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Ansel Lancman engenheiro civil

Rua Sergipe, 475 cj. 601 – CEP 01243-001 - São Paulo (SP) - Tel: (011) 3663-0602
e-mail: lank.ansel@uol.com.br

Laudo Técnico S.P.D.A.

Ref. Sistema de Proteção Contra Descargas


Atmosféricas.

Identificação do Cliente
Nome Fantasia Estádio Arena Barueri
Razão Social
CNPJ
Endereço Av. Pref. João Vila-Lobos Quero, 1001 - Jardim
Belval, Barueri - SP, 06422-122

Identificação do Responsável Técnico


Eng. Eletricista Ismael Mendonça Rezende
Registro CREA-SP CREA: 068511476-7
N° da ART CREA-SP 92221220160881139
Equipamento Terrômetro Digital modelo MRT300
/Utilizado/// Fabricante Instrutherm
Validade do Laudo 23/10/2015 a 22/10/2016

00 02-08-16 Inspeção de Entrega Marcelo Paulino Ismael Rezende Ansel Lankman


de Obra
Re Data Descrição Elaborado Verificado Aprovado
v.
Ansel Lancman engenheiro civil

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1.0 Termos Técnicos

ANÉIS: cabos de cobre ou fita metálica que circunda a estrutura, situada na parte
superior da edificação (anel perimetral)e entorno do ático (anel do ático).

CAIXA DE INSPEÇÃO: abertura localizada no piso mais próximo ao solo, no qual esta
disponível a haste de aterramento e cabo da conexão, a tampa desta caixa deve estar
somente encaixada, para facilitar o acesso para a medição.

CAPTOR: qualquer estrutura metálica disposta no topo da edificação. Todas estas


estruturas metálicas devem estar ligadas ao sistema para a equalização de potenciais.

DESCIDAS: são os cabos ou fitas de alumínio que percorrem verticalmente nas


laterais da edificação, conduzindo a descarga elétrica até o ponto de aterramento na
caixa de inspeção.

GAIOLA DE FARADAY: consiste em uma malha de captação, formada por módulos


retangulares, sempre utilizando cabo de cobre nu, passando por isoladores ou fixados
direto ou embutidos sob a superfície da edificação.

HASTE DE ATERRAMENTO: equipamento condutor de aço coberto por camada de


cobre, fixado no solo dentro da caixa de inspeção, utilizado instrumento para
realização da medição ôhmica do aterramento.

LIGAÇÃOEQUIPOTENCIAL: ligação entre o SPDA com estruturas metálicas existentes


no topo da edificação.

MASTRO: cano metálico disposto no topo da edificação para instalação do captor.

PROJETO DE INSTALAÇÃO: documentação contendo a descrição das estruturas do


sistema,instalação, devidamente assinada pelo responsável pelo projeto. Manter a
documentação disponível para consulta, sempre que solicitado.

SPDA CONVENCIONAL: é o SPDA cujas descidas (cabos de cobre, alumínio ou fitas de


alumínio) conectadas ao sistema no topo da edificação e descem externamente pela
edificação até o solo, interligando-se ao final.

SPDA ESTRUTURAL: é o SPDA cujas descidas estão embutidas ou conectadas na


estrutura da edificação.·.
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2.0 Objetivo

O presente relatório tem por objetivo apresentar os resultados da inspeção em


campo das instalações do Sistema de Proteção de Descargas Atmosféricas (SPDA), do
Estádio Arena Barueri, localizado na Av. Pref. João Vila-Lobos Quero, 1001 - Jardim
Belval, Barueri - SP, 06422-122, com objetivo de atender a solicitação dos órgãos
competentes de Bombeiro, DRT NR-10 da portaria 3214 bem como o enquadramento
nas normas ABNT NBR 5419/2005 e NBR 5410/2015, ou seja:

 Verificar se o SPDA atende as normas, Projetos, e solicitações dos órgãos


públicos,

 Inspecionar e relatar todos os componentes que não se apresentem em bom


estado físico ou funcional.

 Realizar medições do valor da resistência ôhmica de aterramento em todos os


pontos disponíveis e se o arranjo das descidas, da malha captor está
compatível com o nível de proteção do prédio.

