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Creche e Jardim de Infância D.

Ana Angélica da Silveira

Santa Casa da Misericórdia de Borba

Projecto Pedagógico
da
Sala Branca de Neve

“Porque Ouvimos Histórias?”

Ano Lectivo 2009/2010


Creche e Jardim de Infância D. Ana Angélica da Silveira

Santa Casa da Misericórdia de Borba

“ A Creche é uma realidade que está para ficar.


O desafio está em torná-la uma realidade de qualidade”.
(Gabriela Portugal, 1998)

Educadora: Mª Helena Picão


Ajudante Acç. Educativa: Almerinda Botas

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INDICE

Índice ---------------------------------------------------------------------------------------------------3

Introdução--------------------------------------------------------------------------------------------4

1- Fundamentação Teórica------------------------------------------------------------------6

1.1Características Gerais do Desenvolvimento----------------------------------9

2- Objectivos Gerais-----------------------------------------------------------------------------11

2.1 Objectivos Específicos da Sala Branca de Neve (2 anos II)-----12

3– Caracterização do Grupo Segundo Jean Piaget--------------------------13

4-Caracteristicas da Faixa etária-----------------------------------------------------15

4.1-Caracterização do Grupo ----------------------------------------------------------18

5 – Organização do Espaço---------------------------------------------------------------20

6 – Organização do Tempo----------------------------------------------------------------21

6.1-Rotinas Diárias-----------------------------------------------------------------------------23

5 - Plano Anual de Actividades ------------------------------------------------------24

6 – Estratégias/ Actividades -----------------------------------------------------------25

7 – Recursos Humanos----------------------------------------------------------------------26

8 – Avaliação------------------------------------------------------------------------------------26

9 - Bibliografia----------------------------------------------------------------------------------27
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INTRODUÇÃO

O presente projecto pedagógico para o ano lectivo de 2009/2010 e

referente à Sala Branca de Neve, da Valência de Creche, é

composto por um grupo de doze crianças com idades

compreendidas entre os 22 meses e os 27 meses.

Um projecto de sala é fundamental para o desenrolar de um ano

lectivo, bem como para o desenvolvimento equilibrado e

harmonioso das crianças, pois nele tem-se em conta necessidades

colectivas e individuais.

Este projecto tem como objectivo dar a conhecer o trabalho

pedagógico que realizamos e onde defendemos que o papel da

família é fundamental.

Após um período de observação das crianças e de analisar os seus

interesses mais imediatos, decidi dar corpo ao Projecto Pedagógico

intitulando-o: “Porque
Porque Ouvimos Histórias?”.
Histórias?

Partimos do princípio de que uma Creche deve ser um local onde

“a criança muito pequena recebe cuidados que ajudam o seu

desenvolvimento emocional, intelectual, social e físico” e em que as

suas necessidades básicas são asseguradas por pessoal competente

(GRANGER, Mª. José,Guia para Montagem e Funcionamento de

uma Creche). De acordo com esta autora, a Creche deve oferecer

às crianças o ambiente que substitui o meio familiar, um local


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onde seja possível desenvolverem-se e todos em todos os domínios.

Como prolongamento da família, e entre necessidades a que deve

dar resposta, a Creche deve providenciar oportunidades de

actividades, sono e repouso.

Tendo em conta que a Creche deve ser organizada de acordo com

uma intencionalidade educativa muita própria, procuro

contrariar a tradicional ideia de “depósito de crianças”,

abordando temáticas como: a organização do ambiente educativo,


educativo

gestão das rotinas,


rotinas o desenvolvimento da autonomia e a

construção da relação afectiva,


afectiva entre outras, de igual

importância, favorecendo a colaboração com a família na sua

educação e formação.

Esta evolução do conceito de creche foi acompanhada por um

conhecimento mais alargado sobre a criança com menos de três

anos, que hoje é vista como um ser com capacidades próprias

interagindo e influenciando o meio onde está inserida.

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1 - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Ao elaborar o presente projecto tive em conta o nível de

desenvolvimento do grupo, o envolvimento e participação de todos

os intervenientes no processo de aprendizagem e a colaboração

das famílias.

