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Caderno de Orientações

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Inventário de Bens Imóveis

EN

Caderno de Orientações
9 Inventário de Bens Imóveis –
Versão 01.00 Noções gerais

Recife, outubro 2013.

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Governo do Estado de Pernambuco | Secretaria de Administração | Secretaria Executiva de Administração
Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis

GOVERNO DO ESTADO DE PERNAMBUCO


Governador: Eduardo Henrique Accioly Campos
Vice-Governador: João Soares Lyra Neto

SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO DO ESTADO DE PERNAMBUCO


Décio José Padilha da Cruz

SECRETÁRIO EXECUTIVO DE ADMINISTRAÇÃO


Antônio André Bezerra de Melo Sousa

GERÊNCIA GERAL DE PATRIMÔNIO, ARQUITETURA E ENGENHARIA


Fabiana Ramalho Carneiro Leão

GERÊNCIA DE GESTÃO DE PATRIMÔNIO DO ESTADO


Mônica Maria Echeverria Martins

UNIDADE DE GESTÃO E REGISTRO DE BENS IMÓVEIS


Sandra Amorim

ELABORAÇÃO
Alexandre José da Silva
Leila Fernanda A. Guedes
Marcelle Ivette Campos

PROGRAMAÇÃO VISUAL
Zilmara Simone Aragão

Secretaria Executiva de Administração (SEADM)


Av. Engenheiro Antônio de Góes, nº 194, Edf. Fred Dubeux, Pina, Recife / PE
CEP: 51.010-000
Telefones: (81) 3183-7740 | 3183-7628
Fax: (81) 3183-7749
www.sad.pe.gov.br

E-mail para assuntos referentes à Gestão de Patrimônio:


patrimonio@sad.pe.gov.br

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Inventário de Bens Imóveis

APRESENTAÇÃO
A Secretaria de Administração do Estado de Pernambuco, por intermédio da Unidade de
Gestão e Registro de Bens Imóveis, da Gerência de Gestão do Patrimônio do Estado – GEPAT, no
exercício de sua competência institucional, elaborou o presente Caderno, que tem por objetivo
orientar os gestores de patrimônio dos órgãos setoriais da administração direta estadual e na
indireta no que couber, na execução dos procedimentos relativos à realização do Inventário de
Bens Imóveis.

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ABREVIATURAS
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas;
APE – Administração Pública Estadual;
CASP – Contabilidade Aplicada ao Serviço Público;
CFC – Conselho Federal de Contabilidade;
CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis;
CVM – Comissão de Valores Mobiliários;
GEPAT – Gerência de Gestão de Patrimônio;
GGPAE – Gerência Geral de Patrimônio, Arquitetura e Engenharia;
IFRS – Normas Internacionais de Informação Financeira;
IPSAS – Normas Internacionais de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (International Public
Sector Accounting Standards)
IPTU – Imposto Predial Territorial Urbano;
ITR – Imposto Territorial Rural;
MCASP – Manual de Contabilidade Aplicada ao Serviço Público;
NBCASP – Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicada ao Serviço Público;
RFB – Receita Federal do Brasil;
RGI – Registro Geral de Imóveis;
SAD/PE – Secretaria de Administração do Estado de Pernambuco;
SEADM – Secretaria Executiva de Administração;
SGA – Sistema de Gestão Administrativa;
SPU – Secretaria do Patrimônio da União;
SUSEP – Superintendência de Seguros Privados;
UGBIM – Unidade de Gestão de Bens Imóveis

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Sumário

1. I N T R O D U Ç Ã O ............................................................................................................................7

2. C O N C E I T O S P A T R I M O N I A I S , C O N T Á B E I S E A F I N S ..............................................8

3. A S N O V A S R E G R A S C O N T Á B E I S E O P A T R I M Ô N I O P Ú B L I C O ...................... 12

4. I N V E N T Á R I O D E I M Ó V E L P Ú B L I C O ............................................................................. 15
4.1. O b j e t i v o s d o I n v e n t á r i o .................................................................................................. 16
4.2. T i p o s d e I n v e n t á r i o ............................................................................................................ 17

5. C O M I S S Ã O D E I N V E N T Á R I O ........................................................................................... 17
5.1. A t r i b u i ç õ e s d a c o m i s s ã o d e i n v e n t á r i o ............................................................... 18

6. P R O C E D I M E N T O S U T I L I Z A D O S N O I N V E N T Á R I O ( P A S S O A P A S S O ) ....... 19
6.1. E t a p a p r e l i m i n a r ................................................................................................................... 19
6.1.1. Competência do órgão central de patrimônio ................................................................................... 19
6.1.2. Surgimento da demanda ................................................................................................................... 19
6.1.3. Delimitação do inventário e formação de comissão .......................................................................... 20
6.2. P e s q u i s a e a n á l i s e d o c u m e n t a l .................................................................................. 21
6.3. S o l i c i t a ç ã o d e c e r t i d õ e s / o u t r o s d o c u m e n t o s .................................................. 21
6.3.1. Cartório de Registro de Imóveis e de Notas ....................................................................................... 22
6.3.2. Prefeituras ......................................................................................................................................... 23
6.3.3. SPU, CELPE e COMPESA ..................................................................................................................... 24
6.4. L e v a n t a m e n t o d o s i m ó v e i s ............................................................................................ 27
6.5. A n á l i s e d a s i n f o r m a ç õ e s ................................................................................................. 28
6.6. P l a n i l h a d e i n v e n t á r i o ...................................................................................................... 29

7. P R O C E D I M E N T O S D E V A L O R A Ç Ã O E D E P R E C I A Ç Ã O ......................................... 29
7.1. A v a l i a ç ã o d e b e n s i m ó v e i s ............................................................................................ 29
7.1.1. Como valorar um imóvel? .................................................................................................................. 30
7.2. D e p r e c i a ç ã o .............................................................................................................................. 31

8. R E S P O N S A B I L I D A D E A D M I N I S T R A T I V A S O B R E O I M Ó V E L ........................... 33

9. ENCERRAMENTO DO INVENTÁRIO E MANUTENÇÃO DO CADASTRO


A T U A L I Z A D O ........................................................................................................................................ 34
9.1. E l a b o r a ç ã o d o r e l a t ó r i o f i n a l e e n c e r r a m e n t o d o i n v e n t á r i o ............ 34
9.2. M a n u t e n ç ã o d o c a d a s t r o a t u a l i z a d o ..................................................................... 34

10. N O V O S I S T E M A A D Q U I R I D O P E L O E S T A D O D E P E R N A M B U C O .................. 34

11. F A Q S - D Ú V I D A S F R E Q U E N T E S ..................................................................................... 35

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R E F E R Ê N C I A S ....................................................................................................................................... 37

ANEXOS........................................................................................................................................................ 38
ANEXO I - MODELO DE RELATÓRIO DE INVENTÁRIO DE IMÓVEL ................................................................... 38
ANEXO II – MODELO DE PORTARIA CONSTITUINDO COMISSÃO DE INVENTÁRIO .......................................... 40
ANEXO III – MODELO A - OFÍCIO PARA CARTÓRIO COMPETENTE .................................................................. 41
ANEXO IV – MODELO B - OFÍCIO PARA CARTÓRIO COMPETENTE .................................................................. 42
ANEXO V – FORMULÁRIO - LEVANTAMENTO EXTERNO E INTERNO .............................................................. 43
ANEXO VI - INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA PLANILHA DE IMÓVEIS ............................................... 45
ANEXO VII – TERMO DE RESPONSABILIDADE DE BENS IMÓVEIS .................................................................... 56

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1. INTRODUÇÃO

A Secretaria de Administração do Estado - SAD, que é o órgão central do patrimônio


imobiliário estadual1, institui as normas de gestão e estabelece os instrumentos de controle
imobiliário estadual. Em prol da materialização dessa atribuição, a padronização das ações de
inventário trará maior credibilidade às informações prestadas em relação aos imóveis públicos
estaduais.
Este caderno de orientações – “Inventário de Bens Imóveis: Noções Gerais” fundamenta-se
pela necessidade de instituir uma “política de padronização de procedimentos, promovendo a
eficiência e a agilidade na gestão”2 do patrimônio imobiliário da Administração Pública Estadual. O
Novo Modelo de Gestão da Administração Pública preza pela qualidade nos serviços prestados à
sociedade. Nesse contexto, é de extrema importância controlar de forma efetiva o patrimônio
imobiliário do Estado de Pernambuco.
Nessa esteira, este caderno apresenta os principais conceitos patrimoniais e contábeis
referentes ao inventário imobiliário e assuntos correlatos. Entre outros temas, destacam-se as
novas regras fundamentadas nas normas internacionais de contabilidade que estão diretamente
relacionadas com a gestão e controle do patrimônio público.
Este documento expõe também, os tipos de inventário e procedimentos utilizados na
execução do inventário, demonstrando todos os passos, entre eles, delimitação da área
inventariada, pesquisa e análise documental e levantamento dos imóveis em campo.
Além dessas questões, este caderno traz informações referentes ao cadastro de inventário
no Sistema de Gestão Administrativa (SGA) - nova aquisição da Secretaria de Administração
(solução corporativa integrada de gestão com acesso WEB).
O caderno de orientação de inventário busca, ainda, trazer benefícios para o processo de
regularização dos imóveis, haja vista que grande parte dos imóveis encontram-se irregulares
quanto a propriedade, quanto aos valores e quanto as condições de uso.
Sendo assim, o foco deste caderno é orientar as unidades setoriais de patrimônio no tocante
ao inventário de bens imóveis próprios do Estado de Pernambuco. Os bens imóveis cedidos ou
locados de propriedade de terceiros serão mantidos sob controle específico.

1
Extraído do Decreto 38.875 de 22 de novembro de 2012 - Institui o Subsistema de Gestão de Patrimônio e Materiais, integrante
do Sistema de Gestão Administrativa do Poder Executivo Estadual;
2
Idem

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2. CONCEITOS PATRIMONIAIS, CONTÁBEIS E AFINS

Para o melhor entendimento do texto, critérios e nomenclaturas utilizadas neste Caderno de


Orientações, estão relacionados a seguir, alguns dos termos3 relativos ao patrimônio e a
contabilidade pública:

 Alienação: é a transferência de direito de propriedade remunerada ou gratuita, de bem


imóvel do Estado de Pernambuco, para o patrimônio de terceiros;
 Ativo: compreende os recursos controlados pela entidade como resultado de eventos
passados e do qual se espera que resultem para a entidade benefícios econômicos futuros ou
potencial de serviços;
 Ativo imobilizado: é o item tangível que é mantido para o uso na produção ou
fornecimento de bens ou serviços, ou para fins administrativos, inclusive os decorrentes de
operações que transfiram para a entidade os benefícios, riscos e controle desses bens;
 Bens Imóveis:
a) Bens de uso especial: aqueles edifícios ou terrenos destinados a serviço ou
estabelecimentos da administração federal, estadual ou territorial ou municipal,
inclusive os de suas autarquias, fundações públicas, como imóveis residenciais,
terrenos, glebas, aquartelamento, aeroportos, açudes, fazendas, museus, hospitais,
hotéis, dentre outros;
b) Bens dominiais: aqueles que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de
direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas
entidades. Compreende ainda, não dispondo a lei em contrário, os bens
pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de
direito privado, como apartamentos, armazéns, casas, glebas, terrenos, lojas, bens
destinados a reforma agrária, bens imóveis a alienar, dentre outros;
c) Bens de uso comum do povo: pode ser entendido como de domínio público,
constituídos ou não por pessoas jurídicas de direito público, como rios, mares,
estradas, ruas e praças;
d) Obras em andamento: compreende os valores de bens imóveis em andamento,
ainda não concluídos, tais como: obras em andamento, estudos e projetos (que
englobem limpeza do terreno, serviços topográficos etc), benfeitoria em propriedade
de terceiros, dentre outros;
 Ativo intangível: é um ativo não monetário, sem substância física, identificável, controlado
pela entidade e gerador de benefícios econômicos futuros ou serviços potenciais;

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Os conceitos apresentados estão elencados nas referências, tendo destaque os termos contábeis retirados do “Manual de
contabilidade aplicada ao setor público: parte II – procedimentos contábeis patrimoniais”.

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 Averbação: é uma anotação efetuada pelo Cartório de Registro de Imóveis de todo ato ou
fato jurídico relacionado com o imóvel, que altere ou modifique o registro, o direito real ou as
pessoas nele interessadas, efetuado à margem da matrícula ou do registro.
 Benfeitorias: obra útil ou necessária, realizada no imóvel ou terreno com uma determinada
finalidade. Nesse caso, os valores correspondentes às mesmas deverão ser incorporados ao valor
do imóvel;
 Bens intangíveis: constituídos por patrimônio não mensurável fisicamente, como linhas
telefônicas, marcas, patentes, fundo de comércio, lucros cessantes, etc;
 Bens tangíveis: é aquele bem identificado materialmente (exemplo: móveis, imóveis,
equipamentos, matérias-primas, etc);
 Caso fortuito ou força maior: é o acontecimento imprevisível ou difícil de prever, por
vontade humana ou evento da natureza, respectivamente, que gera uma ou mais consequências
inevitáveis;
 Certidão: Certidão é um documento no qual o Oficial do cartório certifica que o registro
encontra-se devidamente lavrado nos livros sob sua responsabilidade. Independente de despacho
judicial e dando fé pública, o oficial reproduz, de forma autêntica e absolutamente confiável, textos
de um assento ou documento arquivado em sua serventia, fazendo inserir na certidão,
obrigatoriamente, o número do livro, da folha e do termo sob o qual foi lavrado, ou ainda o número
do registro ou pasta ou caixa em que o documento encontra-se arquivado. Existem vários tipos de
certidões, sendo que podemos destacar as mais comuns: negativa/positiva de ônus (afirmando se
no imóvel existem ou não ônus ou gravames que o impeçam de serem vendidos ou alienados a
terceiros), vintenária que traz consigo um histórico do imóvel num período de vinte anos, certidão
atualizada que é simplesmente uma cópia fiel da matrícula do imóvel e a certidão negativa/positiva
de bens, aonde o cartório afirma se uma determinada pessoa possui ou não bens imóveis na região
pertinente ao cartório. Qualquer das certidões elencadas acima possuem um prazo de validade
determinado, que expirado perde o seu valor jurídico.
 Concessão de domínio: é o instrumento pelo qual o Estado de Pernambuco transfere à
pessoa pública ou privada, de forma gratuita ou remunerada, bem público de seu domínio,
mediante, respectivamente, lei autorizadora e termo administrativo ou escritura pública registrada
no registro imobiliário competente;
 Dação em pagamento: é a entrega de um bem do patrimônio público estadual, de qualquer
espécie e natureza, que não seja dinheiro, com o objetivo de solver dívida anterior, condicionada
ao consentimento do credor;
 Depreciação: é a alocação sistemática do valor depreciável de um ativo ao longo da sua
vida útil, ou seja, o registro da redução do valor dos bens pelo desgaste ou perda de utilidade por
uso, ação da natureza ou obsolescência (NBC T 19.1);
 Desapropriação: é o procedimento através do qual o Poder Público compulsoriamente
despoja alguém de uma propriedade e adquire, mediante indenização, fundado em um interesse

