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Quarta-feira,

17 de Junho de 2015 I Sene — N. 0 89

DIÁRIO DA
REPÚBLICA
ÓRGÃO OFICIAL DA REPÚBLICA DE
ANGOLA
Preço deste número - Kz: 490,00
Toda a comespondência, quer oficial, quer ASSINATURA O preço de cada linha publicada nos Diários
relativa a anúncio e assinaturas do «Diário da Ano da República e série é de Kz: 75.00 e para a série
República», deve ser dirigida à Imprensa
Kz: 470 Kz: 95.00, acrescido do respectivo imposto do
Nacional - E.P., em Luanda, Rua Henrique de
615.00 selo, dependendo a publicação da
Carvalho n.0 2, Cidade Alta, Caixa Postal 1306,
MMM'. imprensanacional.gov.ao End. teleg.: Kz: 277 3. série de depósito prévio a efectuar na
«Imprensa». As três séries 900.00 tesouraria da Imprensa Nacional - E. P
A série Kz: 145
A série 500.00
A 3.1 série Kz: 115 470.00
para o cargo de Segundo Vice-Presidente daAssembleia Nacional,
SUMÁRIO o Deputado Bento Joaquim Sebastião Francisco Bento.
Resolução n.0 11/15:
Assembleia Nacional Aprova, para Adesão da República de Angola, à Convenção sobre a
Lei n.0 10/15: Proibição do Desenvolvimento, Produção e Armazenagem de
Lei sobre o Direito de Asilo e o Estatuto do Reñlgiado. — Revoga a Anuas Bacteriológicas (biológicas) e Tóxicas e sua Destmição
Lei n.0 8/90, de 26 de Maio, Lei sobre o Estatuto do Refugiado e «BWC».
demais legislação que contrarie o disposto na presente Lei.
Resolução n.0 12/15:
Lei n.0 11/15: Aprova, para Adesão da República de Angola, à Convenção sobre a
Lei da Simplificação do Processo de Constituição de Sociedades Proibição do Desenvolvimento, Produção e Armazenagem de
Comerciais, que adopta medidas de simplificação do processo de Anuas Quimicas e sobre a sua Destmição «CÕVC».
constituição de sociedades comerciais, unipessoais e pluripessoais, Resolução n. 0 13/15:
e introduz alterações ao Código Comerc ial, aprovado pela Carta Aprova o Orçamento da Assembleia Nacional Revisto para o exercicio
de Lei, de 28 de Junho de 1988 e com a redacção que lhe foi dada económico de 2015, no valor de Kz: 21.710.805.000,31, sendo Kz:
pela Lei n.0 6/03, de 3 de Março, à Lei n.0 1/04, de 13 de Fevereiro 20.644.384.570,00, para a Assembleia Nacional e Kz:
—Lei das Sociedades Comerciais, à Lei n.0 19/12, de II de Junho 1.066.420.461,00, para a Provedoria de Justiça.
— Lei das Sociedades Unipessoais, e ao Código do Notariado,
aprovado pelo Decreto-Lei n.0 47.619, de 31 de Março de 1967 e Resolução n. 0 14/15:
adita os artigos 28.0 -A e 142.0-A à Lei n.0 1/97, de 17 de Janeiro — Aprova o Plano de Tarefas Essenciais para a Preparação e Realização
Lei da Simplificação e Modemização dos Registos Predial e das Eleições Gerais e Autárquicas.
Comercial. — Revoga o artigo 111.0 do Código do Notariado, bem
como as demais disposições que contrariem o disposto na presente
Lei.
Lei n.0 12/15:
ASSEMBLEIA NACIONAL
Lei de Bases das Instituições Financeiras, que regula o processo de
estabelecimento, o exercicio de actividade, a supervisão, o
processo de intervenção e o regime sancionatório das instituições Lei n. 0 10/15 de
financeiras. 17 de Junho
Revoga toda a legislação que contrarie o disposto na presente
Lei, nomeadamente a Lei n.0 13/05, de 30 de Setembro, Lei das A Constituição da República de Angola garante o
Instituições Financeiras. direito de asilo a todo o cidadão estrangeiro ou apátrida em
Resolução n.0 10/15: caso de pelseguiçáo por motivos políticos, nomeadamente
Aprova a substituição dos cargos de Primeiro e Segunda Vice- de grave ameaça ou de perseguição em consequência da
Presidentes da Assembleia Nacional, dos Deputados João Manuel
sua actividade em favor da democracia, da independência
Gonçalves Lourenço, n.0 16 da Lista do Circulo Eleitoral Nacional
e Joana Lina Ramos Baptista, n.0 7 da Lista do Circulo Eleitoral nacional, da paz entre os povos, da liba•dade e dos direitos
Nacional e elege para o cargo de Primeira Vice-Presidente da da pessoa humma, de acordo com as leis em vigor e os
Assembleia Nacional, a Deputada Joana Lina Ramos Baptista e instmmentos intemacionais.
DE 17 DE JUNHO DE 2015 2539

Devido a factores resultantes de violência indiscriminada Afigura-se peitinente proceder à efectivação plena do
em situações de conflito annado intemacional ou inta•no, direito à liVTe iniciativa privada enquanto força motriz do
ou de violação generalizada e indiscriminada de direitos desenvolvimento económico e da actividade empresarial,
humanos, o estrangeiro ou apátrida pode ser obrigado a dilEito constitucionalmente consagrado, cuja
deixar o seu País de origem, da sua nacionalidade ou da sua materialização passa, identicamente, pela redução decisiva
residência, por comer o risco de sofrer ofensa grave, vindo dos entraves administrativos no processo de criação de
procurar refúgio em temitório angolano. novas empresas.
Tomando-se necessário regular o direito de asilo Considera-se oportuna e conveniente a eliminação da
previsto no n. 0 1 do altigo 71. 0, da Constituição da obligatoriedade de esclitura pública na generalidade dos
República de Angola, ban como transpor para a ordem actos da vida das sociedades, bem como do requisito de
jurídica intema, para cumprimento das obrigações capital mínimo obrigatório.
internacionais, as disposições dos instmmentos jurídicos Prevê-se um procedimento de constituição imediata de
internacionais, aos quais Angola aderiu, nomeadamente a sociedades comerciais e de registo online, que confira
«Convenção de Genebra», de 28 de Julho de 1951, o maior celeridade a esses actos, usando das possibilidades
«Protocolo de Nova York», de 31 de Janeiro de 1967 e a oferecidas pelas novas tecnologias, com ganhos de
«Convenção da Olganização de UnidadeAfricana» sobre os eficiência para a prática e a publicidade de tais actos.
aspectos específicos em Africa de 1969, relativas à
AAssembleia Nacional aprova por mandato do povo,
protecção dos refugiados;
ARTIGO 60 nos tennos das disposições combinadas da alínea b) do
(Publicação no Diário da República) altigo 161. 0 e da alínea d) do n. 0 2 do afligo 166. 0 , ambos
As decisões de concessão do direito de asilo e perda do da Constituição da República de Angola, a seguinte:
estatuto de refugiado são publicadas na II Série do Diário LEI DA SIMPLIFICAÇÃO
da República
DO PROCESSO DE CONSTITUIÇÃO
ARTIGO 61
(Revogação) DE SOCIEDADES COMERCIAIS

