superior, duodeno e jejuno, sob a influencia de enzimas proteolíticas da
secreção pancreática.
 Imediatamente, após entrar no duodeno saindo do estomago, os produtos da degradação parcial das proteínas são atacados pelas principais
enzimas proteolíticas pancreáticas: tripsina, quimotripsina, carboxipolipeptidase.
 Tanto a quimotripsina como a tripsina clivam as moléculas de proteínas em pequenos polipeptideos.
 A carboxipolipeptidase, entao libera aminoácidos individuas dos terminais carboxila dos polipeptideos
 A proelastase, por sua vez é convertida em elastase que, então, digere as fibras de elastina, abundantes em carne
 Apenas pequenas porcentagem de proteínas são digeridas completamente, a maioria é digerida ate dipeptideos e tripeptideos

2. Digestão de peptídeos por peptidases nos enterócitos intestinais.

Peptidases: aminopolipeptidase e dipeptidases.

Ocorre a hidrólise dos maiores polipeptídeos remanescentes em aminoácidos para serem facilmente transportados para o interior dos enterócitos.

OBS: Mais de 99% são aminoácidos.

Resumo: A última etapa na digestão das proteínas no lúmen intestinal é efetuada pelos enterócitos que revestem as vilosidades do intestino delgado,
sobretudo no duodeno e no jejuno. Essas células, têm borda em escova, que consiste em centenas de microvilosidades que se projetam a partir da superfície
de cada célula. Na membrana de cada uma dessas vilosidades encontram-se multiplas peptídases que fazem protusão através das membranas para o meio
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externo, onde entram em contato com os líquidos intestinais. Assim sendo, existem dois tipos de peptidases particularmente importantes: a aminopolipeptidase
e diversas dipeptidases.

 Gordura: Triglicerídeos em Ácidos Graxos e Glicerol

Cerca de 80% dos lipídeos provenientes da dieta são predominantemente triglicerídeos. Na alimentação, ele está disponível nos alimentos ricos em
carboidratos simples (açucar, farinha branca etc) e nos gordurosos – principalmente de origem animal, como carnes, leito integral e queijos amarelos.

Nenhuma hidrólise de triglicérides ocorre na boca, os lipídeos estimulam a secreção da lipase das glândulas serosas na base da língua (por isso se chama
lipase lingual), mas como não permanece na boca sua função é quase nula, digerindo menos de 10%.

Os triglicerídeos são formados por glicerol esterificado com 3 moleculas de acidos graxos. A gordura neutra é um dos principais constituintes dos alimentos de
origem animal, mas muito mais rara em alimentos de origem vegetal. Os fosfolipideos e os esteres de colesterol contem ácidos graxos e portanto, podem ser
considerados como gordura. O colesterol é um composto esterol que não contem ácidos graxos, mas exibe algumas carcteristicas químicas e físicas das
gorduras.

OBS: Uma pequena quantidade de triglicérides é digerida no estômago pela lipase.

1. Intestino

A chegada do bolo alimentar acidificado (presença de gordura e proteína) no duodeno induz a liberação do hormônio digestivo – colescitocinina CCK. Que por
sua vez promove a contração da vesícula biliar , liberando a bile para o duodeno e estimula a secreção pancreática. Os acidos biliares são derivados do
colesterol sintetizados no fígado.

 Gorduras, ácidos biliares e Lectina

A primeira etapa da digestão de gorduras é a quebra físicas dos glóbulos de gorduras em partículas pequenas, de maneira que as enzimas digestivas
hidrossolúveis possam agir nas superfícies das partículas. Esse processo é
chamado de emulsificação da gordura e começa pela agitação no estômago que
mistura a gordura com os produtos da secreção gástrica. A maior parte das
emulsificações ocorre no duodeno sob a influencia da bile, secreção do fígado que
NÃO contém enzimas digestivas. Porém ela tem grande quantidade de sais
biliares, assim como o fosfolipídeo e lecitina. Ambos, mas principalmente a lecitina
são importantes para a emulsificação.