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público. A desapropriação esta amparada pela Constituição Federal de 88, em seu artigo 5º, inciso
XXIV – “a lei estabelecerá para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por
interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvada os casos previstos
nesta Constituição”;
 Desincorporação: é a operação de baixa de um bem imóvel pertencente ao acervo
patrimonial do Estado. A baixa patrimonial poderá ocorrer, observadas as condições e
formalidades legais, em decorrência de: alienação, caso fortuito ou força maior e erro de cadastro;
 Doação: é o contrato pelo qual o Estado de Pernambuco, através de seus representantes,
por liberalidade e em caráter definitivo, transfere bens ou vantagens do seu patrimônio para o de
terceiro, condicionada à aceitação pelo donatário, podendo ocorrer nas condições abaixo: sem
encargo e com encargo, hipótese em que os bens serão revertidos ao patrimônio do Estado quando
do inadimplemento das obrigações assumidas pelo donatário;
 Escritura pública: é um documento autêntico com força probatória plena e executiva,
lavrado pelo notário no livro de notas. Em caso de bens imóveis, deverá ser registrado no cartório
de imóveis, transmitindo a propriedade de determinado bem imóvel. Há vários tipos de escritura,
como: Escritura Pública de doação; Escritura Pública de Desapropriação; Escritura Pública de
compra e venda, etc;
 Erro de cadastro: é a inserção incorreta de dados no Sistema Imobiliário, resultando em um
bem inexistente ou em duplicidade, salvo na hipótese de erro passível de correção; é um motivo de
desincorporação (baixa) do imóvel;
 Incorporação: é forma alienativa pela qual o Estado, ao instituir entidade administrativa
privada, utiliza-se de bens imóveis para integralizar o capital desta;
 Imóvel cedido de terceiros: o ingresso por cessão ocorrerá quando o Estado receber, em
caráter temporário, bens de terceiros, com assunção de responsabilidade, e serão cadastrados e
mantidos sob controle especial, permanecendo com o registro patrimonial original;
 Imóvel locado de terceiros: o ingresso por locação ocorrerá mediante contrato, pelo qual o
Estado se obriga a pagar remuneração a outra pessoa, física ou jurídica, a qual se compromete a
fornecer-lhe, durante certo tempo, o uso e gozo de uma coisa;
 Imóvel próprio: imóvel de propriedade do Estado, que esteja sendo utilizado pelo mesmo
ou por terceiros;
 Instalações: representam os materiais utilizados na composição de prédios, salas e
ambientes, tais como: divisórias, lustres, carpetes, cortinas, condicionadores de ar, etc. esses itens
deverão ser registrados no patrimônio individualmente, não devendo ter seus valores incorporados
ao valor do imóvel;
 Investidura: é a incorporação de uma área pública, isoladamente inaproveitável,
remanescente ou resultante de obra pública ao terreno particular confinante;
 Laudo de avaliação: relatório técnico, para avaliar o bem, elaborado por engenheiro de
avaliações em conformidade com a NBR 14653;

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 Levantamento arquitetônico: desenhos técnicos, em planta e elevação, marcando pisos,


portas, janelas, pilares, escadas, pé direito, entre outros, além de um levantamento fotográfico do
imóvel levantado.
 Levantamento topográfico georreferenciado: trabalho de campo e de análise de
documentos, realizado para verificar as reais dimensões de um determinado terreno. O resultado
final do levantamento consiste em um memorial descritivo e em uma planta, marcados com as
coordenadas geodésicas necessárias à descrição do terreno, e constando os confrontantes do
imóvel. Georreferenciamento é o processo pelo qual se executa um levantamento topográfico
materializando as divisas com utilização de marcos onde os mesmos recebem coordenadas
geográficas (latitude e longitude) reais e corrigidas com nível de precisão menor que 50cm,
processo este que só pode ser executado por profissionais devidamente qualificados e
credenciados pelo INCRA utilizando equipamentos modernos e de grande precisão. O trabalho tem
por finalidade obter a Certificação do INCRA, para atualização do Certificado de Cadastro de Imóvel
Rural - CCIR e retificação da área no Cartório de Registro de Imóveis
 Matrícula do imóvel: É a matrícula que individualiza o imóvel, servindo para a sua correta
identificação, e nela serão registrados ou averbados todos os fatos aquisitivos, translativos,
modificativos ou extintivos de direitos de pessoas físicas ou jurídicas sobre o imóvel objeto da
matrícula. De acordo com a Lei de Registros Públicos (Lei nº 6.015/73), todo imóvel deve ter uma
matrícula própria junto ao cartório de imóveis da respectiva jurisdição;
 Memorial descritivo: um dos principais produtos do levantamento georreferenciado, como
também de levantamentos clássicos, é a descrição perimétrica do imóvel que contém as
coordenadas dos vértices que delimitam o imóvel, o número do imóvel no INCRA, o sistema
geodésio de referência, entre outros dados;
 Permuta: é o contrato pelo qual o Estado de Pernambuco transfere e, ao mesmo tempo,
recebe um bem de terceiro de valor equivalente, devendo ser devidamente justificada nos casos
em que haja disparidade de valores;
 Redução ao valor recuperável (impairment): é a redução nos benefícios econômicos
futuros ou no potencial de serviços de um ativo, que reflete um declínio na sua utilidade além do
reconhecimento sistemático por meio da depreciação;
 Reavaliação: a adoção do valor de mercado ou de consenso entre as partes para bens do
ativo;
 Registro do imóvel: é o documento hábil formalizado em Cartório competente que
comprova a titularidade de um imóvel, ou seja, sem ele não há como comprovar a quem pertence
um determinado imóvel;
 Retrocessão: é o instituto utilizado para reverter o bem desapropriado ao ex-proprietário
privado, mediante pagamento do preço atualizado, quando o mesmo não sofreu afetação ou não
foi utilizado para obra ou serviço público;

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Inventário de Bens Imóveis

 Valor recuperável: o valor de mercado de um ativo menos o custo para a sua alienação, ou
o valor que a entidade do setor público espera recuperar pelo uso futuro desse ativo nas suas
operações, o que for maior;
 Valor residual: é o valor pelo qual se espera vender um bem no fim de sua vida útil, com
razoável segurança, deduzidos os gastos esperados para sua alienação;
 Vida útil: é o período de tempo definido ou estimado tecnicamente, durante o qual se
espera retorno de um bem;
 Vistoria: constatação de um fato em imóvel, mediante exame circunstanciado e descrição
minuciosa dos elementos que o constituem, objetivando sua avaliação ou parecer sobre o mesmo.

3. AS NOVAS REGRAS CONTÁBEIS E O PATRIMÔNIO


PÚBLICO
“Patrimônio público é o conjunto de direitos e bens, tangíveis ou intangíveis, onerados ou não,
adquiridos, formados, produzidos, recebidos, mantidos ou utilizados pelas entidades do setor público,
que seja portador e represente um fluxo de benefícios, presente ou futuro, inerente à prestação de
serviços públicos ou à exploração econômica por entidades do setor público e suas obrigações”.

Fonte: Tesouro Nacional. Portaria STN nº 437/2012


Ainda nesse aspecto, a Lei de Ação Popular (Lei 4.717, de 29/6/1965) define o patrimônio
público como o conjunto de bens e direitos de valor econômico, artístico, estético, histórico ou
turístico, pertencentes aos entes da administração pública direta ou indireta.
“Em termos contábeis4, o patrimônio das entidades, sejam elas públicas ou privadas,
compreende o conjunto de seus bens, direitos e obrigações, avaliado em moeda corrente,
destinado à realização de seus fins”.
Durante muito tempo, a contabilidade governamental teve o seu foco no orçamento público
(baseado na Lei 4.320/64), realizando todos os registros necessários ao acompanhamento e gestão
dos recursos públicos. Contudo, o objeto da contabilidade é o patrimônio público, devendo ser
registrados todos os fenômenos que o afetam. “O novo modelo busca resgatar a essência da
contabilidade aplicada ao setor público, ramo da ciência contábil, dando o enfoque adequado ao
seu objeto, o patrimônio público”5.
As Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público – NBCASP, que tem por
objetivo modernizar e convergir às normas contábeis aos padrões internacionais vêm implantando
mudanças conceituais na contabilidade pública desde 2007, entre elas a padronização do plano de
contas para todos os entes da federação permitindo unificação da linguagem e a consolidação
nacional das contas de forma rápida, simples e confiável.

4
Retirado do site: http://pt.scribd.com/doc/72265030/Patrimonio-Publico-Conceito;
5
Cartilha – Nova contabilidade e gestão fiscal: modernização da Gestão Pública. Material apresentado no Seminário de
Contabilidade pública. Brasília, 2013;

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis

A Contabilidade Aplicada ao Setor Público - CASP tem por objeto o patrimônio público
incluindo os bens móveis e imóveis e ainda o almoxarifado, ou seja, o patrimônio público é visto
como fonte de informações contábil adotando os princípios da contabilidade e conceitos como
baixa e depreciação dos bens.
Nesse sentido, o inventário de bens imóveis, instrumento de controle que tem por finalidade
confirmar a existência física, o valor, a localização e a propriedade dos bens, tem como objetivo
fornecer as informações necessárias à CASP, a fim de contribuir com a melhoria da gestão dos bens
e informar dados financeiros confiáveis e transparentes à contabilidade.

O que é o processo de convergência6?


É o processo de adoção das normas internacionais de contabilidade em busca de
informações padronizadas e de maior qualidade. O setor privado segue as IFRS - International
Financial Reporting Standards (Normas Internacionais de Informação Financeira) editadas pelo IASB
– International Accounting Standard Board (Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade).
No Brasil, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis editou, com base nas IFRS, os Pronunciamentos
Contábeis, que são observados por diversas entidades normativas como Comissão de Valores
Mobiliários (CVM), Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), Receita Federal do Brasil (RFB),
entre outras. Por outro lado, o setor público segue as IPSAS (Normas Internacionais de
Contabilidade Aplicadas ao Setor Público), que são editadas pelo IFAC.

O que é o IFAC?
IFAC é a sigla para International Federation of Accounts (Federação Internacional de Contadores). É
uma organização mundial composta por 173 membros e associados, incluindo o Brasil, que tem
como objetivo contribuir para o desenvolvimento da economia internacional e é responsável pela
edição das IPSAS.

Fonte: http://www.ifac.org/

Seguindo a tendência mundial de aperfeiçoamento da contabilidade, o Ministério da Fazenda


publicou, em 2008, a Portaria 184/08, considerada o marco inicial do processo de convergência da
contabilidade governamental aos padrões internacionais. Como parte desse processo, a Secretaria
do Tesouro Nacional (STN) edita anualmente o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público
(MCASP) com base nas IPSAS e nas normas do Conselho Federal de Contabilidade (CFC),
respeitando a legislação vigente. Papel importante também é desempenhado pelo Conselho
Federal de Contabilidade (CFC) que editou, em 2008, as Normas Brasileiras de Contabilidade
Aplicadas ao Setor Público (NBCASP), de observância obrigatória para as entidades do setor

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Cartilha – Nova contabilidade e gestão fiscal: modernização da Gestão Pública. Material apresentado no Seminário de
Contabilidade pública. Brasília, 2013;

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público. Outra ação importante no processo de convergência foi a tradução das IPSAS, que surgiu
de um trabalho conduzido pelo Comitê Gestor da Convergência no Brasil, em uma ação conjunta do
Conselho Federal de Contabilidade (CFC) com o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil
(Ibracon), com a cooperação técnica da Secretaria do Tesouro Nacional.
Você conhece o MCASP?
O MCASP estabelece regras e procedimentos contábeis a serem observados pela
Administração Pública, para todos os poderes e entes da Federação. Seu objetivo é padronizar os
procedimentos contábeis colaborando com o processo de elaboração e execução do orçamento e
dos registros patrimoniais, econômicos e financeiros, gerando informação útil para os usuários da
informação contábil através de demonstrativos adequados aos padrões internacionais.

Benefícios da convergência:
 Geração de informação útil para a tomada de decisão por parte dos gestores públicos;

 Comparabilidade entre os entes da federação e entre diferentes países;

 Registro e acompanhamento de transações que afetam o patrimônio antes de serem


contempladas no orçamento;

 Melhoria no processo de prestação de contas, tanto por parte dos tribunais e órgãos
de controle, quanto pela sociedade;

 A implantação de sistema de custos no Setor Público, conforme previsto na LRF;

 Elaboração do Balanço do Setor Público Nacional (consolidação nacional das contas


dos entes da Federação), conforme previsto na LRF;

 Racionalização e melhor gestão dos recursos públicos;

 Reconhecimento do profissional contábil no setor público.

Fonte: Cartilha - Nova Contabilidade e Gestão Fiscal: Modernização da Gestão Pública

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4. INVENTÁRIO DE IMÓVEL PÚBLICO

A Lei Federal nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, que institui o Código Civil, define bens imóveis
em seus artigos 79 a 81:
“Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe
incorporar natural ou artificialmente.
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram;
II - o direito à sucessão aberta.
Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis:
I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua
unidade, forem removidas para outro local;
II - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para
nele se reempregarem”.

