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Desempenho da
economia durante o
regime militar: o que
dizem os dados?
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 4 JUN '18
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 ROBERTO ELLERY(HTTPS://WWW.INSTITUTOLIBERAL.ORG.BR/AUTOR/ROBERTO-ELLERY/)

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Um dos  fenômenos revelados pela greve dos
caminhoneiros foi a força dos movimentos que pedem
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uma intervenção militar. O que nas manifestações de
2015 e 2016 parecia o desejo de uma minoria excêntrica
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e inexpressiva tomou ares ameaçadores nas
manifestações dos caminhoneiros. O sinal de alerta
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disparoucom a declaração de José da Fonseca Lopes, […]
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dos fenômenos revelados pela greve dos caminhoneiros foi a
força dossomos/)
movimentos que pedem uma intervenção militar. O que
nas manifestações de 2015 e 2016 parecia o desejo de uma
minoria excêntrica e inexpressiva tomou ares ameaçadores nas
manifestações dos caminhoneiros. O sinal de alerta disparou com
a declaração de José da Fonseca Lopes, presidente da Associação
Brasileira do Caminhoneiros (Abcam), repercutida por vários
órgãos de imprensa (link  aqui
(https://g1.globo.com/politica/noticia/lider-diz-que-caminhoneiros-
querem-voltar-ao-trabalho-mas-intervencionistas-que-buscam-
derrubar-o-governo-nao-deixam.ghtml)). Segundo José da Fonseca
Lopes:

“Não é o caminhoneiro mais que está fazendo greve. Tem um grupo


muito forte de intervencionistas aí e eu vi isso aqui em Brasília, e eles
estão prendendo caminhão em tudo que é lugar. […] São pessoas que
querem derrubar o governo. Não tenho nada a ver com essas pessoas
nem os nossos caminhoneiros autônomos têm. Mas estão sendo
usados para isso.”

No mesmo dia que levou ao ar essa declaração o Jornal Nacional


mostrou imagens de concentração de caminhões onde era
possível ler pedidos por uma intervenção militar. Não creio que

uma parcela signi cativa da população apoie tal intervenção, mas
é difícil não car preocupado com a ideia que a parcela que apoia
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tem mais poder de fogo do que eu imaginava.


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Como muitos dos que defendem uma intervenção militar
costumam argumentar com variáveis econômicas resolvi fazer um
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apanhado de dados para descrever a economia do Brasil antes e
depois do Golpe de 1964. Sei que as pessoas estão acostumadas a
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comparar os dados do regime militar com os dados do período
que veio depois desse regime, a Nova República. Não creio que
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seja a melhor comparação, muitos dos problemas econômicos da
Nova República foram herdados dos governos militares, além do
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mais me parece bastante razoável comparar o período dos


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com o Brasil de antes da intervenção , que, para o bem
ou para o mal, não teve in uência das políticas do regime militar
do que com o período posterior que, também para o bem o para o
mal, sofreu in uência destas políticas.

Antes de começar a comparação é válido fazer uma breve


descrição do Brasil antes do Golpe de 1964. De 1930 a 1945 o
Brasil viveu sobre o Estado Novo, uma ditadura liderada por
Getúlio Vargas que iniciou a transição do Brasil rural da República
Velha para o Brasil urbano dos dias de hoje. Em 1945 a onda de
democracia que tomou conta do mundo ocidental ajudou a
derrubar Vargas de forma que em 1946 o Marechal Eurico Gaspar
Dutra, que foi Ministro da Guerra de Vargas entre 1936 e 1945,
começa seu mandato como presidente eleito. As eleições de 1945
foram disputadas por Dutra, que era do Partido Social
Democrático (PSD), e o Brigadeiro Eduardo Gomes, que era da
União Democrática Nacional (UDN). A disputa dura entre o PSD,
muitas vezes aliado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) de
Vargas marcou o Brasil do pós-guerra e gerou um crescente de
tensões que desaguou no Golpe de 1964.

Leia também:  O que esperar de Marina Silva?