Atendendo à faixa etária do grupo procurei estabelecer um

conjunto de objectivos e um plano anual de actividades que

contemplem o tempo de concentração, a necessidade de

movimento, de experimentação e a realização de actividades

simples e lúdicas.

Relacionar potencialidades e desafios é o ideal para que um

projecto funcione; de outra forma poderíamos deparar com

crianças talentosas que se aborrecem por não terem desafios, ou

crianças ansiosas e stressadas porque são obrigadas a aprender

demasiado depressa sem lhes dar tempo suficiente para

brincarem, ouvirem histórias, de forma a poderem “criar as suas

fantasias, o seu imaginário”.

Devem ir experimentando novos desafios e assim desenvolverem

as suas próprias potencialidades.

Permitindo uma comunicação permanente e uma socialização

constante de forma a proporcionar um desenvolvimento adequado

à criança, a Creche deve proporcionar actividades diversificadas,

que favorecem por um lado o contacto físico entre criança-adulto

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e, por outro, um desenvolvimento da linguagem mais cedo e de

uma forma mais complexa.

Segundo nos diz Gabriela Portugal, “aquilo que as crianças

necessitam é de atenção às suas necessidades físicas e psicológicas,

uma relação com alguém em quem confiem e respeitem, um

ambiente seguro, saudável e adequado ao seu nível de

desenvolvimento, oportunidade de interagir com outras crianças

e liberdade para explorar, utilizando todos os seus sentidos” (1998).

“Os educadores têm um papel vital (…) na prossecução dos

objectivos educacionais da primeira infância”(PORTUGAL,

Gabriela, 1998). Perante esta afirmação, o educador deve ser

alguém que promove o desenvolvimento de relações de confiança e

de prazer através de gestos, palavras e atitudes, alguém que

estabeleça limites claros e seguros que permitam à criança sentir-

se protegida em decisões e escolhas para as quais ainda não tem

suficiente maturidade, mas que lhe permitam o desenvolvimento

da sua autonomia e autoconfiança sempre que possível, da sua

curiosidade e capacidades. Deve ser alguém verbalmente

estimulante, com capacidade de empatia e de responsabilidade,

promovendo a linguagem da criança através de interacções

recíprocas para o seu desenvolvimento emocional.

Brincar e por consequência o ouvir histórias, são actividades

essenciais à vida e ao desenvolvimento da personalidade da

criança, na qual o brinquedo representa o elemento dialogante

com a imaginação e a fantasia infantil. É a brincar que as

crianças crescem, exprimem sentimentos e resolvem conflitos.


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Segundo Winnicott, o acto de brincar desenvolve-se numa área

intermédia entre o mundo real e imaginário, num estado de

suprema concentração entre o sonho e a realidade.

Ao nível do desenvolvimento da criança, brincar/ jogar são uma

necessidade porque, para além de iniciarem um boa relação com a

realidade, permitem de uma forma agradável a integração no

mundo e, consequentemente, nas relações sociais.

Para além de tudo o que ficou dito anteriormente, considero,

igualmente importante abordar uma outra temática: os sentidos,

isto porque é através destes que a criança tem a primeira

experiência com o que a rodeia, e fá-lo através da boca e das

sensações que recebe na pele.

Com isto adapta-se ao meio e começa a construir o seu

conhecimento do mundo e de si, tendo por base o que os seus

sentidos lhe transmitem, a percepção que tem da realidade e

simultaneamente observa, descobre, pensa, compartilha, comunica

e estabelece as bases do seu crescimento e evolução. Por outro lado,

são os sentidos que lhe transmitem a percepção que tem da

realidade.

Deste modo, quer o brincar, quer os sentidos contribuem cada um

à sua maneira para a criança construir a sua identidade,

conhecer-se a si, aos outros e ao meio em que está inserida.

