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O caso prático em apreço é do âmbito do direito das sociedades.

De acordo com o disposto no art. 1.º, n.º2 CSC, são sociedades comerciais “aquelas que
tenham por objecto a prática de actos de comércio e adoptem o tipo de sociedade em nome
coletivo.

E por contrato e sociedade entende-se como sendo o contrato pela qual dentro dos princípios
da autonomia privada/autonomia de vontade e da liberdade contratual (artigo 405º C.C), duas
ou mais pessoas se obrigam com bens e serviços para o exercício comum de certa actividade
econômica que não seja de mera fruição, a fim de se repartir os lucros resultantes da mesma
(artigo 980º C.C).

Estamos perante a constituição de uma sociedade composta por três sócios, sociedade
comercial por quota.

A sociedade por quotas é o estatuto jurídico de uma empresa composta por dois ou mais
sócios cujo capital se encontra dividido por quotas. ( princípio da tipicidade das sociedades
comerciais). Adopte dos tipos legais previstos no artigo 2º L.S.C., obedecendo os previstos
nos artigos 8º, 10º, 11º e seguintes da L.S.C.

Um sociedade por quotas deve ser então constituída por um número mínimo de dois sócios.

Os sócios das sociedades por quotas possuem responsabilidade limitada (a nível externo) ao
valor da quota subscrita, mas os sócios podem ser solidariamente responsáveis por todas as
entradas acordadas no contrato social no caso do capital não estar integralmente realizado.

Denominação da firma , António Bernardo e Carlos, Lda designação da firma a palavra


“limitada”, ou abreviada “Lda.” (nº1 in fine do artigo 220º L.S.C), obedecendo ainda o
preceituado nos artigos 219º, 222º, 223º da L.S.C.

O Certificado de Admissibilidade de Firma é obrigatório na constituição de uma empresa. Firma


é a designação que se dá à constituição de uma sociedade.

O Certficado de Admissibilidade de Firma deve ser solicitado junto do Ficheiro Central de


Denominações Sociais, que é a entidade que vai autorizar a denominação escolhida para
identificação da sociedade. A denominação, deverá conter o objecto e a actividade da
empresa, não induzindo em erro quanto à sua identificação, ao ser confundido com outra firma
ou denominação.

Nas sociedades por quotas, o art. 261.º estabelece no n.º1 que “quando haja vários gerentes e
salvo cláusula do contrato de sociedade que disponha de modo diverso, os respetivos poderes
são exercidos conjuntamente, considerando-se válidas as deliberações que reúnam os votos
da maioria e a sociedade vinculada pelos negócios jurídicos concluídos pela maioria dos
gerentes ou por ela ratificados”. Significa isto que a sociedade vincula-se pela
Assim sendo e considerando-se a sociedade como tal, as quotas podem ser transmitidas aos
sucessores em caso de falecimento de um dos sócios (artigo 247º-b da L.S.C.), excepto se se
tiver contratado dentro dos artigos 248º, 249º L.S.C., coadjuvados com a linha b) do nº 1 do
artigo 272º da mesma lei e os artigos 273º, 275º, 56º todos da L.S.C., podendo ainda os sócios
em assembleia geral deliberar sobre o aumento do capital social dentro dos artigos 272º/1-h,
290º e seguintes da L.S.C., coadjuvados com os artigos 240º, 327º e 328º-c da mesma lei.

A transmissão voluntária inter vivos (cessão de quotas) depende, em princípio, do


consentimento da sociedade, a não ser que se trate de cessão entre cônjuges, ascendentes e
descendentes ou entre sócios (art.228.º, n.º2).

No que respeita à transmissão mortis causa, a regra é a transmissão da quota aos


sucessores (art.225.º, n.º1 a contrario sensu). Mas o contrato de sociedade pode estabelecer
que (i) falecendo o sócio a respetiva quota não se transmita aos sucessores do falecido; (ii)
condicionar a transmissão a certos requisitos.