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Vertebrados

Os vertebrados são muito menos diversos e muito menos numerosos e abundantes que os
insetos, mas rivalizan com eles em sua adaptação a uma variedade de modos de existência e
os superam na capacidade para receber estímulos e reagir a eles.

C. A. Villee, Biologia

Um vertebrado é, como seu próprio nome indica, um animal provisto de vértebras. É um animal
cujo sistema nervoso tem como centros o encéfalo, situado na cabeça, e a medula espinal,
disposta a modo de cordão ao longo do dorso, encerrado o primeiro em uma espécie de caixa
óssea, o crânio, e a segunda na coluna vertebral, ou série de segmentos ósseos, denominados
vértebras, articuladas entre si de maneira que, ainda que constituem um conjunto sólido, o
animal pode ser movido e dobrar seu corpo. Esta é a razão de seu nome, derivado do verbo
latino uduer ou dobrar

Caraterísticas

Esta classe de animais reúnem uma classe de caraterísticas gerais que se enumeram a seguir.

- Cordão esquelético interno

Durante a fase embrionária, todos os cordados possuem uma pró-coluna vertebral telefonema
notocorda. Esta nos adultos se converte em coluna vertebral.

- Cano longitudinal

É oco e está situado na parte dorsal da notocorda.

- Hendiduras faríngeas

Nos cordados primitivos estão relacionadas com a respiração branquial e a alimentação por
filtrado. Nos cordados evoluídos, perdem-se estas qualidades, mas o aparelho respiratório
continua unido ao digestivo através da faringe.

Divisão dos vertebrados

Dividem-se em cinco classes:

Mamíferos: vertebrados que respiram ar por médio de pulmões, têm um coração dividido em
quatro cavidades, são de sangue quente (homeotermos) e, de modo geral, dão a luz a seus
filhos vivos, que se alimentam durante a infância mamando o leite que geram as fêmeas.

Aves: vertebrados de respiração pulmonar, com quatro cavidades no coração, são


homeotermos. Seus membros superiores são asas e o corpo têm-no revestido de plumas.

Répteis: vertebrados de respiração pulmonar, com três cavidades no coração, de sangue fria
(poiquilotermos), corpo revestido de escamas, placas ósseas e pile lisa.

Anfibios ou batracios: vertebrados que em sua primeira idade respiram o oxigênio dissolvido na
água e que têm o coração separado em duas cavidades; quando são adultos sua respiração é
pulmonar e obtêm uma terceira cavidade no coração.

Peixes: vertebrados eminentemente aquáticos, de respiração branquial em todas as idades, com


só duas cavidades no coração e sangue frio.

Mamíferos

Caraterísticas gerais

O caráter distintivo mais notável dos mamíferos, o que lhes dá nome e lhes separa e diferença
do resto do reino animal, consiste em certas glândulas da pele, as glândulas mamarias,
destinadas a segregar leite (rica em açúcar, gordurosa e uma matéria de grande valor nutritivo),
com a qual as fêmeas alimentam às crianças durante sua primeira época de vida. As glândulas
mamarias são denominadas mamas e cujo número pode oscilar entre um muitos pares.

Outra caraterística notável dos mamíferos é que, pelo geral, dão a luz a seus filhos vivos.
Também há mamíferos que voam como as aves, que se assemelham aos peixes, mas todos
eles possuem mamas que não existem em nenhum outro grupo do reino animal.

Por outro lado, outra caraterística distintiva dos mamíferos é ter o corpo recoberto de cabelo. A
função deste é isolar termicamente ao indivíduo do médio exterior.

O desenvolvimento das crianças dos mamíferos no seio uterino leva-se a cabo mediante a
placentación, que permite o intercâmbio de alimento e substâncias de desperdício entre o feto e
a mãe, assegurando à descendencia um médio estável e seguro. Depois do parto, as crianças
são alimentadas graças às glândulas mamarias.

Sistemas corporales

Sistema circulatorio

A circulação dos mamíferos é duplo e completa, isto é, o sangue venosa e a arterial não se
misturam (completa), e há dois percursos, pulmonar e corporal (duplo. Seu coração está dividido
em quatro partes (duas aurículas e duas ventrículos). O sangue é vermelho e quente
(aproximadamente 37º C), seus glóbulos vermelhos não têm núcleo.

Aparelho respiratório

Consta de um diafragma muscular que separa a cavidade torácica da abdominal.

