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CAPITULO II

REVISÃO LITERATUR A
1. CONCEITO DA LEI DE ARCHIMEDES
Halliday (2018) Arquimedes foi um sábio Grego que viveu entre 287 e 212 a.C. Entre outros estudos,
dedicou-se à compreensão da Impulsão sofrida por um corpo quando imerso num líquido ou num gás, e
enunciou a seguinte lei:Qualquer corpo mergulhado num líquido recebe da parte deste uma impulsão vertical,
de baixo para cima, de valor igual ao do peso do volume de líquido deslocado.Em primeiro lugar,
Arquimedes diz que os corpos que são mergulhados num líquido recebem da parte deste uma impulsão
vertical e ascendente, o que já sabiamos. Diz também que a Implusão sofrida pelo corpo tem valor igual ao
peso do volume de líquido deslocado. O que será que significa isto?De que factores depende a Impulsão? De
acordo com a lei de Arquimedes, e tal como verificado no exemplo anterior, a Impulsão sofrida por um corpo
depende de dois factores,do volume do corpo; da densidade do líquido ou gás em que o corpo é imerso.
Assim quanto maior o volume do corpo, maior a Impulsão por este sofrida; quanto maior a densidade do
líquido ou gás, maior a Impulsão sofrida pelo corpo imerso. Como determinar se um corpo afunda ou cirá à
superfície?
Se compararmos o Peso do corpo com a Impulsão sofrida por este, é fácil de concluir se o corpo afunda ou
virá à superfície. Quando o corpo é imerso num líquido ou gás, fica sujeito à força Peso e à Impulsão. O Peso é
vertical e descendente (aponta para o centro da Terra), enquanto que a Impulsão é vertical mas ascendente.
Nesse caso basta comparar os valores do Peso do corpo e da Impulsão para perceber se o corpo afunda ou
vem à superfície: Se a força Peso tiver maior valor que a Impulsão, o corpo afunda; Se a Impulsão tiver maior
valor que a força Peso, o corpo vem à superfície; Se a Impulsão e a força Peso tiverem igual valor, o corpo fica
em equilíbrio (não "sobe" nem "desce"). Sempre que um corpo se encontra a flutuar, como a boia mostrada na
primeira figura ou os barcos que costumamos ver na praia, a força Peso e a Impulsão apresentam igual valor e
por isso o corpo encontra-se em equilíbrio.

 Conceitos Flutuantes
Estilo Flutuante de acordo com Arquimedes, objetos submersos parcial ou totalmente em fluidos experimentarão
uma força ascendente (força de flutuação). Amagnitude da força ascendente é igual ao peso do fluido transferido pelo
objeto. Matematicamente, a Lei deArquimedes é escrita da seguinte maneira. 𝐹𝐴 = 𝜌𝑓𝑉𝑓𝑔
FA= força para cima / força flutuante (N)
ρf = densidade do tipo de fluido (𝑘𝑔/𝑚3 ),
Vf = volume de fluido / volume deslocado de objeto tingido (𝑚3 ),
g = aceleração da gravidade (𝑚/𝑠 2 ).
"Aforça de empuxo atuando sobre um objeto inserido em um fluido é igual ao peso do fluido que ele desloca"

O corpo de um navio feito de aço oco faz com que o volume de água do mar transferido pelo corpo do navio se torne
muito grande.
Aflutuação é proporcional ao volume de água sendo movido, então a força de empuxo se torna muito grande.
Esta força flutuante é capaz de superar o peso total para que os navios marinhos flutuem ao nível do mar.
Flutuante o objeto mergulhado no fluido flutuará se a densidade do objeto for menor que a massa do tipo fluido (ρb
𝑚
<ρf).Amassa do objeto flutuante no fluido satisfaz a seguinte equação. 𝜌 = 𝑉

O corpo de um navio feito de aço oco faz com que o volume de água do mar transferido pelo corpo do navio se torne muito
grande. A flutuação é proporcional ao volume de água sendo movido, então a força de empuxo se torna muito grande. Esta
força flutuante é capaz de superar o peso total para que os navios marinhos flutuem ao nível do mar.
Flutuante o objeto mergulhado no fluido flutuará se a densidade do objeto for menor que a massa do tipo fluido (ρb <ρf). A
𝑚
massa do objeto flutuante no fluido satisfaz a seguinte equação.𝜌 = 𝑉

Objetos afundam se a densidade do líquido for menor que a densidade do objeto, ele afundará. E o peso do objeto w é maior
que o levantamento para cima. Um exemplo é que se você inserir pedra, ferro, aço na água, todos os três objetos se afogarão.