E revogada a Lei n. 0 8/90, de 26 de Maio, Lei sobre o CAPÍTULO 1


Estatuto do Refugiado e demais legislação que contrarie o Disposições Gerais
disposto na presente Lei.
ARTIGO 1.0
ARTIGO 62.0 (Objecto e âmbito)
(Dúvidas e omissões)
A presente Lei tem por objecto a adopção de medidas
As dúvidas e as omissões resultantes da intemretaçáo e da de simplificação do processo de constituição de sociedades
aplicação da presente Lei são resolvidas pela Assembleia
comerciais, unipessoais e pluripessoais, mediante:
Nacional.
a) A eliminação da obligat01iedade da fonna de
ARTIGO 63
esclitura pública relativa aos actos da vida das
(Entrada em vigor)
sociedades comerciais, salvo nas situações em que
A presente Lei entra em vigor à data da sua publicação. seja exigida fonna mais solene para a transmissão
Vista e aprovada pela Assembleia Nacional, em dos
Luanda, aos 21 de Abril de 2015. bens com que os sócios realizem as entradas em
O Presidente da Assembleia Nacicnal, Ferncmdo da espécie e na transfonnaçáo de sociedades entre
Piedad? Dias dos Santos. tipos distintos;
Promulgada aos 4 de Junho de 2015. b) A eliminação do capital social mínimo para as
Publique-se. sociedades por quotas, passando o capital social a
O Presidente da República, JOSÉ EDUARDO DOS ser livremente fixado pelos sócios;
SANTOS. c) A possibilidade de diferimento da realização das
entradas nos cofres da sociedade até ao tenno do
primeiro exercício económico;
Lei n. 0 11 15 de
d) A flexibilização do modo de organização da
17 de Junho
escrituração mercantil, através da eliminação da
A presente Lei da Simplificação do Processo de obrigatoriedade de existência dos livTos de
Constituição de Sociedades Comerciais insere-se no âmbito inventário, balanço, diário, razão e copiador,
do «Programa Angola Investe» e visa a desburocratização e observando o disposto no Plano Geral de
a simplificação de medidas no processo de constituição de Contabilidade;
sociedades comerciais.
DIÁRIO DA REPÚBLICA

e) A legalização dos liwos de actas nas alteração da sede ou objecto social, dissolução, fusão ou
Conservatórias do Registo Comercial; cisão das sociedades comerciais.
f) A introdução de um procedimento de constituição 2. Os actos raa•idos no número anta•ior devem sa-
imediata de sociedades comerciais e de registos reduzidos a escrito palticular, em modelo aprovado pam o
online; efeito, com reconhecimento presencial das assinaturas dos
g) A substituição da publicação dos actos relativos à subscritores.
vida das sociedades comerciais em Didwio da 3. Ficam ressalvadas do disposto nos números
República e em jomais pela publicação em sítio de anteriores do presente altigo, as situações que envolvam
intemet mantido pelo Departamento Ministerial bens imóveis, sendo exigida a fonna prevista para a
competente; h A extinção do Imposto para Início celebração de negócios jurídicos desta natureza e a
de Actividade e a isenção da incidência de transfonnaçáo de sociedades entre tipos distintos.
Imposto de Selo sobre os actos de constituição de 4. O disposto no presente altigo é aplicável, com as
sociedades comerciais. necessárias adaptações, aos actos societários sujeitos à
ARTIGO 2 fonna de acta notarial ou de deliberação com
(Alterações) reconhecimento presencial das assinaturas.
A presente Lei introduz alterações nos seguintes ARTIGO 4.
(Aplicação)
instmmentos nonnativos:
a) Ao Código Comercial, aprovado pela Carta de 1. As disposições legais, regulamentares ou outras
Lei, de 28 de Junho de 1888 e com a redacção que que exijam a apresentação de celtidão de qualquer escfitura
lhe foi dada pela Lei n. 0 6/03, de 3 de Março, os pública que tenha sido tomada facultativa por esta Lei,
afligos 29. 0 , 30. o , 31. 0, 32. 0, 39. 0 , 40. 0, 41. devem ser entendidas como referindo-se à celtidáo do
0
, 42. 0 e 43. 0 , passam a ter uma nova redacção; registo comercial que inclua a infonnaçáo pretendida.
2. As disposições legais, regulamentares ou outras
b) Aos artigos 3. 0, 8. 0 , 20. 0, 28. 0 , 30. 0 , 36. 0, 38. 0 , 39
que pressuponham ou exijam a celebração de escritura
40.0, 41.0 42.0, 44. 0 , 90. 0 , 94. 0 , 95. 0 , 96. 0, 99
pública para a prática de actos societários equivalentes
101 0 111.0 14. O , O , 179 184. 0 , 189. 0 , àqueles em relação aos quais se toma esta fonna facultativa,
devem ser entendidas como pressupondo ou exigindo a
219. 0 , 220. 0 , 221. 0 , 222. 0 , 223. 0 o
, 242. 0 , fonna estabelecida pela presente Lei.
248. 0 , 251. 0 , 278. 0 , 298. 0 , 303. 0 , 304. 0 , ARTIGO 5.0
308. 0 , 314. 0 , 336. 0 , 372. 0 , 454.0, 479.0, 486. (Competências)
0
e 521. 0 da Lei n. 0 1/04, de 13 de Fevereiro Para efeitos do disposto no n. 0 2 do afligo 2. 0 da
Lei das Sociedades Comerciais passam a ter presente Lei são atribuídas competências ao Conservador
uma nova redacção; do Registo
c) O afligo 12. 0 n. 0 1 e o altigo 16. 0 da Lei n. 0
Comercial ou ao seu substituto legal para, nos mesmos
19/12, de II de Junho —Lei das Sociedades ta•mos dos Notários, reconhecerem presencialmalte as
Unipessoais, passam a ter uma nova redacção; assinaturas apostas nos documentos que titulem os actos
d) A alínea e) do altigo 89. 0
do Código do referidos nesse afligo.
Notariado,
CAPÍTULO 111
aprovado pelo Decreto-Lei n. 0 47.619, de 31 de
Capital Social Livre, Realização de Entradas e
Março de 1967, passa a ter uma nova redacção;
Direitos de Voto
e) São aditados os artigos 28. 0 -A e 142. 0 -A da Lei
ARTIGO 6
n. 0 1/97, de 17 de Janeiro Lei da Simplificação e (Capital social livre)
Modernização dos Registos Predial e Comercial.
1. Nas sociedades por quotas, unipessoais
CAPÍTULO 11 eplufipessoais, o valor do capital social é livremente fixado
Dispensa de Escritura Pública no contrato de sociedade, conespondendo à soma do valor
ARTIGO 3. 0 das quotas subscritas pelos sócios.
(Forma dos actos) 2. O disposto no número anterior não é aplicável às
sociedades anónimas, às sociedades por quotas reguladas
1. São facultativas as escrituras públicas relativas a por leis especiais e àquelas cuja constituição dependa de
actos da vida das sociedades comerciais, nomeadamente, as autorização especial.
esclituras públicas para constituição, altemçáo do contrato ARTIGO 7
ou dos estatutos ou ainda, aumento do capital social, (Diferimento das entradas)
DE 17 DE JUNHO DE 2015 2541

