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SOCIOLOGIA
SOCIOLOGIA
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA AUTORIA Tatiana Lellis 1

SOCIOLOGIA

AUTORIA Tatiana Lellis

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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA GRUPO MULTIVIX A Faculdade Multivix está presente de norte a sul do Estado
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA GRUPO MULTIVIX A Faculdade Multivix está presente de norte a sul do Estado
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA GRUPO MULTIVIX A Faculdade Multivix está presente de norte a sul do Estado
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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA GRUPO MULTIVIX A Faculdade Multivix está presente de norte a sul do Estado do
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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA GRUPO MULTIVIX A Faculdade Multivix está presente de norte a sul do Estado do
GRUPO MULTIVIX
GRUPO
MULTIVIX

A Faculdade Multivix está presente de norte a sul do Estado do Espírito Santo, com unidades em Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Nova Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. Desde 1999 atua no mercado capixaba, desta- cando-se pela oferta de cursos de graduação, técnico, pós-graduação e extensão, com quali- dade nas quatro áreas do conhecimento:

Agrárias, Exatas, Humanas e Saúde, sempre primando pela qualidade de seu ensino e pela formação de profissionais com consciência cidadã para o mercado de trabalho.

REI T O R

Atualmente, a Multivix está entre o seleto grupo de Instituições de Ensino Superior que possuem conceito de excelência junto ao Ministério da Educação (MEC). Das 2109 instituições avaliadas no Brasil, apenas 15% conquistaram notas 4 e 5, que são consideradas conceitos de excelência em ensino.

Estes resultados acadêmicos colocam todas as unidades da Multivix entre as melhores do Estado do Espírito Santo e entre as 50 melhores do país.

MISSÃO

Formar profissionais com consciência cidadã para o mercado de trabalho, com elevado padrão de qualidade, sempre mantendo a credibilidade, segurança e modernidade, visando à satisfação dos clientes e colabora- dores.

VISÃO

Ser uma Instituição de Ensino Superior reconhecida nacionalmente como referên- cia em qualidade educacional.

nacionalmente como referên- cia em qualidade educacional. EDITORIAL FACULDADE MULTIVIX Diretor Executivo Tadeu

EDITORIAL

FACULDADE MULTIVIX

Diretor Executivo Tadeu Antônio de Oliveira Penina

Diretora Acadêmica Eliene Maria Gava Ferrão Penina

Diretor Administrativo Financeiro Fernando Bom Costalonga

Conselho Editorial

Eliene Maria Gava Ferrão Penina (presidente do Conselho Editorial)

Kessya Penitente Fabiano Costalonga Carina Sabadim Veloso Patrícia de Oliveira Penina Roberta Caldas Simões

Revisão Técnica Alexandra Oliveira Alessandro Ventorin Graziela Vieira Carneiro

Design Editorial e Controle de Produção de Conteúdo Carina Sabadim Veloso Maico Pagani Roncatto Ednilson José Roncatto Aline Ximenes Fragoso Genivaldo Félix Soares

Multivix Educação a Distância Gestão Acadêmica - Coord. Didático Pedagógico Gestão Acadêmica - Coord. Didático Semipresencial Gestão de Materiais Pedagógicos e Metodologia Direção EaD Coordenação Acadêmica EaD

BIBLIOTECA MULTIVIX (DADOS DE PUBLICAÇÃO NA FONTE) L542 Lellis, Tatiana Sociologia / Tatiana Lellis. –
BIBLIOTECA MULTIVIX (DADOS DE PUBLICAÇÃO NA FONTE)
L542
Lellis, Tatiana
Sociologia / Tatiana Lellis. – Vitória : Multivix, 2014.
55 f. ; 30 cm
1. Sociologia. 2. Aspéctos sociais. II. Faculdade Multivix. III. Título.
CDD: 301
Catalogação: Biblioteca Central Anisio Teixeira – Multivix
2017 • Proibida a reprodução total ou parcial. Os infratores serão processados na forma da lei.
As imagens e ilustrações utilizadas nesta apostila foram obtidas no site: http://br.freepik.com

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na forma da lei. As imagens e ilustrações utilizadas nesta apostila foram obtidas no site: http://br.freepik.com
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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA APRESENTAÇÃO DA DIREÇÃO EXECUTIVA Prof. Tadeu Antônio de Oliveira Penina Diretor Executivo
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA APRESENTAÇÃO DA DIREÇÃO EXECUTIVA Prof. Tadeu Antônio de Oliveira Penina Diretor Executivo
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA APRESENTAÇÃO DA DIREÇÃO EXECUTIVA Prof. Tadeu Antônio de Oliveira Penina Diretor Executivo
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA APRESENTAÇÃO DA DIREÇÃO EXECUTIVA Prof. Tadeu Antônio de Oliveira Penina Diretor Executivo
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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA APRESENTAÇÃO DA DIREÇÃO EXECUTIVA Prof. Tadeu Antônio de Oliveira Penina Diretor Executivo
APRESENTAÇÃO DA DIREÇÃO EXECUTIVA Prof. Tadeu Antônio de Oliveira Penina Diretor Executivo do Grupo Multivix
APRESENTAÇÃO
DA DIREÇÃO
EXECUTIVA
Prof. Tadeu Antônio
de Oliveira Penina
Diretor Executivo do
Grupo Multivix
de Oliveira Penina Diretor Executivo do Grupo Multivix Aluno (a) Multivix, Estamos muito felizes por você
de Oliveira Penina Diretor Executivo do Grupo Multivix Aluno (a) Multivix, Estamos muito felizes por você

Aluno (a) Multivix,

Estamos muito felizes por você agora fazer parte do maior grupo educacional de Ensino Superior do Espírito Santo e principalmente por ter escolhido a Multivix para fazer parte da sua trajetória profissional

A Faculdade Multivix possui unidades em Cachoeiro

de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Nova Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. Desde 1999, no mercado capixaba, destaca-se pela oferta de cursos de graduação, pós-graduação e extensão de quali- dade nas quatro áreas do conhecimento: Agrárias, Exatas, Humanas e Saúde, tanto na modalidade

REI TO R

presencial quanto a distância.

Além da qualidade de ensino já comprovada pelo MEC, que coloca todas as unidades do Grupo Multivix como parte do seleto grupo das Institu- ições de Ensino Superior de excelência no Brasil, contando com sete unidades do Grupo entre as 100 melhores do País, a Multivix preocupa-se bastante com o contexto da realidade local e com o desenvolvimento do país. E para isso, procura fazer a sua parte, investindo em projetos sociais, ambientais e na promoção de oportuni- dades para os que sonham em fazer uma facul- dade de qualidade mas que precisam superar alguns obstáculos.

Buscamos a cada dia cumprir nossa missão que é: “Formar profissionais com consciência cidadã para o mercado de trabalho, com elevado padrão de qualidade, sempre man- tendo a credibilidade, segurança e moderni- dade, visando à satisfação dos clientes e colaboradores.”

Entendemos que a educação de qualidade sempre foi a melhor resposta para um país crescer. Para a Multivix, educar é mais que ensinar. É transformar o mundo à sua volta.

Seja bem-vindo!

SUMÁRIO

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1

SENSO COMUM x CONHECIMENTO CIENTÍFICO

7

 

1.1 SENSO COMUM

7

1.2 CONHECIMENTO CIENTÍFICO

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2
2

O OLHAR SOCIOLÓGICO

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3

A IMPORTÂNCIA DA SOCIOLOGIA NOS DIVERSOS CAMPOS DA

 

ATIVIDADE HUMANA

12

4
4

POSITIVISMO: A PRIMEIRA FORMA DE PENSAMENTO SOCIAL

13

5
5

A

SOCIOLOGIA DE ÉMILE DURKHEIM

15

 

5.1

CARACTERÍSTICAS DOS FATOS SOCIAIS

16

5.1.1 COERÇÃO

16

5.1.2 EXTERIORIDADE

17

5.1.3 GENERALIDADE

17

5.2 A RELAÇÃO INDIVÍDUO E SOCIEDADE

18

5.3 MORFOLOGIA SOCIAL: AS ESPÉCIES SOCIAIS

19

5.4 ANOMIA

20

5.5 SUÍCIDIO

21

6
6

KARL MARX

23

 

6.1 MATERIALISMO HISTÓRICO

23

6.2 ESTRUTURA E SUPERESTRUTURA

24

6.3 CLASSES SOCIAIS E ESTRUTURA SOCIAL

25

6.4 TRABALHO, ALIENACÃO E SOCIEDADE CAPITALISTA

28

6.5 A MAIS-VALIA

32

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SOCIAIS E ESTRUTURA SOCIAL 25 6.4 TRABALHO, ALIENACÃO E SOCIEDADE CAPITALISTA 28 6.5 A MAIS-VALIA 32
SOCIAIS E ESTRUTURA SOCIAL 25 6.4 TRABALHO, ALIENACÃO E SOCIEDADE CAPITALISTA 28 6.5 A MAIS-VALIA 32
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SOCIAIS E ESTRUTURA SOCIAL 25 6.4 TRABALHO, ALIENACÃO E SOCIEDADE CAPITALISTA 28 6.5 A MAIS-VALIA 32
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA MAX WEBER 34 7.1 O PENSAMENTO CIENTÍFICO ALEMÃO 34 7.2 A OBJETIVIDADE DO
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA MAX WEBER 34 7.1 O PENSAMENTO CIENTÍFICO ALEMÃO 34 7.2 A OBJETIVIDADE DO
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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA MAX WEBER 34 7.1 O PENSAMENTO CIENTÍFICO ALEMÃO 34 7.2 A OBJETIVIDADE DO

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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA MAX WEBER 34 7.1 O PENSAMENTO CIENTÍFICO ALEMÃO 34 7.2 A OBJETIVIDADE DO
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA MAX WEBER 34 7.1 O PENSAMENTO CIENTÍFICO ALEMÃO 34 7.2 A OBJETIVIDADE DO

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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA MAX WEBER 34 7.1 O PENSAMENTO CIENTÍFICO ALEMÃO 34 7.2 A OBJETIVIDADE DO

MAX WEBER34

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7.1 O PENSAMENTO CIENTÍFICO ALEMÃO

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7.2 A OBJETIVIDADE DO CONHECIMENTO

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7.3 TIPOS IDEIAIS

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7.4 AÇÃO E AÇÃO SOCIAL

40

7.5 OS TIPOS PUROS DE AÇAO E DE AÇÃO SOCIAL

42

7.6 RELAÇÃO SOCIAL

44

7.7 A ÉTICA PROTESTANTE E O ESPÍRITO DO CAPITALISMO

48

7.8 RACIONALIDADE E DOMINAÇÃO

49

REFERÊNCIAS51

51

1 SENSO COMUM X CONHECIMENTO CIENTÍFICO

1.1 SENSO COMUM

No seu dia-a-dia, o homem adquire espontaneamente um modo de entender e atu- ar sobre a realidade. Algumas pessoas, por exemplo, não passam por baixo de escadas, porque acreditam que dá azar; se quebrarem um espelho, sete anos de azar. Algumas confeiteiras sabem que o forno não pode ser aberto enquanto o bolo está assando, senão ele “sola”.

Como aprenderam estas informações? Elas foram sendo passadas de geração a gera- ção. Elas não só foram assimiladas mas também transformadas, contribuindo assim para a compreensão da realidade. Assim, se o conhecimento é produto de uma práti- ca que se faz social e historicamente, todas as explicações para a vida, para as regras de comportamento social, para o trabalho, para os fenômenos da natureza, etc., passam a fazer parte das explicações para tudo o que observamos e experimentamos.

Todos estes elementos são assimilados ou transformados de forma espontânea. Por isso, raramente há questionamentos sobre outras possibilidades de explicações para a realidade. Acostumamo-nos a uma determinada compreensão de mundo e não mais questionamos; tornamo-nos “conformistas de algum conformismo”. São inúmeros os exemplos presentes na vida social, construídos pelo “ouvi dizer”, que formam uma vi- são de mundo fragmentada e assistemática. Mesmo assim, é uma forma usada pelo homem para tentar resolver seus problemas da vida cotidiana. Isso tudo é denomina- do de senso comum ou conhecimento espontâneo.

Portanto, podemos dizer que o senso comum é o conhecimento acumulado pelos homens, de forma empírica, porque se baseia apenas na experiência cotidiana, sem se preocupar com o rigor que a experiência científica exige e sem questionar os proble- mas colocados justamente pelo cotidiano. Contudo, o senso comum é também um saber ingênuo, vez que não possui uma postura crítica.

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pelo cotidiano. Contudo, o senso comum é também um saber ingênuo, vez que não possui uma
pelo cotidiano. Contudo, o senso comum é também um saber ingênuo, vez que não possui uma
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pelo cotidiano. Contudo, o senso comum é também um saber ingênuo, vez que não possui uma
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SOCIOLOGIA Em geral, as pessoas percebem que existe uma diferença entre o conheci- mento do
SOCIOLOGIA Em geral, as pessoas percebem que existe uma diferença entre o conheci- mento do
SOCIOLOGIA Em geral, as pessoas percebem que existe uma diferença entre o conheci- mento do
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SOCIOLOGIA Em geral, as pessoas percebem que existe uma diferença entre o conheci- mento do
SOCIOLOGIA Em geral, as pessoas percebem que existe uma diferença entre o conheci- mento do

SOCIOLOGIA

SOCIOLOGIA Em geral, as pessoas percebem que existe uma diferença entre o conheci- mento do homem

Em geral, as pessoas percebem que existe uma diferença entre o conheci- mento do homem do povo, às vezes até cheio de experiências, mas que não estudou, e o conhecimento daquele que estudou determinado assunto. E a di- ferença é que o conhecimento do homem do povo foi adquirido espontanea- mente, sem muita preocupação com método, com crítica ou com sistematiza- ção. Ao passo que o conhecimento daquele que estudou algo foi obtido com esforço, usando-se um método, uma crítica mais pensada e uma organização mais elaborada dos conhecimentos. (LARA, p 56, 1983).

fia, sociologia ),
fia, sociologia
),

SOCIOLOGIA

(LARA, p 56, 1983). fia, sociologia ), SOCIOLOGIA que perdurou até o início da Idade Moderna.

que perdurou até o início da Idade Moderna. A partir daí, as relações

dos homens tornaram-se mais complexas bem como toda a forma de produzir a sua sobrevivência.

Gradativamente, houve um avanço técnico e científico, como a utilização da pólvora,

a invenção da imprensa, a Física de Newton, a Astronomia de Galileu, etc. Foi no início do século XVII, quando o mundo europeu passava por profundas transformações, que

o homem se tornou o centro da natureza (antropocentrismo).

Porém, é importante destacar que o senso comum é uma forma válida de conhe- cimento, pois o homem precisa dele para encaminhar, resolver ou superar suas ne- cessidades do dia-a-dia. Os pais, por exemplo, educam seus filhos mesmo não sendo psicólogos ou pedagogos, e nem sempre os filhos de pedagogos ou psicólogos são educados melhor. O senso comum é ainda subjetivo ao permitir a expressão de sen- timentos, opiniões e de valores pessoais quando observamos as coisas à nossa volta.

Por exemplo: a) se uma determinada pessoa não nos agrada, mesmo que ela tenha um grande valor profissional, torna-se difícil reconhecer este valor. Neste caso, a anti- patia por esta determinada pessoa nos impede de reconhecer a sua capacidade; b) os hindus consideram a vaca um animal sagrado, enquanto nós, ocidentais, concebemos este animal apenas como um fornecedor de carne, leite, entre outros. Por essa razão os consideramos ignorantes, pois tendemos a julgar os povos, que possuem uma cul- tura diferente da nossa, a partir do nosso entendimento valorativo.

Levando-se em conta a reflexão feita até aqui, podemos considerar o senso comum como sendo uma visão de mundo precária e fragmentada. Mesmo possuindo o seu valor enquanto processo de construção do conhecimento, ele deve ser superado por um conhecimento que o incorpore, que se estenda a uma concepção crítica e co- erente e que possibilite, até mesmo, o acesso a um saber mais elaborado, como as ciências sociais.