O ar passa através da laringe e faz vibrar as cordas vocais e produz-se som.

Aparelho digestivo

Consiste em um conduto primeiramente ou esófago, um estômago e um cano intestinal com


saída ao exterior (ânus), mais algumas glândulas das que as mais importantes são o hígado e o
páncreas. São os únicos animais que têm, na boca, o maxilar inferior formado por um só osso.

Aparelho reprodutor

A fecundación é interna e conquanto em algumas espécies o óvulo fecundado sai ao exterior


formando um ovo (ovíparos, unicamente os monotremas ou prototerios), a imensa maioria
desenvolve-se dentro da mãe e parem crianças vivas (vivíparos).

Sistema nervoso

Sua constituição geral é semelhante à do resto de vertebrados: um eixo formado pelo encéfalo e
a medula espinal, da que partem nervos periféricos. A diferença fundamental radica no
desenvolvimento relativo destes órgãos. Em concreto destaca o grande volume do encéfalo,
fundamentalmente o cérebro e o cerebelo.

Divisão de mamíferos (imagem 1)

Todos os mamíferos se repartem em veintiún ordens, distribuídos em três ordens.

Monotremas

Constituem um primitivo grupo de mamíferos, representados pelo ornotorrinco e o equidna


(imagem 2). Seu habitat está reduzido a Austrália e Nova Guiné.

São animais peculiares, que carecem de lábios e dentes e estão provistos de um bico córneo
semelhante ao dos patos. Têm cloaca e põem ovos. Carecem de glândulas mamarias e as
crianças alimentam-se de uma secreção látea, que se produz em certas zonas da superfície
ventral.

Marsupiales

Caraterizam-se por apresentar uma saca, telefonema marsupio, na que introduzem a suas
crianças recém nascidas para que completem seu desenvolvimento. Seu habitat reduz-se a
América, Nova Guiné e Austrália.

Animais característicos

León (imagem 3)

É um mamífero de cabeça grande, orelhas pequenas, caninos muito desenvolvidos e pelaje de


cor pardo. O macho distingue-se da fêmea por seu maior tamanho e pela melena que lhe cobre
a cabeça e o pescoço.

Habita em selvas e savanas da África. desapareceu da Índia e Ásia Menor. É um animal noturno
que caça de noite, ao espreito, cerca dos abrevaderos. Unicamente ataca ao homem quando
está ferido. O leão é um mamífero euterio do grupo dos carnívoros.

Canguru

Mamífero de extremidades posteriores bem mais longas que as anteriores. O mais característico
deste animal é sua maneira de andar, dando saltos com as patas posteriores, e a saca do
abdômen, denominada marsupio, na que introduz a suas crianças recém nascidas para
completar seu desenvolvimento. É essencialmente herbívoro e vive em manadas em praderas
australianas. É um marsupial.

Ornitorrinco
Mede uns 95 cm de longitude. Alguns de seus rasgos são parecidos às aves. Sua cabeça é
pequena, com um focinho largo e plano. As patas, curtas, têm os extremos palmeados, aptas
para a natação. E corpo está revestido de um pelaje muito suave de cor castanho escuro.

Vive só na Austrália e Tasmania, em zonas montanhosas e cerca de cursos de água em cujas


orlas escava madrigueras. É um mamífero ovíparo do grupo dos monotremas ou prototerios.

Adaptação dos mamíferos

A adaptação dos mamíferos conduziu a estes à exploração dos recursos do médio em que
vivem, embora sejam muito diferentes. Dita adaptação fica refletida nos tipos de dentição. Os
carnívoros, como o guepardo, têm grandes caninos com os que sujeitam e matam a suas presas
e muelas muito cortantes para triturar a carne.

Outras adaptações mais simples são, por exemplo, um rabo longo e flexível para sacudir-se as
coscas e um pescoço muito rápido e forte para aumentar as qualidades como caçador.

Os mamíferos adaptaram suas extremidades a sua forma de deslocar-se, porque não se move
igual um golfinho, que um morcego ou um cavalo (imagem 4).

Os golfinhos e as baleias vivem o mar, mas respiram ar atmosférico graças a seu orifício
superior que comunica com os pulmões.

Aves

São animais vertebrados que têm bico, asas o corpo coberto de pluma e se reproduzem por
ovos (imagem 5).