Já o “Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, Parte II – Procedimentos Contábeis


Patrimoniais” traz uma definição semelhante para bens imóveis, “aqueles que não podem ser
transportados, por estarem agregados ao solo ou comporem bem imobilizado”.
Os conceitos acerca deste tema são os mais diversos, contudo para este caderno serão
consideradas as definições acima descriminadas. Tendo isto em vista, o inventário de imóveis
objetiva confrontar os dados reais relativos aos imóveis públicos estaduais com as informações
cadastradas no sistema patrimonial.
O inventário é, de fato, um instrumento de controle que tem por finalidade confirmar a
existência física, o valor, a localização e a propriedade dos bens imóveis, de forma a possibilitar,
dentre outros aspectos, a atualização do valor, a listagem atualizada dos bens imóveis vinculados a
cada órgão ou entidade, as condições físicas e funcionais dos bens imóveis, a identificação dos
agentes responsáveis pelo imóvel, a atualização dos registros patrimoniais e contábeis e a
identificação de pendências cartoriais, fiscais e judiciais.
É de extrema importância a realização de inventários para prestação de informações
confiáveis, bem como para atualização do sistema patrimonial imobiliário o qual fornece dados a
todo tempo a respeito de imóveis de propriedade do Estado para as mais variadas situações, sejam
elas, alienação, usucapião, cessão e doação para terceiros, utilização para fins diversos em favor da
coletividade e do bem estar social e por fim registros patrimoniais para o setor contábil.
Destaca-se ainda que, conforme o Art. 41 do Código Civil Brasileiro, o Estado tem
personalidade jurídica de direito público interno, assim, quando se trata de imóveis adquiridos pela
administração direta estes devem ser escriturados e registrados em nome do Estado de
Pernambuco. Portanto, ao final do inventário de bens imóveis, a “comissão de inventário” deve
apontar as irregularidades cartorárias - imóveis registrados em nome de secretarias, operativas ou
em nome de atividades relacionadas à administração direta.
Os órgãos do Poder Executivo da Administração Direta, e no que couber, as entidades da
Administração Indireta, serão orientados pela Secretaria de Administração do Estado de
Pernambuco no tocante aos procedimentos e periodicidade dos Inventários de Bens Imóveis,

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Caderno de Orientações
9
Inventário de Bens Imóveis

porém cada um desses órgãos ou entidades do Poder Executivo do Estado será responsável pela
realização do inventário dos imóveis sob sua responsabilidade ou dependência administrativa.
Ao término do inventário de bens imóveis, os órgãos e as entidades dependentes do Tesouro
Estadual deverão, quando necessário, preencher a “planilha de inventário – bens imóveis” (arquivo
disponibilizado no Sistema de Gestão Administrativa - SGA), elaborar “relatório final do inventário
dos bens imóveis”, conforme modelo apresentado (Anexo I) e atualizar a base de dados no SGA. Em
seguida, devem encaminhar o relatório (impresso ou em mídia) à Secretaria de Administração do
Estado para fins de gestão e controle do patrimônio do Estado de Pernambuco. As orientações e
normativos dos órgãos de controle interno e externo deverão ser observados quando da
elaboração destes documentos.
As demais entidades da Administração Indireta poderão tomar como base as orientações
deste caderno quanto ao inventário de seus bens imóveis, porém, os relatórios finais devem ser
encaminhados à SAD apenas quando solicitado pela mesma ou quando apresentarem divergência
quanto à propriedade dos bens imóveis.
Salvo disposição em contrário, os órgãos e entidades do Poder Executivo da Administração
Direta e Indireta do Estado deverão realizar o inventário de Bens Imóveis com periodicidade
máxima de quatro anos coincidente com o final do primeiro ano de mandato do chefe do executivo
do Estado.

4.1. Objetivos do Inventário

Com o objetivo de padronizar os procedimentos acerca do tema, este caderno procura


descrever rotinas e servir como instrumento orientador para a racionalização de aspectos e
métodos patrimoniais relacionados ao inventário de bens imóveis. Busca, assim, melhorar a
qualidade e a consistência das informações prestadas a toda a sociedade, de modo a possibilitar o
exercício da cidadania no controle do patrimônio do Governo Estadual. Nesse contexto,
destacamos os principais objetivos do inventário de imóvel:
 Atualizar os valores dos bens imóveis, os registros patrimoniais e contábeis;
 Identificar os bens imóveis vinculados a cada órgão ou entidade e seu respectivo
responsável;
 Cadastrar e sistematizar as certidões, planilhas, plantas, croquis, fotos, quaisquer outros
documentos ou registros relativos à proveniência de domínio, alvarás, bem como as informações
relativas às benfeitorias que porventura tenham ocorrido no imóvel;
 Realizar levantamento em campo, identificando estado de conservação, condições físicas e
funcionais do imóvel e, quando possível, elaborar laudo de avaliação, fazer levantamento
topográfico georreferenciado com memorial descritivo e levantamento arquitetônico;
 Possibilitar a consulta de imóveis disponíveis e passíveis de aproveitamento por outro
órgão ou entidade do Estado de Pernambuco, bem como possibilitar a cessão de uso, doação entre
outros instrumentos jurídicos para aproveitamento dos imóveis por terceiros;

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis

 Identificar as pendências cartoriais, fiscais, judiciais e débitos de CELPE e COMPESA;


 Implantar cultura de controle patrimonial e contábil nas setoriais de patrimônio;
 Possibilitar a descentralização do controle patrimonial imobiliário através da disseminação
do conhecimento sobre a matéria;
 Dar subsídio para inserção de informações seguras sobre os bens imóveis no Sistema de
Gestão Administrativa – SGA a ser implantado;
 Contribuir para uma gestão patrimonial transparente e eficaz;
 Dar subsídio para tomada de decisão e auxiliar na prestação de contas junto aos órgãos de
fiscalização e controle.

4.2. Tipos de Inventário

a) Inicial – realizado quando do início das atividades de uma unidade gestora executora, a
fim de identificar e registrar os bens imóveis sob sua dependência e conferir
responsabilidades aos servidores encarregados de seu uso, guarda e conservação;
b) Transferência de responsabilidade – realizado quando houver mudança de responsável
pelo(s) bem(ns) imóvel(eis) sob a dependência administrativa da unidade gestora
executora;
c) Eventual – realizado a qualquer tempo por iniciativa do titular do órgão/entidade ou por
iniciativa dos órgãos de fiscalização em situações passíveis de averiguações, ocasionadas
pela ocorrência de dano, esbulho, turbação de posse ou qualquer outra irregularidade;
d) Extinção ou transformação – realizado quando ocorrer o encerramento das atividades da
unidade gestora ou sua transformação;
e) Anual ou encerramento de exercício – realizado anualmente pela unidade patrimonial
destinado a verificar a quantidade e o valor dos bens imóveis do órgão a fim de detectar
as variações patrimoniais ocorridas no exercício.

5. COMISSÃO DE INVENTÁRIO

Cada “Comissão de Inventário" de Bens Imóveis deverá ser constituída por, no mínimo, 03
(três) servidores, preferencialmente, do quadro permanente da unidade gestora à qual estão
vinculados, sendo 01 (um) presidente, 01 (um) secretário e 01 (um) ou mais membros, todos
designados por portaria do órgão ou entidade ao qual estão vinculados (anexo I).

 O presidente será substituído em suas ausências, afastamentos ou impedimentos por


um dos demais membros, de acordo com a ordem de designação estabelecida na
Portaria instituidora da Comissão.

 Deverá ser nomeado como membro da Comissão de Inventário de Bens Imóveis pelo
menos um servidor com conhecimento na área de engenharia (arquiteto,

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Caderno de Orientações
9
Inventário de Bens Imóveis

engenheiro, topógrafo, técnico de edificações, etc), e pelo menos um servidor com


conhecimento na área de patrimônio.

 As atividades realizadas pela comissão terão prazo previamente fixado sendo


possível a prorrogação mediante justificativa.

Durante a realização dos trabalhos deverão ser anotadas todas as ocorrências e solicitadas, à
unidade gestora inventariada, todas as informações e/ou justificativas pertinentes aos imóveis em
análise, que deverão compor o Relatório de Inventário.

5.1. Atribuições da comissão de inventário

No desempenho de suas funções, a Comissão de Inventário terá, entre outras, as seguintes


atribuições:
 levantar os bens imóveis de uso especial próprios do Estado de Pernambuco sob a
dependência administrativa da unidade gestora inventariada;
 delimitar, quando necessário, a abrangência do inventário por critério de localização,
atividade, unidade gestora administrativa, entre outros;
 elaborar e encaminhar ofícios aos cartórios de registro de imóveis competentes, prefeituras
municipais, CELPE, COMPESA e, quando pertinente, à Superintendência do Patrimônio da União-
SPU, bem como, analisar as respectivas respostas no decorrer do inventário;
 analisar a documentação existente na setorial e no sistema informatizado adotado pela SAD
(SGA);
 identificar a situação ocupacional e o estado de conservação dos bens inventariados;
 registrar todas as ocorrências durante a realização dos trabalhos e solicitar solução das
mesmas à unidade gestora inventariada, apresentando-as no Relatório de Inventário;
 propor ao gestor de patrimônio a apuração de irregularidades constatadas (a atualização da
matrícula ou registro, complementação, retificação, averbações pertinentes e qualquer outra
anotação relacionada aos bens imóveis levantados);
 requisitar servidores, máquinas, equipamentos, transporte, materiais e tudo mais que for
necessário ao cumprimento das tarefas da Comissão;
 relacionar e identificar os bens imóveis que se encontram sem o devido cadastro
patrimonial, para providências cabíveis;
 solicitar previamente o livre acesso em qualquer recinto para efetuar levantamento e
vistoria dos bens imóveis;
 realizar sempre que necessário avaliação do bem imóvel cujo valor de aquisição ou custo de
construção seja desconhecido.

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Inventário de Bens Imóveis

Dica - Equipamentos essenciais a serem adquiridos por comissão


 Bota  Prancheta
 Boné  Formulário – ficha de imóvel
 Protetor solar  Trena eletrônica (tipo laser) para 50 metros
 Caneta  Trena de aço de 50 metros
 Lápis  GPS de navegação
 Borracha  Máquina fotográfica
 CD  Pen drive
 Papel  Disponibilização de computador/ notebook

6. PROCEDIMENTOS UTILIZADOS NO INVENTÁRIO


(PASSO A PASSO)

6.1. Etapa preliminar


6.1.1. Competência do órgão central de patrimônio

Compete a GEPAT/SAD formular, coordenar, executar e dar orientação técnico-


administrativa em processos e sistemas de patrimônio. Nesse sentido, institui normas e processos
para realização de inventário nos diversos órgãos da Administração Pública Estadual - APE, um
deles é o presente caderno. Ainda, promoverá cursos de capacitação quando se fizer necessário
com o objetivo de orientar servidores das setoriais de patrimônio na execução do inventário
propriamente dito (Figura 1) e atividades correlatas.

6.1.2. Surgimento da demanda

A solicitação ou até mesmo necessidade de realização de inventário pode surgir da Secretaria


de Administração, do Tribunal de Contas do Estado (TCE, controle externo), da Secretaria da
Controladoria Geral do Estado (SCGE, controle interno) ou do próprio órgão através da setorial de
patrimônio.
Uma das atribuições da SCGE e da SAD é consolidar todos os dados que retratem a
contabilidade e o patrimônio do Estado. E é por esse motivo que a demanda para realização de
inventário de um determinado órgão pode partir desses órgãos. O TCE também pode solicitar aos
órgãos o balanço ou retrato do patrimônio por que é um órgão que fiscaliza e orienta a gestão
pública em benefício da sociedade.

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis

6.1.3. Delimitação do inventário e formação de comissão

A abrangência do inventário é essencial para o início do processo. A delimitação da área a


ser inventariada está diretamente relacionada com a necessidade da unidade gestora e seu
respectivo setor de patrimônio ou do órgão que solicitou o inventário.

Delimitação da abrangência do inventário de acordo com o objetivo esperado, dentre os imóveis


sob-responsabilidade do órgão em questão. Exemplos:
- Imóveis localizados em Recife;
- Imóveis desocupados localizados na RMR;
- Todos os imóveis vinculados, independente de região, entre outras necessidades.

Em seguida, o órgão a ser inventariado indica, formaliza e publica no DOE a portaria


nomeando (Anexo II) a “comissão de inventário”. Nessa etapa, é feito o cadastro de inventário no
SGA (caso este sistema ainda não esteja implantado no órgão inventariante, o registro dos dados da
comissão de inventário será feito apenas no relatório de inventário), com data de início e término,
dados da comissão (conforme parte 5 do Anexo I), imóveis a serem inventariados, entre outras
informações relevantes. Em casos excepcionais, a formação da comissão precederá a delimitação
da área objeto de inventário.
Vale salientar que o prazo estipulado para execução do inventário deve ser calculado a partir
do número de comissões formadas e do número de imóveis a serem inventariados.
A comissão de inventário deverá realizar reuniões preparatórias para definir a programação
dos trabalhos e as atribuições de seus membros, registrando suas decisões em ata.
Considerando que o inventário de bens imóveis é uma atividade periódica, especializada e
complexa, é necessário realizar um planejamento prévio evitando assim retorno às pesquisas
documentais ou ao levantamento físico, ou seja, verificação in loco dos bens imóveis.
O primeiro passo é a elaboração do plano das atividades externas. Com base na abrangência
do inventário de bens imóveis previamente definida, a comissão de inventário da setorial de
patrimônio deve elaborar a metodologia a ser adotada selecionando os imóveis por região,
municípios ou bairros, de acordo com a quantidade possível de ser levantada em um dia ou em
uma semana. Desta forma, é possível racionalizar tempo, transporte, diárias, equipamentos e
equipe técnica.
Devem ser consideradas e planejadas ainda visitas técnicas às prefeituras e aos cartórios de
registro de imóveis, atividades estas detalhadas nos tópicos posteriores.

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis

Importante!
Durante a realização do inventário, toda cessão, doação, autorização de uso de bens imóveis ou
outros instrumentos jurídicos relativos aos mesmos serão bloqueados, sendo permitido o
recebimento dos bens imóveis pendentes e os casos excepcionais devidamente justificados, com
pleno conhecimento da Comissão.

6.2. Pesquisa e análise documental

Nesta fase é realizado o levantamento documental (escritura, registro, ficha do imóvel e


demais documentos), ou seja, busca e análise de documentos que comprove a titularidade do
imóvel em nome do Estado ou do órgão. Vale salientar que, mesmo encontrando documentação
comprobatória quanto à titularidade do imóvel pelo Estado é necessário expedir ofícios para os
“Cartórios de Registro de Imóveis” da região com o intuito de obter certidões atualizadas, verificar
novas averbações ou averiguar se o imóvel continua em nome do Estado.
A pesquisa e identificação preliminar dos bens imóveis pertencentes ao Estado de
Pernambuco cadastrados no Sistema Informatizado de Cadastro de Bens Imóveis é um critério a ser
levado em consideração por que neste sistema poderá será encontrado alguma documentação e
informação pertinente, principalmente, a localização e o cartório de registro do imóvel.

DICA: Quando o responsável pela “gestão” dos bens imóveis de qualquer órgão da
Administração Direta Estadual ou membro da “comissão de inventário” não possuir senha de
acesso ao Sisimoveis (Sistema de Cadastro Imobiliário Estadual), o mesmo pode solicitar a senha
de acesso através de ofício à GEPAT/SAD.

O ofício deve ser enviado para:

Gerência de Gestão de Patrimônio do Estado

Endereço:

Av. Eng. Antônio de Góes, 194, 6º andar, Edifício Fred Dubeux, Pina, Recife, CEP: 51.010-000

6.3. Solicitação de certidões/outros documentos

Esta etapa deve ser seguida por aquelas comissões que apresentarem entre seus bens
imóveis documentação precária ou insuficiente. Adquirindo, portanto, certidões de inteiro teor ou

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Inventário de Bens Imóveis

negativa de assentamento registral assim como documentos relativos à sua regularização fundiária
ou urbana junto às prefeituras, SPU ou concessionárias de abastecimento de água e luz.

6.3.1. Cartório de Registro de Imóveis e de Notas

No cartório a pesquisa se dá basicamente através de solicitação de certidões de escrituras e


registros dos imóveis. O membro da comissão deve enviar ofício via correspondência comum, carta
registrada, AR ou protocolo externo do órgão, requerendo “Certidões de Inteiro Teor”, conforme
exemplos (Anexo III e IV).