1.2 CONHECIMENTO CIENTÍFICO

Acompanhando o movimento histórico, ele mudou toda a estrutura do pensamento

e rompeu com as concepções de Aristóteles, ainda vigentes e defendidas pela Igreja,

segundo as quais tudo era hierarquizado e imóvel, desde as instituições e até mesmo

o planeta Terra.

O homem passou, então, a ver a natureza como objeto de sua ação e de seu conheci- mento, podendo nela interferir. Portanto, podia formular hipóteses e experimentá-las para verificar a sua veracidade, superando assim as explicações metafísicas e teológi- cas que até então predominavam. O mundo imóvel foi substituído por um universo aberto e infinito, ligado a uma unidade de leis. Era o nascimento da ciência enquanto um objeto específico de investigação, com um método próprio para o controle da produção do conhecimento.

Portanto, podemos afirmar que o conhecimento científico é uma conquista recente da humanidade, pois tem apenas trezentos anos. Ele transformou-se numa prática constante, procurando afastar crenças supersticiosas e ignorância, através de métodos rigorosos, para produzir um conhecimento sistemático, preciso e objetivo que garanta prever acontecimento e agir de forma mais segura.

Sendo assim, o que diferencia o senso comum do conhecimento científico é o rigor. Enquanto o senso comum é acrítico, fragmentado, preso a preconceitos e a tradições conservadoras, a ciência preocupa-se com as pesquisas sistemáticas que produzam teorias que revelem a verdade sobre a realidade, uma vez que a ciência produz o co- nhecimento a partir da razão.

Os Gregos, na Antiguidade, buscavam através do uso da razão, a superação do mito ou do saber comum. O avanço na produção do conhecimento, conseguido por esses pensadores, foi estabelecer vínculo entre ciência e pensamento sistematizado (filoso-

Desta forma, o cientista, para realizar uma pesquisa e torná-la científica, deve seguir determinados passos. Em primeiro lugar, o pesquisador deve estar motivado a resolver uma determinada situação-problema que, normalmente, é seguida , por algumas hi- póteses. Usando sua criatividade, o pesquisador deve observar os fatos, coletar dados e

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é seguida , por algumas hi- póteses. Usando sua criatividade, o pesquisador deve observar os fatos,
é seguida , por algumas hi- póteses. Usando sua criatividade, o pesquisador deve observar os fatos,
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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA então testar suas hipóteses, que poderão se transformar em leis e, posteriormente, ser
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA então testar suas hipóteses, que poderão se transformar em leis e, posteriormente, ser
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SOCIOLOGIA

SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA então testar suas hipóteses, que poderão se transformar em leis e, posteriormente, ser
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA então testar suas hipóteses, que poderão se transformar em leis e, posteriormente, ser

SOCIOLOGIA

SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA então testar suas hipóteses, que poderão se transformar em leis e, posteriormente, ser

então testar suas hipóteses, que poderão se transformar em leis e, posteriormente, ser incorporadas às teorias que possam explicar e prever os fenômenos.

Porém, é fundamental registrar que a ciência não é somente acumulação de verda- des prontas e acabadas. Neste caso, estaríamos refletindo sobre cientificismo e não ci- ência, mas tê-la como um campo sempre aberto às novas concepções e contestações sem perder de vista os dados, o rigor e a coerência e aceitando, que, o que prova que uma teoria é científica é o fato de ela ser falível e aceitar ser refutada.

2 O OLHAR SOCIOLÓGICO

O olhar sociológico é um olhar de estranhamento e de desnaturalização das relações

sociais. Pressupõe um afastamento do objeto de estudo social para que se consiga uma análise crítica, profunda, não-imediatista e isenta de preconceitos da realidade social observada. Problema: como estudar a nossa própria sociedade estando inseri- dos nela ? nossas crenças e valores não corromperiam a nossa análise, tirando-lhe a objetividade ?

Segundo o sociólogo britânico Anthony Giddens,

um sociólogo é alguém capaz de se libertar do quadro das suas circunstâncias pessoais e pensar as coisas num contexto mais abrangente. A imaginação so- ciológica implica, acima de tudo, abstrair-mo-nos das rotinas familiares da vida quotidiana de maneira a poder olhá-las de forma diferente.

O olhar sociológico permite-nos tomar consciência de que o mundo não é assim

porque sempre foi; que as pessoas não são como são porque assim nasceram, mas porque assim se tornaram. Isto permite-nos ter a chamada consciência sócio-histórica, isto é, saber que somos fortemente influenciados pelas condições sócio-históricas em que vivemos. É um olhar que pode nos ajudar a compreender as diferenças culturais, a avaliar efeitos de políticas e a desenvolver uma consciência crítica e racional.

Estamos acostumados a encarar tudo como natural, inclusive as relações sociais; como se o mundo, as sociedades e as culturas fossem “naturais”. Tendemos a imaginar que sempre foram da forma como são e portanto, sempre serão dessa forma. Para desen- volver um olhar sociológico é preciso quebrar tal forma de encarar a realidade e ad- mitir a racionalidade e o relativismo nas questões sociais. Através do olhar sociológico podemos perceber a verdadeira intenção ou a essências das relações sociais que se mostram apenas na aparência.

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podemos perceber a verdadeira intenção ou a essências das relações sociais que se mostram apenas na
podemos perceber a verdadeira intenção ou a essências das relações sociais que se mostram apenas na
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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 3 A IMPORTÂNCIA DA SOCIOLOGIA NOS DIVERSOS CAMPOS DA ATIVIDADE HUMANA Assim como
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SOCIOLOGIA

SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 3 A IMPORTÂNCIA DA SOCIOLOGIA NOS DIVERSOS CAMPOS DA ATIVIDADE HUMANA Assim como o
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 3 A IMPORTÂNCIA DA SOCIOLOGIA NOS DIVERSOS CAMPOS DA ATIVIDADE HUMANA Assim como o

SOCIOLOGIA

SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 3 A IMPORTÂNCIA DA SOCIOLOGIA NOS DIVERSOS CAMPOS DA ATIVIDADE HUMANA Assim como o

3 A IMPORTÂNCIA DA SOCIOLOGIA NOS DIVERSOS CAMPOS DA ATIVIDADE HUMANA

Assim como o leitor, o ouvinte, o espectador da televisão sabem que existem técnicas relativamente eficazes para conhecer o comportamento social, profissionais das mais diversas áreas não desconhecem a importância da Sociologia.

Para se empreender uma campanha publicitária, para se lançar um produto ou um candidato político, para se abrir uma loja ou construir um prédio, os profissionais espe- cializados, o engenheiro, o agrônomo, o comerciante, procuram dados sobre o com- portamento da população.

A sociedade tem características que precisam ser conhecidas para que aqueles que nela atuam tenham sucesso. Não existe, portanto, nenhum setor da vida onde conhe- cimentos sociológicos não sejam de ampla utilidade. E essa certeza perpassa hoje toda a linguagem dos meios de comunicação e toda atuação profissional das pesso- as.É por isso também que Sociologia faz parte dos programas de curso universitário que preparam os mais diversos profissionais (psicólogos, administradores, engenhei- ros, dentistas), e por isso também o sociólogo hoje tem entrada em diversas compa- nhias e instituições.

Daí decorre a afirmação, hoje quase unânime, de que a Sociologia é uma ciência que

se define não por seu objeto de estudo, mas por usa abordagem, isto é, pela forma

com que se pesquisam analisa e interpreta fenômenos sociais.

O conhecimento sociológico, tentando explicar as relações entre acontecimentos

complexos e diferenciados, unindo fenômenos aparentemente dissociados, permite

ao homem transpor os limites de sua condição particular para percebê-la como parte

de uma totalidade mais ampla, que é o todo social. Isso faz da Sociologia um conhe- cimento indispensável num mundo que, à medida que cresce, mais diferencia e isola

os homens e os grupos entre si.

4 POSITIVISMO: A PRIMEIRA FORMA DE PENSAMENTO SOCIAL

A primeira corrente de pensamento sociológico

propriamente dita foi o Positivismo, que inicial-

mente organizou em termos de teoria alguns princípios a respeito do homem e da sociedade

tentando explicá-los de maneira científica. Cou-

be a ela definir de forma clara e precisa o objeto

dessa nova ciência social que surgia, estabele- cendo conceitos e uma metodologia de investi-

gação própria e capaz de explicar a especificida-

de do estudo científico da sociedade.

AUGUSTE COMTE (1798-1857) Nasceu em Montpellier, França, de uma família católica e monarquista. Viveu a
AUGUSTE COMTE
(1798-1857)
Nasceu em Montpellier, França,
de uma família católica e
monarquista. Viveu a infância
na França napoleônica. Estudou
na Escola Politécnica. Tornou-se
discípulo de Saint Simon, de quem
sofreu enorme influência. Devotou
seus estudos à filosofia positivista,
considerada por ele como uma
religião da qual era pregador.
Segundo sua filosofia política,
existiam na história três estados:
um teológico, outro metafísico e
finalmente o positivo. Este último
representava o coroamento do
progresso da humanidade. Sobre
as ciências, distinguia as abstratas
das concretas, sendo que a ciência
mais complexa e profunda seria
a Sociologia. Publicou Curso de
filosofia positiva, Discurso sobre o
espírito positivo, Discurso sobre o
conjunto do positivismo, Sistema
de política positivista, Sistema
de política positivista e Síntese
subjetiva.

Seu primeiro representante e principal sistemati- zador foi o pensador francês Auguste Comte.

O nome positivismo tem origem no adjetivo

“positivo”, que significa certo, seguro, definitivo. Como escola filosófica, derivou do “cientificismo”, isto é da crença no poder dominante e absolu-

to da razão humana em conhecer a realidade e

traduzi-la sob forma de leis, que seriam a base regulamentação da vida do homem, da natureza e do próprio universo.

O positivismo reconhecia que os princípios regu-

ladores do mundo físico e do mundo social dife- riam quanto à sua essência: os primeiros diziam respeito a acontecimentos e aos homens; os ou- tros, à questões humanas. Entretanto, a crença

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primeiros diziam respeito a acontecimentos e aos homens; os ou- tros, à questões humanas . Entretanto,
primeiros diziam respeito a acontecimentos e aos homens; os ou- tros, à questões humanas . Entretanto,
primeiros diziam respeito a acontecimentos e aos homens; os ou- tros, à questões humanas . Entretanto,
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primeiros diziam respeito a acontecimentos e aos homens; os ou- tros, à questões humanas . Entretanto,
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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA na origem natural de ambos teve o poder de aproximá-los. Além disso, a
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SOCIOLOGIA

SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA na origem natural de ambos teve o poder de aproximá-los. Além disso, a rápida
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA na origem natural de ambos teve o poder de aproximá-los. Além disso, a rápida

SOCIOLOGIA

SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA na origem natural de ambos teve o poder de aproximá-los. Além disso, a rápida

na origem natural de ambos teve o poder de aproximá-los. Além disso, a rápida evolu- ção dos conhecimentos das ciências naturais – física, química, biologia - e o sucesso de suas descobertas atraíram os primeiros cientistas sociais para seu método de investi- gação. O próprio Comte, antes de criar o termo “Sociologia”, chamou de “Física Social”.

A filosofia social positivista se inspirava no método de investigação das ciências natu-

reza, assim como procurava identificar na vida social as mesmas relações e procurava identificar na vida social as mesmas relações e princípios com as quais os cientistas explicavam a vida natural. A própria sociedade foi concebida como um organismo constituído de partes integradas e coesas, que funcionavam harmonicamente segun- do um modelo físico ou mecânico.

Ao propor uma reforma intelectual da sociedade, Comte sustenta que o desenvolvi- mento do conhecimento humanos se desenrolou num movimento histórico dividido em três etapas. No primeiro estágio, o teológico, conhecimento ancorava-se nas cren- ças e superstições. No segundo, denominado metafísico, baseava-se na lógica filosó- fica, já no terceiro, o positivo, ao qual vivia, o conhecimento seria baseado na ciência.

A maioria dos primeiros pensadores sociais positivistas permaneceu presa a uma re-

flexão de natureza filosófica sobre a história e a ação humanas. Procedimentos de natureza científica, análises sociológicas baseadas em fatos observados, com maior sistematização teórica e metodologia de pesquisa, só seriam introduzidos por Émile Durkheim, que estudaremos a seguir.

5 A SOCIOLOGIA DE ÉMILE DURKHEIM

Émile Durkheim foi um dos pensadores que mais contribuiu para a consolidação da Sociologia como ciência empirica e para sua instauração no meio acadêmico, tornan- do-se primeiro professor universitário da disciplina.

O Sociólogo francês viveu numa Europa contur- bada por guerras e em vias de modernização, e sua produção reflete a tensão entre valores e ins- tituições que estavam sendo corroídos e formas emergente cujo perfil ainda não se encontrava totalmente configurado. Por isso, a retomada do estudo científico da sociedade foi favorecida por este momento histórico pelo qual atravessava a Europa e principalmente a França.

Motivado por essas mudanças Durkheim dedi- cou-se a um vasto repertório de temas que vão da emergência do indivíduo à origem da ordem social, da moral ao estudo da religião, da vida econômica à análise divisão social do trabalho.

Herdeiro também do positivismo, dedicou-se a

constituir o objeto da sociologia e as regras para desvendá-lo. A obra mais importante nesse sen- tido foi As regras do método sociológico, na qual

o autor procurou instituir a fronteira entre a socio-

logia e as demais ciências, dando-lhe autonomia

e objetividade. No referido trabalho, definiu o que entendi por fatos sociais, que de acordo com o autor constituiriam o objeto da sociologia.

ÉMILE DURKHEIM (1858-1917) Nasceu em Épinal, na França, descendente de uma família de rabinos. Iniciou
ÉMILE DURKHEIM
(1858-1917)
Nasceu em Épinal, na França,
descendente de uma família
de rabinos. Iniciou seus estudos
filósofos na Escola Normal Superior
de Paris, indo depois para a
Alemanha. Lecionou Sociologia em
Bordéus, primeira cátedra dessa
ciência criada na França. Transferiu-
se em 1902 para Sorbonne,
reunindo-se num grupo que ficou
conhecido como escola sociológica
francesa. Suas principais obras
foram: Da divisão do trabalho social,
As regras do método sociológico,
Formas elementares da vida
religiosa, educação e sociologia,
Sociologia e filosofia de Lições de
sociologia.

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Formas elementares da vida religiosa, educação e sociologia, Sociologia e filosofia de Lições de sociologia. 14
Formas elementares da vida religiosa, educação e sociologia, Sociologia e filosofia de Lições de sociologia. 14
Formas elementares da vida religiosa, educação e sociologia, Sociologia e filosofia de Lições de sociologia. 14
Formas elementares da vida religiosa, educação e sociologia, Sociologia e filosofia de Lições de sociologia. 14
Formas elementares da vida religiosa, educação e sociologia, Sociologia e filosofia de Lições de sociologia. 14
Formas elementares da vida religiosa, educação e sociologia, Sociologia e filosofia de Lições de sociologia. 14
Formas elementares da vida religiosa, educação e sociologia, Sociologia e filosofia de Lições de sociologia. 14
Formas elementares da vida religiosa, educação e sociologia, Sociologia e filosofia de Lições de sociologia. 14
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 5.1 CARACTERÍSTICAS DOS FATOS SOCIAIS A Sociologia pode ser definida, segundo Durkheim, como
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 5.1 CARACTERÍSTICAS DOS FATOS SOCIAIS A Sociologia pode ser definida, segundo Durkheim, como
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 5.1 CARACTERÍSTICAS DOS FATOS SOCIAIS A Sociologia pode ser definida, segundo Durkheim, como
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 5.1 CARACTERÍSTICAS DOS FATOS SOCIAIS A Sociologia pode ser definida, segundo Durkheim, como
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 5.1 CARACTERÍSTICAS DOS FATOS SOCIAIS A Sociologia pode ser definida, segundo Durkheim, como
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 5.1 CARACTERÍSTICAS DOS FATOS SOCIAIS A Sociologia pode ser definida, segundo Durkheim, como
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 5.1 CARACTERÍSTICAS DOS FATOS SOCIAIS A Sociologia pode ser definida, segundo Durkheim, como

SOCIOLOGIA

SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 5.1 CARACTERÍSTICAS DOS FATOS SOCIAIS A Sociologia pode ser definida, segundo Durkheim, como a
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 5.1 CARACTERÍSTICAS DOS FATOS SOCIAIS A Sociologia pode ser definida, segundo Durkheim, como a

SOCIOLOGIA

SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 5.1 CARACTERÍSTICAS DOS FATOS SOCIAIS A Sociologia pode ser definida, segundo Durkheim, como a

5.1 CARACTERÍSTICAS DOS FATOS SOCIAIS

A Sociologia pode ser definida, segundo Durkheim, como a ciência “das instituições, da sua gênese e do seu funcionamento”, ou seja, de “toda crença, todo comportamen- to instituído pela coletividade” Na fase positivista que marca o início de sua produção, considera que, para tornar-se uma ciência autônoma, essa esfera do conhecimento precisava delimitar seu objeto próprio: os fatos sociais.