Amassa do objeto é maior que a massa do tipo fluido (ρ corpo> ρ fluido e Fa <w)
Corpo flutuando Se a densidade do objeto é igual à densidade do líquido em que está localizado. Ou o
peso do objeto w é igual à força de elevação do Fa para cima. Um exemplo é um ovo de galinha que flutua se
colocado em água salgada, porque a massa do tipo de ovo de galinha é igual ao tipo de água salgada.
Amassa do objeto é igual à massa do tipo fluido (ρ = ρ fluido e Fa = w)
Objetos flutuantes Se a densidade do objeto for menor que a densidade do líquido, ele flutuará. Ou o peso
do objeto w é menor que a força de elevação do Fa para cima. Um exemplo é quando você insere uma rolha
ou plástico na água, o plástico ou a rolha flutuam.

A massa do objeto é menor que a massa do tipo fluido (ρ de fluido e Fa> w) Teorias sobre Afogamento,
imerso e Flutuação
Se um objeto é jogado na água, existem três possibilidades que ocorrerão. As coisas podem afundar no fundo
da piscina, pairando entre a base e a superfície da água, ou flutuando na superfície da água. O que afeta esses
três eventos? Simplenya, em objetos que estão na água trabalham duas forças opostas na direção das alturas
para baixo direção e estiloArchimedes FAdireção para cima. Grande estilo w e FAé o que determina o objeto
se afundará, flutuará ou flutuará.
Afundar Se você soltar uma pedra na superfície da água, ela se moverá para o fundo da água. Significa rock
pesado w maior que o estilo de levantamento FA. então, diz-se que o objeto é afogado se o peso do objeto for
maior que a força de levantamento do líquido. W> FA

Flutuante Em um objeto flutuante, a força resultante w e FA são iguais a zero. Isso acontece quando w =
FA. dessa maneira, então no objeto como se nenhum estilo funcionasse. Como resultado, o objeto não é
puxado para baixo ou levantado. As coisas pairam entre o fundo e a superfície da água. Assim, diz-se que o
objeto flutua se o peso do objeto for o mesmo que a força de elevação pelo líquido W = FA
Flutuante É fácil entender as coisas flutuantes. Porque o objeto irá flutuar se w for menor que FA. então, o
objeto será dito flutuar se o peso do objeto for menor que a força de levantamento de fluidoW <FA.

O efeito da massa de tipos em eventos de afogamento, flutuação e flutuação


Preste atenção aos objetos flutuantes.
Se o objeto não contiver nenhum espaço vazio, o peso do objeto será igual ao peso do líquido transferido (wb
= wa).
O peso do objeto depende da massa do objeto e da aceleração da gravidade (wb = wb g). já que a massa é
igual à massa do líquido removido (mb = ma). Por outro lado, como o objeto flutuante, o volume do objeto é
maior que o volume do líquido removido. Para duas substâncias com a mesma massa, mas volumes
diferentes, volumes maiores de substâncias têm uma densidade menor. Assim, a densidade do objeto é menor
que a densidade do líquido. Podemos concluir que o objeto flutuará se a densidade do objeto for menor que a
densidade do líquido.
Em um objeto flutuante, o peso do objeto é igual ao peso do líquido removido. Em outras palavras, a massa de
um objeto é igual à massa do líquido removido. Como o objeto está completamente imerso, o volume do
objeto é igual ao volume de água que está sendo removido. Como tem a mesma massa e volume, a massa do
tipo de corpo é igual à densidade do líquido. A conclusão é que o objeto se deslocará se a massa do seu tipo for
igual à densidade do líquido.
Enquanto no objeto que afunda o peso do objeto é claramente maior que o peso do líquido transferido, ou a
massa do objeto é maior que a massa do líquido removido. Como o objeto está completamente imerso, o
volume do objeto é igual ao volume do líquido removido. Com o mesmo volume e massa maior, a densidade
do objeto é maior que a densidade do líquido. Podemos concluir que o objeto afundará quando a densidade
for maior que a densidade do líquido. Se um objeto contém um espaço vazio, existe a possibilidade de um
objeto ter uma densidade maior que a densidade do líquido que flutuará. Por exemplo, em ferro, a densidade
do ferro é maior que a do tipo água, mas as latas fechadas cobertas de ferro flutuam na água. Isso ocorre
porque a força de elevação é maior que o peso da lata.
Aseguir estão alguns dos eventos que podem ocorrer quando alguns objetos sólidos são inseridos na água:
Flutuante: Pode-se dizer que um objeto flutua quando o objeto está na superfície da água porque a densidade
do objeto é menor que o peso do tipo de água, por exemplo: madeira, tampa de garrafa de cortiça, plástico,
navio, etc.
Flutuante: Pode-se dizer que um objeto flutua quando o objeto está entre a água e o fundo da água porque
tem o mesmo peso do tipo água, por exemplo: submarino, ovo de galinha que pode flutuar em água salgada,
submarino marinho etc.
Afogamento: Pode-se dizer que um objeto está submerso quando desce para o fundo da água porque a
densidade do objeto é maior que a densidade da água, por exemplo, ferro, pedra, terra etc.