2.1 Aplicação das Normas SPDA

Todas as construções acrescentadas à estrutura posteriores a instalação


original estão integradas ao Volume e proteger mediante ligação ao SPDA ou
ampliação deste.

NOTAS - Conforme NBR-5419-2015


1. Periodicidade das inspeções
1 Uma inspeção visual do SPDA deve ser efetuada anualmente.
2 Inspeções completas conforme 6.1 devem ser efetuadas periodicamente,
em intervalos de:
 5 anos, para estruturas destinadas a fins residenciais, comerciais,
administrativos, agrícolas ou industriais, excetuando-se áreas classificadas
com risco de incêndio ou explosão;
 3 anos, para estruturas destinadas a grandes concentrações públicas (por
exemplo: hospitais, escolas, teatros, cinemas, estádios de esporte, centros
comerciais e pavilhões), indústrias contendo áreas com risco de explosão,
conforme a ABNT NBR 9518, e depósitos de material inflamável;
 1 ano, para estruturas contendo munição ou explosivos, ou em locais
expostos à corrosão atmosférica severa (regiões litorâneas, ambientes
industriais com atmosfera agressiva etc.).

No projeto os desenhos deverão conter escalas mostrando as dimensões dos


sistemas de captação, as descidas e aterramento, os materiais e as posições de todos
os componentes do SPDA inclusive os eletrodos de aterramento.
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Obs.:
As medições de resistência de aterramento, de corrente de fuga, de
continuidade, dos pontos disponíveis, foram realizadas com o instrumento Terrômetro
Digital Instrutherm MRT-300 para faixas de 0 a 20 Ohms, 0 a 200 Ohms e 0 a 1000
Ohms. Aferido em 02/2016.

Os dados levantados (pontos disponíveis) foram registrados em planilhas


individuais por área e em uma planta geral.

Foram realizadas fotos das áreas criticas com registro em planilha.

2.2 Inspeções

2.2.1 Verificação da Documentação


Relatório da necessidade de uso do SPDA na edificação em questão, contendo
memória de cálculo e a devida seleção de nível de proteção.
Sim ( x ) Não ( ) - A empresa apresentou o Relatório?

Desenho em escala (projeto) contendo todos os componentes do SPDA,


inclusive eletrodos de aterramento – quando o SPDA for estrutural, também
deve ter projeto; (o projeto deve permanecer com o proprietário da edificação a
disposição dos órgãos públicos).
Sim ( ) Não ( x ) - A empresa apresentou o projeto do SPDA?
OBS.: Até o momento não foram entregues projetos de SPDA.

Laudo de medição da resistência do subsistema de aterramento com validade


de um ano feita com aparelho aferido por órgão competente, devendo estar
expresso no laudo de medição estes dados.
Sim ( x ) Não ( ) Apresentado laudo, com dados sobre os subsistemas
do SPDA: Aterramento, Descidas e Captação?

DATA DA MEDIÇÃO: 08 e 12/08/2016


OBS.: Não foram consultados os projetos estruturais para verificar as
disposições das armaduras, bem como as sapatas ou vigas baldrame para
aferir o sistema de aterramento. Como não se pode afirmar que a armadura foi
adotada para ser constituinte do SPDA, o responsável pelo projeto e construção
do SPDA deverá realizar a avaliação do aterramento da edificação conforme
NBR 5419-2015.
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2.3 Verificação dos itens da Instalação

2.3.1 Introdução
A fim de verificar as instalações elétricas do Arena Barueri, a inspeção dividiu
as análises de SPDA em três subsistemas para melhor avaliação. Tendo como
referências a ação sobre as estruturas sendo:
 2.3.1.1- Edificação de Concreto Armado,
 2.3.1.2- Aterramento das Grades e Estruturas Metálicas junto ao Campo.
 2.3.1.3-Sistema de Proteção realizada por Malha de Captores Tipo Franklin
(Arquibancadas e Tribuna de Honra)

Como o sistema corresponde a toda a edificação, todos os itens abordados


acima devem estar protegidos pelo sistema de SPDA para aprovação do LAUDO.

