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Fim de Caboclo

Baltazar Violeiro & Martinho Iron Lamana e Baltazar Violeiro

Tom: A
D |---------------------------------|
A |4-2----------2-------------------|
F#|3-2-3-2--2-3-2-3-2-0--0-2-3-2-0--|
D |----4-2--2-4---4-2-0--0-2-4-2-0-2|
A |--------------------------------4|

D |--------------------------------------0-2--|
A |----------------------------------2-4-----4|
F#|---------------------------2--2-3----------|
D |------------0--0-2-4-2-0-4-----------------|
A |0-2-4-2-0-4--------------------------------|

A
De pau a pique, baldrames de aroeira
E
Sua casa de madeira ele fez la no sertão
Bm E
O rego d’agua, troxe lá da cabeceira
E7 D A E7
Fez a bica, fez peneira, fez monjolo e fez pilão
A
Acostumado sempre na lida roceira
A7 D
Enfrentou a capoeira a peso do enxadão
A
Feixou a roça toda de arame farpado
E7 A
Fez o pastinho pro gado e pro cavalo alazão

D |----------2--|
A |--------2---4|
F#|----2-3------|
D |2-4----------|
A |-------------|

Ali pra muitos não passava de um deserto


Por nao ter vizinho perto nem asfalto na estrada
A sua luz era o azeite na candeia
Que tão pouco clareia lá na trave pendurada
Seus companheiros era apenas seus cachorros
Latindo no pé do morro pra espantar a bicharada
Mas seu rancho feito ali no pé da serra
Era mesmo um céu na terra e só faltava sua amada
Fim de semana chapéu novo e cinturão
E no arreio do alasão sua baldrana amarela
Quase oito leguas sempre de marcha batida
Pra ir ver sua querida na distante currutela
E só voltava quando era madrugada
Trazendo da sua amada ainda mais paixão por ela
Sempre sozinho mas feliz fazia planos
Por que no final do ano iria se casar com ela

Um certo dia foi rever seu grande amor


Mas só tristeza encontrou vendo a casa abandonada
E um aviso pra findar sua ilusão
Foi escrito com carvão na porteira da chegada
Dizendo a ele tomei essa decisão
Por que no meu coração outro alguém já fez morada
Sei que com ele vou ter mais luxo e conforto
Mas se fiz seu sonho morto me perdoe-me se eu fui culpada

Primeira vez que este homem forte matuto


Vestiu seu mundo de luto e lágrimas jorrou ao chão
E dos seus lábios um sorriso amarelo
Beteu forte igual martelo no seu pobre martelo
Amargurado e triste voltou pra casa
No seu peito virou brasa as letras feitas de carvão
E o abandono foi te consumindo aos poucos
No final este caboclo, morreu de tanta paixão

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