Tais fenômenos compreendem “toda maneira de agir fixa ou não, suscetível de exer- cer sobre o indivíduo uma coerção exterior; ou então ainda, que é geral na extensão de uma sociedade dada, apresentando uma existência própria, independente das manifestações individuais que possa ter”, as “maneiras de agir, de pensar e de sentir exteriores ao indivíduo, dotadas de um poder de coerção em virtude do qual se lhe impõem”, ou ainda “maneiras de fazer ou de pensar, reconhecíveis pela particularida- de de serem suscetíveis de exercer influência coercitiva sobre as consciências particu- lares” (DURKHEIM, 1974, p. 31).

Assim, pois, o fato social é algo dotado de vida própria, externo aos membros da so- ciedade e que exerce sobre seus corações e mentes uma autoridade que os leva a agir, a pensar e a sentir de determinadas maneiras. É por isto que o “reino social” está sujeito a leis específicas e necessita de um método próprio para ser conhecido, dife- rentemente do que acontece no “reino psicológico” que pode ser entendido através da introspecção.

5.1.1 COERÇÃO

Para Durkheim, os fatos sociais distinguem-se dos fatos orgânicos ou psicológicos por se imporem ao indivíduo como uma poderosa força coercitiva à qual ele deve, obri- gatoriamente, se submeter. Ou seja, trata-se da força que os fatos exercem sobre os indivíduos, levando-os a conformarem-se às regras da sociedade em que vivem, in- dependentemente de suas vontades e escolhas. Essa força manifesta-se, por exem- plo, quando um determinado indivíduo adota um determinado idioma, quando se submete a um determinado tipo de formação familiar ou quando está subordinado código de leis.

O grau de coerção dos fatos sociais se torna evidente pelas sanções a que o indivíduo

está sujeito quando contra elas tenta se rebelar. As sanções podem ser legais ou es-

pontâneas. Legais são as sanções prescrições pela sociedade, sob a forma de lei, nas quais identifica a infração e a penalidade subsequente. Espontâneas seriam as que aflorariam como decorrência de uma conduto não adaptada à estrutura do grupo ou da sociedade à qual o indivíduo pertence.

A educação desempenha, segundo Durkheim, uma importante tarefa nessa confor-

mação dos indivíduos à sociedade em que vivem, a ponto de, após algum tempo, as

regras estarem internalizadas e transformadas em hábitos.

5.1.2 EXTERIORIDADE

Os fatos sociais existem e atuam sobre os indivíduos independentemente de sua von- tade ou de sua adesão consciente, ou seja, eles são exteriores aos indivíduos. As regras sociais, os costumes, as leis, já existem antes do nascimento das pessoas, são a elas impostos por mecanismos de coerção social, como a educação. Não nos é dada a possibilidade de opinar ou escolher, sendo assim, independente de nós, de nossos de- sejos e vontades. Portanto, os fatos sociais são ao mesmo tempo coercitivos e dotados de existência exterior às consciências individuais.

5.1.3 GENERALIDADE

Outra característica dos fatos sociais apontada por Durkheim, trata da generalidade por envolverem muitos indivíduos e grupos ao longo do tempo, repetem-se e difun- dem-se. A assiduidade com que determinados fatos ocorrem na sociedade indica a sua importância e a necessidade de estudá-lo, assim como torna a estatística uma das ferramentas que garante ao sociólogo a objetividade e o controle. É pela generalidade

que os fatos sociais exibem a sua natureza coletiva, sejam eles fatos observáveis, como

o modelo das habitações de um grupo, sejam fatos morais, como valores e crenças.

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eles fatos observáveis, como o modelo das habitações de um grupo, sejam fatos morais, como valores
eles fatos observáveis, como o modelo das habitações de um grupo, sejam fatos morais, como valores
eles fatos observáveis, como o modelo das habitações de um grupo, sejam fatos morais, como valores
eles fatos observáveis, como o modelo das habitações de um grupo, sejam fatos morais, como valores
eles fatos observáveis, como o modelo das habitações de um grupo, sejam fatos morais, como valores
eles fatos observáveis, como o modelo das habitações de um grupo, sejam fatos morais, como valores
eles fatos observáveis, como o modelo das habitações de um grupo, sejam fatos morais, como valores
eles fatos observáveis, como o modelo das habitações de um grupo, sejam fatos morais, como valores
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 5.2 A RELAÇÃO INDIVÍDUO E SOCIEDADE 5.3 MORFOLOGIA SOCIAL: AS ESPÉCIES SOCIAIS Da
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 5.2 A RELAÇÃO INDIVÍDUO E SOCIEDADE 5.3 MORFOLOGIA SOCIAL: AS ESPÉCIES SOCIAIS Da
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 5.2 A RELAÇÃO INDIVÍDUO E SOCIEDADE 5.3 MORFOLOGIA SOCIAL: AS ESPÉCIES SOCIAIS Da
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 5.2 A RELAÇÃO INDIVÍDUO E SOCIEDADE 5.3 MORFOLOGIA SOCIAL: AS ESPÉCIES SOCIAIS Da
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 5.2 A RELAÇÃO INDIVÍDUO E SOCIEDADE 5.3 MORFOLOGIA SOCIAL: AS ESPÉCIES SOCIAIS Da
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 5.2 A RELAÇÃO INDIVÍDUO E SOCIEDADE 5.3 MORFOLOGIA SOCIAL: AS ESPÉCIES SOCIAIS Da
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 5.2 A RELAÇÃO INDIVÍDUO E SOCIEDADE 5.3 MORFOLOGIA SOCIAL: AS ESPÉCIES SOCIAIS Da

SOCIOLOGIA

SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 5.2 A RELAÇÃO INDIVÍDUO E SOCIEDADE 5.3 MORFOLOGIA SOCIAL: AS ESPÉCIES SOCIAIS Da perspectiva
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 5.2 A RELAÇÃO INDIVÍDUO E SOCIEDADE 5.3 MORFOLOGIA SOCIAL: AS ESPÉCIES SOCIAIS Da perspectiva

SOCIOLOGIA

SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 5.2 A RELAÇÃO INDIVÍDUO E SOCIEDADE 5.3 MORFOLOGIA SOCIAL: AS ESPÉCIES SOCIAIS Da perspectiva

5.2 A RELAÇÃO INDIVÍDUO E SOCIEDADE

5.3 MORFOLOGIA SOCIAL: AS ESPÉCIES SOCIAIS

Da perspectiva de Durkheim, a sociedade não é o resultado de um somatório dos indivíduos vivos que a compõem ou de uma mera justaposição de suas consciências.

Ações e sentimentos particulares, ao serem associados, combinados e fundidos, fazem nascer algo novo e exterior àquelas consciências e às suas manifestações. E ainda que

o todo só se forme pelo agrupamento das partes, a associação “dá origem ao nasci- mento de fenômenos que não provêm diretamente da natureza dos elementos asso-

ciados” (DURKHEIM, 1951, p.127)

A sociedade, então, mais do que uma soma, é uma síntese e, por isso, não se encon-

tra em cada um desses elementos, assim como os diferentes aspectos da vida não se acham decompostos nos átomos contidos na célula: a vida está no todo e não nas par- tes. As almas individuais agregadas geram um fenômeno sui generis, uma “vida psíquica de um novo gênero”. Os sentimentos que caracterizam este ser têm uma força e uma peculiaridade que aqueles puramente individuais não possuem, trata-se da sociedade.

O grupo possui, portanto, uma mentalidade que não é idêntica à dos indivíduos, e os

estados de consciência coletiva são distintos dos estados de consciência individual. Assim, “um pensamento encontrado em todas as consciências particulares ou um movimento que todos repetem não são por isso fatos sociais”, mas suas encarnações individuais. Os fenômenos que constituem a sociedade têm sua origem na coletivida-

de e não em cada um dos seus participantes. É nela que se deve buscar as explicações para os fatos sociais e não nas unidades que a compõem, por que

as consciências particulares, unindo-se, agindo e reagindo umas sobre as ou- tras, fundindo-se, dão origem a uma realidade nova que é a consciência da

sociedade. (

sentir, às quais os seus membros se sujeitam, mas que diferem daquelas que eles praticariam se fossem abandonados a si mesmos. Jamais o indivíduo, por si só, poderia ter constituído o que quer que fosse que se assemelhasse à idéia dos deuses, aos mitos e aos dogmas das religiões, à ideia do dever e da disci- plina moral etc. (DURKHEIM, 1975, p.117)

Uma coletividade tem as suas formas específicas de pensar e de

)

Durkheim também considerava como um dos objetivos da sociologia a comparação de uma sociedade com outra, constituindo-se numa morfologia social (estudo com- parativo dos sistemas estruturais de diferentes comunidades) para classificar as espé- cies sociais à maneira que a biologia fazia com as espécies animais.

Também inspirado nas ciências naturais, Durkheim propunha que toda sociedade tivesse evoluído de uma forma social mais simples, a horda, constituída de um único segmento de indivíduos. Das combinações entre essas formas simples e igualitárias originaram-se as sociedades mais complexas, como os clãs (conjunto de famílias que se presumem ou são descendentes de ancestrais comuns) e as tribos (grupos sociais autônomos que apresentam certa homogeneidade física, linguística, cultural etc.).

Durkheim procurou, entretanto diferenciar as espécies sociais das fases históricas pe- las quais passavam as sociedades. As transformações históricas são as mais efêmeras, enquanto a diversidade de espécies é mais constante.

Por meio de uma apurada observação empíri- ca, o autor pôde identificar dois tipos laços que unem os membros entre si e ao próprio grupo - solidariedade - provenientes da divisão social do trabalho : a solidariedade mecânica e a solida- riedade orgânica. De modo que a passagem de um tipo para outro constituía uma metamorfose de um estágio superior de vida social a outro su- perior.

A solidariedade mecânica trata daquela que pre- dominava nas sociedades pré-capitalistas, em que os indivíduos se identificam por meio da fa- mília, da religião, da tradição, dos costumes, per- manecendo em geral independentes e autôno- mos em relação à divisão social do trabalho. A consciência coletiva exerce aqui todo seu poder de coerção sobre os indivíduos.

A divisão do trabalho não é específica do mundo econômico: ela se encontra em outras
A divisão do trabalho não é
específica do mundo econômico:
ela se encontra em outras
áreas da sociedade, como nas
funções políticas, administrativas,
judiciárias, artísticas, científicas
etc. Assim, entende-se por divisão
social do trabalho a organização
da sociedade em diferentes
funções, exercidas pelos grupos
ou pelos grupos de indivíduos.
Nas sociedades mais simples,
predomina a divisão do trabalho
baseada principalmente em
critérios biológicos (sexo e idade),
em sociedades mais complexas
como a industrial, surge uma
divisão mais complexa, com a
criação de uma imensa gama de
funções e atribuições diferenciadas.

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surge uma divisão mais complexa, com a criação de uma imensa gama de funções e atribuições
surge uma divisão mais complexa, com a criação de uma imensa gama de funções e atribuições
surge uma divisão mais complexa, com a criação de uma imensa gama de funções e atribuições
surge uma divisão mais complexa, com a criação de uma imensa gama de funções e atribuições
surge uma divisão mais complexa, com a criação de uma imensa gama de funções e atribuições
surge uma divisão mais complexa, com a criação de uma imensa gama de funções e atribuições
surge uma divisão mais complexa, com a criação de uma imensa gama de funções e atribuições
surge uma divisão mais complexa, com a criação de uma imensa gama de funções e atribuições
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA A solidariedade orgânica seria aquela típica das sociedades capitalistas, em que, pela acelerada
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA A solidariedade orgânica seria aquela típica das sociedades capitalistas, em que, pela acelerada
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA A solidariedade orgânica seria aquela típica das sociedades capitalistas, em que, pela acelerada
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA A solidariedade orgânica seria aquela típica das sociedades capitalistas, em que, pela acelerada
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA A solidariedade orgânica seria aquela típica das sociedades capitalistas, em que, pela acelerada
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA A solidariedade orgânica seria aquela típica das sociedades capitalistas, em que, pela acelerada
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA A solidariedade orgânica seria aquela típica das sociedades capitalistas, em que, pela acelerada

SOCIOLOGIA

SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA A solidariedade orgânica seria aquela típica das sociedades capitalistas, em que, pela acelerada
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA A solidariedade orgânica seria aquela típica das sociedades capitalistas, em que, pela acelerada

SOCIOLOGIA

SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA A solidariedade orgânica seria aquela típica das sociedades capitalistas, em que, pela acelerada

A solidariedade orgânica seria aquela típica das sociedades capitalistas, em que, pela acelerada divisão social do trabalho, os indivíduos se tornavam interdependentes. Essa interdependência garante a união social, em lugar dos costumes, das tradições ou das relações sociais estreitas, como ocorre nas sociedades contemporâneas. Nas socieda- des capitalistas, a consciência coletiva se afrouxam, ao mesmo tempo que os indivídu- os se tornam mutuamente dependentes, cada qual se especializa numa atividade e tende a desenvolver maior autonomia pessoal.

5.4 ANOMIA

Durkheim sentia a necessidade de uma nova moralidade que se desenvolvesse a uma velocidade semelhante àquela em que se dava o crescimento industrial e econômico de modo a controlar os afetos. Quando, numa sociedade organizada, acontece de os contatos entre os órgãos sociais serem insuficientes ou pouco duradouros, surge uma situação de desequilíbrio: o sentimento de interdependência se amortece, as relações ficam precárias e as regras indefinidas, vagas. Este é o estado de anomia, o qual, é “impossível onde os órgãos solidários estão em contato suficiente e suficientemente prolongado” já que

ao ser contíguos, a todo momento percebem a necessidade que têm uns dos outros e, por conseguinte, têm um sentimento vivo e contínuo de sua mútua dependência. Pelo mesmo motivo, os intercâmbios se dão entre eles com faci- lidade; sendo regulares, são também freqüentes, regularizam-se por si mesmos e o tempo termina pouco a pouco a obra de consolidação. Finalmente, como as menores reações podem ser sentidas numa parte e na outra, as normas que assim se formam levam sua marca, isto é, prevêem e fixam até o detalhe as condições de equilíbrio. (DURKHEIM, 1957, p.313)

O estado de anomia ou de desregramento pode ser melhor compreendido quando referido às consequências do crescimento desordenado da indústria. Antes, o poder temporal e as regulamentações impostas pelas corporações de ofícios diminuíam o ímpeto da industrialização e, embora fossem formas de organização inadequadas para a sociedade contemporânea, nada veio a ocupar o seu lugar. Por isso é que a ocorrência de uma crise econômica ou de mudanças súbitas nas crenças vigentes em uma sociedade podem impedi-la de cumprir sua função reguladora, disciplinar e,

desse modo, a condição de anomia vir a tornar-se normal.