2.3.2 Edificações de Concreto Armado

2.3.2.1 Captor
Os captores adotados no SPDA são: Captores do tipo Franklin instalados
apenas nas edificações de concreto tais como: Cabine de Imprensa, Tribuna de Honra,
Vestiário dos Árbitros e Vestiário Local (que se encontra no térreo do Batalhão de
Polícia Militar) com descidas realizadas por cordoalha de cobre junto à lateral do
prédio ou por fitas de alumínio.

FOTO 01 FOTO 02 FOTO 03 FOTO 04

FOTO 01 – Mastro SPDA Torre A


FOTO 02 – Mastro SPDA Torre B
FOTO 03 – Mastro SPDA Torre C
FOTO 04 – Mastro SPDA Torre D

A área de captação deveria estar dividida em módulos de proteção, realizados


por cabos ou captores de forma a realizar proteção conforme norma (para nível II –
Teatros, escolas, lojas de departamentos, áreas esportivas e igrejas - Danos às
instalações elétricas (por exemplo: iluminação) e possibilidade de pânico Falha do
sistema de alarme contra incêndio, causando atraso no socorro). Conforme norma
NBR5419.
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Sim ( x ) Não ( ) Existe anel de captação no perímetro da cobertura das
edificações?
Sim ( x ) Não ( ) O topo das edificações estão cobertas por cabos
formando malha com módulos de 20mx10m?
Sim ( x ) Não ( ) Cada mastro Franklin possui entre 3m e 6m de altura?
Tabela de posicionamento de Captores conforme nível de proteção.
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2.3.2.2 Descidas
Para nível II de proteção (Teatros, escolas, lojas de departamentos,áreas
esportivas e igrejas), devemos ter no mínimo uma descida para cada 15m de
perímetro.

OBS. 1: Conforme a NBR 5419, para as edificações de concreto armado


existentes poderá ser implantado um SPDA com descidas nas armaduras do
concreto, tendo em vista que há os pontos de conexão de aterramento a cada
15m de perímetro.

1 Os condutores de descida devem ser distribuídos ao longo do perímetro do


volume a proteger, de modo que seus espaçamentos médios não sejam
superiores aos indicados na tabela 2. Se o número mínimo de condutores
assim determinado for inferior a dois, devem ser instaladas duas descidas.

2 Os condutores de descida não naturais devem ser interligados por meio de


condutores horizontais,formando anéis. O primeiro deve ser o anel de
aterramento (ver 5.1.3.5.2) e, na impossibilidade deste, um anel até no máximo
4 m acima do nível do solo e os outros a cada 20 m de altura. São aceitos como
captores de descargas laterais elementos condutores expostos, naturais ou não,
desde que se encontrem aterrados ou interligados, com espaçamento horizontal
não superior a 6 m, mantendo-se o espaçamento máximo vertical de 20 m.

3 Os condutores de descida não naturais devem ser instalados a uma distância


mínima de 0,5 m deportas janelas e outras aberturas e fixados a cada metro de
percurso.

NOTA Condutora de descida em alumínio, mesmo com capa isolante, não


devem ser instalados dentro de calhas ou tubos de águas pluviais, para evitar
problemas de corrosão.
Sim ( x ) Não ( ) Há cabos de descida a cada 15m de perímetro?

OBS. 2: Nota-se nas fotos abaixo alguns detalhes descidos de SPDA junto a
lateral das edificações.

FOTO 05 FOTO 06 FOTO 7


FOTOS 05 a 07 – Detalhes das conexões junto a estrutura das torres.
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2.3.3.3 Aterramento
Devemos ter no mínimo um eletrodo para cada descida construída.
Estes eletrodos devem estar interligados entre si para seu equilíbrio de
potencial elétrico. Na impossibilidade de serem interligados no solo, podem ser
interligados a até 4m do nível do solo. Utiliza-se cabo de cobre de 50 mm para
essa interligação.
Sim ( x ) Não ( ) Há um eletrodo para cada cabo de descida?
Sim ( ) Não (X) Os eletrodos estão interligados entre si?
Sim ( x ) Não ( ) Os eletrodos estão no solo?

OBS.: Em algumas descidas não foram encontradas caixa de inspeção de


aterramento, deve-se verificar a impedância do sistema de aterramento.