Função Detergente: Principalmente Lectina

I. Fragmentação da gota de gordura.


II. Aumenta a área da superfície lipídica.
III. Importante pois a lipase atua somente na superfície.

A principal função majoritária dos sais biliares e da lecitina, especialmente na


lecitina na bile, é tornar os glóbulos gordurosos rapidamente fragmentáveis, sob
agitação com água, no intestino delgado.

Os sais biliares tem papel importante em remoção dos monoglicerídeos e os ácidos graxos das adjacências das partículas em digestão. Os sais biliares
quando em grande concentração de agua, tendem a formar micelas. As micelas se desenvolvem porque cada molécula de sal biliar é composta por núcleo
esterol, muito lipossolúvel e grupo polar muito hidrossolúvel . O núcleo esterol envolve os produtos da digestão das gorduras, formando pequenos
glóbulos de gorduras, no meio da micela resultante, com os grupos polares dos sais biliares se projetando para fora para cobrir a superfície da micela.
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I. Quebra física dos glóbulos de gorduras em partículas pequenas.


II. Emulsificação da gordura
III. Os sais biliares em concentrações elevadas na água tendem a formar Micelas.
IV. Micelas: Agregados cilíndricos compostos de 20 a 40 moléculas de sais biliares.

 Importância da bile

As enzimas lipases são hidrossolúveis e podem atacar os glóbulas de gordura apenas em suas superfícies.

 Lipase pancreática nos triglicerídes

Digere em um minuto todos os triglicérides. Os triglicerídeos são digeridos pela lipase pancreática. Os produtos finais da digestão de gordura são ácidos
graxos livres.

 Digestão da Gordura

Quase todas as gorduras da dieta são triglicerídeos ( gorduras neutras ) formadas por 3 moléculas de ácidos graxos condensadas com uma só molécula de
glicerol. Durante a condensação 3 moléculas de agua são removidas.

 Absorção Gastrointestinal

1. Estômago

Ocorre pouca absorção visto que não apresenta vilosidades típicas assim acabam tendo baixa permeabilidade. Assim absorvem apenas algumas substâncias
lipossolúveis, tais como álcook e algims fármacosa-aspirina.

A quantidade a ser absorvida por dia é de 8-9 L sendo, 1,5 L de volume ingerido e + - 7 L secretados.

2. Intestino Delgado

A agua é transportada, através da membrana intestinal, inteiramente por difusão. Quando o quimo está suficientemente diluído, a agua é absorvida através da
mucosa intestinal, pelo sangue das vilosidades quase inteiramente por osmose.
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Mucosa Intestinal:

 Pregas: Válvulas coniventes ou pregas de Kerchring.


Aumenta superfície absortiva 3x
Duodeno e Jejuno

 Vilosidades na superfície da mucosa:


Aumenta superfície absortiva em 10x
Bordas em escova – microvilosidades

Absorção Diariamente:

 Centenas gramas de carboidratos


 Média de 100g gordura
 50 a 100g de aminoácidos
 50 a 100g de íons
 7 a 8 litros água

Absorção de água:

 Difusão

Na difusão facilitada, o transporte de substâncias através da membrana também obedece um gradiente de concentração, ou seja, a substância passa do
meio com maior concentração para o meio com menor concentração.

 Osmose

Quando o quimo está suficientemente diluído, a água é absorvida através da mucosa intestinal pelo sangue das vilosidade por osmose. Por outro lado, a água
pode também ser transportada na direção oposta. Isto ocorre especialmente quando soluções hiperosmóticas são descarregadas do estômago para o
duodeno. Em questão de minutos, água suficiente será transferida por osmose para tornar o quimo isosmótico ao plasma.

 Íons

I. Sódio: Transporte ativo – energia – hidrólise ATP

No caso da diarréia intensa, as reservas de sódio do corpo podem por vezes ser depletadas em níveis letais em questão de horas. Menos de 0,5% do sódio
intestinal é perdido nas fezes, a cada dia, já que o sódio é absorvido diariamente através da mucosa intestinal. O Sódio serve de co-transporte para outras
substâncias, como na bomba sódio-glicose, sódio-aminoácido e sódio-hidrogênio. A maior absorção de sódio, por sua vez, aumenta a absorção de íons
cloreto, água e de outras substâncias.