Se alguém é lançado por um desastre econômico a uma situação inferior pode não ter tempo para aprender a conter suas necessidades, refazendo sua educação moral. Um brusco aumento de riqueza ou de poder tende a levar ao mesmo desajuste, pas- sando a não haver nada a que a pessoa não tenha pretensões: seus apetites não têm

mais limites, seus fracassos e crises multiplicam-se, e as restrições parecem-lhe insu- portáveis. O divórcio, aliado ao afrouxamento do controle social, pode também levar

à anomia, rompendo o estado de equilíbrio moral dos indivíduos. É entre as funções

industriais e comerciais que se registram mais suicídios - dada a sua frágil e incipiente moralidade, conforme veremos a seguir.

5.5 SUÍCIDIO

No sentido de compreender as formas de solidariedade de seu tempo e sua relação com os fatos Durkheim estudou profundamente o suicídio, utilizando nesse trabalho toda a metodologia defendida e propagada por ele. Considerou-o fato social por sua

presença universal em toda e qualquer sociedade, e por suas características exteriores

e mensuráveis, completamente independente das razões que levam cada suicida a acabar com a própria vida.

Apesar de uma conduta marcada pela vontade individual, o suicídio interessa ao soci- ólogo por aquilo que tem de comum e coletivo. Para Durkheim, a prova de que o sui- cídio depende de leis sociais e não da vontade dos sujeitos estava na regularidade que variavam as taxas de suicídio de acordo com as alternâncias das condições históricas.

Por compreender o suicídio como um fato concreto, objetivo, geral e coletivo classi- ficou-o em três tipos principais a partir de suas principais causas: egoísta, altruísta e anômico. Assim, a depressão, a melancolia, a sensação de desamparo moral provoca- das pela desintegração social tornam-se, então, causas do suicídio egoísta. Durkheim acreditava que a lacuna gerada pela carência de vida social era maior nos povos mo- dernos do que entre os primitivos e afligia os homens mais do que as mulheres. Por isso, acredita que uma mulher viúva ou solteira suportaria melhor a solidão, porque as necessidades femininas, mais rudimentares nos aspectos sociais, seriam satisfeitas nes- sa área com “poucos gastos” em relação às dos homens, socialmente mais complexos.

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seriam satisfeitas nes- sa área com “poucos gastos” em relação às dos homens, socialmente mais complexos.
seriam satisfeitas nes- sa área com “poucos gastos” em relação às dos homens, socialmente mais complexos.
seriam satisfeitas nes- sa área com “poucos gastos” em relação às dos homens, socialmente mais complexos.
seriam satisfeitas nes- sa área com “poucos gastos” em relação às dos homens, socialmente mais complexos.
seriam satisfeitas nes- sa área com “poucos gastos” em relação às dos homens, socialmente mais complexos.
seriam satisfeitas nes- sa área com “poucos gastos” em relação às dos homens, socialmente mais complexos.
seriam satisfeitas nes- sa área com “poucos gastos” em relação às dos homens, socialmente mais complexos.
seriam satisfeitas nes- sa área com “poucos gastos” em relação às dos homens, socialmente mais complexos.
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA Nas sociedades inferiores, os suicídios mais freqüentes eram os altruístas, que com- preendem
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA Nas sociedades inferiores, os suicídios mais freqüentes eram os altruístas, que com- preendem
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA Nas sociedades inferiores, os suicídios mais freqüentes eram os altruístas, que com- preendem
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA Nas sociedades inferiores, os suicídios mais freqüentes eram os altruístas, que com- preendem
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA Nas sociedades inferiores, os suicídios mais freqüentes eram os altruístas, que com- preendem
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA Nas sociedades inferiores, os suicídios mais freqüentes eram os altruístas, que com- preendem
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA Nas sociedades inferiores, os suicídios mais freqüentes eram os altruístas, que com- preendem

SOCIOLOGIA

SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA Nas sociedades inferiores, os suicídios mais freqüentes eram os altruístas, que com- preendem os
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA Nas sociedades inferiores, os suicídios mais freqüentes eram os altruístas, que com- preendem os

SOCIOLOGIA

SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA Nas sociedades inferiores, os suicídios mais freqüentes eram os altruístas, que com- preendem os

Nas sociedades inferiores, os suicídios mais freqüentes eram os altruístas, que com- preendem os praticados por enfermos ou pessoas que chegaram ao limiar da velhice, por viúvas por ocasião da morte do marido, por fiéis e servidores com o falecimento de seus chefes, ou os atos heróicos durante guerras ou convulsões sociais. O suicídio é visto então como um dever que, se não for cumprido, é punido pela desonra, perda da estima pública ou por castigos religiosos.

Mais uma vez é a sociedade que intervém para a ocorrência do fenômeno analisado. Se no tipo egoísta ela afrouxa seus laços a ponto de deixar o indivíduo escapar, neste segundo o ego da pessoa não lhe pertence, situando-se num dos grupos de que ela faz parte, como a família, o Estado ou a Igreja. Nas sociedades modernas, a ocorrência do suicídio altruísta dá-se entre mártires religiosos e, de maneira crônica, entre os mi- litares, já que a sociedade militar expressa, em certos aspectos, uma sobrevivência da moral primitiva e da estrutura das sociedades inferiores, além de promover uma fraca individuação, estimulando a impessoalidade e a abnegação.

O terceiro tipo - o suicídio anômico - é aquele que se deve a uma situação de desregra- mento social devido ao qual as normas estão ausentes ou perderam o respeito. A so- ciedade deixa de estar presente o suficiente para regular as paixões individuais, deixan- do-as correr desenfreadas. Esta é a situação característica das sociedades modernas.

6 KARL MARX

6.1 MATERIALISMO HISTÓRICO

Para entender o capitalismo e explicar a natu- reza da organização econômica humana, Marx desenvolveu uma teoria abrangente e universal, que procura dar conta de toda e qualquer forma produtiva criada pelo homem. Os princípios bási- cos dessa teoria estão expressos em seu método

de análise – o materialismo histórico. Marx parte do princípio de que a estrutura de uma socieda- de para a produção social de bens, que engloba dois fatores fundamentais: as forças produtivas e

as relações de produção.

As forças produtivas constituem as condições ma- teriais de toda produção. Qualquer processo de trabalho implica matérias-primas identificadas e extraídas da natureza e o conjunto das ferramentas ou máquinas utilizadas segundo uma orientação técnica específica.

O homem, principal elemento das forças produ-

tivas é o responsável por fazer a ligação entre a natureza e a técnica e os instrumentos. O desen- volvimento da produção vai determinar a combi- nação e o uso desses diversos elementos: recursos naturais, mão de obra disponível, instrumentos e técnicas produtivas. A cada forma de organização das forças produtivas corresponde uma determi- nada forma de relação de produção.

Karl Marx (1818 - 1883) Nascido na Alemanha, em 1836, matriculou-se na Universidade de Berlim,
Karl Marx
(1818 - 1883)
Nascido na Alemanha, em 1836,
matriculou-se na Universidade de
Berlim, doutorando-se em filosofia,
em Iena. Foi redator de uma gazeta
liberal em Colônia. Mudou-se em
1842 para Paris, onde conheceu
Friedrich Engels, seu companheiro
de ideias e publicações por toda a
vida. Expulso da França em 1845,
foi para Bruxelas, onde participou
da recém-fundada Liga dos
Comunistas. Com o Malogro das
revoluções sócias de 1848, Marx
mudou-se para Londres, onde se
dedicou a um grandioso estudo
crítico da economia política. Foi
um dos fundadores da Associação
Internacional dos Operários ou
Primeira Internacional. Morreu em
1883, após intensa vida política e
intelectual. Suas principais obras
foram: A ideologia Alemã, Miséria
da filosofia, O manifesto Comunista,
Para a crítica da economia política,
A luta de classe em França e O
capital.

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filosofia, O manifesto Comunista, Para a crítica da economia política, A luta de classe em França
filosofia, O manifesto Comunista, Para a crítica da economia política, A luta de classe em França
filosofia, O manifesto Comunista, Para a crítica da economia política, A luta de classe em França
filosofia, O manifesto Comunista, Para a crítica da economia política, A luta de classe em França
filosofia, O manifesto Comunista, Para a crítica da economia política, A luta de classe em França
filosofia, O manifesto Comunista, Para a crítica da economia política, A luta de classe em França
filosofia, O manifesto Comunista, Para a crítica da economia política, A luta de classe em França
filosofia, O manifesto Comunista, Para a crítica da economia política, A luta de classe em França
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA As relações de produções são as formas pelas quais os homens se organizam
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA As relações de produções são as formas pelas quais os homens se organizam
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA As relações de produções são as formas pelas quais os homens se organizam
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA As relações de produções são as formas pelas quais os homens se organizam
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA As relações de produções são as formas pelas quais os homens se organizam
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA As relações de produções são as formas pelas quais os homens se organizam
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA As relações de produções são as formas pelas quais os homens se organizam

SOCIOLOGIA

SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA As relações de produções são as formas pelas quais os homens se organizam para
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA As relações de produções são as formas pelas quais os homens se organizam para

SOCIOLOGIA

SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA As relações de produções são as formas pelas quais os homens se organizam para

As relações de produções são as formas pelas quais os homens se organizam para executar a atividade produtiva. Ele se referem às diversas maneiras pelas quais são apropriados e distribuídos os elementos envolvidos no processo de trabalho: matérias- -primas, os instrumentos e a técnica, os próprios trabalhadores e o produto final. As- sim, as relações de produção podem ser num determinado momento, cooperativistas (como um mutirão), escravistas (como na Antiguidade), servis (como na Europa feudal) ou capitalistas (como na indústria moderna).

Forças produtivas e relações de produção são frutos das condições naturais e históricas de toda atividade produtiva que ocorre em sociedade. A forma pela qual ambas exis- tem e são produzidas numa determinada sociedade constitui o que Marx denominou “modo de produção”.

Para Marx, o estudo do modo de produção é fundamental para compreender como se organiza e funciona a sociedade. As relações de produção, nesse sentido, são con- sideradas as mais importantes entre as relações sociais existentes. Os modelos de fa- mília, as leis, a religião, as ideias políticas, os valores sociais são aspecto cuja explicação depende, em princípio, do estudo do desenvolvimento e do colapso de diferentes modos de produção. Analisando a história, Marx identificou alguns modos de pro- dução específicos: sistema comunal primitivo, modo de produção asiático, modo de produção antigo, modo de produção germânico, modo de produção feudal e modo de produção capitalista.

A passagem de um modo de produção para outro é consequência da luta de classes,

devido à contradição entre desenvolvimento das forças produtivas e a apropriação que

se faz dos produtos gerados. Em cada modo de produção, a desigualdade de proprie- dade, como fundamento das relações de produções, cria contradições que se acirram até provocar um processo revolucionário, com a derrocada do modo de produção vigente e a ascensão de outro.

6.2 ESTRUTURA E SUPERESTRUTURA

O conjunto das forças produtivas e das relações sociais de produção de uma socie-

dade forma sua base ou estrutura que, por sua vez, é o fundamento sobre o qual se constituem as instituições políticas e sociais.

Segundo a concepção materialista da história, na produção da vida os homens geram também outra espécie de produtos que não têm forma material: as ideologias polí- ticas, concepções religiosas, códigos morais e estéticos, sistemas legais, de ensino, de comunicação, o conhecimento filosófico e científico, representações coletivas de senti- mentos, ilusões, modos de pensar e concepções de vida diversos e plasmados de um modo peculiar. A classe inteira os cria e os plasma derivando-os de suas bases mate- riais e das relações sociais correspondentes. Esta é a superestrutura ou supra-estrutura.

A explicação das formas jurídicas, políticas, espirituais e de consciência encontra-se na base econômica e material da sociedade, no modo como os homens estão organizados no processo produtivo. No caso das sociedades onde se dá a apropriação privada dos meios para produzir, esta base relaciona-se diretamente à forma adotada por suas instituições.

6.3 CLASSES SOCIAIS E ESTRUTURA SOCIAL

Marx não deixou uma teoria sistematizada sobre as classes sociais, embora este seja um tema obrigatório para que suas interpretações a respeito das desigualdades so- ciais, da exploração, do Estado e da revolução sejam compreendidas. Tal teoria acabou por ser constituída a partir dos elementos disseminados em seus distintos trabalhos. O ponto de partida é que a produção é “a atividade vital do trabalhador, a manifes- tação de sua própria vida”, e através dela o homem se humaniza. No processo de produção os homens estabelecem entre si determinadas relações sociais através das quais extraem da natureza o que necessitam. Desde aí, Marx reflete sobre o signifi- cado - para o indivíduo e a sociedade - da apropriação por não-produtores (pessoas, empresas ou o Estado) de uma parcela do que é produzido socialmente, e desenvolve sua concepção de classe, exploração, opressão e alienação.

O capítulo de O capital intitulado “As classes contêm duas páginas inaca- badas”. Nele, Marx
O capítulo de O capital intitulado “As classes contêm duas páginas inaca-
badas”. Nele, Marx refere-se às três grandes classes da sociedade moder-
na baseada no sistema de produção capitalista: os proprietários de força
de trabalho, de capital e de terra.

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na baseada no sistema de produção capitalista: os proprietários de força de trabalho, de capital e
na baseada no sistema de produção capitalista: os proprietários de força de trabalho, de capital e
na baseada no sistema de produção capitalista: os proprietários de força de trabalho, de capital e
na baseada no sistema de produção capitalista: os proprietários de força de trabalho, de capital e
na baseada no sistema de produção capitalista: os proprietários de força de trabalho, de capital e
na baseada no sistema de produção capitalista: os proprietários de força de trabalho, de capital e
na baseada no sistema de produção capitalista: os proprietários de força de trabalho, de capital e
na baseada no sistema de produção capitalista: os proprietários de força de trabalho, de capital e
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA Enquanto as sociedades estiveram limitadas por uma capacidade produtiva exígua, a sobrevivência de
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Enquanto as sociedades estiveram limitadas por uma capacidade produtiva exígua, a sobrevivência de seus membros só era garantida por meio de uma luta constante para obter da natureza o indispensável. A organização social era simples e existia apenas uma divisão natural do trabalho segundo a idade, a força física e o gênero. Ou seja, “numa época em que duas mãos não podem produzir mais do que o que uma boca consome, não existem bases econômicas” que possibilitem que uns vivam do traba- lho de outros, seja na forma de trabalho escravo ou de qualquer outro modo de explo- ração. É o surgimento de um excedente da produção que permite a divisão social do trabalho, assim como a apropriação das condições de produção por parte de alguns membros da comunidade os quais passam, então, a estabelecer algum tipo de direito sobre o produto ou sobre os próprios trabalhadores.

Vê-se, portanto, que a existência das classes sociais vincula-se a circunstâncias históri- cas específicas, quais sejam, aquelas em que a criação de um excedente possibilita a apropriação privada das condições de produção. Dessa forma, o materialismo históri- co descarta as interpretações que atribuem um caráter natural, inexorável, a esse tipo particular de desigualdade. E ainda afasta definitivamente a idéia segundo a qual as classes se definiriam a partir do nível de renda ou da origem dos rendimentos: isso não só resultaria numa infinidade de situações como, também, tornaria a distribuição da riqueza produzida socialmente a própria causa da desigualdade. A renda não é um fator independente da produção: é, antes, uma expressão da parcela maior ou menor do produto a que um grupo de indivíduos pode ter direito em decorrência de sua posição na estrutura de classes.

A configuração básica de classes nos termos expostos acima expressa-se, de maneira

simplificada, num modelo dicotômico: de um lado, os proprietários ou possuidores dos meios de produção, de outro, os que não os possuem. Historicamente, essa polari- dade apresenta-se de diferentes maneiras conforme as relações sociais e econômicas de cada formação social. Daí os escravos e patrícios, servos e senhores feudais, apren- dizes e mestres, trabalhadores livres e capitalistas.

Esse é, sem dúvida, um esquema teórico insuficiente para apreender a complexidade

e variações presentes em sociedades concretas. Nem mesmo no caso da Inglaterra,

a sociedade capitalista mais desenvolvida da época, a divisão de classes aparecia em sua forma pura, e as consequências da convivência entre elementos de distintos mo- dos de produção podem ser observadas na Europa.