1 . Nas sociedades por quotas as entradas devem ser folhas soltas numeradas sequencialmente e lubricadas pela
realizadas até ao tenno do primeiro exercício económico, a administração ou pelos membros do órgão social a que
contar da data do registo definitivo do contrato de respeitam ou, quando existam, pelo seciEtário da sociedade
sociedade. ou pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral da
2. O contrato de sociedade deve mencionar sociedade, sendo legalizados pelo Conservador do Registo
expressamente o valor das entradas realizadas por cada Comercial ou seu Adjunto.
sócio no momento do acto constitutivo ou a realizar até ao
CAPÍTULO V
tenno do primeiro exercício económico.
Procedimento de Constituição Imediata
ARTIGO 8
(Declaração das entradas) de Sociedades Comerciais
1. Sem prejuízo de estipulação contmtual, que ARTIGO 12.0
preveja o diferimento da realização das entradas em (Procedimento esp ecial)
dinheiro, os sócios devem, no momento do acto 1. As sociedades comerciais unipessoais ou
constitutivo: pluripessoais do tipo por quotas e anónimas podem ser
a) Demonstrar que já procederam à entrega do valor, constituídas de modo imediato, mediante procedimento
total ou parcial, das suas entradas, mediante especial.
apresentação do respectivo talão de depósito ou 2. O procedimento especial previsto no número
de outro meio comprovativo, ou; anterior deve ser aprovado por regulamento, que define o
b) Declarar, sob sua responsabilidade, que se seu âmbito de aplicação.
comprometem a entregar, até ao tenno do ARTIGO 13.0
primeiro exercício económico, o valor das (Registos online e certidão permanente)
entradas em falta nos cofres da sociedade. l. É facultada aos intelessados a promoção online de
2. Os sócios que, nos tennos do número anterior, se actos de registo comercial e a solicitação da celtidão
tenham comprometido no acto constitutivo a realizar as pennanente através de sítio na Intemet, a criar pelo Titular
suas entradas até ao tenno do primeiro exercício do Poder Executivo.
económico, devem declarar sob sua responsabilidade na 2. As funções do sítio da Internet e o procedimento de
primeira assembleia geral anual da sociedade posterior ao constituição online devem ser estabelecidas por
fim de tal prazo, que já procederam à entrega do respectivo regulamento.
valor nos cofres da sociedade.
ARTIGO 9.0 CAPÍTULO VI
(Valores nominais das quotas e votos) Publicação

1. O valor nominal de cada quota não pode ser ARTIGO 14.0


(Publicações obrigatórias)
inferior a 1 (um) Kwanza.
2. A cada pmcela de quota com o valor de 1 (um) 1. Fica dispensada a publicação dos actos relativos à
cêntimo de Kwanza conesponde voto, sem prejuízo do vida das Sociedades Comerciais na III Série do Diário da
disposto no n. 0 2 do artigo 278. 0 da Lei n. 0 1/04, de 13 de República e emjomal.
Fevereiro Lei das Sociedades Comerciais. 2. As publicações obrigatórias estabelecidas nos
tennos do altigo 167. 0 da Lei das Sociedades Comerciais e
CAPÍTULO IV demais legislação complementar devem ser feitas, a
Escrituração Mercantil e Livro de Actas expensas da sociedade, em sítionalnternet de acesso
ARTIGO 10.0 público com endereço electrónico mantido pelo
(Obrigatoriedade de escrituração mercantil) Departamalto Minista•ial competente no qual a infonnação
Todo o comerciante é obrigado a ter escrituração objecto de publicidade possa ser acedida, designadamente
mercantil, podendo escolher o respectivo modo de por ordem cronológica.
organização e supolte fisico, observando o disposto no 3. O acesso ao sítio de Internet referido no número
Plano Geral de Contabilidade em vigor. anterior e à respectiva infonnaçáo aí publicada é liVTe e
ARTIGO 11.0 gratuito.
(Livro de actas) 4. O disposto nos números anteriores é também
aplicável às publicações, eventualmente necessálias dos
1. As Sociedades Comerciais são obrigadas a possuir
actos de registo sujeitos a publicação obligatólia de outras
liVT0 de actas. pessoas colectivas, como as associações, fundações e
2. Sem prejuízo da utilização de livros de actas em cooperativas.
suporte electr&lico, o livro de actas pode ser ARTIGO 15
DIÁRIO DA REPÚBLICA

(Procedimentos para publicação) sociedade, que também lavram os respectivos termos