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1.1 – Características Gerais do Desenvolvimento


Desenvolvimento

Aos dois anos, inicia-se o periodo “pré-operacional” (segundo Jean

Piaget),um nível superior caraterizado pela “justaposição” em que

o relato não é coerente, não existem relações causais, temporais

nem lógicas. Pelo ”sincretismo” com têndencia espontanea para

perceber globalmente.

Pela “centralização” em que atende a um só aspecto da realidade.

Pela “irreversibilidade” em que é incapaz de executar uma mesma

acção nos dois sentidos.

E pelo “egocentrismo”, em que não se consegue colocar no lugar do

outro, refere tudo à sua própria experiência.

É nesta fase que aparece a função simbolica nas suas diferentes

formas: línguagem,jogo simbolico, imitação e começa a imagem

cognitiva .

É a idade das perguntas, o momemto da exploração do

vocabulário, faz frases explicitas, designa-se pelo seu nome.

A criança encontra-se no apogeu da motricidade global (corre,

trepa, roda, salta, faz garatujas).

Ao ir adquirindo independeência, aumenta a possibilidade de

conflitos, começa a opor-se às ordens,inicia-se o negativismo aliado

às birras. Embora seja capaz de fazer coisas sózinha,continua

muito dependente do adulto.

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Começa a despertar uma grande sociabilidade, a sentir

curiosidade pelas diferenças corporais entre ambos os sexos, a

colaborar na sua higiene pessoal e a controlar os esfincteres.É

muito sugestionavel com os estados de ânimo do adulto e de outras

crianças, insegura, frágil, e incansável, necessita de ajuda, de

vigilância e de modelos para aprender,dado que imita tudo o que

vê e ouve.

2– OBJECTIVOS GERAIS

 -Contribuir para a segurança e bem-estar da criança,

nomeadamente no âmbito da saúde individual e colectiva;

 Ajudar a criança a conhecer-se a si própria, para melhor

conhecer as suas capacidades e superar as suas dificuldades;

 Promover a autonomia, a autoconfiança e o sentido de

responsabilidade;

 Desenvolver as suas capacidades de expressão e

comunicação, assim como, a imaginação criativa;

 Incentivar e incutir nas crianças o espírito de

solidariedade/colaboração entre elas;

 Incentivar a criança a interagir com o que a rodeia;

 Contribuir para que o desenvolvimento da criança seja o

mais harmonioso possível;

 Adquirir a capacidade de confiar nos colegas e nos adultos;

Incentivar a participação das famílias no processo educativo;


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2.1-
2.1-Objectivos específicos da Sala Branca de Neve

(2anosII)
(2anosII)

Objectivos cognitivos:

 Propocionar experiências e desenvolvimento linguistico das

primeiras palavra/frase e frases com várias palavras.

 Estimular capacidades auditivas, visuais e tacteis.

 Estimular o gosto pela musica.

 Estimular a motricidade grossa.

 Estimular a reacção a ordens e a realização de pequenos

recados.

 Estimular um conjunto de experiências destinadas ao

desenvolvimento da função simbólica.

 Estimular as reacções de causa/efeito,observação e

localização dos objectos.

 Facultar os materias adequados ao desenvolvimento da

precepção, identificação de figuras e primeiras

classificações.

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Objectivos psicomotores:

 Estimular a estruturação do espaço e a lateralidade.

 Desenvolver a coordenação de movimentos.

 Iniciar a aprendizagem do controlo dos esfíncteres, com a

ida ao bacio e habitos de higiene, como o lavar as mãos antes

das refeições,depois de utilizar a casa de banho…

Objectivos sócio-
sócio-afectivos:

 Possibilitar a expressão de variados estados emocionais.

 Estimular o inicio das afirmações de individualidade.

 Tomar consciencia do próprio corpo e identificá-lo em si e

nos outros.

 Estimular as relações adulto/criança e criança/criança.

3 – Caracterização
Caracterização do grupo segundo Jean Piaget.

Jean Piaget, define o desenvolvimento cognitivo em quatro etapas

sucessivas, em que as estruturas intelectuais se vão construindo

progressivamente.