A utilidade do esquema dicotômico reside na possibilidade de identificar a configu-

ração básica das classes de cada modo de produção, aquelas que responderão pela dinâmica essencial de uma dada sociedade, definindo inclusive as relações com as demais classes. Mesmo assim, Marx acredita que a tendência do modo capitalista de produção é separar cada vez mais o trabalho e os meios de produção, concentrando e transformando estes últimos em capital e àquele em trabalho assalariado e, com isso, eliminar as demais divisões intermediárias das classes.

Não obstante, as sociedades comportam também critérios e modos de apropriação

e de estabelecimento de privilégios que geram ou mantêm outras divisões e classes

além daquelas cujas relações são as que, em definitivo, modelam a produção e a formação socioeconômica. O estabelecimento de novas relações sociais de produção com a organização jurídica e política correspondente e, com elas, de novas classes, quase nunca representa uma completa extinção dos modos de produção anteriores, cujos traços às vezes só gradualmente vão desaparecendo.

O desenvolvimento do modo de produção capitalista tomou rumos imprevisíveis para

um analista situado, como Marx, em meados do século 19. A organização econômica

e política ancorou-se cada vez mais firmemente em níveis internacionais e, no interior de cada sociedade, esses processos adquiriram feições muito singulares, referidas à diversidade de elementos que conformaram suas experiências históricas.

Tudo isso teve como resultado novas subdivisões no interior das classes sociais, como ocorre com o crescimento das chamadas “classes médias” e dos setores tecnoburocrá- ticos. Em outros casos, consolidou a existência de antigas relações de produção, às ve- zes sob novas roupagens, tanto no campo como nas cidades. Em suma, formaram-se historicamente estruturas econômicas e sociais complexas, conjugando relações entre as novas classes e frações de classe típicas das sociedades capitalistas tradicionais.

A crítica feita pelo marxismo à propriedade privada dos meios de produção da vida

humana dirige-se, antes de tudo, às suas consequências: a exploração da classe de produtores não-possuidores por parte de uma classe de proprietários, a limitação à

liberdade e às potencialidades dos primeiros e a desumanização de que ambos são vítimas. Mas o domínio dos possuidores dos meios de produção não se restringe à es- fera produtiva: a classe que detém o poder material numa dada sociedade é também

a potência política e espiritual dominante.

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a classe que detém o poder material numa dada sociedade é também a potência política e
a classe que detém o poder material numa dada sociedade é também a potência política e
a classe que detém o poder material numa dada sociedade é também a potência política e
a classe que detém o poder material numa dada sociedade é também a potência política e
a classe que detém o poder material numa dada sociedade é também a potência política e
a classe que detém o poder material numa dada sociedade é também a potência política e
a classe que detém o poder material numa dada sociedade é também a potência política e
a classe que detém o poder material numa dada sociedade é também a potência política e
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 6.4 TRABALHO, ALIENACÃO E SOCIEDADE CAPITALISTA O fundamento da alienação, para Marx, encontra-se
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6.4 TRABALHO, ALIENACÃO E SOCIEDADE CAPITALISTA

O fundamento da alienação, para Marx, encontra-se na atividade humana prática: o trabalho. Marx faz referência principalmente às manifestações da alienação na socie- dade capitalista. Segundo ele, o fato econômico é “o estranhamento entre o traba- lhador e sua produção” e seu resultado é o “trabalho alienado, cindido” que se torna independente do produtor, hostil a ele, estranho, poderoso e que, ademais, pertence

a outro homem que o subjuga - o que caracteriza uma relação social.

Marx sublinha três aspectos da alienação: 1) o trabalhador relaciona-se com o produto do seu trabalho como com algo alheio a ele, que o domina e lhe é adverso, e relacio- na-se da mesma forma com os objetos naturais do mundo externo; o trabalhador é alienado em relação às coisas; 2) a atividade do trabalhador tampouco está sob seu domínio, ele a percebe como estranha a si próprio, assim como sua vida pessoal e sua energia física e espiritual, sentidas como atividades que não lhe pertencem; o traba- lhador é alienado em relação a si mesmo; 3) a vida genérica ou produtiva do ser hu- mano torna-se apenas meio de vida para o trabalhador, ou seja, seu trabalho - que é

sua atividade vital consciente e que o distingue dos animais - deixa de ser livre e passa

a ser unicamente meio para que sobreviva.

Portanto, “do mesmo modo como o operário se vê rebaixado no espiritual e no corpo- ral à condição de máquina, fica reduzido de homem a uma atividade abstrata e a um estômago”.71 Por outro lado, o trabalho produtivo acaba por tornar-se uma obrigação para o proletário, o qual, não sendo possuidor dos meios de produção, é compelido a vender sua atividade vital, que

não é para ele mais do que um meio para poder existir. Ele trabalha para viver.

O

operário nem sequer considera o trabalho como parte de sua vida, para ele

é,

antes, um sacrifício de sua vida. É uma mercadoria por ele transferida a um

terceiro. Por isso o produto de sua atividade não é tampouco o objetivo dessa

atividade. O que o trabalhador produz para si mesmo não é a seda que tece, nem o ouro que extrai da mina, nem o palácio que constrói. O que produz para si mesmo é o salário, e a seda, o ouro e o palácio reduzem-se para ele

a uma determinada quantidade de meios de vida, talvez a um casaco de al-

godão, umas moedas de cobre e um quarto num porão. E o trabalhador que tece, fia, perfura, torneia, cava, quebra pedras, carrega etc. durante doze horas

por dia - são essas doze horas de tecer, fiar, tornear, construir, cavar e quebrar pedras a manifestação de sua vida, de sua própria vida? Pelo contrário. Para ele a vida começa quando terminam essas atividades, à mesa de sua casa, no banco do bar, na cama. As doze horas de trabalho não têm para ele sentido algum enquanto tecelagem, fiação, perfuração etc., mas somente como meio para ganhar o dinheiro que lhe permite sentar-se à mesa, ao banco no bar e deitar-se na cama. Se o bicho-da-seda fiasse para ganhar seu sustento como lagarta, seria o autêntico trabalhador assalariado. (MARX, 1975, p. 75)

Dito de outra maneira, o trabalhador e suas propriedades humanas só existem para o capital. Se ele não tem trabalho, não tem salário, não tem existência. Só existe quando se relaciona com o capital e, como este lhe é estranho, a vida do trabalhador é tam- bém estranha para ele próprio. Diz Marx que o malandro, o sem-vergonha, o mendigo,

o faminto, o miserável, o delinqüente não existem para a economia política, são fan-

tasmas fora de seu reino, já que ela somente leva em conta as necessidades do traba- lhador cujo atendimento permite manter vivo a ele e a categoria dos trabalhadores.

O salário serve para conservar o trabalhador como qualquer outro instrumento produ-

tivo. Esta é uma visão estreita do que são as necessidades humanas que contemplam também a beleza, a paixão, o espírito e a sociedade mesma, os demais seres huma- nos. Mas enquanto existir a propriedade privada dos meios de produção, as necessi- dades dos homens resumem-se ao dinheiro, e as novas necessidades criadas servirão para obrigá-los a maiores sacrifícios e dependência.

Em suma, o operário não se reconhece no produto que criou, em condições que es- capam a seu arbítrio e às vezes até à sua compreensão, nem vê no trabalho qualquer finalidade que não seja a de garantir sua sobrevivência. E a própria “força de produção multiplicada que nasce por obra da cooperação dos diferentes indivíduos sob a ação da divisão do trabalho” aparece aos produtores como um poder alheio, sobre o qual não têm controle, não sabem de onde procede e sentem como se estivesse situado à margem deles, independente de sua vontade e de seus atos e que “até mesmo dirige esta vontade e estes atos”. Mas o próprio capitalista, senhor da riqueza, dela é escravo e se desumaniza. A produção coletiva é organizada e dirigi da segundo os interesses de uma camada da sociedade: a burguesia, desconsiderando-se todas as necessidades de realização pessoal e de bem-estar dos proletários que não estejam diretamente ligadas à criação de riqueza.

Na medida em que a produção capitalista carece, para sustentar-se e aumentar a

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ligadas à criação de riqueza. Na medida em que a produção capitalista carece, para sustentar-se e
ligadas à criação de riqueza. Na medida em que a produção capitalista carece, para sustentar-se e
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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA produtividade, do incessante aperfeiçoamento técnico, a divisão do trabalho é uma condição
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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA produtividade, do incessante aperfeiçoamento técnico, a divisão do trabalho é uma condição

produtividade, do incessante aperfeiçoamento técnico, a divisão do trabalho é uma condição essencial. Mas a tarefa individual do trabalhador torna-se, de seu ponto de vista, um ato abstrato e sem relação com o produto final. “O que caracteriza a divisão do trabalho no seio da sociedade [capitalista] é ela que engendra as especialidades, as distintas profissões e, com elas, o idiotismo do ofício.” (MARX, 1974, p. 127) divisão capitalista do trabalho e mesmo a atividade profissional exercida atendem aos inte- resses particulares dos grupos dominantes e só eventualmente aos dos produtores. As decisões a respeito do quê, do quanto, de como, em que ritmo e por meio de quais métodos se produz escapam quase inteiramente da razão do produtor direto, “retiram ao trabalho do proletário todo o caráter substantivo e fazem com que perca todo atrativo para ele. O produtor converte-se num simples apêndice da máquina e só se exigem dele as operações mais simples, mais monótonas e de mais fácil aprendi- zagem.” (MARX, 1975, p.28) Sendo assim, ele é mais facilmente substituível por outro trabalhador, “especializado” em atos abstratos e com precária capacidade de negociar melhores condições de vida e trabalho.

Em condições de alienação, o trabalho faz com que o crescimento da riqueza objetiva se anteponha à humanização (do homem e da natureza), sirva crescente mente como meio de exploração (ao transformar-se em capital), e só se realize como meio de vida. Por isso, ele “não é a satisfação de uma necessidade senão, somente, um meio para satisfazer as necessidades fora do trabalho”. (MARX, 1974, p. 109). Marx considera que

o trabalhador não se sente feliz, mortifica seu corpo e arruína seu espírito no trabalho

que é obrigado a fazer, que é externo a ele. E se não existisse coação ele fugiria do

trabalho como da peste

suas funções humanas sente-se como um animal: “O animal se converte no humano,

o humano no animal.” Até mesmo necessidades como a de ar livre deixam de existir

Ele só se sente de fato livre em suas funções animais e em

“e o homem retorna à caverna, envenenada agora por uma mefítica pestilência da civilização, onde habita precariamente, como um poder alheio que pode fugir-lhe qualquer dia, do qual pode ser expulso qualquer dia se não paga. Tem que pagar por esta casa mortuária.” (MARX, 1974, p. 158).

No sistema capitalista, a força de trabalho é regulada como qualquer mercadoria. As- sim, “se a oferta é muito maior do que a demanda, uma parte dos operários mergulha na mendicância ou morre de inanição”. (MARX, 1974, p. 52) Enquanto os trabalhado- res têm que atender às suas necessidades por meio de uma organização da produção que não obedece ao controle coletivo, não participam de maneira consciente no pro- cesso produtivo. O poder social é percebido como uma força alheia.

A quantificação dos produtos do trabalho humano permite o cálculo de sua equiva-

lência. Troca-se uma certa quantidade de moeda por um saco de cimento. Mas essa relação parece ocorrer entre coisas. Conquanto seja “uma relação social determinada

adquire para eles a forma fantástica de uma relação de coi-

sas entre si”. Este é o que Marx chama de caráter fetichista da mercadoria, dado pela

incapacidade dos produtores de perceber que, através da troca dos frutos de seus tra- balhos no mercado, são eles próprios que estabelecem uma relação social. Em outras palavras, o fetichismo do mundo das mercadorias deve-se a que os atributos sociais do trabalho são ocultos detrás de sua aparência material.

dos homens entre si (

)

Marx faz analogia com o mundo religioso no qual “os produtos do cérebro do homem
Marx faz analogia com o mundo religioso no qual “os produtos do cérebro
do homem têm o aspecto de seres independentes, dotados de corpos
particulares”, como no caso dos deuses.

Isso quer dizer que as relações sociais aparecem aos olhos dos homens encantadas sob a forma de valor, como se este fosse uma propriedade natural das coisas. Através da forma fixa em valor-dinheiro, o caráter social dos trabalhos privados e as relações sociais entre os produtores se obscurecem. É como se um véu nublasse a percepção da vida social materializada na forma dos objetos, dos produtos do trabalho e de seu valor. Assim,

o duplo caráter social dos trabalhos particulares reflete-se no cérebro dos pro-

dutores com a forma que lhes imprime o comércio prático, o intercâmbio dos produtos. Quando os produtores colocam frente a frente e relacionam entre si os produtos de seu trabalho como valores, não é porque vêem neles uma sim- ples envoltura sob a qual se oculta um trabalho humano idêntico. Muito pelo contrário. Ao considerar iguais na troca seus produtos diferentes, estabelecem que seus distintos trabalhos são iguais. E fazem-no sem saber. Em conseqüên-

cia, o valor não traz escrito na testa o que é. Ao contrário, de cada produto do trabalho faz um hieróglifo. Somente com o tempo o homem trata de decifrar seu sentido, de penetrar nos segredos da obra social para a qual contribui, e

a transformação dos objetos úteis em valores é um produto da sociedade, da mesma maneira que a linguagem. (MARX, 1982, p.88)

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dos objetos úteis em valores é um produto da sociedade, da mesma maneira que a linguagem.
dos objetos úteis em valores é um produto da sociedade, da mesma maneira que a linguagem.
dos objetos úteis em valores é um produto da sociedade, da mesma maneira que a linguagem.
dos objetos úteis em valores é um produto da sociedade, da mesma maneira que a linguagem.
dos objetos úteis em valores é um produto da sociedade, da mesma maneira que a linguagem.
dos objetos úteis em valores é um produto da sociedade, da mesma maneira que a linguagem.
dos objetos úteis em valores é um produto da sociedade, da mesma maneira que a linguagem.
dos objetos úteis em valores é um produto da sociedade, da mesma maneira que a linguagem.
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA Mas, a necessidade permanente de renovação e avanço técnico é também uma das
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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA Mas, a necessidade permanente de renovação e avanço técnico é também uma das oposições

Mas, a necessidade permanente de renovação e avanço técnico é também uma das oposições dialéticas que constituem a sociedade capitalista e a levam à sua superação como derradeira sociedade de classes. “As relações de produção burguesas são a últi- ”

ma forma contraditória do processo de produção social

(MARX, 1973, p. 29) Logo, “a

condição da emancipação da classe operária é a abolição de todas as classes” (MARX, 1975, p. 159).

O propósito último da crítica-prática é mostrar o caminho da humanização, a fim de

que os homens possam assumir a direção da produção, orientando-a segundo sua vontade consciente e suas necessidades e, não, de acordo com um poder “externo” que regule a atividade que caracteriza a espécie. A extinção das diversas formas de alienação exige que “as condições de trabalho e da vida prática apresentem ao ho- mem relações transparentes e racionais com seus semelhantes e com a natureza”, (MARX, 1974, p. 73) reclama, então, uma sociedade onde o conflito entre homem e natureza e entre homem e homem se resolva: a sociedade comunista.

Sabe-se que o capitalismo vê a força de trabalho como mercadoria, mas não uma

mercadoria qualquer, pois é a única capaz de criar valor Os economistas anteriores

já haviam postulado que o valor das mercadorias dependia do tempo de trabalho

gasto na produção. Marx acrescentou que esse tempo de trabalho se estabelecia em relação às habilidades individuais e as condições técnicas vigentes na sociedade. Por isso dizia que que no valor de uma mercadoria era incorporado o “tempo de trabalho

socialmente necessário” à sua produção.

De acordo com a análise de Marx, não é âmbito da compra e da venda de mercado- rias que se encontram as bases estáveis para o lucro dos capitalistas individuais nem para manutenção do sistema capitalista. Ao contrário a valorização da mercadoria se dá no âmbito de sua produção, conforme veremos a seguir.