1. A publicação obrigatória dos actos sujeitos a de abeltura e de encerramento e requerem a
registo é oficiosamente promovida pelas Conservatórias do respectiva legalização.
Registo Comercial, nos tennos da legislação comercial. ARTIGO 32.0
(Legalização dos livros de actas)
2. O procedimento de publicação previsto no número
antefior deve ser aprovado por legulamento. E obrigatória a legalização dos livros de actas da
Assembleia Geral das sociedades, pelo Conservador
CAPÍTULO VII Tributação do
ARTIGO 16 Registo Comercial ou seu substituto legal.
(Exclusão de incidência do Imposto de Selo) ARTIGO 39
Os actos de constituição de sociedades comerciais (Requisitos externos dos livros de actas)
previstos na alínea s) do altigo 3. 0 do Código do Imposto 1. Sem prejuízo da utilização de livTos de
do Selo e no n. 0 7.1 da Tabela do Imposto de Selo, anexa actas em supolte electrónico, as actas devem ser
ao referido Código, aprovado pelo Decreto Legislativo lavTadas sem intervalos em branco, entrelinhas ou
Presidencial n. 0 6/11, de 30 de Dezembro, estão excluídos rasuras.
do âmbito de incidência da liquidação do imposto de selo. 2. No caso de en•o, omissão ou rasura deve
ARTIGO 17 tal facto ser ressalvado antes da assinatura.
(Extinção do imposto para inicio de actividade) ARTIGO 40 (Obrigação
E extinto o imposto para início de actividade, salvo o de arquivar a correspondência, a
disposto em Lei Especial. escrituração mercantil e os documentos)

CAPÍTULO VIII 1. Todo o comerciante é obrigado a arquivar


Alterações Legislativas a conespondência emitida e recebida, a sua
escrituração mercantil e os documentos a ela
SECÇÃO 1
Alterações ao Código Comercial relativos, devendo conservar tudo pelo período de 10
(dez) anos.
ARTIGO 18
(Artigos alterados ao Código Comercial) 2. Os documentos referidos no número
anterior podem ser arquivados com reculS0 a meios
Os afligos 29. 0 , 30. 0 , 31 0 , 32. 0 , 39. 0 , 40. 0 , 41. 0 , electrónicos.
42. 0 e 43. 0 do Código Comercial, aprovado pela Carta de
ARTIGO 41
Lei, de 28 de Junho de 1888 e com a redacção que lhe foi (Inspecção à escrita)
dada pela Lei n. 0 6/03, de 3 de Março, passam a ter a
As autoridades administrativas ou judiciárias ao
seguinte redacção respectivamente:
analisarem, se o comerciante 01ganiza ou não
«ARTIGO 29.0
devidamente a sua escrituração mercantil devem
(Obrigatoriedade da escrituração mercantil)
respeitar as suas opções, realizadas nos tennos do
Todo o comerciante é obrigado a ter escrituração altigo 30. 0 da presente Lei.
meltantil efectuada de acordo com a lei. ARTIGO 42.0
ARTIGO 30
(Exibição judicial da escrituração mercantil)
(Liberdade de organização da escrituração mercantil)
A exibição judicial da escrituração mercantil por
O comerciante deve escolher o modo de
inteiro e dos documentos a ela relativos, só pode ser
organização da escrituração mercantil, bem como o
ordenada a favor dos interessados, em questões de
seu suporte fisico.
sucessão univewal, comunhão ou sociedade e no caso
ARTIGO 31
de falência e insolvência, salvo o disposto em lei
(Livros obrigatórios)
especial.
1. As sociedades comerciais são obrigadas ARTIGO 43
apossuir livro de actas.
2. Sem prejuízo da utilização de livTos de 1. Fora dos casos previstos no altigo
actas em supolte electrónico, o liVT0 de actas pode anterior, só se pode proceder-se a exame da
ser constituído por folhas soltas numeradas escrituração e dos documentos dos comerciantes, a
sequalcialmente e mbricadas pela administração ou instâncias da palte ou oficiosamente, quando a pessoa
pelos membros do órgão social a que respeitem ou, a quem peitençam tenha interesse ou lesponsabilidade
quando existam, pelo seciEtário da sociedade ou pelo na questão em que tal apresentação for exigida.
Presidente da Mesa da Assembleia Geral da 2. O exame da escrituração e dos
documentos do comerciante ocon•e, na sua presença,
DE 17 DE JUNHO DE 2015 2543

no seu domicílio profissional, sede, estabelecimento


comercial deste ou no tribunal e é limitado à
averiguação e extracção dos elementos que tenham
relação com a questão.»
SECÇÃO 11
Alterações à Lei das Sociedades Comerciais

ARTIGO 19
(Artigos alterados à Lei das Sociedades Comerciais)

os altigos 3. 0 , 8. 0 , 20. 0 , 28. 0 , 30. 0, 36. 0, 38. 0 , 39. 0 , 40


41.0, 42.0, 44.0, 90.0, 94.0, 95.0, 96.0, 99.0, 1 1 111.0 114.0, 117.
0, 179 184. 0 , 189. 0, 219. 0 , 220. 0 , 221. 0, 222. 0 , 223 n. 0 5 do
241. 0, 242. 0, 248. 0 , 251. 0 , 278. 0 , 298. 0, 303. 0, 308 314. 0 ,
336. 0, 372. 0, 454. 0 , 479. 0 e 486. 0, da Lei n. 0 1/04, de 13 de
Fevereiro — Lei das Sociedades Comerciais, passam a ter a
seguinte redacção:
«ARTIGO 3.0

4. Para efeitos do número anterior deve um


representante da sociedade solicitar o registo da
mudança da sede e dos tennos do contrato de
sociedadena respectiva Conservatória do Registo
Comercial.
ARTIGO 8.0

1. O contrato de sociedade deve ser reduzido a


escfito particular, em modelo aprovado pelo Director
Nacional dos Registos e do Notariado, com
reconhecimento
plesencial das assinaturas dos subscritores.