 FLUIDA ESTATICA Impulsão(Empuxo)


Tipler (2018) Seja dado um fluido pesante em equilíbrio absoluto; nenhuma restrição é imposta quanto a
sua natureza (compressível ou incompressível, homogêneo ou heterogêneo). Consideremos em seu
seio uma superfície imaginaria e fechada (S), envolvendo uma porção fluida de volume V. Neste corpo
fluido --- como se ilustra abaixo, em (a) atuam a força de gravidade Pf (no baricentro Gf) e as forças de
pressão exercidas pelo fluido ambiente (na superfície S).
Estando em equilíbrio o todo, está em equilíbrio cada uma de suas partes, e em particular a parte envolvida
pela superfície (S). A resultante das forças de pressão do líquido ambiente é pois uma força I , que equilibra a
força de gravidade Pf ilustração (b) ; concluímos:
A resultante I das forças de pressão que o fluido ambiente aplica na superfície (S) é vertical, dirigida para cima,
com linha de ação que passa pelo baricentro Gf do fluido envolvido pela superfície (S), e com intensidade
igual ao peso do fluido envolvido.
Imaginemos que se substitua o fluido envolvido pela superfície (S) por um corpo C de peso P e baricentro Gf
quaisquer, mas envolvido pela mesma superfície (S) ilustração (c). Esta substituição em nada afeta as forças de
pressão exercidas sobre a superfície (S) pelo fluido ambiente; portanto, a resultante I das forças de pressão se
conserva inalterada. Esta força I que o fluido ambiente aplica no corpo C é o empuxo resultante exercido no
corpo e é denominado impulsão ou empuxo seu ponto de aplicação Gfé centro de impulsão.
Denomina-se fluido deslocado pelo corpo C o fluido que preenche, em equilíbrio, o espaço envolvido
pela superfície (S), retirado o corpo C.
Lei deArquimedes
Do que percebe concluimos a proposição originalmente apresentada por arquimedes (287-212 A.C)
como principio
Um fluido pesante em equilíbrio aplica sobre um corpo nele imerso uma impulsão de intensidade
igual ao peso do fluido deslocado. O centro de impulsão coincide com o baricentro do fluido deslocado.
Temos
Onde I = Pfluidodeslocado
I = mfl.deslg
I = Vfl.desldflg
A lei aplica-se a corpo imerso. Nem todo corpo banhado pelo fluido é imerso nele. Entende-se por corpo
imerso em um fluido um corpo que, se fosse retirado
do fluido deixaria um vazio que o fluido invadiria atingindo uma situação de equilibrio sem molhar novas
superficies. A observância dessa condição (preencher todo o vazio e atingir situação de equilíbrio, sem
molhar novas superfícies) é imprescindível para não cair no erro de aplicar a Lei de Arquimedes onde
ela não cabe, com resultado paradoxal.
Verificação experimental da lei deArquimedes
Para a verificação experimental da lei de Arquimedes lança-se mão de uma "balança hidrostática"; trata-se
de uma balança de travessão, na qual um dos pratos é elevado e apresenta em baixo um gancho no qual se
pode suspender um corpo. No prato elevado deposita-se um vaso cilíndrico V preenchido perfeitamente por
um corpo cilíndrico C ; equilibra-se a balança com tara T . Mediante um fio leve suspende-se o corpo C ao