Todas as aves apresentam unicamente duas patas, que lhes servem para transladar pelo chão.
As duas extremidades anteriores estão transformados em asas, que utilizam para voar. O
aparelho digestivo das aves diferencia-se do de outros animais por ter a boca com bico, um
esófago com papo que lhes serve para armazenar ao alimento, ou estômago triturador chamado
molleja e uma cloaca ao final de intestino grosso. Respiram mediante pulmões, que estão em
comunicação com os sacos aéreos distribuídos por todo o corpo, aliviando o peso do animal.
Reproduzem-se por ovos, que incuban pelo calor do corpo para que nasçam as crianças.

Caraterísticas gerais

As aves formam o grupo de animais vertebrados melhor caraterizados e, portanto, mais fáceis de
definir. Poderia ser dito, como síntese, que uma ave é um vertebrado provisto de bico, revestido
de plumas e com membros anteriores transformados em asas. Mais ou menos desenvolvidas,
estes três carateres acham-se em todas as aves e, em mudança, não existem reunidos em
nenhuma outra classe de vertebrados. O mais exclusivo dos três é a existência de plumas e o
mais geral, o bico. Há aves com as asas atrofiadas, mas nem uma sem bico.

O bico das aves sofreu modificações adaptadas aos tipos de alimento de consomem. Algo
semelhante ocorre com as patas, possuem quatro dedos, três para diante e um para atrás. #Há
que só tem três dedos para diante e o mais interno armado de uma forte unha.

A grande agudeza visual das aves manifesta-se pela presença de estruturas especiais na retina,
zonas de máxima concentração de célula visuais, e adelgazamientos da retina.
Reprodução

Todas as aves, sem exceção, são ovíparas. O ovo, protegido por uma casca calcária muito
delgada mas dura, contém grande quantidade de vitelo nutritivo, formando a gema. Mediante a
incubação, após nutrir-se algum tempo com a gema à que continuará unido, acaba por romper a
casca e sair ao mundo exterior.

Alimentação

Encontramos nas aves a mesma variedade que nos mamíferos: a maior parte vivem de insetos,
de pequenos invertebrados ou de frutas e sementes, mas há muitas que comem carne e
algumas que se alimentam de erva. A escassez de determinados alimentos em certos períodos
do ano ocasiona as migrações, sempre interessantes, de concretas espécies de aves.

Classificação (imagem 6)

Classificam-se, atendendo às diferenças de bico, patas e tamanho em: palmípedos (pato,


gaivota, pingüino), zancudas, de patas, pescoço e bico muito longos (cigüeña, grulla), rapaces, d
bico e unhas fortes (águia, búho, coruja); pássaros de pequenos tamanho (canário, gorrión);
prensores ou trepadores, com os dedos das patas opostos, (papagaio, periquito); corredores, de
grande tamanho e asas reduzidas (avestruz); gallináceas, de asas curtas e patas robustas
(galinha, codorniz), e columbiformes, como a pomba.

Anfibios

São animais que, na primeira etapa de vida, vivem sempre na água e respiram por branquias
como os peixes. Quando são adultos podem viver tanto em água como em terra e respiram por
pulmões e através da pele.

Sua pele está recoberta por uma mucosidad que impede que se seque. Possuem quatro patas;
as posteriores com longas e fortes, adaptadas ao salto e à natação. Possuem cinco dedos
unidos por uma membrana. As patas anteriores são mais curtas e só têm quatro dedos que
carecem de membrana. A boca destes animais está provista de uns diminutos dentes.

A língua é pegajosa, e está unida à boca por sua vez delantera, o que lhes permite caçar insetos
com facilidade.

REPRODUZEM-SE por ovos, são poiquilotermos e se aletarga quando as temperaturas são


muito baixas.

Caraterísticas gerais (imagem 7)

O nome de anfibios que se aplica a esta classe de vertebrados se refira a que a grande maioria
das espécies desfrutam da faculdade de viver indistintamente dentro ou fora da água, e
sobretudo a que muitos deles atravessam sua juventude por uma fase durante a qual são
completamente aquáticos, embora depois, quando são adultos possam ser terrestres. Oferecem,
portanto, duas caraterísticas importantes: a faculdade de mudar de médio e a metamorfosis.