ARTIGO 20.0

Depois de leccllhecidas plesalcialmente as


assmatums dos seus subscritores, o contrato de
sociedade deve ser inscrito no registo comercial, nos
tennos da respectiva lei.
ARTIGO 28.0

As entradas podem ser realizadas, por acordo


entre os sócios, até ao tenno do primeiro exercício
económico a contar da data do registo definitivo do
contrato de sociedade.
2544 DIÁRIO DA REPÚBLICA

ARTIGO 0
30. que pressuponham o contrato efectivamente
registado.
1. Sem prejuízo de estipulação contratual que ARTIGO 40.0
preveja o difefimento da realização das entradas em
dinheiro, os sócios devem demonstrar perante a 1. Pelos negócios realizados em nome de uma
entidade competente que já procederam à entrega das sociedade em nome colectivo, com o consentimento
suas entradas, mediante a apresentação do talão de expresso ou tácito de todos os sócios, no período
depósito ou de outro meio comprovativo ou declarar compreendido entre a celebração do contrato de
que, sob sua responsabilidade, se comprometem a sociedade nos tennos da lei e o registo definitivo do
entregar até ao tenno do primeiro exercício contmto de sociedade, respondem solidária e
económico, as respectivas entradas nos cofres da ilimitadamente todos os sócios, plesumindo-se o
sociedade. IEferido consentimento.

ARTIGO 41.0

5. O Conservador do Registo Comercial só pode 1. Pelos negócios realizados em nome de uma


atender ao relatório a que se refere o n. 0 2, se este sociedade em comandita simples, com o
tiver sido elaborado nos 90 (noventa) dias anteriores consentimento expresso ou tácito de todos os sócios
à celebração do contrato de sociedade. comanditados, no período compreendido entre a
celebração do contrato de sociedade nos teimos da lei
7. e o registo definitivo do contrato de sociedade,
ARTIGO 36.0 respondem solidária e ilimitadamente todos os sócios
comanditados, presumindo-se o referido
consentimento.

ARTIGO 42.0
c) Ter esse contrato sido concluído antes da
celebração do contrato de sociedade,
simultaneamente com ele ou nos 2 (dois) l. Pelos negócios realizados emnome de uma
anos seguintes à celebração do contrato de sociedade por quotas, anónima ou em comandita por
sociedade ou de aumento de capital. acções, no período compreendido entre a celebração
do contrato de sociedade e o registo definitivo do
contrato de sociedade, respondem solidária e
ilimitadamente todos os que no negócio agirem em
representação dela, bem como os sócios que
ARTIGO 38
autorizarem esses negócios, respondendo os restantes
(Relações anteriores à celebração do contrato de
sociedade)
sócios até à impoltância das entradas a que se
obrigaram, acrescidas das impoltâncias que tenham
recebido a titulo de lucros ou de distribuição
2. Se for acordada a constituição de uma dereservas.
sociedade comercial, mas antes da celebração do
contrato de sociedade nos tennos da lei, os sócios
ARTIGO 44.0
iniciarem as actividades sociais são aplicáveis às
relações entre eles e com terceiras pessoas, as
disposições relativas às sociedades civis.
ARTIGO 39.0

1. No peliodo compreendido entre a celebração d) Falta de cumplimento dos preceitos legais


do contrato de sociedade nos tennos da lei e o registo que 0<igem a realização mínima de capital
do contrato de sociedade são aplicáveis às relações social, nos casos previstos na lei;
entre os sócios, com as necessárias adaptações, as e) Não ter sido o contmto de sociedade
regras estabelecidas na presente Lei, salvo aquelas reduzido à fonna escrita, em modelo
aprovado pelo Director Nacional dos
1 SÉRIE -N. 0 89 - DE 17 DE JUNHO DE 2015 2545

ARTIGO 0
Registos e do Notariado, com entradas ainda não é exigida pela lei, pelo contrato ou
reconhecimento presencial das assinaturas pela deliberação.
dos subscrit01es. ARTIGO 99

1. O acto de registo do aumento do capital


social deve ser instmído com o balanço que serviu de
base à deliberação e com uma declaração em que a
90.
gerência ou a administração e, quando exista, o ólgáo
de fiscalização refira não ter conhecimento de que
tenham ocon•ido diminuições patrimoniais que
2. A alteração do contrato de sociedade obstem ao aumento de capital, desde o dia a que se
deliberada nos tennos do número anterior, está sujeita repolta o balanço tomado como base da deliberação,
à mesma fonna do acto de constituição da sociedade. até ao dia do acto de registo.
3. Quando seja necessária a escritura pública 2. Havendo novo balanço devidamente
nos tennos do número anterior, qualquer gerente ou aprovado antes do requerimento do registo do
administrador tem o dever de outorgar, com a maior aumento de capital deve esse balanço ser também
brevidade a escritura pública, sem dependência de apresentado.
especial designação pelos sócios.
ARTIGO 94.0
ARTIGO 101.0

Para efeitos intemos é considerado o aumento de


1. A inscrição no registo comercial da redução de
capital ou constituídas as participações a pmtir do
capital depende de prévia autorização judicial, nos
momento da aprovação da delibemçáo de aumento de
tennos do Código de Processo Civil.
capital, com o reconhecimento presencial das
2.
assinaturas dos seus subscritores.
ARTIGO 111.0
ARTIGO 95

1. A oposição judicial deduzida por qualquer


2. As entradas em espécie devem ser totalmente credor impede o registo da fusão até que se verifique
realizadas até à celebração do contrato de sociedade, algum dos seguintes factos:
nos termos da lei ou, nesse momento, quando a q)
transmissão dos bens requeira a celebração de
escritura pública, devendo nesse caso o transmitente
out01gar também a escritura pública.

4. A deliberação que aprove o aumento de capital ARTIGO 114. 0


caduca no tenno do exercício económico que sucede (Registo da fusão)
o ano em que foi tomada, se não for levada a registo
1. Decon•ido opmzo previsto no n. 0 2 do altigo
nesse prazo por falta de realização das entradas nos
110. 0 sem que tenha sido deduzida oposição, se se
tennos acordados pelos sócios, sem prejuízo da
verificar algum dos factos referidos no n. 0 1 do artigo
indemnização que for devida pelos subscfitores
111. 0 deve a gerência ou a administração das
faltosos.
sociedades paticipantes promover a inscrição do acto
ARTIGO 96.0
de fusão no registo comercial.

