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2º PERÍODO - 1ª PROVA

Data: ___ de __________________ de 200

Objectivos deste teste:


. Avaliar a interpretação – Os Lusíadas (U.T.2) Duração:
. Avaliar a morfologia e sintaxe 45 minutos
. Avaliar a EXPRESSÂO ESCRITA – o resumo
. Avaliar a atenção.

Observação do professor
PROVA DE LÍNGUA
PORTUGUESA
Ano: 9º; Turma:___ ; nº: __ Professor

Nome: Enc.º de Educação


Data

Esta prova tem 6 páginas, com 5 grupos de resposta obrigatória

Atenção:

• Não respondas sem leres todas as perguntas.


• Escreve sem erros ortográficos.
• Utiliza o vocabulário apropriado.
• Estrutura o parágrafo de forma clara e coerente.
• Encadeia logicamente a sequência do assunto.
• Não alteres a ordem nem a numeração das perguntas.
• Não uses corrector. Caso te enganes, usa um traço por cima do engano.

TESTE / PERGUNTAS

I
1. Recorda a vida e obra de Luís Vaz de Camões e assinala com um X as
afirmações que consideres certas:

□ Camões é um escritor do séc. XIII.


□ Pode considerar-se Camões um poeta clássico.
□ O Renascimento foi o regresso às civilizações Egípcia, Grega e Romana.
□ A epopeia é uma obra épica em que se enaltece um herói ou um povo.
□ A epopeia interessa apenas a um país.
□ A mitologia faz parte da epopeia.
1
□ A epopeia está escrita em prosa.
□ Camões cultivou os três grandes modos literários.
□ O poema Os Lusíadas é uma epopeia.
□ Camões também foi dramaturgo.
□ Os grandes épicos das civilizações gregos e romana foram Homero, Virgílio e
Platão.

□ O autor da Eneida é Horácio.


□ Considera-se que Homero é autor da Ilíada e da Odisseia.
□ Camões teve conhecimento das epopeias gregas e latina.
□ Camões recorreu a fontes históricas para elaborar Os Lusíadas.
□ Camões dividiu Os Lusíadas em 10 cenas.
□ Na “Proposição” o poeta pede inspiração às musas.
□ N’Os Lusíadas há cinco planos narrativos.
□ Na “Narração” o poeta dedica o poema ao rei D. Sebastião.
□ Podemos dividir Os Lusíadas em 3 partes: Introdução, Proposição, Invocação.
□ A epopeia é uma variante do género lírico.
□ N’Os Lusíadas há maravilhoso pagão.
□ João de Barros e Fernão Lopes são duas das fontes históricas d’Os Lusíadas.
□ O poema épico tem por finalidade superlativar feitos heróicos.
□ A Odisseia e a Eneida são dois exemplos de fontes literárias d’Os Lusíadas.
□ Os Lusíadas são compostos por uma estrutura externa e por uma média.
□ Ao longo d’Os Lusíadas, encontramos, entre outros, episódios líricos e bélicos.
□ O “Consílio dos Deuses” é um episódio mitológico.
□ Camões só usou o maravilhoso pagão n’Os Lusíadas.
□ A palavra Lusíadas deriva de Lúcifer.
□ Os Lusíadas contêm 2002 estrofes.

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II
LER / INTERPRETAR
Excerto 1

Relê o excerto de Os Lusíadas, já analisado nas aulas, e responde


cuidadosamente às perguntas.
1 3
As armas e os barões assinalados Cessem do sábio Grego e do Troiano
Que, da ocidental praia lusitana, As navegações grandes que fizeram;
Por mares nunca dantes navegados, Cale-se de Alexandro e de Trajano
Passaram ainda além da Taprobana, A fama das vitórias que tiveram;
Em perigos e guerras esforçados Que eu canto o peito ilustre Lusitano
Mais do que prometia a força humana, A quem Neptuno e Marte obedeceram.
E entre gente remota edificaram Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Novo reino que tanto sublimaram; Que outro valor mais alto se alevanta.

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E também as memórias gloriosas
Daqueles reis que foram dilatando
A fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando;
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da morte libertando:
Cantando espalharei por toda a parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
Luís Vaz de Camões in Os Lusíadas

1. O poeta expressa, na Proposição, o seu projecto.


1.1. Transcreve os versos que melhor o exprimem (a oração principal).
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2. Faz a correspondência destas estrofes aos planos estruturais predominantes


em cada uma delas:

a) 1ª Estrofe 1- Poeta
b) 2ª Estrofe 2- Maravilhoso
c) 3ª Estrofe 3- Viagem
4- História de Portugal

3. Facilmente se constata que o poeta como projecto escrever uma obra com
projecção universal. Porquê?
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3.1. Transcreve a expressão / verso que comprove a tua justificação.