gancho, deixando o vaso sobre o prato; evidentemente isto não afeta o equilíbrio da balança ilustração (a).
Em seguida coloca-se sob o prato elevado um vaso com água na qual corpo C fique completamente
imerso; a água aplica uma impulsão I , que desequilibra (a) balança ilustração (b)Enchendo com água o vaso
V restabelece-se perfeitamente o equilíbrio ilustração (c) portanto a impulsão I é compensada pelo peso da
água que cabe no vaso V. Ora, o peso da água que cabe em V é igual ao peso da água deslocada pelo corpo C,
donde se conclui a tese. A experiência pode ser realizada também com outros líquidos (querosene, óleo,
mercúrio, soluções salinas etc.).
Exemplo 1 - Uma pedra no fundo de um rio desloca 3,0 litros de água. A massa de água deslocada é 3,0
kg;suposto g = 10 m/s2, o peso da água deslocada é 30 N. A impulsão mede 30 N. Admitindo que a pedra
tenha massa igual a 8,0 kg, seu peso é 80 N. O fundo do rio exerce sobre a pedra uma força de apoio de
intensidade igual a 50 N. Ilustremos isso:
Paradoxo da Lei de Arquimedes 1- A seco apóia-se o cubo C, de aresta I, no fundo do vaso V. As faces
em contato se casam perfeitamente. Verte-se água no vaso; por hipótese, ela não se insinua por entre a base do
cubo e o fundo do vaso. Nessas condições o corpo C é banhado mas não é imerso.
De fato, se ele fosse retirado a água invadiria o vazio e ficaria em equilíbrio, mas molharia uma superfície
antes seca: a superfície antes coberta pela base do cubo. Portanto, a lei de Arquimedes não se aplica ao cubo.
Mesmo que o cubo fosse levíssimo, por exemplo de isopor, ele permaneceria apoiado no fundo, comprimido
contra ele, não só por seu peso próprio (m.g), como pelo empuxo da água em sua face superior (p.I2), ou seja,
(m.g + p.l2) é a reação de apoio por parte do fundo do vaso. Se por leviandade ou curiosidade aplicássemos ao
caso a Lei de
Arquimedes seria facil concluir que o peso do sistema deveria ser inferior soma dos pesos de sua parte.
Nota: p.I2 é o produto da pressão pela área da face superior do cubo.
Paradoxo da Lei de Arquimedes 2- Numa face lateral de um vaso V pratica-se um recorte no qual se
encaixa perfeitamente uma roda em forma de cilindro de revolução, por hipótese giratória com pouco atrito e
sem deixar frestas por onde pudesse extravasar a água vertida no vaso.
Levianamente poderíamos aplicar a Lei de Arquimedes à roda. A água deslocada (?) é a que preencheria o
espaço EAB; a qual despertaria a impulsão I que faria a roda girar em sentido horário sem modificação no
sistema teriamos construindo umistema teríamos construído um moto perpétuo.
Resolvamos a questão roda é banhada mas não imersa; se ela fosse retirada, a água não poderia preencher
o espaço EAB em equilíbrio, pois ela se escoaria pelo recorte, Portanto a Lei de Arquimedes não se aplica ao
caso. Completando a solução, mencionemos que o empuxo da água na roda tem uma componente horizontal
H , e que o empuxo resultante é uma força F cuja linha de ação intercepta o eixo de revolução da roda: o
momento dessa força em relação ao eixo é nulo, portanto essa força no pode por a roda a girar.

