Você está na página 1de 2

EFEITOS DA PRÁTICA REGULAR DA HIDROGINÁSTICA NOS

COMPONENTES DA CAPACIDADE FUNCIONAL DIRECIONADAS À SAÚDE


EM IDOSOS

Alunos: Manoel Jose de Souza Neto,


Fabio Codo.
Graduandos do Curso de Educação Física da Unifadra – Dracena /SP
Orientador: Professor Anderson Rogerio Lecca
Departamento de Educação Física da Unifadra-Dracena/SP

INTRODUÇÃO

Nos últimos anos observa-se um crescimento significativo da população idosa


devido, dentre outros fatores, aos avanços tecnológicos e da saúde bem como as baixas
taxas de natalidade. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2008 o
Brasil possuía cerca 21 milhões de idosos e, estima-se que até o ano de 2050 existirão
aproximadamente 64 milhões de idosos, correspondendo a cerca de 30% da população
brasileira (IBGE, 2008).
Assis et al ( 2007, p. 63), em seu estudo, afirma e contextualiza a preocupação
da Organização Mundial da Saúde com o aumento da expectativa de vida. Esta
preocupação remete á uma intensa demanda por estudos e análises para uma melhor
definição de políticas públicas de prevenção de saúde no envelhecimento (VERAS E
CALDAS, 2004).
Uma pesquisa realizada com idosos por Mazo et al (2006), aponta que a auto-
estima e a auto-imagem estão ligeiramente relacionadas e ambas dizem respeito ao nível
de saúde , isto é, idosos que não possuem diagnósticos de doenças, tende a se sentirem
melhores consigo mesmo, além disso, quanto mais ativos, melhores o nível de saúde e
de sentimentos positivos.
Um estilo de vida sedentária pode acelerar o processo de envelhecimento
(CHERKAS ET AL., 2008). Apesar da comprovação de que a atividade física minimiza
os declínios do envelhecimento, o sedentarismo tem aumentado muito na atualidade,
contribuindo para acelerar as perdas funcionais no idoso (MAZO, 2007).
O envelhecimento é marcado por um declínio nas capacidades motoras, redução
da força, flexibilidade, velocidade e da resistência aeróbia, causando dificuldade na
realização das atividades diárias e manutenção de um estilo de vida saudável (Marques,
1996).
Segundo Weineck (1991) e Acms(1994) em um programa de exercícios para
idosos devem estar incluídos o treino de força muscular, da flexibilidade e da resistência
aeróbia.
De acordo com Philips & Haskel apud Marques (1996) a preocupação com esses
componentes se deve a notável diminuição da resistência de força após os 60 anos de
idade, do mesmo modo a flexibilidade e a resistência diminuem com a idade.
Sabe-se que a água é tida como fonte terapêutica desde a Antiga Grécia, devido a
isso, muitos atletas utilizam-se de procedimentos em água para se recuperarem de
lesões, uma vez que alguns estudos comprovam que a água pode auxiliar no sistema
imunológico, melhorar a digestão e a sensação de dor (NORONHA, 2013).
Barbosa e colaboradores (2001) apud Assis et al (2007, p. 70), definem que “a
prática de uma atividade física, bem como da hidroginástica, que torna o idoso mais
apto e mais saudável, proporcionará uma melhora na qualidade de vida para esta faixa
etária, devido aos vários benefícios que ela oferece, como acréscimo anatomo-
fisioláogicos e sócio-afetivos, melhora das capacidades físicas e cognitivas.”
A hidroginástica é conceituada por vários autores como a realização de
exercícios físicos no meio aquático, facilitando o movimento, utilizando os membros
inferiores e superiores em imersão vertical, constituída por como uma atividade
alternativa de condicionamento físico, cujo objetivo é aumentar a força e a resistência
muscular, a melhora da capacidade cardiorrespiratória e a amplitude articular,
aproveitando a resistência da água como sobrecarga (BONACHELA, 2001; KRUEL,
1994;SOARES, MONTEIRO, 2000).
Dessa forma o objetivo do presente estudo foi verificar o efeito de uma prática
regular da hidroginástica nos componentes da capacidade funcional direcionados para a
saúde (flexibilidade, resistência aeróbia e resistência de força) de idosos.