2.3.3.4 Equalização
Descidas
Se o edifício tiver mais de 20m de altura, deverá ter anel(is) de
equalização das descidas, ou seja, a interligação destas descidas como no
subsistema de aterramento, envolvendo toda a edificação.
Sim ( X ) Não As edificações tem mais de 20m de altura?
Sim ( ) Não (X) Possui anel(is) de equalização envolvendo a
edificação?

OBS.: Como a edificação possui altura inferior a 20m, não haverá necessidade
de equalização a cada 20m de altura.

2.3.3.5 Estruturas Metálicas


Toda e qualquer superfície ou estrutura metálica ao nível dos captores
deve ser interligada ao ponto mais próximo no SPDA, bem como estruturas
com essas características próximas a menos de 2m de componentes do SPDA.

Sim ( ) Não ( X ) Possui anel(is) de equalização envolvendo a


edificação?
Sim ( x ) Não ( ) Os rufos estão interligados ao cabo?
Sim ( x ) Não ( ) Possui outros objetos de metal existentes sobre a
cobertura

2.3.3.6 Conexões

Deve atendera norma NBR5419 conforme abaixo:


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1 O número de conexões nos condutores do SPDA deve ser reduzido ao
mínimo. As conexões devem ser asseguradas por meio de soldagem exotérmica,
oxiacetilênica ou elétrica, conectores de pressão ou de compressão, rebites ou
parafusos.
2 Para conexão de condutores chatos a estruturas de aço, devem ser
utilizados, no mínimo, dois parafusos M8 ou um parafuso M10, com porcas.
3 Para conexão de condutores chatos a chapas metálicas com espessura
inferior a 2 mm, devem ser utilizadas contra placas com área mínima de 100
cm2, fixadas com dois parafusos M8, no mínimo.
4 Para conexão de condutores chatos a chapas metálicas acessíveis somente
de um lado, podem ser utilizados quatro rebites de 5 mm de diâmetro. Para
chapas com espessura mínima de 2 mm, também podem ser utilizados dois
parafusos auto-atarraxantes de aço inoxidável, com diâmetro de 6,3 mm
5 Conexões soldadas devem ser compatíveis com os esforços térmicos e
mecânicos causados pela corrente de descarga atmosférica.
6 Conexões mecânicas embutidas no solo devem ser protegidas contra
corrosão, através da instalação de uma caixa de inspeção com diâmetro
mínimo de 250 mm que permita o manuseio de ferramenta.
Esta exigência não se aplica a conexões entre peças de cobre ou cobreadas com
solda exotérmica ou conectores de compressão.

Sim ( x ) Não ( ) Atende aos Itens e possuem Interligação de conexão?


Sim ( x ) Não ( ) Estão interligados ao cabo?
Sim ( x ) Não ( ) Cobertura metálica está interligada aos cabos?

2.3.3.7 Construção das descidas não naturais

Deve atendera norma NBR5419 conforme abaixo:


1 Os cabos de descida devem ser protegidos contra danos mecânicos até,
no mínimo, 2,5 m acima do nível do solo. A proteção deve ser por eletroduto
rígido de PVC ou metálico sendo que, neste último caso, o cabo de descida deve
ser conectado às extremidades superior e inferior do eletroduto.
Sim ( ) Não (X ) -Apresenta proteção mecânica

2.3.3.8 SPDA

Deve atendera norma NBR5419 conforme abaixo:


1 Para assegurar a dispersão da corrente de descarga atmosférica na
terra sem causar sobretensões perigosas, o arranjo e as dimensões do
subsistema de aterramento são mais importantes que o próprio valor da
resistência de aterramento. Entretanto, recomenda-se, para o caso de eletrodos
não naturais, uma resistência de aproximadamente 10 Ω, como forma de
reduzir os gradientes de potencial no solo e a probabilidade de centelhamento
perigoso.
Sim ( ) Não (X ) O SPDA é estrutural?
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Sim ( ) Não (X ) Existe laudo de medição da continuidade das
armaduras da edificação?
Sim ( ) Não (X ) Foram realizadas medições com microohmímetro?

OBS. 1: Nota-se nas figuras abaixo o método utilizado nas medições de


continuidade e impedância da descida, utilizando um microohmímetro.

