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Conheça os 3 principais centros de custos que devem ser

estudados e calculados antes de se abrir uma pequena


empresa. Acompanhe!

Sabemos que um bom planejamento é determinante para a conquista do sonho de montar o próprio
negócio. Entretanto, sem uma margem segura de capital os rumos da sua empresa podem ser
diferentes daquilo que foi idealizado. A lista de custos para tirar uma ideia do papel é grande, por
isso, dominar todos os detalhes aumentará as suas chances de sucesso.

Nesse contexto, elaboramos um post sobre as principais custos que envolvem a abertura de uma
empresa. Confira!

Defina o capital
inicial
O capital inicial de um empreendimento representa a quantia necessária para dar vida ao seu
projeto, colocá-lo em pleno funcionamento, até que ele se torne autossustentável e consiga gerar
lucros.

Investimento fixo
São os custos de ordem estrutural, os bens indispensáveis ao início das atividades:

aquisição ou locação do espaço físico;


edificação ou reforma das instalações;
compra do maquinário e demais equipamentos;
obtenção de matéria-prima;
gestão de mão de obra;
veículos;
utensílios, dentre outros.

Neste momento, é importante avaliar a demanda e listar cada item, com seus respectivos preços,
no plano de negócios. Aqueles que buscam de reduzir os custos do investimento, o aluguel de
equipamentos ou a compra de usados pode significar uma alternativa de ótimo custo-benefício.
Investimento pré-operacional
Assim como os gastos fixos, o investimento pré-operacional também diz respeito ao capital necessário
à abertura da empresa, contudo ele não engloba bens materiais – são os treinamentos
dos colaboradores, despesas com a legalização da indústria, estratégias de marketing etc.

Capital de giro
O capital de giro corresponde a uma reserva financeira a fim de manter a sua produção, até que a
entrada de dinheiro no caixa seja o suficiente para bancar suas operações: gastos fixos e variáveis,
folha de pagamento, estoque e uma porcentagem para emergências.

Os recursos do capital de giro são fundamentais ao sucesso da organização. Por melhor que seja o
plano de negócios desenvolvido, quando este quesito não recebe a devida atenção, ou é elaborado um
cálculo superficial, há uma grande chance de algo não sair como esperado e o empreendedor acabar se
endividando.

Como calcular
Para fazer a estimativa correta, devemos considerar a diferença entre o ativo
circulante (aplicações financeiras, valores em caixa e a receber) e o passivo circulante (dívidas com
fornecedores, financiamentos, contas a pagar).

Dessa forma, considerando uma empresa com o ativo circulante de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) e o
passivo circulante de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), o seu capital de giro consistirá em R$
30.000,00 (trinta mil reais).

Vale ressaltar que, quanto mais capital for reservado para o giro da empresa, maiores serão as
oportunidades de boas negociações, com os clientes, fornecedores e investidores.

E como as circunstâncias do mercado se alteram constantemente, o cálculo do capital de giro deverá


ser sempre renovado.

Atente-se aos custos


com a burocracia
O processo de abertura de uma empresa no Brasil é um dos mais burocráticos e demorados do mundo.
Por esse motivo, é essencial se manter bem informado para obter toda a documentação exigida e evitar
dores de cabeça futuras.

Realizar todas as formalizações referentes a licenças, alvarás, registros, lhe dará o direito de
iniciar suas atividades.

Existem diversas formas para se constituir um empreendimento, cada uma com as suas peculiaridades.
Contudo, alguns dos requisitos são comuns a maioria das modalidades.

Contrato social
O contrato social tem por objetivo delimitar a participação de capital, somadas as atribuições de cada
sócio; além de definir as atividades que serão praticadas e o modelo tributário adotado.

Para uma pequena indústria, vale analisar se ela se encaixa no sistema Simples Nacional, pois as
alíquotas são reduzidas e o pagamento também é simplificado.

Atualmente, contamos com 3 espécies de regimes tributários no nosso país:

Lucro Real;
Lucro Presumido;
Simples Nacional.

Nessa fase, também é importante a verificação da disponibilidade do nome e objeto social escolhidos
para sua empresa. Lembrando que o documento requer a assinatura de um advogado e reconhecimento
em cartório.

Caso o negócio seja individual, ou seja, não tenha sócios, no lugar do contrato social é feito um
requerimento de empresário.

Registro na Junta Comercial


Apesar de não conceder autorização para funcionar, é com o registro na junta comercial que a
empresa passa a existir oficialmente. E, se for o caso, ele poderá ser feito no Cartório de Pessoas
Jurídicas do respectivo Estado. As demais formalidades somente serão realizadas de posse desse
documento.

Registro de Marca
Quem deseja exclusividade para o nome da sua empresa, ainda deverá desembolsar valores com
o registro da marca no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). Trata-se de um
investimento valioso, pois ele assegura a sua identidade, evita que outras organizações se aproveitem
da sua credibilidade.

São várias as taxas que envolvem a formalização do registro, desde a pesquisa para verificar a
disponibilidade do nome, até a manutenção do mesmo por 10 anos.

Alvará de funcionamento
É o documento emitido pelo município onde o negócio está localizado. Primeiramente, é imperioso
averiguar se aquela atividade tem autorização para ser praticada na cidade. Após esta etapa, a
conquista a autorização de funcionamento depende de comprovação, junto a prefeitura, de que você
dispõe de todos os requisitos para o exercício da atividade.

No mais, algumas licenças também serão obrigatórias a abertura da sua indústria, são elas:

licença ambiental;
licença sanitária;
vistoria pelo Corpo de Bombeiros.

Os custos com a legalização de um empreendimento no Brasil correspondem a media de 2 mil reais,


porém eles podem variar de acordo com o Estado. O recomendável nessa fase, é procurar a ajuda de
um contador para orientá-lo sobre todas essas questões burocráticas.

Controle o seu
estoque
Finalmente, para que você possa atender seus clientes com agilidade, é importante haver estoque de
matéria prima, bem como dos produtos acabados.

O estoque é o dinheiro da empresa transformado em mercadorias, ele significa um investimento


para obter-se mais lucros, e, por isso, exige um gerenciamento eficiente.

Para tanto, saiba qual é a demanda do seu mercado e procure manter um equilíbrio – nem mercadoria
demais, nem a quantidade exata, haja vista possa ocorrer um crescimento inesperado do consumo.
Como calcular
Um método bastante eficiente para controlar a necessidade de reabastecimento do inventário de uma
indústria é o “giro de estoque”.

Com ele, é possível medir a velocidade na qual os produtos estão sendo vendidos, e igualmente a
capacidade da empresa transformar seu investimento em lucro.

O resultado pode ser encontrado por meio de uma fórmula simples: dividindo o total da vendas pelo
volume de estoque.

Imaginemos uma fábrica de luminárias que produza 5 mil unidades ao ano, contando com um estoque
médio de 500 luminárias. Logo o seu giro de estoque será igual a 10 (5.000/500 = 10), sinônimo de
que a indústria deverá ter o estoque renovado 10 vezes no período de 12 meses.

O processo de abrir qualquer negócio demanda tempo e dinheiro, independente do tamanho da


estrutura. Ademais, diante de um mercado cada vez mais competitivo, o capital para cobrir os gastos
iniciais precisa ser planejado com excelência, para que o empreendimento sobreviva até conseguir
gerar lucros.

Gostou do nosso post? Agora que você já conhece os fatores que influenciam nos custos iniciais de
uma empresa, aproveite para saber Como elaborar um funil de vendas ideal para pequenas empresas.