6.5 A MAIS-VALIA

do que lhe foi pago na forma de salário. A duração da jornada de trabalho resulta, portanto, de um calculo que leva em consideração o quanto interessa ao capitalista produzir para obter lucro sem desvalorizar o produto.

Suponhamos que uma jornada de nove horas, ao final da qual o sapateiro produza três pares de sapato. Cada par continua valendo 150 unidades de moeda, mas agora eles custam menos ao capitalista. É que, no cálculo do custo dos três pares, a quantia investida em meios de produção também foi multiplicada por três, mas a quantia re- lativa ao salário – correspondente a um dia de trabalho- permaneceu constante. Desse modo, o custo de cada par se reduziu a 130 moedas.

Ao final da jornada de trabalho, o operário recebe 30 unidades de moeda, ainda que seu trabalho tenha rendido o dobro ao capitalista: 20 unidades de moeda por par sapatos produzido (150-130) totalizando 60 unidades de moeda (20x3). Esse valor a mais não retorna ao operário: é apropriado pelo capitalismo.

Visualiza-se, portanto, que uma coisa é o valor da força de trabalho, isto é, o salário, e outra é o quanto esse trabalho rende ao capitalista. Esse valor excedente produzido pelo operário é o que se chama de mais valia.

O capitalista pode obter mais valia procurando aumentar constante mente a jorna- da de trabalho, tal como no nosso exemplo (segundo Marx, é a mais-valia absoluta). Porém, não é possível estender indefinidamente a jornada de trabalho. A outra forma de obter mais-valia é melhorando a tecnologia de produção, que faz aumentar a pro- dutividade ou seja, as mesmas nove horas de trabalho, agora produzem um número maior de mercadorias. Assim, o trabalho a força de trabalho vale cada vez menos e, ao mesmo tempo, graças à maquinaria desenvolvida, produz casa vez mais. Esse é o processo que Marx chama de mais-valia relativa.

Suponhamos que o operário tenha uma jornada diária de nove horas e confeccione um par de sapatos a cada três horas. Nessas três horas, ele cria uma quantidade de valor correspondente ao seu salário, que é suficiente para obter o necessário á subsis- tência. Como o capitalista lhe paga o valor de um dia de força de trabalho, no restante do tempo, seis horas, o operário produz mais mercadorias que geram um valor maior

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força de trabalho, no restante do tempo, seis horas, o operário produz mais mercadorias que geram
força de trabalho, no restante do tempo, seis horas, o operário produz mais mercadorias que geram
força de trabalho, no restante do tempo, seis horas, o operário produz mais mercadorias que geram
força de trabalho, no restante do tempo, seis horas, o operário produz mais mercadorias que geram
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força de trabalho, no restante do tempo, seis horas, o operário produz mais mercadorias que geram
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 7 MAX WEBER 7.1 O PENSAMENTO CIENTÍFICO ALEMÃO À época de Max Weber,
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7.1 O PENSAMENTO CIENTÍFICO ALEMÃO

À época de Max Weber, travava-se na Alemanha

um acirrado debate entre a corrente até então dominante no pensamento social e filosófico, o positivismo, e seus críticos. O objeto da polêmi- ca eram as especificidades das ciências da na- tureza e do espírito e, no interior destas, o papel dos valores e a possibilidade da formulação de leis. Wilhelm Dilthey (1833-1911), um dos mais importantes representantes da ala antipositivis-

ta, contrapôs à razão científica dos positivistas a razão histórica, isto é, a idéia de que a compreen- são do fenômeno social pressupõe a recuperação do sentido, sempre arraigado temporalmente e adscrito a uma weltanschauung1 (relativismo) e

a um ponto de vista (perspectivismo). Obra hu-

mana, a experiência histórica é também uma re- alidade múltipla se inesgotável.

Mas foram Marx e Nietzsche, reconhecidos pelo próprio Weber como os pensadores decisivos de seu tempo, aqueles que, segundo alguns biógra- fos, tiveram maior impacto sobre a obra do soci- ólogo alemão. A influência de Marx evidencia-se no fato de ambos terem compartilhado o grande tema - o capitalismo ocidental - e dedicado a ele boa parte de suas energias intelectuais, estudan- do-o da perspectiva histórica, econômica, ideoló- gica e sociológica.

Max Weber (1864-1920) Nasceu na cidade de Erfurt (Alemanha), numa família de burgueses liberais. Desenvolveu
Max Weber
(1864-1920)
Nasceu na cidade de Erfurt
(Alemanha), numa família de
burgueses liberais. Desenvolveu
seus estudos de direito,
filosofia, história e sociologia,
constantemente interrompidos por
uma doença que o acompanhou
por toda a vida. Iniciou a carreira
de professor em Berlim e em 1895,
foi catedrático da Universidade de
Heidelberg. Na política, defendeu
ardosamente seus pontos de
vista liberais e parlamentaristas.
Sua maior influência nos ramos
especializados da sociologia foi o
estudo das religiões, estabelecendo
relações entre formações políticas
e crenças religiosas. Suas principais
obras foram: Artigos reunidos
de teoria da ciência: economia
e sociedade (obra póstuma) e A
ética protestante e o espírito do
capitalismo.

Weber propôs-se a verificar a capacidade que teria o materialismo histórico de encon- trar explicações adequadas à história social, especialmente sobre as relações entre a estrutura e a superestrutura. Em suma, procurou compreender como as ideias, tanto quanto os fatores de ordem material, cobravam força na explicação sociológica, sem deixar de criticar o monismo causal que caracteriza o materialismo marxista nas suas formas vulgares.

Enfim, cabe lembrar a originalidade de Weber no refinamento dessas e outras ideias que estavam presentes nos debates da época. Os conceitos com os quais interpretou

a complexa luta que tem lugar em todas as arenas da vida coletiva e o desenvolvimen- to histórico do Ocidente como a marcha da racionalidade representam um avanço em termos de precisão metodológica.

7.2 A OBJETIVIDADE DO CONHECIMENTO

Na investigação de um tema, um cientista é inspirado por seus próprios valores e ide- ais, que têm um caráter sagrado para ele, nos quais está disposto a lutar. Por isso, deve estar capacitado a estabelecer uma “distinção entre reconhecer e julgar, e a cumprir tanto o dever científico de ver a verdade dos fatos, como o dever prático de defender” os próprios valores, que devem ser obrigatoriamente expostos e jamais disfarçados de “ciência social” ou da “ordem racional dos fatos”.

É essencial distinguir a política e a ciência e considerar que esta tampouco está isenta

de valores. Enquanto a ciência é um produto da reflexão do cientista, a política o é do homem de vontade e de ação, ou do membro de uma classe que compartilha com outras ideologias e interesses. Segundo Weber, “a ciência é hoje uma vocação organi- zada em disciplinas especiais a serviço do auto-esclarecimento e conhecimento de fatos inter-relacionados” (WEBER, 1979, p.180).

Ela não dá resposta à pergunta: a qual dos deuses devemos servir? Essa é uma ques- tão que tem a ver com a ética.

Em outras palavras, é preciso distinguir entre os julgamentos de valor e o saber empí- rico. Este nasce de necessidades e considerações práticas historicamente colocadas, na forma de problemas, ao cientista cujo propósito deve ser o de procurar selecionar

e sugerir a adoção de medidas que tenham a finalidade de solucioná-los. Já os julga-

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o de procurar selecionar e sugerir a adoção de medidas que tenham a finalidade de solucioná-los.
o de procurar selecionar e sugerir a adoção de medidas que tenham a finalidade de solucioná-los.
o de procurar selecionar e sugerir a adoção de medidas que tenham a finalidade de solucioná-los.
o de procurar selecionar e sugerir a adoção de medidas que tenham a finalidade de solucioná-los.
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o de procurar selecionar e sugerir a adoção de medidas que tenham a finalidade de solucioná-los.
o de procurar selecionar e sugerir a adoção de medidas que tenham a finalidade de solucioná-los.
o de procurar selecionar e sugerir a adoção de medidas que tenham a finalidade de solucioná-los.
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA mentos de valor dizem respeito à definição do significado que se dá aos
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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA mentos de valor dizem respeito à definição do significado que se dá aos
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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA mentos de valor dizem respeito à definição do significado que se dá aos
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA mentos de valor dizem respeito à definição do significado que se dá aos

SOCIOLOGIA

SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA mentos de valor dizem respeito à definição do significado que se dá aos objetos
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA mentos de valor dizem respeito à definição do significado que se dá aos objetos

SOCIOLOGIA

SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA mentos de valor dizem respeito à definição do significado que se dá aos objetos

mentos de valor dizem respeito à definição do significado que se dá aos objetos ou aos problemas. O saber empírico tem como objetivo procurar respostas através do uso dos instrumentos mais adequados (os meios, os métodos). Mas o cientista nunca deve propor-se a estabelecer normas, ideais e receitas para a práxis, nem dizer o que deve, mas o que pode ser feito.

A ciência é, portanto, um procedimento altamente racional que procura explicar as

consequências de determinados atos, enquanto a posição política prática vincula-se a convicções e deveres. A relação entre ciência e valores é, ainda assim, mais complexa do que possa parecer.

Mas como é possível, apesar da existência de valores, alcançar a objetividade nas ci- ências sociais? A resposta de Weber é que os valores devem ser incorporados cons- cientemente à pesquisa e controlados através de procedimentos rigorosos de análise, caracterizados como “esquemas de explicação condicional”.

A ação do cientista é seletiva. Os valores são um guia para a escolha de um certo obje-

to pelo cientista. A partir daí, ele definirá uma certa direção para a sua explicação e os limites da cadeia causal que ela é capaz de estabelecer, ambos orientados por valores. As relações de causalidade, por ele construídas na forma de hipóteses, constituirão um esquema lógico-explicativo cuja objetividade é garantida pelo rigor e obediência aos

cânones do pensamento científico. O ponto essencial a ser salientado é que o próprio cientista é quem atribui aos aspectos do real e da história que examina uma ordem através da qual procura estabelecer uma relação causal entre certos fenômenos. As- sim produz o que se chama tipo ideal.

Conclui-se que a atividade científica é, simultaneamente, racional com relação às suas finalidades - a verdade científica - e racional com relação a valores - a busca da ver- dade. A obrigação de dizer a verdade é, enfim, parte de uma ética absoluta que se impõe, sem qualquer condição, aos cientistas.

Dada a sua complexidade, a discussão realizada por Weber sobre a objetividade das ciências sociais merece uma consideração cuidadosa. Segundo o autor, para chegar ao conhecimento que pretende, o cientista social efetua quatro operações: 1) estabe- lece leis e fatores hipotéticos que servirão como meios para seu estudo; 2) analisa e expõe ordenadamente “o agrupamento individual desses fatores historicamente da- dos e sua combinação concreta e significativa”, procurando tornar inteligível a causa e

natureza dessa significação; 3) remonta ao passado para observar como se desenvol- veram as diferentes características individuais daqueles agrupamentos que possuem importância para o presente e procura fornecer uma explicação histórica a partir de tais constelações individuais anteriores, e 4) avalia as constelações possíveis no futuro.

Weber endossa o ponto de vista segundo o qual as ciências sociais visam a compreen- são de eventos culturais enquanto singularidades. O alvo é, portanto, captar a especi- ficidade dos fenômenos estudados e seus significados. Mas sendo a realidade cultural infinita, uma investigação exaustiva, que considerasse todas as circunstâncias ou variá- veis envolvidas num determinado acontecimento, torna-se uma pretensão inatingível. Por isso, o cientista precisa isolar, da “imensidade absoluta, um fragmento ínfimo”: que considera relevante.

O critério de seleção operante nesse processo está dado pelo significado que certos fe-

nômenos possuem, tanto para ele como para a cultura e a época em que se inserem.

É a partir da consideração de ambos os registros que será possível o ideal de objetivi-

dade e inteligibilidade nas ciências sociais. Pode-se dizer, então, que o particular ou específico não é aquilo que vem dado pela experiência, nem muito menos o ponto de partida do conhecimento, mas o resultado de um esforço cognitivo que discrimina, or- ganiza e, enfim, abstrai certos aspectos da realidade na tentativa de explicar as causas associadas à produção de determinados fenômenos. Mas o método de estudo de que

se utiliza baseia-se no estado de desenvolvimento dos conhecimentos, nas estruturas conceituais de que dispõe e nas normas de pensamento vigentes, o que lhe permite obter resultados válidos não apenas para si próprio.

Existe uma grande diferença entre conferir significado à realidade histórica por meio

de ideias de valor e conhecer suas leis e ordená-la de acordo com conceitos gerais e princípios lógicos, genéricos. Mas a explicação do fato significativo em sua especifici- dade nunca estará livre de pressupostos porque ele próprio foi escolhido em função de valores. Com isso, Weber rejeita a possibilidade de uma ciência social que reduza

a realidade empírica a leis. Para explicar um acontecimento concreto, o cientista

agrupa uma certa constelação de fatores que lhe permitam dar sentido a esta rea- lidade particular.

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o cientista agrupa uma certa constelação de fatores que lhe permitam dar sentido a esta rea-
o cientista agrupa uma certa constelação de fatores que lhe permitam dar sentido a esta rea-
o cientista agrupa uma certa constelação de fatores que lhe permitam dar sentido a esta rea-
o cientista agrupa uma certa constelação de fatores que lhe permitam dar sentido a esta rea-
o cientista agrupa uma certa constelação de fatores que lhe permitam dar sentido a esta rea-
o cientista agrupa uma certa constelação de fatores que lhe permitam dar sentido a esta rea-
o cientista agrupa uma certa constelação de fatores que lhe permitam dar sentido a esta rea-
o cientista agrupa uma certa constelação de fatores que lhe permitam dar sentido a esta rea-
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 7.3 TIPOS IDEIAIS Por meio das ciências sociais “queremos compreender a peculiaridade da
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 7.3 TIPOS IDEIAIS Por meio das ciências sociais “queremos compreender a peculiaridade da
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 7.3 TIPOS IDEIAIS Por meio das ciências sociais “queremos compreender a peculiaridade da
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 7.3 TIPOS IDEIAIS Por meio das ciências sociais “queremos compreender a peculiaridade da
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 7.3 TIPOS IDEIAIS Por meio das ciências sociais “queremos compreender a peculiaridade da
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SOCIOLOGIA

SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 7.3 TIPOS IDEIAIS Por meio das ciências sociais “queremos compreender a peculiaridade da vida
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 7.3 TIPOS IDEIAIS Por meio das ciências sociais “queremos compreender a peculiaridade da vida

SOCIOLOGIA

SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA 7.3 TIPOS IDEIAIS Por meio das ciências sociais “queremos compreender a peculiaridade da vida

7.3 TIPOS IDEIAIS

Por meio das ciências sociais “queremos compreender a peculiaridade da vida que nos rodeia” composta de uma diversidade quase infinita de elementos. Ao tomar um objeto, apenas um fragmento finito dessa realidade, o cientista social empreende uma tarefa muito distinta daquela que se propõe o cientista da natureza. O que pro- cura é compreender uma individualidade sociocultural formada de componentes his- toricamente agrupados, nem sempre quantificáveis, a cujo passado se remonta para explicar o presente, partindo então deste para avaliar as perspectivas futuras.

Sendo uma ciência generalizadora, a Sociologia constrói conceitos - tipo, “vazios frente

à realidade concreta do histórico” e distanciados desta, mas unívocos porque pre-

tendem ser fórmulas interpretativas através das quais se apresenta uma explicação racional para a realidade empírica que organiza. Esta adequação entre o conceito e a realidade é tanto mais completa quanto maior a racionalidade da conduta a ser in- terpretada, o que não impede a Sociologia de procurar explicar fenômenos irracionais (místicos, proféticos, espirituais, afetivos).

O que dá valor a uma construção teórica é a concordância entre a adequação de sen-

tido que propõe e a prova dos fatos, caso contrário, ela se torna inútil, seja do ponto de vista explicativo ou do conhecimento da ação real. Quando é impossível realizar

a prova empírica, a evidência racional serve apenas como uma hipótese dotada de

plausibilidade. Uma construção teórica que pretende ser uma explicação causal ba- seia-se em probabilidades de que um certo processo “A” siga-se, na forma esperada, a

um outro determinado processo “B”.