FOTO 8 FOTO 9
FOTO 08 – Aterramento das estruturas da Cobertura
FOTO 09 – Aterramento das estruturas metálicas

2.3.3.9 Subsistema de aterramento

Generalidades
1 Do ponto de vista da proteção contra o raio, um subsistema de aterramento
único integrado à estrutura é preferível e adequado para todas as finalidades
(ou seja, proteção contra o raio, sistemas de potência de baixa tensão e
sistemas de sinal).
2 Para assegurar a dispersão da corrente de descarga atmosférica na terra sem
causar sobretensões perigosas, o arranjo e as dimensões do subsistema de
aterramento são mais importantes que o próprio valor da resistência de
aterramento. Entretanto, recomenda-se, para o caso de eletrodos não naturais,
uma resistência de aproximadamente 10 Ω, como forma de reduzir os
gradientes de potencial no solo e a probabilidade de centelhamento perigoso.
No caso de solo rochoso ou de alta resistividade, poderá não ser possível atingir
valores próximos dos sugeridos. Nestes casos a solução adotada deverá ser
tecnicamente justificada no projeto.
3 Sistemas de aterramento distintos devem ser interligados através de uma
ligação equipotencial de baixa impedância.
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2.3.3.10 Verificação de Área de Cobertura:
ESTRUTURAS DE CONCRETO:
LOCAL – ESTÁDIO ARENA BARUERÍ
SETORES DE UTILIDADES:
 CABINE PRIMÁRIA;
 CABINE SECUNDÁRIA
 TORRES;
 TRIBUNA DE HONRA;
ATIVIDADE – ESTADIODE FUTEBOL
COBERTURA – ESTRUTURA DE CONCRETO
PAREDES E ESTRUTURA – ALVENARIA.

PILARES – CONCRETO ARMADO


Área: Não especificado
Perímetro: Não especificado
Altura (pé direito) 20 a 50m
Arranjo encontrado desenho específico da área

FOTO 10 – Vista aérea do Estádio com as Construções de Alvenaria


ÁREA DE COBERTURA DAS TORRES
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2.3.3.11 Exigência básica das normas:

Nível de proteção II
Captor: Captor Franklin está em conformidade com a Norma, recomenda-se junto à
edificação da Cabine de Imprensa, revisão no anel superior com recolocação da malha
de cobertura que foi furtada.

Descidas – Apresenta apenas uma descida em média a cada 10 m no perímetro,


recomenda-se a instalação de dois pontos de descida.

Malha – Resultado da medição da resistência de aterramento deve é inferior a 10


ohms e equipotencialização entre os pontos (interligação entre os pontos de descidas).

Dados obtidos
Inspeção e dados da malha de aterramento:
1 – A medição realizada junto a Cabine de Imprensa encontra-se acima dos valores
requeridos pela Norma NBR5419-2005 que é de 10 Ohms.
ANÁLISE GRÁFICA DOS DADOS OBTIDOS:
1 – O subsistema de aterramento esta sendo adequado de forma a atender a Norma
NBR5419-2015

2.4.1 Aterramento das Grades e Estruturas Metálicas junto ao Campo.

2.4.1.1 Introdução
Tendo com objetivo a equalização dos pontos de aterramento e
obedecendo as prescrições da Norma NBR5419-2005, o sistema de SPDA tendo
como objetivo o sistema de Aterramento deve atender aos itens abaixo
relacionados.

1 Sistema interno de proteção contra descargas atmosféricas


2 Equalização de potencial
3 Captores naturais
4 Quaisquer elementos condutores expostos, isto é, que do ponto de vista
físico possam ser atingidos pelos raios, devem ser considerados como parte do SPDA.