DICA: No ofício deve constar o maior número de informações possíveis com a finalidade de
facilitar as buscas cartorárias. Por isso, se a setorial tiver dados quanto ao número de MATRÍCULA
ou da matrícula anterior, número do livro de registro, número da folha e data do registro, tudo
isso deve constar no documento (Anexo III). Na falta dessas informações, a comissão deve
detalhar o máximo possível à localização (endereço completo, seus confrontantes, área de
terreno aproximada), entre outras informações pertinentes à identificação do imóvel (Anexo IV).
Obs.: LEMBRANDO, essa consulta é GRATUITA - LEI Nº 11404 DE 19/12/1996 (DOPE
20/12/1996), art. 22, parágrafo 3.

É imprescindível que os membros da comissão elaborem uma planilha de acompanhamento


das respostas advinda dos cartórios, pois o retorno pode ser muito demorado ou até mesmo pode
ocorrer que o cartório não responda à solicitação. Nesses casos, a equipe além de enviar os ofícios,
deve entrar em contato telefônico ou até mesmo ir pessoalmente aos cartórios solicitando que a
resposta seja realizada mediante ofício em papel timbrado do cartório.

DIFERENÇA ENTRE CARTÓRIO DE NOTAS E CARTÓRIO DE REGISTRO DE IMÓVEL

 Cartório de Notas: lavrar escrituras públicas, procurações públicas, atas notariais e


testamentos; autenticar documentos e reconhecer firmas.

 Cartório de Registro de Imóveis: registrar os títulos de propriedade de bem imóvel;


registrar os atos jurídicos de constituição, declaração, transferência ou extinção de
direitos reais sobre os imóveis.

 Ofício Único de Notas e Registro de imóvel: funciona com os dois tipos apresentados.

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis

Importante!
Vale ressaltar que a ESCRITURA do imóvel pode ser lavrada em qualquer cartório de notas ou
notas e registros de imóveis do país.
Ex 1: Imóvel do Recife escriturado em um cartório de notas ou de registro de imóveis localizado
no Município de Olinda.
Já o REGISTRO do imóvel só pode ser lavrado/encontrado no cartório de registro de imóveis da
circunscrição.
Ex 2: Imóvel do Recife registrado no “1º Ofício de Registro de Imóveis de Recife”

6.3.2. Prefeituras

Outra entidade a ser oficiada são as prefeituras. Os ofícios devem solicitar informações
quanto ao loteamento no qual o imóvel está implantado, sua quadra e lote(s), ficha do imóvel com
valor venal, sequencial, inscrição imobiliária e documentos referentes ao bem imóvel.
Quando se fizer necessário um ou mais membros devem ir à prefeitura municipal solicitar
ainda cópias das plantas do loteamento no qual o imóvel está inserido, esse dado deve ser utilizado
para oficiar o cartório de imóvel, já que em alguns casos o imóvel está identificado na matrícula
através do loteamento, quadra e lote e não registrado com o nome atual da rua e bairro.

DICA: caso o imóvel esteja localizado no município de Recife, e com posse do sequencial ou
inscrição imobiliária é simples obter a “ficha de imóvel” a qual apresenta valor venal do bem
como também identificar débitos de taxa de limpeza (TLP) ou cobrança indevida de IPTU, entre
outros assuntos correlatos. Basta acessar o link:
http://www2.recife.pe.gov.br/
Através do campo: “Atendimento ao contribuinte”, link:
http://www.recife.pe.gov.br/pr/secfinancas/servicos/index.php

Além desses dados, é possível verificar débitos de tributos municipais relacionados ao


imóvel. A Taxa de Limpeza Pública (TLP) é um desses tributos cobrados por alguns municípios, uma
vez por ano. Seu fato gerador é a prestação de serviços municipais de coleta e remoção de lixo.
A imunidade tributária alcança apenas os impostos (IPTU) sobre patrimônio, renda ou
serviços dos entes públicos, os quais não poderão instituir impostos uns em relação aos outros; não
sendo estendida a referida imunidade a outros tipos de tributos como taxas e contribuições. (Art.
150, inciso VI, “a” da CF/88). Essa imunidade também é extensiva às autarquias e fundações

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis

instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços,
vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes. (Art. 150, § 2º da CF/88).
Caso sejam identificadas cobranças indevidas de IPTU, os gestores de patrimônio deverão
providenciar a ATUALIZAÇÃO do CADASTRO IMOBILIÁRIO junto ao Município de localização do
imóvel, haja vista que, enquanto estes imóveis permanecerem cadastrados como propriedades
alheias ao Estado, não lhes será concedida a imunidade e, portanto, o Estado será considerado
devedor do IPTU.
No caso do Município de Recife, os gestores deverão dirigir-se à Gerência de Tributos
Imobiliários, com localização na sobreloja do prédio anexo ao edifício sede da Prefeitura munidos
dos seguintes documentos:
 Documentos de identificação do responsável pelo Órgão (atos de nomeação,
Identidade, CPF);
 Documentos do imóvel, preferencialmente a escritura do Registro Geral de Imóveis -
RGI;
 Procuração particular ou pública do responsável pelo órgão delegando a servidor
poderes específicos;
 Documentos de identificação do procurador.
Por não haver imunidade em relação à cobrança de taxas, e considerando a
constitucionalidade da cobrança da Taxa de Limpeza Urbana - TLP pelo Tribunal de Justiça de
Pernambuco, bem como pelo Supremo Tribunal Federal, tal tributo é devido, portando, deverá ser
pago e/ou negociado pelos Órgãos e Entidades da Administração Pública Estadual.
Em relação ao Município de Recife, a cobrança somente é devida a partir de 1º de janeiro de
1996, data em que passou a produzir efeitos a Lei nº 16.126/95 que alterou o Código Tributário do
Município. Ressalte-se que, segundo posicionamento da PGE firmado no Ofício nº 3000/2010, a
cobrança anterior a esta data é inconstitucional.
Maiores informações quanto a TLP e IPTU, acessar o endereço eletrônico
http://www.portaisgoverno.pe.gov.br/web/scge, clicar em “Publicações e orientações” - BOLETINS
2011 (BOLETIM 008/2011 – Taxa de limpeza pública e 032/2011 – Consulta no cadastro de
imóveis).

6.3.3. SPU, CELPE e COMPESA

Quanto a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), há necessidade de encaminhar ofício


apenas para imóveis localizados em “terreno de marinha”. Há 03 tipos de débitos nesse caso:
laudêmio, foro e taxa de ocupação. Tais dívidas assim como o IPTU são isentas conforme Decreto-
Lei nº 1.876/1981, alterado pela Lei nº 11.481/2007.
Desta forma, os órgãos, autarquias e fundações mantidas pelo poder público estadual,
quando notificados por cobrança indevida da SPU, devem procurar este órgão federal para
informá-lo sobre as isenções concedidas.

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis

Destaca-se que as isenções aqui referidas estão ligadas aos imóveis de propriedade do
Estado, das autarquias e das fundações por ele mantidas, não se estendendo, portando, aos
imóveis locados por estas pessoas jurídicas ou outras entidades da administração indireta.
A isenção do laudêmio foi concedida desde 1981, enquanto a taxa de ocupação e o foro
foram concedidos a partir de 01/01/2007. Qualquer dúvida, acessar
http://www.portaisgoverno.pe.gov.br/web/scge, clicar em “Publicações e orientações” - BOLETINS
2012 (BOLETIM 017/2012), orientação disponibilizada pela Secretaria da Controladoria Geral do
Estado (SCGE), através da Gerência de Orientação, Normas e Procedimentos – GONP.
Com relação à empresa concessionária de distribuição de energia elétrica (CELPE) e a
empresa de abastecimento de água (COMPESA), o ofício deve solicitar certidão negativa de débitos
ou débitos pendentes dos imóveis relacionando-os juntamente com o número da conta/contrato
ou até mesmo com o número do contador instalado no imóvel.
Caso o imóvel esteja desocupado e constem débitos nessas empresas, a comissão deve
indicá-los no relatório, com a finalidade de que sejam quitados os débitos e solicitada a suspensão
dos serviços.

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis

Figura 1: Passo a passo do inventário de imóveis

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis
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6.4. Levantamento dos imóveis

Tendo em vista o roteiro elaborado pela comissão na fase inicial do inventário, a comissão
realiza a vistoria in loco, de forma individualizada, composta de três etapas básicas:
1. levantamento físico do bem imóvel;
2. preenchimento da ficha do imóvel (anexo XX);
3. pesquisa de campo

O levantamento físico do bem deverá ser realizado por um profissional com conhecimentos
da área de engenharia (arquiteto, engenheiro, topógrafo, técnico de edificações, etc). Devem ser
utilizados instrumentos de medições, tal como trena ou GPS, para executar desenhos ou croquis do
imóvel, constando as dimensões de terreno e de sua(s) edificação(ões) e as confrontações, com
identificação dos lotes vizinhos. Quando possível, deve ser realizado o levantamento topográfico
georreferenciado.
O registro fotográfico dos imóveis e respectivos confrontantes são essenciais para elucidar
dúvidas e compor laudos de vistoria, comprovar a existência, a situação ocupacional, estado de
conservação de cada imóvel localizado, entre outras informações.
Na ocasião do levantamento físico, a comissão preencherá o Item 1: Preenchimento em
campo do “formulário – levantamento externo e interno” (Anexo V) com os dados solicitados e em
especial, o responsável pelo imóvel, uma vez que será emitido o Termo de Responsabilidade em
nome deste. Cada “formulário” deve referir-se a apenas um bem.
Já a pesquisa em campo consiste em levantar dados do local ou região onde o imóvel está
inserido tal como valores de referência por metro quadro praticados na região.
Os imóveis deverão ser vistoriados, quando possível, avaliados e incluídos no Sistema de
Gestão Administrativa.
Se durante o levantamento e confrontações de documentos forem encontrados imóveis
pertencentes a terceiros, estes deverão ser relatados com indicação de sua origem. Convém
ressaltar que tais bens não receberão um novo número patrimonial, permanecendo com o cadastro
original, pois não serão incorporados ao patrimônio estadual, devendo ter um controle especial,
até a sua devolução ao órgão ou entidade de origem.
Os bens imóveis pertencentes ao Governo do Estado de Pernambuco, que por qualquer
motivo, se encontrarem em posse de terceiros deverão ser relacionados em lista específica.
Ademais, deverá ser encaminhada comunicação a quem estiver em sua posse, pedindo a
confirmação do imóvel em seu poder. Havendo imóveis que estejam sem “termo de cessão” ou que
estiverem com termos vencidos, encaminhar em seguida solicitação de formalização para a
Unidade Gestora.
Se durante o confronto das informações contidas no sistema imobiliário com o levantamento
físico dos bens imóveis forem observadas divergências, estas deverão ser esclarecidas e sanadas.

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis
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Encerrado o levantamento dos bens imóveis, a responsabilidade será atribuída ao
responsável pelo órgão/entidade pela sua guarda e conservação, através da emissão e assinatura
do Termo de Responsabilidade.

DICA: A comissão que apresente na sua composição profissional capacitado pode realizar Laudo
de Avaliação do imóvel. Contudo, quando não apresente, pode sugerir que a Secretaria
Responsável pelo imóvel, realize ou solicite à SAD uma avaliação do imóvel contendo
informações de valores, metodologia e definição das ações. Para maiores esclarecimentos
quanto aos métodos de avaliação, consultar o Caderno de Orientações nº 01 - Avaliação de
Imóveis Urbanos, no endereço eletrônico www.sad.pe.gov.br

Acesso em:
http://www2.sad.pe.gov.br/c/document_library/get_file?p_l_id=4279848&folderId=4279924&n
ame=DLFE-32421.pdf

6.5. Análise das informações

Após realizada todas as etapas anteriores, a comissão deve se reunir, num espaço com
estrutura mínima necessária para o desenvolvimentos dos trabalhos (computador ou notebook,
impressora, acesso a internet, linha telefônica, etc), para realizar a fase interna de análise das
informações coletadas.
Assim, a comissão deve confrontar os dados apresentados no início do inventário com os
dados levantados durante a sua execução demonstrando em uma planilha atualizada os imóveis
sob a dependência administrativa da unidade gestora ou ainda aqueles que, após o inventário,
atualmente não se encontram sob a sua responsabilidade, apresentando justificativa para a
transferência do bem para outra unidade gestora ou ainda para a baixa do imóvel no cadastro
imobiliário.
Outros elementos a serem analisados são aqueles recebidos em resposta aos ofícios
encaminhados. Caso algum órgão ou entidade não tenha respondido ao expediente, a comissão
deve entrar em contato para saber a previsão de resposta do mesmo e avaliar se há possibilidade
de aguardar tais informações.
Diversas vezes durante a execução do inventário surgem novas informações que podem
subsidiar a pesquisa documental, tal como acesso às informações do loteamento, a localização
precisa do bem, entre outras, dessa forma devem ser encaminhados novos ofícios ao órgão,
entidade ou cartório competente até chegar a uma informação satisfatória.

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis
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Nesta etapa devem ser sistematizados os dados solicitados no Item 2 - Preenchimento
Interno do “formulário de levantamento externo e interno” (Anexo V).

6.6. Planilha de inventário

Como citado no início deste caderno, ao término do inventário a comissão deverá preencher
a “planilha de inventário – bens imóveis” disponível no SGA ou disponibilizada pela SAD para
atualização dos dados. As “instruções para preenchimento da planilha” estão disponíveis no Anexo
VI.

7. PROCEDIMENTOS DE VALORAÇÃO E
DEPRECIAÇÃO

7.1. Avaliação de bens imóveis

Avaliação de Bens Imóveis é a definição técnica do valor de mercado dos bens (tangíveis)
ou de direitos ou frutos sobre eles (intangíveis). Pela definição contida no Glossário de
Terminologia Básica Aplicável à Engenharia de Avaliações e Perícias do IBAPE/SP e na Norma de
Avaliação de Bens, da ABNT (NBR-14.653 - PARTE 1: PROCEDIMENTOS GERAIS), a avaliação de um
bem consiste na: “análise técnica, realizada por Engenheiro de Avaliação, para identificar o valor de
um bem, de seus custos, frutos e direitos, assim como determinar indicadores da viabilidade de sua
utilização econômica, para uma determinada finalidade, situação e data”. A atividade de Avaliação
de bens imóveis implica:

a) Conhecimento técnico específico do bem, das metodologias7 avaliatórias e das


ferramentas científicas de avaliação;
b) Análise e diagnóstico do mercado no qual esse bem está inserido, conforme os objetivos e
finalidades da avaliação pretendida.

