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Em tempos de globalização, os investimentos estrangeiros têm se tornado o principal

factor de desenvolvimento econômico dos Estados, sobretudo daqueles que compõe


os chamados países em via de desenvolvimento.

Já se fala, de “globalização financeira”, que seria a denominação do processo que


desencadeia forte aumento de investimentos estrangeiros provocado principalmente
em razão das novas tecnologias que permitem, entre outras coisas, enorme facilidade
na circulação de capital e, em consequência, maior segurança para os investidores
internacionais.

O aumento do capital estrangeiro verificado em todos os Estados também se justifica


pela acirrada concorrência interna diagnosticada nos países investidores.

Tal competitividade obriga os Estados, naturalmente por meio de suas empresas


nacionais, a buscarem novas alternativas a fim de escapar dessa acirrada concorrência
interna. E o principal meio para isso é justamente ampliar seus horizontes, investindo
em países de todas as partes do mundo, beneficiando-se, outrossim, das facilidades
tecnológicas de um mundo globalizado. Essa é a nova ordem mundial, cuja principal
característica é a “inexistência” de todos os tipos de barreiras entre as nações.

Os países receptores, não obstante alguns malefícios que adiante se examinará,


encontram no capital estrangeiro, actualmente, o principal suporte para o seu
desenvolvimento econômico.

Ressalte-se, portanto, que os efeitos do investimento estrangeiro na economia interna


das nações poderão ser positivos ou negativos, a partir de uma série de fatores e
condições oportunamente considerados.

2. Conceito de investimento estrangeiro

A Lei n.º 4.131/62, que regula o investimento estrangeiro, revela em seu art. 1º o
conceito legal do instituto, explicitando que será considerado investimento
internacional:

os bens, máquinas e equipamentos, entrados no Brasil sem dispêndio inicial de divisas,


destinados à produção de bens ou serviços, bem como os recursos financeiros ou
monetários introduzidos no país, para aplicação em atividades econômicas desde que,
em ambas as hipóteses pertençam a pessoas físicas ou jurídicas residentes,
domiciliadas ou com sede no exterior.

Como se depreende de tal conceito, o capital internacional não necessariamente será


proveniente de uma pessoa física ou jurídica estrangeira. Por isso, como não há liame
entre o capital e a nacionalidade de quem o internalizou, conclui-se que o investimento
será considerado estrangeiro, regido, portanto, pela Lei nº 4.131/62, ainda que
procedente de brasileiros, mas desde que não residentes no Brasil.
Desse modo, a nacionalidade da pessoa (física ou jurídica), por si só,
não permite caracterizar ou descaracterizar um investimento como estrangeiro.

O investimento estrangeiro direto (IED) é todo subsídio vindo do exterior que é aplicado na
estrutura produtiva doméstica de um país. Em outras palavras, essa é uma forma de
participação acionária em empresas já existentes ou na criação de novos negócios que operem
fora da economia do investidor.

O processo do IED é baseado na atuação conjunta de uma empresa matriz e uma filial
estrangeira, assim formando uma empresa multinacional. Para ser considerado um
investimento estrangeiro direto, o investimento deve conceder à matriz o controle sobre a sua
filial. De acordo com as Nações Unidas, esse controle ocorre quando o investidor detém 10%
ou mais das ações ordinárias ou do direito a voto de uma empresa de capital aberto, ou seu
equivalente caso seja de capital fechado.

Benefícios do investimento estrangeiro direto


Existem diversos benefícios no IED, entre eles podemos citar a geração de empregos,
transferência de tecnologia, acesso a redes de marketing internacionais, fonte de financiamento
externo, desenvolvimento da infraestrutura e balanço de pagamentos. Além disso, o
investimento estrangeiro direto proporciona crescimento para empresas e iguala as economias
de escala em mercados domésticos. Dessa forma, há uma maior produtividade e geração de
empregos, como também apresenta às empresas nacionais novas ideias e práticas que podem
ser aplicadas em

O investimento estrangeiro direto (IED) envolve o estabelecimento de um interesse comercial


direto em um país estrangeiro, como a compra ou o estabelecimento de uma empresa de
manufatura, enquanto o investimento de carteira estrangeiro (FPI) está investindo em ativos
financeiros, tais como ações ou títulos, em um país estrangeiro. Uma série de outras diferenças
decorrem da diferença básica na natureza dos dois tipos de investimentos.

Ao fazer investimentos estrangeiros, os investidores devem considerar fatores econômicos,


bem como outros fatores de risco, como instabilidade política e risco cambial.

IDE tende a envolver o estabelecimento de um interesse substancial e de longo prazo na


economia de um país estrangeiro. Devido ao nível de investimento significativamente maior
exigido, o IED geralmente é realizado por empresas multinacionais ou empresas de capital de
risco. A natureza do IDE, como criar ou adquirir uma instalação de fabricação, torna muito mais
difícil liquidar ou retirar o investimento. Portanto, o IED geralmente é realizado com
essencialmente a mesma atitude de estabelecer um negócio no próprio país, com a intenção
de tornar o negócio rentável e continuar a operá-lo indefinidamente. O IDE inclui o controle
sobre o negócio investido e poder gerenciá-lo diretamente.

O FPI geralmente tem um prazo menor para o retorno do investimento do que o IDE. Tal como
acontece com qualquer investimento de capital, os investidores da FPI geralmente esperam
obter rapidamente um lucro em seus investimentos. Ao contrário do FDI, a FPI não oferece
controle sobre a entidade comercial em que o investimento é feito. Como os títulos são
facilmente negociados, a liquidez dos FPIs os torna muito mais fáceis de vender do que os
IDEs. Os FPIs são mais acessíveis para o investidor médio do que os IED, uma vez que
exigem muito menos capital de investimento.
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