NOTAS
1 Os elementos condutores expostos devem ser analisados para certificar se as
suas características são compatíveis com os critérios estabelecidos para
elementos captores.
2 Exemplos de elementos metálicos nas condições deste item são:
a) Coberturas metálicas sobre o volume a proteger;
b) Mastros ou outros elementos condutores salientes nas coberturas;
c) Rufos e/ou calhas periféricas de recolhimento de águas pluviais;
d) Estruturas metálicas de suporte de envidraçados, para fachadas, acima de 60
m do solo ou de uma superfície horizontal circundante;
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e) Guarda-corpos, ou outros elementos condutores expostos, para fachadas,
acima de 60 m da superfície horizontal circundante;
f) tubos e tanques metálicos construídos em material de espessura igual ou superior à
indicada na tabela 4.
3 Para os caixilhos metálicos das janelas que se encontram em altura igual ou
superior a 60 m e localizados em regiões cujo índice ceráunico Td seja maior
que 25, podem ser tomadas medidas alternativas para proporcionar caminhos
seguros, excluídas as descidas externas, preferencialmente através das
ferragens estruturais eletricamente contínuas das lajes, para equalizar os
potenciais que aparecerem nos locais devidos a correntes elétricas originadas
das descargas atmosféricas laterais.

4 Subsistema de condutores de descida


5 Generalidades
6 Estruturas metálicas de torres, postes e mastros, assim como as armaduras
de aço interligadas de postes de concreto, constituem descidas naturais até a base das
mesmas, dispensando a necessidade de condutores de descida paralelos ao longo da
sua extensão.

2.4.1.2 Aterramento
Os eletrodos devem estar interligados entre si para seu equilíbrio de
potencial elétrico, na impossibilidade de serem interligados no solo, devem
estar devidamente aterrados conforme norma.
Sim (X) Não ( X ) Há um eletrodo para cada cabo de descida?
Sim (X) Não ( X ) Os eletrodos estão interligados entre si?
Sim (X) Não ( X ) Existe caixa de inspeção e conector para medição?
Sim (X) Não ( X ) Apresenta proteção mecânica?

2.4.1.3 Equalização
Descidas
Se o edifício tiver mais de 20m de altura, deverá ter anel(is) de
equalização das descidas, ou seja, a interligação destas descidas como no
subsistema de aterramento, envolvendo toda a edificação.
Sim ( ) Não (X) As edificações tem mais de 20m de altura?
Sim ( ) Não (X) Possui anel(is) de equalização envolvendo a
edificação?

OBS.: Como a edificação possui altura inferior a 20m, não haverá necessidade
de equalização a cada 20m de altura.
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2.4.1.4 Estruturas Metálicas
Toda e qualquer ou estrutura metálica ao nível dos captores deve ser
interligada ao ponto mais próximo no SPDA, bem como estruturas com essas
características próximas a menos de 2m de componentes do SPDA.

Sim ( ) Não (X) Possui anel(is) de equalização envolvendo a


edificação?
Sim ( ) Não (X) Os mastros metálicos estão interligados ao cabo?

2.4.1.5 Conexões
Conforme Norma NBR5419-2015
1 O número de conexões nos condutores do SPDA deve ser reduzido ao
mínimo. As conexões devem ser asseguradas por meio de soldagem exotérmica,
oxiacetilênica ou elétrica, conectores de pressão ou de compressão, rebites ou
parafusos.
2 Conexões soldadas devem ser compatíveis com os esforços térmicos e
mecânicos causados pela corrente de descarga atmosférica.
3 Conexões mecânicas embutidas no solo devem ser protegidas contra
corrosão, através da instalação de uma caixa de inspeção com diâmetro
mínimo de 250 mm que permita o manuseio de ferramenta.
Sim ( ) Não (X) Estão interligados ao cabo?
Sim (X) Não ( ) Cobertura metálica está interligada aos cabos?

2.4.1.6 Construção das descidas não naturais


5.1.2.4.3 Os cabos de descida devem ser protegidos contra danos mecânicos
até, no mínimo, 2,5 m acima do nível do solo. A proteção deve ser por
eletroduto rígido de PVC ou metálico sendo que, neste último caso, o cabo de
descida deve ser conectado às extremidades superior e inferior do eletroduto.
Sim () Não (X) – Apresenta proteção mecânica

O Laudo de Resistência de Aterramento deve atender a Norma


NBR5419:
1 Para assegurar a dispersão da corrente de descarga atmosférica na
terra sem causar sobretensões perigosas, o arranjo e as dimensões do
subsistema de aterramento são mais importantes que o próprio valor da
resistência de aterramento. Entretanto, recomenda-se, para o caso de eletrodos
não naturais, uma resistência de aproximadamente 10 Ω, como forma de
reduzir os gradientes de potencial no solo e a probabilidade de centelhamento
perigoso.
Sim (X) Não ( ) O SPDA é estrutural?
Sim ( ) Não (X ) Existe laudo de medição da continuidade das
armaduras da edificação?
Sim ( ) Não (X ) Foram realizadas medições com microohmímetro?
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4.0 Recomendações Gerais:

Valores de Medição: O subsistema de aterramento encontra-se atualmente em


fase de adequação às exigências da NBR5419-2015.