A avaliação patrimonial consiste na atribuição de valor monetário aos bens imóveis, com
base em julgamento fundamentado em critérios definidos por normas técnicas adotadas pela
Secretaria de Administração do Estado e que traduza, com razoabilidade, a evidenciação dos atos e
dos fatos administrativos.
Assim sendo, cada órgão e entidade da Administração Direta e Indireta do Estado deverá
realizar a avaliação/reavaliação dos bens imóveis sob sua responsabilidade, por meio de seu quadro

7
Mais informações consultar o Caderno de Orientações – “Avaliação de Imóveis Urbanos”, Secretaria de Administração do
Estado de Pernambuco. Acesso através do link:
http://www2.sad.pe.gov.br/c/document_library/get_file?p_l_id=4279848&folderId=4279924&name=DLFE-32421.pdf

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Inventário de Bens Imóveis
8
técnico (comissão de servidores) ou, subsidiariamente, da contratação de empresa especializada e,
neste caso, o laudo deverá ser analisado e validado pela Secretaria de Administração do Estado de
Pernambuco.
Na impossibilidade de execução do disposto no parágrafo anterior, as avaliações dos bens
imóveis poderão ser solicitadas à Secretaria de Administração do Estado, quando atendidos os
critérios definidos na Portaria SAD Nº 109, de 02 de fevereiro de 2012, que dispõe sobre a
solicitação de elaboração de laudos de avaliação por órgãos e entidades do Poder Executivo do
Estado de Pernambuco.
No que toca à reavaliação de imóveis, faz-se necessário destacar que o valor do bem imóvel
será atualizado mediante os procedimentos de depreciação, reavaliação e redução ao valor
recuperável, de acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público e
com a regulamentação dada a esses procedimentos pela Secretaria de Administração do Estado.

Diferença entre VISTORIA e AVALIAÇÃO

A vistoria antecede a avaliação propriamente dita, é apenas uma ação executada para o
levantamento de todas as características do bem a avaliar.

Já a avaliação é uma técnica mais apurada, onde o engenheiro de avaliação com base nos dados
da vistoria fará um estudo da área, levando em consideração diversos aspectos.

7.1.1. Como valorar um imóvel?

Um bem imóvel pode ser valorado por diversas metodologias a ser adotada por um
profissional habilitado. Essa valoração pode ser concebida através de um estudo e técnicas de
mercado.

Importante!

Um imóvel sem valor expresso não existe sob o ponto de vista contábil, sendo imprescindível a
sua valoração. Porém, além da existência de atribuição de valor, este deverá ser sempre
atualizado pois para a contabilidade um bem imóvel com valor defasado não reflete o real
patrimônio público existente em uma entidade. O balanço patrimonial retrata, em um
determinado momento, o patrimônio existente em uma entidade, para tanto, torna-se
imprescindível a sua reavaliação, periodicamente, para a atualização de valores.

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis
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Nesta fase será atribuída uma unidade de valor ao elemento patrimonial. A Lei nº 4.320/64,
em seu artigo 106, dispõe: “A avaliação dos elementos patrimoniais obedecerá às normas
seguintes:
II - os bens móveis e imóveis, pelo valor de aquisição ou pelo custo de produção ou de
construção;
§ 3 Poderão ser feitas reavaliações dos bens móveis e imóveis”.

Portanto, a comissão deverá lançar o imóvel pelo valor da compra, da aquisição ou do custo
de construção ou de reavaliação.

7.2. Depreciação

As taxas anuais de depreciação a serem aplicadas no setor público estão em processo de


definição. Atualmente, nas vistorias realizadas em imóveis urbanos, a SAD utiliza como parâmetro
as taxas utilizadas pelo Banco do Brasil em combinação com o método de Ross-Heidecke (relaciona
a idade real da edificação e o seu estado de conservação, em função da vida útil adotada). Assim, as
unidades gestoras devem depreciar os seus bens utilizando essas taxas.
Para utilizar tal método, considerar o valor de mercado do bem ou de um bem semelhante,
observar o seu estado de conservação e utilizar as seguintes tabelas para estabelecer o valor a ser
lançado:

Estado de conservação
SGA - SAD Critério de Heidecke
Novo a
Bom Entre novo e regular b
Regular Regular c
Regular Entre regular e reparos simples d
Reparos simples e
Ruim Entre reparos simples e importantes f
Péssimo Reparos importantes g
Entre reparos importantes e sem valor h
Outros Sem valor

IDADE EM ESTADO DE CONSERVAÇÃO


% DE VIDA A B C D E F G H
2 1,02 1,05 3,51 9,03 18,9 39,3 53,1 75,4
4 2,08 2,11 4,55 10 19,8 34,6 53,6 75,7
6 3,18 3,21 5,62 11 20,7 35,3 54,1 76
8 4,32 4,35 6,73 12,1 21,6 36,1 54,6 76,3
10 5,5 5,53 7,88 13,2 22,6 36,9 55,2 76,6
12 6,72 6,75 9,07 14,3 23,6 37,7 55,8 76,9

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Inventário de Bens Imóveis
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14 7,98 8,01 10,3 15,4 24,6 38,5 56,4 77,2
16 9,28 9,31 11,6 16,6 25,7 39,4 57 77,5
18 10,6 10,6 12,9 17,8 26,8 40,3 57,6 77,8
20 12 12 14,2 19,1 27,9 41,8 58,3 78,2
22 13,4 13,4 15,6 20,4 29,1 42,2 59 78,5
24 14,9 14,9 17 21,8 30,3 43,1 59,6 78,9
26 16,4 16,4 18,5 23,1 31,5 44,1 60,4 79,3
28 17,9 17,9 20 24,6 32,8 45,2 61,1 79,6
30 19,5 19,5 21,5 26 34,1 46,2 61,8 80
32 21,1 21,1 23,1 27,5 35,4 47,3 62,6 80,4
34 22,8 22,8 24,7 29 36,8 48,4 63,4 80,8
36 24,5 24,5 26,4 30,5 38,1 49,5 64,2 81,3
38 26,2 26,2 28,1 32,2 39,6 50,7 65 81,7
40 28,8 28,8 29,9 33,8 41 51,9 65,9 82,1
42 29,9 29,8 31,6 35,5 42,5 53,1 66,7 82,6
44 31,7 31,7 33,4 37,2 44 54,4 67,6 83,1
46 33,6 33,6 35,2 38,9 45,6 55,6 68,5 83,5
48 35,6 35,5 37,1 40,7 47,2 56,9 69,4 84
50 37,5 37,5 39,1 42,6 48,8 58,2 70,4 84,5
52 39,5 39,5 41,9 44 50,5 59,6 71,3 85
54 41,6 41,6 43 46,3 52,1 61 72,3 85,5
56 43,7 43,7 45,1 48,2 53,9 62,4 73,3 86
58 45,8 45,8 47,2 50,2 55,6 63,8 74,3 86,6
60 48,8 48,8 49,3 52,2 57,4 65,3 75,3 87,1
62 50,2 50,2 51,5 54,2 59,2 66,7 75,4 87,7
64 52,5 52,5 53,7 56,3 61,1 68,3 77,5 88,2
66 54,8 54,8 55,9 58,4 69 69,8 78,6 88,8
68 57,1 57,1 58,2 60,6 64,9 71,4 79,7 89,4
70 59,5 59,5 60,5 62,8 66,8 72,9 80,8 90,4
72 62,2 62,2 62,9 65 68,8 74,6 81,9 90,9
74 64,4 64,4 65,3 67,3 70,8 76,2 83,1 91,2
76 66,9 66,9 67,7 69,6 72,9 77,9 84,3 91,8
78 69,4 69,4 72,2 71,9 74,9 89,6 85,5 92,4
80 72 72 72,7 74,3 77,1 81,3 86,7 93,1
82 74,6 74,6 75,3 76,7 79,2 83 88 93,7
84 77,3 77,3 77,8 79,1 81,4 84,5 89,2 94,4
86 80 80 80,5 81,6 83,6 86,6 90,5 95
88 82,7 82,7 83,2 84,1 85,8 88,5 91,8 95,7
90 85,5 85,5 85,9 86,7 88,1 90,3 93,1 96,4
92 88,3 88,3 88,6 89,3 90,4 92,2 94,5 97,1
94 91,2 91,2 91,4 91,9 92,8 94,1 95,8 97,8
96 94,1 94,1 94,2 94,6 95,1 96 97,2 98,5
98 97 97 97,1 97,3 97,6 98 98 99,8
100 100 100 100 100 100 100 100 100
Fonte: Tabela de Ross-Heidecke

Obs.: A utilização dessas tabelas será repassada em cursos de capacitação.

A vida útil e o valor residual serão definidos levando em consideração a classificação do


Banco do Brasil (utiliza o método de Ross combinado com Heidecke e o método da linha reta e da
parábola de Kuentzle), conforme tabela abaixo:

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis
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Tipo de imóvel (Banco do Valor Valor residual
Tipo de imóvel (SAD) Vida útil
Brasil) residual (%)
APARTAMENTO PRÉDIO 75 0,1 10%
RESIDÊNCIA ALVENARIA CASA 60 0,1 10%
RESIDÊNCIA MADEIRA CASA 40 0,05 5%
FÁBRICA 50 0,2 20%
GARAGEM 60 0,2 20%
SALA COMERCIAL SALA 75 0,2 20%
HOTEL 50 0,2 20%
PAIOL 70 0,2 20%
ESCRITÓRIO 60 0,1 10%
LOJA 70 0,2 20%
TEATRO 50 0,2 20%
ARMAZÉM GALPÃO 75 0,2 20%
BARRACÃO ALVENARIA 50 0,1 10%

Valor Valor
Tipo de imóvel (SAD) Vida útil
residual residual (%)
LOTE URBANO* - - 100%
LOTE RURAL - - 100%
GLEBA** A DEFINIR A DEFINIR A DEFINIR
FAZENDA A DEFINIR A DEFINIR A DEFINIR
SÍTIO A DEFINIR A DEFINIR A DEFINIR

*O valor residual dos lotes (terrenos) é de 100% por que terreno não deprecia;
**Quanto aos imóveis localizados em áreas rurais não há definição específica para critério de valoração e
vida útil (poderá ser utilizado o método comparativo e vai variar de região para região).

8. RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA SOBRE O


IMÓVEL
Quem é o responsável pelo bem imóvel

O responsável pelo uso, guarda e conservação dos bens imóveis é a autoridade máxima do
órgão ou entidade ou ainda servidor que tenha essa função delegada pela autoridade máxima do
órgão/entidade.

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Inventário de Bens Imóveis
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E se o imóvel for ocupado por mais de um órgão

Neste caso, a responsabilidade pelo uso, guarda e conservação será solidária. Isto quer dizer
que ambos serão responsáveis pelo imóvel, devendo sempre coibir tentativas de esbulho ou
turbação sobre o imóvel.
No tocante ao responsável, este deverá assinar o “Termo de Responsabilidade”8 (Anexo VII),
que conterá a descrição, a localização, o estado de conservação, o valor do imóvel, bem como a
data, a assinatura do responsável e outras particularidades consideradas relevantes.
Em relação à desobrigação da referida responsabilidade, esta se dá em 2 situações:
I – substituição definitiva do responsável; ou
II – desincorporação ou baixa do bem.
Nestes casos, haverá a transferência de responsabilidade, que deverá ser registrada no
Sistema Informatizado de Gestão Patrimonial.

9. ENCERRAMENTO DO INVENTÁRIO E
MANUTENÇÃO DO CADASTRO ATUALIZADO

9.1. Elaboração do relatório final e encerramento do inventário

A “comissão de inventário” deverá elaborar “relatório final” apresentando objetivo,


metodologia utilizada, problemas encontrados, anexos e outras informações, conforme modelo
exposto no Anexo I.
Após a elaboração, a comissão registra os trabalhos no SGA e encaminha documentos
adquiridos para SAD e solicita aprovação do inventário ao órgão central de patrimônio (SAD).

9.2. Manutenção do cadastro atualizado

Cabe ao setor de patrimônio de cada Unidade Gestora, a permanente atualização dos dados
do sistema de controle patrimonial, registrando todas as entradas, cessões de uso, locações e
baixas de bens, retratando com fidedignidade o acervo imobiliário do Estado de Pernambuco.

10. NOVO SISTEMA ADQUIRIDO PELO ESTADO DE


PERNAMBUCO

Devido à necessidade de aumentar a eficiência dos processos administrativos e otimizar o


nível de transparência governamental, no que concerne às informações patrimoniais e gerenciais

8
No Sistema de Gestão Administrativa (SGA) será atribuída responsabilidade ao Secretário da Pasta ou a quem o Secretário
delegar, o sistema enviará um termo para assinatura, caso o responsável não retorne a tempo, o sistema acionará
automaticamente a responsabilidade tácita.

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis
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produzidas pelo Governo do Estado, a Secretaria de Administração adquiriu uma solução
corporativa integrada de gestão com acesso WEB, Sistema de Gestão Administrativa – SGA. Tal
aquisição foi feita para atender as áreas de licitações, contratos, registro de preços, compras,
almoxarifado e patrimônio.
É indispensável, ainda, a inserção de informações fidedignas no novo sistema. O acesso ao
SGA irá diminuir custos, racionalizar as rotinas de trabalho e eliminar a redundância de dados
melhorando os serviços prestados à população. Além de adequar a gestão patrimonial do Estado às
novas normas brasileiras contábeis aplicadas ao setor público.
Esta solução tem como finalidade dotar o Governo do Estado de um sistema único, destinado
ao atendimento da modernização e controle da Gestão Pública Estadual.
No módulo de Patrimônio do SGA há uma ferramenta para cadastro de inventário de
imóveis. Através dela, as unidades gestoras responsáveis pela administração dos bens patrimoniais
imóveis, previamente autorizadas poderão realizar o processo de inventário. O sistema permite as
seguintes funcionalidades: cadastro de inventário; agendamento; emissão da listagem do
inventário; apuração do inventário; conclusão do inventário. Permite, ainda, cadastrar comissão
de inventário responsável, prazo, tipo de inventário, justificativa, anexos com planilhas e fotos,
entre outras informações pertinentes.

11. FAQS - DÚVIDAS FREQUENTES

1. Um imóvel encontra-se regularizado em cartório, se possuir apenas escritura pública?


Não. A aquisição da propriedade imobiliária depende do registro do título no cartório de
registro de imóveis. Em outras palavras, a simples formalização da venda por escritura pública, por
exemplo, não transfere a propriedade imobiliária. É apenas com o registro no competente ofício de
registro de imóveis que se efetivará juridicamente a transferência de titularidade do imóvel.
Caso o imóvel tenha sofrido alguma reforma ou tenha mudado suas características ao longo
dos anos, tais mudanças deverão ser averbadas junto ao cartório de imóvel competente para que a
regularização esteja completa.
Os imóveis do Governo do Estado de Pernambuco podem estar registrados em seu nome ou
até mesmo em nome de um de seus órgãos.
Vale salientar que a partir de agora todos os imóveis adquiridos deverão estar em nome do
Estado de Pernambuco e não no nome do órgão, pois a Secretaria tem apenas a responsabilidade
sobre o imóvel e não a propriedade.

2. O que é regularização administrativa e judicial?


A regularização administrativa é aquela proposta diretamente ao órgão público responsável
pelo impedimento, como por exemplo, as questões relativas à subdivisão de lotes, à averbação de
demolição, ampliação ou construção.

35
Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis
8
Já a regularização judicial é aquela que dependente de uma decisão ou sentença proferida
pelo Poder Judiciário, através de uma ação ou procedimento, como por exemplo, a aquisição de
um imóvel através de impetração de ação de usucapião ou ação de desapropriação judicial.