Ambos casos se observam na a perfeição nas ranas, que são, quiçá, os anfibios atuais mais
caraterizados. Uma rana adulta pode estar horas em pleno ambiente atmosférico, com
frequência imóvel, ao espreito de suas presas, ou comendo ou saltando com tal agilidade que
não é aventajado por muitos vertebrados geralmente terrestres. Apesar de tão perfeita
adaptação à superfície da terra, as ranas podem buscar refúgio no seio da água, na que se
zambullen de um salto. Nadam nela com extrema facilidade e rapidez, permanecendo
submergidos durante longo tempo.

Apresentam a pele nua, rasgo que lhes carateriza e diferença dos demais tetrápodos,
condicionando ao mesmo tempo seu modo de vida vinculado à água ou ao ambiente úmido,
pois estão pouco defendidos contra a evaporação de seus líquidos internos, No entanto, a
coloração de sua pele não desmerece, em ocasiões, da que podem apresentar outros
vertebrados.

Fecundación

A fecundación dos anuros é externa, salvo em raras exceções, pois o macho não apresenta
órgãos copuladores adequados. À medida que os ovos são postos pela fêmea, o macho os
riega com abundante esperma para fecundarlos. O renacuajo é a larva típica dos anuros.

Particularidades

As larvas dos anfibios são semelhantes, por sua organização, aos peixes, enquanto os adultos
assemelham-se aos répteis. No entanto, diferem de uns e outros por diferentes carateres.

Os anfibios ocupam uma posição central. De uma parte relacionam-se com certos peixes já
extinguidos, que deveram ser seus antecessores, enquanto determinadas formas de anfibios
arcaicos que se chamavam estegocéfalos, com frequência de corpo rechoncho, cabeça grande
e fila não muito longa. Além de sua cabeça fortemente acorazada tinham o corpo coberto de
escamas e de placas exoesqueléticas.

Alimentação

Todos os anfibios adultos são carnívoros e se alimentam de insetos, crustáceos, caracolitos,


vermes e pececillos. Também é frequente que os anfibios devorem a outros de menor idade. Os
renacuajos com herbívoros, mas assim mesmo devoram substâncias animais.

Detalhes

A brilhante coloração de muitos anuros tem a função de assinalar que seu possuidor produz
fortes toxinas. Os indígenas americanos, advertidos destas qualidades, utilizam todas as
substâncias para embadurnar suas setas.

Classificação (imagem 8)

Vermiformes

Têm aspeto de vermes, pois não só carecem de patas, senão que seu corpo é longo e cilíndrico,
com a mesma grossura em toda sua extensão e com seus extremos tão semelhantes que não se
distinguem o cefálico do volume. Todo o corpo, exceto a região cefálica, apresenta A pele
redobrada em forma de anéis, o que acentua a semelhança com os vermes. Estes anéis estão
muito juntos na parte posterior do corpo. Muitas espécies possuem diminutas escamas
embutidas na pele. A presença destas que não existem no resto dos anfibios existentes, pode
ser interpretado como uma herança que os ápodos receberam dos arcaicos anfibios
estegocéfalos. A pele dos ápodos ou anfibios vermiformes está sempre humedecida por uma
secreção mucosa.

Urodelos

Caraterizam-se por ter fila (do grego uro, fila, e delos, visível) e um par de extremidades. A forma
é parecida à dos lagartos.

Nos urodelos existem metamorfosis, mas estas não são tão complicadas como as que se
produzem nos anfibios vermiformes. As larvas são muito parecidas aos adultos, por sua forma e
organização. Nos casos de maior diversidade, a larva distingue-se pelos seguintes carateres:
por sua vida aquática, por ter à cada lado do pescoço três pares de branquias exteriores, por
apresentar baixo essas branquias umas aberturas que comunicam com umas câmeras
semelhantes às das branquias internas dos peixes, por ter a fila comprimida, e por ser incapazes
para a reprodução.

Anuros

O nome vem do grego an, sem, e uro, fila, porque carecem dela, mas merecem o nome de
anfibios saltadores porque todas as espécies estão conformadas para andar a saltos, o que não
exclui a existência de outros meios de locomoção, pois longe disso são muitos os capacitados
para correr, trepar e andar a grande velocidade. Nesta ordem é onde a metamorfosis se
representa com mais intensidade.

Nas espécies mais típicas, a posta realiza-se na água e dos ovos saem larvas.