1. O Conservador do Registo Comercial que


levar a deliberação a registo deve velificar pela acta
da deliberação e por outros documentos, se o ARTIGO 117. 0
aumento do capital foi legalmente deliberado e
regulannente executado.
2. O membro da gerência ou da administmçáo 1. A nulidade do contrato
que represente a sociedade no acto de registo deve de fusão só pode ser
indicar, sob sua responsabilidade, quais as entradas já declarada por decisão
realizadas e a declarar que a realização das demais judicial, com fundamento em
2546 DIÁRIO DA REPÚBLICA

ARTIGO 0
vício de fonna ou na prévia 2. Os sócios podem diferir a entrega da totalidade
declaração de nulidade ou do valor das entradas em dinheiro acordadas até o
anulação de alguma das tenno do primeiro exercício económico, a contar da
deliberações das Assembleias data do registo definitivo do contmto de sociedade.
Gerais das sociedades ARTIGO 223.0
pmticipantes.
2. 3. 1. Sem prejuízo do disposto no afligo anterior,
4 quando não for acordado o diferimento da realização
.
das entradas, o valor das entradas em dinheiro deve
5 ser depositado numa conta abelta em nome da futura
.
sociedade, devendo, no momento do registo, ser
ARTIGO 179.0 exibido à entidade competente o comprovativo desse
depósito, o qual deve ser arquivado na respectiva
Conservatória do Registo Comercial.
2. Da refeiida conta só podem ser feitos
levantamentos:
4. No caso previsto no número anterior, deve
qualquer dos gerentes promover o registo da
b) Depois de out01gada a escritura pública, quando exista,
alteração do contrato de sociedade.
caso os sócios autorizeinpor escrito, os gerentes a efectuá-
184.
los para fins detenninados;
c)
ARTIGO 241.0
2. A tmnsmissão de parte social éfeita por
documento particular reduzido a escrito, com
reconhecimento presencial das assinaturas dos
subscritores.

5. A unificação deve ser reduzida a esclito


ARTIGO 189.0
palticular, com reconhecimento presencial de
assinaturas, comunicada à sociedade e registada.

1. Se a extinção da palte social não for 7.


acompanhada da comespondenteredução do capital
ARTIGO 242.0
social, o respectivo valor nominal acresce às restantes
paltes, na proporção entre elas existentes, devendo os
gerentes promover o registo da alteração do contrato
de sociedade. q)

ARTIGO 220.0 c)

e)

3. No caso de o objecto social ser alterado, 3. Os actos que impoltem divisão de quotas
deixando de incluir actividade especificada na filma, devem ser reduzidos a escrito e registados.
o registo da alteração do objecto não pode ser 4
.
realizado sem a alteração da filma.
5
ARTIGO 221.0
.
O capital social das sociedades por quotas é 6
livremente fixado no contrato de sociedade. .
2. Sem prejuízo do disposto no número anterior, o 7. 8.
valor nominal de cada quota não pode ser inferior a 1 ARTIGO 248.0
(um) Kwanza.
ARTIGO 222.0

2.
1 SÉRIE -N. 0 89 - DE 17 DE JUNHO DE 2015 2547

ARTIGO 0
3. No caso de se optar pela aquisição da quota, o
acto de transmissão está sujeito à fonna escrita com
reconhecimento presencial das assinaturas do
representante da sociedade e o adquirente, se for
sócio ou terceiro e posterior ao registo.

ARTIGO 251.0

1. A transmissão de quotas entre vivos deve ser


reduzida a fonna esclita com reconhecimento
presencial das assinaturas e registada.

ARTIGO 278.0

1. A cada parcela de quota com um


valor equivalente em moeda nacional, a um (1)
cêntimo de Kwanza conesponde 1 (um) voto.
2.
ARTIGO 298.0
2548 DIÁRIO DA REPÚBLICA

2. Sendo o capital social destinado à económica que não é de mera fruição (art.980.ºCC).
admissão de novos sócios devan estes declarar, Elemento teleológico (fim)
perante o Consewador do Registo Comercial ou O desenvolvimento da atividade económica que
Notário, quando o acordo esteja sujeito à escritura integra o objeto social visa a repartição dos lucros
pública, que aceitam associar-se nas condições do obtidos (art.980.º CC). 8. A eficácia da deliberação de
contrato vigente e da deliberação do aumento de constituição fica dependente da realização de tais
capital. entradas até à assinatura do contrato de sociedade com
3. Realizada a entrada em dinheiro ou em reconhecimento presencial das assinaturas se, em caso
espécie, pode o interessado notificar por escrito a de subscrição pmticular, as entradas em espécie não
sociedade, para que proceda ao registo, no prazo tiverem sido realizadas.
não inferior a 60 (sessenta) dias, após a recepção ARTIGO 314.0
da notificação, decomido o qual pode exigir a (Registo do contrato de sociedade)

restituição da entrada realizada e a indemnização a A acta da assembleia constitutiva e toda a documentação


que tiver direito. relativa ao processo de constituição devem ser exibidas
4. A deliberação de aumento do capital perante o Conservador do Registo Coma•cial e mencionadas
social caduca se a sociedade não cumprir o no acto de registo, após o qual devem ficar arquivadas na
disposto no número anta•ior ou se o interessado Conservatória do Registo Comeltial.
não cumprir com o disposto no n. 0 2 deste afligo, ARTIGO 336.0
no prazo que a sociedade lhe tenha marcado por
escrito, não podendo esse prazo ser inferior a 60
1. Os títulos de acções provisórios ou
(sessenta) dias a contar da data da recepção da
definitivos são assinados por um ou mais
calta.
administradores ou por mandatários constituídos para o
ARTIGO 303.0
efeito e devem conter:

b) A Conservatória do Registo
2. Não podem ser incluídas ou mantidas na Comercial onde foi
filma expressões indicativas de um objecto social realizado o registo do acto
não especificadamente previsto no contrato de de constituição, a data de
sociedade e, no caso de este ser alterado, deixando registo e da publicação;
de incluir a actividade indicada na firma, o registo
c) e)
de alteração do objecto social não pode ser
realizado sem se proceda; simultaneamalte, à
ARTIGO 372.0
alteração da filma.
ARTIGO 308.0