3. Como proceder com a regularização tributária?


A regularização tributária se dá perante a prefeitura do município em que o imóvel se
encontra. Essa regularização está baseada no pagamento dos débitos de natureza tributária
quanto à propriedade, os tributos são IPTU e TLP. Quanto ao IPTU, os bens imóveis públicos são
imunes, mas a Taxa de Limpeza não há imunidade, devendo o Estado arcar com o pagamento.
Esse dispêndio muitas vezes pode ser negociado junto à prefeitura. Caso o IPTU esteja sendo
cobrado indevidamente, o gestor de patrimônio pode juntar documentação de comprovação de
propriedade e enviar para a Prefeitura, solicitando a imunidade tributária. Um imóvel de
propriedade estadual é denominado IMUNE EXECUTIVO.

4. Diferença entre proprietário do bem imóvel e dependência administrativa.


A dependência administrativa indica o órgão/secretaria ou até mesmo uma entidade que
tem a responsabilidade sobre o uso, guarda e conservação do imóvel. Mas a propriedade diz
respeito ao ente da federação, figurando nesse caso em nome do Governo do Estado de
Pernambuco. Partindo dessa questão, todos os imóveis da Administração Direta e Indireta
Estadual pertencem ao Governo do Estado, e seus respectivos órgãos/entidades utilizam as
dependências para o exercício pleno do serviço público.

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis
8
REFERÊNCIAS

ALVARENGA, Luiz Carlos. Aspectos da averbação no registro imobiliário. Revista âmbito jurídico.
Disponível em: < http://www.ambito-
juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=3850 > Acesso em: 10
julho 2013.

BRASIL. DECRETO Nº 38.875, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2012. Institui o subsistema de gestão de


patrimônio e materiais, integrante do sistema de gestão administrativa do poder executivo
estadual. Diário Oficial [do Estado de Pernambuco], Recife, n.222, p.7-8, 23 nov. 2012.

BRASIL. LEI Nº 4.320, DE 17 MARÇO DE 1964. Estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para
elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do
Distrito Federal. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l4320compilado.htm >
Acesso em: 20 julho 2013.

NBR 15353 – 1: Avaliação de Bens: Procedimentos Gerais. Rio de Janeiro, 2001. Disponível em: <
http://www.dec.ufms.br/lade/docs/ap/14653-1.pdf > Acesso em: 10 julho 2013.

SECRETARIA DA CONTROLADORIA GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO. Boletim: Taxa de limpeza


pública. n. 008, ano.2011. Disponível em: <
http://www.portaisgoverno.pe.gov.br/c/document_library/get_file?p_l_id=741171&folderId=6963
39&name=DLFE-26075.pdf> Acesso em: 10 maio 2013.

SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO DO ESTADO DE PERNAMBUCO. Caderno de orientações:


Avaliação de Imóveis Públicos. Disponível em: <
http://www2.sad.pe.gov.br/c/document_library/get_file?p_l_id=4279848&folderId=4279924&nam
e=DLFE-32421.pdf > Acesso em: 10 maio 2013.

____________. Caderno de orientações: Inventário de bens móveis. Disponível em: <


http://www2.sad.pe.gov.br/c/document_library/get_file?p_l_id=4279848&folderId=4279924&nam
e=DLFE-32424.pdf > Acesso em: 20 julho 2013.

SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL. Manual de contabilidade aplicada ao setor público: parte II


– procedimentos contábeis patrimoniais. Aplicado à União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Válido para o exercício de 2013. Portaria STN nº 437/2012. Brasília, 2012. Disponível em: <
http://www3.tesouro.fazenda.gov.br/legislacao/download/contabilidade/Parte_II_PCP2012.pdf >
Acesso em: 30 junho 2013.

TESOURO NACIONAL. Cartilha - Nova contabilidade e gestão fiscal: modernização da gestão


pública. Brasília, 2013. Disponível em: <
http://www.tce.rr.gov.br/php4/novo/secundarias/download/CARTILHA.pdf > Acesso em: 30 junho
2013.

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis
8
ANEXOS
ANEXO I - MODELO DE RELATÓRIO DE INVENTÁRIO DE IMÓVEL

Relatório de Inventário de Bens Imóveis do exercício 20xx

Órgão/Entidade: Unidade Gestora:


Código da UG: Responsável(eis) pelo(s) imóvel(eis):

A “Comissão de Inventário de Bens Imóveis” nomeada pela Portaria n° xxx, de xx de xxxx de 20xx
do(a) (nome do Órgão/Entidade), designada para a realização do Inventário de Bens Imóveis no
período de ___ de __________ de _____ a ____ de _____________ de ____, apresenta o
relatório de conclusão dos trabalhos.

1 – OBJETIVO
Descrever o objetivo do relatório.
Sugestão: “Realizar o inventário eventual dos bens imóveis do órgão/entidade para o exercício
20xx, apresentando documentos atualizados, croqui de localização com confrontações, valoração
dos bens imóveis e identificação dos responsáveis pelo uso, guarda e conservação”

2 – METODOLOGIA DO TRABALHO
Apresentar os procedimentos que foram tomados para a execução do inventário (como foi feito).
Principalmente a especificação do método de valoração dos imóveis (para fins contábeis e
patrimoniais)

3 – DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO
Detalhar como foi realizado o trabalho. Descrever as fases de sua realização e os eventos
ocorridos, bem como as dificuldades observadas durante a realização do trabalho.

4 – CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
Preencher a tabela abaixo e detalhar as informações em planilhas independentes que irá compor
os anexos deste relatório.

TABELA RESUMO DO INVENTÁRIO QUANTIDADE


Total de imóveis da Unidade
Total de imóveis cadastrados da Unidade Inventariante
Total de imóveis baixados no exercício (informar cada imóvel
individualizado com Número patrimonial e motivo da baixa)
Total de imóveis ocupados pela Unidade Inventariante (informar os
imóveis)
Informar os imóveis que precisam de reforma
Total de imóveis invadidos (informar os imóveis)
Total de imóveis não inventariados (não encontrados no processo
de inventário, informar os imóveis)
Total de imóveis cedidos (informar os imóveis)
Total de imóveis disponíveis (informar os imóveis)
Soma dos valores totais dos imóveis (discriminando área de
terreno e área construída)

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis
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 Relacionar os problemas identificados em relação ao acervo patrimonial;
 Apresentar a situação atual do Setor de Patrimônio e os principais problemas
enfrentados pelo setor para a boa execução de suas atividades.
 Apresentar proposta de ações (recomendações) que deverão ser tomadas pela
Unidade Gestora para solução dos problemas relacionados.

5 – DADOS DA COMISSÃO
 Nº da comissão: sequencial + ano;
 Tipo do membro: informar se o membro é um funcionário do estado (próprio) ou
é terceirizado (Terceiro).
a. Pessoa física/jurídica
b. Empresa contratada se for o caso
c. Número do contrato.
d. Cnpj ou cpf.

 Presidente: indicar dentre os membros


 Matrícula (membros próprios)
 Contato comissão: e-mail e telefone
 Vigência: prazo de duração dos trabalhos
 Instrumento formal: documento que formaliza a comissão. Ex. Portaria SEE
nº125/2013.

(nome da cidade), ___ de _______________de ______

Assinaturas:

a. Presidente
b. Membro da comissão
c. Membro da comissão
d. Membro da comissão

6 – ANEXOS (planilhas, documentos, imagens, etc.)

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis
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ANEXO II – MODELO DE PORTARIA CONSTITUINDO COMISSÃO DE INVENTÁRIO

Portaria (SIGLA DA SECRETARIA) nº XX, de XX de XXXXXXX de 20XX

O SECRETÁRIO DE (nome da Secretaria) DO ESTADO DE PERNAMBUCO – (sigla da Secretaria)/PE,


no uso de suas atribuições legais, RESOLVE:

I - constituir Comissão Especial de Trabalho com a atribuição de Inventariar e Cadastrar os bens


imóveis da Secretaria de (nome da Secretaria) de Pernambuco;

II - nomear para tanto, os servidores abaixo relacionados:


Presidente: xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx, cargo que exerce, matrícula nº xxxxxxxxxx;
Membros: xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx, cargo que exerce, matrícula nº xxxxxxxxxx;
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx, cargo que exerce, matrícula nº xxxxxxxxxx;
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx, cargo que exerce, matrícula nº xxxxxxxxxx.

III - Estabelecer para a conclusão dos trabalhos o prazo de XX dias prorrogáveis uma única vez por
igual período, por motivo devidamente justificado e aceito previamente.

IV - Durante a realização do inventário, o sistema de gestão patrimonial (módulo de bens imóveis) e


toda cessão, doação, autorização de uso de bens imóveis ou outros instrumentos jurídicos relativos aos
mesmos serão bloqueados, sendo permitido o recebimento dos bens imóveis pendentes e os casos
excepcionais devidamente justificados, com pleno conhecimento da Comissão.

V - Determinar a todos os titulares de órgãos e unidades que ofereçam à Comissão Especial os


meios, recursos e colaboração indispensáveis para o fiel cumprimento de suas atribuições.

VI - Os integrantes da Comissão de Inventário de Bens Imóveis desempenharão suas funções sem


prejuízo das atribuições habituais, porém não será atribuída nenhuma gratificação vinculada a este
evento.

VII - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. VIII - Revogam-se as disposições em
contrário.

Nome do Secretário
Secretário de (nome da Secretaria)

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Inventário de Bens Imóveis
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ANEXO III – MODELO A - OFÍCIO PARA CARTÓRIO COMPETENTE

OFÍCIO Nº / 2013 – Nome do órgão/entidade ou gerência

Recife, 04 de janeiro 2013.

Ao Senhor
CARLOS ROBERTO PITTA MARINHO
Oficial Titular do 1º Tabelionato de Notas e Ofício de Registro de Imóveis
Endereço: Rua Coronel Henrique Guimarães, 17, Bairro Novo, Olinda - PE. CEP: 53.020-100

Assunto: Solicitação de certidões de registro e averbações cartoriais.

Senhor Oficial,

Cumprimentando-o cordialmente, solicito Certidão de Registro contendo informações


cartoriais e demais averbações das matrículas abaixo especificadas, situados neste município,
objetivando o reconhecimento da titularidade dos mesmos.

1. Imóvel registrado sob a matrícula nº 40.106;

2. Imóvel registrado sob a matrícula nº 1.942, livro 2-J-2, folha 68.

Renovo, na oportunidade, expressões de estima e consideração.

Atenciosamente,

____________________________
Secretário de (nome da Secretaria)

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis
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ANEXO IV – MODELO B - OFÍCIO PARA CARTÓRIO COMPETENTE

Recife, XX de _________ de 2XXX.


Ofício n° XXX/XXXX – Nome do órgão

Ao Senhor
CARLOS ROBERTO PITTA MARINHO
Oficial Titular do 1º Tabelionato de Notas e Ofício de Registro de Imóveis
Endereço: Rua Coronel Henrique Guimarães, 17, Bairro Novo, Olinda - PE. CEP: 53.020-100

Assunto: Certidão de Inteiro Teor e averbações cartoriais

Senhor Oficial,

Cumprimentando-o cordialmente, solicito “Certidão de Inteiro Teor” contendo informações


cartoriais e demais averbações do imóvel abaixo especificado, situado neste município, objetivando
o reconhecimento da titularidade do mesmo.

- Terreno à margem esquerda da Estrada de Rio Doce, desmembrado do “Sitio Boca do Rio”
também conhecido como Boca do Rio Doce, o qual totaliza 18.800,00m² (dezoito mil e oitocentos
metros quadrados), ou 15.680,00m² acrescido de 3.210,00m² referente à área de servidão e
equipamentos comunitários.

Renovo, na oportunidade, expressões de estima e consideração.

Atenciosamente,

______________________________
Secretário de (nome da Secretaria)

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis
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ANEXO V – FORMULÁRIO - LEVANTAMENTO EXTERNO E INTERNO

1 - PREENCHIMENTO EM CAMPO
CP _____________
I – IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO IMÓVEL  Direta  Indireta
Denominação do imóvel
Endereço (Logradouro)
Número Complemento Bairro Município CEP

Confrontante Frontal
Confrontante Posterior
Confrontante Lat.
Esquerda
Confrontante Lat. Direita
Classificação do imóvel rural urbano Ano da construção aprox.

plana aclive declive


Topografia
outros:_________
em uso disponível interditado
abandonado
Disponibilidade invadido
outros:________
_
Área do terreno (m²) Frente (m) Fundos (m) Lateral esquerda Lateral direita (m)
(m)
Área da edificação (m²) Frente (m) Fundos (m) Lateral esquerda Lateral direita (m)
(m)

Tipologia da edificação prédio terreno galpão outros: __________

Nº de pisos Terreno 01(térreo) 02 +02 _____________


Par de coord. coletadas
(Dados GPS – E x N)
Irregularidades

Observações

II – ESTADO DE CONSERVAÇÃO
Elementos Material Predominante Bom Regular Precário Ruína
Estrutura
Alvenarias
Esquadrias
Coberta
Calçada frontal
Logradouro
Conservação geral

Observações

Data da vistoria Pesquisador(a) MATRÍCULA

III – LEVANTAMENTO DOCUMENTAL


9 sim não Pesquisa junto ao município¹ sim não
Pesquisa cartorária
Nº do Sequencial Nº da Inscrição imobiliária

Valor venal (R$)


Data da pesquisa Pesquisador(a) MATRÍC
ULA

9
Quando houver documentação, anexar cópia a este formulário.

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis
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2 - PREENCHIMENTO INTERNO
IV - SITUAÇÃO JURÍDICA
Titularidade: Responsabilidade:
Co-Responsabilidade:
Laudo de Avaliação¹ SIM NÃO MODO DE AQUISIÇÃO
Valor do Terreno (R$) COMPRA DISP.
DOAÇÃO TESTAMENTÁRIA
Valor da Benfeitoria (R$) DAÇÃO EM ACESSÃO
PAGAMENTO ARREMATAÇÃO
ESCRITURA¹ SIM NÃO
ADJUDICAÇÃO REVERSÃO
SIM NÃO PERMUTA ARRECAD.
USUCAPIÃO SUMÁRIA
DESAPROPRIAÇÃO NÃO
REGISTRO¹ ENCONTRADO
OUTROS
____________
uso próprio cedido alugado penhorado
Situação Jurídica
baixado outros:_________
MARCO JURÍDICO (lei de desapropriação, decreto/portaria de cessão, etc )¹

OBSERVAÇÕES

Data Pesquisador(a) MATR


ÍCULA

IV – PLANTA DE SITUAÇÃO / REGISTRO FOTOGRÁFICO

PLANTA DE SITUAÇÃO OU CROQUI ORTOFOTOCARTA / FOTOGRAFIA AÉREA

REGISTRO FOTOGRÁFICO
AUTOR: AUTOR:
DATA: DATA:
DESCRIÇÃO: DESCRIÇÃO:

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis
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ANEXO VI - INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA PLANILHA DE IMÓVEIS

ABA - DADOS GERAIS:


1. Número de ordem: sequência dos imóveis cadastrados ou inventariados.

2. Número Patrimonial - NP: sequência do Sistema de Gestão Administrativa – SGA


Exemplo:
000001.1.2013
000001 = sequencial
1 = adm. Direta / 2 = adm. Indireta
2013 = ano cadastro

3. Código do tombamento anterior – CP: código do sistema legado (Sisimoveis), caso exista.
Exemplo: 100 Direta / 100 Indireta

4. Zona: informa se o imóvel faz parte da zona URBANA ou RURAL de acordo com a localização
atual do imóvel;

5. Tipo de imóvel: preencher com uma das seguintes informações:

 LOTE URBANO: área de terreno, ou seja, área urbana não edificada (construída);
 LOTE RURAL: área de terreno, ou seja, área rural não edificada (construída);
 GLEBA: área de um terreno inteiro que ainda não foi dividida em lotes, isto é, ainda não
foi parcelada em lotes para que dividida se desse início a um loteamento. Também pode ser a área que
ainda não sofreu desmembramento. Quando parcelada a gleba deixa de existir como um todo sendo
dividida em vários lotes de menor tamanho que pronto o loteamento receberá escritura e matrícula em
separado. Portanto, juridicamente na matrícula a Gleba se extingue e passa a existir como coisa loteada.
Resumindo: a Gleba é o terreno antes de ser loteado;
 PRÉDIO: é uma construção com a finalidade de abrigar atividades humanas. Cada
prédio (edifício) caracteriza-se pelo seu uso: habitacional, cultural, de serviços, industrial, entre outros. É
possível identificar fundações (ou infraestrutura); superestrutura; vedos; cobertura; caixilharia;
paramentos (revestimentos em geral); e os diversos sistemas prediais adaptados a cada situação (em
geral as instalações elétricas, instalações hidráulicas, ar condicionado, etc);
 SALA: compartimento de edifício (prédio) ou casa, destinado ao exercício de
determinadas funções;

 SITIO: refere-se normalmente a uma propriedade rural de área modesta. De modo


geral, um sítio é menor que uma fazenda. No entanto, as diferenças entre sítio, chácara e fazenda às
vezes não são claras;
 FAZENDA: grande propriedade rural destinada à lavoura ou à criação de gado;
 CASA: a casa pode ter mais de 01 pavimento (andar);

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis
8
 GALPÃO: é um espaço amplo sob a mesma cobertura, geralmente utilizado como
depósito de carros, materiais e outros produtos industriais;
 OUTROS: outras formas não identificadas nos itens acima.

6. Ocupação: informa o tipo de ocupação (lista suspensa na planilha):


 PRÓPRIA: ocupação do bem imóvel pela Administração Pública Estadual
 TERCEIROS: APE cede, aluga, empresta bem imóvel a terceiro (indicar instrumento
jurídico de uso em seguida)
 PRÓPRIA/TERCEIROS: ocupação do imóvel pela APE e por outra esfera de governo ou
particular

7. Instituto jurídico de uso: informa a situação de uso quando o bem imóvel próprio é
locado/cedido para terceiros, entre outros; esse campo será preenchido obrigatoriamente quando a
“ocupação” for “terceiros” ou “própria e terceiros”
 CESSÃO DE USO: é o contrato administrativo através do qual a autoridade
administrativa transfere o uso de bem público (imóvel) para outra pessoa jurídica integrante da
Administração Pública, na mesma esfera de governo ou em outra, para fins de satisfação do interesse
coletivo;
 PERMISSÃO DE USO: é o ato administrativo unilateral e discricionário, por meio do qual
a autoridade administrativa permite que determinado indivíduo use um bem público, em caráter
precário, de forma gratuita ou onerosa, atendendo o interesse público e interesse do particular;
 CONCESSÃO DE USO: é o contrato administrativo pelo qual a autoridade administrativa
atribui a utilização exclusiva de um bem de seu domínio a particular, de forma gratuita ou onerosa, por
prazo determinado, para que o explore segundo sua destinação específica;
 AUTORIZAÇÃO DE USO: é o ato administrativo unilateral e discricionário, por meio do
qual a autoridade administrativa faculta a determinado indivíduo o uso de um bem público, em caráter
precário, de forma gratuita ou onerosa, atendendo primordialmente o interesse do particular;
 CONCESSÃO DE DIREITO REAL DE USO: é o contrato administrativo pelo qual a
autoridade administrativa confere ao particular o direito real resolúvel de uso de terreno público ou
sobre o espaço aéreo que o recobre, para que dele se utilize em fins específicos de urbanização,
industrialização, edificação, cultivo ou qualquer outra exploração de interesse social;
 LOCAÇÃO: é o instrumento pelo qual a Administração Pública, na qualidade de
proprietária do bem público, transfere a sua posse à particular, que tem a obrigação de pagar valor pelo
aluguel, por período determinado;
 COMODATO: é o contrato gratuito, pelo qual a Administração Pública entrega coisa
infungível (bem imóvel e único) a terceiros, para ser usada por prazo determinado ou indeterminado, e
depois restituída.

8. Situação ocupacional: informar a situação de ocupação física do imóvel, como:


OCUPADO / DESOCUPADO / INTERDITADO / INVADIDO

9. Nº do INCRA: informar o número do Incra em caso de imóvel rural.

10. Situação cartorária: informar se o imóvel está regularizado em nome do Estado


 REGULARIZADO: imóvel registrado em nome do Estado;

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis
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 EM PROCESSO DE REGULARIZAÇÃO: imóvel ainda não registrado ou em processo de
regularização (usucapião, desapropriação, compra e venda, etc).

11. Data de aquisição: informar a data de aquisição do bem imóvel, ou seja, data do REGISTRO do
bem. Não é a data de cadastro do imóvel.

12. Forma de aquisição: informa qual o tipo de ingresso no qual o bem patrimonial foi adquirido.
Obs.: quando o ingresso for por tipo ‘acessão’, informar subtipos: formação de ilhas, aluvião, avulsão,
álveo abandonado, construção e plantação
 COMPRA: o ingresso por compra ocorrerá nas aquisições remuneradas de bens imóveis,
nos termos da legislação vigente;
 DOAÇÃO: ocorrerá quando uma pessoa, física ou jurídica, por liberalidade e em caráter
definitivo, transferir com ou sem encargo, bens imóveis do seu patrimônio para o patrimônio do Estado
de Pernambuco, condicionada à aceitação pelo donatário;
 USUCAPIÃO: ocorrerá mediante aquisição de propriedade de bens pelo exercício da
posse, nos termos da lei;
 PERMUTA: ocorrerá quando o Estado de Pernambuco e outra pessoa, física ou jurídica,
receberem e transferirem, simultaneamente, bem imóvel do patrimônio de um para o do outro, de
valores equivalentes. No caso da disparidade de valores dos bens, só será permitida a permuta nos
casos devidamente justificados;
 DESAPROPRIAÇÃO: ocorrerá quando o Estado, fundado em necessidade pública,
utilidade pública ou interesse social, compulsoriamente despojar alguém de um determinado imóvel,
nos termos da lei. A desapropriação pode ser amigável ou judicial;
 ARRECADAÇÃO SUMÁRIA: ocorrerá sempre que for apurada a inexistência de domínio
privado sobre áreas rurais contínuas e de extensão considerável, conforme a Lei Estadual nº 12.235/02;
 DAÇÃO EM PAGAMENTO: ocorrerá quando pessoa, física ou jurídica, entregar um bem,
de qualquer espécie e natureza, que não seja dinheiro, com o objetivo de solver dívida anterior com o
Estado, condicionada ao consentimento deste. Para a extinção de crédito tributário, só será admitida a
dação em pagamento de bens imóveis, conforme o disposto na Lei Estadual nº 12.161, de 28 de
dezembro de 2001 e na Lei nº 5. 172, de 25 de Outubro de 1966 - Código Tributário Nacional;
 ADJUDICAÇÃO: ocorrerá quando, por decisão judicial, forem transferidos ou concedidos
ao Estado, na posição de credor, todos os direitos de domínio e posse do imóvel. Na adjudicação os bens
imóveis somente estarão disponíveis para uso ou alienação após sentença judicial transitada em julgado
em favor do Estado e confirmada pela Carta ou Termo de Adjudicação, observada as disposições do
Decreto Estadual nº 32.549/08.
 DISPOSIÇÃO TESTAMENTÁRIA: ocorrerá quando o titular do patrimônio, por
manifestação de vontade, transferir a titularidade dos seus bens imóveis ao Estado por ocasião de sua
morte;
 ACESSÃO: a acessão é forma de aquisição de bens imóveis e dar-se-á por: I - formação
de ilhas em águas estaduais; II - aluvião; III - avulsão; IV - abandono de álveo; V - construções e
plantações.
Aluvião quando as águas vão aumentando, sucessiva e imperceptivelmente, por depósitos e aterros
naturais, as margens de um rio, ampliando a extensão da propriedade ribeirinha que pertença ao
Estado;
Avulsão quando houver desprendimento repentino de determinada área de terra que passa a ficar
anexa à propriedade ribeirinha que pertença ao Estado;

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis
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Abandono de álveo quando as águas do rio deixam de percorrer seu leito, o qual será dividido entre os
proprietários ribeirinhos das duas margens, sendo um dos proprietários o Estado;
Construção ocorrerá quando o Estado, diretamente ou através de terceiros, realizar obra de edificação
de bem imóvel em terreno de sua propriedade. Toda construção ou plantação existente em um terreno
de propriedade estadual presume-se feita pelo Estado e à sua custa, até que se prove o contrário;
 ARREMATAÇÃO: ocorrerá quando o Estado, mediante oferecimento de lance de maior
preço, adquire a propriedade de bem penhorado, em leilão público;
 REVERSÃO: ocorrerá quando, extinta a concessão do serviço público, nos termos da Lei
Federal nº 8.987/95, retornam ao poder concedente todos os bens reversíveis do concessionário,
conforme previsto no edital e estabelecido no contrato e quando do inadimplemento das obrigações
assumidas nas doações com encargo.

13. Acessão (forma de aquisição): fazer referência ao item anterior, acessão por:
FORMAÇÃO DE ILHAS / ALUVIÃO / AVULSÃO / ABANDONO DE ÁLVEO / CONSTRUÇÕES E PLANTAÇÕES
(ver item anterior).

14. Tipo de documento: informar qual o documento hábil que formaliza a entrada do bem
patrimonial (o tipo de documento vai variar em relação a forma de aquisição)
 ESCRITURA DE COMPRA E VENDA: documento hábil para o ingresso de imóvel por
compra;
 ESCRITURA DE DESAPROPRIAÇÃO AMIGÁVEL: documento hábil para o ingresso por
desapropriação amigável;
 ESCRITURA DE DOAÇÃO/TERMO DE DOAÇÃO: documentos hábeis para o ingresso por
doação;
 CARTA DE SENTENÇA: documento hábil para o ingresso de imóvel oriundo de medida
judicial (usucapião, adjudicação, dação em pagamento, arrecadação sumária e desapropriação judicial);
 CARTA DE ARREMATAÇÃO: documento hábil para ingresso por arrematação;
 CONTRATO DE PERMUTA: documento hábil para ingresso por permuta;
 TESTAMENTO: documento hábil para ingresso por disposição testamentária;
 AÇÃO DECLARATÓRIA DE REVERSÃO/AÇÃO ORDINÁRIA DE REVERSÃO DE
PROPRIEDADE: documento hábil para reversão de imóvel;
 OUTRAS FORMAS: outros documentos.

15. Número do documento: informa o número do documento hábil do bem patrimonial,


relacionado ao tipo de documento hábil.
Exemplo: Se o tipo informado for Termo de Doação o número do documento será o número do Termo;

16. Inscrição imobiliária: número que identifica o imóvel no cadastro imobiliário municipal.

17. Sequencial: número que representa a inscrição municipal de forma sequencial junto à
prefeitura.
18. Administração: informa se é DIRETA ou INDIRETA.

19. Órgão(ões)/entidade(s): informa o(s) órgão(ões)/entidade(s) responsável(eis) pelo imóvel.

Observação: inserir informações relevantes quanto a anexos ou dados relevantes não contemplados nos
campos anteriores.

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ABA - LOCALIZAÇÃO:

 DADOS GERAIS – LOCALIZAÇÃO

1. País: Brasil

2. Estado: Pernambuco

3. Cidade: Município onde se encontra o imóvel; ao preencher a cidade, a coluna Região de


desenvolvimento (RD) será acionada automaticamente.

4. Região de desenvolvimento: integrada com a coluna anterior

5. CEP: informa CEP

6. Bairro: informa bairro

7. Distrito: quando necessário registrar o distrito no qual o imóvel está inserido. Exemplo:

8. Tipo de logradouro: verificar as opções:


RUA / AVENIDA / TRAVESSA / PRAÇA / RODOVIA / FAZENDA / SITIO / GLEBA / OUTROS

9. Logradouro: nome da rua, travessa, avenida, etc.

10. Número: informa numero do imóvel; caso não exista, digitar: S/N

11. Complemento: informações relevantes quanto a localização do imóvel.

 CONFRONTANTES/LIMITES

12. Frontal: informa o confrontante situado à frente do imóvel. Exemplos: Em frente à Rua
Leopoldina; Em frente ao imóvel nº 20. PADRÃO: EM FRENTE A(AO);

13. Posterior: informa o confrontante situado por trás do imóvel. Exemplo: Nos fundos da BR 101.
PADRÃO: NOS FUNDOS DA;

14. Lateral direita: informa o confrontante situado ao lado direito do imóvel. Exemplo: A direita do
imóvel nº 9. PADRÃO: A DIREITA DO(A);

15. Lateral esquerda: informa o confrontante situado ao lado esquerdo do imóvel. Exemplo: A
esquerda do imóvel nº 20. PADRÃO: A ESQUERDA DO(A);

16. Ponto de referência: utilizar a expressão “PRÓXIMO A”. Exemplo: Próximo à Escola Municipal
Bartolomeu Dias.

 COORDENADAS

17. Tipo: informa o tipo da coordenada de localização (UTM ou GEOFRÁFICA);

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18. Coordenada: informa a descrição da coordenada de acordo com a coluna anterior (tipo).
Descrever em N (norte) e E (leste).
Exemplo: 657.100,00 E / 7.746.168,00 N

19. Sistema geodésico de referência: informa o sistema utilizado. Legalmente, existem o SAD69
(South American Datum 1969) e o SIRGAS2000 (Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas).
Há também outros sistemas que, apesar de não terem respaldo em lei, ainda são utilizados no país. São
sistemas de concepção diferente. Enquanto a definição/orientação do SAD69 é topocêntrica, ou seja, o
ponto de origem e orientação está na superfície terrestre, a definição/orientação do SIRGAS2000 é
geocêntrica. Isso significa que esse sistema adota um referencial que é um ponto calculado
computacionalmente no centro da terra (geóide). O mais utilizado hoje em dia é o SIRGAS 2000.;

20. Meridiano central: localização em relação ao meridiano central (em graus)


Exemplo: 36° W

Observação: inserir informações relevantes de localização que não foram contempladas nos campos.