Répteis

São um grupo de vertebrados que se caraterizam por apresentar o corpo coberto de escamas e
por caminhar arrastando o ventre sobre o chão. Alguns répteis têm quatro patas muito curtas,
como a tartaruga e vos cocodrilos, outros carecem delas, como as serpentes.

São animais ovíparos e poiquilotermos. Respiram por pulmões e vivem tanto em terra firme
como dentro da água, saindo de vez em quando pára espirar.

Aspeto externo (imagem 9)

São vertebrados de temperatura variável, cuja respiração é sempre pulmonar; que não sofrem
metamorfosis alguma e carecem de glândulas cutáneas, apresentando um revestimento externo
de pele escamosa, coraza óssea, peças córneas, peças ósseas ou pele coriácea.

A pele dos répteis permitiu a estes animais colonizar um grande número de ambientes, inclusive
as zonas áridas, pois estão bem protegidos contra a dessecação. A morfologia das escamas
pode variar segundo a região do corpo e também segundo os requisitos da cada espécie.

Os répteis preferencialmente crepusculares costumam apresentar pupilas verticais para proteger


sua retira das radiações solares. A maioria deles apresentam papadas móveis e membrana, que
é uma terceira pálpebra que corre para atrás limpando a retina do olho. Nas tartarugas a pupila é
circular e a boca carece de dentes.

Particularidades fisiológicas
À medida que baixa a temperatura vão cessando funções de relacionamento dos répteis, até
cair em pleno letargo, durante o qual a respiração e a circulação ficam amortecidos. Então vivem
a expensas das reservas acumuladas em seu organismo nos períodos de atividade, já que
cessam por completo as funções de nutrição. Alguns répteis dos países muito cálidos sofrem um
letargo estival, com o que a natureza lhe protege tanto do calor excessivo como da falta de água.
Antes de nascer, passam por um letargo dentro do ovo. Durante estes períodos letárgicos, fica
reduzido a um mínimo desgaste orgânico, e o animal apresenta então um aspeto rígido e sua
temperatura é mais bem frite.

Reprodução

A fecundación é interna. Com respeito aos órgãos reprodutores, no macho, as tuátaras carecem
deles, em mudança lagartos e serpentes os possuem dobros e simples em cocodrilos e
tartarugas. Todos são ovíparos e rara vez ovovivíparos, nos que o ovo se desenvolve no
oviducto da fêmea até que o pequeno réptil rompe a coberta e nasce. A cópula, de modo geral,
tem local em primavera e dura uma jornada inteira; com frequência dá local a ferozes lutas
prévias entre machos. O número de ovos varia entre 2 e 150.

A cópula costuma ir precedida de um cortejo mais ou menos elaborado.

No caso das tartarugas gigantes, à espetaculosidade do tamanho une-se-lhe a potência do


rugido da mãe, que fosse da época de ciúme permanece muda.

Alimentação e habitat

Não se encontram repartidos de modo uniforme. Abundam muito na zona tórrida e vão
diminuindo ao afastar-se dela. Poucas espécies habitam em alturas superiores a 2.000 m; mas a
esta altitude ainda é frequente encontrar serpentes nos Ande. As espécies mais corpulentas
habitam nas zonas equatoriais, e os de menor volume nas tépidas.

A alimentação dos répteis é quase sempre animal, conquanto algumas tartarugas são
herbívoras. O tamanho da vítima está em relacionamento com o do depredador, ainda que nos
ofidios é frequente que as proporções da vítima sejam tão grandes que assombre que sua
deglución seja possível. A digestão da presa é então muito lenta. Os cocodrilos atacam aos
mamíferos do tamanho de porcos e cães, e não desdenharão ao homem nem pequenas feras se
se aventuram cerca do local onde vivem, mas a principal comida são peixes.

Classificação (imagem 10)

Escamosos

Pertencem a esta ordem os saurios ou lagartos, os anfisbénidos e os ofidios. Abrange uma série
de formas muito variadas de répteis, que ao exterior não têm mais caráter comum que o
recubrimiento de escamas e escudetes, de modo geral imbricadas as primeiras e poligonados
os segundos. A abertura cloaca é uma ranhura transversal, e dentro delas se acham os dois
órgãos copulatorios.