(https://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/o-que-
esperar-de-marina-silva/)
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Tais tensões começam a tomar força quando Vargas volta ao
poder em 1951, desta vez eleito. O duro embate entre as forças
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que apoiavam Vargas, marcadamente o PTB e o PSD, com as forças
de oposição ao antigo ditador chegou ao ápice com o suicídio de
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Vargas em 1954. Na sequência desse momento dramático tivemos
três presidentes, Café Filho, Carlos Luz e Nereu Ramos, até que,
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não sem ameaças, Juscelino Kubitschek (PSD) tomasse posse como
presidente
 Quem em 1956 após derrotar Juarez Távora (UDN) em 1955.
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Kubitschek terminou o mandato dele e foi sucedido por Jânio
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Quadros, uma espécie de outsider do pequeno Partido Trabalhista
somos/)
Nacional (PTN) que era visto pela UDN como a forma de barrar a
dobradinha PSD-PTB no governo. De fato, Jânio derrotou o General
Henrique Teixeira Lott do PSD. O PTB não lançou candidato à
presidência, mas lançou a vice-presidência, naquelas eleições se
votava para presidente e para vice-presidente. A estratégia do PTB
funcionou e João Goulart foi eleito vice-presidente. Jânio Quadros
renuncia em agosto de 1961, Ranieri Mazzilli (PSD) assume a
presidência por cerca de uma semana até que João Goulart
retorne do exterior e tome posse como presidente em setembro
de 1961. A forte resistência à João Goulart, visto como um
extremista de esquerda, levou o Brasil a um parlamentarismo que
foi rejeitado pela população em plebiscito. João Goulart se torna
presidente de fato, mas é deposto em março (ou abril?) de 1964.
No dia quinze de abril de 1964 o Marechal Humberto Castelo
Branco toma posse e inicia um regime que se transforma em uma
ditadura e só acaba em março de 1985 quando José Sarney toma
posse como presidente sucedendo o General João Batista
Figueiredo

Durante o período democrático do pós-guerra que durou de


janeiro de 1946 a março de 1964, menos de vinte anos, tivemos

nove presidentes, um suicídio durante o mandato, um vice
afastado, Café Filho, um presidente da Câmara, Carlos Luz,
deposto acusado de tentar
 INÍCIO impedir a posse do presidente eleito,
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um presidente que renunciou, Jânio Quadros, e um vice-presidente


deposto peloGolpe de 1964. Mesmo para os tensos tempos que
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vivemos me parece justo dizer que foi um período conturbado. Em


1963 a economia desandou,
 DOAÇÕES a taxa de crescimento do PIB naquele
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ano foi de 0,6%, até então a menor do pós-guerra, e a in ação


chegou a 82%
 CURSOS ao ano. O caos político e o colapso da economia
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foram usados como justi cativa para o Golpe de 1964. Não vou
analisar como o regime
 CONTATO militar afetou a política do país, deixo essa
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tarefa para quem é do ramo, pela mesma razão não vou entrar nas
 Quem Somos
graves violações aos direitos humanos e as liberdades civis e
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individuais cometidas pelos governos militares, existem várias
somos/)
análises dessa parte triste de nossa história por esta perspectiva.
Meu foco vai ser a parte econômica, aquela que costuma ser
apontada como um sucesso.

Comecemos com um resumo do período entre 1946 e 1963, que


vou chamar de período democrático, e o período entre 1964 e
1984 que vou chamar de período do regime militar. Não vou usar o
termo ditadura para não entrar na discussão se todo o regime foi
ditadura ou se apenas um subperíodo pode ser assim chamado,
embora acredite ser correto chamar todo o período de ditadura
deixo essa discussão para os mais quali cados do que eu. A tabela
abaixo faz a comparação:

Leia também:  Relatório da ONU serve de base para fake news sobre a
crise humanitária na Venezuela
(https://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/relatorio-da-
onu-serve-de-base-para-fake-news-sobre-a-crise-humanitaria-
na-venezuela/)


Período
Variável Medida Regime
INÍCIO (HTTPS://WWW.INSTITUTOLIBERAL.ORG.BR/) Militar
Democrático
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Média 4,1% 3,8%
Taxa de  DOAÇÕES (HTTPS://WWW.INSTITUTOLIBERAL.ORG.BR/DOACOES-2/)
Mediana 4,5% 4,0%
crescimento do
Máximo 9,0% 11,1%
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PIB per capita.

Mínimo
 CONTATO -2,3% -6,4%
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Média
 Quem Somos 25,2% 61.5%
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In ação (IGP- Mediana 22,7% 36,5%
somos/)

DI) Máximo 82,0% 228,0%

Mínimo 2,2% 15,7%

Média 18,0% 31,7%

Mediana 17,9% 25,0%


Dívida/PIB
Máximo 34,6% 91,7%

Mínimo 5,5% 16,4%

Na tabela coloquei várias medidas porque, como vai car claro nos
grá cos, a média nem sempre mostra bem o que aconteceu com a
variável, mas para ns de análise desse parágrafo vou me limitar a
média. O resultado é cruel para a tese que os governos militares
tiveram a economia como ponto forte. No período do regime
militar a economia cresceu menos, teve mais in ação e o governo
cou mais endividado que no período entre 1946 e 1963. A dita
estabilidade política trazida pelos militares não entregou melhores

resultados que a “bagunça” vivida no período democrático em
termos de crescimento e in ação e ainda nos deixou bem mais
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endividados que do éramos.