Somente as ações compreensíveis são objeto da Sociologia. E para que regularidades da vida social possam ser chamadas de leis sociológicas é necessário que se comprove a probabilidade estatística de que ocorram na forma que foi definida como adequada significativamente.

Na medida em que não é possível a explicação de uma realidade social particular, úni- ca e infinita, por meio de uma análise exaustiva das relações causais que a constituem, escolhem-se algumas destas por meio da avaliação das influências ou efeitos que de- las se pode esperar. O cientista atribui a esses fragmentos selecionados da realidade um sentido, destaca certos aspectos cujo exame lhe parece importante - segundo seu

princípio de seleção - baseando-se, portanto, em seus próprios valores.

Mas, enquanto “o objeto de estudo e a profundidade do estudo na infinidade das conexões causais são determinados somente pelas idéias de valor que dominam o investigador e sua época”, o método e os conceitos de que ele lança mão ligam-se às normas de validez científica referidos a uma teoria. A elaboração de um instrumento que oriente o cientista social em sua busca de conexões causais é muito valiosa do ponto de vista heurístico. Esse modelo de interpretação-investigação é o tipo ideal, e é dele que se vale o cientista para guiar-se na infinitude do real.

Suas possibilidades e limites devem-se: 1) à unilateralidade, 2) à racionalidade e 3) ao caráter utópico. Ao elaborar o tipo ideal, parte-se da escolha, numa realidade infinita, de alguns elementos do objeto a ser interpretado que são considerados pelo inves- tigador os mais relevantes para a explicação. Esse processo de seleção acentua - ne- cessariamente – certostraços e deixa de lado outros, o que confere unilateralidade ao modelo puro. Os elementos causais são relacionados pelo cientista de modo racional, embora não haja dúvida sobre a influência, de fato, de incontáveis fatores irracionais no desenvolvimento do fenômeno real.

No relativo à ênfase na racionalidade, o tipo ideal só existe como utopia e não é, nem pretende ser, um reflexo da realidade complexa, muito menos um modelo do que ela deveria ser. Um conceito típico-ideal é um modelo simplificado do real, elaborado com base em traços considerados essenciais para a determinação da causalidade, se- gundo os critérios de quem pretende explicar um fenômeno. É possível, por exemplo, construir tipos ideais da economia urbana da Idade Média, do Estado, de uma seita religiosa, de interesses de classe e de outros fenômenos sociais de maior ou menor amplitude e complexidade, e também organizar qualquer dessas realidades a partir de um ou de diversos de seus elementos.

Na medida em que o cientista procede a uma seleção, esta vem a corresponder às suas próprias concepções do que é essencial no objeto examinado, e sua construção típico-ideal não corresponde necessariamente às de outros cientistas. Ele procederá, a partir daí, a uma comparação entre o seu modelo e a dinâmica da realidade empí- rica que examina.

Um exemplo da aplicação do tipo ideal encontra-se na obra A ética protestante e o espírito do capitalismo. Weber parte de uma descrição provisória que lhe serve como guia para a investigação empírica, “indispensável à clara compreensão do objeto de in-

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que lhe serve como guia para a investigação empírica, “indispensável à clara compreensão do objeto de
que lhe serve como guia para a investigação empírica, “indispensável à clara compreensão do objeto de
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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA vestigação”, do que entende inicialmente por “espírito do capitalismo”, e vai construin- do
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA vestigação”, do que entende inicialmente por “espírito do capitalismo”, e vai construin- do
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA vestigação”, do que entende inicialmente por “espírito do capitalismo”, e vai construin- do
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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA vestigação”, do que entende inicialmente por “espírito do capitalismo”, e vai construin- do
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA vestigação”, do que entende inicialmente por “espírito do capitalismo”, e vai construin- do
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA vestigação”, do que entende inicialmente por “espírito do capitalismo”, e vai construin- do

SOCIOLOGIA

SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA vestigação”, do que entende inicialmente por “espírito do capitalismo”, e vai construin- do
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA vestigação”, do que entende inicialmente por “espírito do capitalismo”, e vai construin- do

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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA vestigação”, do que entende inicialmente por “espírito do capitalismo”, e vai construin- do

vestigação”, do que entende inicialmente por “espírito do capitalismo”, e vai construin- do gradualmente esse conceito ao longo de sua pesquisa, para chegar à sua forma definitiva apenas no final do trabalho.

O tipo ideal é utilizado como instrumento para conduzir o autor numa realidade com-

plexa. O autor reconhece que seu ponto de vista é um entre outros. Cabe à Sociologia e à História, como parte das ciências da cultura, reconstruir os atos humanos, compre- ender o significado que estes tiveram para os agentes, e o universo de valores adotado por um grupo social ou por um indivíduo enquanto membro de uma determinada so- ciedade e, por fim, construir conceitos-tipo e encontrar “as regras gerais do acontecer”.

7.4 AÇÃO E AÇÃO SOCIAL

A ação é definida por Weber como toda conduta humana (ato, omissão, permissão)

dotada de um significado subjetivo dado por quem a executa e que orienta essa ação. Quando tal orientação tem em vista a ação - passada, presente ou futura - de outro ou de outros agentes que podem ser “individualizados e conhecidos ou uma pluralidade de indivíduos indeterminados e completamente desconhecidos” - o público, a audi- ência de um programa, a família do agente etc. - a ação passa a ser definida como social (WEBER, 1984, p.18).

A Sociologia é, para Weber, a ciência “que pretende entender, interpretando-a, a ação

social para, dessa maneira, explicá-la causalmente em seu desenvolvimento e efeitos”, observando suas regularidades as quais se expressam na forma de usos, costumes ou situações de interesse (WEBER, 1984, p.5) e embora a Sociologia não tenha a ver somente com a ação social, sem embargo, para o tipo de Sociologia que o autor pro- põe, ela é o dado central, constitutivo (WEBER, 1984, p.20). Entretanto, algumas ações não interessam à Sociologia por serem reativas, sem um sentido pensado, como a de retirar a mão ao se levar um choque.

A explicação sociológica busca compreender e interpretar o sentido, o desenvolvimen-

to e os efeitos da conduta de um ou mais indivíduos referida a outro ou outros - ou seja, da ação social, não se propondo a julgar a validez de tais atos nem a compreen- der o agente enquanto pessoa. Compreender uma ação é captar e interpretar sua co- nexão de sentido, que será mais ou menos evidente para o sociólogo. Em suma: ação

compreensível é ação com sentido.

As condutas humanas são tanto mais racionalizadas quanto menor for a submissão do agente aos costumes e afetos e quanto mais ele se oriente por um planejamento adequado à situação. Pode-se dizer, portanto, que as ações serão tanto mais intelec- tualmente compreensíveis (ou sociologicamente explicáveis) quanto mais racionais, mas é possível a interpretação endopática e o cálculo exclusivamente intelectual dos meios, direção e efeitos da ação ainda quando existe uma grande distância entre os valores do agente e os do sociólogo. Interpretar uma ação devida a valores religiosos, a virtudes, ao fanatismo ou a afetos extremos que podem não fazer parte da experiência do sociólogo ou aos quais ele seja pouco suscetível pode, portanto, dar-se com um grau menor de evidência.

Para compreender uma ação através do método científico, o sociólogo trabalha então com uma elaboração limite, essencial para o estudo sociológico, que chama de tipos puros ou ideais, vazios de realidade concreta ou estranhos ao mundo, ou seja: abstra- tos, conceituais. O Avarento, personagem dramático de Moliere, pode ser visto como um tipo ideal ou puro. Sua principal característica pessoal é a avareza, e todas as suas ações estão orientadas para a possibilidade de guardar cada vez mais dinheiro.

É evidente que mesmo os avarentos mais empedernidos não constroem todos os mo-

mentos da sua vida em torno apenas da atividade de entesouramento! Apenas figuras imaginadas seriam capazes, por exemplo, de contar os grãos de arroz que cada um

Ainda assim, o personagem

proporciona, enquanto tipo ideal, um conjunto articulado de princípios racionais para

a explicação das personalidades e ações dos avarentos. E é este o sentido do uso de tipos ideais.

de seus filhos estaria autorizado a comer nas refeições

Logo, com base no reconhecimento de que, durante o desenvolvimento da ação, po- dem ocorrer condicionamentos irracionais, obstáculos, emoções, equívocos, incoerên- cias etc., Weber constrói quatro tipos puros, ou ideais, de ação: a ação racional com relação a fins, a ação racional com relação a valores, a ação tradicional e a ação afetiva. Sem dúvida, são muitas as combinações entre a maior ou a menor nitidez com que o agente percebe suas próprias finalidades, os meios de que deverá servir-se para alcan- çá-las, as condições colocadas pelo ambiente em que se dá sua ação, assim como as consequências advindas de sua conduta.

A

escala classificatória abrange desde a racionalidade mais pura até a irracionalidade.

O

sociólogo capta intelectualmente as conexões de sentido racionais, as que alcançam

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a irracionalidade. O sociólogo capta intelectualmente as conexões de sentido racionais, as que alcançam 40 41
a irracionalidade. O sociólogo capta intelectualmente as conexões de sentido racionais, as que alcançam 40 41
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SOCIOLOGIA o grau máximo de evidência. Isso não ocorre com a mesma facilidade quando valores
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SOCIOLOGIA

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o

grau máximo de evidência. Isso não ocorre com a mesma facilidade quando valores

e

afetos interferem nas ações examinadas. A partir de um modelo de desenvolvimento

da conduta racional, o sociólogo interpreta outras conexões de sentido menos eviden- tes - sejam aquelas afetivamente condicionadas ou que tenham sofrido influências irracionais de toda espécie - tomando-as como desvios do modelo constituído.

Em síntese: somente a ação com sentido pode ser compreendida pela Sociologia, a qual constrói tipos ou modelos explicativos abstratos para cuja construção levam-se em conta tanto as conexões de sentido racionais, cuja interpretação se dá com maior evi- dência, quanto as não-racionais, sobre as quais a interpretação alcança menor clareza.

7.5 OS TIPOS PUROS DE AÇAO E DE AÇÃO SOCIAL

A ação de um indivíduo será classificada como racional com relação a fins se, para atingir um objetivo previamente definido, ele lança mão dos meios necessários ou adequados, ambos avaliados e combinados tão claramente quanto possível de seu próprio ponto de vista. Um procedimento científico ou uma ação econômica, por exemplo, expressam essa tendência e permitem uma interpretação racional. O proce- dimento econômico - todo aquele que leva em conta um conjunto de necessidades a atender, quaisquer que sejam, e uma quantidade escassa de meios - corresponde ao modelo típico de ação racional.

de meios - corresponde ao modelo típico de ação racional. SOCIOLOGIA senso de dignidade, suas crenças

SOCIOLOGIA

corresponde ao modelo típico de ação racional. SOCIOLOGIA senso de dignidade, suas crenças religiosas, políticas,

senso de dignidade, suas crenças religiosas, políticas, morais ou estéticas, por valores que preza tais como a justiça, a honra, a honestidade, a fidelidade, a beleza. Por conse- guinte, não é guiado pela consideração dos efeitos que poderão advir de sua conduta.

Daí que às vezes exista nesse tipo de procedimento uma certa irracionalidade no que diz respeito à relação entre meios e fins, já que o agente não se interessa pelo aspecto da racionalidade com a mesma paixão com que exige o respeito aos seus valores. Tal irracionalidade será tanto maior quanto mais absoluto for, para o sujeito, o valor que inspira sua ação.

O significado da ação não se encontra, portanto, em seu resultado ou em suas conse-

quências, mas no desenrolar da própria conduta, como, por exemplo, a daqueles que lutam em prol dos valores que consideram indiscutíveis ou acima de quaisquer outros, como a paz, o exercício da liberdade (política, religiosa, sexual, de uso de drogas etc.), em benefício de uma causa como a nacional ou pela preservação dos animais. O que dá sentido à ação é sua fidelidade aos valores que a guiaram.

A conduta pode também não ter qualquer motivação racional, como é o caso daque-

las de tipo afetivo e de tipo tradicional. Diz-se que o sujeito age de modo afetivo quan- do sua ação é inspirada em suas emoções imediatas - vingança, desespero, admiração, orgulho, medo, inveja, entusiasmo, desejo, compaixão, gosto estético ou alimentar etc. - sem consideração de meios ou de fins a atingir. Uma ação afetiva é aquela orientada pelo ciúme, pela raiva ou por diversas outras paixões.

A questão para o agente que visa chegar ao objetivo pretendido recorrendo aos meios

disponíveis é selecionar entre estes os mais adequados. A conexão entre fins e meios é tanto mais racional quanto mais a conduta se dê rigorosamente e sem a interferência perturbadora de tradições e afetos que desviam seu curso. Assim, provavelmente é

mais racional aplicar em ações da bolsa de valores a partir da avaliação de um espe- cialista no assunto do que ceder a um impulso, decidir com base num jogo de dados ou aceitar o conselho de um sacerdote.

A conduta será racional em relação a valores quando o agente orientar-se por fins últi-

mos, por princípios, agindo de acordo com ou a serviço de suas próprias convicções e levando em conta somente sua fidelidade a tais valores, estes, sim, inspiradores de sua

conduta, ou na medida em que crê na legitimidade intrínseca de um comportamento, válido por si mesmo como, por exemplo, ser honesto, ser casto, não se alimentar de car- ne. Está, portanto, cumprindo um dever, um imperativo ou exigência ditados por seu

Ações desse tipo podem ter resultados não pretendidos, desastrosos ou magníficos como, por exemplo, magoar a quem se ama, destruir algo precioso ou produzir uma obra de arte, já que o agente não se importa com os resultados ou consequências de sua conduta. A ação afetiva distingue-se da racional orientada por valores pelo fato que, nesta, o sujeito “elabora conscientemente os pontos de direção últimos da atividade e se orienta segundo estes de maneira consequente”, portanto age racional- mente. Podem constituir ações afetivas: escrever poemas eróticos ou amorosos, torcer por um time de futebol, levar os filhos a shows de cantores adolescentes, desde que elas se orientem pelos sentimentos das pessoas que as realizam.

Quando hábitos e costumes arraigados levam a que se aja em função deles, ou como sempre se fez, em reação a estímulos habituais, estamos diante da ação tradicional. Tal é o caso do batismo dos filhos realizado por pais pouco comprometidos com a

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diante da ação tradicional. Tal é o caso do batismo dos filhos realizado por pais pouco
diante da ação tradicional. Tal é o caso do batismo dos filhos realizado por pais pouco
diante da ação tradicional. Tal é o caso do batismo dos filhos realizado por pais pouco
diante da ação tradicional. Tal é o caso do batismo dos filhos realizado por pais pouco
diante da ação tradicional. Tal é o caso do batismo dos filhos realizado por pais pouco
diante da ação tradicional. Tal é o caso do batismo dos filhos realizado por pais pouco
diante da ação tradicional. Tal é o caso do batismo dos filhos realizado por pais pouco
diante da ação tradicional. Tal é o caso do batismo dos filhos realizado por pais pouco
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA religião, o beijo na mão durante o pedido de bênção, o cumprimento semiautomá-
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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA religião, o beijo na mão durante o pedido de bênção, o cumprimento semiautomá-
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA religião, o beijo na mão durante o pedido de bênção, o cumprimento semiautomá-

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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA religião, o beijo na mão durante o pedido de bênção, o cumprimento semiautomá- tico
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA religião, o beijo na mão durante o pedido de bênção, o cumprimento semiautomá- tico

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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA religião, o beijo na mão durante o pedido de bênção, o cumprimento semiautomá- tico

religião, o beijo na mão durante o pedido de bênção, o cumprimento semiautomá- tico entre pessoas que se cruzam no ambiente de trabalho ou o acender um cigarro após um café. Weber compara os estímulos que levam à ação tradicional aos que produzem a imitação reativa, já que é difícil conhecer até que ponto o agente tem consciência de seu sentido. Assim como a ação estritamente afetiva, a estritamente tradicional situa-se no limite ou além do que Weber considera ação orientada de ma- neira significativamente consciente.