Cocodrilianos

Por sua forma exterior, são muito parecidos aos lagartos, dos que se diferenciam por multidão
de carateres interiores: dentadura, constituída por numerosos dentes, língua soldada ao fundo
da cavidade bucal em sua totalidade e pelos órgãos copuladores, que apresentam um pênis
singelo. Têm a cabeça plana, com o focinho muito longo, o pescoço curto, o tronco alongado e a
fila, bastante mais longa que o corpo, é robusta e está comprimida pelos dois lados. As
extremidades torácicas possuem cinco dedos do todo livres, e nas abdominales só quatro, unido
total ou parcialmente por membranas interdigitales. A cloaca desemboca por uma hendidura
longitudinal. Os olhos são pequenos, com triplo pálpebras protetor e pupila vertical.

Encontram-se na zona tórrida. São todos aquáticos e vivem em rios mais ou menos caudalosos,
mas de curso lento, bem como nos estanque, lagos e lagoas, já sejam de água doce ou salgada.

Quelonios

As tartarugas distinguem-se não só dos répteis senão de todos os animais por seu durísimo
caparazón ósseo, dentro do qual a maioria das espécies podem encurtar seu pescoço e as
extremidades. A cabeça e parte macia destas últimas estão recobertas de escamas análogas às
dos ofidios. O caparazón está formado pelas costas e o peto, sendo o primeiro de forma mais ou
menos cóncava, e o peto ou parte ventral convexo. Ambos se acham unidos por uma massa que
em algumas espécies se mantém dura e em outra macia.

A cabeça, muito robusta, diferencia-se de outros répteis por ter as mandíbulas recobertas de
peças córneas que formam um bico sem dentes.

ciclóstomos ou agnatos

Constituem o ramo mais primitivo dentro dos vertebrados. Foram incluídos entre os peixes, mas
guardam diferenças entre eles. Têm um corpo alongado, ligeiramente largo na parte delantera,
coberto de pele nua com numerosas glândulas mucosas. As principais caraterísticas são a
ausência de mandíbulas (e daí seu nome, do grego kiklos, círculo, e stoma, boca; a outra
acepção provem do grego a ,sem, e gnatos, mandíbula) e barbatanas laterais e a existência de
um único orifício nasal. Estão representados pelas lampreas e os mixinos.

As lampreas (imagem 11), da ordem petromizoniformes, como ciclóstomos que são, carecem de
mandíbulas, escamas ou barbatanas pare. Sua boca está transformada em uma ventosa, com a
que se aderem aos peixes, de cujos sucos orgânicos se alimentam - são os únicos vertebrados
marítimos. Têm sete aberturas branquiales na parte anterior do corpo. Existem dois tipos
principais: a lamprea de mar (Petromyzon marinus), de uns 90 cm de longo, e a lamprea de rio
(Lampetra fluviatilis), de uns 45 cm.

Peixes

Trata-se de animais de predominantemente aquáticos, tanto marítimos como dulceacuícolas


(água doce), provistos de barbatanas pare e ímpares e que respiram mediante branquias.
Deslocam-se propulsándose mediante movimentos ondulantes do corpo, pelo geral de forma
hidrodinâmica, ajudados pela barbatana volume e utilizando as restantes principalmente como
estabilizadores ou lemes. Nas mandíbulas levam dentes que podem ser iguais ou de diferentes
tipos, existindo ademais em alguns grupos, como por exemplo os ciprínidos e os lábridos,
dentes faríngeos. Seu corpo está coberto normalmente de escamas, embora podem haver
escudetes (esturión) e dentículos ou escamas placoides (elasmobranquios). São poiquilotermos,
isto é, animles de sangue fria, e portanto não pode controlar a temperatura de seu corpo. Os
peixes, em sentido amplo, surgiram no final do Paleozoico, sendo do Silúrico superior os
primeiros gnatóstomos (com mandíbula) conhecidos. Dividem-se em elasmobranquios ou
condrictios (com esqueleto cartilaginoso) e osteictios (com esqueleto ósseo) (imagem 15)

Organização do corpo (imagem 12 e 13)

Os peixes têm forma fusiforme (alongados e mais largos no centro), o que lhes fornece uma
forma muito hidrodinâmica. Têm a maior parte de seus órgãos internos comprimidos em sua
parte inferior delantera. O resto de seu corpo está recheado de blocos musculares que
produzem os movimentos natatorios. Esta é a forma de um peixe ósseo modelo. Muitos peixes
ósseos têm formas muito estranhas (peixes planos, por exemplo), além das listras
(elasmobranquios).