Quando a pessoa se desidrata, grandes quantidades de Aldosterona são secretadas pelo córtex das glândulas adrenais. Assim, a função da aldosterona no
TGI é a mesma que ela exerce nos túbulos renais. Dentro de 1 a 3 horas essa aldosterona provoca a ativação de mecanismos de transportes e de enzimas
associadas a absorção de sódio pelo epitélio intestinal. A maior absorção de sódio, aumenta absorção de ions cloreto, água e outras substancias.

II. Cálcio:

Os íons cálcio são absorvidos ativamente pelo sangue principalmente no duodeno. Um fator de controle de absorção de cálcio é o PTH , e outro fator
importante é a vitamina D. O Paratormônio ativa a vitamina D, e esta intensa bastante a absorção de cálcio.

III. Cloreto:

Na parte superior do intestino delgado, a absorção de íons cloreto é rápida e se dá principalmente, por difusão. O Cloreto também é absorvido pela
membrana da borda em escova de partes do íleo e de intestino grosso, por troca do cloreto de bicarbonato da membrana da bodra em escova. Os ions
bicarbonato é absorvido de modo indireto, quando ions sódio são absorvidos, quantidade moderada de ions de hidrogênio é secretada no lúmen intestinal, em
troca por parte do sódio. Esses ions de hidrogênio combinam-se com os ions bicarbonato formando acido carbônico H2CO3 , que então se dissocia
formando agua e dióxido de carbono

IV. Ferro:

Íons ferro são também ativamente absorvidos pelo intestino delgado. Têm relação com a necessidade do organismo , principalmente para a formação de
hemoglobina

OBS: ìons monovalente são mais fácies de serem absorvidos do que íons bivalentes.
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Absorção de Nutrientes:

 Glicose: ocorre em um processo de co-transporte com o sódio. A diferença de concentração do sódio fornece a energia para o transporte de
glicose para o interior da célula, contra diferenças de concentração. Uma vez dentro da célula, outras proteínas transportadoras facilitam a
difusão da glicose através da membrana basolateral para o espaço extracelular e daí para o sangue.

 Galactose: é transportada por um mecanismo exatamente igual ao da glicose.

 Frutose: é transportada por difusão facilitada não acoplada ao sódio e, uma vez dentro da célula, é então convertida em glicose e
posteriormente transportada para o sangue.

 Proteínas: as proteínas são digeridas e absorvidas sob a forma de dipeptídeos, tripeptídeos e alguns aminoácidos livres. A energia para este
transporte é suprida por um mecanismo de co-transporte com o sódio, à semelhança do co-transporte de sódio e glicose. A maiorias das
moléculas de peptídeos ou aminoácidos se liga nas membranas da microvilosidades da célula com proteína transportadora especifica que
requer ligação de sódio para que o transporte ocorra. A energia do gradiente de sódio é em parte transferida para o gradiente de concentração
do aminoácido ou peptídeos que se estabelece pelo transportador

 Gordura: depois de entrar na célula, são captados pelo REL e são usados para formar novos triglicerídeos que serão, sob a forma de
quilomícrons, transferidos para os lactíferos da vilosidades. Pelo ducto linfático torácico, os quilomícrons são transferidos para o sangue
circulante.

3. Intestino Grosso

Grande parte da absorção no intestino grosso se dá na metade proximal do cólon, o que confere a esta porção o nome de cólon absortivo. O cólon distal
funciona principalmente no armazenamento de fezes até o momento propício para sua excreção- cólon de armazenamento.

Tamanho: 1,5 m

Função: É responsável pelo importante proceso de absorção da água, o que determina a consistência do bolo fecal, possui uma rica flora bacteriana.

 Absorção

Assim como no intestino delgado, a mucosa do intestino grosso tem uma capacidade elevada de absorver ativamente sódio, e a diferença de potencial elétrico
promove a absorção de cloreto.

Além disso, a mucosa do intestino grosso secreta íons bicarbonato enquanto absorve simultaneamente um número igual de íons cloreto. O bicarbonato
ajuda a neutralizar os produtos finais ácidos da ação bacteriana.