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Uma olhada em cada variável individualmente deixa uma
impressão ainda pior sobre o desempenho da economia no regime
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militar. Comecemos pela taxa de crescimento do PIB per capita. A
gura abaixo mostra essa variável antes e depois do Golpe de
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1964, repare que o grande crescimento no começo da década de
70, responsável pela fama de milagreiro de Del m Netto e pela
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memória de prosperidade do regime militar, não se sustentou nos
anos seguintes e a média de crescimento do regime militar cou
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ligeiramente abaixo da média do período democrático.


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Na in ação o desastre foi ainda maior. O regime que chegou para
acabar com a in ação de 81% observada em 1963 entregou a
economia com uma in ação de 228% ao ano. Mais uma vez as
boas lembranças parecem vindas de um período que não se
mostrou sustentável. A verdade é que boa parte das di culdades
econômicas iniciais da Nova República ocorreram por conta do
estado lastimável da economia após mais de vinte anos de
governos militares. Erros da década de 70 com subsídios, projetos
megalomaníacos, incentivos para a indústria, controle de preços
de combustíveis e outros do tipo levaram a década perdida de
1980 assim como os erros do segundo mandato de Lula e do
primeiro mandato de Dilma levaram a atual década perdida. É
verdade que a Nova República cometeu erros graves que nos
levaram à hiperin ação, mas tais erros foram cometidos na
tentativa de controlar a in ação legada pelo regime militar.

Para avaliar a dívida vou usar duas variáveis. Primeiro a dívida


externa calculada como a dívida externa reconhecida e o PIB em
dólares, ambos disponibilizados pelo Ipeadata. Por esta medida a
dívida externa foi de 16% do PIB em 1965 para 48% do PIB em


1984, no período democrático o maior valor observado foi de
22,4% em 1958. A gura
 INÍCIO abaixo mostra o comportamento da
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dívida externa nos dois períodos.


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Leia também:  O ameaçador “junho de fogo” no STF


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ameacador-junho-de-fogo-no-stf/)
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A outra medida foi obtida na página do livro This Time is Di erent,


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Carmen Reinhart e Kenneth Rogo , e mostra a dívida total, interna
e externa,
 Quem doSomos
governo central como proporção do PIB. Por esta
medida a dívida foi de 21% do PIB em 1965 para 91% do PIB em
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1984, nosomos/)
período democrático o maior valor observado foi de
34,6% em 1956. Juscelino, constantemente acusado de endividar o
Brasil para fazer os 50 anos em 5, levou a dívida total de 17% em
1955, ano anterior à posse dele, para 22% em 1960, último ano
completo que governou. Nos cinco anos entre 1980 e 1984 o
general Figueiredo, último presidente do regime militar, levou a
dívida total de 48% do PIB para 91% do PIB. Se usarmos a medida
de dívida externa Juscelino levou de 12% do PIB para 20% do PIB e
Figueiredo, entre 1980 e 1984, levou de 23% do PIB para 48% do
PIB.

É certo que comparar períodos distintos impõe alguns riscos, a


realidade do mundo era diferente no período entre 1946 e 1963 da
que foi no período de 1965 a 1984. Creio, porém, que tais
diferenças não mudam a mensagem nal do artigo: o regime
militar está longe de ser um exemplo de gestão da economia. Os
erros graves de política econômica observados principalmente a
partir do governo Médici são responsáveis pela grande crise da
década de 1980. Mesmo os que argumentam a culpa da crise de
1980 foi da dívida não podem negar que o regime militar
aumentou consideravelmente nossa dívida. Uma análise mais
profunda do período do regime militar e das consequências dele

sobre a economia da Nova República pode ser feita em outros
lugares, é um tema em
 INÍCIO que já publiquei alguns artigos que estão
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resumidos no nono capítulo do livro Desenvolvimento Econômico:


Uma Perspectiva Brasileira (link 
 BLOG (HTTPS://WWW.INSTITUTOLIBERAL.ORG.BR/BLOG-6/) aqui
(https://www.amazon.com.br/Desenvolvimento-Econ%C3%B4mico-
Uma-Perspectiva-Brasileira-ebook/dp/B00DUX3OMK)), espero que
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os números que mostrei sejam su cientes para mudar a


percepção
 CURSOS de o regime militar foi um sucesso em termos
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econômicos. A verdade é que não foi, muito pelo contrário, o


regime militar não (HTTPS://WWW.INSTITUTOLIBERAL.ORG.BR/CONTACT-3/)
 CONTATO apenas teve um desempenho ruim enquanto
durou como plantou boa parte dos problemas institucionais que
 Quem Somos
até hoje travam nossa economia.
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Roberto
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Ellery
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Roberto
somos/)Ellery, professor de Economia da Universidade de

Brasília (UnB), participa de debate sobre as formas de alterar o atual


quadro de baixa taxa de investimento agregado no país e os efeitos em
longo prazo das políticas de investimento.

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