Área de Cobertura do Sistema de SPDA: O sistema de SPDA existente protege


parcialmente a edificação; com a finalização da instalação dos novos captores em
curso, a malha de cobertura irá proteger totalmente o campo de jogo e as
arquibancadas, garantindo proteção ao público em conformidade com a Norma
NBR5419-2015.

Haste de Aterramento: A estrutura apresenta hastes de aterramento com conexões


que estão sendo instaladas de forma a garantir baixa resistência Ôhmica junto as
descidas.

Projetos “As Buit”: Encontra-se em fase final de adequação para emissão do projeto
executivo e Projeto “As Buit” do sistema de Aterramento conforme Norma.

5.0 Laudo de Aprovação:

Com as novas adequações, atualmente em fase final de


instalação, a Arena Barueri ficará enquadrada dentro do que preconiza
a NBR 5410-2004 e NBR 5419-2015. Presentemente as condições de
segurança são satisfatórias devendo ser realizada nova vistoria de
aferição do sistema no prazo de 90 (noventa) dias

Estádio aprovado com restrições.

São Bernardo do Campo, 25 de agosto de 2016.

ISMAEL MENDONÇA REZENDE


Eng. Eletricista
CREA: 068511476-7
ART: 9222122016088113
Ansel Lancman engenheiro civil

Rua Sergipe, 475 cj. 601 – CEP 01243-001 - São Paulo (SP) - Tel: (011) 3663-0602
e-mail: lank.ansel@uol.com.br

1 6.0 Anexos:

1.1 6.1 Legislação - Resolução nº 425/98

Dispõe sobre a Anotação de Responsabilidade Técnica e dá outras providências.


O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, no uso das atribuições
que lhe confere a letra "f" do art. 27 da Lei nº 5.194, de 24 DEZ 1966, e o §1º do artigo
2º da Lei nº 6.496, de 07 DEZ 1977,

CONSIDERANDO que, na forma do artigo 2º da Lei nº 6.496, de 07 DEZ 1977, a ART


define, para todos os efeitos legais, os responsáveis técnicos pelos empreendimentos
da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia.

CONSIDERANDO que, para esse efeito, há necessidade de disciplinar a Anotação de


Responsabilidade Técnica pelo exercício de toda e qualquer atividade que implique ou
exija a participação efetiva de profissional habilitado;

CONSIDERANDO que a responsabilidade Técnica é própria de profissional não


podendo ser exercida por pessoa jurídica,

CONSIDERANDO a necessidade de adequar a presente Resolução à Lei nº 8.078 de


11de setembro de 1990, que dispõe sobre a proteção ao consumidor e dá outras
providências.

CONSIDERANDO o disposto no artigo da Lei nº 9.649, de 27 de março de 1998, que


disciplina os serviços de fiscalização de profissões regulamentadas,
RESOLVE

Art. 1º - Todo contrato escrito ou verbal para a execução de obras ou prestação de


quaisquer serviços profissionais referentes à Engenharia, à Arquitetura e à Agronomia.
fica sujeita à "Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)", no Conselho Regional em
cuja jurisdição for exercida a respectiva atividade.