Podemos utilizar essas quatro categorias para analisar o sentido de um sem-número de condutas, tanto daquelas praticadas, como das que o agente se recusa a executar ou deixa de praticar: estudar, dar esmolas, comprar, casar, participar de uma associa- ção, fumar, presentear, socorrer, castigar, comer certos alimentos, assistir à televisão, ir à missa, à guerra etc. O sociólogo procura compreender o sentido que um sujeito atri- bui à sua ação e seu significado. Há que se ter claro, porém, o alerta de Weber de que “muito raras vezes a ação, especialmente a social, está exclusivamente orientada por um ou outro destes tipos” que não passam de modelos conceituais puros, o que quer dizer que em geral as ações sofrem mais de um desses condicionamentos, embora possam ser classificadas com base naquele que, no caso, é o predominante.

7.6 RELAÇÃO SOCIAL

Uma conduta plural (de vários), reciprocamente orientada, dotada de conteúdos sig- nificativos que descansam na probabilidade de que se agirá socialmente de um certo modo, constitui o que Weber denomina relação social. Podemos dizer que relação social é a probabilidade de que uma forma determinada de conduta social tenha, em algum momento, seu sentido partilhado pelos diversos agentes numa sociedade qualquer.

Como exemplos de relações sociais temos as de hostilidade, de amizade, as trocas comerciais, a concorrência econômica, as relações eróticas e políticas. Em cada uma delas, as pessoas envolvidas percebem o significado, partilham o sentido das ações dado pelas demais pessoas. Como membros da sociedade moderna, todos nós so- mos capazes de entender o gesto de uma pessoa que pega o seu cartão de crédito para pagar uma conta. O mesmo não aconteceria, por exemplo, com um índio ainda distante do contato com a nossa sociedade, pois ele seria incapaz de partilhar, numa primeira aproximação, o sentido de vários dos nossos atos.

Quando, ao agir, cada um de dois ou mais indivíduos orienta sua conduta levando em conta a probabilidade de que o outro ou os outros agirão socialmente de um modo que corresponde às expectativas do primeiro agente, estamos diante de uma relação social. O gerente do supermercado solicita a um empacotador que atenda um clien-

te. Temos aqui três agentes cujas ações orientam-se por referências recíprocas, cada um dos quais contando com a probabilidade de que o outro terá uma conduta do- tada de sentido e sobre a qual existem socialmente expectativas correntes. Tomemos o exemplo desde o ponto de vista da conduta e expectativas de um desses agentes.

O cliente, ao fazer suas compras, já conta tanto com a possibilidade de ser auxiliado

pelo empacotador, assim como tem conhecimento de que, se necessário, poderá re- correr ao gerente para que este faça com que o funcionário trabalhe adequadamente. Substituindo-os por um cidadão, um assaltante e um policial, ou por um casal, ou por pais e filhos, temos outros tipos de relação social que se fundam em probabilidades e expectativas do comportamento de cada um dos participantes.

O conteúdo dessas relações é diverso: prestação de serviços, conflito, poder, amor,

respeito etc. e existe nelas um caráter recíproco, embora essa reciprocidade não se encontre necessariamente no conteúdo de sentido que cada agente lhe atribui mas na capacidade de cada um compreender o sentido da ação dos outros. Um cidadão pode temer o assaltante que, embora reconheça os sofrimentos de sua vítima, é indi- ferente a eles. O empacotador pode ser solidário com o cliente e este tratá-lo friamen- te, um parceiro pode sentir paixão pelo outro que abusa da generosidade advinda de tal sentimento.

O caráter recíproco da relação social não significa uma atuação do mesmo tipo por

parte de cada um dos agentes envolvidos. Apenas quer dizer que uns e outros parti- lham a compreensão do sentido das ações, todos sabem do que se trata, mesmo que não haja correspondência. Sinais de amor podem ser compreendidos, notados, sem que este amor seja correspondido.

O que caracteriza a relação social é que o sentido das ações sociais a ela associadas

pode ser (mais ou menos claramente) compreendido pelos diversos agentes de uma sociedade. Além disso, os conteúdos atribuídos às relações tampouco são permanen- tes, seja totalmente ou em parte, assim como as próprias relações entre agentes, as quais podem ser transitórias, duradouras, casuais, repetir-se etc.

Cada indivíduo, ao envolver-se nessas ou em quaisquer relações sociais, toma por refe-

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casuais, repetir-se etc. Cada indivíduo, ao envolver-se nessas ou em quaisquer relações sociais, toma por refe-
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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA rência certas expectativas que possui da ação do outro (ou outros) aos quais
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rência certas expectativas que possui da ação do outro (ou outros) aos quais sua con- duta se refere. O vendedor que aceita um cheque do comprador, o desportista que atua com lealdade com o adversário e o político que propõe a seus futuros eleitores a execução de certos atos estão se baseando em probabilidades esperadas da conduta daqueles que são o alvo de sua ação.

Em suma: as relações sociais são os conteúdos significativos atribuídos por aqueles que agem tomando outro ou outros como referência - conflito, piedade, concorrência, fidelidade, desejo sexual etc. e as condutas de uns e de outros orientam-se por esse sentido embora não tenham que ter reciprocidade no que diz respeito ao conteúdo.

Tomemos uma ilustração. Ana notou que Beto tem interesse nela: vários de seus atos assim o indicam. Ele a convida para sair, concede-lhe muita atenção. Mas Ana não tem intenção de namorar Beto e procura fazê-lo entender isso através de recusas polidas. Conquanto ambos guiem suas ações por expectativas da ação do outro, nesse caso o conteúdo de ambas não é recíproco, apesar de totalmente compreensível para cada uma das partes. Da mesma forma, somos capazes de entender o sentido de um gesto violento numa agressão, e é isto o que nos leva a reagir de acordo com ele, mesmo que não haja reciprocidade de nossa parte. O que importa para identificar relações sociais como tais é que estejam inseridas em e reguladas por expectativas recíprocas quanto ao seu significado.

Os agentes podem conduzir-se como colegas, inimigos, parentes, comprador e ven- dedor, criminoso e vítima, admirador e astro, indiferente e apaixonado, patrão e em- pregado, ou dentro de uma infinidade de possibilidades, desde que todas elas in- cluam uma referência comum ao sentido partilhado. Uma relação social pode ser também efêmera ou durável, isto é, pode ser interrompida, ser ou não persistente e mesmo mudar radicalmente de sentido durante o seu curso, passando, por exemplo, de amistosa a hostil, de desinteressada a solidária etc.

Weber chama o Estado, a Igreja ou o casamento de pretensas estruturas sociais que só existem de fato enquanto houver a probabilidade de que se dêem as relações sociais dotadas de conteúdos significativos que as constituem. Ou seja, de que pessoas nessa sociedade achem que devam se casar, pagar impostos e votar ou assistir às cerimônias religiosas. Assim, do ponto de vista sociológico, um matrimônio, uma corporação ou mesmo um Estado deixam de existir “desde que desapareça a probabilidade de que aí se desenvolvam determinadas espécies de atividades sociais orientadas significati- vamente” (WEBER, 1984, p.22).

Tanto mais racionais sejam as relações sociais, mais facilmente poderão ser expressas sob a forma de normas, seja por meio de um contrato ou de um acordo, como no caso de relações de conteúdo econômico ou jurídico, da regulamentação das ações de go- vernos, de sócios etc. Pode-se deduzir que isso se torna mais difícil quando se trata de uma relação cujo principal fundamento seja erótico ou valorativo. Na realidade, as rela- ções podem ter ambos conteúdos, enquanto definições ou conceitos são tipos ideais.

Weber refere-se também ao conteúdo comunitário de uma relação social, fundado num sentimento subjetivo (afetivo ou tradicional) de pertença mútua, que se dá entre as partes envolvidas e com base no qual a ação está reciprocamente referida, de modo semelhante ao que costuma ocorrer entre os membros de uma família, estamento, grupo religioso, escola, torcedores de um time ou entre amantes. Já a relação associa- tiva apoia-se num acordo de interesses motivado racionalmente (seja com base em fins ou valores), como o que se dá entre os participantes de um contrato matrimonial, de um sindicato, do mercado livre e de associações religiosas ou como as Organiza- ções Não-Governamentais.

Podemos identificar, na maioria das relações sociais, elementos comunitários e socie- tários, assim como há motivos afetivos, tradicionais, religiosos e racionais mesclados em quase todas as ações. Numa igreja ou associação religiosa podemos encontrar claramente tanto o conteúdo comunitário quanto o acordo de interesses racionais. Se o sentimento de pertença a uma comunidade - a comunhão - é a base da vida reli- giosa para o praticante leigo, o trabalho profissional dos sacerdotes apóia-se em uma organização racional.

Condutas podem ser regulares, seja porque as mesmas pessoas as repetem ou por- que muitos o fazem dando a elas o mesmo sentido, e isto interessa à Sociologia. Se tal regularidade acontece devido ao mero hábito, trata-se de um uso; quando duradoura, torna-se um costume; e é determinada por uma situação de interesses quando se reitera unicamente em função da orientação racional da ação. A moda é um uso que se contrapõe, graças ao seu caráter de novidade, ao costume, mas também pode re- sultar de convenções impostas por um estamento em busca de garantir seu prestígio, como a distinção que se expressa no consumo da alta costura. O processo de raciona- lização da conduta pode exigir que o agente tome consciência e rejeite sua própria submissão à regularidade imposta pelo costume. Os agentes podem orientar-se pelas suas crenças na validez de uma ordem que lhes apresenta obrigação ou modelos de conduta (como é o caso dos que vão à escola, ao templo ou ao trabalho).

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lhes apresenta obrigação ou modelos de conduta (como é o caso dos que vão à escola,
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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA Ao adquirir o prestígio da legitimidade, ou seja, quando a ordem se torna
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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA Ao adquirir o prestígio da legitimidade, ou seja, quando a ordem se torna válida
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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA Ao adquirir o prestígio da legitimidade, ou seja, quando a ordem se torna válida

Ao adquirir o prestígio da legitimidade, ou seja, quando a ordem se torna válida para um ou mais agentes, “aumenta a probabilidade de que a ação se oriente por ela em um grau considerável”, tanto mais quanto mais ampla for a sua validez. A garantia da validade de uma ordem pode se dar com base na “probabilidade de que, dentro de um determinado círculo de homens, uma conduta discordante tropeçará com uma relativa reprovação geral e sensível na prática” ou “na probabilidade de coação física ou psíquica exercida por um quadro de indivíduos instituídos com a missão de obrigar à observância dessa ordem ou de castigar sua transgressão”. No primeiro caso, a ordem chama-se convenção e, no segundo, direito (WEBER, 1984, p.28).

7.7 A ÉTICA PROTESTANTE E O ESPÍRITO DO CAPITALISMO

Um dos trabalhos mais conhecidos e importantes de Weber é a Ética protestante e o espírito do capitalismo, no qual estuda a relação entre racionalidade e crença religiosa, tendo por objeto o protestantismo e o comportamento capitalista moderno ocidental.

Weber partiu de dados estatísticos que lhe mostraram a proeminência de adeptos da Reforma Protestante entre os grandes homens de negócios, empresários bem sucedi- dos e trabalhadores qualificados. A partir daí procurou estabelecer conexões entre as pregações protestantes e seus efeitos no comportamento dos indivíduos e no desen- volvimento do capitalismo.

O autor descobriu que os valores do protestantismo – como a disciplina ascética (con- sagração a exercícios espirituais e autodisciplina), a poupança, a austeridade, a vocação e o dever e a propensão ao trabalho atuavam de maneira decisiva sobre os indivíduos. Weber mostra a formação de uma nova mentalidade ou ethos - conjunto dos costu- mes e hábitos fundamentais- propício ao capitalismo, em flagrante oposição ao “alhe- amento” e à atitude contemplativa do catolicismo, voltado para oração e sacrifício e á renúncia á vida prática.

Um dos importantes aspectos desse trabalho, no seu sentido teórico, está em expor as relações ente religião e sociedade e em desvendar particularidades do capitalismo. Além disso, nessa obra, podemos ver de que maneira Weber aplica seus conceitos e suas principais posturas metodológicas:

1. A relação entre religião e sociedade não se dá por meios institucionais, mas por intermédio de valores introjetados nos indivíduos e transformados em motivos de ação social. A motivação do protestante, segundo Weber, é o trabalho, en- quanto de ver e vocação, como um fim absoluto em si mesmo, e não no ganho material obtido através dele.

2. O motivo que mobiliza internamento o indivíduo é consciente. Entretanto, os atos individuais vão além das metas propostas e aceitas por eles. Buscando sair-se bem na profissão, mostrando sua virtude e vocação e renunciando aos prazeres materiais, o protestante se adapta facilmente ao mercado de trabalho, acumula capital e reinveste produtivamente.

3. Ao cientista cabe, segundo Weber, estabelecer conexões entre a motivações en- tre a motivações dos indivíduos e os efeitos de sua ação no meio da ação social. Procedendo assim, analisou os valores do catolicismo e do protestantismo, mos- trando que os últimos revelam a tendência ao racionalismo econômico, base da ação capitalista.

7.8 RACIONALIDADE E DOMINAÇÃO

Weber ao analisar a sociedade de seu tempo, moveu-se entre tradições e inovações, identificando como característica predominante do capitalismo industrial, a racionali- dade - a busca constante por determinados fins cuja trajetória não estivesse marcada pelas tradições nem pelos costumes. Da ação individual à vida das grandes organiza- ções, o que determina as relações sociais é a racionalidade que se impõe sobre valores éticos e religiosos mais profundos, promovendo o que Weber chamou de desencanta- mento do mundo. O autor revela a importância da razão que se manifesta no aparato lógico-burocrático das sociedades modernas.

Weber estuda a burocracia como um tipo de organização da vida social que se ma- nifesta por dispositivos legais e que busca estabelecer critérios de competência e fun- cionalidade, tais como a antiguidade, a qualificação e a eficiência. Mas é também uma forma de dominação.

Entre os estudos promovidos por Weber destaca-se o estudo acerca das formas de dominação, compreendida como a possibilidade de uma pessoa encontrar outra dis- posta a obedecer a uma ideia ou situação. Essa submissão também pode ser justifi-

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pessoa encontrar outra dis- posta a obedecer a uma ideia ou situação. Essa submissão também pode
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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA cada por uma motivação legítima. de acordo com essa motivação, o autor distingue
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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA cada por uma motivação legítima. de acordo com essa motivação, o autor distingue diferentes
SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA cada por uma motivação legítima. de acordo com essa motivação, o autor distingue diferentes

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SOCIOLOGIA SOCIOLOGIA cada por uma motivação legítima. de acordo com essa motivação, o autor distingue diferentes

cada por uma motivação legítima. de acordo com essa motivação, o autor distingue diferentes formas de dominação.

• Dominação tradicional: é poder que decorre das tradições, como a gerontocra- cia e no patriarcalismo.

• Dominação carismática: decorre da personalidade de um líder e de sua capaci- dade de mobilizar pessoas, seja pelo uso das qualidades pessoais, por usas ideias ou por mecanismos como propagandas e apresentações públicas. Os profetas e os políticos estão nessa segunda categoria de dominadores.

• Dominação legal: é o poder existente nas instituições modernas- impessoal e garantido por lei. Trata-se do poder que goza uma autoridade de acordo com o cargo que ocupa numa hierarquia.

Constituída por tipos ideais, essa classificação é apenas abstrata, mas permite esten- der as diferenças e identificar os tipos de autoridade existente. Cabe ao cientista social reconhecê-los e na realidade estudar seus graus de variação.

8 REFERÊNCIAS

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DURKHEIM, E. De la división del trabajo social. Tradução de David Maldavsky. Buenos Aires: Schapire, 1967

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QUINTANEIRO, Tânia; BARBOSA, Maria Ligia de Oliveira; OLIVEIRA, Márcia Gardênia Monteiro de. Um toque de clássicos: Marx, Durkheim e Weber. 2. ed. rev. e ampl. Belo Horizonte: UFMG, 2002

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