Facto juridico 2. A amoitizaçáo de acções, regulada neste


Existencia de um contrato juridico afligo, importa sempre a redução do capital da
Elemento pessoal sociedade, extinguindo-se as acções amoitizadas na data
Desde logo, no que respeita à exigência de um do registo da redução do capital.
agrupamento de pessoas de base voluntária (arts.
980.º CC e art. 7.º, n.º2 CSC) há que atender à
ARTIGO 454.0
admissibilidade, em determinados casos, de
sociedades unipessoais (i) e à constituição de
sociedades comerciais através de atos não
negociais (ii).
Elemento patrimonial 4. O registo de alteração do contrato de sociedade
A sociedade supõe a existência de um fundo deve ser efectuado pelo ólgáo da administração ou por
patrimonial próprio (arts. 980.º, 983.º, n.º1 CC e um dos administradores por ele designados.
art. 20.º, al.ª a) CSC), constituído, pelo menos, ARTIGO 479.0
pelos direitos correspondentes às obrigações de
“contribuir com bens e serviços” às quais os 1. O contrato e suas alterações e pronogações devem
sócios se vincularam (apports, entradas). ser reduzidos à forma escrita, com reconhecimento
Elemento finalístico ou objecto plesencial das assinaturas dos seus subscritores.
O fim imediato (objeto) da sociedade consiste
no exercício em comum de uma certa atividade
1 SÉRIE -N. 0 89 - DE 17 DE JUNHO DE 2015 2549

A alínea e) do artigo 89. 0 do Código do Notariado,


aprovado pelo Decreto-Lei n. 0 47.619, de 31 de Março de
1967, passa a ter a seguinte redacção:
«ARTIGO 89. o
ARTIGO 486.0

O contrato de subordinação deve ser reduzido à


fonna escrita, com reconhecimento presencial das
assinaturas dos administradores ou gerentes das
duas sociedades que representam, devendo ainda f) Os actos de transfonnaçáo de sociedades
ser registado na Conservatória do Registo entre tipos distintos;
Comercial da área da sede de cada uma das g) ACTOS OBJECTIVOS: todos aqueles
sociedades e publicado.» regulados no Código Comercial. Das Sociedades (Lei
O direito comercial é um ramo especial de nº 1/04, de 13 de Fevereiro); da conta em
direito privado (em relação ao direito civil, que participação (Lei nº 19/03, de 12 de Agosto); do
constitui o direito privado comum) e que tem por mandato (art. 231º C.com.); da comissão (art. 266º
objecto a regulação dos actos de comércio e das C.Com.); da conta corrente (art. 344º C.Com.) etc
actividades comerciais. h) ACTOS SUBJECTIVOS: todos os contratos
Sistema jurídico – normativo que disciplina de e obrigações dos comerciantes, que não forem de
modo especial os actos de comércio e os natureza exclusivamente civil, se o contrário do
comerciantes. próprio ñ resultar.
i) CRITÉRIOS PARA DEFINIÇÃO DO
SECÇÃO 111
ACTO COMERCIAL (linhagem objectiva)
Alterações à Lei das Sociedades Unipessoais
j) • finalidade especulativa; • interposição nas
ARTIGO 20.0 trocas ou na circulação das riquezas; • existência de
(Artigos alterados à Lei das Sociedades Unipessoais) uma empresa.
O n. 0 1 do afligo 12. 0 e o afligo 16. 0 da Lei n. 0 k) N
19/12, de 11 de Junho, passam a ter as seguintes l) Entende-se por Direito Comercial o corpo de
redacções respectivamente: normas, conceitos e princípios jurídicos que, no
«ARTIGO 12.0 domínio do Direito Privado, regem os factos e as
relações jurídico comerciais.

1. O acto constitutivo originário ou por m) Trata-se, de um ramo de Direito Privado, por


transformação de sociedade unipessoal deve ser isso que cuida de relações entre sujeitos colocados
reduzido a escrito, devidamente alticulado e com a em pé de igualdade jurídica.
assinatura do seu titular reconhecida por Notário n) E é um ramo de Direito Privado Especial, já
ou Conservador do Registo Comercial. que estabelece uma disciplina para as relações
jurídicas que se constituem no campo do comércio, a
qual globalmente se afasta da que o Direito Civil,
como ramo comum, estabelece para a generalidade
ARTIGO 16.0 das relações jurídicas privadas.

o) O Direito Comercial é o ramo de Direito


1. Nas sociedades unipessoais por quotas, o
Privado que, historicamente constituído e
sócio é titular de uma quota indivisa, que
autonomizado para regular as relações dos
con•esponde à totalidade do capital social,
comerciantes relativas ao seu comércio, e visando, a
expressa em moeda nacional, sendo o seu valor
liviemente fixado pelo sócio, mas cujo valor satisfação de necessidades peculiares a este sector da
vida económica, se aplica também a outros sectores
nominal não pode ser inferior a 1 (um) Kwanza.
da actividade humana que se entende conveniente
sujeitar à mesma disciplina jurídica.
SECÇÃO IV
Alteração ao Código do Notariado
SECÇÃO V
ARTIGO 21 .o Aditamentos à Lei da Simplificação e Modernização dos Registos
(Alteração à alínea e) do artigo 89.0 do Código do Notariado) hedial e Comercial
2550 DIÁRIO DA REPÚBLICA