Uma parte principal do corpo dos peixes são as barbatanas. São prolongamentos do corpo
sustentadas por rádios ouse-vos ou cartilaginosos, como nos actinopterigios, ou lobuladas ou
adiposas, sem rádios, como, nos sarcopterigios. Há barbatanas pare e médias ou ímpares. Os
pares são as pectorales e as pélvicas. Estas giram para fazer com que o peixe suba ou baixe e
fazem com que o peixe gire sobre seu próprio eixo junto à dorsal. As médias são a dorsal, a anal
ou ventral e o volume ou fila. A fila impulsiona-lhe para diante, e gira para os lados combinando
diferentes barbatanas (imagem 14).

Um importante órgão é a vejiga natatoria. Encontra-se entre os rins e a coluna vertebral, embora
pode estar em posição ventral, sempre acima do centro de gravidade do peixe. Consta de uma
câmera dividida em três ou quatro seções. Desempenha um importante papel hidrostático para
ajudar ao animal em suas deslocações. Às vezes comunica-se com o estômago ou o esófago,
através do qual se trocam gases (Ou2, N2 e CO2 em proporções variáveis). Funciona como
órgão respiratório (ajuda aos peixes de águas turbias a respirar ar atmosférico). Em alguns
peixes tropicais de água doce está ligada com os órgãos auditivos e amplifica os sons. Os
elasmobranquios não possuem este órgão.

Reprodução

A maioria das espécies são de sexos separados, mas há também hermafroditas (os serránidos)
e em algumas outras se dá com frequência o fenômeno da mudança ou investimento de sexo
(como nos lábridos). A fecundación costuma ser externa (os ovos e o esperma unem-se no
exterior do corpo; desta forma podem ser obtido milhares de filhos “”, mas a mudança correm
mais perigo ao estar desprotegidos), embora alguns possuem barbatanas transformadas em
órgãos copuladores, como acontece nos tubarões. Muitas espécies realizam um cortejo e
apresentam mudanças de coloração. Podem ser vivíparos (as crianças alimentam-se em seu
interior com substância provista pela mãe), ovovivíparos (se gestan no interior da mãe mas
alimentam-se de seus próprios sacos vitelinos) ou ovíparos (as crianças formam-se no exterior
alimentando de seu saco vitelino).

Aparelho digestivo

O aparelho digestivo pode ser mais ou menos complexo, com um estômago muito desenvolvido
em alguns (peixes depredadores) e inexistente em outros (por exemplo as carpas). Os
condrictios possuem um intestino que dispõe de uma válvula em forma espiral (espiráculo) para
aumentar a superfície de absorção. Os tubarões têm um grande hígado, de até 90 kg., que pode
conter azeite como substância de reserva, e que lhes ajuda a se manter ao nadar.
Aparelho respiratório

Os peixes obtêm o oxigênio necessário a partir do dissolvido na água, utilizando suas


branquias. São expansões do tegumento (pele protetora), com capacidade de realizar o
intercâmbio de gases entre a água e o interior do organismo. Consiste em uma série de
laminillas situadas no interior do animal e sustentadas pelo arco branquial, pelas que circula a
água procedente da boca e em cujo interior há numerosos copos sanguíneos. Podem estar
apoiadas em estruturas rígidas (arcos branquiales) e ter uma coberta protetora (os opérculos,
não presentes nos condrictios).

Embora os peixes ingerem a água a tragos, nas câmeras branquiales há ou fluxo quase
constante. Um sorbo de água é ingerido por diante, enquanto o opérculo fecha-se para que a
água escape por ali. O peixe fecha a boca e pressiona para dentro. A água atravessa as
branquias e empurra a abrangência branquial para que se abra e a deixe sair ao exterior. Nos
tubarões, a cada arco branquial tem sua própria hendidura, em forma de abertura para fora. Nos
peixes mais rápidos, como os atuns e as caballas, a pressão da água por causa do avanço do
peixe é suficiente para que se mantenha uma corrente contínua através das branquias. O
número de branquias oscila entre quatro e sete, exceto nos holocéfalos que têm uma. Servem
também para o intercâmbio de iões com o médio.