Reciproca da lei deArquimedes Pode-se demonstrar a recíproca da Lei deArquimedes:


Quando se imerge um corpo em um fluido em equilíbrio sob a ação da gravidade, o empuxo resultante do
fluido sobre o vaso que o contém sofre acréscimo igual ao peso do fluido deslocado.
Verificação experimental da recíproca da Lei deArquimedes –

(a)Acarga m equilibra os vasos v e V e a água que preenche V.


(b) Imergindo o sólido S transborda para v uma quantidade de água de volume igual ao do sólido. A
balança se desequilibra.

(c) Despejada a água de v e reposto este vaso, o equilíbrio se restabelece. Portanto o empuxo que o fundo de V
recebe, devido ao sólido imerso S, equivale ao peso da água que havia transbordado para v.
A lei de Arquimedes encontra inúmeras aplicações práticas: natação, embarcações, cais flutuantes, bóias,
registros de bóia para caixas d’água e carburadores, aeróstatos, tiragem de chaminés, ventilação de recintos
etc.; em laboratórios, aplica-se na determinação das densidades de sólidos e líquidos.
Aexplicação do vento é baseada na Lei deArquimedes:
A radiação solar aquece o solo e a água, e em contato com estes também o ar se aquece. Ao aquecer-se, o
ar se expande e sofre diminuição de densidade. Onde o ar for mais quente, a impulsão supera o peso, portanto
o ar quente forma corrente ascendente (como o ar que sobe junto com a fumaça numa fogueira).
O ar ambiente mais frio invade a região de onde se eleva o ar quente: forma-se o vento. Fora os ventos de
âmbito local há a considerar ventos que afetam o globo terrestre em conjunto e são da maior importância no
ciclo das águas: de modo geral as correntes de ar se dirigem dos pólos para o equador junto ao solo, e do
equador para os pólos em grandes altitudes.
O vento rasteiro vai se enriquecendo de umidade (o que contribui para reduzir a densidade do ar); a
corrente elevada arrasta essa umidade para as regiões polares, onde ela congela.
Encarada desse modo a Terra funciona como gigantesco motor térmico tendo o Sol como fonte quente, o
espaço ambiente como fonte fria e o ar atmosférico como fluido operante.
Peso aparente e massa aparente Denomina-se peso aparente de um corpo imerso em um fluido à diferença
entre seu peso P e a intensidade I da impulsão nele exercida pelo fluido: Pap = P - I
O peso aparente mede a resultante das forças de gravidade e de impulsão agentes no corpo; portanto ela
mede também a equilibrante das forças de gravidade e de impulsão. Tem-se Pap > 0 quando P > I , e Pap < 0
quando P < I.
Um corpo abandonado em repouso no seio de um fluido vai ao fundo (acelerado) quando seu peso
aparente é positivo (a), aflora (acelerado) quando seu peso aparente é negativo (b) e permanece estacionário
(aceleração nula) quando seu peso aparente é nulo (c).
Entende-se por massa aparente de um corpo o quociente de seu peso aparente pela intensidade da
𝑃𝑎𝑝
aceleração local da gravidade 𝑚𝑎𝑝 = Dividindo a igualdade membro a membro por g e, tendo-se
𝑔

em vista a obtemos: map = m - mfl.desl.

Exemplo 2 - A pedra do exemplo 1 tem peso igual a 80 N e sofre impulsão de 30 N. O peso aparente da
pedra é + 50 N. Isto significa que a força de gravidade e a impulsão agentes na pedra têm resultante dirigida
para baixo (pois P > I), com intensidade igual a 50 N. Significa também que a equilibrante da pedra é uma
força dirigida para cima, com intensidade igual a 50 N. Ilustração abaixo, à esquerda.
Exemplo 3 - É dada uma lata vazia hermeticamente fechada, com massa m = 1,0 kg e volume V = 20 l .
Determinar a intensidade F da força que é preciso aplicar à lata, para mantê-la completamente submersa em
água.Adotar g = 10 m.s-2. Ilustração acima, à direita.
O diagrama vetoriaLnos dá: F = I – P
O diagrama nos dá F = F – P
O volume da água deslocada é V sendo a densidade absoluta da água temos I = Vdag
Por outro lado temos P = mg finalmente F = Vdag – mg portanto F = (Vda –mg) ou 𝐹 =
20 𝑥103 𝑥 1000 − 1) 𝑥 10 Unidades SI F = 190 N dirigida para baixo.
NOTA- O peso aparente da lata submersa é Pap = - 190 N.
1.1. CORPOS FLUTUANTES METACENTRO
Um corpo se diz flutuante quando ele se encontra em equilíbrio sob as ações conjuntas da força de
gravidade e da impulsão somente. Um balão flutua no ar, um navio flutua parcialmente imerso em água, um
submarino pode flutuar totalmente imerso em água.
Para um corpo flutuante é satisfeita a condição: P = I O peso é igual à impulsão (empuxo), portanto o
peso aparente do corpo flutuante é nulo.
Dividindo a igualdade membro a membro por g resulta: m = mfl.desl. A massa de um corpo flutuante é
igual a massa do fluido que ele desloca.
Para corpos de densidade média elevada em confronto com a dos gases, a impulsão destes pode ser
desprezada, via de regra.
Dado um corpo flutuante em equilíbrio, o baricentro G do corpo e o centro de impulsão Gfl situam-se
numa mesma vertical.
Inclinando-se o corpo ligeiramente, o centro de impulsão geralmente se desloca; a vertical pelo novo
centro de impulsão intercepta a reta em um ponto M denominado metacentro.
O equilíbrio do corpo flutuante é estável quando M se situa acima de G; instável quando M se situa
abaixo de G; indiferente quando M coincide com G .
Exemplo 4 - Um cubo de aresta a = 20 cm e densidade absoluta d = 0,80 g.cm-3 flutua em água (da
= 1 g.cm-3 ), apresentando duas faces horizontais. Determinar a altura imersa h.