ARTIGO 22.0 CAPÍTULO IX


(Aditamentos) Disposições Finais e Transitórias
São aditados os afligos 28. 0-A e 142. 0-A à Lei n. 0 1 ARTIGO 23
de 17 de Janeiro —Lei da Simplificação e (Documentos e actos jurídicos sob a forma
Modemizaçáo dos Registos Predial e Comercial, com as electrónica)
seguintes redacções, respectivamente: A validade, eficácia e valor probatório dos documentos
«ARTIGO 28. '-A electrónicos, a assinatura electrónica, a credenciação e
(Reconhecimento por Conservador do Registo
fiscalizaçáo de entidades celtificadoras e o exercício da
Comercial)
actividade de celtificaçáo, são regulados por lei.
O reconhecimento presencial de assinaturas ARTIGO 24
pode ser realizado pelo Conservador do Registo (Norma transitória)
Comercial ou seu Ajudante, nos mesmos tennos
1. Enquanto não for implementado o sítio electrónico
que o Notário ou seu Ajudante.
destinado à publicação dos actos societários através de sítio da
ARTIGO 142.0 -A
(Princípio da legalidade) Internet, previsto no altigo 13. 0 da presente Lei, a publicação
dos actos societários continua a ser efectuada em Didwio da
Nos casos em que por lei especial aos República
Conservador do Registo Comercial e seus 2. O Titular do Poder Executivo pode implanaltar a presente
Ajudantes, lhes sejam atribuídas competências
Lei de modo gradual, através da sua extensão progressiva aos
para o reconhecimento de assinaturas, estes ficam
sujeitos, de igual modo e nos mesmos tennos que diversos serviços dos registos e notariado.
os Notários e respectivos Ajudantes, à observância 3. A implementação da presente Lei em todo o tenitório
do princípio da legalidade». nacional deve estar concluída no prazo de 24 (vinte e quatro)
A primeira concepção que surgiu foi a meses após a sua entrada em vigor.
concepção subjectivista, segundo ela, o Direito ARTIGO 25.0
Comercial é o conjunto de normas que regem os (Norma revogatória)
actos ou actividades dos comerciantes relativos ao E revogado o afligo 111. 0 do Código do Notariado, bem
seu comércio. como as demais disposições que contrariem o disposto na
Por seu turno, para a concepção objectivista, o presente Lei.
ARTIGO 26
Direito Comercial é o ramo de Direito que rege os
(Regulamentação)
actos de comércio, sejam ou não comerciantes as
pessoas que os pratiquem. A presente Lei deve ser regulamentada no prazo de
90 (noventa) dias.
Não há sistemas puros: em ambos existem ARTIGO 27 .o
actos de comércio objectivos e regras próprias da (Dúvidas e omissões)
profissão de comerciante. E, deste modo, pode-se
As dúvidas e as omissões resultantes da intavretação e
dizer que, na essência, a diferença entre as duas
aplicação da presente Lei são resolvidas pelaAssanbleia
concepções se resume a isto: no sistema
Nacional.
subjectivista, só são comerciantes os actos
ARTIGO 28
praticados por comerciantes e no exercício do seu
(Entrada em vigor)
comércio, pelo que não se admitem actos
comerciais isolados ou avulso, mormente de não A presente Lei entra em vigor à data da sua publicação.
comerciantes; já no sistema objectivista, uma vez Vista e aprovada pela Assembleia Nacional, em Luanda,
que assenta nos actos de comércio, aos 29 de Janeiro de 2015.
independentemente de quem os pratica, são O Presidente da Assembleia Nacicnal, Ferncmdo da
também como tais considerados os actos Piedad? Dias das Santos.
ocasionais, mesmo que não praticados por Promulgada aos 4 de Junho de 2015. Publique-se.
comerciantes ou alheios à actividade profissional O Presidente da República, JOSÉ EDUARDO DOS
de um comerciante, desde que pertençam a um dos SANTOS.
tipos de actos regulados na lei comercial.

Lei n. 0 12/15 de 17
de Junho
1 SÉRIE -N. 0 89 - DE 17 DE JUNHO DE 2015 2551

Considerando que a Lei n. 0 13/05, de 30 de detenção de activo, possuindo o seu controlo final ou na
Setembro, definiu o regime jurídico a que deve realização de uma transacção.
obedecer o processo de estabelecimento e o exeltício de 11. «Casas de câmbio», instituições financeiras não
actividade das instituições financeiras. Urgindo adequá- bancárias cuja actividade principal consiste na realização do
la ao actual nível de 01ganizaçáo e desenvolvimento do comércio de compra e venda de moeda estrangeira e cheques
sistema e dos mercados financeiros, bem como do de viagem, confonne regulamentação própria.
desenvolvimento da economia nacional; 12. «Cooperativas de crédito», instituições financeiras
Havendo necessidade de se proceda- a ajustamentos não bancárias autorizadas a recolher depósitos ou outros
a referida Lei, de fonna a criar um sistema nonnativo fundos reembolsáveis de seus membros e a realizar operações
que seja modemo e que constitua dos elementos de crédito com os mesmos, confonne regulamentação própria.
fundamentais da execução da estratégia de inserção 13. «Crédüo», acto pelo qual uma instituição financeira
dinâmica da República de Angola no sistema bancária ou não bancária, agindo a título oneroso, coloca ou
económico intemacional, garantindo deste modo a promete colocar fundos à disposição de uma pessoa singular
sustentabilidade do sistema financeiro nacional, os ou colectiva, contra a promessa de esta lhos restituir na data
legítimos intelesses do Estado e das demais entidades de vencimento, ou contrai, no interesse da mesma, uma
económicas; obrigação por assinatura, tal como uma garantia.
A Assembleia Nacional aprova, por mandato do 14. Cosmopolitismo – O Direito Comercial tem
povo, nos termos da alínea e) do altigo 165. 0 e da alínea capacidade de tratar de questões comerciais abrangentes, ou
c) do n. 0 2 do altigo 166. 0 , ambos da Constituição da seja, trata de questões comerciais independentemente da
República de Angola, a seguinte: nacionalidade das partes.

Fragmentação – O Direito Comercial é constituído por


LEI DE BASES DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS várias manifestações jurídicas e independentes. Em síntese, o
direito comercial é constituído de várias normas.
CAPÍTULO 1
Disposições Gerais
Informalidade – O Direito Comercial é marcado por um
ARTIGO 1. 0 informalismo que visa à celeridade das transações mercantis.
(Objecto) Isso porque, devido à dinâmica das atividades comerciais, ele
1. Facto juridico necessita de plena atividade para se fazer valer.
2. Existencia de um contrato juridico
3. Elemento pessoal Onerosidade – O Direito Comercial se caracteriza pela
4. Desde logo, no que respeita à exigência de um onerosidade, ou seja, as transações mercantis sempre têm um
agrupamento de pessoas de base voluntária (arts. 980.º objetivo econômico a ser alcançado (sempre visam o lucro
CC e art. 7.º, n.º2 CSC) há que atender à imediato ou posterior).
admissibilidade, em determinados casos, de sociedades Dinamismo: essencialmente a elasticidade. Enquanto a
unipessoais (i) e à constituição de sociedades comerciais elasticidade tem abrangência sobre a importância superior da
através de atos não negociais (ii). prática e atualidade internacionais, o dinamismo é a
5. Elemento patrimonial característica da constante atualização do código empresarial.
6. A sociedade supõe a existência de um fundo
patrimonial próprio (arts. 980.º, 983.º, n.º1 CC e art.
20.º, al.ª a) CSC), constituído, pelo menos, pelos
direitos correspondentes às obrigações de “contribuir
com bens e serviços” às quais os sócios se vincularam
(apports, entradas).
7. Elemento finalístico ou objecto
8. O fim imediato (objeto) da sociedade consiste
no exercício em comum de uma certa atividade
económica que não é de mera fruição (art.980.ºCC).
9. Elemento teleológico (fim)
10. O desenvolvimento da atividade económica que
integra o objeto social visa a repartição dos lucros
obtidos (art.980.º CC). «Beneficiário efectivo último»,
entidade com o lu•dadeiro interesse económico na