Algumas espécies que vivem em meios pobres em oxigênio desenvolveram pulmões aéreos,
que lhes permitem respirar ar atmosférico, como os saltarines do lodo e o australiano
Neoceratodus forsterei. Estes peixes pulmonados têm pulmões e branquias, pelo que podem
respirar fosse da água. Os saltarines do lodo respiram fora da água graças à água armazenada
nas câmeras branquiales, enquanto eles podem caminhar pelo lodo.

Aparelho circulatorio

O coração tem uma aurícula e um ventrículo. O sangue que sai do ventrículo vai às branquias,
onde se enriquece em Ou2. Desde ali é repartida por todo o corpo e regressa à aurícula do
coração. A circulação é simples: o sangue passa uma só vez pelo coração para percorrer todo o
circuito. Ademais é completa: so mistura-se o sangue oxigenada com a não oxigenada.

Sistema nervoso e endocrino

A estrutura do cérebro segue o plano geral dos vertebrados. Recebem estímulos através de
órgãos sensoriais como os olhos, as fossas nasais e a linha lateral. Esta é um cano cheio de
fluído que percorre os flancos da cada lado por embaixo da pele. As vibrações produzidas na
água penetram pelo canal através dos minúsculos poros da pele e sacodem diminutas massas
de gelatina que estimulam a ponta dos nervos. O peixe pode sentir os movimentos da água
produzidos pelas correntes e outras criaturas. Alguns tubarões recebem sensações elétricas na
parte inferior do morro, que lhes ajuda à hora de detectar presas.

A hipófisis desempenha uma função similar à dos demais animais, produzindo diferentes tipos
de hormônios.

Habitat

Como é lógico, a maioria dos peixes nadam na água, mas há águas e águas. Em águas doces,
rios e lagos, o água é absorvida pelo corpo do peixe, de forma que este deve produzir grandes
quantidades de urina diluida. No mar, o corpo do peixe tende a perder água, pelo que o peixe
bebe muito e produz pouca urina muito concentrada. Daí que muitos peixes só possam viver em
água doce ou salgada. Alguns peixes, como o salmón, deixam o mar e voltam aos rios para se
reproduzir. Estas espécies se chamam anádromas. As enguias fazem o contrário e chamam-se
catádromas.

Em águas marinhas também há distinções. Alguns, como o atum, nadam em águas de mar
aberto. Outros, como os rodaballos, se escondem baixo a @arena do fundo marinho, enquanto o
peixe trípode caminha sobre o fundo marinho graças a suas barbatanas pélvicas e volume. Mas
há peixes que, como os saltarines do lodo, já nomeados, os blenios e o neoceratodus forsterei,
têm barbatanas pectorales desenvolvidas e fortes que utilizam para se arrastar sobre terra ou
@arena no exterior da água.

Caráter

Há todo tipo de peixes quanto ao caráter. As morenas podem chegar a ser muito agressivas se
molesta-lhas; os tubarões jaspeados da Austrália são nadadores lentos que não atacam se não
são realmente provocados. Para que não sejam molestados têm a pele moteada para
camuflarse.

Existem peixes que desenvolveram manobras de intimidação, proteção e distração contra os


possíveis predadores. O peixe arrepio está recoberto de espinhas. Tem o aspeto de um peixe
normal, mas se ataca-se-lhe incha-se de água e converte-se em uma pelota, de forma que
intimida ao inimigo, que lho pensará duas vezes antes de lhe atacar.

Aos peixes cirujano vem-lhes o nome de seu “escarpelo”. Têm uma espécie de lanceta a ambos
lados do corpo cerca da base da fila. Mantêm-na recolhida quando não lhes atacam, que se se
enfurecem podem dar um coletazo e cortar a carne limpamente.

Alguns peixes das grandes profundidades desenvolveram órgãos luminosos. Assim, podem os
acender ao ser atacados e cegar ao inimigo; ou se têm-no ignição, desligá-lo e “desaparecer”. O
Melanostomias, ou dragão do mar abisal, tem barbillas luminosas na mandíbula inferior.

Adaptações ao médio

Os peixes adaptaram seus corpos à forma de deslocar pelo água: têm forma alongada, que
começa em ponta, com o que se consegue um grande efeito hidrodinâmico. As extremidades
são barbatanas, que se utilizam para se deslocar, se manter estáveis e virar. Seu sistema
respiratório evoluiu para poder obter oxigênio da água. Alguns se adaptaram a viver fosse da
água, para o que têm pulmões e barbatanas fortes para se deslocar.

Zoología Vertebrados

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