𝑃𝑒𝑠𝑜 𝑑𝑜 𝑐𝑢𝑏𝑜 𝑃 = 𝑎3 𝑑𝑔
𝐸𝑚𝑝𝑢𝑥𝑜 𝐼 = 𝑎2 ℎ𝑑𝑔
Condição de flutuação 𝑃 = 𝐼 𝑜𝑢 𝑎3 𝑑𝑔 = 𝑎2 ℎ𝑑𝑔
𝑑
ℎ = ( )𝑎
𝑑𝑎

Densímetros e areômetros Densímetro de massa constante é instrumento que, posto a flutuar em um


líquido, permite ler no ponto de afloramento a densidade absoluta do fluido
Areômetro é instrumento que funciona igualmente; mas que ao invés da densidade dá um número que guarda
certa correspondência com a densidade; conforme a natureza da lei de correspondência distinguem-se “graus
Baumé”, “graus Gay-Lussac” etc.
Alcoômetro é instrumento análogo, dando a riqueza alcoólica de misturas álcool + água. Tais densímetros
são corpos ocos de vidro compreendendo um bulbo lastrado que se prolonga em uma baste cilíndrica. A
escala é desenhada em um cilindro de papel contido na haste.
Densímetros ou areômetros de volume constante afloram sempre ao mesmo nível, para isso possuem
cesto imerso e/ou prato emerso que permite adicionar carga. O areômetro de Fahrenheit tem prato emerso
[ilustração acima (a)]; serve para determinar a densidade de líquidos. O areômetro de Nicholson tem prato
emerso e cesto imerso [ilustração acima (b)]; destina-se essencialmente à determinação da densidade de
sólidos.
Exemplo 5 - Certo densímetro de massa constante tem massa m. A secção transversal da haste é s e o
volume do instrumento é V.

Flutuando em equilíbrio em líquido homogêneo, a parte emersa da haste tem comprimento y . Exprimir a
densidade absoluta d do liquido.
Amassa do instrumento é igual a massa de líquido deslocado: m = mfl.desl. = (V -s.y).d ; logo d = m/(V-s.y).
 Redução pesadas ao Vácuo
Consideremos uma balança de braços iguais na qual um corpo de massa X e densidade absoluta x é
equilibrado por massores de massa M e densidade absoluta m. Seja a a densidade absoluta do ar atmosférico.
Os volumes são X/x para o corpo a pesar e M/m para os massores.
A balança se apresenta em equilíbrio sob a ação dos pesos aparentes do corpo a pesar e dos massores, e
que são iguais entre si:

A correção das pesadas com respeito à impulsão do ar é imprescindível quando se pesam corpos cuja
densidade é comparável à do ar (caso de gases e vapores). Para corpos de densidade relativamente elevada
(líquidos e sólidos maciços) a correção é dispensável, via de regra; sendo x >> a tem-se a/x << 1, e então
pode-se escrever, com boa aproximação:

Em particular, quando x = m, resulta X = M; é o que acontece, por exemplo, quando se pesa um corpo de
latão mediante massores de latão.
Exemplo 6 - Em uma balança de braços iguais, a massa que equilibra certo corpo é M = 200,00 g. A
densidade absoluta é m = 9,0 g/cm3 para os massores, x = 3,0 g/cm3 para o corpo a pesar, a = 1,2 x 10-3 g/cm3
para o ar. Determinar a massa X do corpo.
a[(1/x) - (1/m)] = 1,2x10-3x[(1/3,0) - (1/9,0)] = 2,64 x 10-4
Resulta: X = (1 + 2,64x10-4)x200,0 ou X = 200,05 g
 Aeróstatos
Entende-se por aeróstato um balão que flutua no ar. Ele é constituído por um invólucro leve e
impermeável encerrando um gás menos denso do que o ar atmosférico; este gás pode ser
hidrogênio, hélio; gás de iluminação etc., ou também ar quente. Excluímos de nossas
considerações o estudo dos balões a ar quente, e admitimos que a temperatura do gás encerrado
seja igual a do ar ambiente. Fazemos abstração de correntes de ar na atmosfera.
Ao ser libertado junto ao solo, o balão geralmente se apresenta flácido por não ser preenchido
completamente pelo gás; nestas condições a pressão do gás de enchimento é igual à pressão atmosférica. Por
serem iguais as pressões e as temperaturas do gás aprisionado e do ar atmosférico, suas densidades absolutas
dg e da guardam entre si uma relação dr constante; esta relação é a densidade do gás em relação ao ar: dr =
dg/da
Ao elevar-se na atmosfera, o balão encontra regiões onde a pressão atmosférica é cada vez menor.
Enquanto o balão for flácido, a pressão do gás encerrado se iguala à pressão atmosférica, o balão aumentando
de volume gradativamente. Atingindo certa altitude, o invólucro se retesa e o gás nele contido ocupa o volume
máximo Vm que o invólucro comporta; uma elevação suplementar pode então determinar a ruptura do balão,
devido ao excesso de pressão interna relativamente à externa, que é cada vez menor. Daí a conveniência de
uma válvula que de escapamento ao gás excedente, não permitindo que a pressão interna supere
sensivelmente a pressão atmosférica.
Entende-se por força ascensional do gás a diferença Fasc.gás entre a impulsão I do ar sobre o balão, e o peso
Pg do gás contido nele: Fasc.gás = I - Pg
Entende-se por força ascensional do balão a diferença Fasc.bal. entre a impulsão I e o peso total Pb do balão
(gás + invólucro + gôndola + carga). Fasc.bal. = I - Pb
O sentido do movimento do balão é determinado pela força ascensional do balão: com Fasc.bal. > 0 o balão
ascende, com Fasc.bal. = 0 o balão permanece em equilíbrio estático, com Fasc.bal. < 0 o balão baixa.
O peso global do invólucro, da gôndola e de seu conteúdo é P = Pb - Pg ; devem : Fasc.bal. = Fasc.gás - P; o
balão sobe enquanto for Fasc.gás > P.
Como vimos, há dois regimes de ascensão a considerar:
1) balão flácido: a pressão interna é igual a externa; o volume V do balão aumenta durante a ascensão; as
densidades absolutas do gás e do ar diminuem, mas a razão delas (densidade relativa do gas) é constante; a
massa de gás é constante. Temos: I = V.da.g = V.(dg/dr).g ; Pg = V.dg.g Fasc.gás = I - Pg = V.dg.g.[(1/dr) - 1] =
mg.g.[(1/dr) - 1]
Todas as grandezas que figuram no último membro são constantes, portanto também a força ascensional
do gás é constante.
2) balão retesado: o volume Vm do gás é constante; a pressão interna se mantém igual à externa graças ao
escapamento de gás; as densidades absolutas do gás e do ar diminuem mantendo razão constante; a massa
mg' de gás diminui. Temos:
Fasc.gás = Vm.dg.g.[(1/dr) - 1] = mg'.g.[(1/dr) - 1]
portanto a força ascensional do gás diminui durante a ascensão.
0 balão atinge seu “teto” quando for Fasc.gás = P. Descarregando lastro, o peso P diminui e o balão continua
a subir.
O balão desce quando Fasc.gás < P ; então ele fica sujeito a pressão atmosférica crescente; o volume do balão
diminui, logo ele fica flácido continua sendo Fasc.gás < P e o balão baixa ao solo se não for descarregado lastro.
1.2. CONCEITO DADENSIDADE SOLIDO E LIQUIDO.
Giancoli (2018) A densidade é uma propriedade intensiva e específica dos materiais que é
calculada pela relação entre a massa e o volume.

Termômetro de Galileu mostra


que a densidade depende da
temperatura

A densidade é uma grandeza que relaciona a massa dos materiais e o volume que eles ocupam.
Matematicamente, ela pode ser calculada para sólidos, líquidos e gases através da seguinte fórmula:
𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑚
𝑑𝑒𝑛𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 = 𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝑜𝑢 𝑑 = 𝑣