ABA - UTILIZAÇÃO:
 DADOS GERAIS – UTILIZAÇÃO
1. Uso: informar a utilização conforme lista.
 INDIVIDUAL: utilizado apenas por um órgão ou entidade;
 COLETIVO/COMPARTILHADO: utilizado por mais de um órgão/entidade da
Administração Pública Estadual ou por outro ente da federação.

2. Unidade Gestora Executora: verificar lista na planilha. Ao escolher a UGE, a coluna com o
código da UGE será preenchida automaticamente.

3. Código da UGE: vincular esse campo com “Unidade Gestora Executora”.

4. Finalidade: informar qual a finalidade de utilização do imóvel de acordo com uma dessas
opções:
ESCOLA / SEDE / DELEGACIA / PRESIDIO / HOSPITAL / POSTO DE SAÚDE / RESIDÊNCIA / CENTRO SOCIAL
URBANO/ EXPRESSO CIDADÃO / COMPLEXO INDUSTRIAL
Obs.: Preencher apenas com uma dessas informações, outras finalidades deverão ser repassadas para
aprovação da SAD.

5. Nome: nome da finalidade. Exemplos: Finalidade – Hospital / Nome: Getúlio Vargas; Finalidade
– Escola / Nome: Municipal João Alberto; Finalidade – Sede / Nome: Secretaria de Educação.

 AGENTE RESPONSÁVEL (informar o(s) usuário(s) responsável(eis) pelo imóvel)

6. Nome: nome do responsável da pasta ou pessoa delegada pelo secretário. Em caso de "uso"
coletivo/compartilhado inserir os responsáveis por cada imóvel.

7. Matrícula: informar a matrícula(s) “302010-0” do(s) agente(s) responsável(eis)

8. Documento de nomeação: número e data do documento que atribui à responsabilidade

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis
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9. Nº do termo de responsabilidade: emitir TR no Sistema de Gestão Administrativa - SGA por
ocasião do inventário e registrar número

Observação: inserir informações relevantes quanto a utilização do bem imóvel.

ABA – DADOS DO INSTRUMENTO JURÍDICO DE USO (PREENCHER APENAS QUANDO O IMÓVEL


PRÓPRIO ESTIVER LOCADO/CEDIDO/COMODATO/AUTORIZADO PARA USO ETC):

 DADOS GERAIS – INSTRUMENTO JURÍDICO DE USO

1. Cessionário/locatário: informar o nome do cessionário/locatário.


Obs1.: Campo genérico para empresas/pessoas físicas/órgãos e entidades que utilizam imóvel do Estado
de Pernambuco através de cessão de uso, autorização de uso, locação, permissão de uso, etc;
Obs2.: Quando na aba “dados gerais” o campo “ocupação” for “terceiros” ou “própria e terceiros”, este
campo será de preenchimento obrigatório.

2. Esfera política (cessionário/locatário): preencher com uma dessas opções:


FEDERAL / ESTADUAL / MUNICIPAL / PARTICULAR

3. Cedente/locador: informar o nome da UGE responsável pelo imóvel.

4. Tipo (onerosa): define se a permissão de uso/cessão de uso/locação/autorização de


uso/concessão de uso/concessão direito real de uso é onerosa ou não.

5. Valor total: informa valor relativo ao prazo total de vigência.

6. Valor mensal: informa valor mensal do aluguel/cessão/comodato quando ONEROSA.

 VIGÊNCIA
7. Data início: informar o nome do cessionário/locatário.

8. Data término: informar o nome do cessionário/locatário.

 PRORROGAÇÃO

9. Data início: informar o nome do cessionário/locatário.

10. Data término: informar o nome do cessionário/locatário.

 AUTORIZAÇÃO (inserir a autorização de uso do imóvel)

11. Tipo instrumento autorizativo: informar instrumento autorizativo, conforme exemplos:


Decreto; Lei autorizativa, etc;

12. Nº instrumento autorizativo: informar o número do instrumento autorizativo, exemplo: 13.902;

13. Data instrumento autorizativo: informar a data do instrumento autorizativo, exemplo:


10/05/2010;

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis
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14. Nº da publicação: informar o número da publicação, exemplo: DOE nº 150;

15. Data da publicação: informar a data da publicação.

 INFORMAÇÕES DE CONTRATO E TERMO ADITIVO


16. Nº do contrato: informar o numero do contrato de aluguel ou doação;

17. Possui termo: informar se há termo aditivo ou não;

18. Nº do termo: informar o número do termo;

19. Descrição: informar se o termo aditivo é de valor/prazo/condições;

Observação: inserir informações relevantes quanto ao instrumento jurídico de uso.

ABA – INFORMAÇÕES CARTORÁRIAS


 ESCRITURA
1. Nome do cartório: informar o nome do cartório onde a escritura está lavrada;

2. Nome do titular/substituto: informar o nome do titular/substituto do cartório;

3. UF do cartório: informar o Estado do cartório;

4. Município do cartório: informar o município do cartório;

5. Endereço do cartório: informar o endereço (rua, número e bairro) do cartório;

6. Telefone: informar o telefone do cartório;

7. Data da escritura: informar a data da escritura;

8. Livro(s): informar o número do livro que o imóvel está escriturado;

9. Folha(s): informar o(s) número(s) da(s) folha(s).

 REGISTRO
10. Nome do cartório: informar o nome do cartório onde o REGISTRO;

11. Nome do titular/substituto: informar o nome do titular/substituto do cartório;

12. UF do cartório: informar o Estado do cartório;

13. Município do cartório: informar o município do cartório;

14. Endereço do cartório: informar o endereço (rua, número e bairro) do cartório;

15. Telefone: informar o telefone do cartório;

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis
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16. Matrícula: informar a matrícula do imóvel. É a matrícula que individualiza o imóvel, servindo
para a sua correta identificação, e nela serão registrados ou averbados todos os fatos aquisitivos,
translativos, modificativos ou extintivos de direitos de pessoas físicas ou jurídicas sobre o imóvel objeto
da matrícula. De acordo com a Lei de Registros Públicos (Lei nº 6.015/73), todo imóvel deve ter uma
matrícula própria junto ao cartório de imóveis da respectiva jurisdição;

17. Data do registro: informar a data do registro do imóvel;

18. Livro(s): informar o número do livro que o imóvel está registrado;

19. Folha(s): informar o(s) número(s) da(s) folha(s).

Observação: inserir questões relevantes quanto às informações cartorárias.

ABA – CARACTERÍSTICAS
 CARACTERÍSTICAS GERAIS
1. Estado de conservação: informar o estado físico do imóvel com uma dessas opções:
BOM / REGULAR / RUIM / PÉSSIMO / OUTROS

2. Tipo de relevo: informar a topografia do terreno com uma das seguintes opções:
 PLANO: topografia pouco acidentada com inclinação de até 5º para qualquer direção;
 SEMI-PLANO: terreno que apresenta topografia com pouca inclinação.
 INCLINADO (DECLIVE): apresenta inclinação descendente em relação ao seu acesso;
 INCLINADO (ACLIVE): apresenta inclinação ascendente em relação a seu acesso;
 ONDULADO: terreno apresenta inclinação mais intensa;

3. Nº pisos: informar o número de pisos do prédio, casa ou equivalente.

 DIMENSÕES
4. Frente: informar a dimensão de frente em metro linear;

5. Fundo: informar a dimensão de fundo em metro linear;

6. Lateral direita: informar a dimensão da lateral direita em metro linear;

7. Lateral esquerda: informar a dimensão da lateral esquerda em metro linear.

 ÁREAS
8. Área total do terreno: informar a área do terreno (área total) do imóvel em M² ou hectare;

9. Área construída: informar a área construída em M² ou hectare, em caso de imóvel com mais de
um pavimento, soma-se as áreas dos pavimentos;

10. Área coberta: informar área de projeção da coberta em M² ou hectare. Diferencia-se da área
construída quando o imóvel tem mais de um pavimento.

Observação: inserir informações relevantes.

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Caderno de Orientações
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Inventário de Bens Imóveis
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ABA – VALORAÇÃO
1. Laudo de vistoria: informar se há laudo de vistoria; caso tenha anexar a planilha e enviar a SAD;

2. Laudo de avaliação: informar se há laudo de avaliação; caso tenha anexar a planilha e enviar a
SAD;

3. Critério de valoração: informar o critério de valoração adotado, podendo ser apresentado por
uma desses critérios:
 LAUDO DE AVALIAÇÃO: realizado por engenheiro especializado;
 PARECER TÉCNICO DA COMISSÃO: realizado por comissão de inventário (documento
especificando a metodologia de valoração).

4. Valor venal: é valor de mercado estipulado pela prefeitura. Não é o valor real nem
necessariamente incorpora seu custo de produção. É o valor com que pode ser comercializado - mais
alto ou mais baixo, dependendo das circunstâncias do mercado. Tal valor não será considerado para o
cálculo da valoração do imóvel;

5. Valor do terreno: informar o valor do terreno;

6. Valor da área construída: informar o valor da área construída;

7. Valor total: valor do terreno + valor da área construída;

Observação: observações relevantes quanto à valoração.

ABA – INFORMAÇÕES ADICIONAIS


 INFORMAÇÕES GERAIS / DÉBITOS
1. Débito IPTU: informar se há cobrança de IPTU.
Quando o imóvel é de uso próprio, essa cobrança é indevida. Contudo, nas cessões para ONG´s entre
outros, o cessionário deve pagar.

2. Débito TLP: informar se tem débito de TLP. Taxa de Limpeza Pública é cobrada pelo município
juntamente com o IPTU, em remuneração pelo serviço municipal de coleta e remoção de lixo;

3. Débito TPEI: informar se tem débito de taxa de prevenção e extinção de incêndio; Taxa do
Corpo de Bombeiros (Lei 11.901 de 21 de dezembro de 2000);

4. Débito água: informar se tem débito de água;

5. Débito energia: informar se tem débito de energia;

6. Terreno de marinha: informar se o imóvel está localizado em área de marinha.


Os terrenos da União são submetidos, além do laudêmio, à cobrança de foro (taxa anualizada
correspondente a 0,6% do valor do imóvel) e de taxa de ocupação (que é cobrada do proprietário que
ainda não firmou um contrato de aforamento com a União).

7. Débito foro: informar se tem débito de foro.


O foro é o que se paga à União por não se ter o domínio pleno do imóvel. Paga-se foro quando o
proprietário já firmou contrato de aforamento com a União;

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Inventário de Bens Imóveis
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8. Débito taxa de ocupação: informar se tem débito de taxa de ocupação;

9. Débito laudêmio: informar se tem débito de laudêmio.


Laudêmio é um direito pertencente a União, quando da transferência dos direitos de ocupação ou foro
de imóvel localizado em propriedades desta, como os chamados terrenos de marinha. É uma espécie de
compensação para o senhorio ou titular do domínio direto quando o domínio útil é transferido. Trata-se
de valor pago pelo proprietário do domínio útil ao proprietário do domínio pleno (união), sempre que se
realizar uma transação onerosa do imóvel. Não se trata de tributo, mas sim uma compensação paga em
razão da utilização do domínio útil do imóvel.

10. Obra: informar se o imóvel está em obra, conforme as seguintes opções:


 EM USO: quando o imóvel não está em obra;
 REFORMA: atividade que visa à recuperação, inovação e/ou ampliação de determinado
imóvel;
 AMPLIAÇÃO: atividade de construção que, através de uma reforma, aumenta a área
original de um determinado imóvel;
 CONSTRUÇÃO: é a atividade que visa através de processos construtivos à utilização de
mão de obra e insumos;
 DEMOLIÇÃO: atividade da construção civil que, através de processos mecânicos,
térmicos, explosivos, abrasão e/ou eletroquímicos, visam a derrubadas controladas de edificações ou
elementos dela, com geração de resíduos;
 ADEQUAÇÃO: atividade da construção que, através de uma reforma, altera o fluxo de
funcionamento de determinado imóvel, dotando-o de qualidades e melhorias tendo em vista o novo
cenário em que está inserido;

11. Planta: informar se há planta do imóvel.

 PATRIMÔNIO – LIMITAÇÃO ADMINISTRATIVA


Reúne informações do tombamento (histórico, cultural, ambiental)

12. Tipo: preencher com uma dessas opções (apenas para imóveis tombados - limitação
administrativa), com uma dessas opções: AMBIENTAL / HISTÓRICO / CULTURAL / OUTROS

13. Nível: informar a esfera do tombamento, com uma dessas opções:


MUNDIAL / FEDERAL / ESTADUAL / MUNICIPAL

14. Nº lei/decreto: informar o número da lei/decreto que define a limitação administrativa


(tombamento histórico ou outro);

15. Data lei/decreto: informar a data da lei/decreto;

16. Nº publicação: informar o número da publicação. Exemplo: DOE 340, DOU 245, etc;

17. Data publicação: informar a data da publicação no documento oficial;

Observação: observações necessárias quanto à limitação administrativa e quanto aos débitos.

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Inventário de Bens Imóveis
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ANEXO VII – TERMO DE RESPONSABILIDADE DE BENS IMÓVEIS

TERMO DE RESPONSABILIDADE DE BENS IMÓVEIS Nº /(ano)


Identificação do Responsável
1 – Responsável10:
Matrícula:
2 - Cargo/Função:
3 - Lotação:
Estado de Valor Atual do
NP do Imóvel Descrição Localização
conservação11 Imóvel

Obs: Na hipótese de mais de um órgão ou entidade ocuparem o mesmo imóvel, a responsabilidade


pelo uso, guarda e conservação será solidária.
DECLARAÇÃO
Declaro, para os devidos fins, que fica(m) sob minha responsabilidade o(s) bem(ns)
imóvel(eis) relacionado(s) neste documento. Comprometo-me com o seu uso, guarda e
conservação, bem como em coibir qualquer tentativa de esbulho ou turbação de sua posse.
Responsabilizo-me, ainda, pelo ato de comunicar à Secretaria de Administração do Estado quanto
à(s) possível(is) mudança(s) de responsabilidade sobre o(s) mesmo(s).
Data:______/______/________ Assinatura:
_______________________________________________

Por decurso de prazo, considera-se tacitamente aceito este Termo de Responsabilidade a partir de
____/____/____.
Responsável anterior Unidade de Patrimônio

Nome: _________________________________ Nome: _________________________________

Matrícula: nº ____________ Matrícula: nº ____________

Data: ______/______/________ Data: ______/______/________

Assinatura: _____________________________

10
Considera-se responsável pelo uso, guarda e conservação dos bens imóveis a autoridade máxima do órgão ou entidade ao qual
o bem imóvel está vinculado;
11
O estado de conservação do imóvel será preenchido com um dos seguintes aspectos: ótimo, bom, ruim, regular ou péssimo.

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