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Para este pedagogo os quatro estádios de desenvolvimento são

diferentes, sobre o ponto de vista qualitativo e tem as suas

próprias formas de adaptação ao meio.

Estádios de desenvolvimento

Segundo Piaget

Sensório motor 0-2 anos

Pré-operatório 2-6 anos

Operações concretas 6- 12 anos

Operações Formais 12-16 anos

O grupo de crianças da sala encontra-se no segundo estádio (pré-

operatório). E dentro desta, na fase intuitiva que como referenciei,

nas características gerais do desenvolvimento, se caracteriza pelo

egocentrismo;
egocentrismo pelo animismo (para a criança todas as coisas têm

vida, que os objectos têm desejos como ela); justaposição (em que

junta os acontecimentos sem uma sequência lógica); concentração

(fixa a sua atenção só num aspecto do objecto, ignorando o que

define a situação na sua totalidade).

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4 - CARACTERÍSTICAS
CARACTERÍSTICAS DA FAIXA ETÁRIA

É essencial conhecer as características próprias das crianças desta

faixa etária (18/ 36 meses) para que se possa ir ao encontro das

suas necessidades.

A partir dos 18 meses, entra na sexta fase, dando-se um novo

passo no aspecto cognitivo, o da “representação”: a criança é

capaz de representar mentalmente os movimentos, sem

necessidade de os executar.

Começam as primeiras competências sociais: gosta de mostrar as

suas graças, de cumprir algumas ordens, de brincar e sair a

passear com o adulto. Adopta um comportamento sociável,

passará a interagir com o que a rodeia, nomeadamente com os

objectos, mas também com os “outros” (familiares, amigos,

educadora …). Será a tendência para conhecer, descobrir, saber e

explorar, inata ao ser humano, praticamente, desde o nascimento,

que a levará a encetar esse difícil e longo processo do crescimento.

Inicia-se na autonomia, come sozinha. O controlo dos esfíncteres é

irregular. Colabora no vestir.

Aparece a consciência do “eu”, aliado a um excessivo uso de

pronomes possessivos e do adversário de negação “não”. No fim do

primeiro ano aparece a auto-afirmação, negando-se a pedidos e

ordens realizados pelos pais. Revela “chamadas de atenção”,

impondo a sua vontade através de gritos, de bater os pés e recusa

daquilo que lhe oferecem. As crianças dominadoras costumam ter

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um comportamento abusivo relativamente às mais submissas da

sua idade, em especial pela posse de objectos, reagindo de forma

agressiva.

É notável o aumento de vocabulário, escuta as palavras com

muita atenção e repete-as. Manifesta um grande interesse pelas

histórias e poesias, lengas-lengas, canções…

Vejamos então, algumas das características/capacidades das

crianças desta faixa etária de acordo com alguns parâmetros do

desenvolvimento:

18 Meses – Características Específicas:

1 – Cognitivas:

 Reconhece alguns objectos numa página e aponta-os se lhe

dissermos os seus nomes;

 Procura realizar algumas tarefas e imitar as acções do

adulto;

 Indica as partes do corpo (nariz, os olhos, o cabelo…).

2 – Linguagem:

 Tagarela alto, sozinho em tons parecidos com a conversa;

 Responde quando se lhe dirigem;

 Repete a última palavra ou a mais sonante ;

 Gosta de canções e tentar cantar.

3 – Motoras:

 Caminha com mais segurança e já levanta menos os pés;

 Sobe escadas com ajuda;

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 Trepa para a cadeira e depois senta-se;

 Dá pequenos saltos.

4 – Autonomia Pessoal:

 Higiene: diz que fez chichi depois de o ter feito;

 Alimentação: utiliza o garfo. Pede verbalmente comida e

bebida.

5 – Socialização:

 Revela um interesse crescente pelos adultos e procura imitá-

los;

 Explora o ambiente energicamente;

 Cumprimenta e despede-se.

24 Meses – Características Específicas:

1 – Cognitivas:

 Aumenta rapidamente o vocabulário no que diz respeito a

nomes e objectos;

 Obedece a ordens complexas;

 Fala sem parar e, às vezes, faz perguntas.