A unidade de densidade adotada pelo SI (Sistema Internacional de Unidades) é o quilograma por


metro cúbico (kg/m3). Mas, geralmente, quando se menciona a densidade de líquidos e sólidos, usa-se
g/cm3 ou g/mL, sendo que cm3 = mL. Para gases, usa-se mais a unidade g/L.
Observe pela fórmula acima que a densidade dos materiais é inversamente proporcional ao
volume, e o volume, por sua vez, é uma grandeza que varia com a temperatura e a pressão. Portanto, se
aumentarmos a temperatura, as partículas ou moléculas constituintes da substância irão se expandir,
aumentando o volume e, consequentemente, diminuindo a densidade. O contrário também é
verdadeiro, o que nos leva a concluir que a densidade é inversamente proporcional à temperatura, isto é,
com o aumento da temperatura, a densidade diminui e, diminuindo a temperatura, a densidade
aumenta.
Esse é o princípio que permite que os balões a ar quente subam, pois, aquecendo-se o ar dentro do
balão, a sua densidade fica menor que a do ar ao redor do balão.
A variação da densidade com a temperatura pode ser vista por meio de um aparelho chamado
termômetro de Galileu, que é mostrado no início deste artigo. Ele é constituído de um tubo de vidro
selado que contém água. Dentro dele ficam flutuando pequenas bolhas coloridas, que também contêm
água com corante. Cada bolha possui uma etiqueta metálica que indica a temperatura da água colorida
em seu interior. Quanto maior for a temperatura, mais a bolha flutuará e vice-versa.
É por isso que quando se menciona a densidade dos materiais, isso deve ser feito levando-se em
consideração a temperatura e a pressão. Por exemplo, a densidade máxima da água ao nível do mar
(pressão de 1 atm) e na temperatura de 3,98 ºC é de 1,0 g/cm3.
Quando a água passa para o estado de gelo, em temperaturas abaixo de zero ao nível do mar, a sua
densidade diminui, indo para 0,92 g/cm3. Isso ocorre porque as ligações de hidrogênio entre as
moléculas de H2O formam hexágonos com espaços vazios que aumentam o volume do gelo e
diminuem a densidade.
Por ser menos denso que a água, o gelo flutua sobre ela. Comparando as suas densidades, temos
que é necessário apenas 92% do volume do gelo para igualar a massa de água que ele desloca Dessa
forma, o gelo não fica totalmente acima da superfície da água, 92% do seu volume fica abaixo da
superfície, restando apenas 8% acima da superfície.
A densidade é uma propriedade intensiva, pois não depende da variação da massa. Isso é observado
comparando-se um iceberg e um cubo de gelo. Ambos flutuam sobre a água na proporção
mencionada, pois ind ependentemente do tamanho e da massa, a densidade de ambos é a mesma.

A densidade do gelo é uma propriedade


intensiva

Isso é importante porque o gelo que se forma fica na superfície dos rios, mares, oceanos e lagos,
formando um isolante térmico natural que impede que o restante da água congele e permite que
inúmeras espécies animais e vegetais sobrevivam.
A densidade dos líquidos é medida com um aparelho chamado densímetro. Como a imagem
abaixo mostra, ele é formado por um tubo de vidro graduado com pedaços de chumbo na parte inferior.
Ao ser colocado no líquido, o densímetro para a uma determinada altura e, então, basta ler qual é a
densidade na graduação onde ficou a superfície do líquido.

densímetro
Segue a seguir a densidade de algumas substâncias a cerca de 20ºC e a 1 atm:
Água 0.997 g/cm3
Álcool etílico 0.789 g/cm3
Alumínio 270 g/cm3
Chumbo 113 g/cm3
Diamante 35 g/cm3
Leite integral 103 g/cm3
Mercúrio 136 g/cm3

Veja que a densidade do álcool é menor que a do gelo. Por isso, quando colocamos gelo em um copo com
alguma bebida alcoólica, o gelo afunda e não flutua como ocorre com a água.
A densidade é, portanto, uma propriedade específica que pode ser usada para identificar uma substância
pura. Ela mostra também se foram adicionadas substâncias, formando uma mistura, pois isso altera a
densidade da substância. É por isso que a densidade é uma grandeza muito usada para determinar se houve
alguma adulteração em líquidos como o etanol combustível, a gasolina e o leite.
A densidade da mistura depende da quantidade de solutos dissolvidos. Por exemplo, a densidade do mar é
maior que a densidade da água pura, pois há vários sais dissolvidos nele. O Mar Morto é o mar que possui a
maior concentração de sal dissolvido em água, possuindo a densidade igual a 1,35 g/cm3. Entre as
consequências dessa alta densidade, os turistas que o visitam podem ficar flutuando sobre as águas e até ler
algum livro sem se preocupar em afundar.

Alta densidade do Mar Morto


permite que se flutue sobre ele
sem problemas

1.3.INSTRUMENTO DE MEDIAÇÃO
Os instrumentos utilizados como mediação são, Copo prova,Balanço de
Newton,Sal,água,ovos. Essses isnstrumento como um meios para obter uma nova
conhecimento.