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3.2. Que finalidade tem em vista o poeta ao evocar heróis da Antiguidade
Clássica e entidades da mitologia?
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4. A Eneida de Virgílio começa assim: ”Arma virumque cano”, que se traduz por “eu
canto o varão ilustre”.
4.1. Distingue este herói do herói d’Os Lusíadas e exemplifica, socorrendo-
-te, uma vez mais, de exemplos do texto.
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5. Identifica o seguinte recurso expressivo (figura de estilo): “Que da ocidental


praia lusitana,”
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5.1. Refere o seu valor expressivo (explica).


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III
LER / INTERPRETAR
Excerto 2

Relê o excerto de Os Lusíadas.


19 21
Já no largo Oceano navegavam, Deixam dos sete Céus o regimento,
As inquietas ondas apartando; Que do poder mais alto lhe foi dado,
Os ventos brandamente respiravam, Alto poder, que só co'o pensamento
Das naus as velas côncavas inchando; Governa o Céu, a Terra, e o Mar irado.
Da branca escuma os mares se mostravam Ali se acharam juntos num momento
Cobertos, onde as proas vão cortando Os que habitam o Arcturo congelado,
As marítimas águas consagradas, E os que o Austro tem, e as partes onde
Que do gado de Próteu são cortadas, A Aurora nasce, e o claro Sol se esconde.

20 22
Quando os Deuses no Olimpo luminoso, Estava o Padre ali sublime e dino,
Onde o governo está da humana gente, Que vibra os feros raios de Vulcano,
Se ajuntam em consílio glorioso, Num assento de estrelas cristalino,
Sobre as cousas futuras do Oriente. Com gesto alto, severo e soberano.
Pisando o cristalino Céu fermoso, Do rosto respirava um ar divino,
Vêm pela Via Láctea juntamente, Que divino tornara um corpo humano;
Convocados, da parte de Tonante, Com uma coroa e ceptro rutilante,
Pelo neto gentil do velho Atlante. De outra pedra mais clara que diamante.

Luís Vaz de Camões in Os Lusíadas

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1. Situa estas quatro estrofes no contexto geral da obra.
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2. A narração da viagem começa “ in medias res”.


2.1. Que entendes por esta expressão?
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3. Na estrofe 22, há uma referência a JÚPITER. favor contra


3.1. Era a favor ou contra os Portugueses?
3.1.1. Apresenta duas razões.
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4. Identifica, agora, nestas estrofes (19, 20, 21 e 22) os dois planos que constituem
a acção central do poema e completa:

Planos da acção Personagens Espaço Acção

IV
REFLEXÃO SOBRE A LINGUAGEM

1. Escreve o esquema rimático da estrofe 22 e classifica as rimas.


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1.1. Separa as sílabas métricas (escansão) do 1º verso da estrofe 20.


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2. Observa a forma verbal:

(…) Cessem do sábio Grego e do Troiano (…)


2.1. Em que forma está cessem?
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2.2. Que tipo de frases introduzem?


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3- Divide e classifica as orações:

“Cessem do sábio Grego e do Troiano As navegações grandes que fizeram;

3.1. Classifica, sintacticamente, “grandes”.


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3.2. Substitui o”Que” (Que outro valor mais alto se alevanta) por outra
palavra e/ou expressão equivalente.
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4. “Os ventos brandamente respiravam” (est. 19).


4.1. Classifica “inquietas ” quanto ao seu processo de formação.
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4.2. Usando a mesma raiz, forma um verbo.
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4.3. Escreve, agora, um advérbio, continuando com a mesma raiz.


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V
Escrita

O texto seguinte tem 166 palavras. Resume-o, não excedendo as 80 palavras.

(...) Por contraste, a Idade Média era considerada uma época de trevas, de
ignorância, de barbaria.
Mas a designação de “Renascimento”, por imperfeita que se nos afigure,
continua a ser necessária para indicar uma época dotada de individualidade própria,
caracterizada por um novo espírito crítico, um escrupuloso desejo de restituir os
textos à pureza original, um juvenil entusiasmo pela Antiguidade tomada em si
mesma, uma confiança nova nas forças naturais do Homem – medida de todas as
coisas.
Em Portugal, o século XVI apresenta uma fisionomia particular. A grande
contribuição portuguesa para o Renascimento foram os Descobrimentos, que
desvendaram novos climas, e paisagens, e faunas, e floras, e costumes, alargando
assim o conhecimento do Mundo e do homem, dando alimento à fome do exótico,
aguçando o sentido do relativo, ostentando a primazia da observação e da
experiência sobre o saber livresco.
Quando, por toda a Europa ocidental, alastrava o culto da Antiguidade, os
homens da ciência portugueses abriram a Questão dos Antigos e dos Modernos,
afirmando a superioridade destes últimos pela certeza do saber experimental. É o “vi
claramente visto” d’Os Lusíadas.

Dicionário de Literatura, dir. de Jacinto do Prado Coelho, Porto, Livr. Figueirinhas, 1978 (adaptação)
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BOM TRABALHO E QUE AS MUSAS CAMONIANAS TE INSPIREM!!!

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