2 – Linguagem:

 Parece dar atenção ao significado e à intenção de certas

expressões, não se limitando às palavras e aos sons;

 Percebe frases muito mais complexas.

3 – Motoras:
Motoras:

 Começa a ter ritmo e gosta de fazer movimentos

relacionados com a dança;

 Consegue correr, mas nesse caso, não é capaz de abrandar e


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dobrar esquinas;

 Põe-se de cócoras sem dificuldade.

4 – Autonomia Pessoal:

 Higiene: sabe calçar os sapatos e vestir-se. Começa a

controlar os esfíncteres.

5 – Socialização:

 É menos conflituosa e coopera mais na sua relação com

outras crianças;

 Poderá abdicar do seu egoísmo para satisfazer um

companheiro de brincadeira.

4.1 - CARACTERIZAÇÃO
CARACTERIZAÇÃO DO GRUPO

A valência em que se enquadra o grupo é de Creche, a faixa

etária é dos 18/32 meses.

O grupo é composto por 12 crianças, 8 meninas e 4 meninos. Sete

crianças transitaram da sala dos anos, 4 transitaram do berçário

II e 1 criança encontra-se a frequentar a instituição pela primeira

vez.

Todos os elementos do grupo estão em processo de adaptação geral

(sala, grupo de crianças, adultos e rotinas).

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Nomes Data de Nascimento


InêsGuelas 13 /02/2007

Mafalda Margalho 26/02/2007

Filipe Pombeiro 14 /03/2007

Matilde Pécurto 15/03/2007

Albina Luts 13/06/2007

Daniela Toureiro 23/05/2007

Rafael Farinha 05/09/2007

Afonso Bacalhau 21/09/2007

Margarida M. Oliveira 14/09/2007

Joana Ferreira 22/11/2007

Raquel de Deus Alves 10/05/2007

Rodrigo Sousa 17/10/2007

Grupo muito activo e bastante homogéneo, prestando bastante

atenção a todas as actividades que lhe são propostas.

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5 - ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO

“Os espaços de Educação Pré-Escolar podem ser diversos, mas o


tipo de equipamento, os materiais existentes e a forma como estão
dispostos condicionam, em grande medida, o que as crianças
podem fazer e aprender.”
(Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, 1997).

Ao organizar o espaço devemos ter em conta as características e

necessidades das crianças, bem como o desenvolvimento de todas

as suas capacidades.

O espaço físico e o conjunto dos recursos materiais educativos são

o cenário indutor de uma prática educativa. Cenário que emerge

de um contexto, mas que também o acrescenta e lhe dá sentido

numa relação interactiva. O espaço está em permanente

reconstrução, mas terá que contemplar alguns referenciais para

as crianças, de modo a constituir-se como factor estruturador das

experiências de aprendizagem. O espaço pedagógico é assumido

como ambiência propiciadora de mais e melhores aprendizagens,

implicando uma apropriação efectiva pelas crianças.

Nesta sala, podemos encontrar vários espaços que proporcionam

vivências diferenciadas e que estimulam a imaginação, a

criatividade, o raciocínio lógico-matemático e a linguagem, que

são:
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_ Área das Construções;

_ Área Faz-de-Conta;

_ Área da Expressão Plástica;

_ Área das Almofadas/Área do conto

_ Área dos Jogos;

6 - ORGANIZAÇÃO DO TEMPO

“Trata-se de prever e organizar um tempo simultaneamente


estruturado e flexível em que os diferentes momentos tenham
sentido para as crianças”.
(Orientações Curriculares para e educação Pré-escolar, 1997).

Com crianças pequenas as rotinas exercem um importante papel

para lhes dar segurança, de as fazer sentir comodamente. Uma

vez que sabem fazer essas rotinas diárias sentem-se muito mais

donos do seu tempo e mais seguros, pois sabem o que fazer.

A rotina desempenha também um papel facilitador na captação

do tempo e dos processos temporais. A criança aprende a

existência de fases e o seu encadeamento sequencial.