§1º - A prorrogação, o aditamento, a modificação de objetivo ou qualquer outra


alteração contratual, que envolva obras ou prestação de serviços de
Engenharia,Arquitetura e Agronomia gerará a obrigatoriedade de ART
complementar, vinculada à ART original.
§2º - O erro ou falta de preenchimento de qualquer campo ou formulário da
ART,gerará a obrigatoriedade de substituição da referida ART, no prazo de 30
(trinta) dias, sob pena de ser considerada nula na forma do Inciso I do artigo 9º
dessa Resolução.
Ansel Lancman engenheiro civil

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Art. 2º - A ART define, para os efeitos legais, os responsáveis técnicos pela execução de
obras ou prestação de quaisquer serviços de Engenharia, Arquitetura e Agronomia,
objeto do contrato.
§1º - Quando o contrato englobar atividades diversas no campo da Engenharia,
da Arquitetura e da Agronomia e no caso de coautoria ou corresponsabilidade,
a ART.
deverá ser desdobrada, através de tantos formulários quantos forem os
profissionais envolvidos na obra ou serviço.
§2º - A substituição, a qualquer tempo, de um ou mais responsáveis técnicos
pelas obras ou serviços previstos no contrato, obrigará à nova ART vinculada à
ART original.

Art. 3º - Nenhuma obra ou serviço poderá ter início sem a competente Anotação de
Responsabilidade Técnica, nos termos desta Resolução.
§1º - Excetuam-se os casos em que for utilizada a ART múltipla para as obras e
serviços de duração de 30 (trinta) dias rotineiros ou de emergência, quando o
recolhimento será mensal.
§2º - O disposto neste artigo aplica-se igualmente a todo empreendimento de
propriedade do seu executor.

Art. 4º - O preenchimento do formulário de ART pela obra ou serviço é de


responsabilidade do profissional, o qual, quando for contratado, recolherá, também, a
taxa respectiva.
Parágrafo único - Quando a obra ou serviço for objeto de contrato com pessoas
jurídica, a esta cabe à responsabilidade pelo recolhimento da taxa de ART e o registro
de ART, devidamente preenchida pelo profissional responsável.

Art. 5º - Quando se tratar de profissional com vínculo empregatício de qualquer


natureza caberá pessoa jurídica empregadora providenciar o registro perante o CREA
da Anotação de Responsabilidade Técnica - ART, devidamente preenchida pelo
profissional responsável pelo serviço técnico ou obra a serem projetados e/ou
executados.

Art. 6º - O desempenho de cargo ou função técnica, seja por nomeação ocupação ou


contrato de trabalho, tanto em entidade pública quanto privada, obriga a Anotação de
Responsabilidade Técnica no CREA em cuja jurisdição for exercida a atividade.
Parágrafo único - A alteração do cargo ou função técnica obriga à nova ART.

Art. 7º - A Anotação de Responsabilidade Técnica - ART será feita mediante formulário


próprio, fornecido pelos Conselhos Regionais.

Art. 8º - Os valores das taxas devidas pelas ARTs são objetos de Resolução
especificado CONFEA.

Art. 9º - Serão consideradas nulas as Anotações de Responsabilidade Técnica,


quando, a qualquer tempo;
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I - verificar-se a inexatidão de quaisquer dados nela constantes;
II - o Conselho Regional verificar incompatibilidade entre as atividades técnicas
desenvolvidas e as atribuições profissionais dos responsáveis técnicos
respectivos;
III - for caracterizado o exercício ilegal da profissão, em qualquer outra de suas
formas.

Art. 10 - A falta de Anotação de Responsabilidade Técnica sujeitará o profissional ou a


empresa contratada à multa prevista na alínea "a" do artigo 73 da Lei nº 5.194, de
24DEZ 1966, e demais cominações legais, sem prejuízo dos valores devidos.

Art. 11 - O formulário da ART padronizado em todo o território nacional através da


Resolução anterior sobre o assunto, nº 307, de 28 FEV 1986, permanece inalterado.

Art. 12 - Ficam mantidos os dispositivos constantes da Decisão Normativa nº 058, de9


AGO 1996, que dispõe sobre procedimentos relativos ao recolhimento de ART -
Múltipla Mensal.

Art. 13 - A presente Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 14 - Ficam revogadas as Resoluções nos 307/86, 322/87 e 400/95, e de mais


disposições em contrário.

HENRIQUE LUDUVICE
Presidente
LUIS ABÍLIO DE SOUSA NETO
Vice-Presidente
Publicada no DOU, de 08 JAN 1999, Seção I – página 34
>> Site do CONFEA
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6.3 Documentos Pessoais – Engenheiro: