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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE DO PARANÁ

Centro de Letras, Comunicação e Artes

Campus Jacarezinho

Alunas: Luana Carla dos Santos n°19; Tamires Vieira Pinheiro de Castro n°32.

Professora: Rosiney Vale

Disciplina: Fundamentos e teorias da educação

Artigo 7: “O debate contemporâneo das teorias pedagógicas”

Artigo 8: “As pedagogias do aprender a aprender, e algumas ilusões da


chamada sociedade do conhecimento”

Artigo 7

Em seu texto “O Debate Contemporâneo das Teorias Pedagógicas ’’


Newton Duarte menciona a hegemonia que cerca as pedagogias, destacando
principalmente o construtivismo, a pedagogia do professor reflexivo, a
pedagogia das competências, a pedagogia dos projetos e a pedagogia
multiculturalista.

O construtivismo por sua vez é uma corrente pedagógica baseada no


estudioso Jean Piaget. Estabelece que o aluno participe da aula, pois ele
também traz conhecimento, conhecimento este que é adquirido com o tempo,
que tem interferência com os fatores sociais, financeiros e culturais. O papel do
professor é instigar os alunos a dialogar com eles e a ter um pensamento
crítico, deixando para traz aquele papel de depositador e receptor de conteúdo.

A pedagogia de projetos também defende o fato de que o método de


pesquisa é melhor para o estudante do que o conteúdo ensinado pelo
professor, ou seja, o aluno que deve buscar conhecimento a partir de suas
necessidades diárias.
A pedagogia do professor reflexivo defende que os professores também
devem adquirir seus conhecimentos a partir das práticas cotidianas.

Nesta mesma perspectiva a pedagogia da competência segue a mais


linha de pensamento, porém acrescenta o fato de propor problemas e projetos
para incitar os alunos a mobilizar seus conhecimentos, interagindo com os
outros. E por fim, a pedagogia multiculturalista que defende a diversidade
cultural e o respeito a diferenças.

Duarte apresenta O relativismo epistemológico, estabelecendo pontos


de ligação entre as teorias, criando certo relativismo entre as mesmas, devido a
forma hegemônica, que é a “ negação das formas clássicas de educação
escolar”, ou seja, rejeita-se os sistemas teóricos e as formas clássicas pré-
estabelecidas no ambiente escolar, sendo reconhecidas como “ pedagogias
negativas”.

Segundo essas pedagogias, o cotidiano do educando deve ser o ponto


central para o desenvolvimento escolar, mostrando que o sujeito deve ser o
produtor de seu próprio conhecimento, secundarizando o saber historicamente
construído, desvalorizando o conhecimento científico, teórico e acadêmico.

Consequentemente, o papel exercido pelo professor de transmitir


informação é substituído pela função de ser um mero gerenciador de relações,
exaltando valores a partir do contexto de suas próprias culturas, como a
tolerância, diversidade, liberdade de pensamento. “Como mostrou Facci (2004),
pedagogias como o construtivismo e a teoria do professor reflexivo levam a
uma descaracterização do trabalho do professor, ainda que os defensores
dessas pedagogias afirmem reiteramente o contrário.”

É imprescindível que o aluno tenha o direito de pensar por si só e formar


uma opinião crítica, porém isto não pode excluir a ciência, o conteúdo histórico
e acadêmico da vida dos mesmos, e o lugar para lhes ser ensinado é na
escola. O conhecimento adquirido no dia a dia do educando é fundamental em
sua formação, mas não basta, tem que haver o conhecimento teórico, pois
caso contrário o aluno se tornará um alienado, pois cada um tem uma
experiência diferente em seu cotidiano, consequentemente o conhecimento
adquirido por um difere do outro e é na escola que eles têm a oportunidade de
receber o mesmo tipo de informação, igualando as classes.

Com isto, é possível deixar algumas questões como: será que essas
pedagogias não dividiriam ainda mais as classes? O conhecimento científico e
teórico também não é fundamental para um engrandecimento do estudante? O
professor não perderia sua importância e até mesmo a escola, já que o valor
seria atribuído nas relações fora do ambiente escolar?

Artigo 8

Na primeira ilusão, Newton Duarte comenta sobre a democratização do


conhecimento através dos meios de comunicação, uma vez que nunca a busca
de conhecimento foi tão acessível como é nos dias atuais. Porém, a população
em geral e em especial os jovens e a escola, tem dificuldade para interagir com
toda facilidade que os meios de comunicação disponibilizam.

Na escola, os meios de comunicação deveriam ser utilizados como


umas excelentes buscas de conhecimento, com motivação, incentivo e
inovação levando tanto alunos quanto os professores à repensar sobre sua
forma de aprendizado.

Entretanto, essa democratização feita pelos meios de comunicação,


ainda tem muito que progredir, mudando assim paulatinamente a maneira de
organizar, compreender e motivar todo o processo educativo que a sociedade
precisa para desenvolver um conhecimento amplo e cada vez mais
democrático.

Na segunda ilusão, referente à habilidade de mobilizar conhecimentos


como sendo mais importante que a própria aquisição de conhecimentos
teóricos, esclarece que nos dias atuais devido ao grande acúmulo de
informações, devemos aprender a fazer uma organização de cada assunto de
interesse, desenvolvendo assim uma coleta específica, analisando e
desenvolvendo esse conhecimento, de maneira organizada, flexível e
destinada a uma utilização crítica na construção do processo de aprendizagem.