É de referir que a rotina funciona como um suporte para o

educador, pois permite-lhe gerir melhor o seu tempo, contudo, tem

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de ser flexível na medida em que, com crianças pequenas seria

impensável propor processos rígidos.

“A sucessão de cada dia ou sessão tem um determinado ritmo


existindo, deste modo, uma rotina que é educativa porque é
intencionalmente planeada pelo educador e porque é conhecida
pelas crianças que sabem o que podem fazer nos vários momentos
e prever a sua sucessão, tendo a liberdade de propor modificações.
Nem todos os dias são iguais, as propostas do educador ou das
crianças podem modificar o quotidiano habitual.”
«Orientações Curriculares, pp. 40»

A rotina diária na Creche é muito importante, uma vez que

proporciona às crianças uma sequência de acontecimentos que

elas seguem e compreendem, ou seja, oferece-lhes uma estrutura de

acontecimentos ao longo do dia. Deve ser consistente, permitindo

que as crianças antecipem os acontecimentos que se vão seguir,

sendo uma estrutura de segurança para as crianças.

A rotina diária apoia a iniciativa da criança e promove a sua

autonomia.

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6.1-
6.1-ROTINA DIÁRIA

Horários Rotinas

 07h30m.--Abertura da Valência (Acolhimento).

 09h30m--Momento calmo.

 09h45h--Actividades Pedagógicas /ou extra curriculares.

 11h15m--Higiene.

 11h30m--Almoço.

 12h--Higiene.

 12h20m--Repouso.

 15h--Arrumar a sala/Higiene.

 15h30m--Lanche.

 16h--Higiene.

 16h15m--Brincar livremente

 16h30--Inicia-se a entrega das crianças.

 18h30--Enceramento da Valência.

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7– PLANO ANUAL DE ACTIVIDADES

Área de Identidade e Autonomia Pessoal

 - O corpo e a própria imagem:

 O corpo (identificação das diferentes partes do corpo)

 Os sentidos

 Emoções e sentimentos

Meio Físico e Social

 A Família

 A Escola

 A vida em sociedade: regras elementares de convivência;


festas e factos relevantes e relações afectivas.

Comunicação e Representação

 Os Animais

 As Cores

 As Estações do Ano

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8– ESTRATÉGIAS / ACTIVIDADES

 Histórias

 Conversas espontâneas

 Conversas Temáticas

 Canções

 Poemas

 Jogo simbólico

 Dramatizações

 Movimentos corporais

 Jogos de encaixe

 Puzzles

 Modelagem

 Rasgagem

 Colagem

 Desenho

 Pintura

 Exposição de Trabalhos

 Exploração de sons

 Lengalengas

 (…)

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9-Recursos Humanos

 Educadora da sala;

 Ajudante de Acção educativa;

 Colaboradoras da Valência;

 Material Didáctico existente na sala e na Valência.

10- Avaliação

Porque planear e avaliar são meras etapas de um trabalho, que se

pretende que venha a dar os seus”frutos”, iremos repensando todos

os dias novas formas, para que este projecto, possa ser renovado e

que os objectivos nele propostos ajudem a um crescimento

harmonioso das crianças, em segurança física e afectiva num

espaço pensado exclusivamente para elas.

Os métodos que iremos utilizar serão diversos:

-Observação directa das crianças;

-Trabalhos realizados pelas crianças;

-Registos fotográficos;

_Diálogos com os Pais;

-Finalmente avaliar se os objectivos propostos foram atingidos.

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11-Bibliografia

 , Manuel Alves Ribeiro

Desabrochar dos 2-3anos

Bola de Neve, 2004.

 BATLLORI, Jorge

Marina Editores.

 KAMII, Constance

A Teoria de Piaget ea Educação Pré-Escolar

Instituto Piaget 1996.

 FIGUEIREDO, Manuel Alves Ribeiro

Projecto curricular de Turma no Jardim de Infância

Bola de Neve, 2003.

 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO,

Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar,

(1998)

 EVERESTE Editora, Lda

Projecto curricular “Lua Cheia”

Outubro 2006.

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